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Paralisia Facial Periférica: Causas e Sintomas

A paralisia facial periférica é um distúrbio súbito que causa paralisia ou fraqueza dos músculos faciais de um lado do rosto, geralmente devido à inflamação do nervo facial. Sua etiologia é frequentemente desconhecida, mas pode estar associada a condições como trauma, hipertensão e viroses. O tratamento inclui corticosteróides e fisioterapia para reabilitação muscular.

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Paralisia Facial Periférica: Causas e Sintomas

A paralisia facial periférica é um distúrbio súbito que causa paralisia ou fraqueza dos músculos faciais de um lado do rosto, geralmente devido à inflamação do nervo facial. Sua etiologia é frequentemente desconhecida, mas pode estar associada a condições como trauma, hipertensão e viroses. O tratamento inclui corticosteróides e fisioterapia para reabilitação muscular.

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PARALISIA FACIAL

PERIFÉRICA
A paralisia facial periférica é um
distúrbio de instalação repentina, sem causa aparente, ou marcado pelo
enfraquecimento ou paralisia dos músculos de um dos lados do rosto. Ela se
instala em virtude de uma reação inflamatória envolvendo o nervo facial
(sétimo par dos nervos cranianos), que incha e fica comprimido dentro de um
estreito canal ósseo localizado atrás da orelha.
Essa alteração o impede de
transmitir os impulsos nervosos para os músculos responsáveis pela mímica
facial, provocando incapacidade funcional e assimetria da expressão fisionômica,
que resultam em danos estéticos muito desagradáveis.
A paralisia facial periférica decorre
da interrupção do influxo nervoso de qualquer um dos segmentos do
nervo facial. Seu acometimento resulta em paralisia completa ou parcial
da mímica facial e pode estar associada a: distúrbios da gustação,
salivação e lacrimejamento, hiperacusia e hipoestesia no canal
auditivo externo. Em torno de
50% da população acometida por paralisia facial periférica a etiologia é
desconhecida.
A primeira maior incidência é a
idiopática, ou de Bell, e a segunda, é traumática, entre outras, hipertensão
arterial, diabetes mellitus, viroses, gravidez e puerpério são apontadas
como condições associadas.
NERVO FACIAL
Embora o VII par de nervo craniano
(nervo facial) seja misto, 80% de sua função condiz com a
regulação da atividade motora da face e pescoço, sendo,
portanto, um nervo imprescindível para a expressão facial como
auxílio na comunicação não verbal, possibilitando a
apresentação do ser ao mundo e, sobretudo a exposição de suas
distintas emoções.
O controle preciso da musculatura
facial permite variações sutis na fisiologia muscular, necessárias
para a expressividade facial e para as funções de mastigação,
deglutição e fala.
Todos os músculos faciais são
inervados pelo VII par de nervo craniano (Facial), exceto, o
músculo levantador da pálpebra superior, o qual é inervado pelo
nervo óculo-motor (III par de nervo craniano).
Para a realização de uma expressão
facial simétrica, espontânea e apropriada é necessária a
interação de treze pares musculares distintos arranjados em
quatro camadas, todos inervados pelo nervo facial. Esse
intrincado sistema neuromuscular com conexões supranucleares
do nervo facial, em múltiplas regiões cerebrais, permitem
contrações musculares voluntárias e involuntárias que tornam
possível a expressão através da face.
Os músculos faciais ou também
denominados como mímicos, apresentam sua origem nos ósseos
do víscerocrânio e a sua inserção ocorre na camada profunda da
pele. Deste modo, eles promovem a mobilidade da pele do
escalpo e, sobretudo, da face, modificando as expressões faciais
que decorrem ações combinadas da contração concomitante de
vários músculos, levando em consideração o estado emocional.
MÚSCULOS FACIAIS
MUSCULOS DA FACE

20

FIGURA
CARACTERISTICAS

Origina-se na face lateral do sulco


bulbo-pontino, próximo ao cerebelo, sendo considerado
um nervo misto;
Suas fibras motoras inervam 26
músculos, todos com funções diferentes, dos quais 19 são
incumbidos da expressão emocional;
A porção sensitiva é também
chamada de nervo intermediário de Wrisberg, que está
relacionado com a sensibilidade gustativa de 2/3
anteriores da língua;
As funções vegetativas são de
natureza secretória, que se destinam as glândulas
CARACTERISTICAS

 É preferencialmente eferente, mas contém também


fibras aferentes, relacionadas com os dois terços
anteriores da língua, para o gosto e sensibilidade geral;
 Tem ramificações para as porções do meato acústico
externo, parte posterior das fossas nasais e palato
mole.
 Possui também fibras parassimpáticas pré-
ganglionares, destinadas à excreção das glândulas
lacrimais, submandibulares e sublinguais vasomotoras.
ANATOMIA

• Os ramos terminais do nervo facial são:


1. RAMO TEMPORAL;
2. RAMO MANDIBULAR;
3. RAMO ZIGOMÁTICO;
4. RAMO BUCAL;
5. RAMO CERVICAL;
RAMO TEMPORAL
 Cruza o arco zigomático em direção aos músculos
orbiculares dos olhos, auriculares, corrugadores e ramo
frontal do musc. Occiptofrontal.
RAMO MANDIBULAR
 Percorre abaixo do platisma, em direção ao ângulo da
boca, suprindo os músculos relacionados com o lábio
inferior e com o ângulo da boca.
RAMO ZIGOMATICO
 Inerva os músculos zigomático, orbicular dos olhos, do
lábio superior, asa do nariz e parte do bucinador.
RAMO BUCAL
 Acompanha o ramo zigomático, seguindo
inferiormente em direção ao ângulo da boca,
bucinador, elevadores do lábio superior e do
ângulo da boca.
RAMO CERVICAL
 Deixa a glândula parótida, dirigindo-se para
baixo e depois para frente ate suprir o musculo
platisma.
RAMOS
15
Síndromes topográficas consequentes a
lesões no nervo facial

Lesão no ângulo ponto-cerebelar:


A lesão facial a este nível determina uma paralisia facial
periférica, déficit da sensibilidade gustativa e alteração da secreção
lacrimal. Pode estar associada lesão das estruturas vizinhas,
como: nervo vestíbulo-coclear (tinitus, surdez e vertigem), nervo
trigêmio (dor e déficit sensitivo facial homolateral), nervo abducente
(paralisia do reto lateral homolateral), pedúnculo cerebelar e
cerebelo (ataxia homolateral e nistagmo).
16

Lesão ao nível do meato acústico interno:

Comprometem o VII e VIII nervos.

Lesão ao nível do canal facial, proximal à saída do nervo petroso maior:

Manifesta-se por paralisia facial periférica, Hiperacusia e diminuição da secreção


lacrimal.

Lesão ao nível do canal do facial, entre as emergências dos nervos petroso


maior e estapédio:
Há paral. facial periférica, diminuição da sensibilidade gustativa e hiperacusia.
17

Lesões após emergência do nervo da corda do tímpano:

Paralisia facial periférica sem hiperacusia, déficit gustativo ou


alteração da secreção lacrimal.

Lesão no canal facial entre as emergências dos nervos do


estapédio e da corda do tímpano:

Manifesta-se por paralisia facial periférica e diminuição da


sensibilidade gustativa.

Lesões após emergência do nervo da corda do tímpano:


18

Lesão supranuclear (Paralisia facial central):


Nas lesões supranucleares, córtico­pontinas, ocorre uma
paralisia contralateral dos dois terços inferiores da face com preservação da musculatura
do terço superior.
A parte superior da face é poupada por possuir controle
supranuclear bilateral, enquanto a parte inferior apresenta apenas conexão supranuclear
contralateral, ocorre uma dissociação entre os movimentos faciais voluntários e os
emocionais.
O paciente pode ser incapaz de contrair voluntariamente a
musculatura perioral, mas o faz espontaneamente quando sorri. Parece existir uma via
descendente que conduz os impulsos para os movimentos faciais emocionais, em
contraposição à via córtico­pontina dos movimentos voluntários.
PARALISIA FACIAL CENTRAL

Apresenta-se contralateral à lesão,


acometendo apenas o andar inferior da face, isentando,
por exemplo, o orbicular dos olhos.
Isso se deve ao fato de que a principal
eferência do núcleo facial provém do córtex cerebral,
através do trato córtico-nuclear e a porção dorsal do
núcleo, que inerva a metade superior de uma hemiface,
recebe eferências corticais dos hemisférios ipsi e
contralateral.
P. FACIAL CENTRAL – CONT.

A porção ventral do núcleo, responsável pela


inervação da musculatura mímica da metade inferior da
hemiface, recebe apenas impulsos do hemisfério contralateral.
Lesões supranucleares unilaterais causam a
paralisia facial central, onde apenas a motricidade mímica da
parte inferior da hemiface contralateral é comprometida, e a
mímica da porção superior é pouco ou nada afetada, devido à
inervação bilateral (NITRINI, 2005).
PARALISIA FACIAL CENTRAL
PARALISIA FACIAL PERIFERICA
PF PERIFÉRICA x PF CENTRAL
 Na Paralisia Facial Periférica há o acometimento tanto de fibras nervosas provenientes do
núcleo facial inferior quanto do superior, compromentimento a função de toda hemiface.
 Na Paralisia Facial Central o núcleo facial superior está preservado, com função normal
ou pouco comprometida da hemiface superior.
ESCALA DE HOUSE -
BRACKMANN
A escala de House-
Brackmann ou classificação de House-
Brackmann é um escore utilizado para graduar
o nível de lesão do nervo em uma
paralisia do nervo facial.
Essa aferição é determinada com a
medição do movimento superior da porção
média do topo da sobrancelha e do movimento
lateral do ângulo da boca.
Cada ponto de referência ganha 1
ponto para cada 0,25 cm de movimento, até
um máximo de 1 cm. Os escores são então
FORMAS DE LESÃO DO NERVO – ETIOLOGIA –
CLASSIFICAÇÃO DA PARALISIA DE ACORDO COM A
CAUSA

• Idiopática ou de BELL
• Infecciosa
• Traumática
• Congênita
• Vasculares
• Metabólicas
• Iatrogênicas
• Síndrome de Ramsey-Hunt : é a combinação de lesões cutâneas
do canal auditivo externo com o desenvolvimento ipsilateral da
face e nervos auditivos. A síndrome causa paralisia facial,
deficiência auditiva, vertigem e diversos outros sintomas
auditivos e vestibulares.
• Paralisia Facial Neonatal
Fisiopatologia
Do ponto de vista fisiopatológico, três teorias procuram
explicar a paralisia de Bell:

•Teoria vasculo-isquêmica

•Teoria Viral

•Teoria Imunológica
PARALISIA FACIAL DE BELL – SINAIS e
SINTOMAS

 Tem aparecimento súbito;


 Deve ser excluída das demais causas;
 Há assimetria da face;
 Distúrbios de audição;
 Alterações no paladar;
 Lagoftalmos;
 Epífora;
 Sinal de BELL;
 SINAL DE NIGRO;
SINAIS E SINTOMAS

 Rosto assimétrico tanto no repouso quanto no movimento, mas


nem sempre o lado afetado é o mais evidente. Inicialmente vemos
o lado afetado muito tenso;
 Sulcos da testa desaparecem, paciente fica sem expressão facial;
 Olho atingido em geral não fecha inicialmente;
 Alteração do globo ocular: o globo ocular sobe na tentativa de
estimular a pálpebra a fechar (sinal de Bell);
 Fenda palpebral aumenta porque parte dela é contração muscular;
 Blefaroclônus;
 Sincinesias
 Sulco do nariz fica apagado;
 Comissura labial cai ou desvia - se;
 Dificuldade para falar, assobiar, inflar a bochecha;
 Hiperacusia: som alto pode gerar dor de ouvido;
 Diminuição das secreções lacrimais e salivares;
 2/3 anteriores da língua perde o gosto;
 Instalação dos sintomas é rápida, geralmente o único sinal é
DOR no rosto;
 Lacrimejamento constante.
AVALIAÇÃO 2
TRATAMENTO CLÍNICO

 Corticóide em altas doses para diminuir o


processo inflamatório.
 Cirurgia para descompressão do nervo;
não é muito aceito.
FISIOTERAPIA
 Avaliação: dependendo o ramo acometido temos que
trabalhar mais em determinada função ou área do
rosto.
· Utilizar 1 fotografia do paciente anterior a patologia
· Avaliação criteriosa da função muscular, para saber
quais são os exercícios recomendados.
TRATAMENTO FISIOTERAPICO
1. MASSOTERAPIA:
 Tem a finalidade de relaxamento na hemiface sadia e estimular a
hemiface afetada e aumento do aporte sanguíneo em toda a face;
 Na HF sadia a massagem deve seguir a direção de alongamento
da fibra muscular, enquanto na Hf afetada deve ser feita no
sentido da contração muscular.
2. CRIOTERAPIA:
• Age na musculatura afetada, despolarizando as fibras nervosas,
gerando estímulos musculares e proporcionando a contração;
• É aplicada sob a forma de criomassagem, crioestimulação sobre
pontos motores ou pincelamento, com movimentos rapidos em
todos os músculos afetados, seguindo o sentido da fibra muscular.
3. FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPRIOCEPTIVA:
• Promove e acelera as respostas do mecanismo neuromuscular;
• A principal finalidade é facilitar a contração máxima;
4. METODO ROOD:
• Busca ativar exteroceptores;
• Pode-se utilizar ROOD associado a estímulos proprioceptores.
5. CINESIOTERAPIA:
• Promove a conscientização do movimento;
• Facilita contração voluntaria muscular;
• Com auxilio do espelho promove FEEDBACK visual.
PONTOS
CONTROVERSOS
1.ELETROTERAPIA:
• Tipos de correntes?
• Vantagens e desvantagens.
2.CRIOTERAPIA:
• Vantagens e desvantagens.

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