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QUEIMADURA

O documento aborda as queimaduras, suas causas, tipos e a avaliação necessária para tratamento. Destaca a importância da extensão da queimadura e os fatores que influenciam a recuperação, como a profundidade e a área afetada. Além disso, menciona a necessidade de suporte nutricional adequado para pacientes queimados, incluindo recomendações sobre calorias e macronutrientes.

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QUEIMADURA

O documento aborda as queimaduras, suas causas, tipos e a avaliação necessária para tratamento. Destaca a importância da extensão da queimadura e os fatores que influenciam a recuperação, como a profundidade e a área afetada. Além disso, menciona a necessidade de suporte nutricional adequado para pacientes queimados, incluindo recomendações sobre calorias e macronutrientes.

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Escola de Ciências da Saúde

Curso: Nutrição

QUEIMADURA

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 1
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

São lesões da pele, provocadas pelo calor, radiação,


produtos químicos ou certos animais e vegetais, que
causam dores fortes e podem levar a infecções.
Os principais fatores que determinam a sobrevivência
após queimaduras são: a porcentagem da superfície
queimada, a profundidade das lesões, a localização, o
tipo do agente causal, lesões por inalação, a idade do
paciente, o estado nutricional e doenças metabólicas pré-
existentes.
(Barbosa R C C e col. In: Efeitos metabólicos da glutamina em ratos submetidos à queimadura
por água fervente (escaldadura) - Acta Cirúrgica Brasileira - Vol 18 (6) 2003)

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 2
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Na queimadura, os radicais livres são produzidos durante a


reposição de fluídos alterando numerosos componentes,
incluindo ácidos nucléicos, lipídios e proteínas. Este processo
ocorre durante a isquemia, na qual a xantina oxidase (XO) e a
hipoxantina encontram-se com suas concentrações
aumentadas, de modo que, quando o oxigênio molecular é
reintroduzido durante a reperfusão, a XO cataliza sua
conversão a superóxido. Essa produção aumentada de
superóxido, suprimindo a capacidade de defesa das enzimas
endógenas, contribui para aumentar o estresse oxidativo e
causar lesão celular.
(E. BARBOSA et al. In: Antioxidantes em queimados. Rev. Nutr., Campinas, 20(6):693-702,
nov./dez., 2007).

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 3
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

PROFUNDIDADE OU GRAU DA QUEIMADURA

1º grau , da epiderme, ou superficial:


Só atinge a epiderme ou a pele (causa
vermelhidão). Essas queimaduras são as menos
graves. A pele queimada fica hiperemiada
(vermelha), dolorosa, muito sensível ao tato e
úmida ou edemaciada (inchada). A área queimada
torna-se branca ao ser levemente tocada, mas não
ocorre a formação de bolhas.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 4
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

2º grau , da derme, ou superficial:


Atinge toda a epiderme e parte da
derme (forma bolhas). As bolhas
apresentam uma base vermelha ou
branca e contêm um líquido claro e
espesso. A queimadura, dolorosa ao
tato, pode ficar branca quando tocada.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 5
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

3º grau , da pele e da gordura, ou profunda:


Atinge toda a epiderme, a derme e outros tecidos mais profundos,
podendo chegar até os ossos. A superfície da queimadura pode ser
branca e macia ou negra, calcinada e coriácea. Como a pele
queimada pode estar pálida, ela pode ser confundida com a pele
normal em pessoas de pele clara, mas ela não fica branca ao ser
tocada. Os eritrócitos (hemácias, glóbulos vermelhos) danificados
da área lesada podem fazer que a mesma apresente uma cor
vermelho intenso. Ocasionalmente, formam-se bolhas na área
queimada e os pêlos da área podem ser facilmente arrancados das
raízes. A área queimada perde a sensibilidade ao tato.
Geralmente, as queimaduras de terceiro grau são indolores
porque as terminações nervosas da pele são destruídas.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 6
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Curso: Nutrição

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 7
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 8
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

EXTENSÃO OU SEVERIDADE DA QUEIMADURA

O importante na queimadura não é o seu tipo e


nem o seu grau , mas sim a extensão da pele
queimada , ou seja, a área corporal atingida.
Baixa : menos de 15% da superfície corporal
atingida
Média : entre 15 e menos de 40% da pele
coberta e
Alta : mais de 40% do corpo queimado.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 9
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Para queimaduras maiores e mais espalhadas, usa-se a


REGRA DOS 9%:

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Curso: Nutrição

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 11
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Curso: Nutrição

DETERMINAÇÃO DA SCQ (TABELA DE WALLACE


MODIFICADA)

SCQ Adulto Lactente Criança


Cabeça 7 19 19 – idade
Pescoço 2 1 1
Tronco Ant. 18 18 18
Tronco Post. 18 18 18
MSD 9 9 9
MSE 9 9 9
MID 18 13 13 + idade
2
MIE 18 13 13 + idade
2

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 12
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

AVALIAÇÃO DAS QUEIMADURAS


São múltiplos os fatores envolvidos nas queimaduras que
devem ser observados em sua avaliação. A profundidade,
extensão e localização da queimadura, a idade da vítima,
a existência de doenças prévias, a concomitância de
condições agravantes e a inalação de fumaça têm de ser
considerados na avaliação do
queimado. O ambiente da avaliação deve manter-se
aquecido, devendo a pele ser descoberta e examinada em
partes, de modo a minimizar a perda de líquido por
evaporação.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 13
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 14
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

CARACTERÍSTICAS DA DIETA

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 15
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

A alimentação via oral ou via tubo terá início imediatamente após a


internação.
Critérios para a instituição do suporte nutricional enteral (via oral ou via
sonda nasogástrica), no paciente queimado:
- Adulto com queimaduras em áreas superiores a 20% e criança com
área queimada superior a 15%;
- Necessidade de suporte ventilatório;
- Múltiplas intervenções cirúrgicas;
- Estado nutricional comprometido anterior à queimadura;
- Perda de peso superior a 10% durante o tratamento;
- Idosos com mais de 20% de área corporal queimada;
- Traumatismo cranioencefálico – lesões faciais graves – incapacidade de
deglutição;
- Sempre que as condições clínicas demonstrarem necessidade.
Fonte: Projeto Diretrizes: Queimaduras: Diagnóstico e Tratamento Inicial, 2008.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 16
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

VET: estimado pelo uso de fórmulas ou diretamente


mensurado pela calorimetria indireta
1- CURRERI
IDADE KCALS/DIA
0 – 1 ANO TMB + 15KCAL/%SCQ
1 – 3 ANOS TMB + 25KCAL/%SCQ
4 – 15 ANOS TMB + 40KCAL/%SCQ
16 – 59 ANOS 25KCAL/KG + 40KCAL/%SCQ
> 60 ANOS 20KCAL/KG + 65KCAL/%SCQ

2 – DAVIES E LILJEDAHL
ADULTO: 20 KCAL/KG + 70 KCAL/%SCQ
CRIANÇA: 60 KCAL/KG + 35 KCAL/%SCQ

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 17
Escola de Ciências da Saúde
Curso: Nutrição

PTNA
- 3g/Kg de peso/dia ou relação de cal/nitrogênio de 100:1
- 25% das calorias totais
- 14 a 20% do VET ou 1,6 a 2,5 g/Kg de peso
1 - DAVIES E LILJEDAHL
Adulto: 1g/Kg de peso + 3g/%SCQ
Criança: 3g/Kg de peso + 1g/%SCQ
2 – BURKE E WOLF
Adulto: 2,5 g/Kg de peso ou 1,4g/Kg de peso quando
houver alteração renal ou hepática dando preferência
para os aa ramificados.

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 18
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Curso: Nutrição

GLICÍDEO
O requerimento glicídico aumenta após a injúria e
pode estar limitado pela:
- intolerância à glicose;
- produção excessiva de CO2.
Estima-se:
1500 – 1600 kcals/dia de origem glicídica

LIPÍDEO
Complementa o VET;
Utilizar TCM.
Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 19
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Curso: Nutrição

MICRONUTRIENTES: Suplementadas com ênfase nas que atuam na cicatrização e


metabolismo

LÍQUIDOS:
Fórmula de Parkland: 2 a 4ml x % SCQ x Peso (Kg)
Sendo:
2 ml para idosos, nefropatas e ICC
4 ml para crianças e adultos jovens

Grande queimado adulto: iniciar 2.000 ml de Ringer com lactato (venoso) para correr
rápido (menos de 30 minutos);
Grande queimado criança: iniciar 20 ml/kg para correr em 20 minutos.

Independentemente do esquema inicial escolhido, deve-se observar diurese a partir da


primeira hora, e controlar a hidratação para que se obtenha 0,5 ml/kg/h ou 30-50ml em
adultos e 1ml/kg/h em crianças

RESTANTE: ANP

Disciplina:PATLOGIA E DIETOTERAPIA II 20

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