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Personalidade Jurídica e Capacidade Civil

O documento aborda a personalidade jurídica, diferenciando entre pessoa natural e pessoa jurídica, e discute a capacidade jurídica, incluindo incapacidade absoluta e relativa. Apresenta teorias sobre o início da personalidade, como a natalista e a concepcionista, e detalha a emancipação e suas implicações legais. A legislação brasileira é citada para ilustrar a proteção dos direitos da personalidade e a regulação da capacidade civil.

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Personalidade Jurídica e Capacidade Civil

O documento aborda a personalidade jurídica, diferenciando entre pessoa natural e pessoa jurídica, e discute a capacidade jurídica, incluindo incapacidade absoluta e relativa. Apresenta teorias sobre o início da personalidade, como a natalista e a concepcionista, e detalha a emancipação e suas implicações legais. A legislação brasileira é citada para ilustrar a proteção dos direitos da personalidade e a regulação da capacidade civil.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Donizetti, Elpídio. Curso Didático de Direito Civil /


PERSONALIDADE JURÍDICA, Elpídio Donizetti, Felipe Quintella. – 8. ed. – São
Paulo: Atlas, 2019.
PESSOA NATURAL E Gonçalves, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro,
CAPACIDADE volume 1 : parte geral / Carlos Roberto Gonçalves.
– 17. ed. – São Paulo : Saraiva Educação, 2019.
Gagliano, Pablo Stolze. Novo curso de direito civil,
volume 1 : parte geral / Pablo Stolze Gagliano,
Professora Thaís Kerber De Marco Rodolfo Pamplona Filho. – 21. ed. – São Paulo:
Saraiva Educação, 2019.
Pessoa é o sujeito ao qual
se atribuem direitos e
deveres.

PESSOA NATURAL e PESSOA JURÍDICA


DIREITOS DE PESSOA
PERSONALIDADE
Arts. 11 a 21 do CC

Todo aquele que nasce com vida


torna-se uma pessoa, ou seja,
adquire personalidade.
Atributo do ser humano. Aptidão
genérica para adquirir direitos e
PERSONALIDADE
(...) Conceito básico da ordem
jurídica, que a estende a todos os
homens, consagrando-a na legislação
civil e nos direitos constitucionais de
vida, liberdade e igualdade. É
qualidade jurídica que se revela
como condição preliminar de todos
os direitos e deveres (GONÇALVES)
Aptidão de adquirir direitos
e contrair deveres – toda
pessoa é dotada de
personalidade e de
A personalidade exprime a aptidão
genérica para adquirir direitos e
contrair deveres, obrigações. Esta
aptidão é hoje reconhecida a todo o
ser humano* (e não só a ele, mas
também aos entes morais, sociedades
e associações).

Não depende da consciência ou da


manifestação de vontade do
indivíduo. A criança, mesmo recém-
nascida, o deficiente mental, o
portador de enfermidade, não
obstante a ausência de
conhecimento da realidade é uma
pessoa e por esta simples razão
dotado de personalidade.
Art. 1º CC: Toda pessoa é capaz
de direitos e deveres na ordem
civil.

Física/Jurídica
Independente de
PESSOA idade, sexo, raça
ou situações
excepcionais
A F ÍS I C A. Todo
PESSO
s er h u m ano é
o l.
PESSOA NATURAL a n a t u r a
pesso

d es m orais
Entida es s o as
p o r p
formadas que se PESSOA JURÍDICA
naturais um
m c om
agrupa m i c o ou
i vo e c on ô
ob j e t
social.
Começo da personalidade
jurídica da pessoa natural
c i v i l da
n a l i d a de m
o A perso en t o c o
r t. 2 a s c i m
A
e ça d on d es d e a
o a c o m s a l v o ,
pess a l e i p õ ea
s d o
a s e i to
vida; m epção, os dir
conc s c i t u ro .
na
Segundo o art. 2º do CC a personalidade
civil da pessoa (leia-se natural) começa
Có d igo com o seu nascimento com vida, ainda
Nosso ta a que o recém-nascido venha a falecer
iv il ado
C a l ista instantes depois.
r ia n at
teo
Art. 2o A personalidade civil da
Respirou pessoa começa do nascimento com
tem v i d a! vida; mas a lei põe a salvo, desde a
concepção, os direitos do
nascituro.

Quando somos
considerados Pessoa? Por que a
pessoas? Já na Nascituro? pessoa é
concepção ou só Natimorto? sujeita de
somente com o direitos?
nascimento?
03 teorias procuram explicar a situação
jurídica do nascituro/início da
personalidade
 Teoria natalista: afirma: que a personalidade civil somente se
inicia com o nascimento com vida. Nascendo com vida, tem
personalidade, ou seja, adquire direitos e deveres na ordem civil.
O nascituro não teria direitos.
 Teoria da Personalidade condicional: onde o nascituro é pessoa
condicional, somente adquirindo personalidade após o
nascimento com vida, que é uma condição suspensiva da
personalidade jurídica;
 Teoria concepcionista: admite que se adquire personalidade
antes do nascimento, ou seja, desde a concepção. Somente alguns
efeitos desses direitos é que estariam aguardando ele nascer com
vida, em especial os patrimoniais (propriedade e herança).
Importante: doutrina e jurisprudência não são unânimes quanto
ao início da personalidade. Tem decisões judiciais distintas.
TEORIA NATALISTA

Nasceu com vida:


adquiriu
PERSONALIDADE. Está
NASCITURO: ventre materno apto a contrair
CONCEPÇÃO direitos e deveres na
NÃO tem personalidade
ordem civil

NATIMORTO:
nasceu sem vida.
NÃO tem
personalidade
TEORIA NATALISTA
A lei resguarda, desde a concepção, os direitos
do nascituro como:
O direito à vida, à filiação,
aos alimentos, à
integridade física,
adequada assistência pré-
natal, ao nome, ser
No entanto, estes direitos encontram- contemplado em
se em estado potencial, apenas testamento, receber
podendo ser exercidos com o doação .
nascimento com vida. Obs. Por isso, parte da doutrina entende
Excluindo os direitos patrimoniais. que a teoria da personalidade
condicional é um desdobramento da
teoria natalista.
TEORIA
CONCEPCIONISTA

CONCEPÇÃO
NASCITURO: ventre materno
TEM personalidade. NATIMORTO:
Enquanto não nascer tem nasceu sem vida.
Adquire-se direitos. Considerando que ele já
tinha personalidade,
personalidade. Já
terá direito ao nome,
pode ser titular de sepultura, imagem. Mas
direitos. não a direitos
patrimoniais.
capacid
ade
é a medida jurídica
da personalidade. É a
aptidão de adquirir
direitos e/ou exercer
os direitos.
CAPACIDADE DE DIREITO
OU DE GOZO – TODOS TÊM:
é aquela comum a toda pessoa humana, inerente à personalidade, e que só se
perde com a morte prevista no texto legal, no sentido de que toda pessoa é
capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. 1.º do CC) (TARTUCE).

CAPACIDADE DE FATO OU
DE EXERCÍCIO – NEM TODOS
– chamados de incapazes: é
aquela relacionada com o exercício próprio dos atos da vida civil (TARTUCE)

CAPACIDADE PLENA = DE
DIREITO + DE FATO
INCAPACIDADES DA PESSOA
NATURAL

É a restrição legal (toda a


incapacidade deriva de lei), ao
exercício dos atos da vida civil.
O instituto da incapacidade visa
proteger os interesses daqueles
que possuem limitação
apreciável em razão da idade,
da saúde ou desenvolvimento
mental ou intelectual.
No direito brasileiro não existe incapacidade
de direito, porque todos se tornam, ao
nascer, capazes de adquirir direitos (CC, art.
1º). Há, portanto, somente incapacidade de
fato ou de exercício.

A incapacidade de fato, poderá ser


absoluta, ou relativa, sendo que em
ambos os casos podem ser supridas
mediante representação e assistência, sob
pena de nulidade ou anulabilidade.
Incapacidade absoluta

Art. 3o São absolutamente incapazes


de exercer pessoalmente os atos da
vida civil os menores de 16
(dezesseis) anos.
incapacidade relativa
Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos ou
à maneira de os exercer:

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito


anos;
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
III - aqueles que, por causa transitória ou
permanente, não puderem exprimir sua
vontade;
IV - os pródigos.
Diferença entre curatela e tutela:
- curatela é para os interditos em razão de causa
transitória ou permanente, não podem exprimir sua
vontade - embriagues habitual, toxicômanos e
pródigos (conforme arts. 1767, 1779, CC).

- a tutela é para os menores quando os pais falecerem


ou forem julgados ausentes, quando os pais decaírem
do poder familiar (arts. 1.728, CC).
• O envelhecimento , por si só não é
causa de restrição da capacidade
de fato, mas pode desencadear um
estado patológico, possibilitando a
interdição judicial.
• O importante é destacar que a
interdição apenas deve ser
decretada quando a pessoa não
consegue pela palavra escrita ou
falada, manifestar seu pensamento,
cuidar de seus negócios, reger a si
próprio e administrar seus bens.
• Segundo a legislação em vigor, a interdição do
pródigo somente o privará de, sem curador,
emprestar, transigir, dar quitação, alienar,
hipotecar, demandar ou ser demandado, e
praticar, em geral, atos que não sejam de mera
administração (art. 1.782 do CC/2002).

• Restrições de atos que possam diminuir o seu


patrimônio.
CAPACIDADE JURÍDICA DOS ÍNDIOS

Art. 4º -
Parágrafo único.
A capacidade dos
indígenas será
regulada por
legislação especial.
Suprimento da Se o absolutamente
incapacidade incapaz, porém, praticar o
ato sozinho, sem a
INCAPACIDADE ABSOLUTA: representação legal, a
REPRESENTAÇÃO –
hipótese é de nulidade.
Representante age sozinho
– pais e tutores.
A incapacidade relativa
permite que o incapaz
INCAPACIDADE RELATIVA: pratique atos da vida civil,
ASSISTÊNCIA – Assistente desde que assistido por seu
e o relativamente incapaz representante legal, sob
e agem juntos. Pais, pena de anulabilidade
tutores e curadores.
ã o a o s
re la ç
E m s , a
e n o re
m c e ssa
Cessação da c id a d e
inca p a
incapacidade n d o :
qua
a incapacidade, de
regra, termina com a
cessação das causas
que a determinaram.

Art. 5º CC/02
OU quando I – Emancipação:
depois de ter
completado 16 • Aquisição da capacidade civil de
anos de idade:
fato antes da idade legal;

• Ocorre em razão da autorização


dos representantes legais do
menor ou do juiz, ou pela
superveniência de fato a que a
lei estabelecer.
VOLUNTÁRIA
PAÇ ÃO
ANC I JUDICIAL
EM
LEGAL
A emancipação é ato irrevogável, mas os pais
podem ser responsabilizados solidariamente
pelos danos causados pelo filho que
tória
emanciparam. o a n u
Cabe açã ar o ato
lid
la

para inva
I - pela concessão dos pais, ou de um
deles na falta do outro, mediante
instrumento público,
independentemente de homologação
judicial, ou por sentença do juiz,
ouvido o tutor, se o menor tiver
dezesseis anos completos. a u to r iza ç ã o de
e s up rim e nto da
Nos casos d e lo juiz, a e m a nc i p a ção
o s pa is p
um d e e m j ud icial?
convert e -s

Necessária a averbação no
Registro Civil
II - pelo casamento;

III - pelo exercício de emprego público efetivo;

IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela


existência de relação de emprego, desde que, em
função deles, o menor com dezesseis anos completos
tenha economia própria.
a aver ba çã o no
Dispens
Registro Civil

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