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Neutralidade da Rede e Marco Civil da Internet

O documento aborda a neutralidade da rede, um princípio do Marco Civil da Internet que garante tratamento igualitário dos dados, evitando discriminação por provedores de conexão. Também discute a proteção de dados e privacidade, destacando a importância do consentimento do usuário e a relação com a LGPD. Além disso, menciona a liberdade de expressão e a responsabilidade dos provedores em relação ao conteúdo gerado por terceiros.

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Neutralidade da Rede e Marco Civil da Internet

O documento aborda a neutralidade da rede, um princípio do Marco Civil da Internet que garante tratamento igualitário dos dados, evitando discriminação por provedores de conexão. Também discute a proteção de dados e privacidade, destacando a importância do consentimento do usuário e a relação com a LGPD. Além disso, menciona a liberdade de expressão e a responsabilidade dos provedores em relação ao conteúdo gerado por terceiros.

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DISCIPLINA: DIREITO DIGITAL

TEMA: Introdução ao Marco


Civil da Internet
NEUTRALIDADE DE REDE

A neutralidade da rede é um princípio que estabelece


que todos os dados que trafegam pela Internet devem ser
tratados de forma igualitária, sem discriminação ou privilégios
por parte dos provedores de conexão. Isso significa que:

• Nenhum serviço ou site pode ter sua velocidade reduzida ou


aumentada artificialmente.
• Os provedores de Internet não podem cobrar valores
diferenciados para priorizar certos conteúdos.
• O tráfego de dados deve seguir um padrão isonômico,
independentemente da origem, do destino, do conteúdo ou do
tipo de serviço.
NEUTRALIDADE DE REDE

Esse conceito visa impedir que empresas de


telecomunicações ou provedores de conexão tenham o poder
de favorecer determinados conteúdos em detrimento de outros, o
que poderia criar um cenário de concorrência desleal e prejudicar
a inovação no ambiente digital.
A neutralidade da rede é um dos princípios fundamentais
do Marco Civil da Internet e está prevista no artigo 9º, que
determina:
“O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem
o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de
dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço,
terminal ou aplicação.”
A regulamentação desse princípio foi posteriormente
definida pelo Decreto 8.771/2016, que detalha as exceções e os
critérios para a implementação da neutralidade da rede.
EXCEÇÕES

Embora a regra geral seja o tratamento igualitário do


tráfego de dados, o Marco Civil permite exceções em
situações específicas, conforme descrito no Decreto
8.771/2016:
1.Requisitos técnicos indispensáveis à prestação
adequada do serviço
1. Exemplo: gerenciamento de tráfego para evitar congestionamentos em
horários de pico.
2.Priorizações temporárias por questões de segurança
1. Exemplo: bloqueio ou redução da velocidade de tráfego de ataques
cibernéticos ou malwares.
Essas exceções não podem ser usadas de forma
abusiva e devem ser regulamentadas pela Anatel (Agência
Nacional de Telecomunicações), garantindo que a
neutralidade não seja comprometida por interesses comerciais.
ZERO RATING

Uma questão importante relacionada à neutralidade da


rede é o zero rating, uma prática na qual operadoras oferecem
acesso gratuito a determinados aplicativos (como WhatsApp e
Facebook) sem consumir a franquia de dados do usuário.
Embora essa prática seja popular e amplamente adotada
no Brasil, muitos especialistas apontam que ela fere a
neutralidade da rede, pois beneficia determinados serviços em
detrimento de concorrentes menores.
A regulamentação do zero rating segue sendo debatida
internacionalmente e representa um dos desafios da aplicação do
princípio da neutralidade.
PROTEÇÃO DE DADOS

A proteção da privacidade é um dos princípios centrais do


Marco Civil da Internet. Com o aumento da coleta e uso de dados
pessoais, garantir a privacidade dos usuários tornou-se uma
questão essencial para a segurança digital.

Privacidade no Marco Civil da Internet


O artigo 7º do Marco Civil estabelece uma série de direitos dos
usuários em relação à privacidade:
Inviolabilidade das comunicações
Provedores não podem acessar o conteúdo de comunicações privadas,
exceto por determinação judicial.
PROTEÇÃO DE DADOS

A proteção da privacidade é um dos princípios centrais do


Marco Civil da Internet. Com o aumento da coleta e uso de dados
pessoais, garantir a privacidade dos usuários tornou-se uma
questão essencial para a segurança digital.

Privacidade no Marco Civil da Internet


O artigo 7º do Marco Civil estabelece uma série de direitos dos
usuários em relação à privacidade:
Proteção dos registros de conexão e acesso a aplicações
O armazenamento de dados pessoais deve ser feito com segurança e
transparência.
O usuário tem o direito de saber quais dados são coletados e como são
utilizados.
PROTEÇÃO DE DADOS

A proteção da privacidade é um dos princípios centrais do


Marco Civil da Internet. Com o aumento da coleta e uso de dados
pessoais, garantir a privacidade dos usuários tornou-se uma
questão essencial para a segurança digital.

Privacidade no Marco Civil da Internet


O artigo 7º do Marco Civil estabelece uma série de direitos dos
usuários em relação à privacidade:
Exigência de consentimento para coleta de dados
O provedor precisa da autorização expressa do usuário para coletar e tratar
dados pessoais.
Essas regras buscam garantir que o usuário tenha
controle sobre suas informações e que o ambiente digital
respeite sua privacidade.
MCI E LGPD

A LGPD (Lei 13.709/2018) complementa e expande as regras do


Marco Civil sobre privacidade, trazendo novas obrigações para
empresas e órgãos públicos que coletam e utilizam dados
pessoais.

Principais pontos de convergência entre LGPD e Marco


Civil:
• O consentimento do usuário é obrigatório para a coleta e uso
de seus dados.
• Empresas devem garantir segurança na armazenagem e no
tratamento dos dados.
• Em caso de vazamento de dados, sanções e multas podem ser
aplicadas.
• A LGPD reforça a proteção dos usuários contra abusos na
LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A liberdade de expressão é um direito fundamental


assegurado pela Constituição Federal (art. 5º, IV e IX) e
reforçado pelo Marco Civil da Internet.

Princípio da Liberdade de Expressão


O Marco Civil estabelece que nenhuma forma de
censura prévia pode ser imposta, garantindo que os usuários
possam expressar opiniões livremente na Internet.
Contudo, há exceções para evitar abusos, como:
•Discurso de ódio e incitação à violência (previstos no
Código Penal).
•Ofensas à honra e à reputação de terceiros (previstas no
Código Civil).
•Divulgação não autorizada de conteúdos íntimos (Lei
RESPONSABILIDADE DOS PROVEDORES DE
APLICAÇÃO

O Marco Civil não responsabiliza automaticamente os


provedores pelo conteúdo gerado por terceiros. No entanto,
prevê que eles devem remover conteúdos ilícitos após
decisão judicial.

Exceção: Em casos de divulgação não autorizada de imagens


íntimas, a remoção deve ser imediata, sem necessidade de
decisão judicial.

Essa regra protege tanto a liberdade de expressão


quanto a dignidade dos indivíduos, equilibrando os direitos
na Internet.

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