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Morfogênese e Manejo de Pastagens

O documento aborda a morfogênese como uma ferramenta essencial para o manejo de pastagens, destacando a importância do entendimento da dinâmica de acúmulo de biomassa e da morfologia das plantas forrageiras. A análise dos perfilhos e fitômeros é crucial para otimizar a produção e a nutrição animal, considerando os limites ecofisiológicos das plantas. Conclui-se que um conhecimento detalhado sobre a estrutura e desenvolvimento das plantas é fundamental para práticas de manejo eficazes.

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Morfogênese e Manejo de Pastagens

O documento aborda a morfogênese como uma ferramenta essencial para o manejo de pastagens, destacando a importância do entendimento da dinâmica de acúmulo de biomassa e da morfologia das plantas forrageiras. A análise dos perfilhos e fitômeros é crucial para otimizar a produção e a nutrição animal, considerando os limites ecofisiológicos das plantas. Conclui-se que um conhecimento detalhado sobre a estrutura e desenvolvimento das plantas é fundamental para práticas de manejo eficazes.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

A MORFOGÊNESE COMO
FERRAMENTA DE
MANEJO DE PASTAGENS

Rosane Cláudia Rodrigues


Grupo de Estudo e Pesquisa -FOPAMA
RODRIGUES, 2013
1- Introdução

Manejo de pastagens: enfoque simplista do processo produtivo


Resultados: enfoque regional, dificultando a extrapolação para ≠ ecossistemas
Curva do acúmulo de forragem, após o corte ou pastejo, estacionalidade de produção, composição
morfológica e valor nutritivo

RODRIGUES, 2017
RODRIGUES, 2013
2- Conceitos e Processos

Morfogênese
Estudo da origem e desenvolvimento dos diferentes órgãos de um
organismo; as transformações determinantes da produção e mudança
na forma e estrutura da planta no espaço ao longo do tempo, é o que
se pode definir como morfogênese (CHAPMAN & LEMAIRE, 1993; SATTLER &
RUTISHAUSER, 1997)

Morfologia

Fisiologia Ecologia

RODRIGUES, 2013
3- Crescimento e Desenvolvimento de
uma Planta Forrageira

Disponibilidade de forragem
Biomassa aérea viva acumulada durante o processo de crescimento
das plantas que compõem a pastagem

Cada planta dessa população é formada por unidades básicas ↔


perfilhos

Entender a morfofisiologia dessa unidade básica e suas respostas aos


fatores do meio

Perfilho: formado por uma sequência de fitômeros, um acima do outro,


em ≠ estágios de crescimento → cada folha surgida no colmo
corresponde a um novo fitômero

RODRIGUES, 2013
Perfilho
Principal
6

 Folhas 4
 Perfilhos

3
2

2
1
Figura 5. Arquitetura
do perfilho
RODRIGUES, 2013
Figura - Foto ilustrativa de uma gema axilar
RODRIGUES, 2013
Perfilhos formados a
partir de gemas laterais

RODRIGUES, 2013
Perfilhos
originados de
gemas basais

RODRIGUES, 2013
Dossel forrageiro

Perfilho
Folha (Fitômero)

Raiz

RODRIGUES, 2013
Figura 1. Fitômero como unidade funcional básica
de crescimento na planta
RODRIGUES, 2013
2 1

4 3

6 5
Figura 2. Corte longitudinal de
7 um meristema apical (Jewiss, 1981)

Figura 3. Microfotografia de um meristema apical


(foto ilustrativa)
RODRIGUES, 2013
Figura 2. Detalhe de uma folha em desenvolvimento

CRESCIMENTO X DESENVOLVIMENTO
- Morfologia
- Morfogênese

RODRIGUES, 2013
CRESCIMENT
O
 ASSEGURA REBROTA

 RESPONDE PELA PERENIZAÇÃO

RODRIGUES, 2013
 LONGEVIDADE LIMITADA

 PERDAS DE:

clorofila,
RNA
proteínas (inclusive enzimas)

Adaptado de SALISBURY & ROSS (1992)

FOLHAS AMARELADAS Senescent


e
FOLHAS AMARRONZADAS Morta
Adaptado de WILMAN & MARES-MARTINS
RODRIGUES, 2013
(1977)
Perfilho 10, a partir das gemas contidas nos seus fitômeros, dá origem
a outros perfilhos com o mesmo genótipo → formando uma planta

Uma única planta pode apresentar várias gerações de perfilhos

Cada gema axilar pode potencialmente formar um perfilho

RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
4- Acúmulo de biomassa
 O acúmulo de biomassa é o somatório das populações de
perfilhos individuais formadores da pastagem

FATORES ABIÓTICOS

PROCESSO FOTOSSINÉTICO

Fatores Capitais Umidade de solo


CO2 do ar
Capacidade fotossintética das folhas
Luz Solar
RODRIGUES, 2013
Adaptado de Chapman & Lemaire (1993), Sbrissia & Da Silva(2001)

RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
PLANTAS FORRAGEIRAS

T. Ap. F. T. S. F.

PERÍODO DE DESCANSO

RODRIGUES, 2013
PMS
(kg/ha) CRESCIMENTO
TOTAL

FORRAGEM
VERDE

FOLHAS MORTAS E SENESCENTES

ALTURA ou ÁREA FOLIAR ou


IAF
Figura 2. Efeito da área foliar na dinâmica de produção de
forragem
e de senescência e morte de folhas.
(Adaptado de Ball et al., 1991)
RODRIGUES, 2013
Tabela 1 - Efeito do intervalo entre pastejos sobre a
taxa de senescência (cm/dia.perfilho) nos capins
Mombaça e Tanzânia no período das águas, outubro a
maio.

Intervalo entre Pastejos Taxa de senescência


(dias) (cm/dia.perfilho)
Capim-Mombaça Capim-Tanzânia
28 0,74 B 0,34 C
38 1,17 B 0,71 B
48 2,07 A 2,01 A

Fonte: Santos (1997)

RODRIGUES, 2013
AUMENTO DA COBERTURA VEGETAL
INDUZ A PENSAR EM:

- Benefícios para a planta e nutrição animal

- ENTRETANTO:

Tempo de vida folhas: 30-60 dias

Envelhecimento: diminui a utilização da luz

Aumento da senescência e morte

RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
T.Ap.F X N.F.V

Período de
descanso

RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
Sbrissia & Da Silva (2001)

RODRIGUES, 2013
5- Considerações finais
• Conhecimento da dinâmica de acúmulo de biomassa em um pasto é de
grande importância para o estabelecimento de práticas de manejo que
respeitem os limites ecofisiológicos das plantas forrageiras

• Entendimento de como os fitômeros se organizam e se desenvolvem ,


no perfilho, e como o perfilhamento, resultante do desenvolvimento das
gemas existentes no fitômero, forma a biomassa aérea

• Conhecimento detalhado da composição morfológica das plantas que


compõem o dossel é importante para que se possa entender as
diferenças em consumo ↔ resultantes das mudanças estruturais

RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
RODRIGUES, 2013
 Comprimento
(cm)

RODRIGUES, 2013
Taxa de alongamento de folhas individuais (Tal,
cm/dia):

Comprimento final – comprimento inicial/número de


dias envolvidos
Taxa de alongamento de colmos (TalC, cm/dia):

Comprimento final – comprimento inicial/número de


dias envolvidos

Duração de alongamento de folhas individuais


(Dal, dias):

Intervalo de tempo, em dias, decorrido entre o


aparecimento do ápice de cada folha até sua completa
exposição, ou seja, exposição da lígula
RODRIGUES, 2013
Comprimento final da lâmina foliar (CF, cm):

Distância do ápice até a lígula da folha

Taxa de aparecimento de folhas individuais (TapF,


folhas/dia.perfilho):

Divisão do número de folhas surgidas por perfilho, em


cada idade de rebrota, pelo número de dias envolvidos.
O inverso da TapF estima o FILOCRONO de folhas
individuais

Tempo entre a completa expansão de duas folhas


sucessivas

RODRIGUES, 2013
Taxa de senescência foliar (TSF, cm/dia.perfilho):

Parte da lâmina foliar senescente, dividido pelo


número de dias envolvidos em cada idade de rebrota

RODRIGUES, 2013

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