BH Aula
Tópicos abordados
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Tópicos abordados
bovinocultura precoce
Prof. Mário Fonseca Paulino
VIÇOSA-MG
NOVEMBRO-2008
Padrões de crescimento
Amamentação 1a Seca 2a Água 2a Seca 3a Água 3a Seca
450
400
350
Peso Vivo (kg)
300
250
200 Tradicional
150 Precoce
100 Superprecoce
50
Superprecoce Conf.
0
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O
Meses
• ANIMAL MIGRA / MOVE DE UM ESTADO
FISIOLÓGICO PARA OUTRO...
• Pastagens Naturais
• Pastagens Cultivadas
• Confinamento
Posições intermediárias:
• INTEGRAÇÃO LAVOURA – PECUÁRIA - FLORESTA
• SISTEMA PASTO/SUPLEMENTO
Fonte: Pedreira (1973)
Tabela 1 - Ganho em peso de novilhos (g/cab/dia)
pastejando gramíneas tropicais, de acordo
com a época do ano.
Média
Nov Fev Maio Set
Anual
Colonião 1200 723 370 -166 373
Tobiatã 1152 893 281 -312 380
Potiporã 1111 959 255 -192 398
Marandu 1110 600 460 -140 272
Brachiaria 780 571 380 -490 254
decumbens
Fonte Euclides et al (1989)
Avanço das lavouras em terras de
pastagens
•Genética •Genética
•G+Adubação+Manejo •G+Sanidade+Manejo
•G+A+M+Irrigação •G+S +M+Nutrição
diferenciada
MSpd
MSpd como unidade integradora
MSpd = 0,98(100 - FDN) + (FDN - FDNi )
Em que: MSpd = matéria seca (MS) potencialmente digestível (% da MS);
FDN = fibra em detergente neutro (% da MS); FDNi = FDN indigestível (% da
MS); e 0,98 = coeficiente de digestibilidade verdadeiro para os componentes
não-FDN.
Valorização do perfilhamento
Plasticidade fenotípica
Oferta de 4 - 6% do PC em MSpd
Tabela 5 – Disponibilidade total de matéria seca (MST, t/ha)
e matéria seca potencialmente digestível (MSpd,
t/ha) do pasto
Disponibilidade Média
Gramíneas MST1 MSpd2 Percentual3
(ton/ha) (ton/ha)
Águas
Brachiaria decumbens4 4,77 3,14 65,6
Brachiaria decumbens4 6,32 4,10 64,8
Brachiaria decumbens5 3,41 2,20 64,5
Brachiaria brizantha4 7,46 4,50 60,3
P. maximum, cv. Mombaça4 7,59 4,55 59,9
Transição Águas/seca
Brachiaria decumbens5 3,14 1,86 59,2
Seca
Brachiaria decumbens5 1,43 0,71 49,6
1
MST = matéria seca total; MSpd = matéria seca potencialmente digestível;
3
Percentual de MSpoD em relação a MST; 4Adaptado de PORTO (2005-
Capinópolis-MG, 5MORAES (Dados não publicados –Viçosa-MG)
• O CONCEITO / CONHECIMENTO ACUMULADO PODE SER
ADAPTADO A UMA VISÃO DE MAIS FÁCIL
COMPREENSÃO AO NÍVEL DE PROPRIEDADE ,
ASSOCIADA AO BINÔMIO ALTURA DE INÍCIO DE
DESFOLHAÇÃO E RESÍDUO
Tabela 6 - Alturas do pasto para a entrada e saída dos animais associada a 95% da interceptação
luminosa incidente pelo dossel
Altura do Pasto (cm)
Sistema de coleta
Variável DTMS PS Ex
PB 2,73a 3,96b 6,76c
FDN 84,43 a 79,02 b 74,96 c
FDA 48,23 a 41,66 b 42,82 b
LIGNINA 8,98 a 6,36 b 7,49 c
DIVMS 34,37 a 48,50 b 46,25 b
Ca 0,32 a 0,41 ab 0,46 b
P 0,05 a 0,06 a 0,17 b
Mg 0,12 a 0,15 b 0,12 a
Na 0,02 a 0,02 a 1,13 b
Médias seguidas por uma mesma letra em uma mesma linha não diferem
estatisticamente, pelo teste de Newman Keuls, ao nível de 5% de probabilidade. (Gomes
Jr., 2000)
O MODELO
Crescimento normal:
Peso
não restrito à
maturidade
Idade
Peso
Crescimento
compensatório: Crescimento
recuperando peso para compensatório
idade
Restrição nutricional
Fonte: Hogg (1991)
Idade
Crescimento compensatório:
Peso
período de crescimento
Crescimento prolongado
compensatório
Restrição nutricional
Idade
Menor tamanho
à maturidade
Subdesenvolvimen
Peso
to permanente
Sem crescimento
compensatório
Idade
Celulose
(g kg-1 FDN)
Lignina
Tempo (h)
FIGURA 2 – CONCENTRAÇÃO DE CELULOSE E LIGNINA DURANTE A
DIGESTÃO IN VITRO POR 72 HORAS (CHERNEY et al., 1986)
Gases FDNpd
FDNi
14
NDFI (g/kg LW)
12
10
8
5 10 15 20 25
RAN (mg/dL)
50,00
45,00
Energia
FDNpd
Latente 40,00
35,00
30,00
5 6
7%
7 8 9 10 11 12 13
PB (% da MS)
10%
Tabela 13 - Valores médios de nutrientes digestíveis totais
(NDT) observados (NDT OBS) e estimados (NDT EST)
das dietas.
300
250
200 Tradicional
150 Precoce
100 Superprecoce
50
Superprecoce Conf.
0
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O
Meses
Alternativas de suplementação e nível
tecnológico do sistema de produção
Consumo de Ganho
% PB do
Época do ano suplemento
suplemento adicional* Fonte
(% PV) (g/dia)
Transição seca –
águas
24,5 0,26 196 Moraes et al. (2006a)
Transição seca –
águas /Águas
38,0 0,25 180 Acedo et al. (2003a)
Transição seca –
águas /Águas
38,0 0,15 190 Acedo (2007)
Transição seca –
águas /Águas
38,0 0,25 132 Acedo (2007)
* Refere-se ao diferencial de ganho de peso dos animais recebendo o suplemento múltiplo que
proporcionou o melhor desempenho, em relação a aqueles recebendo mistura mineral.
Continuação....
Consumo de Ganho
% PB do
Época do ano suplemento adicional* Fonte
suplemento
(% PV) (g/dia)
Águas 20,0 0,50 176 Paulino et al. (1996)
Zervoudakis et al.
Águas 40,0 0,16 212
(2002a)
Zervoudakis et al
Águas 53,8 0,30 200
(2002b)
Águas 35,0 0,16 270 Villela et al. (2003)
Águas 26,0 0,23 170 Porto et al. (2004)
Águas 41,6 0,16 173 Figueiredo et al.
(2005a)
Águas 40,0 0,19 162 Moraes et al.
(2005a)
Águas 28,0 0,29 230 Porto et al. (2005)
Águas 41,1 0,16 220 Paulino et al. (2005)
Águas 28,9 0,14 143 Paulino et al.
(2006b)
Águas 25,3 0,27 155 Paixão et al.
(2006a)
Águas 29,4 0,25 175 Nascimento et al.
(2007b)
* Refere-se ao diferencial de ganho de peso dos animais recebendo o suplemento múltiplo que
proporcionou o melhor desempenho, em relação a aqueles recebendo mistura mineral.
Continuação....
Ganho
% PB do Consumo de
adicion
Época do ano suplement suplemento Fonte
al*
o (% PV)
(g/dia)
Nascimento
Desmama
1ª Seca Sal
Nitrogenado
Águas
2ª Seca Proteinado
25-27 100%
meses Prenhez
Tabela 16 - Composição dos
suplementos.
Tratamentos
Ingredientes A B C
Mistura mineral (%) 4,0 4,0 4,0
Uréia/sulfato de amônia – 9:1 (%) 5,0 5,0 5,0
Farinha de carne e ossos* (%) 5,0 5,0 5,0
Farelo de algodão (%) 10,0 10,0 10,0
Feno de guandu (%) 5,0 10,0 15,0
MDPS** 71,0 66,0 61,0
Nascimento
Desmama
1ª Seca Proteinado
Águas Suplemento
Ingredientes(%) Tratamentos
MM FS FA38 GM FT B. decumbens1
Proporções(%)
Mistura mineral 100,00 11,00 10,0 14,00 10,00
Uréia/SA -9:1 --- --- --- --- 10,00
Farelo de soja --- 89,00 --- --- ---
Farelo algodão 38% --- --- 90,0 --- ---
F. glúten de milho 60% --- --- --- 86,00 ---
Farelo de trigo --- --- --- --- 80,00
Composição Bromatológica (%)
MS --- 84,40 87,50 89,50 84,00 12,90
PB --- 52,50 45,60 65,45 45,30 9,45
Fonte: FIGUEIREDO (2005).
Tabela 19 - Consumo diário de suplemento (CDS), peso vivo
inicial (PVI), peso vivo final (PVF) e médias para
ganhos de peso diário (GMD), em função dos
diferentes tratamentos.
Variáveis Tratamentos
CV %
MM FS FA38 GM FT
CDS (kg/animal/dia) 0,05 0,45 0,55 0,35 0,45
PVI (kg) 234,0 232,0 234,5 234,0 237,5
PVF (kg) 290,0 292,25 295,75 301,25 308,0
GMD (kg/animal/dia) 0,666 0,717 0,729 0,801 0,839 15,209
Recria de novilhas para prenhez aos 14 - 16 meses
Nascimento
Desmama
Suplementação
1ª Seca
0,4-0,5%PV
Prenhez
Tabela 20 – Composição dos Suplementos.
Especificação Tratamentos
A B C
Peso inicial (kg) 284,46 283,37 282,00
Peso final (kg) 371,00 366,13 367,51
Ganho de peso diário médio 0,628 0,593 0,628
(kg/animal/dia)
Consumo de suplemento 1,694 1,922 1,762
(kg/animal/dia)
Terminação de novilhas precoces de descarte –
Época das Águas
470
Kg
380
Kg
250
Kg
180
Kg
1a 2a
Seca Seca
Tabela 29 - Proporções de ingredientes, teores de NDT e PB,
com base na matéria natural, e requerimentos de PB
atendidos para os diferentes suplementos.
Tratamentos
Itens SAL S12 S16 S20 S24
Proporções (%)
Fubá de milho - 95,22 83,39 71,49 59,66
Grão de soja inteiro - 2,63 14,07 25,59 37,03
Uréia/SA (9:1) - 1,15 1,54 1,92 2,31
Mistura mineral 100,0 1,00 1,00 1,00 1,00
Composição e Requerimento
NDT (%)1 - 77,6 77,8 78,0 78,3
PB (%) - 12 16 20 24
PB atendida (%)1 - 60 80 100 120
1
/Médias ajustadas por covariância
Tabela 31 - Composição percentual dos
tratamentos.
a,b
Médias na coluna, com letras diferentes, diferem (P<0,05) pelo teste de Tukey
1,400
1,200
1,000 T1
0,800 T2
0,600 T3
kg
0,400 T4
0,200 T5
0,000 Média
-0,200
-0,400
Período
1
Mistura mineral: fosfato bicálcico, 48,61%; sal comum, 48,61%; sulfato de zinco,
1,46%; sulfato de cobre, 0,72%; sulfato de magnésio, 0,50%; sulfato de
cobalto, 0,05%; iodato de potássio, 0,05%.
2
SSI = suplemento contendo soja grão inteira;
3
SCAI = suplemento contendo caroço de algodão inteiro;
4
SMFS = suplemento contendo milho e farelo de soja.
Tabela 34 – Pesos vivos médios, inicial e final, ganhos de peso
total e diário e rendimento de carcaça, por tratamento
Especificação Tratamentos
2
SSI SCAI 3 SMFS 4
Peso inicial com enxugo (kg) 363,25 363,00 356,50
Peso final com enxugo (kg) 461,50 457,50 462,25
Ganho de peso total (kg) 98,25 94,50 105,75
Ganho de peso diário 1,056 1,016 1,137
(kg/animal/dia)
Rendimento de carcaça(%) 52,21 53,04 53,61
1
SSI = suplemento contendo soja grão inteira;
2
SCAI = suplemento contendo caroço de algodão inteiro;
3
SMFS = suplemento contendo milho e farelo de soja.
Tabela 35 – Composição percentual dos
suplementos.
Níveis de uréia
Itens 0 1,6 3,2 4,8
Mistura Mineral (MM) 0,5 0,5 0,5 0,5
Calcário calcítico 0,5 0,5 0,5 0,5
Fosfato bicálcico 0,0 0,0 0,5 1,0
Uréia/SA (9:1) 0,0 1,6 3,2 4,8
Farelo de algodão 40,0 25,0 15,0 0,0
Grão de milho moído 59,0 72,4 80,3 93,2
Fonte: ACEDO et al. (2003).
Tabela 36 – Médias para peso vivo final, ganho médio diário e
rendimento de carcaça para os diferentes níveis de
uréia
Tabela 37 – Desempenho de bovinos (expressando ganho
compensatório) no sistema pasto/suplemento durante o período da
seca.
GMD PC
Época Fonte
(kg/dia) (kg)
1a 2a
Seca Seca
Potencializando o crescimento contínuo
Acréscimo no
Foco do estudo Fonte
GMD (g/dia)
Concentração de proteína no suplemento
146 Zamperlini et al. (2005)
Níveis de proteína
180 Fernandes (2009)
Estratégias de suplementação
90 Valente et al. (2009)
Tabela 39 – Desempenho de novilhos superprecoce, com idade de 17 a 20
meses, no sistema pasto/suplemento
Rendimento de
Foco do estudo PC final (kg) Fonte
carcaça – RC(%)
300
Nova safra
230 kg
200
100 Desmama
7-9 meses
0
O N D J F M A M J J A S O ND J F M A M J J A S O
18 meses
Plano nutricional para abate aos 16 meses de idade
600
Diferimento
1o Exp
500 Nova safra
2o Exp
460 kg
400 3o Exp
Diferimento
Peso Kg
300
Nova safra
270 kg
200
100 Desmama
8 meses
0
O N D J F M A M J J A S O ND J F M A M J J A S O
16 meses
Figura 1 – Curvas de crescimento do peso corporal (kg) projetada
pelo modelo para animais em três tratamentos suplementados e o
controle
Fernandes (2009)
Implicações
Estratégia de Suplementação
Indicadores Zootécnicos e de Tamanho
18 meses 24 meses 30 meses 40 meses
Idade inicial (meses) 8 8 8 8
Idade ao abate (meses) 18 24 30 40
Ciclo de produção (meses) 10 16 22 32
Resultados
Ganho médio diário no ano (kg/dia)** 0,76 0,48 0,35 0,23
Número de ciclos por ano 1,20 0,75 0,55 0,38
Compra anual de bezerros 1662 1038 755 519
Venda anual de cabeças (boi gordo) 1662 1038 755 519
Produção de carne (kg/ha/ano) 384 240 175 118
Quantidade de @ vendida no ano*** 24.923 15.577 11.329 7.788
*Unidade Animal (U.A.) = 450 kg de peso vivo. ** Ganho médio diário no ano (kg/dia); *** Arroba de peso vivo (@) – 30kg
Estratégias de Suplementação
18 meses 24 meses 30 meses 40 meses
Lucro
- Anual R$/ano 32.904,03 -180.706,22 -89.615,14 -171.321,31
- Por Cabeça/ano R$/cab/ano 23,76 -130,08 -64,72 -123,73
- Por Arroba Vendida R$/@ Vendida 1,32 -11,56 -7,91 -22,00