APRESENTAÇÃO
ENF./ Prof.: PUTUILO BENJAMIM JOSÉ
• Lic. Em Ciências de Enfermagem
• ( ISPOCA);
• Pós -Graduado em cuidados Intensivos
• ( CLÍNICA MULTI PERFIL);
• Pós -Graduado em Agregação
Pedagógica para docente Universitário
• ( UÓR);
• Orientador de TCC á 6 anos, seminarista
e palestrante;
politraumatismo
TRAUMA OU NÃO
Resumo da Anatomia osteo-articular
• é o conjunto estruturas que ligados entre si
garante a parte activa e passiva do corpo
humano.
• Estas estruturas garantem suporte,
sustentação, protecçao e movimentação
corporal.
Anatomia osteo-articular
Como esta constituído
ossos
• São estruturas esbranquiçadas
interligadas entre si para garantir o
suporte corporal.
• tipos de ossos
Resumocompactos e
esponjoso.
• Longo, curto e laminar , irregular e
pneumático.
Total de 206 ossos
Articulações(Junturas)
é o conjunto de partes moles (cartilagens) e
duras (óssos) através das quais se unem
duas ou mais peças ósseas.(conexão)
1. Sinartroses, Imóveis ou Fibrosas
Resumo
(suturas) com mobilidade reduzida.
2. Anfiartrose, Semimóveis ou Cartilagíneas
(fémur).
3. Diartroses, Móveis ou Sinoviais. (joelho,
etc)com movimentos activos.
Existem varias articulações em toda parte
Músculos
RESUMO
• São órgãos ou fibras musculares com
capacidade de contração e relaxamento do
movimento .
• são estruturas que movem os segmentos do
corpo.
• Existem um conjunto de vários músculos
desde a cabeça aos pes.(600)
Doenças osteo-articular
e o conjunto de doença ou situações
que acontecem nas estruturas
histo-esqueléticas fruto
de alguma força.
Acontecem mas por situações
traumáticas.
Os traumas podem levar a paralisação
cefalo-caudal e atingir órgãos
internos.
TRAUMATISMO
Acontecem de forma branda ou
violenta.
E em várias partes do corpo são
chamados de Politraumatismo.
Os pacientes politraumatizados são considerados pacientes
graves por serem acometidos por múltiplos traumas.
O trauma: consiste em uma lesão de extensão, intensidade e
gravidade variáveis, que pode ser produzida por agentes diversos
(físicos, químicos, elétricos), de forma acidental ou intencional, capaz
de produzir perturbações locais ou sistêmicas.
CAUSAS
• As quedas,
• Os golpes, (agressões físicas)
• Os acidentes automobilísticos,
• As queimaduras,
• As feridas por armas (fogo e
branca)
• O choque elétrico,
• O afogamento e incêndios,
entre outros.
• O grau de lesão por trauma
depende da intensidade do
ocorrido e os órgãos ou
tecidos afetados.
REGIOES AFECTADAS
Superficiais
• Pele: produzindo feridas que podem ser cortantes
(intencional ou acidental) ou perfurantes( travesessam
órgão) .
profundos
• Hematomas (acumulo de sangue fora dos vasos),
• Contusões (quando algo choca com corpo e não
causa lesões),
• Estiramentos(alongamento das fibras musculares),
• desgaste dos músculos,
• Extraçao de órgãos internos
• ligamentos ou até mesmo fraturas( ruptura do osso).
Tipos
• Trauma encefálico. (lesões cérebro)
• Trauma medular.( lesões na coluna vertebral)
• Trauma torácico.(lesões nos pulmões e
coração)
• Trauma abdominal. (lesões vísceras, baço e o
fígado).
• Trauma dos membros. (fraturas)
São capazes de produzir grandes hemorragias
ou choques.
TRAUMATISMO
O tratamento dos pacientes com
qualquer tipo de traumatismo se
inicia antes de sua chegada ao
hospital ou pronto-socorro.
As medidas básicas de primeiros
socorros e o cuidado específicos são
de grande importância para
estabilizar a vítima.
POLITRAUMATISMO
• Entende-se por politraumatizado o doente
que possui lesões que afetam mais de um
sistema do corpo.
• Avaliar o estado de consciência e das vias
aéreas,
• Comprovar se a pessoa está respirando e
verificar o pulso,
• Controlar as hemorragias através da
compressão direta sobre o vaso sanguíneo
lesionado e
• Limitar os movimentos para evitar a
ocorrência de possíveis fraturas presentes.
Acciona os serviços de urgências(INEMA)
EMERGENCIAS PRÉ HOSPITALAR AO POLITRAUMATIZADO
• O atendimento pré-hospitalar ao politraumatizado, Tem como objetivo de
minimizar o tempo gasto na cena e melhorar a qualidade do atendimento,
abordando os princípios da Avaliação dos doentes e seu tratamento adequado.
• Na emergência pré hospitalar ao politraumatizado faz se a avaliação do doente.
• O objetivo desta avaliação é determinar a condição atual do doente e servir de
base para a tomada de decisões em relação ao tratamento e transporte do
mesmo.
• Dessa forma, esse processo de avaliação deve ser realizado de forma
sistemática, rápida e organizada. A prioridade inicial no atendimento pré-hospitalar
ao politraumatizado é a avaliação da cena. Essa avaliação inicia-se antes mesmo
da chegada ao local, com base nas informações coletadas do solicitante e outras
testemunhas que estejam próximas às vítimas no local da ocorrência.
• AVALIAÇÃO PRIMÁRIA (cuidado pré Hospitalar)
Nesses casos, o objetivo da avaliação primária é identificar
rapidamente condições com risco de vida, iniciar a reanimação e prover o
transporte rápido à unidade de referência. A avaliação primária inicia-se com uma
impressão geral do paciente. O socorrista observa se o paciente está respirando
efetivamente, se está acordado e apresenta alguma movimentação espontânea. Se
o paciente é capaz de responder algum questionamento conclui-se que o mesmo
possui via aérea pérvia, boa função respiratória e perfusão cerebral.
Nesse momento, procura-se sinais de sangramento e coleta-se dados preliminares
para completar a avaliação. Essa avaliação inicial pode fornecer informações
suficientes para a equipe determinar a necessidade de mais recursos ou o suporte
avançado para atendimento desse doente. A partir de então, segue-se a avaliação
primária obedecendo às etapas seguintes. anormal ( pneumotórax , hemotórax)
• Circulação
• Na avaliação inicial do doente
politraumatizado, deve-se identificar e
controlar o sangramento visível, a
hemorragia externa. Esse controle deve
ser iniciado na cena e mantido durante o
transporte do doente.
• Para controlar o sangramento externo
pode-se utilizar pressão direta no local
do sangramento,
• Disfunção Neurológica
• Avalia-se a oxigenação cerebral ao se
estabelecer o nível de consciência do
doente. Um paciente agressivo, agitado,
confuso ou com um nível de consciência
diminuído pode estar hipoxémico.
(Mesmo no paciente eupneico pode ser
necessária a oferta de oxigênio
suplementar O objetivo é manter uma
saturação de oxigênio > 95%. )
• A Escala de Coma de Glasgow é uma
ferramenta prática para determinar o
nível de consciência. Considerando a
abertura ocular, a melhor resposta
motora e a melhor resposta verbal
determina-se uma pontuação para o
paciente
• Exposição e Ambiente
• A exposição do doente é fundamental
para que se identifiquem todas as
lesões. Lesões graves podem passar
despercebidas se a exposição não for
devidamente realizada.
• Após inspeção de todo o corpo do
doente, o mesmo deve ser coberto para
conservar o calor corporal e evitar
hipotermia, que pode contribuir para
piorar necrose tecidual.
• É importante frisar que a avaliação
primária é um processo de ações que
ocorrem simultaneamente, de forma
rápida e sequenciada.
• Os três picos da Morte por trauma
• As mortes por trauma costumam ocorrer em três picos distintos.
• O primeiro pico corresponde as mortes que acontecem nos segundos ou
minutos iniciais após o trauma. As lesões nesses pacientes são tão graves,
que dificilmente eles podem ser salvos.
• O segundo pico corresponde as mortes que acontecem algumas horas após
o trauma. O atendimento pós-trauma nesses pacientes interfere
significativamente na probabilidade de sobrevivência da vítima.
• Esse momento, portanto, é chamado de “Golden Hour”.
• Por fim, o terceiro pico corresponde as mortes que acontecem mais
tardiamente, até algumas semanas após o trauma.
• Assim, diante de um doente grave, devemos estabelecer uma sequência de
prioridade no atendimento, ou seja, tratar primeiro aquilo que mata mais rápido.
• Essa sequência é conhecida como ABCDE do trauma, e devemos segui-la
rigorosamente.
• A: Airway maintenance with restriction of cervical spine motion (Vias aéreas com
proteção da coluna cervical)
• B: Breathing and ventilation (Ventilação e Respiração)
• C: Circulation with hemorrhage control (Circulação com controle de hemorragia)
• D: Disabily (Disfunção neurológica)
• E: Exposure/ Environmental control (Exposição/controle do ambiente)
• Antes de começarmos o atendimento por cada etapa, devemos avaliar
rapidamente o estado clínico do doente.
• Essa avaliação pode ser obtida logo após nos apresentarmos ao paciente,
através das seguintes perguntas: “Qual o seu nome?” e “Você pode me falar o
que aconteceu?”.
• A: Vias aéreas com proteção da coluna cervical
Para avaliar a perviedade da via aérea, as manobras recomendadas são
a chin lift (elevação do mento) e jaw thrust (tração da mandíbula).
Ambas devem ser realizadas com proteção da coluna cervical, uma vez
que, todo doente politraumatizado deve ser considerado com lesão cervical
até que se prove o contrário.
• B: Ventilação e Respiração
Uma via aérea pérvia, por si só, não nos garante que a ventilação do
paciente está ocorrendo de maneira adequada. O ar pode estar chegando nos
pulmões, mas há algum problema na troca gasosa.
Caso não tenha sido intubado na etapa ‘A’, o politraumatizado deverá
receber oxigênio suplementar.
Nessa etapa, o pescoço e tórax do paciente devem ser bem
examinados. Na avaliação do pescoço, devemos procurar desvio de traqueia ,
sinais que podem indicar a presença de uma lesão que necessita de
tratamento imediato.
• C: Circulação com controle de hemorragia
Nessa etapa, iremos fazer uma avaliação do estado hemodinâmico do
paciente.
A pressão arterial, cor da pele, pulso e o tempo de enchimento capilar são
sinais clínicos que oferecem informações importantes sobre a volemia do paciente,
e, portanto, devem ser avaliados.
Hipotensão, pulso taquicardíaco, pele fria e pálida, e tempo de enchimento
capilar aumentado sugerem fortemente hipovolemia, ou seja, o paciente está
perdendo sangue.
• D: Disfunção neurológia
Nessa etapa iremos fazer a avaliação do nível de consciência da
vítima, através da escala de coma de Glasgow.
O rebaixamento do nível de consciência pode estar associado a um
trauma direto no cérebro ou hipoxia .
É importante também checarmos a reatividade das pupilas através do
reflexo fotomotor direto e consensual.
• E: Exposição/controle do ambiente
Nessa etapa, devemos retirar todo o traje do doente, atentando
para a hipotermia (aquecer com manta térmica e aumentar a
temperatura da sala).
Não podemos esquecer de checar o dorso do paciente, a
procura de lesões ocultas.
MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO
DISPENSADA