Extensão Rural
Prof.: Vinicius Miranda de Souza
Caracaraí-RR
Introdução
Realidade rural brasileira
Introdução
Realidade rural brasileira
Principais razões para o êxodo rural:
Condições de infraestrutura como estradas
Comunicação
Saúde
Educação
Introdução
Realidade rural brasileira
Principais razões para o êxodo rural:
Condições de infraestrutura como estradas
Comunicação
Saúde
Educação
Introdução
• Até 1960
Realidade rural brasileira
Crescimento da área cultivada
• Pós 1970
Adoção de novas tecnologias
Origem, evolução e filosofia da Ater
Modelo adotado foi o americano
Aproximando educação e pesquisa as regiões produtoras
Início:
Serviço de Extensão Rural foi criado em 6 de dezembro de 1948, com a assinatura do Convênio entre a
Associação Internacional Americana (AIA) e o governo do Estado de Minas Gerais.
Serviço de Extensão às atividades em Santa Rita do Passa Quatro e São José do Rio Pardo, a partir de
1947, também com a participação da AIA
Viçosa em 1929, com a criação da “Semana do Fazendeiro”, que é realizada até os dias de hoje.
FASES DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL
• A PRIMEIRA FASE DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL -HUMANISMO ASSISTENCIALISTA (1948 A 1963)
• A SEGUNDA FASE - DIFUSIONISMO PRODUTIVISTA (1964 A 1980)
• A TERCEIRA FASE - HUMANISMO CRÍTICO (1980 e 1989)
• FASE ATUAL - REESTRUTURAÇÃO DA ATER (2000).
FASES DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL
• A PRIMEIRA FASE DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL -HUMANISMO ASSISTENCIALISTA (1948 A 1963)
Linhas de crédito por meio de um serviço de assistência técnica de forma a repassar aos produtores os
produtos e as práticas agrícolas que os enquadrariam na chamada agricultura moderna.
Criação da Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural (ABCAR) em 1956.
Objetivo era aumentar a produtividade agrícola e proporcionar melhores condições de vida para as
famílias rurais por meio do aumento da renda
Relação paternalista – Introduzir mudanças através de métodos preestabelecidos
FASES DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL
• A SEGUNDA FASE - DIFUSIONISMO PRODUTIVISTA (1964 A 1980)
Mudança do “tradicional” para o “moderno”
Os conhecimentos empíricos dos produtores, assim como as suas reais necessidades, não eram
considerados.
Criação da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), grande expansão do
serviço de assistência técnica atingindo 80% dos municípios.
FASES DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL
• A TERCEIRA FASE - HUMANISMO CRÍTICO (1980 e 1989)
O planejamento participativo era um instrumento de ligação entre os assessores e os produtores
A nova filosofia preconiza que as metodologias de intervenção devem se fundamentar nos princípios
participativos, levando-se em conta os aspectos culturais dos produtores e de suas famílias.
Mudanças na concepção e prática da extensão rural por meio de discussões a respeito da agricultura
moderna, do desenvolvimento humano e social, da organização social e política e uso de tecnologias
apropriadas.
FASES DA EXTENSÃO RURAL NO BRASIL
• FASE ATUAL - REESTRUTURAÇÃO DA ATER (2000).
A visão da produção deixa de ser voltada para a máxima produção e busca o ótimo econômico.
Análise voltada para resultados
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES QUE ORIENTAM A POLÍTICA
NACIONAL DE ATER
Princípios
I. Assegurar, com exclusividade, aos agricultores familiares; assentados por programas de
reforma agrária; extrativistas; ribeirinhos; indígenas; quilombolas; pescadores artesanais
e aquiculturas; povos da floresta; seringueiros; e outros públicos definidos como
beneficiários dos programas do MDA/SAF, o acesso ao serviço de assistência técnica e
extensão rural pública, gratuita, de qualidade e em quantidade suficiente, visando o
fortalecimento da agricultura familiar.
II. Contribuir para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, com ênfase em
processos de desenvolvimento endógeno, apoiando os agricultores familiares e demais
públicos descritos anteriormente na potencialização do uso sustentável dos recursos
naturais.
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES QUE ORIENTAM A POLÍTICA
NACIONAL DE ATER
Princípios
III. Adotar uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, estimulando a adoção de
novos enfoques metodológicos participativos e de um paradigma tecnológico baseado
nos princípios da Agroecologia
IV. Estabelecer um modo de gestão capaz de democratizar as decisões, contribuir para a
construção da cidadania e facilitar o processo de controle social no planejamento,
monitoramento e avaliação das atividades, de maneira a permitir a análise e melhoria
no andamento das ações.
V. Desenvolver processos educativos permanentes e continuados, a partir de um enfoque
dialético, humanista e construtivista, visando a formação de competências, mudanças
de atitudes e procedimentos dos atores sociais que potencializem os objetivos de
melhoria da qualidade de vida e de promoção do desenvolvimento rural sustentável.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
PROCESSO DE DECISÃO
Rogers (2003)
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
PROCESSO DE DIFUSÃO DE TECNOLOGIAS
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS DE MASSA
• O que são?
Permitem que o técnico e o público não se encontrem frente a frente, reduzindo a
possibilidade de uma conversa exclusivamente de indivíduo para indivíduo.
Exemplos: televisão, rádio e outros como cartas circulares, jornais e cartazes.
• Quais são as vantagens?
Baixo custo por pessoa atingida e a rapidez em alcançar um grande público. Esses
métodos são usados para divulgar reuniões, promover a compreensão e o
entusiasmo, estimular o interesse e atrair atenção. Por meio deles, pode-se informar
outras pessoas que não foram atingidas pelos outros métodos e pode-se distribuir
uma mensagem rápida e repetidamente, sem considerar problemas de tempo e
distância.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS DE MASSA
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS GRUPAIS
• O que são?
Requer a presença do técnico entre o público e possibilita um intercâmbio
comunicativo, ou seja, há oportunidade para se fazer perguntas e compartilhar
respostas e opiniões. Os seguintes métodos podem ser considerados grupais:
cursos, reuniões, excursões, semanas ou jornadas técnicas, dias de campo e
palestras.
• Quais são as vantagens?
Baixo custo por pessoa atingida e a rapidez em alcançar um grande público.
Esses métodos são usados para divulgar reuniões, promover a compreensão e o
entusiasmo, estimular o interesse e atrair atenção. Por meio deles, pode-se
informar outras pessoas que não foram atingidas pelos outros métodos e pode-
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS GRUPAIS
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS INDIVIDUAIS
• O que são?
Os métodos individuais permitem um contato mais próximo com as pessoas,
oportunizando a conversa entre indivíduos e um relacionamento mais estreito.
• Quais são as vantagens?
A influência dos contatos individuais é importante em qualquer programa, porém
esse tipo de método costuma ter custos elevados.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
MÉTODOS INDIVIDUAIS
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
VISITA TÉCNICA
Conceito: Método de alcance individual, planejado e realizado no campo e que envolve
relacionamento interpessoal.
Finalidade: Tratar in loco de uma agenda de planejamento, análise de dados, avaliação
de resultados, demonstrações de técnicas.
Vantagens: Muito eficaz; viabiliza o “corpo a corpo” e a comunicação dialógica, direta.
Desvantagens: Custo elevado em função do deslocamento e do pequeno número de
produtores atingidos em uma visita.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
DIA DE CAMPO
Conceito: É um método planejado que visa mostrar várias atividades para um grupo de produtores.
Realizado durante um dia, uma manhã ou uma tarde, tem objetivo de despertar o interesse e a adoção
mais rápida da tecnologia que está sendo apresentada. O dia de campo é realizado em propriedade de
colaboradores, unidades demonstrativas, centros de treinamentos ou estações experimentais. Não se
limita apenas a uma determinada atividade, mas sim, a um conjunto delas, com o fim de sensibilizar o
público para a adoção. O método envolve a participação não apenas do público trabalhado pelo técnico,
mas também líderes, autoridades, agentes financeiros e comerciais e técnicos de outras entidades.
Finalidade: É recomendado para demonstrar experiências já bem-sucedidas ou casos de produtores de
sucesso em uma ou mais tecnologias.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
DIA DE CAMPO
Execução: Normalmente, o dia de campo é organizado em estações técnicas, que variam de quatro a cinco,
estrategicamente localizadas na propriedade, que tem duração de 20 a 30 minutos cada uma. Os grupos circulam
nas estações de maneira que, ao final, todos os participantes tenham percorrido todas elas.
Vantagens: Atinge um elevado número de pessoas; o participante tem a oportunidade de ouvir, ver e sentir os
resultados da tecnologia que se pretende demonstrar; é motivacional, informativo e instrucional.
Desvantagens: O tempo pode não ser suficiente para um aprofundamento nas tecnologias apresentadas.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
PALESTRA
Conceito: Método de comunicação verbal em que um orador discorre sobre um assunto, previamente
determinado, para um grupo de pessoas. É provavelmente o método mais empregado. Pode ser chamada de
“Ciclo de palestras” quando são realizadas várias palestras.
Finalidade: Aplica-se na divulgação de tecnologias para um grande número de interessados.
Execução: Uma palestra deve ter um tempo para apresentação (em torno de 1h) e um tempo para debates (15 a
20 minutos). As palestras podem ser realizadas em locais e horários mais adequados a cada região ou público-
alvo e com assuntos previamente escolhidos pelos organiza dores. Uma boa estratégia é o técnico ou os
organizadores levantarem antes as necessidades do momento. O palestrante, na maioria das vezes, é buscado
de fora do ambiente dos interessados. O número de participantes é variável, mas, em geral, busca-se a maior
quantidade possível compatível com o local disponível.
Vantagens: Permite transmitir muitas informações em pouco tempo para um grande número de pessoas; muito
bom para despertar os produtores sobre uma tecnologia que se pretende difundir.
Desvantagens: Não permite demonstrar na prática como se faz; a proporção de informações retida pelo
auditório é reduzida.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
REUNIÃO TÉCNICA
Conceito: Um encontro organizado quando se pretende abordar um ou mais assuntos técnicos em detalhe, para um
grupo de produtores. O tema pode ser tratado pelo grupo com a mediação do técnico que o assiste ou por algum
convidado. O tempo não deve ultrapassar uma hora por assunto.
Finalidade: Quando um grupo, preferencialmente, com alguma homogeneidade, necessita detalhar um ou mais
assuntos.
Execução: Planejar com antecedência o público-alvo, objetivo, conteúdo, tipo de reunião. Montar um roteiro, ou uma
pauta. Escolher local, época, duração, técnicas, recursos e materiais necessários. Ser claro e atribuir papéis.
Como exemplo, o técnico que assiste a um grupo de 20 produtores precisa, anualmente, avaliar ações de interesse
coletivo dos produtores beneficiários ou discutir os índices econômicos e técnicos apurados no grupo.
Vantagens: Comunicar assuntos técnicos de interesse específico de grupos; custo relativamente baixo e adequado para
grupos que estão em um mesmo projeto.
Desvantagens: A agenda pode ser repetitiva e atrair pouco interesse.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
DEMONSTRAÇÃO DE MÉTODO (DM) OU DEMONSTRAÇÃO DE
TÉCNICA (DT)
Conceito: A Demonstração de Técnica (DT) ou Demonstração de Método (DM), como o próprio nome
diz, é utilizada para se demonstrar uma tecnologia para um ou poucos produtores.
Finalidade: Desenvolver destrezas e habilidades de forma a procurar que os beneficiários de ação
“aprendam a fazer fazendo”. Um bom exemplo é a demonstração da regulagem de uma plantadeira.
Execução: Se utiliza, em geral, por ocasião de uma visita técnica ou durante um curso ou dia de campo.
Vantagens: O produtor tem a oportunidade de ver e fazer; é um método simples de se realizar.
Desvantagens: Tem que ser realizada em local próprio e com os recursos adequados.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO (DR)
Conceito: Método utilizado para comparar uma técnica que se quer introduzir em uma propriedade rural
com uma prática tradicional utilizada (testemunha). Deve ser feita com orientação, acompanhamento e
controle de um técnico.
Finalidade: Comparar técnicas rotineiras e tradicionais com as novas recomendações e comprovar a
viabilidade e adequação de novas tecnologias às condições locais.
Execução: A realização de uma DR passa pela implantação de uma tecnologia que deve ser comparada com
práticas tradicionais adotadas. Ao longo do tempo, elas são comparadas e os resultados são demonstrados.
Há muitos bons exemplos, como a introdução de novas variedades de milho ou de pastos, adubação,
sistema de recria de fêmeas com fornecimento de concentrados, etc.
Vantagens: O produtor tem a oportunidade de comparar a tecnologia com o processo convencionalmente
praticado
Desvantagens: risco de frustração da tecnologia por falta de monitoramento no decorrer da implantação.
MÉTODOS DE EXTENSÃO RURAL
EXCURSÃO
Conceito: É um método através do qual o extensionista reúne um grupo de pessoas com interesses comuns para se
deslocarem a determinado lugar onde existam experiências com técnicas e práticas passíveis de serem adotadas.
Finalidade: Mostrar a aplicação prática de tecnologias implantadas, facilitando a compreensão do grupo.
Execução: Planejar com cuidado o público a ser convidado, o objetivo, o local, a duração, as etapas, o transporte, os
custos e as facilidades para os participantes. Se possível, elaborar um roteiro, escolher o conteúdo e definir
objetivos em termos educacionais. Selecionar métodos e técnicas. Preparar material de apoio necessário. Por
exemplo, um agricultor, ao ver a produção satisfatória em cultura tecnicamente conduzida, em condições
semelhantes às suas, contrastando com as menores produções que vem alcançando, tem seu interesse despertado
para os fatos que consagram a demonstração.
Vantagens: Atividade cooperativa por excelência; permite ao produtor ver muitos casos de sucesso que o estimula.
Desvantagens: Caro e exige muito cuidado no planejamento e na execução.