0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações66 páginas

Anatomia e Função do Pâncreas na Nutrição

O pâncreas é uma glândula com funções exócrinas e endócrinas, localizada no espaço retroperitoneal, que secreta enzimas digestivas e hormônios como insulina e glucagon. A secreção pancreática é regulada por hormônios como secretina e colecistocinina, e pode ser afetada por condições como pancreatite aguda e crônica. A fibrose cística é uma doença genética que afeta as glândulas exócrinas, incluindo o pâncreas, levando a complicações digestivas e nutricionais.

Enviado por

Rayssa Rabello
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
36 visualizações66 páginas

Anatomia e Função do Pâncreas na Nutrição

O pâncreas é uma glândula com funções exócrinas e endócrinas, localizada no espaço retroperitoneal, que secreta enzimas digestivas e hormônios como insulina e glucagon. A secreção pancreática é regulada por hormônios como secretina e colecistocinina, e pode ser afetada por condições como pancreatite aguda e crônica. A fibrose cística é uma doença genética que afeta as glândulas exócrinas, incluindo o pâncreas, levando a complicações digestivas e nutricionais.

Enviado por

Rayssa Rabello
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Escola de Ciências da Saúde

Curso: Nutrição

PÂNCREAS

Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA I 1


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Glândula exócrina (produz enzimas digestivas,


em estruturas reunidas denominadas ácinos) e
endócrina (insulina, que reduz o nível de açúcar
(glicose) no sangue; o glucagon, que eleva o
nível de açúcar no sangue; e a somatostatina,
que impede a liberação dos dois outros
hormônios) localizada em HE e epigástrio. A
secreção externa dele é dirigida para o duodeno
pelos canais de Wirsung e de Santorini. O canal
de Wirsung desemboca ao lado do canal
colédoco na ampola de Vater.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 2
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 3


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

DUCTO PANCREÁTICO PRINCIPAL


O ducto pancreático ou ducto de
Wirsung é um ducto ligando o
pâncreas ao ducto biliar comum para
fornecer sucos prancreáticos que
auxiliam a digestão fornecida pelo
pâncreas exócrino. O ducto
pancreático se une ao trato biliar um
pouco antes da ampola de Vater.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 4
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

DUCTO PANCREÁTICO ACESSÓRIO


A maioria das pessoas possuem
apenas um ducto pancreático.
Entretanto, algumas têm um ducto
pancreático acessório, chamado ducto
de Sartorini, que se conecta
diretamente ao duodeno. Ambos
ductos conectam-se à secunda porção
(porção vertical) do duodeno.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 5
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

DIVISÃO
CABEÇA:
Interior da curvatura do duodeno;
Coberta anteriormente pela parte pilórica e pela
primeira parte do duodeno;
CORPO:
Abaixo do tronco celíaco e acima da flexura duodeno-
jejunal.
CAUDA:
Projeta-se no ligamento lieno-renal no ponto em que
entra em contato com o baço;
Envolvida por peritôneo.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 6


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 7


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

RELAÇÕES
ANTERIORMENTE:
Estômago e cólon transverso
POSTERIORMENTE:
Veia cava inferior, aorta, vasos renais e gonadais 
atrás da cabeça;
Veias mesentéricas superior e porta  atrás do
cólon;
Diafragma, glândula supra renal E, rim E e vasos
renais  atrás do corpo;
Veia lienal  atrás do corpo e cauda.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 8


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 9


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

SECREÇÃO MISTA: endócrina e exócrina.

LOCALIZAÇÃO: espaço retroperitoneal.

MEDE: 10-15 com de comprimento e pesa 60-100


gramas. Possui superfície levemente lobulada e cor
amarelo-rosa, consistência mole e muito frágil.

INERVADO: Sistema simpático e parassimpático.


Fibras parassimpáticas alcançam o pâncreas pelo
nervo vago.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 10


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

ÁCINO: unidade anatômica e funcional (exócrino). Os


ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos,
por onde sua secreção é levada até um condutor maior, que
desemboca no duodeno, durante a digestão.

ILHOTAS DE LANGERHANS: Secreção endócrina (1-2%)

FUNÇÃO EXÓCRINA:
Secretar suco pancreático  fenômeno digestão
Suco Pancreático: - Líquido incolor; inodoro; pH± 8,3
- Volume diário: 1500-4000 ml
- Secreção hidrelática
- Secreção enzimática ou ecbólica

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 11


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

SECREÇÃO HIDRELÁTICA OU
HIDROELETROLÍTICA

FUNÇÃO:
Neutralizar quimo ácido quando presente
no duodeno. Esta alcalinização ocorre
devido à evacuação gástrica
liberação secretina.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 12


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

COMPOSIÇÃO:
Água + cátions + ânions
Na+ K+ Cl -
Ca ++ bicabornato (↑↑↑↑)
Zn+ fosfato e sulfato
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 13
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

SECREÇÃO ENZIMÁTICA OU ECBÓLICA

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 14


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

ENZIMAS PROTEOLÍTICAS

ENDOPEPTIDASES:
Elastases (glicina, alanina serina)
Tripsina (arginina e lisina)
Quimiotripsina (tirosina, fenilalanina e
triptofano)
Colagenase

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 15


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 16


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

EXOPEPTIDASES:
Carboxipolipeptidases A e B

NUCLEASES:
Ribonuclease
Desoxirribonuclease

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 17


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

ENZIMA GLICOLÍTICA

Amilase  Amido e glicogênio

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 18


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

ENZIMAS LIPOLÍTICAS

LipaseTGAG + glicerol
Fosfolipase A e B  glicerol
Colesterol Esterase: éster –
carboxílica (atua nos ésteres de
colesterol e Vits. A, D. E. K)

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 19


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO PANCREÁTICA


SECRETINA
- Estimula o  de secreção hidrelática e  de secreção ecbólica;
- No estômago: ↓ gastrina  ↓ secreção ácida;
- No fígado: ↓ fluxo biliar;
- No pâncreas endócrino:  secreção de insulina.
COLECISTOCININA – PANCREOZIMINA (CCK-PZ)
- Estimula a secreção pancreática;
- Potencializa a ação da secretina;
- Na VB: contração da VB levando ao relaxamento do esfíncter
de Oddi;
- No estômago: ↓ secreção de HCl;
- No intestino:  peristalse.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 20
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

GASTRINA
- Estimula  da secreção ecbólica e  de secreção
hidrelática;
- Liberada juntamente com alimento no antro.
VIP (PEPTÍDEO INTESTINAL VASOATIVO)
- ↓ secreção de HCl;
-  fluxo biliar;
-  secreção hidrelática;
- Potencializa ação de CCK-PZ e secretina.
GLUCAGON
- ↓ secreção pancreática (principalmente ecbólica).
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 21
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CONTROLE DA SECREÇÃO PANCREÁTICA

FASE CEFÁLICA

Ocorre quando o suco pancreático é estimulado


pelo odor, visão, gosto e mastigação dos
alimentos.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 22


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

FASE GÁSTRICA

Ocorre por 3 mecanismos:


- estímulos originários diretamente no
órgão;
- liberação de gastrina que estimula a
secreção pancreática;
- produção de HCl que, ao nível do duodeno,
libera a secretina que serve de estímulo
para a secreção pancreática.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 23
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

FASE INTESTINAL

Secretina e colecistocinina são


responsáveis pela liberação de água,
eletrólitos e das diferentes enzimas. A
acidificação do duodeno promove a
estimulação do suco pancreático que é
rico em bicarbonato.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 24


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

PANCREATITE AGUDA

Inflamação aguda do pâncreas.

ETIOPATOGENIA

Origem biliar
Alcoolismo
Traumatismo
Metabólica
Infecções
Uso de drogas
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 25
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

SINAIS E SINTOMAS

- Dor epigástrica com irradiação para dorso;


- Náuseas e vômitos;
- Prostração intensa, sudorese e ansiedade;
- Diminuição de RHA;
- Hipertermia;
- Taquicardia, palidez e pele fria;
- Icterícia discreta ( pp por edema de cabeça
de pâncreas ocorrendo a precipitação da bile).
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 26
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

EXAMES COMPLEMENTARES

Amilase:
Aumentada em 80% dos pacientes.
Lipase:
Aumentada em 90% dos pacientes.
Cálcio:
Hipocalcemia importante (pp se houver
comprometimento da paratireóide).
Hiperglicemia e Glicosúria.
Bilirrubina:
Aumentada se for pancreatite obstrutiva ou por tumor
de pâncreas.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 27
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CARACTERÍSTICAS DA DIETA

Dieta zero nas primeiras 24 hs.


Após: pequena quantidades de líquidos de acordo
com a tolerância do paciente.
Após melhora das sintomatologias:
Ptna: N/H
Lip.: h
G: ANP
Frac: Aumentado
Vol.: Diminuído
Consistência: ANP
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 28
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

PANCREATITE CRÔNICA

Processo de inflamação pancreática de longa data.

COMPLICAÇÕES

Diabetes
Pseudocistos ou abscesso pancreático
Hepatopatia
Esteatorréia
Desnutrição
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 29
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

SINAIS E SINTOMAS

- Dor epigástrica ou em HE com irradiação;


- Anorexia, náuseas, vômitos, diarréia, flatulência;
- Dor difusa em HE à palpação
.
EXAMES COMPLEMENTARES

Aumento da amilase e bilirrubinas durante a crise


aguda;
CPRE.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 30


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TRATAMENTO

CLÍNICO
CIRÚRGICO

CARACTERÍTICAS DA DIETA

Ptna: N/H
Glicídeo: N/h s/ [ ]
Lipídeo: h com TCM
Fracionamento: aumentado
Volume: diminuído

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 31


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

FIBROSE CÍSTICA ou MUCOVISCIDOSE


É uma doença crônica de origem genética mais comum na
raça branca, afetando 1 em cada 2.500 nascidos na
Europa, com incidência semelhante no Brasil. Trata-se de
uma doença congênita e multissistêmica que afeta as
glândulas exócrinas e pode ocorrer em diversas células
epiteliais, incluindo ductos de suor e pancreáticos, vias
aéreas e biliares, intestino e vasos deferentes.

(PIZZIGNACCO, T. P; Mello, D.F.; LIMA, R.G. A experiência da doença na fibrose cística:


caminhos para o cuidado integral. Rev Esc Enferm – USP. v.45, n. 3, pag. 638 – 644 –
2011. São Paulo)

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 32


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Cursa com insuficiência pancreática,


doença pulmonar obstrutiva crônica e
desnutrição. Estudos têm demonstrado
que o estado nutricional adequado e o
crescimento normal influenciam de forma
favorável no curso da doença e na
qualidade de vida dos pacientes.
(PEREIRA, J. S; et al. NUTRITIONAL STATUS IN PATIENTS WITH CYSTIC FIBROSIS IN A
SPECIALIZED CENTRE IN SOUTH BRAZIL. Rev HCPA, v.31, n.2, pag. 131 – 137, Porto
Alegre – 2011)

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 33


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

O defeito genético da FC compromete o balanço energético, resultando


em redução da ingestão diária, aumento das perdas e aumento da
necessidade nutricional relacionada ao hipermetabolismo causado pelo
processo inflamatório sistêmico. Em decorrência da maior sobrevida,
outras complicações agora fazem parte do quadro do paciente com FC.
A presença do DM ou tolerância diminuída à glicose se tornaram parte
da doença de base, tanto que o DM é a comorbidade mais
frequentemente associada à FC. As alterações no metabolismo da
glicose aumentam em prevalência com o aumento da idade do paciente.

(PEREIRA, J. S; et al. NUTRITIONAL STATUS IN PATIENTS WITH CYSTIC FIBROSIS IN A SPECIALIZED


CENTRE IN SOUTH BRAZIL. Rev HCPA, v.31, n.2, pag. 131 – 137, Porto Alegre – 2011; AZEVEDO,
M.B.; RODRIGUES, T.C.; ELNECAV, R.H. GLUCOSE TOLERANCE EVALUATION IN CHILDREN AND
ADOLESCENTS WITH CYSTIC FIBROSIS. Rev HCPA, v.30, n. 4, pag. 327-333, Porto Alegre, 2010)

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 34


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Para o diagnóstico, são necessários dois critérios:

- Doença pulmonar supurativa crônica.


- Insufici ência pancreática.
- Níveis elevados de sódio e cloro no suor.
- História familiar de mucoviscidose.

Além disso, pode-se diagnosticar, prematuramente, a


fibrose cística pelo teste do pezinho.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 35


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

DIABETES MELLITUS

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 36


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CETOACIDOSE DIABÉTICA

Ocorre mais comumente em pacientes com diabetes tipo 1, mas


também acontece em pacientes com diabetes tipo 2. O paciente
encontra-se hiperglicêmico sendo acompanhado de cetonúria.
A cetonúria ocorre devido à diminuição/falta de insulina no
organismo fazendo com que haja a hiperglicemia importante. Esta
alteração da insulina acarreta uma falta de energia originando o
uso do estoque de gordura com o objetivo de gerar energia
gerando as cetonas.
Na cetoacidose diabética, o paciente apresenta importante
hiperglicemia, acidose e cetonúria.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 37


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 38


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CLASSIFICAÇÃO DIABETES
MELLITUS

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 39


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TIPO 1
- Destruição das céls.  deficiência absoluta de
insulina.
- Diabetes Insulino Dependente ou Infanto-juvenil.
- Manifestação clínica: rápida ou lenta.
- Criança e adolescentes: cetoacidose 1º
manifestação.
- Processo autoimune das céls.  Pâncreas.
- Mediadores imunológicos.
- Idiopático.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 40


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TIPO 2
- Resistência insulina com relativa deficiência
de insulina ou defeito na secreção com
resistência insulínica.
- Diabetes não insulino dependente ou da
maturidade.
- Maioria obesos: causa resistência.
- Risco de aparecimento aumenta idade,
obesidade e sedentarismo.
- Freqüentemente associada HAS e HLP.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 41
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

LADA (Diabetes Latente Auto-Imune do Adulto)

- Mescla características do diabetes tipo 1 e do diabetes


tipo 2;
- Atinge 10% dos portadores de diabetes;
- O uso de insulina pode aumentar a probabilidade de
hipoglicemia.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 42


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Diabetes Gestacional
- Causa exata ainda desconhecida.
-Especialistas referem “como uma etapa da
Diabetes tipo 2”.
- Fatores de risco: obesidade ou ganho
excessivo de peso durante a gestação; HFam
+; crescimento fetal excessivo, HAS ou pré-
eclâmpsia; RI ocasionada pela alteração
hormonal oriunda da gestação;

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 43


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

OUTROS TIPOS DE DM.


Defeitos genéticos na função das células beta:
MODY 1 (defeitos no gene HNF4A)
MODY 2 (defeitos no gene GCK)
MODY 3 (defeitos no gene HNF1A)
MODY 4 (defeitos no gene IPF1)
MODY 5 (defeitos no gene HNF1B)
MODY 6 (defeitos no gene NEUROD1)
Diabetes Neonatal Transitório
Diabetes Neonatal Permanente
DM mitocondrial
Outros

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 44


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Defeitos genéticos na ação da insulina


Resistência à insulina do tipo A
Leprechaunismo
Síndrome de Rabson-Mendenhall
DM lipoatrófico
Outros
Doenças do pâncreas exócrino
Pancreatite
Pancreatectomia ou trauma
Neoplasia
Fibrose cística
Pancreatopatia fibrocalculosa
Outros
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 45
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Endocrinopatias
Acromegalia
Síndrome de Cushing
Endocrinopatias
Glucagonoma
Feocromocitoma
Somatostinoma
Aldosteronoma
Outros
Induzido por medicamen tos ou agentes químicos
Determinadas toxinas
Pentamidina
Ácido nicotínico
Glicocorticoides
Hormônio tireoidiano
Diazóxido
Agonistas beta-adrenérgicos
Tiazídicos
Interferon
Outros
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 46
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

QUADRO CLÍNICO
Hiperglicemia;
Poliúria;
Polidipsia;
Polifagia;
Nictúria;
Diplopia;
Visão borrada.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 47
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

QUADRO 1 Valores de glicose plasmática (em mg/dl) para


diagnóstico de diabetes mellitus e seus estágios pré-clínicos.
CATEGORIA JEJUM 2 HORAS APÓS CASUAL
75 G DE GLICOSE
NORMAL < 100 < 140
TOLERÂNCIA À > 100 a < 126 ≥ 140 a < 200
GLICOSE
DIMINUIDA
DM ≥ 126 ≥ 200 ≥ 200 (com
sintomas
classicos)
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 48
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Quadro 2 Diagnóstico de DMG com TOTG com ingestão de 75 g de glicose


OMS NIH/2012 INTERNATIONAL
ASSOCIATION OF THE
PREGNANCY STUDY
GROUPS** (IADPSG,
2010) DA/2011 SBD/2011

JEJUM ----- 95 mg/dl 92 mg/dl

1 HORA ----- 180 mg/dl 180 mg/dl

2 HORAS 140 mg/dl 155 mg/dl 153 mg/dl

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 49


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TRATAMENTO
TIPO 1
- Educação Nutricional;
- Terapia Nutricional;
- Exercício físico;
Monitorização:
- Glicosúria.
- Glicemia (domiciliar e laboratorial).
- Hemoglobina glicosilada.
Insulina:
- Humana: menos alergênica.
- Evitar hipo/hiperglicemia.
Adaptação psico-social paciente-família.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 50
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TIPO 2
- Educação Nutricional;
- Terapia Nutricional;
- Exercício físico;
- Hipoglicemiantes Orais;
- Insulina ??

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 51


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 52


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

INSULINOTERAPIA

INDICAÇÕES:
- Diabetes tipo 1.
- Diabetes tipo 2 na cirurgia, gravidez, infecções
graves, stress.
- Cetoacidose diabética, coma hiperosmolar.
- Falência primária ou secundária hipoglicemiantes
orais.
- Contra indicações aos hipoglicemiantes.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 53
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

TIPOS DE INSULINA
Ação Ultra-rápida

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 54


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Ação Rápida

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 55


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Ação Intermediária

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 56


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Ação lenta/longa

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 57


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Pré-misturada

Disciplina: Patologia e Dietoterapia II 58


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

BOMBA DE INSULINA

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 59


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

ÍNDICE GLICÊMICO
É a quantidade fixa carboidrato disponível de um
determinado alimento em relação a um alimento-controle
que normalmente é o pão branco ou glicose, a partir daí
são classificados baseados em seu potencial de aumentar
os níveis de glicemia. Através da análise da curva glicêmica
produzida por 50g do carboidrato (disponível) de um
alimento teste em relação a curva de 50g de carboidrato de
um alimento padrão (glicose ou pão branco). Atualmente
utiliza-se o pão branco por ter resposta fisiológica melhor
do que a glicose.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 60


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Curva Glicêmica = IG x Teor HC disponível na porção do alimento


100

FONTE: www.diabetes.org.br

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 61


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

EFEITO SOMOGY
Em geral as hipoglicemias em pacientes diabéticos
em tratamento ocorre entre meia-noite e 3 horas
da madrugada. Após hipoglicemia durante a
madrugada, pode ocorrer hiperglicemia de rebote,
o que é conhecido como efeito Somogy. O
equilíbrio entre as concentrações de insulina e as
dos hormônios contra-reguladores (adrenalina, GH,
glucagon e o cortisol) determina o nível de glicemia
atingido.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 62


Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

A intensidade da hiperglicemia de jejum depende de


fatores como a hora da hipoglicemia noturna (quanto
mais tarde a hipoglicemia menos intensa é a
hiperglicemia de jejum), a hora e o tipo de insulina
aplicada na véspera, a capacidade de secretar hormônios
contra-reguladores e a quantidade de glicose ingerida
para corrigir a hipoglicemia.
Além da hipoglicemia matinal, pode-se suspeitar desse
diagnóstico em pacientes que também apresentam
cefaléia matinal, relato de sudorese e sono agitado. A
medida da glicemia no meio da madrugada pode auxiliar
a diferenciação de outras causas de hiperglicemia
matinal.
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 63
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CARACTERÍSTICAS DA DIETA
CALORIA: ANP
PROTEÍNA: N ( atenção a nefropatia diabética)
GLICÍDIO: N ou N/h ( s/ [HCSPLES]
Atenção ao Índice Glicêmico
LIPÍDEOS: N ou N/h
Saturados: < 10% cal. Total
Colesterol: < 300 mg
FIBRAS: 20 – 35 g/dia
MINERAIS: Na: h
Cr e K: H
Mg: H (aumenta sensibilidade à insulina)
VITAMINAS: Aumentar as vitaminas antioxidantes
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 64
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição
MACRONUTRIENTES INGESTÃO RECOMENDADA/DIA
CHO Carboidratos totais: 45% - 60%
Nao inferiores a 130 g/dia
SACAROSE ATÉ 10%
FRUTOSE Nao se recomenda adicao nos alimentos
FIBRA ALIMENTAR Minimo de 20 g/dia ou 14 g/1000 kcal
GORDURA TOTAL Ate 30% do VET
SFA < 7% do VET
MUFA Completar de forma individualizada
PUFA Ate 10% do VET
ÁCIDO GRAXO TRANS <2g
COLESTEROL < 200 mg/dia
PTNA 15% - 20% do VET
MICRONUTRIENTE INGESTÃO RECOMENDADA/DIA
VITAMINAS E MINERAIS Segue as recomendacoes da populacao
nao diabetica
SÓDIO ATÉ 2400MG
Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 65
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

FONTES UTILIZADAS:
Livros; Artigos e Diretrizes.
Diretrizes da Sociedade Brasileira de
Diabetes: 2013-2014/Sociedade Brasileira
de Diabetes ; [organização José Egidio
Paulo de Oliveira,Sérgio Vencio]. – São
Paulo: AC Farmacêutica, 2014.

Disciplina: Nutrição Clínica Aplicado ao Trato Digestório e aos Transtornos Alimentares 66

Você também pode gostar