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Modalidades de Partilha de Herança

O documento aborda a partilha de herança, detalhando as modalidades de partilha extrajudicial e por inventário, além dos efeitos, impugnação e impostos relacionados. A partilha é a divisão da herança entre co-herdeiros, podendo ser exigida por qualquer herdeiro, e deve seguir os procedimentos legais estabelecidos no Código Civil. Também são discutidos os direitos do cônjuge sobrevivente e as formalidades necessárias para a elaboração dos documentos de partilha.

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Modalidades de Partilha de Herança

O documento aborda a partilha de herança, detalhando as modalidades de partilha extrajudicial e por inventário, além dos efeitos, impugnação e impostos relacionados. A partilha é a divisão da herança entre co-herdeiros, podendo ser exigida por qualquer herdeiro, e deve seguir os procedimentos legais estabelecidos no Código Civil. Também são discutidos os direitos do cônjuge sobrevivente e as formalidades necessárias para a elaboração dos documentos de partilha.

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Partilha de

Herança
Registos e Notariado
Professora Doutora Suzana Mesquita

Maria Margarida Paula, n.º62681


Índice
Introdução
Modalidades da Partilha
Partilha Extrajudicial
Partilha Por Inventário
Efeitos da Partilha
Impugnação da Partilha
Impostos
Exemplo de Documento
Particular Autenticado
Partilha de herança - Divisão da
herança indivisa entre os co-
herdeiros, especificando-se que bens
certos e determinados pertencem a
cada um.
Introdução Encontra-se prevista nos artigos
2101.º e seguintes do Código Civil.
Habilitação de herdeiros - Declaração
de que os habilitandos são herdeiros
do falecido.
A partilha pode ser exigida por qualquer herdeiro ou
cônjuge meeiro (art. 2101.º, n.º 1, CC).

O direito é irrenunciável, porém, as partes podem


convencionar a conservação do património indiviso durante
um prazo não superior a cinco anos (art. 2101.º, n.º 2, CC).

O prazo pode ser renovado uma ou mais vezes, através de


elaboração de nova convenção (art. 2101.º, n.º 2, CC).
Artigo 2103.º-A, Código Civil – O cônjuge sobrevivo,
no momento da partilha, adquire o direito de
habitação da casa de morada da família, bem como
direito de uso do recheio.

Artigo 2103.º-B, Código Civil - Caso a casa de


morada não pertença à herança, aplicar-se-á o
disposto anteriormente, mas apenas ao recheio.

Se esta aquisição exceder o valor da sua quota-


parte, o cônjuge terá de dar tornas aos co-
herdeiros.

A colação (arts. 2104.º e ss., CC) é a restituição à


massa da herança os bens ou valores que foram
doados aos herdeiros, quando estes pretendam
Artigo 210.º-F
Procedimento de habilitação de herdeiros, partilha e registos (CRC)

1 - No âmbito do procedimento de habilitação de herdeiros, partilha e registos, o serviço de


registo procede aos seguintes actos, pela ordem indicada:
a) Elaboração dos documentos, de acordo com a vontade dos interessados, que titulam a
habilitação de herdeiros e a partilha, seguida da leitura e explicação do respectivo
conteúdo;
b) Menção da habilitação de herdeiros no assento de óbito do falecido;
c) Apresentação da participação a que se refere o artigo 26.º do Código do Imposto do
Selo, bem como da respectiva relação de bens, nos termos declarados pelo contribuinte;
d) Promoção da liquidação e do pagamento dos impostos relativos à partilha, nos termos
declarados pelo contribuinte;
e) Cobrança dos emolumentos e de outros encargos que se mostrem devidos;
f) Registo obrigatório e imediato da transmissão dos bens imóveis, ou móveis ou
participações sociais sujeitos a registo partilhados;
g) Entrega de certidão gratuita dos documentos previstos na alínea a) e dos registos
efectuados, bem como dos comprovativos de pagamento das obrigações tributárias, dos
emolumentos e dos demais encargos.

2 - A leitura dos documentos previstos na alínea a) do número anterior pode ser


dispensada a pedido dos interessados.
Existem duas modalidades
de partilha de herança:
Modalidade
s Partilha extrajudicial (art.
2102.º, n.º1, Código Civil);
da
Partilha por inventário (art.
Partilha 2102.º, n.ºs 1 e 2, Código
Civil).
Partilha
Extrajudicial
Ocorre quando há acordo entre todos os co-herdeiros.

Decreto-Lei n.º116/2008, 4 de julho


Art. 22.º - Forma dos Atos

Sem prejuízo do disposto em lei especial, só são válidos se forem


celebrados por escritura pública ou documento particular autenticado
os seguintes atos:

(…)

f) As divisões de coisa comum e as partilhas de patrimónios


hereditários, societários ou outros patrimónios comuns de que façam
parte coisas imóveis;
A escritura por partilha deve conter
(arts. 54.º a 64.º do Código do
Notariado):

Nome inteiro dos herdeiros;


Residência habitual e nacionalidade;
Estado civil;
Regime de casamento;
Identificação, de modo a assegurar que são mesmo
os herdeiros;
Os bens a partilhar, que devem ser enumerados por
verbas;
Os bens que pertencerão a cada herdeiro.
Documento Particular Autenticado
Artigo 24.º
Documento Particular Autenticado (DL n.º116/2008)
1 – Os documentos particulares que titulem atos sujeitos a registo predial devem
conter os requisitos legais a que estão sujeitos os negócios jurídicos sobre imóveis,
aplicando-se subsidiariamente o Código aprovado pelo Decreto-Lei 207/95, de 14 de
Agosto.
2 – A validade da autenticação dos documentos particulares, referidos no número
anterior, está dependente de depósito eletrónico desses documentos, bem como de
todos os documentos que os instruam.
3 – O funcionamento, os termos e os custos associados ao depósito eletrónico
referido no número anterior são definidos por portaria do membro do Governo
responsável pela área de justiça.
4 – Se o registo do ato for pedido por via eletrónica, é dispensada a obrigação desse
ato às entidades públicas, nos termos do n.º 3 do artigo anterior, devendo essas
participações ser promovidas pelos serviços de registo.
5 – A consulta eletrónica dos documentos depositados eletronicamente substitui para
todos os efeitos a apresentação perante qualquer entidade pública ou privada do
documento em suporte de papel.
Artigo 46.º
Formalidades Comuns (Código do Notariado)
1 – O instrumento notarial deve conter:
a) A designação do dia, mês, ano e lugar em que for lavrado ou assinado e, quando
solicitado pelas partes, a indicação da hora em que se realizou;
b) O nome completo do funcionário que nele interveio, a menção da respetiva qualidade e
a designação do cartório a que pertence;
c) O nome completo, estado, naturalidade e residência habitual dos outorgantes, bem
como das pessoas singulares por estes representadas (…);
d) A referência à forma como foi verificada a identidade dos outorgantes, das
testemunhas instrumentárias e dos abonadores;
e) A menção das procurações e dos documentos relativos ao instrumento que justifiquem
a qualidade de procurador e de representante, mencionando-se, nos casos de
representação legal e orgânica, terem sido verificados os poderes necessários para o ato;
f) A menção de todos os documentos que fiquem arquivados, mediante a referência a esta
circunstância, acompanhada da indicação da natureza do documento (…);
g) A menção dos documentos apenas exibidos com indicação da sua natureza, data de
emissão e entidade emitente e, ainda, tratando-se de certidões de registo, a indicação do
respetivo número de ordem ou, no caso de certidão permanente, do respetivo código de
acesso;
h) O nome completo, estado e residência habitual das pessoas que devam intervir como
abonadores, intérpretes, peritos médicos, testemunhas e leitores;
Artigo 46.º (continuação)
j) As declarações correspondentes ao cumprimento das demais
formalidades exigidas pela verificação dos casos previstos nos artigos
65.º e 66.º;
l) A menção de haver sido feita a leitura do instrumento lavrado, ou de
ter sido dispensada a leitura pelos intervenientes, bem como a
menção da explicação do seu conteúdo;
m) A indicação dos outorgantes que não assinem e a declaração, que
cada um deles faça, de que não assina por não saber ou por não poder
fazê-lo;
n) As assinaturas, em seguida ao contexto, dos outorgantes que
possam e saibam assinar, bem como de todos os outros intervenientes
e a assinatura do funcionário, que será a última do instrumento.
Partilha por
Inventário
Ocorre quando (art. 2102.º, n.º 2, CC):

Os herdeiros não estiverem todos de acordo;

Quando um dos herdeiros seja incapaz;

Quando um dos herdeiros não possa, por motivo de


ausência em parte incerta ou de incapacidade por facto
permanente, intervir em partilha realizada por acordo.
A partilha por
inventário tem dois
momentos:

Relação dos bens – Identificam-se todos os bens


sujeitos à partilha;

Partilha dos bens – Divisão da herança e


distribuição dos bens entre os herdeiros.

Contudo, se houver apenas um único interessado, o


inventário apenas servirá para relacionar os bens e
para servir de base à liquidação da herança (art.
2103.º, CC).
O processo de inventário encontra-se no Código de
Processo Civil, nos artigos 1097.º e seguintes.
Tem legitimidade para requerer o cabeça-de-casal (art.
1097.º, CPC) e qualquer herdeiro (art. 1099.º).
No requerimento deve ser apresentado o documento
comprovativo do óbito do autor da sucessão e de
legitimidade para instaurar o processo de inventário, bem
como a indicação de quem deve exercer as funções de
cabeça-de-casal, caso seja requerido por um dos herdeiros
(arts. 1097.º e 1999.º, CPC).
Relação dos bens
Os bens que integram a herança devem ser especificados em
verbas, indicando-se o valor de cada um deles (art.1098.ºCPC

As verbas devem respeitar a seguinte ordem:

Direitos de crédito;
Títulos de crédito;
Valores mobiliários e demais instrumentos financeiros;
Participações sociais;
Dinheiro e moedas estrangeiras;
Objetos de ouro, prata e pedras preciosas e semelhantes
Outras coisas móveis;
Artigo 1120.º - Mapa da Partilha
(CPC)
1 - Concluídas as diligências reguladas nas secções anteriores, procede-se à notificação dos interessados e do
Ministério Público, quando este tenha intervenção principal, para, no prazo de 20 dias, apresentarem proposta
de mapa da partilha, da qual constem os direitos de cada interessado e o preenchimento dos seus quinhões,
de acordo com o despacho determinativo da partilha e os elementos resultantes da conferência de
interessados.

2 - Decorridos os prazos para a apresentação das propostas de mapa de partilha, o juiz profere despacho a
solucionar as divergências que existam entre as várias propostas de mapa de partilha e determina a
elaboração do mapa de partilha pela secretaria, em conformidade com o decidido.

3 - Para a formação do mapa determina-se, em primeiro lugar, a importância total do ativo, somando-se os
valores de cada espécie de bens conforme as avaliações e licitações efetuadas e deduzindo-se as dívidas,
legados e encargos que devam ser abatidos, após o que se determina o montante da quota de cada
interessado e a parte que lhe cabe em cada espécie de bens, e por fim faz-se o preenchimento de cada quota
com referência às verbas ou lotes dos bens relacionados.

4 - No preenchimento dos quinhões observam-se as seguintes regras:

a) Os bens licitados são adjudicados ao respetivo licitante e os bens doados ou legados são adjudicados ao
respetivo donatário ou legatário;

b) A quota dos não conferentes ou não licitantes é integrada de acordo com o disposto no artigo 1117.º
5 - Os interessados são notificados do mapa de partilha elaborado, podendo apresentar reclamações contra o
Retroatividade – Finalizada a partilha, os
herdeiros são considerados sucessores
dos bens determinados que herdaram
desde o momento de abertura da
sucessão (art. 2119.º, CC).
Efeitos da
partilha Os herdeiros tornam-se titulares do
direito de propriedade.

Os documentos dos bens que


receberam são-lhes entregues (art.
2120.º, CC).
Impugnação da partilha
(arts. 2121.º-2123.º, CC)
A partilha extrajudicial é impugnável nos termos gerais dos
contratos (art. 2121.º, CC).

Caso haja omissão de bens, deve-se fazer uma partilha adicional


dos bens omitidos (art. 2122.º, CC).

Na situação em que a partilha recaia sobre bens que não


pertencem à herança, a partilha será nula nessa parte e o co-
herdeiro que recebeu os bens alheios será indemnizado (art.
2123.º, CC).
Impostos
Os impostos que os herdeiros têm de
pagar são os seguintes:

Imposto Municipal Sobre as


Transmissões Onerosas de Imóveis
(IMT);

Imposto Selo;

IRS, quando dos bens herdados


advier rendimentos, como, por
exemplo, rendas.
Imposto Municipal
Sobre as Transmissões
Onerosas de Imóveis

Este imposto incide sobre as


transmissões do direito de propriedade
sobre bens imóveis (art. 2.º, n.º 1, CIMT).

A aquisição do bem imóvel por partilha


apenas será tributada pelo imposto
quando o valor exceder a quota-parte do
adquirente, na totalidade dos bens
imóveis objeto de partilha (arts. 2.º, n.º
5, al. c) e 4.º, al. a), CIMT).
Imposto Selo
Incide sobre todas as situações, atos e documentos previstos na
Tabela Geral do Imposto de Selo (art. 1.º, n.º 1, CIS).

É tributado aos herdeiros uma taxa de 0.8% relativo à aquisição


de bens imóveis (1.1., Tabela Geral do Imposto Selo), e uma taxa
de 10% sobre a aquisição gratuita de bens (1.2., Tabela Geral do
Imposto Selo).

Herdeiros diretos (cônjuge, unido de facto, pais, avós, filhos,


netos) estão isentos do pagamento da taxa de 10% sobre a
aquisição gratuita de bens (art. 6.º, n.º 1, al. e), CIS).

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