0% acharam este documento útil (1 voto)
72 visualizações57 páginas

Aula Dpoc

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), caracterizada por limitação do fluxo aéreo e inflamação pulmonar, frequentemente associada ao tabagismo e poluição. Descreve os fenótipo enfisematoso e bronquítico, sintomas, diagnóstico, tratamento e manejo de exacerbações, incluindo o uso de broncodilatadores, corticoesteróides e oxigenoterapia. Também discute a importância da ventilação mecânica em casos graves e a necessidade de monitoramento contínuo da função respiratória.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (1 voto)
72 visualizações57 páginas

Aula Dpoc

O documento aborda a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), caracterizada por limitação do fluxo aéreo e inflamação pulmonar, frequentemente associada ao tabagismo e poluição. Descreve os fenótipo enfisematoso e bronquítico, sintomas, diagnóstico, tratamento e manejo de exacerbações, incluindo o uso de broncodilatadores, corticoesteróides e oxigenoterapia. Também discute a importância da ventilação mecânica em casos graves e a necessidade de monitoramento contínuo da função respiratória.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Enfª Ana Eugênia L.

Hollanders
 Definição:doença
caracterizada por
limitação do fluxo aéreo
não totalmente
reversível, usualmente
progressiva e associada a
uma resposta
inflamatória pulmonar a
partículas ou gases
 Limitação do fluxo
aéreo: doença de
pequenas vias aéreas
(bronquiolite) e
destruição
parenquimatosa
(enfisema) -> decorrente
de inflamação pulmonar,
estresse oxidativo e
desequilíbrio entre
proteases e anti-
proteases.
Associadamente, existe
 Estabelecidos : tabagismo,
exposição ocupacional
 Provaveis: poluição ambiental,
baixo nivel socio economico,
tabagismo passivo na infancia,
alcoolismo
 Possiveis : baixo peso ao nascer,
infecções resp. na infancia,
historia familiar, grupo sanguineo
A
Caracteristicas fisicas
 Fenotipo enfisematoso
 Historia de dispnéia a
 longo prazo Pouco escarro
 Crises pouco
 frequentes
 Hiperinsuflação
Uso de musculatura
 acessória ( torax em
barril)
 Respiração com labio
semi serradoo
Oxigenação normal
 Fenótipo bronquitico
 História de tosse e escarro
de longo prazo e frequente
 Crises frequentes
 Menor grau de
 dispnéia
 Hipóxemia cronica
Hipertensão Pulmonar ( cor
pulmonale - alteração na estrutura e no
funcionamento do ventrículo direito ,
causada por uma doença pulmonar. )
 Bronquite Crônica:
expectoração por 3
meses ao ano, por 2
anos consecutivos, sem
outra causa pré-
definida. Hipertrofia de
estruturas secretoras
em vias aéreas
centrais, podendo haver
bronquiolite(inflamaçâo
das pequenas vias
aéreas) associada.
 Alargamento anormal e
permanente dos espaços aéreos
distais aos bronquíolos terminais,
com destruição de suas paredes,
sem fibrose óbvia. A destruição da
parede alveolar causa perda dos
pontos de fixação das vias aéreas
terminais aos alvéolos, com
colapso expiratório dos mesmos,
limitação do fluxo aéreo e
hiperinsuflação pulmonar.
Fisiopatologia
 Doença pulmonar crônica, com tosse
produtiva e/ou dispnéia aos
esforços, geralmente progressiva,
determinada na maioria das vezes
pela exposição à fumaça do cigarro
ou eventualmente a outras
substâncias inaladas (fogão a lenha –
antecedentes ocupacionais).
 Mais de 40 anos, tabagismo de 1 maço por dia
há mais de 20 anos (ou outros antecedentes).

 Tosse geralmente produtiva, expectoração


mucóide, pequena a moderada quantidade,
intensidade variável. Na fase inicial apresenta-
se mais pela manhã, ao despertar (pigarro).
 Dispnéia inicialmente aos grandes
esforços, podendo progredir até os
 mínimos esforços.
Chiado de intensidade variável, podendo
estar ausente em
alguns pacientes.
 Início após 40 anos  Início na infância
 Antecedentes de  Antecedentes de
atopias presentes ou atopias presentes
 ausentes História  usualmente História
 familiar não presente  familiar presente
História de História de
tabagismo/exposição a  tabagismo/exposição a
 partículas inaladas partículas inaladas
tratamento adequado
presente Diminuição  ausente Resolução
Espirometria normaldos
 variável dos sintomas sintomas com
intercrises ou o
acentuada
com tratamento reversibilidade da
Espirometria com obstrução
distúrbio obstrutivo
com pouca ou
nenhuma variabilidade
 Cerca de 20% dos
pacientes com DPOC
têm características
asmatiformes e devem
ser tratados como
Asma brônquica.
 Exame fisico
 Anamnese
 Rx Torax
 Oximetria
 Espirometria
 Gasometria
arterial
 Pode variar do normal até o
acentuadamente alterado.
 Inspecção / palpação / percussão -> normais.
 Sibilos mais à expiração forçada / tempo expiratório
 prolongado.
Tórax “em tonel”, redução do espaço da fúrcula à
cartilagem cricóide, hipersonoridade à
percussão, murmúrio vesicular diminuído à
ausculta são alterações da fase avançada da
 doença.
Sinais clínicos de cor pulmonale devem ser
notados.
 Radiografia de tórax: obrigatória
na primeira avaliação, na suspeita
de DPOC e nas agudizações mais
graves. Serve para excluir outras
condições diagnósticas.
 A radiografia de tórax não é
diagnóstico de DPOC. Os achados de
hiperinsuflação característicos só
ocorrem em fase avançada da
doença.
Hiperinsuflação, diminuição dos vasos
 Espirometria: comprova a
presença de limitação ao fluxo
aéreo, indispensável na definição
de DPOC. Utilizada ainda para
estadiamento e avaliação da
gravidade (planejamento do
tratamento).
VEF1 Saturação Hipercap- Dispnéia
pós-BD de O2 nia grave
Estadio I > 60% > 88% Não Não

Estadio II < 60% e > 88% Não Não


> 40%
Estadio III < 40% Pode ser Não Não
< 88%
Estadio IV Geralmen Geralmen Possível Sim
te < 40% te < 88%
doença inflamatória das veias aéreas.
Algum microorganismo - vírus ou bactéria, na maioria
das vezes - ou produtos alergênicos (poeira, fumaça, etc)
desencadeiam um processo de inflamação no organismo
e provocam o estreitamento dos brônquios e bronquíolos
pulmonares, canais por onde passa o ar.
 Mudança climática
 Inverno seco
 Fumaça de cigarro
 Poeira, mofo, pelo de
animais
 Emoções fortes
 Falta de ar ( ele tem a sensação de
não poder inspirar, mas acontece o
contrário – o ar tem dificuldade
para sair dos pulmões)
 Chiado
muito ( ar tentando passar
e assim os alvéolos ficam muitopor
tempo um
cheios de gas
canal
estreito )-
carbonico
 Assintomáticos
 Sintomáticos
 Sintomas eventuais, baixa
intensidade e curta duração;
 Tosse e dispnéia persistente.
 Tratamento – Broncodilatadores
Podem ser usados em pacientes
com sintomas eventuais ou como
manutenção naqueles com
sintomas persistentes. O uso deve
ser por via inalatória. Estão
indicados os
beta2-adrenérgicos ou anti-
colinérgicos.
 Beta2 adrenérgicos:
 Curta duração: fenoterol,
albuterol, salbutamol e
associações;
 Longa duração:
salmeterol e
formoterol.
 Anti-colinérgicos:
 Curta duração:
brometo de
ipatrópio;
 Teofilinasde liberação
prolongada
 Bamifilina
 Aminofilina
 Tratamento – Corticoesteróides

Pacientes que apresentam


características asmáticas, ou que
apresentam melhora quando
submetidos a curso curto de
corticóides sistêmicos; ou pacientes
com formas mais avançadas da
doença, com VEF1
< 50% e agudizações
frequentes (mais de 3 por ano).
 Fluticasona
 Budesonida
 Beclometasona
 Obs.: os corticóides sistêmicos
não estão indicados na fase
estável da doença.
 Tratamento – Oxigenioterapia

Constituem indicação para


Oxigenoterapia Domiciliar
Prolongada:
PaO2 < 55mmHg ou SatO2 < 88% em
repouso PaO2 entre 56 e 59mmHg
com evidência de cor
pulmonale ou policitemia.
 Deve ser utilizada por, no mínimo,
15 horas / dia, para manter
PaO2>60mmHg ou SatO2>90%.
 Reavaliação da indicação de
oxigenoterapia periodicamente (90
dias).
 Todos os pacientes com estadio
avançado da doença devem ser
submetidos a avaliação oximétrica
de rotina com vistas à necessidade
do início de oxigenoterapia.
 Antitussígenos – contra-indicados.
 Anti-leucotrienos – não indicados.
 Expectorantes e mucolíticos
– uso controverso (ação
anti-oxidante?).
 Vacina anual para gripe e anti-
pneumocócica a cada 5 anos.
EXACERBAÇÃO / AGUDIZAÇÃO
Piora de rápida instalação dos
sintomas habituais do paciente. A
gravidade da exacerbação deve
ser “medida” pela gravidade da
dispnéia, e tem correlação
direta com o estadiamento do
paciente.
A causa mais frequente da
exacerbação é a broncoinfecção.
Outras causas são:
 Pneumonia
 Pneumotórax
 Embolia pulmonar
 Derrame pleural
 Insuficiência cardíaca descompensada
 Uso de medicações depressoras
do centro respiratório
 Antibioticotera
pia
 Broncodilatado
res
 Corticoesteróid
es
 Oxigenioterapi
a
 Antibioticoterapia: indicada na presença de
escarro muco- purulento (melhor indicativo de
broncoinfecção). Etiologia mais comum:
 Haemophylus
influenzae,
 Streptococcus
 Empneumoniae
pacientes mais graves, sugere-se
 Moraxella catharralis.
considerar a possibilidade de infecção por
Pseudomonas aeruginosa ou outros germes
Gram negativos.
 Antibioticoterapia:
 Associação de beta-lactâmico com
inibidor de beta-lactamase;
 Cefalosporina de 2a ou 3a geração;
 Macrolídeo (azitromicina ou
claritromicina);
 Fluoroquinolonas de 3a geração
 Associar Ciprofloxacino na suspeita
de
Pseudomonas aeruginosa.
Broncodilatadores: dar
preferência ao uso com
nebulizadores nas crises mais
graves. Há controvérsia sobre o uso
com O2 umedecido ou ar
comprimido. São os mesmos usados
a na DPOC fase estável. As xantinas
devem ser usadas somente quando
o paciente não está respondendo
bem a tratamento bem orientado.
 Corticoesteróides: devem ser usados
sempre; naqueles pacientes sem necessidade
de internação, prednisona 40mg / dia, de 10 a
14 dias, com ou sem retirada abrupta. Nos
pacientes com necessidade de internação,
metilprednisolona ou hidrocortisona por 3 dias
ou até boa resposta para uso oral.
Os corticoesteróides inalados não são
recomendados no tratamento da DPOC
exacerbada.
 Oxigenioterapia: manter SatO2 >
90 a 93% (diminui
significativamente a mortalidade),
com atenção à ocorrência de
hipercapnia sintomática (manter
hipercapnia permissiva).
 HIPERCAPN
IA:
 Hipoxemia como fator de manutenção do estímulo
respiratório;
 Alteração na relação ventilação-perfusão, com
diminuição do estímulo vasoconstritor hipoxêmico,
levando a redução dessa relação que, funcionalmente,
ocasiona efeito espaço-morto. Alguns pacientes
compensam o aumento do espaço-morto e do CO2 com
aumento no volume/minuto, outros não são capazes de
responder a este aumento da demanda respiratória e
desenvolvem fadiga respiratória e hipercapnia.
Ventilação
mecânica
não-invasiva

Ventilação
mecânica
invasiva
 Ventilação mecânica não-
invasiva: máscara facial ou nasal
acoplada a respirador gerador de
pressão positiva. Associada a menor
mortalidade em comparação à
ventilação invasiva, no entanto,
requer monitorização contínua (1/3
dos pacientes evoluem para
tubação orotraqueal).
 Ventilação mecânica não-
invasiva:

Indicações:
desconforto respiratório
importante frequência respiratória
elevada (fr>25irpm) intenso uso
de musculatura acessória acidose
respiratória descompensada
(pH<7,35)
 Ventilação mecânica não-
invasiva:

Contra-indicações:
instabilidade
hemodinâmica
acentuado rebaixamento do
nível de consciência
(incapacidade de colaboração)
hipersecreção traqueo-
brônquica trauma crânio-
 Ventilação mecânica invasiva:
indicada para pacientes com
exacerbação que evoluem com
falência respiratória, insuficiência
ventilatória ou incapacidade de
manter a função de trocas gasosas.
 Ventilação mecânica invasiva:
os pacientes submetidos a TOT
apresentam-se:
 Dispnéia acentuada ou apnéia
 Frequência respiratória alta mas
superficial
 Acentuado uso de musculatura
acessória, respiração paradoxal
 Murmúrio vesicular diminuído ou
abolido à ausculta
 Alteração do nível de consciência
 Gasometria arterial mostra hipoxemia e
hipercapnia (relação invertida),
acompanhada ou não de retenção
alcalina, mas com o pH
descompensado (abaixo de 7,25).
 Controle dos fatores de risco
 Monitorização da função
respiratória
 Oxigenoterapia
 Fluidificação de secreções
 Prevenção de infecção
 Exercicios respiratórios
 Fisioterapia

Você também pode gostar