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Curso: Nutrição
DOENÇAS PULMONARES
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 1
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A função respiratória é essencial à manutenção da vida
e pode ser definida como uma troca de gases entre as
células do organismo e a atmosfera. Pode ser definida
como uma membrana com uma enorme superfície
onde de um lado temos a atmosfera e de outro o
sangue venoso e por esta membrana ocorre a troca
gasosa.
Os pulmões não são perfeitamente igual sendo o
pulmão direito maior e dividido por duas incisuras em
três partes chamadas de lobo: superior, médio e
inferior. O pulmão esquerdo apresenta apenas uma
incisura, formando dois lobos: superior e inferior.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 2
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Na face interna de cada pulmão existe o hilo
pulmonar através do qual penetram os
brônquios e as artérias pulmonares e emergem
as veias pulmonares. Externamente cada
pulmão é revestido por uma membrana
chamada de pleura.
Os brônquios se ramificam à partir do hilo e
cada penetra um lobo. No seu interior, o
brônquio volta a se ramificar estabelecendo
ligações com os diversos segmentos que
compõem cada lobo.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 3
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Dentro deles, os ramos brônquicos são
chamados de bronquíolos que continuam a se
ramificar até formarem os diminutos
bronquíolos respiratórios dos quais formam os
condutos alveolares. Estes se abrem em
dilatações chamadas sáculos alveolares
formados pelos alvéolos pulmonares, local onde
se processa a oxigenação e a eliminação do CO2
do sangue. Chamamos de ácinos à estrutura em
forma de cachos de uva que, na verdade, são
conjuntos de condutos, sáculos e alvéolos.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 4
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 5
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A troca de moléculas gasosa se
processa através da parede alveolar,
do líquido intersticial contido nos
espaços entre alvéolos e capilares, da
parede do capilar, do plasma
sanguíneo e da membrana glóbulos
vermelhos.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 6
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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA
CRÔNICA (DPOC)
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma
enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se
caracteriza pela presença de obstrução crônica do
fluxo aéreo, que não é totalmente reversível. A
obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e
está associada a uma resposta inflamatória anormal
dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos,
causada primariamente pelo tabagismo. Embora a
DPOC comprometa os pulmões, ela também produz
conseqüências sistêmicas significativas.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 7
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O processo inflamatório crônico pode
produzir alterações dos brônquios
(bronquite crônica), bronquíolos
(bronquiolite obstrutiva) e parênquima
pulmonar (enfisema pulmonar). A
predominância destas alterações é variável
em cada indivíduo, tendo relação com os
sintomas apresentados.
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Morbidade:
A DPOC, em 2003, foi a quinta maior causa de
internamento no sistema público de saúde do
Brasil, em maiores de 40 anos, com 196.698
internações e gasto aproximado de 72 milhões
de reais.
(II CONSENSO BRASILEIRO SOBRE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA - DPOC
J Pneumol - Volume 30 - Suplemento 5 - Nov 2004 )
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 9
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Mortalidade:
No Brasil vem ocorrendo um aumento do número de
óbitos por DPOC nos últimos 20 anos, em ambos os
sexos, tendo a taxa de mortalidade passado de 7,88 em
cada 100.000 habitantes na década de 1980, para 19,04
em cada 100.000 habitantes na década de 1990, com um
crescimento de 340%. A DPOC nos últimos anos vem
ocupando da 4ª à 7ª posição entre as principais causas de
morte no Brasil.
(II CONSENSO BRASILEIRO SOBRE DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA - DPOC
J Pneumol - Volume 30 - Suplemento 5 - Nov 2004 )
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 10
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FATORES DE RISCO PARA DPOC
FATORES EXTERNOS
Tabagismo
Poeira ocupacional
Irritantes químicos
Fumaça de lenha
Infecções respiratórias graves na infância
Condição socioeconômica
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FATORES INDIVIDUAIS
Deficiência de alfa-1 antitripsina
Deficiência de glutationa transferase
Alfa-1 antiquimotripsina
Hiperresponsividade brônquica
Desnutrição
Prematuridade
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DIAGNÓSTICO
A tosse é o sintoma mais encontrado, pode ser
diária ou intermitente e pode preceder a
dispnéia ou aparecer simultaneamente a ela. O
aparecimento da tosse no fumante é tão
freqüente que muitos pacientes não a
percebem como sintomas de doença,
considerando-a como o pigarro do fumante. A
tosse produtiva ocorre em aproximadamente
50% dos fumantes.
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A dispnéia é o principal sintoma associado
à incapacidade, redução da qualidade de
vida e pior prognóstico. É geralmente
progressiva com a evolução da doença.
Muitos pacientes só referem a dispnéia
numa fase mais avançada da doença, pois
atribuem parte da incapacidade física ao
envelhecimento e à falta de
condicionamento físico.
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BRONQUITE AGUDA
Febre, escarros produtivos, tosse, roncos musicais e,
ocasionalmente, sibilos.
FATORES PREDISPONENTES:
Infecção Viral
Insuf. pulmonar (Enfisema)
TRATAMENTO:
Repouso
Proibido Fumo
Inalação de Vapores (alivia tosse)
Anti-histamínico (alivia inflamação brônquica)
Fosfato de Codeína (controlar tosse)
Teofilina (auxilia o broncoespasmo presente)
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DIETA:
Hidríca, Hptn (cuidado horário),
Hvitamínica, restante ANP.
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BRONQUITE CRÔNICA
Tosse e expectoração por um período maior que
3 meses durante 1 ano, em pelo menos 2 anos
seguidos, na ausência de outras doenças, como
bronquectasias, abcesso pulmonar crônico, entre
outros.
Há irritação química e, frequentemente,
apresenta-se associada ao enfisema.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 17
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FATORES PREDISPONENTES:
Tabagismo
Poluição atmosférica e profissional
Clima frio
Infecções
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 18
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QUADRO CLÍNICO :
Mucosa hiperemiada com muco espesso;
Infiltração linfoplasmocitária;
Áreas de fibrose;
Céls caliciformes com grânulos mucosos;
Gls. da submucosa volume;
Muco volume const. glicoproteina, albumina e
Ig A e, purulento (Infecção);
Tosse, roncos e sibilos;
Dispnéia e hipóxia.
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 19
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TRATAMENTO:
Evitar fontes de possível irritação crônica
Mudar, se possível, para clima temperado e seco
Fosfato de codeína; Teofilina ou Terbutaline
Anti-histamínico; Prednisona
Antibióticos
Inalação sob a forma de nebulização
DIETA:
Hhídrica, restante ANP e aos fármacos
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 20
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ASMA
É uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, na qual
diversas células e seus produtos estão envolvidos. Entre as
células inflamatórias, destacam-se os mastócitos, eosinófilos,
linfócitos T, células dendríticas, macrófagos e neutrófilos. Entre
as células brônquicas estruturais envolvidas na patogenia da
asma, figuram as células epiteliais, as musculares lisas, as
endoteliais, os fibroblastos, os miofibroblastos e os nervos. Dos
mediadores inflamatórios já identificados como participantes do
processo inflamatório da asma, destacam-se quimiocinas,
citocinas, eicosanoides, histamina e óxido nítrico.
Estima-se que, no Brasil, existam aproximadamente 20 milhões
de asmáticos (Manejo Asma – SBPT – 2012).
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 21
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Vias aéreas inflamadas:
infiltração celular
desagregação epitelial
edema de mucosa
formação de tampões de muco
QUADRO CLÍNICO
Dispnéia
Tosse e Expectoração viscosa e persistente:
“Chiado”(respiração sibilante)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 22
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TRATAMENTO:
Hidratação
O2
Percussão torácica e drenagem postural
Broncodilatadores
Parenteral (epinefrina, terbutalina, derivados da xantina)
Inalação (isoproterenol, bronkosol)
Oral (fora crise): terbutalina e deriv. xantinas
Corticosteroídes + antiácido (estado asmático)
Bicarbonato de Na+ (Acidose Metabólica Descompensada)
Antibióticos (Infecção)
Sedativos (CONTRA INDICADOS)
Evitar os alergenos conhecidos
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 23
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DIETA:
Hiperhídrica; Restante ANP e drogas
usadas
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 24
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PNEUMONIA
Infecção causada por uma variedade de organismos
patogênicos (Bactérias e Vírus)
Inflamação do parênquima pulmonar
TIPOS:
Pneumococcus; Klebsiella; Hemófilos influenza;
Pseudomonas e Proteus; Streptococcus; Staphilococcus;
Mistas; Aspiração; Virótica ou Atípica primária
Rickettsiase ou Clamydae.
Diagnóstico:
Hemocultura; Escarros; RX
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 25
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 26
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 27
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 28
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TRATAMENTO:
Antibacteriano/Antimicrobiano específico
Corticosteróides
Oxigenação e Ventilação
Mucolítico
Analgésico
DIETA:
Hiperhidríca; Hptn; Hvit e restante ANP
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 29
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TUBERCULOSE PULMONAR
Microorganismo álcool-ácido resistente
(Mycobacterium tuberculosis).
Formação de tubérculos pulmonares
Tosse, mal estar, fadiga, perda peso, febre baixa à
tarde, sudorese noturna, dor pleural, sangue no
catarro, estertores finos e persistente, sinais de
cavitação (Patognomônicos)
Testes Cutâneos (tuberculina; PPD-S: derivado
purificado de ptn intradérmica).
Estudos bacteriológicos: secreção e suco gástrico
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 30
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III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - J Bras Pneumol - Volume
35 - Número 10- 2009
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 31
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TRATAMENTO:
Isoniazida: depleta piridoxina e disfunção hepática
Etambutol: diminui acuidade visual
Pirazinamida: Disfunção hepática
Rifampicina: Prurido e disfunção hepática
Sulfato de Estreptomicina: Vertigem e Dermatite
Kanamicina: Disfunção renal
DIETA:
Hcalórica; Hprotídica
Hvitamínica
Restante: ANP e às drogas
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 32
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 33
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ENFISEMA PULMONAR
Distensão difusa e uma aerefação dos
alvéolos, ruptura dos septos intra-alveolares,
perda da elasticidade pulmonar, volume
pulmonar e alt. associada da função pulmonar
por distúrbios ventilatórios do fluxo sangüíneo e
da difusão gasosa.
Início insidioso com dispnéia de esforço e de
repouso (nos últimos estágios).
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 34
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É mais comum nos homens acima de 45 anos.
Tosse produtiva agravada por infecções
respiratórias.
Fase de expiração prolongada e sibilos.
Debilidade, desidratação, letargia, anorexia e
perda de peso devidas à hipóxia, ao
atividade muscular necessária à respiração, e
à acidose respiratória.
Diminuição ou ausência do movimento de
descida do diafragma (Obstrução ventilatória).
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 35
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FATORES CAUSAIS:
Defeitos inerentes do tecido pulmonar elástico.
Secundário à obstrução bronquial difusa crônica
Associado a um transtorno fibrótico do pulmão
Tabagismo
Genético dominante
Tratamento:
Broncodilatadores ( espasmos); Iodeto de potássio
Antibióticos
Infecção; Sensibilidade bacteriana indeterminada:
tetraciclina
Corticosteróides ( espasmos e proc. inflam)
Complicações tratadas especificamente
Exercícios metódicos
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 36
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DIETA:
Hiperhídrica, restante ANP e as drogas
Tornar as secreções finas e diminui a
viscosidade
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 37
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Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 38
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HIPERTENSÃO PULMONAR
Compreende um conjunto de doenças que têm achados
patológicos comuns, porém apresentam diferenças
fisiopatológicas e prognósticas. Define-se por: pressão média
da artéria pulmonar > 25mmHg em repouso ou > 30mmHg
durante o exercício, compressão de oclusão de artéria
pulmonar ou pressão de átrio esquerdo < 15mmHg. Pode
ser, também, identificada pelo ECO, através da estimativa da
pressão sistólica da artéria pulmonar.
(Diretriz para manejo da Hipertensão Pulmonar - J Bras. Pneumol - Volume 31 - Suplemento 2 -
Ago 2005)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 39
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Tratamento
Anticoagulante
Diuréticos
Inibidores da fosfodiesterase 5 (sildenafil). Droga de escolha por
prolongar o efeito vasodilatador do óxido nítrico
Derivados da prostaciclina tem ação de inibir a a agregação
plaquetária (epoprostenol, trepostinil, iloprost)
Bloqueadores dos receptores da endotelina que é um potente
vasoconstrictor (bosentana, sitaxsentan, ambrisentam)
(Diretriz para manejo da Hipertensão Pulmonar - J Bras. Pneumol - Volume 31 - Suplemento 2 -
Ago 2005)
Disciplina: PATOLOGIA E DIETOTERAPIA II 40