BALÍSTICA
Instrutor: Cap Cristiano
Objetivos
• CONHECER OS RAMOS DA BALÍSTICA E OS
FATORES QUE INFLUENCIAM O TIRO
• ANALISAR A INFLUÊNCIA DOS DIVERSOS
FATORES ATUANTES NO RESULTADO DO
TIRO
Sumário
• INTRODUÇÃO
– Definição de Balística e seus ramos
• DESENVOLVIMENTO
– Balística Interna
– Balística Externa
– Balística Terminal
• CONCLUSÃO
Balística
• RAMO DA CIÊNCIA QUE ESTUDA NAS
ARMAS DE FOGO, O COMPORTAMENTO
DO PROJETIL NO INTERIOR DO CANO,
DURANTE O VÔO E SEUS EFEITOS NO
ALVO.
Ramos da Balística
• Balística Interna
– Efeitos mecânicos, metalúrgicos e termodinâmicos
que ocorrem no interior do cano de uma arma
Balística
• Balística Externa Intermediária
– Fenômenos que ocorrem durante o vôo do projetil, isto
é, do instante que deixa a boca da arma até sua
chegada ao alvo
• Balística Terminal
– Ou de efeitos, estuda os efeitos do projetil no alvo
(perfuração, precisão e letalidade)
BALÍSTICA INTERNA
O Cano
• Impor velocidade, direção e estabilidade ao projetil
• Divisões: câmara, cone de forçamento, raiamento,
boca
• Principais parâmetros: calibre, comprimento e passo
Propelentes
• Fornecem energia para o movimento
• Pólvora negra
– Máteria-prima para pirotécnicos
– Século XIX: descoberta da queima
progressiva
– Uso como propelente para armas de fogo
– Resíduos sólidos, clarão, fumaça e
higroscopia
Pólvoras químicas
• Composto orgânicos
• Queimam sem detonação
• Estáveis porém de fácil ignição
• Taxa de queima variável (geometria, inibidores...)
• Poucos resíduos sólidos após a queima;
• Erosão e desgaste menores
• De acordo com seus componentes, são
classificadas
– base simples: nitrocelulose
– base dupla: nitrocelulose e a nitroglicerina
– base tripla: nitrocelulose, nitroglicerina e
Ciclo Balístico
Pressão(MPa)
Posição (m)
Vida do Cano
FAT O RES Q UE AFET AM O DESG AST E DO CAN O
AÇÃO M EC ÂNIC A AÇÃO T ÉRM IC A AÇÃO E RO SIV A AÇÃO Q UÍM IC A
ação do projetil, pressão propriedades do m aterial em função ação da alta tem peratura e reação química entre os
dos gases, m anutenção da tem peratura, tensões térm icas alta velocidade dos gases gases e o m aterial do cano
M E D ID A S P A R A A U M E N T A R A V ID A D O C A N O
PRO JET O DO CANO P R O J E T O D A M U N IÇ Ã O M A T E R IA IS E T E C N O L O G IA C O N D IÇ Õ E S D E S E R V IÇ O
e s c o lh a d o ca lib re , d im e n s õ e s d im e n s õ e s , tip o e m a te ria l a ç ã o d a a lta te m p e ra tu ra e re g im e d e tiro, tre in a m e n to
e fo rm a d o can o e ra ia m e n to d o p ro je til, tip o d e p ro p e le n te a lta ve lo c id a d e d o s g a se s m a n u te n çã o
BALÍSTICA EXTERNA
Definições
• Trajetória: é o caminho que o centro de gravidade do projetil
percorre da boca da arma até o alvo
• Vo: é a velocidade com que o projetil deixa a boca da arma.
Varia de acordo com a munição, arma e condições
atmosféricas
• Velocidade restante: a velocidade que o projetil tem em
determinado ponto da trajetória
• Tempo de vôo: tempo gasto pelo projetil até atingir o alvo
• Velocidade de impacto: velocidade do projetil ao atingir o
alvo
• Energia inicial: energia do projetil ao abandonar a arma
• Energia restante: energia do projetil em determinado ponto da
trajetória
Coeficiente Balístico
• Indicativo da eficiência de um projetil durante o vôo
• Teoricamente o CB varia entre 0 e 1
• Projetil teórico ideal: CB = 1. Na prática:
– projetis match CB entre 0.45 e 0.6
– Munição 7,62 x 51 mm M118: CB = 0.53
– Munição Lapua (10,85): CB = 0.46
• Importante para calcular as trajetórias e tabelas de queda
teóricas de munições não testadas na prática;
• É dado pelo fabricante, obtido através de ensaios ou
estimado através da variação de velocidade em 2 pontos
conhecidos da trajetória
Forças Atuantes
• Aerodinâmicas
– Sustentação
– Arrasto
– Outras
• de corpo
– Gravidade
Fatores que interferem
na trajetória
• Gravidade
• Resistência do ar
• Vento
• Ângulo de tiro
• Densidade do ar
- pressão atmosférica
- temperatura
- umidade
Movimentos do Projetil
• Translação: movimento principal do
projetil em direção ao alvo
• Rotação: movimento do projetil em
torno do seu eixo principal (estabilidade
giroscópica)
• Precessão: movimento de rotação em
torno em torno da tangente à trajetória
• A trajetória real não é uma curva plana.
Movimentos do Projetil
Nutação: movimento resultante da superposição de “todos” os
movimentos do projetil, onde o projetil se desloca, gira em torno
de seu eixo e em torno de um cone que tem para diretriz uma
curva em festões.
Para o tiro do caçador simplifica-se a trajetória para o caso plano
(x,y) e as tabelas de tiro de tiro assim obtidas fornecem resultados
mais do que satisfatórios.
Trajetória Plana
ângulo Alvo (ponto
Linha de tiro
de mira de queda)
flecha
trajetória
luneta ângulo de queda
Linha de visada
ângulo de tiro
x
cano ângulo de chegada
ponto de chegada
Fatores que determinam
a trajetória
• Coeficiente balístico do projetil
• Velocidade inicial
• Ângulo de tiro
• Condições atmosféricas
Trajetória
Teórica X Real
Mu .308 Win Lapua GB422 (10,85 g-820m/s)
Bal. Explo Real Error
Range Zero Adj Path Zero Adj Path Zero Adj Path
Meters MOA cm MOA cm % %
100 0 0 0 0 0,00 0,00
200 2,1 -12,4 2,25 -11 -6,67 12,73
300 5,2 -45,63 5,5 -42 -5,45 8,64
400 8,9 -104,02 9,75 -98 -8,72 6,14
500 13,3 -193,07 14,2 -178 -6,34 8,47
600 18,3 -319,83 21 -315 -12,86 1,53
700 24,2 -493,19 27 -473 -10,37 4,27
Valores Reais obtidos da Caderneta de Tiro III Estágio Caçador Militar (AMAN 2002)
BALÍSTICA TERMINAL
Efeitos
• Precisão e Penetração
– Critérios objetivos de avaliação
– Avaliação mais simples
• Incapacitação
– Extremamente controverso
– Diversas definições
– Difícil de mensurar
• Os efeitos variam com a forma,
material, energia do projetil e
principalmente, com a situação
Balística Terminal
Incapacitação
• Nenhum ensaio consegue reproduzir o corpo
humano
• Situações reais fornecem resultados melhores
embora nenhuma situação seja 100% igual a
outra:
• Sexo, biotipo, condição de saúde
• Efeitos psicológicos, ação de drogas, adrenalida...
• Local do impacto
• Vestimentas, proteção balística
• Calibre, tipo de projetil, carga
• Distância de engajamento...
Paradigmas
• PENETRAÇÃO
• ENERGIA
• CAVIDADE TEMPORÁRIA
• PROJETIS EXPANSIVOS
• ZONA VITAIS
Paradigmas
Penetração
Paradigmas
Energia
• "Emin teórica para incapacitação:100 lbf/ft
– Cal .25ACP: Eo=64 lbf/ft
– Cal 9X19 mm: Eo=339 lbf/ft
Cal .25: morte “imediata”
Cal 9x19mm: morte após revidar
e fugir dirigindo um carro
Paradigmas
Energia
• Proporcional a massa e ao quadrado da
velocidade
• Velocidade tem maior peso
• “Ideal”: máxima transferência de energia
Máxima Transferência
de Energia
Paradigmas
Cavidade Temporária
• Destruição de tecidos fora da área de
impacto devido à onda de choque
• Projetis de alta velocidade
• Analisar:
– Ultra-som (Energia 3x maior que alguns projetis)
– Diferentes tecidos (fígado, músculos, coração
…)
– Elasticidade dos tecidos humanos
Cavidade Temporária
Paradigmas
Projetis Expansivos
• Projetil se expande no choque aumentando a área
atingida
• Meio termo entre balística externa e terminal
• Analisar:
– Expansão em tecidos humanos
– Efetividade da perfuração de munições hollow-point e soft-
point
– Coeficiente de forma
– Letalidade de facas e estiletes (área atingida menor)
– Convenção de Genebra
Projetis Expansivos
Áreas Vitais
Conclusão
• Incapacitação: Atingir áreas vitais causando a
maior destruição de tecidos:
– Cavidade permanente e temporária máximas
– Penetração
• Como:
– Projetis de alta energia (massa e velocidade)
– Calibres maiores ou projetis expansivos confiáveis
– Arma precisa e confiável (sistema)
– Perícia do atirador
• O ELO MAIS FRACO DA CADEIA AINDA É O
HOMEM, POR ISSO É PRECISO TREINAR,
TREINAR, TREINAR... (Maj Capetti)