Instituto de Educação Médica -
IDOMED
DOENÇA DE
HUNTIG
TON
Docentes: Jorge Messias e
Antônio Wilton
Integrante
s
Lucas Jaqueline Beatriz Maria Julyo
Ferreira Castro
Ana Jorge Anyellem
Luiza Silvana
Sumário
Objetivo...............................................................................
Introdução...........................................................................
.........................................04
Caso
.......................................05
Aspectos
Clínico..................................................................................
Etiopatogênese....................................................................
Genéticos............................................................................
.............................06
Diagnóstico..........................................................................
...................................12
..................11
Tratamento
......................................21 e
Perspectivas Futuras e Questões
Manejo.................................................................................
Considerações
Éticas...................................................26
..........24
Referências..........................................................................
Éticas...................................................................................
Objeti
vo
Apresentar uma visão completa da Doença de Huntington,
abordando sua definição, aspectos genéticos, diagnóstico,
etiopatogênese e opções de tratamento, além de explorar
novas perspectivas em pesquisas e questões éticas. O
seminário busca preparar a audiência para compreender os
desafios clínicos e os avanços científicos e terapêuticos
relacionados a essa condição.
INTRODUÇÃO
A Doença de Huntington é uma doença genética, rara,
hereditária e progressiva que afeta o sistema nervoso
central. Seus sintomas são causados pela perda marcante
de células em uma parte do cérebro denominada gânglios
da base.
• Início da doença no auge da vida adulta;
•
• Sobrevida
Fatal; média de 15 anos a 20 anos;
• Descrita pela primeira vez em 1872;
• PREVALÊNCIA:
Global: Afeta 12 pessoas para cada
100.000 habitante em média.
Brasil: Estima-se que haja 14mil pessoas
portadoras da doença.
CASO
CLÍNICO
Paciente do sexo
feminino, 45 anos,
comparece ao ambulatório
de distúrbios do
movimento apresentando
coreia generalizada
leve,ataxia de marcha e
disartria. Refere que o
quadro iniciou há 2 anos
com desequilíbrio e
alteração na voz,
progredindo lentamente
até a situação clínica
atual.
Sintoma
s iniciais
insônia, episódios de alteração
comportamental e no humor, com
tratamento prévio para transtorno
de ansiedade. Ao exame físico,
além das manifestações motoras,
também observou-se importante
declínio cognitivo.
Progressão
da doença
Os movimentos involuntários se
tornam mais intensos e difíceis de
controlar, prejudicando a
habilidade de realizar atividades
cotidianas.
Psicologicamente:
Episódios de depressão
Perda de memória
Diagn
Inicialmente, levantou-se a hipótese de Ataxia
Cerebelar e, nos exames complementares, a
óstico
Ressonância Magnética encefálica apontou leve
redução volumétrica cerebral sem predomínio
lobar.
Histórico familiar: o pai e a avó paterna
possuem quadro de desequilíbrio
Teste genético:
Presença de alelos com 15-45 repetições de CAG
Trata
mento
Aconselhamento genético,
acompanhamento ambulatorial e
prescrição de antipsicótico
Risperidona.
Impacto na qualidade de vida e na família
Considerações
finais do caso:
ASPECTOS
GENÉTICOS
Doe Autossômica
nça: Dominante
SÍNTESE DE UMA
PROTEÍNA -
Mutação no gene POLIGLUTAMINA -
huntingtin (HTT) do HUNTINTINA
cromossomo 4
Expansão de trinucleotídeos (CAG)
do DNA
NÃO HÁ PERDA GANHO DE FUNÇÃO
Leva a produção anormal de DE FUNÇÃO DO NOVA DA PROTEÍNA
MUTANTE
uma forma da proteína GENE MUTANTE
Huntintina
ETIOPATOGÊN
ESE Agregação de
Mutação
Proteína
no gene
Huntingtina
• Expansão CAG e
HTT no gene HTT
Efeitos Tóxicos
• Consequências do
acúmulo de Huntingtina:
Interferência no transporte
axonal
Disfunção mitocondrial
Estresse oxidativo
ETIOPATOGÊN
ESE
Expansão do
Trinucleotídeo CAG no
Mecanismos de Morte
Neuronal no Estriado
• Principais áreas afetadas: núcleo
Gene HTT
caudado e putâmen
ETIOPATOGÊN
Mecanismos de Morte
ESE
Neuronal no Estriado
• Mecanismos
Excitotoxicidade por glutamato
Apoptose e autofagia disfuncional
Perda seletiva de neurônios
GABAérgicos
ácido gama-
Aumento da atividade aminobutírico
excitatória no córtex motor
ETIOPATOGÊN
ESE
Alterações nos Circuitos
Dopaminérgicos e
• Efeitos no circuito dopaminérgico:
Glutamatérgicos
Desequilíbrio que leva a
coreias
• Efeitos no circuito glutamatérgico:
Excitotoxicidade que agrava
a degeneração celular
ETIOPATOGÊN
ESE
Alterações nos Circuitos
Dopaminérgicos e
• Efeitos no circuito dopaminérgico:
Glutamatérgicos
Desequilíbrio que leva a
coreias
• Efeitos no circuito glutamatérgico:
Excitotoxicidade que agrava
a degeneração celular
ETIOPATOGÊN
ESE
Alterações nos Circuitos
Dopaminérgicos e
• Efeitos no circuito dopaminérgico:
Glutamatérgicos
Desequilíbrio que leva a
coreias
• Efeitos no circuito glutamatérgico:
Excitotoxicidade que agrava
a degeneração celular
ETIOPATOGÊN
ESE
Alterações nos Circuitos
Dopaminérgicos e
• Efeitos no circuito dopaminérgico:
Glutamatérgicos
Desequilíbrio que leva a
coreias
• Efeitos no circuito glutamatérgico:
Excitotoxicidade que agrava
a degeneração celular
ETIOPATOGÊN
ESE
Correlação entre Alterações
Anatômicas e Sintomas
• Movimentos
Clínicos
involuntários
A destruição do (coreia):
núcleo caudado e putâmen afeta os
circuitos motores.
• Alterações cognitivas:
Perda de conexões entre o estriado e o
córtex
• Sintomas
psiquiátricos:
Alteração nos circuitos
dopaminérgicos.
Fonte: Google
imagem
ETIOPATOGÊN
ESE
Progressão da Neurodegeneração
ao Longo
• Estágio dos Estágios da Doença
inicial:
Movimentos finos e habilidades cognitivas são
afetados.
• Estágio intermediário:
Controle motor e aumento dos sintomas
psiquiátricos.
• Estágio
Aavançado:
degeneração se espalha para outras
áreas do cérebro.
DIAGNÓSTI
Diagnósti CO
co clínico
Avaliação de sintomas motores,
cognitivos e psiquiátricos.
Exames complementares: testes
neuropsicológicos e avaliação de movimentos.
Fonte: Google
DIAGNÓST
Testes ICO
genético
Protocolo para confirmação diagnóstica, especialmente em
famílias
s com histórico de DH (Expansão CAG no HTT).
[3]Programa de testes genéticos da UC Davis
para DH
DIAGNÓST
NeuroiICO
mage
Utilização de ressonância magnética
para avaliarmatrofia cerebral
Fonte: Google
imagem
TRATAMENTO
Coreia
Irritabilidade MEDICAMENTOSO
Depressão
Ansiedade
Perturbação do sono
Antipsicóticos - bloquear neurotransmissores em excesso
Antidepressivos - regular substâncias químicas
Ansiolíticos - SNC, calma e relaxamento
Hipnóticos - facilitar sono
TRATAMENTO NÃO
MEDICAMENTOSO
Fisioterapia - equilíbrio, coordenação motora, quedas, mobilidade
Fonoaudiologia - fala e
deglutição
Terapia Ocupacional - atividades diárias,
independência e conforto
Acompanhamento Psicológico - paciente e
família
Apoio Nutricional - perda de peso, bem-
estar
PERSPECTIVAS
FUTURAS E
QUESTÕES ÉTICAS
• Pesquisas
• Avanços em Terapias Gênicas e Edição
Recentes
Genética
1.Antisense Oligonucleotídeos
2. RNA de Interferência
(ASOs)
3. CRISPR/Cas9
(RNAi)
• Terapias
1.Terapias
Biológicas
Imunológicas
2. Terapias com Células-
• Desafios Tronco
e Limitações Atuais da
1.Mecanismos Patológicos
Pesquisa
2. Heterogeneidade
Diversos dos
3. Limitações dos Modelos
Sintomas
CONSIDERAÇÕES
• Testes Genéticos Preditivos Em
ÉTICAS
Crianças e Adultos Assintomáticos
• Direito à informação: Importante
para tomada de decisões.
• Impacto em crianças: Testes não
recomendados, adiar até a idade adulta
devido aos impactos.
• Impacto Psicológico do Diagnóstico
precoce e aconselhamento genético
• Projeção de Futuros Possíveis: Impacta
a capacidade do indivíduo de viver no
presente e planejar sua vida.
• Ansiedade e Estresse: Ansiedade
sobre a saúde futura, qualidade de
vida e a possibilidade da transmissão
REFERÊNCI
AS
Pat-Handouts-Huntington-Portuguese-v2.
International Parkinson and Movement Disorder
Society, 2016. Disponível em: . Acesso em:
18/09/2021 CAMPBELL, William W. De Jong O exame
neurológico. 7°ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan
Ltda, 2014. GIL MOHAPEL, J. M.; REGO, A. C. Doença
de Huntington: Uma Revisão dos Aspectos
Fisiopatológicos. Revista Neurociências, [S. l.], v. 19,
Mohammad, Shaheen., Tejomurtula, Hari, Chandana.,
n. 4, p. 724–734, 2011. DOI:
G., Hema., Gayathri, Paturi. (2024). A Comprehensive
10.34024/rnc.2011.v19.8332.
Perspective of Huntington’s Disease. International
journal of innovative science and research
technology, 2413-2418. doi:
10.38124/ijisrt/ijisrt24may1659
[3[ SIFRY, Mara; MOONEY, Lisa. Programa de testes
genéticos da UC Davis para DH . Sacramento: HDSA
Center of Excellence at UC Davis Health, 2021.
Disponível em:
https ://health .ucdavis .edu /huntingtons/ . Acesso
OBRIGA
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