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3551 Powerpoint

O documento aborda a importância da animação e atividades de lazer em lares e centros de dia, destacando seus benefícios para a saúde física e psicológica dos idosos. Discute a evolução histórica do conceito de lazer e suas diferentes categorias, enfatizando a necessidade de promover a integração social e a valorização da terceira idade. Além disso, aborda os estereótipos negativos associados ao envelhecimento e a discriminação por idade, propondo uma nova perspectiva sobre a velhice.

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Sara Oliveira
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O documento aborda a importância da animação e atividades de lazer em lares e centros de dia, destacando seus benefícios para a saúde física e psicológica dos idosos. Discute a evolução histórica do conceito de lazer e suas diferentes categorias, enfatizando a necessidade de promover a integração social e a valorização da terceira idade. Além disso, aborda os estereótipos negativos associados ao envelhecimento e a discriminação por idade, propondo uma nova perspectiva sobre a velhice.

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Animação em lares e centros de dia

Objetivos
 Desenvolver atividades de animação/ocupação de tempos de lazer.

Conteúdos
 Momentos de lazer
 Estimulação de competências
 Ociosidade
 Contacto com o ambiente externo à Instituição
 Participação nas atividades planeadas pela Instituição
Momentos de lazer
O Lazer, que vem do latim ‘licere’ : ser lícito, ser permitido
 é normalmente definido como uma série de atividades que o ser
pode praticar em seu tempo livre.
 ou seja, naquele momento em que não está a trabalhar em
tarefas familiares, religiosas ou sociais, e que lhe proporcionam
prazer.
 Neste contexto, através do lazer o ser humano tem a
oportunidade de relaxar, descansar, distrair e exercer alguma
forma de recreação.
A História do Lazer
 Civilizações Grega e Romana
 Estado elitista/condição Social
 O trabalho de uns permite o lazer de outros

Idade Média
 Sinónimo de ociosidade das classes abastadas, criticado pela religião
 No século XVIII, retoma a teoria aristotélica de um mundo hierarquizado, donde
cada qual recebe ao nascer… a obrigação de trabalhar ou o direito ao lazer.
O Renascimento
 Necessidade de evasão: a arte e as viagens culturais
 O tempo e o espaço humanizam-se e o infinito torna-se numa realidade social
 O tempo fragmentado (o relógio individual – finais do século XVIII
 O tempo individual
Lazer Contemporâneo
 Aumento tempo livre = novas tecnologias de produção
 Democratização nos transportes modernos = maior mobilidade
 Globalização nos meios de comunicação em massa
 Desenvolvimento de espaços/infraestruturas de lazer
 Apesar da democratização do lazer permanecem desigualdades no
acesso a este, tal como em outras esferas da vida social.
 O lazer incluí um conjunto de atividades desenvolvidas pelos indivíduos, seja para
descanso, divertimento, desenvolvimento pessoal e social, após cumpridas as suas
obrigações profissionais, familiares e sociais.
 Lazer é a liberdade de não fazer coisa nenhuma.
 Recreação, ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para
repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou, ainda, para desenvolver sua
informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou sua livre
capacidade criadora, após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais,
familiares e sociais.
O lazer é a atividade (ou atividades) às quais os indivíduos se
entregam livremente fora das suas necessidades e obrigações
profissionais, familiares e sociais para se descontraírem, divertirem
ou aumentarem os seus conhecimentos e a sua espontânea
participação social no uso do livre exercício da sua capacidade
criadora.
Lazer
É uma atitude de espírito e uma condição da alma.

Lazer é o tempo livre do trabalho e de outro tipo de obrigações, englobando


atividades caracterizadas por um volume considerável do fator liberdade.
O Lazer é todo o tempo excedente ao tempo devotado ao trabalho, sono e outras
necessidades, ou seja, considerando as 24 horas do dia e eliminando o trabalho, o
sono, a alimentação, e as necessidades fisiológicas, obtemos o tempo de lazer.

O Lazer é uma série de atividades e ocupações com as quais o indivíduo pode


comprazer-se de livre e espontânea vontade, enriquecer os seus conhecimentos,
aprimorar as suas habilidades ou para simplesmente aumentar a sua participação na
vida comunitária.
O Lazer é:
- Repouso
- Divertimento
- Enriquecimento cultural
lazer
o indivíduo possui graus de liberdade para sua escolha, e na recreação, as atividades são
impulsionadas naturalmente por motivos interiores, relacionado a necessidade física,
psicológico ou social.
A experiência da prática de lazer aumenta o processo de integração entre as pessoas,
sejam estas jovens ou idosas, sem diferenciar, portanto a idade do indivíduo que a
vivencia.
É também uma envolvência totalitária que aparece como resposta à desvinculação dos
afazeres do dia-a-dia, uma rotina que, por vezes, se transforma em monotonia e
sedentarismo, Lopes (2008:441) menciona os “três D (s) = Diversão, Descanso,
Desenvolvimento os quais induzem uma participação criativa, recreativa e comprometida
com os processos formativos da pessoa.”
Uma linha de pensamento idêntica é referida por Dumazedier:
a) descanso;
b) divertimento; recreação e entretenimento;
c) desenvolvimento da personalidade”
O lazer na terceira idade é um dos fatores que tem contribuído para que as pessoas vivam mais,
trazendo benefícios para a saúde física e psicológica.
Integração social
O lazer contribui para inserir o idoso em um novo contexto social, promovendo o
desenvolvimento de habilidade e perspetivas culturais.
Valorização da terceira idade
Com a participação mais efetiva de idosos em diferentes grupos sociais, valoriza-se cada vez
mais a sua memória e vivência.
Novo olhar sobre a velhice
O contato com novas pessoas e uma sensação diferente sobre o envelhecimento, vendo a
terceira idade com um olhar de mais dignidade – diferente da imagem frágil comumente
associada às pessoas com mais de 60 anos.
 As atividades de lazer podem ser exercícios físicos de qualquer espécie e/ou modalidade, jogos e
brincadeiras em grupo, leitura, atividades manuais como pintura, bordado, tricô e crochê, jogos de
tabuleiro, dança, música, cinema, teatro, passeios, viagens, grupos de estudo, etc.

 Especificamente para os idosos, as atividades de lazer vão melhorar sua saúde em vários aspetos.

 O lazer na terceira idade tem o objetivo de despertar as potencialidades dos idosos para aspetos
criativos e sociais.

 Com isso evita que muitos ficam sozinhos em casa na frente da televisão, também pode acontecer o
compartilhamento de experiências, a sensibilidade, as emoções, a comunicação, o aprendizado de
coisas novas, permitindo-lhes uma vida ativa sem obrigações, com mais satisfação e qualidade, sendo
valorizados e respeitados pela sociedade.
 O lazer é capaz de melhorar a vida da população idosa, pois a diversão e a
descontração são capazes de combater o stresse e modificar o cotidiano desses
indivíduos.
 O lazer intervém positivamente na autoimagem e na socialização dos idosos,
propiciando ganhos afetivos, físicos, sociais e cognitivos.
 Os idosos ficam alegres com atividades de lazer pois gostam e valorizam as
atividades desenvolvidas, mostrando um bom envelhecimento e admitindo que
estas promovem a saúde física e a mental.
O lazer tem como função importante a tentativa de fazer com que o
indivíduo se desligue temporariamente de suas obrigações.
Assim houve sempre uma pretensão que os sujeitos experimentassem
essa sensação, na tentativa de libertá-los de suas rotinas, obrigações, para
expor seus sentimentos e emoções.
Podemos classificar o lazer em cinco grandes categorias, constituídas de acordo com as necessidades de
realização do corpo e do espírito de cada indivíduo:

• Lazeres físicos: o desporto é menos praticado pelas pessoas idosas e mais pelos homens do que
pelas mulheres.
Contudo, é de salientar de que a “atividade física desportiva mantida ao longo da vida favorece uma
notável ação sobre o envelhecimento de certas funções, nomeadamente sobre o intelecto e o
comportamento”.
Caminhadas e passeios são também atividades de lazer físico bastante divulgadas entre as pessoas idosas.
• Lazeres físicos: “A verdade é que alguns trabalhos têm demonstrado que com o exercício físico de
baixa intensidade também é possível obter bons resultados”.
Nesta categoria, estão contempladas também, as férias e as viagens.
Entende-se como férias a ausência do idoso do local onde habitualmente reside, por um determinado
período.
• Lazeres artísticos: o cinema, o teatro, os concertos, e outras atividades congéneres.
É de salientar que “o fraco comparecimento aos espetáculos externos é principalmente de origem
sociocultural, mas também se deve à idade”.
Os idosos que frequentam programas de dança procuram divertir-se e socializar.
As festas representam a identidade cultural de um povo, proporcionando momentos de alegria e
diversão, contudo são também locais para promover o convívio e a interação com a sociedade.
São locais favorecidos para implementar outras técnicas de animação, como a música e a dança.
• Lazeres práticos: as atividades manuais, tais como, a bricolagem, a jardinagem e os lavores
nesta categoria.
Estas atividades apresentam, um carácter de entretenimento e de utilidade, na medida em que permite
ao idoso sentir-se útil a fazer algo, e também desempenham um papel importante nos aspetos
psicológicos.
As artes plásticas são uma excelente forma de os indivíduos se exprimirem.
É uma forma de estimular a criatividade e a imaginação através de várias formas de expressão.
Este tipo de atividades dá ainda a possibilidade de desenvolver “a motricidade fina, a precisão manual e
a coordenação psicomotora”.
Esta técnica proporciona atividades de grande satisfação.
• Lazeres intelectuais: lazeres intelectuais a leitura de jornais, de revistas ou de livros.
“A leitura é, portanto, parte das atividades de lazer que se desenvolvem com a idade” .
É importante estimular as pessoas de forma a manterem uma boa atividade mental, evitando
desta forma perdas de aptidão cognitiva.

É importante estimular a capacidade cognitiva, de pensamento, concentração e memória.


• Lazeres sociais: as visitas realizadas e as visitas recebidas nesta categoria.
Os idosos citaram as reuniões entre amigos como parte das suas duas principais atividades de
lazer.
As atividades lúdicas ou de lazer são de extrema importância, por fomentarem:
• a interação social do adulto em idade avançada;
• permitirem o relaxamento, a ocupação do tempo livre, a renovação de energias;
• a revitalização de pensamentos tanto negativos como positivos ou relacionados
com a rotina, e a diminuição da angústia e da depressão.
1. O Lazer pode dividir-se em seis esferas essenciais:
interesses
2. Artístico
3. Intelectuais
4. Físicos
5. Manuais
6. turísticos e sociais.
Todos podem participar, eventualmente, de cada um destes
setores da vida em sociedade.
O Lazer também é comumente classificado como Passivo ou Ativo.
O Passivo é aquele que aliena o ser, e o envolve na teia consumista
gerada pela Indústria Cultural, na qual o consumidor não passa de mais
uma peça da engrenagem.
O lazer passivo é inserido no mercado, hipnotizado pelo universo da
publicidade.
O Lazer ativo possibilita uma envolvência e
expressão das múltiplas vivências;
Uma alteração das atividades e
conhecimento;
Neste campo é permitida uma maior
convivência social e uma melhor qualidade de
vida.
Simultaneamente o ser encontra o desejado
deleite e o imprescindível repouso.
Envelhecimento
O processo de envelhecimento
 que se verifica atualmente, a imagem de idoso e de velhice, nas sociedades modernas, é marcada
pela decadência física e pela ausência de papéis sociais;
 Não é dado o devido valor ao idoso;
 Por vezes se recusa o próprio processo de envelhecimento;
 Prevalece uma visão negativa do idoso e do processo de envelhecimento, onde lhe são atribuídas
imagens e estereótipos negativos.
O processo de envelhecimento
 O conceito de imagens e estereótipos, assume um papel preponderante, pois ambos refletem as
atitudes, preconceitos e representações, utilizadas para categorizar e caracterizar determinados
grupos sociais, nomeadamente o idoso e o envelhecimento.
 No caso do envelhecimento, os estereótipos e imagens baseados em crenças de que o próprio
declínio biológico causa limitações do ponto de vista comportamental, têm a finalidade de
discriminar, e por vezes colocar de parte a população idosa.
O conceito de velhice é muito controverso, por exemplo:
“ser velho”, “sentir-se velho” e “parecer velho”, não são sinónimos para a maioria das
pessoas, frases “aquele rapaz parece um velho” ou “ tem 80 anos e parece um jovem”,
demonstram como a velhice não é um conceito óbvio e objetivo, porque depende: do
modo como cada um conceptualiza e encara a velhice e da fase de envelhecimento em
que se encontra.
“o idoso é percecionado como cansado, doente e improdutivo, podendo estas avaliações
negativas tornar-se símbolo da própria identidade do idoso, levando a que o idoso as
aceite como sendo verdadeiras”

“a velhice é hoje vista como uma doença incurável, como um declínio inevitável, de
perda de capacidades, de dependência física e social, de degeneração e de inatividade,
gerando crenças de que o envelhecimento torna as pessoas senis, fracas e inúteis”
 O idoso é, por isso, um agente importante na promoção do seu próprio envelhecimento.
 Este surge definido como um processo marcado por modificações a nível dos processos funcionais,
psicológicos, morfológicos e biológicos, que surgem como consequência da passagem do tempo,
refletindo-se no indivíduo ao nível do seu comportamento, capacidades intelectuais e nas interações
sociais.
O envelhecimento pode ainda ser caracterizado como:
• envelhecimento biológico, sinalizado por modificações físicas e orgânicas no indivíduo, com o
aumento de probabilidade de morte e diminuição da capacidade de autorregulação;
• envelhecimento social, em que se verificam alterações nos papeis sociais e no estatuto social
com a passagem à reforma, sendo principalmente alterações definidas pela sociedade;
• envelhecimento psicológico, onde se observam alterações da atividade intelectual e nas
motivações, bem como alterações comportamentais e emocionais.
 O idadismo reporta-se a todas as atitudes negativas e formas de descriminação com
base na idade e que estão largamente incutidas na sociedade;
 A infantilização é usada sobretudo quando os idosos perdem a sua autonomia e
independência. Uma das formas mais evidentes de infantilização por parte dos
profissionais é o tratamento por “tu”, uso de diminutivos e o planeamento de
atividades sociais e/ou recreativas, inadequadas às necessidades do idoso;
 O automorfismo social define-se como “o não reconhecimento da unicidade do idoso”.
 A discriminação relacionada com a variável idade, atinge proporções que permite a todos (idosos e
não idosos) construir imagens com base nessa característica e em todas as que lhe estão associadas,
originando o termo: o idadismo (ageism).
 O termo idadismo (e velhismo) pode ser comparado com outros ismos, tais como: racismo, sexismo,
“able-bodied-ism” (discriminação das pessoas incapacitadas ou dependentes).
 O idadismo constitui uma descrição cronológica, um processo sistémico de estereotipagem e
discriminação baseada na idade, em geral, uma discriminação social negativa dos idosos.
 A discriminação pode ocorrer de uma forma pessoal por indivíduos ou institucional, traduzido pela
discriminação para com os idosos, resultante da política de uma instituição ou organização.
 O idoso é visto socialmente como um ser carente e marginalizado, seja pela sua modificação física
(apontada por toda a sociedade como degeneração e, portanto, negativa) como pela ausência de
trabalho e papel produtivo (o que é viável à sociedade capitalista, pois a pessoa ‘vale enquanto
trabalha’).
 A caracterização negativa da pessoa idosa é uma falsidade injustificada e os estudos sobre identidade,
autoestima e personalidade permitem contradizer o estereótipo formulado do idoso.
 O termo Idadismo foi introduzido em 1969 por Butler, definindo-o como um processo de “estereótipos e
discriminação sistemática contra as pessoas por elas serem idosas, da mesma forma que o racismo e o
sexismo o fazem com a cor da pele e o género”, este traduz um preconceito ou uma forma de
discriminação, contra ou a favor a um grupo etário.
Estereótipos que refletem o preconceito negativo para com as pessoas idosas:
• a doença, a impotência sexual, a fealdade, o declínio mental, a doença mental, a inutilidade,
o isolamento, a pobreza, a depressão.

Áreas onde os preconceitos ocorrem:


• no emprego,
• em agências governamentais,
• na família, habitação (em especial, nas residências para idosos)
• o nível dos cuidados de saúde.
Estereótipos positivos:
• a amabilidade
• a sabedoria
• o ser de confiança
• a opulência
• o poder político
• a liberdade
• a eterna juventude
• a felicidade
As principais consequências que podem resultar do idadismo são:
• A discriminação no emprego: recusa de contratação e promoção dos trabalhadores mais velhos, em
prole da aceitação preferencial e promoção dos trabalhadores mais jovens;
• A aceitação da imagem negativa: as vítimas de preconceitos e discriminação tendem adotar a imagem
negativa do grupo dominante, comportando-se de acordo com a mesma.
Imagens positivas
a) Felicidade e sociabilidade: Associa-se a comportamentos como o gostar de se divertir, conversar e
conviver com vizinhos e amigos.
Em alguns casos sublinha-se a participação em atividades lúdicas, como o teatro, a dança e os jogos.
Contudo, sabe-se que apenas um número reduzido de idosos participa nestas atividades: alguns não
gostam; outros não podem, por limitações funcionais e/ou declínio mental; por fim, há aqueles que são
excluídos pela comunidade.
Imagens positivas
b) Serenidade: Na imagem de serenidade inserem-se diversas dimensões: “anos de ouro”, prudência,
tranquilidade, existência de mais tempo livre e momento feliz para aproveitar a vida.
Alguns idosos experienciam a última fase das suas vidas com os privilégios da maturidade e do maior
tempo livre, contudo outra parte dos idosos vê essas ambições prejudicadas devido a problemas de
saúde e/ou económicos e a redes de apoio formais e informais deficitárias.
c) Sabedoria: Descreve-se pela maturidade, inteligência e experiência de vida.
d) E, acaba por se manifestar pela assunção a algumas funções de destaque, tais como: conselheiros,
mestres ou juízes. Por vezes, esta situação é usada com o intuito de mascarar a estereotipia negativa,
por exemplo, nas campanhas políticas ou na comercialização de produtos.
e) Noutras sociedades, como na China e Japão, a valorização da sabedoria dos mais velhos têm-se
mantido, apesar da influência da industrialização nesses países.
f) Mas, os idosos podem ser considerados sabedores de conhecimentos pouco importantes e
desatualizados.
d) Avós: Esta imagem enfatiza os avós enquanto provedores dos cuidados, educação e afetos aos
netos. De qualquer forma, os avôs/avós podem assumir diferentes formas de desempenho deste papel,
cinco estilos: formal, divertido, substitutivo, autoritário e distante.
e) Guardiães das tradições familiares: Esta imagem representa o papel dos idosos enquanto ligação
entre o passado e presente da família, são alguém que pode descrever o passado de forma vivida,
ultrapassando a descrição informativa. Os idosos são procurados para relatar histórias, fornecer
informação sobre a história da família e da comunidade, assegurando a continuidade de tradições e
saberes.
Imagens negativas
a) Solidão e tristeza: Com frequência os idosos são representados como: isolados, pouco sociáveis
e participativos, abandonados e/ou excluídos pelas famílias, infelizes, deprimidos e desanimados. Esta
imagem acaba por decorrer de algumas alterações demográficas e sociais, que se caracterizam pela:
diminuição do número de elementos em cada geração familiar, migração para zonas urbanas.
b) Vítimas de crime: Os idosos são caracterizados como vítimas preferenciais de abusos físicos, sexuais e
psicológicos nas famílias e nas instituições de apoio.
c) É um facto que os idosos mais dependentes e vulneráveis estão mais sujeitos aos abusos, como
qualquer pessoa em qualquer idade que se encontre com menos capacidade de se defender ou
expor os seus problemas.
c) Aproximação da morte: A velhice é a última etapa da vida que termina com a morte temida e
indesejada. Na velhice a morte adquire especificidades, uma das mais salientes é a coexistência mais
próxima com outras perdas, como a morte do cônjuge, de amigos e familiares; perda de
competências funcionais e cognitivas.
d) A noção de que a velhice é a altura mais “natural” para morrer é relativamente recente na Europa.
Aborrecido e antiquado. A imagem de aborrecido e antiquado associa-se à ideia de que os idosos
têm rotinas e hábitos rígidos, são impacientes e resistentes à mudança, o que favoreceria a regressão
à infância e o abrandamento do seu carácter.
d) Incapacidade de aprender: Os idosos são descritos como lentos, esquecidos, confusos e
incapazes de adquirem novas informações. De facto, há alterações fisiológicas do fluxo sanguíneo e na
degeneração de neurónios que sustentam esta imagem. No entanto há capacidades que são
preservadas como a memória cristalina, maior seletividade na aprendizagem e na interpretação verbal,
o que ajuda no processo de tomada de decisões.
e) Insegurança: Evidencia-se quando se associam os idosos ao temer do futuro (morte), às poucas
ilusões ou desejos e à grande sensibilidade. Esta é uma característica de alguns idosos e de algumas
pessoas de outros grupos etários, não representando, por si, o grupo dos idosos.
f) Assexualidade: Os idosos tendem a ser vistos como não-sexuais: não amam, nem se interessarem
pela sexualidade. Esta imagem alia-se, sobretudo, à falta de informação sobre a sexualidade na velhice,
mas ainda à imagem dos idosos como pouco atraentes. A capacidade de amar aparece diminuída com a
idade, relacionada com acontecimentos como: a viuvez (ou celibato), a perda de atratividade e com a
dificuldade em fazer novas amizades. A sexualidade é percecionada para os idosos não como um ato
fisiológico, porque não maioria dos casos não o conseguem realizar é substituído por um significado mais
afetivo, relacional e emocional.
g) Doença: A doença aparece aliada a senilidade, hipocondria, necessidade de mais cuidados de
saúde, medicação, hospitalização frequente e maior vulnerabilidade e sofrimento. O envelhecimento
normal não afeta todas as capacidades mentais de uma forma previsível, podendo existir um
envelhecimento saudável. Mas, de facto os idosos estão mais sujeitos a doenças e incapacidades crónicas,
como artroses e doenças cardiovasculares.
h) Dependência e incapacidade: A dependência pode ser funcional e/ou afetiva, principalmente
associada à dependência dos filhos, inutilidade, inatividade e improdutividade. É verdade que o
processo de envelhecimento é acompanhado por um conjunto de limitações, principalmente
relacionados com o declínio das capacidades motoras ou sensoriais. Mas, muitos idosos, apesar de já
não participarem no mercado normal de trabalho, continuam a realizar tarefas úteis (voluntariado,
apoio aos filhos, agricultura).

i) Homogeneidade: A ideia de que os idosos são todos iguais emerge, sobretudo, de terem algumas
linhas físicas semelhantes (rugas, cabelos brancos) ou por se encontram nos mesmos espaços (lares)
e com os mesmos papéis sociais.
No entanto sabe-se que as vida experiências de dos idosos lhe induzem maior inconstância (humor,
personalidade, modo de vida e filosofia pessoal), do que a existente em outros grupos etários.
j) Aspeto físico:
k) O aspeto físico associa-se à representação externa do corpo, com o aparecimento dos sinais do
envelhecimento natural, tais como: rugas, cifose e branqueamento dos pelos.
O impacto discriminatório que acarretam é superior, pela sua visibilidade e por não corresponder ao
ideal de juventude.
A vivência interna da velhice torna-se num problema social significativo, no estigma social negativo
existente em relação a tudo que se relacione com a velhice.
k) Pobreza: Os idosos estão entre os grupos populacionais mais pobres, apesar de cerca de 60% viver
em países desenvolvidos.
A velhice e a pobreza associam-se, não por características intrínsecas do envelhecimento, mas devido
às (más) políticas de inserção social e laboral.
 As imagens e realidades da velhice têm sido alvo de vários estudos e aparecem associados a
estereótipos, mitos, preconceitos, crenças, representações e discriminações, estabelecendo a
imagem como uma entidade global onde se inserem.
 Há um predomínio de imagens negativas, associadas, principalmente, ao declínio das
capacidades motoras e sensoriais.
 Contudo, também existem aspetos positivos tais como a maturidade, a sabedoria e experiência
de vida.
 Os não idosos e os idosos são responsáveis pelas imagens que se vão elaborando e construindo
sobre a velhice.
Falar de envelhecimento, faz confusão a muita gente, inclusive às pessoas idosas.
Acham que já estão acabados, que já viveram o que tinham a viver, levando o conceito de felicidade
somente para o seu passado:
• onde já se foi criança e brincou;
• onde se foi jovem e namorou;
• onde se foi adulto e casou, se teve filhos e uma profissão.
 Atualmente verifica-se que a satisfação com a vida não diminui na terceira idade.
 Com o passar dos anos as perdas consecutivas começam a aumentar, comprometendo a qualidade
de vida.
 Desta forma, seria de esperar que a satisfação com a vida também diminuísse.
 Como facilmente se depreende, para que qualquer pessoa, idosa ou não, classifique a sua vida
como tendo qualidade, é necessário que exista bem-estar psicológico.
1. O processo de envelhecimento é universal, mas não é experienciado,
da mesma forma, em toda à parte e por todos os indivíduos.
Explique o sentido desta ideia indicando os fatores que o podem
diferenciar.

2. Explique o sentido da seguinte afirmação: a velhice não começa com


a reforma .
https://www.youtube.com/watch?v=ku-UqVjYkJM&ab_channel=APDASCNacional
O termo “animação” dentro da Etimologia
 sua gênese vem de sopro, alegria,
 entusiasmo, movimento, vida e, no homem, iniciativa,
 criatividade, construção, reconstrução.
 A animação destinada a idosos deve ter como objetivo ajudar o idoso a encarar o seu envelhecimento
como um processo natural, de forma positiva e adequada, e a reconhecer a necessidade da
manutenção das atividades físicas e mentais.
 A Animação Sociocultural, através da implementação de atividades com os idosos, permite àqueles
revelarem os seus estados de alma que estão interiorizados, as suas qualidades e seus valores e,
consequentemente, desvalorizando as perdas que o envelhecimento provocou.
A origem da Animação Sociocultural, enquanto atividade de intervenção
social, educativa e cultural;
Está relacionada com as transformações sociais resultantes do crescimento
da sociedade industrial e da desintegração da sociedade tradicional;
Com todos os problemas que estas transformações provocaram ao nível da
integração social, da participação comunitária, da comunicação interpessoal
e da identidade cultural.
“(…) as atividades de animação e tempo livre adquirem potencialidade educadora
quando são orientadas e organizadas com a intenção de educar e não apenas para
entreter e divertir.
Esta é uma das maiores e mais importantes diferenças com outros perfis profissionais,
normalmente focados exclusivamente no sector do ócio e da diversão.
(…) o caminho e horizonte da Animação Sociocultural é a participação, e isto não é um
dom inato com que nasce o ser humano, mas uma habilidade que é adquirida
progressivamente após um processo necessário de aprendizagem ativa.”
"A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais que têm como finalidade
estimular a iniciativa, bem como a participação das comunidades no processo do seu
próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão
integrados." (UNESCO)
Assim, pretendemos refletir a animação como um processo de intervenção ativo e
participativo, como “uma resposta institucional, intencional e sistemática a uma
determinada realidade social para promover a participação ativa e voluntária dos
cidadãos no desenvolvimento comunitário e na melhoria da qualidade de vida”.
“A animação sociocultural nasce como uma forma de promoção de atividades destinadas a encher
criativamente o tempo livre, corrigir o desenraizamento que produzem os grandes centros urbanos,
evitar que se aprofunde ainda mais a fenda ou fossa cultural existente entre diferentes sectores sociais;

(…) criação de âmbitos de encontro que facilitem as relações interpessoais, alentar as formas de
educação permanente e criar as condições para a expressão, iniciativa e criatividade dos indivíduos.”

“A base da Animação Sociocultural reside no trabalho grupal e na função dinamizadora participativa que
carregam os seus modelos, estratégias e técnicas.
Para ser levada a cabo, esta dupla abordagem requer uma metodologia ativa, participativa, lúdica e
grupal, isto é a metodologia específica da Animação Sociocultural”.
1. Qual é o sentido da expressão “promoção da saúde”

2. Explique a relação entre envelhecimento e bem-estar.


1. o contexto da população sénior
 Existe a necessidade de refletir sobre o que é ser velho e envelhecer na atualidade.
 (Explicitar de que forma esta perspetiva se aplica à população sénior?)
 O processo de envelhecimento leva a um aumento do recurso aos serviços de saúde e ao nível da prestação
de cuidados.
 A necessidade da promoção da melhoria funcional dos indivíduos mas, também, das necessidades de atuar
ao nível dos fatores de ordem mental e social (perspetiva biopsicosocial).
 Formas (nas vertentes físicas, psicológicas e sociais) de promoção do lazer na população sénior ajudam a
fomentar o seu bem-estar: hidroginástica, dançar; instalar o skype para estabelecer contacto com um
familiar que se ausentou; cantar num côro para fazer amigos…
2. Explique a relação entre envelhecimento e bem-estar.
 (Explicar em que sentido as alterações provocadas pelo processo de envelhecimento acarretam uma adaptação a
novas situações e vivências).
 Explicar o impacto das condições socioculturais e ambientais no processo de envelhecimento.
 A mudança de estatuto de ativo para inativo pode implicar uma redução de rendimentos e a uma diminuição das
relações sociais.
 (Explicar as implicações que a passagem para a fase de reforma com o significado de que o idoso não é mais
produtor de bens e serviços tem para o mesmo numa sociedade pautada pelo valor produtivo).
 Todas estas ideias podem levar a uma diminuição da autoestima, a um isolamento e a estados depressivos.
Os indivíduos que terminam o seu papel ativo e entram na idade da reforma, estão sujeitos a grandes mudanças. O
processo de envelhecimento é particularmente complexo e difícil porque a mudança é constante, afastando o idoso
do convívio, assim, pertencer a um grupo de pessoas da mesma idade (p. ex. frequentar um curso de informática)
funciona como forma de ampliar o círculo social, de ajuda mútua e de cooperação, pois não há constrangimento em
pedir ajuda ou errar, sentindo de segurança, acolhimento e sentimento de pertença dentro do grupo.
Em Portugal, a Animação Sociocultural ganha alguma consistência, à
semelhança do que sucedeu nalguns países europeus, a partir de meados do
século XX, fruto das mudanças resultantes de um processo de
industrialização e urbanização que foi ganhando forma ao longo das
décadas de 50 e 60.
Embora a Animação Sociocultural seja pouco valorizada, não deixou de se alargar a
intervenção dos Animadores Socioculturais e de se ampliarem os seus perfis
profissionais, passando estes a atuar em campos que tradicionalmente não eram os
seus, nomeadamente no campo social face aos problemas e necessidades emergentes
nas sociedades contemporâneas, designadamente o desemprego, a exclusão e outras
formas de vulnerabilidade social.
A Animação Sociocultural direcionada aos idosos pretende melhorar a qualidade de
vida e contribuir para o cuidado do idosos.
Ao longo dos tempos, surgiram vários conceitos de Animação Sociocultural, mas
todos com alguns pontos em comum, tal como o facto de ter uma função social,
cultural ou de estimular à participação.
“Em cada idade somos movidos por diferentes tipos de estímulo.
A criança quer aprender a caminhar, falar, escrever.
O adolescente quer ser adulto, quer saber quem é e quem vai ser. É estimulado pelo futuro, pela formação,
pela busca.
O adulto tem como principais estímulos a profissão, o casamento, a formação de uma família, os filhos, a
criação de soluções para a vida.
E para o velho, quais são os estímulos, já que ele está próximo do fim de vida e, teoricamente, não tem a
etapa seguinte para querer chegar lá?
Ainda que não tenha um longo futuro pela frente, a motivação, o estímulo do velho é viver bem e
intensamente no presente, ter satisfação com a vida que leva agora e mostrar que pode e deve viver bem,
deixando um modelo de velho feliz para os que um dia também serão idosos.”
“a maneira mais eficaz de fazer com que o velho tenha qualidade de vida, a aceitação
e inserção na família e na sociedade que proponho é estimulação.
Estimular, entre outras coisas, quer dizer exercitar, incitar, instigar, ativar, animar,
encorajar.
Além de tudo isso, estimular é criar meios de manter a mente, as emoções, as
comunicações e os relacionamentos em atividade.
A estimulação é o melhor meio para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento
e levar as pessoas a viverem em melhores condições.”
Objetivos da animação para Idosos
• Promover a inovação e novas descobertas;
• Valorizar a formação ao longo da vida;
• Proporcionar uma vida mais harmoniosa, atrativa e dinâmica com a
participação e o envolvimento do idoso;
• Incrementar a ocupação adequada do tempo livre para evitar que o tempo
de lazer seja alienado, passivo e despersonalizado;
• Reconhecer as capacidades, competências, saberes e cultura do idoso,
aumentando a sua autoestima e autoconfiança.
A animação para idosos começa quando respeitamos os mais elementares dos seus direitos,
como sejam:
o direito à escolha, o direito à privacidade e o direito à integração e à participação ativa.

Esta, na terceira idade revela a sua importância ao criar e desenvolver projetos de vida, ao ser
uma intervenção ativa, participativa e vital, assente no usufruto e aproveitamento criativo da vida
pessoal, considerando o idoso como o protagonista desse mesmo projeto
Os programas de animação devem ser adequados ao grupo com que se trabalha,
estabelecendo-se alguns objetivos específicos de acordo com os interesses e
necessidades de cada indivíduo que permitam:
• possibilitar a realização pessoal, a compreensão do meio circundante e a
participação na vida comunitária;
• conseguir uma maior integração na sociedade a fim de que se oiça e dê valor à
sua voz e se tenham em conta as suas opiniões;
Cont…
• estimular a educação e formação permanente;
• oferecer a possibilidade de desfrutar da cultura;
• desenvolver atitudes críticas perante a vida, mediante a animação de grupos de
reflexão e debate; possibilitar a abertura a outros grupos etários;
• propiciar e criar atitudes e meios para gozar a vida plenamente".
A animação tem como objetivo o desenvolvimento das competências pessoais e
sociais da pessoa e, principalmente, da pessoa enquanto elemento de um grupo.
Através desta estimula-se o autoconhecimento, a interação entre a pessoa e o grupo,
assim como a dinâmica de grupo, “a animação sociocultural assenta na interação e
que procura a concretização de objetivos de aprendizagem (animação formativa), de
comunicação e de relacionamento interpessoal (animação relacional) e de caráter
terapêutico (animação estimulante)”.
As instituições pensadas para os idosos têm de evitar o isolamento social e a solidão e
motivá-los a encontrarem ocupações diversas, o que faz com que o trabalho em
animação sociocultural seja importante, atendendo:
• Os como objetivos gerais a «realização pessoal e a participação na vida
comunitária;
• conseguir uma maior integração na sociedade a fim de que se oiça e dê valor à
sua voz e se tenham em conta as suas opiniões;
• oferecer a possibilidade de desfrutar da cultura;
O envelhecimento é universal e, por ser natural, não depende da vontade do indivíduo.
Ou seja, todo ser nasce, desenvolve-se, cresce, envelhece e morre.
Assim, durante todo o percurso, a cada fase de desenvolvimento, ocorrem múltiplas
transformações acompanhadas de próprios desafios.
Envelhecer também é considerado irreversível.
Apesar de todo o avanço da medicina em relação às descobertas, aos tratamentos das doenças,
ao desenvolvimento de técnicas estéticas, nada é capaz de reverter tal processo.
Em cada espécie há uma velocidade própria para envelhecer, variando de indivíduo para
indivíduo e num mesmo indivíduo de órgão para órgão.
No que concerne ao animador
é um agente social de grupos ou coletivos
realiza tarefas e atividades de animação
capaz de dinamizar e estimular os outros para determinadas ações.
Deve ter uma estabilidade afetiva e emocional
estar disponível e presente na vida do idoso e dar-lhe atenção e carinho.

Estas atividades devem centrar-se:


nos interesses, desejos e capacidades dos idosos, para tal o diagnóstico prévio é
fundamental de modo a que a intervenção se faça de acordo com as suas capacidades e
limitações.
O animador recorre muitas vezes a estratégias de motivação, planeia e organiza as atividades.
A maioria participa em atividades comunitárias locais
atividades intergeracionais recorrendo também ao apoio e participação de familiares e cuidadores
visto que as consideram importantes para os idosos.
É também, pela maioria dos animadores feita uma avaliação das atividades para perceber a
satisfação dos idosos.
Este quer seja profissional ou voluntário, tem de ter capacidades, ser participante e responsável.
Conjugar a solidariedade e a colaboração com a racionalidade e a competência
Por vezes, é considerado um confidente, um guia, um conselheiro, um amigo e, com o passar do
tempo, um familiar mais próximo do idoso.
Competências do animador de idosos:
1. Entusiasmo: para motivar idosos;
2. Empatia: para compreender os idosos e colocar-se no lugar deles;
3. Atitude construtiva: deve ser positivo, demonstrar seriedade, comentários positivos;
4. Ter espírito de adaptação;
5. Organizar o espaço;
6. Possuir uma grande variedade de atividades/jogos;
7. Planificar e preparar os jogos /atividades com antecedência;
8. Apresentar os jogos/atividades com clareza;
9. Observar e acompanhar os idosos durante os jogos/atividades.
O animador deve ter em conta algumas regras como:
• manter uma certa distância,
• falar pausadamente,
• referir e explicar o conteúdo e objetivo das atividades que está a realizar,
• repetir quantas vezes forem necessárias,
• ajudar e apoiar, valorizar qualquer tipo de esforço motor ou cognitivo,
• manter uma atitude de calma e passividade, ser paciente e compreensivo
Os idosos nem sempre são facilmente cativados para as atividades
 muitos deles nem sabem do que se trata
 nunca tiveram contacto com essa realidade.
 Subjacentes à dificuldade de cativar o idoso surgem, também, as suas limitações que
requerem respeito e cuidado.

Essas dificuldades prendem-se com o sentirem:


cada vez mais velhos
cada vez mais incapacitados
cada vez mais cansados
Contudo o animador tem deveres profissionais do animador:
1. O Animador está obrigado ao cumprimento dos deveres estabelecidos e seus deveres profissionais.

2. Decorrendo da natureza da função exercida, são deveres profissionais do Animador:


a) Contribuir para a formação e realização integral dos indivíduos, promovendo o desenvolvimento
das suas capacidades, estimulando a sua autonomia e criatividade.
b) Reconhecer e respeitar as diferenças socioculturais dos membros da comunidade, valorizando os

diferentes saberes e culturas, deve combater os processos de exclusão e discriminação,

promovendo a interculturalidade.
c) Colaborar com todos os intervenientes da Animação Sociocultural.
d) Participar na organização e assegurar a realização das atividades de Animação
Sociocultural.
e) Respeitar o sigilo profissional, respeitando principalmente a natureza confidencial
da informação relativa aos cidadãos.
f) Refletir sobre o trabalho realizado individual e coletivamente.
g) Enriquecer e partilhar os recursos da Animação Sociocultural.
h) Respeitar, como forma de inserção na comunidade, as tradições, os usos e costumes
do meio envolvente ao local em que exerce funções.
i) Coresponsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamentos
que utilize.
j) Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa
perspetiva de desenvolvimento pessoal e profissional.
k) Cooperar com os restantes intervenientes na Animação Sociocultural com vista à
implementação de projetos.
l) Promover as relações internacionais e a aproximação entre povos.
Por sua vez, são conhecidas sete faces da animação sociocultural para idosos, que as instituições para a terceira
idade deveriam ter em conta, e que compreendem a animação motora, cognitiva, expressão plástica, comunicação,
desenvolvimento pessoal e social, lúdica e comunitária.
1) A animação motora, como o próprio nome indica, pretende trabalhar a parte física do idoso para evitar a
inatividade;
2) a animação cognitiva tenta cuidar do melhor funcionamento do cérebro através da concentração, da
observação, do raciocínio, da imaginação e da criatividade;
3) a animação a partir da expressão plástica pretende mostrar a característica artística dos idosos, exprimindo-
se através de vários tipos de materiais como o barro, a plasticina ou de um lápis e um papel;
4) a animação que tem em vista a comunicação incentiva os idosos a falar e a contar histórias, suas ou a partir
de leituras, mas também dar a conhecer outras formas de comunicação como a postura, o comportamento e o
movimento;
5) a animação associada ao desenvolvimento pessoal e social tenta integrar o idoso num grupo
para que possa existir um autoconhecimento e para melhorar, ou criar, competências sociais e pessoais
para que seja possível interagir mais facilmente com a comunidade e com as pessoas que o rodeiam;
6) a animação lúdica pretende promover o convívio, divertir e criar momentos de lazer e
brincadeira para os idosos, pois «é das melhores formas de transmitirmos uma mensagem e de nos
divertirmos»;
7) por último, mas não menos importante, a animação comunitária incentiva os idosos mais
autónomos a envolverem-se na sua comunidade
As principais funções do animador são:
• a função de sensibilização, socialização, adaptação e integração;
• função lúdica, recreativa com ocupação de tempos livres e lazer;
• a função Envelhecer Ativamente num Lar de Idosos;
• educativa e a cultural, através do desenvolvimento comunitário e
cultural;
• a função de regulação social, através de reparação e conexão de
disfunções socioculturais
Os animadores deverão:
1. “Respeitar a individualidades de cada um, evitando as generalizações;
2. Não os infantilizar;
3. Não os tratar como incapazes;
4. Não os tratar como doentes;
5. Oferecer-lhes cuidados específicos para a sua faixa etária;
6. Preservar a sua independência e autonomia;
7. Ajudá-los a desenvolver aptidões;
8. Ter paciência, pois seu tempo é outro, são mais lentos;
9. Trabalhar suas perdas e seus ganhos;
10. Promover muita estimulação biopsicossocial.”
Contudo existem pequenos aspetos que por vezes não nos apercebermos do quanto são importantes
para o desenvolvimentos e bem-estar dos utentes:
• O espaço físico;
• A motivação do grupo para novas aprendizagens e para a sua participação;
• A criatividade do animador;
• A envolvência do grupo;
• A diversidade de atividades ao nível físico, social e educativo, com intuito de promover a melhoria da
qualidade de vida.
Um animador deve possuir características fundamentais, tais como:
• Capacidade de comunicação, diálogo e escuta ativa;
• Capacidade de acolhimento, que exige abertura, sociabilidade e disponibilidade, aceitação e
confiança no grupo, flexibilidade, tolerância, participação, sentido de entrega, vocação social/ altruísmo,
sinceridade, respeito, sentido de humor, discrição, amabilidade e espontaneidade;
• Capacidade de empatia, compromisso e desejo de animar;
• Capacidade de adaptação, preparação técnica e vontade de aperfeiçoar; · Capacidade de
investigar, avaliar e sentido de organização;
• Capacidade de entusiasmo, dinamismo, otimismo, imaginação, amadurecimento emocional,
autocontrolo, confiança em si mesmo, tenacidade, espírito democrático, tolerância à frustração e
firmeza; · Inteligência ativa com capacidade de reflexão.
Complete:
As competencias do animador de idosos:
1. Entusiasmo: para motivar os _________;
2. Empatia: para compreender os idosos e colocar-se no ____________ deles;
3. Atitude construtiva: deve ser positivo, demonstrar ___________, comentários positivos;
4. Ter __________ de adaptação;
5. Organizar o ______________;
6. Possuir uma grande _______________ de atividades/jogos;
7. Planificar e preparar os jogos /atividades com antecedência;
8. Apresentar os jogos/atividades com _____________;
9. Observar e _______________ os idosos durante os jogos/atividades.
Espaço; lugar; clareza; idosos; variedade; seriedade; acompanhar; espirito;
O animador, deve ainda, suster comportamentos de entreajuda e partilha, mas acima de tudo
contemplar os quatro pilares do conhecimento:
1) aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão;
2) aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente;
3) aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades
humanas;
4) aprender a ser, via essencial que integra os três precedentes
Faça a leitura do vídeo As novas tecnologias ao serviço dos idosos, tendo em conta os referenciais teóricos sobre o
envelhecimento ativo. Para tal elabore um testo de 250 palavras.
https://www.youtube.com/watch?v=TREdtPFDHM8&ab_channel=euronews%28emportugu%C3%AAs%29
A função do Animador é útil nas chamadas sociedades desenvolvidas, contudo revela-se muito útil para
humanizar as relações, pois as chamadas sociedades desenvolvidas mostram-nos a frieza das relações:

homens e mulheres que vivem, mas que não convivem, homens


que se acotovelam, mas que não se olham, homens e mulheres
que morrem nas estradas, cujas mortes nos entram em casa pela
“famosa” caixa mágica perante a indiferença humana e onde
vulgarmente a morte se confunde com espetáculo.
2. Estimulação de competências
2.1. Manutenção das capacidades físicas
Com o processo de envelhecimento ocorrem mudanças significativas nas áreas da autonomia, na
capacidade física, cognitiva e na Intervenção Social, que se refletem nas competências do quotidiano
do individuo.
As competências do quotidiano de pessoas idosas referem-se às capacidades de realizar as tarefas do
dia-a-dia, a manutenção pró-ativa de uma vida boa e saudável, independente, apesar das restrições da
velhice.
Nas instituições um plano de atividades tem como objetivo que a animação seja um
estímulo permanente da vida mental, física e afetiva da pessoa idosa, valorizando as
competências, saberes e culturas dos mesmos.
No entanto, é importante conhecer os idosos, as suas caraterísticas pessoais,
capacidades, dificuldades e gostos.
As atividades de exercício físico ou motor têm como objetivo:
 assegurar as condições de bem-estar dos utentes
 promover a sua saúde
 aumento do auto-domínio
 melhorar a ocupação dos tempos livres
 desenvolver as capacidades físicas
 combater o sedentarismo e desenvolver as suas capacidades físicas e inteletuais
Como?
através de tarefas simples de movimentação articular e muscular possibilitando-lhe
uma melhor qualidade de vida.
Nessa nova etapa da vida é fundamental aprender a adaptar-se às mudanças, à nova
realidade de limitações, mas também de oportunidades...
E nesse sentido, a psicomotricidade poderá exercer um papel preventivo, educativo e
reeducativo, uma vez que irá auxiliar na conservação da tonicidade funcional, no
controle da postura flexível, na manutenção da boa imagem do corpo.
A melhor forma para minorar os problemas da velhice é através da estimulação,
definida como “animar” e “encorajar”.
Estimular, ou seja, animar é criar meios de manter a mente, as emoções, as
comunicações e os relacionamentos em atividade.
Muitas vezes devido às dificuldades do envelhecimento, o idoso fica desanimado para
algumas atividades.
Perante estas situações é essencial trabalhar com mensagens de motivação, elogios e
reconhecimento.
É essencial para o idoso ocupar o seu tempo, interessar-se por várias atividades físicas,
sociais e cognitivas, evitando a ociosidade, o tédio e a inatividade.
Assim, poderá garantir e favorecer o equilíbrio físico, mental e a saúde psíquica.
Uma das causas que prejudica o quotidiano das pessoas neste período é a falta de
preparação para esta fase da vida aliada muitas vezes à perda de estatuto e,
consequentemente, à desvalorização social.
Eis então alguns conselhos que ajudarão o animador:
• Perguntar aos idosos o que gostam e o que querem fazer.
• Não desistir de trabalhar com eles, mas ao mesmo tempo não insistir demasiado.
• Tentar realizar atividades no mesmo horário e no mesmo dia.
• Muitos jogos para crianças e jovens podem ser adaptados aos idosos.
• Seja paciente e alegre.
• Que a atividade seja do interesse do idoso, para contar com a sua atenção.
• Seja sociável e seja adequado à idade com a qual está a trabalhar.
• Trace metas exequíveis em recursos e tempo.
• Desenvolva a iniciativa pessoal e de grupo.
• Envolva todo o grupo no projeto.
• Desenvolva as atividades num local adequado, livre de distrações, com boa iluminação, acústica e
ventilação, assentos suficientes e espaço para a aplicação das técnicas.
Os benefícios de um idoso realizar atividade física são:
 aumento da função cardiovascular e respiratória;
 redução de fatores de risco de doenças cardiovasculares;
 redução da pressão sistólica e diastólica em repouso entre outros.

Benefícios de caráter cognitivo e psicossocial no individuo.


 melhoria da autoestima, da disposição e da imagem corporal;
 previne e/ou provoca um retardo do declínio das funções cognitivas;
 diminui o stress, a probabilidade de depressão e ansiedade;
 aumento do nível de socialização.
O facto de se encontrarem ocupadas com atividades prazerosas permite:
 fomentar a sensação de bem-estar individual
 coesão grupal.
2.2. Manutenção das capacidades cognitivas
A perda cognitiva é uma das perdas mais relevantes com o avanço da idade, com a
estimulação podemos atenuar os seus danos, enquanto proporcionamos uma atividade
prazerosa para as residentes.
Aqui pretendemos criar um conjunto de acontecimentos que facilitem o acesso a uma
vida mais ativa e mais criadora, à melhoria nas relações e comunicação com outros,
incentivando o desenvolvimento da personalidade do indivíduo e da sua autonomia.
Logo as atividades de estimulação cognitiva promovem o aumento do bem-estar, da
autoconfiança e da satisfação do idoso, assim como fomentam a relação interpessoal.
A estimulação cognitiva permite o desenvolvimento das habilidades cognitivas
necessárias para controlar e regular os nossos pensamentos, emoções e ações.
Neste campo, existe uma vasta gama de propostas que ajudam:
 estimular o raciocínio
 desenvolver as capacidades intelectuais, participativa e organizativa
 desenvolver e/ou manter a memória e a concentração
 incentivar a comunicação e estimular a imaginação
 criatividade e reavivar a memória
 inserir os idosos na atualidade.
Relativamente ao treino cognitivo. Sugerimos os seguintes
 Jogos de Mesa;
 Jogos de Estimulação Cognitiva;
 Contar anedotas, advinhas, lengalengas, ditos antigos;
 Leitura de livros, Jornais e/ou revistas.
 Procura de letras; labirintos; enigmas, etc.

As evidências desses efeitos demonstram que os programas de estimulação cognitiva


melhoram ou abrandam as degenerações da memória e as funções executivas
(psicomotora).
2.3. Manutenção das rotinas
 As actividade de vida diária, também chamadas de AVD, incluem as actividades
rotineiras como alimentação, vestir e despir, banho e higiene pessoal.
 As alterações que são próprias do envelhecimento trazem défices em relação à
memória, à visão, ao equilíbrio, às capacidades físicas e uma demora no tempo de
reação.
 Assim, com o avanço da idade, pode ocorrer uma perda da capacidade de tomar
decisões e de realizar certas tarefas que nos parecem simples.
A organização de rotinas contribui para a diminuição da ansiedade, da irritabilidade, da
instabilidade e da ociosidade.
A inatividade do idoso tem sido uma preocupação dos profissionais da área da
gerontologia.
Pessoas que passam todo o tempo do dia deitadas ou em frente de uma televisão, sem
saber o que está assistindo, preocupam.
Claro que devemos entender qual a situação de cada um e o que é possível propor
para ele.
Porém, mesmo em casos de doenças progressivas em estágios avançados é possível
propor estímulos sensoriais.
Músicas, estímulos táteis (massagens), estímulos olfativos (sentir o cheiro dos
alimentos, frutas, perfumes e cremes) e conversas em família que podem favorecer
afeto e aproximação.
A rotina feita dia a dia pode ser mais favorável do que a rotina da semana completa.
Um dia por vez pode gerar menos confusão e ansiedade.
Organizar junto com o idoso como será seu dia e o que irá acontecer é muito
importante.
Além de poder acompanhar com o idoso o que já foi realizado e o que ainda falta para
realizar.
Pensar nas atividades que ele mais gosta de fazer e intercalar com as atividades de
maior resistência, favorece ambientes menos estressantes.
Com o estabelecimento de uma rotina e o conhecimento do que virá a seguir, o idoso
pode ser impulsionado a confiar mais facilmente e a sentir-se seguro.
Assim, ter uma rotina pré-estabelecida pelo profissional ajudará a integração do idoso
nesta nova vida e comunidade.
Se esta rotina tiver alguma semelhança com a sua vivência anterior, todo o processo de
transição será ainda melhor.
Quando sabe o que o espera, o idoso tende a preparar-se mais convenientemente para
participar em atividades e tende a melhorar significativamente o seu grau de
integração.
A manutenção de atividades e tarefas regulares pode incrementar a autoestima e
confiança, pois o idoso sente que ainda tem o potencial de contribuir positivamente
para a sua comunidade.
Contrariando o estigma de que os idosos já em nada contribuem para a sociedade,
estes acreditam que podem ajudar e acabam por manter as suas capacidades ao
serviço da comunidade.
Rotina
 A memória do idoso pode estar prejudicada e, para proporcionar maior segurança e
organização do seu tempo, ele necessita de rotina, precisa organizar horários para as
atividades do dia a dia.
 Dica: elabore junto com o idoso um quadro de rotina com suas atividades, horários
dos medicamentos, exercícios, coloque os deveres, mas também os momentos de
lazer. Lembre-se: faça esse quadro com letras grandes para facilitar a leitura e de
forma lúdica. Não esqueça de deixar em um local de fácil acesso para o idoso.
Atividades
Não precisa criar atividades diferentes, apenas insira o idoso nas atividades cotidianas
da casa.
Vai ao supermercado?
Peça para o idoso ajudar na lista de compras.
Assidte à novela?
Comente com o idoso o que aconteceu, destaque o nome dos personagens, estimule a
memória.
Peça para separar as roupas para guardar no armário.
Ajude a colocar a mesa para o almoço.
Proponha diferentes atividades (dentro da sua limitação).
Envolva o idoso no seu dia a dia.
Refeições
Além de manter um cardápio equilibrado e rico em nutrientes, podemos utilizar essa
ferramenta para ativar a mente, o corpo e a memória.
Por exemplo: convide o idoso para ir junto à cozinha (mesmo que ele não consiga ou não
lembre da receita) e prepare aquela receita de família ou faça um bolo para os netos.
O idoso irá se sentir útil, será estimulado.
Isso proporciona socialização e ainda ativa a memória.
Ambiente
Colocar um relógio de parede com números e ponteiros grandes, um calendário e as
fotografias da família na sala podem ajudar a manter o idoso orientado e familiar com
aquele ambiente.
A iluminação deve ser suficiente para permitir que o idoso reconheça o que e quem
está ao seu lado e onde está.
Quando apropriado, devemos periodicamente lembrar o idoso da hora e do local.
Sempre quando for realizar algum procedimento, como trocar de roupa, se alimentar
ou sair, isso deve ser explicado antes.
Vida saudável
Quando falamos em introduzir exercícios na rotina não podemos nos limitar pela idade.
Seja qual for o momento, desde criança, jovem, adulto ou idoso, o organismo só tem a
ganhar em termos de saúde com a introdução de uma atividade física.
Portanto, verifique com o médico qual a melhor atividade física para o idoso.
Assim, uma vida saudável tem como objetivo desenvolver e preservar pelo maior tempo
possível as capacidades, físicas, cognitivas, assim como relacionais que contribuem para
a independência, dignidade e autorrealização do idoso.
Fotos
Dê uma volta ao passado, mostre fotos antigas, viaje no tempo com seu idoso.
Pegue em fotos e pergunte como foi na escola, qual professor o marcou, quem eram
seus amigos.
Mostre fotos de parentes, recorde momentos vividos em família, relembre a árvore
genealógica.
Proponha um momento de encontro com seu passado, uma forma de recordar
lembranças com o idoso e também de você saber mais sobre sua família, passando bons
momentos juntos.
Apresenta-se algumas atividades da vida diária que permite às residentes a
manutenção dos hábitos e rotinas que possuíam antes da admissão no Lar.
Referimo-nos então a atividades tão simples como:
 a jardinagem;
 cuidar de plantas;
 pequenas tarefas domésticas (como por exemplo fazer a cama, dobrar toalhas,
arrumar a sua roupa no roupeiro);
 ver televisão (as notícias, os jogos de entretenimento, novelas);
 ida a pastelaria tomar um café;
 ir comprar o jornal ou vestuário.
Promover e favorecer saídas com o idoso.
Pequenas caminhadas, atividades físicas, alongamentos e passeios ao
ar livre são importantes.
Participações em grupos para terceira idade, atividades religiosas (que
fazem parte da história de vida do idoso) podem favorecer novos
estímulos, novos encontros e ser incorporado na rotina.
Eleger um dia especifico para esse tipo de atividade é muito
importante. Idealmente, que possa ser fixo na semana do idoso,
favorecendo ritmos e frequências para que a atividade aconteça.
2.4. Celebrações coletivas
Tendo em vista a promoção da interação e do dinamismo entre as residentes do Lar, com os respetivos
familiares e com a comunidade em geral, importa organizar convívios para comemorar os aniversários de
cada utente, festas religiosas ou populares onde as mesmas possam preparar exposições de trabalhos ou
de fotografias e até espetáculos.
Como forma de organizar a agenda festiva, consideramos interessante definir um tema anual, para assim
estabelecer à partida quais os dias a celebrar.
Esta escolha deverá ser efetuada com as idosas.
Visto as saídas ao exterior, pela maioria das residentes, ser uma árdua tarefa, este ponto permitirá fazer
os convívios entre as idosas e os filhos em contexto institucional, promovendo, assim, o convívio entre
ambos.
Estes convívios poderão consistir em pequenos encontros pelos mais variados
motivos, preferencialmente, aos fins de semana, para, dentro do possível, não
colidirem com os horários laborais dos filhos.
Para além destas questões, pretendesse estimular a interação entre a pessoa e o
grupo, a dinâmica de grupo e utilizar determinadas datas(temáticas ou sazonais) para
trabalhar as competências cognitivas orientação temporal e memória.
As festas populares aplicandas a grupos possuem um caráter de diversão grupal,
sendo possível incorporar nas mesmas várias atividades da animação.
Isto é, para a comemoração das mesmas podemos utilizar várias técnicas de animação,
sejam elas lúdicas, de comunicação, mental e até mesmo a física, através do teatro,
música, trabalhos artísticos, dança, visualização de filmes, debates entre outros.
Descreva as grandes mudanças sociais experimentadas pelas pessoas da 3ª idade

 As grandes mudanças sociais relacionam‐se fundamentalmente com as adaptações relativas à reforma e


a manutenção e uma vida social e familiar activa.
 Além disso, a vida profissional tem uma estrutura e ritmos próprios.
 A reforma vai influenciar a vida das pessoas no sentido em que implica a adaptação a novas realidades
física, económica e social.
 O modo como é vivida depende de factores como o «valor monetário da reforma, o estado de saúde do
sujeito, do tipo de trabalho até aí realizado, do estado civil, do sexo, entre outros».
 É natural que, à medida que as pessoas envelhecem, percam alguns entes significativos. A morte de
amigos ou do cônjuge é disso exemplo.
 E se, em qualquer momento da vida, a perca de pessoas nos afecta e temos sentimentos de tristeza e de
depressão, neste período esses sentimentos podem ser mais profundos e perdurarem mais no tempo.
 Por isso, é importante que a pessoa possa estar inserida em contextos em que as suas capacidades
relacionais conti‐ nuem a ser desenvolvidas e que sejam fonte de prazer e de suporte.
Diferentes facetas da animação: A animação sociocultural para idosos pode-se dividir em
sete níveis, que se complementam uns aos outros, sendo eles:
1. Animação física ou motora
2. Animação cognitiva
3. Animação através da expressão plástica
4. Animação através da comunicação
5. Animação associada ao desenvolvimento pessoal e social
6. Animação lúdica
7. Animação comunitária
Animação física ou motora: É aquela em que pretendemos que o idoso faça algum tipo de movimento. A
psicomotricidade considera o movimento como uma ação relativa a um sujeito, isto é, uma ação que só se
pode compreender nas estruturas neuro psicológicas que o integram, elaboram, regulam, controlam e
executam.
A psicomotricidade visa essencialmente:
• Mobilizar e reorganizar as funções mentais;
• Aperfeiçoar a conduta consciente e o ato mental;
• Elevar as sensações e perceções a níveis de consciencialização;
• Maximizar o potencial motor, afetivo-relacional e cognitivo;
• Fazer do corpo uma síntese integradora da personalidade.
Animação cognitiva: Representa um conjunto de passos com vista a facilitar o acesso a
uma vida mais ativa e mais criadora, à melhoria nas relações e comunicação com os
outros, a que se faz parte, incentivando o desenvolvimento da personalidade do
indivíduo e da sua autonomia.
Animação através da expressão plástica:
Neste tipo de animação pretende-se que o idoso trabalhe a sua faceta artística através
da moldagem (barro, plasticina, pasta de papel, entre outros), bordados, pintura,
desenhos, colagem, consiga exprimir algumas das suas emoções.
A animação plástica é simultaneamente motora e cognitiva também.
Animação através da comunicação: Neste tipo de animação queremos que os idosos
comuniquem com os outros e essa comunicação pode ser feita pela música, pelo teatro,
pela dramatização, pela dança, pela poesia, fotografia, etc.
Na animação expressiva de comunicação os idosos transmitem os seus sentimentos e
emoções através da voz, do comportamento, da postura e do movimento.
Animação de desenvolvimento pessoal
Aqui pretende-se desenvolver o “eu” dos idosos, as suas experiências de vida, as suas
emoções e sentimentos.
Com esta animação estimula-se o autoconhecimento, a interação entre a pessoa e o
grupo e a dinâmica de grupo.
Incluímos nesta animação toda a componente de religião, espiritualidade e meditação
Animação lúdica
A animação lúdica, como o seu nome indica, é a animação que tem por objetivo divertir
as pessoas e o grupo, ocupar o tempo, promover o convívio e divulgar conhecimentos,
artes e saberes, é vocacionada principalmente para a essência da animação: o lazer, o
entretenimento e a brincadeira. Inclui-se os jogos, as idas ao cinema, teatros, as festas,
ver televisão, entre outras.
Animação comunitária
A animação comunitária é aquela em que o idoso participa ativamente no seio da
comunidade como elemento válido, ativo e útil. Esta animação destina-se
essencialmente a idosos autónomos que ainda querem e podem ter uma voz ativa na
comunidade onde vivem.
Tendo em conta as várias vertentes da animação, temos a título de exemplo:
• Atelier de estimulação cognitiva
• Atelier desportivo
• Atelier de expressão oral e escrita
• Atelier de culinária
• Atelier lúdico-recreativo
• Atelier de atividades religiosas
• Atelier de estética
• Atelier de estimulação sensorial
• Atelier de dinâmicas de grupo
• Atelier gerações.
3. Ociosidade
Ao longo dos tempos, a definição de ócio e de tempo livre sofreu transformações constantes.
Nos dias de hoje, o significado destes dois conceitos não é ainda unânime levantando, não raras vezes,
questões de concordância multidisciplinar entre investigadores e interessados sobre o tema.
O ócio, tem como finalidade o Descanso, o Divertimento e o Desenvolvimento, assim este é desenvolvido
por práticas realizadas de forma espontânea e que satisfaça os indivíduos de forma livre, para que se
sintam realizados e que descomprimam de momentos de obrigação familiar, social ou profissional.
Pedagogia do ócio: em que consiste?
A pedagogia do ócio consiste em um ramo da
pedagogia responsável por estudar o ócio e o tempo livre das
pessoas.
Ela tem como objetivo ensinar e orientar os indivíduos para que
tenham ocupações e atividades proveitosas, frutíferas e
benéficas no seu tempo livre.
Garantir que as pessoas concebam o tempo livre como um tempo
válido para apreciar o ócio consciente e com importância para
o nosso bem-estar.
•O porquê: nesse sentido, ‘ser’ é mais importante do que ‘parecer’; ‘
e ‘participar’ é mais importante do que ‘ver’.
•O que: as pessoas devem aprender o que significa tempo livre e
ócio e incluí-lo como um modo de vida.
•Como: necessário educar os indivíduos para que eles entendam o
importante papel que o tempo livre desempenha no nosso
desenvolvimento pessoal.
No fundo, tomar partido dos tempos livres e vivenciar os mesmos
de forma ativa.
O ócio depende de tempo livre para ser de qualidade
Tem que ser uma atividade que dê muito prazer.
O ócio, é uma prática para o desenvolvimento pessoal e social de
modo o individuo alcançar de forma livre e criativa resultados
esperados sentindo-se sobretudo realizado e satisfeito.
Atividades de ócio e tempo livre
O tempo livre deve servir como compensação e equilíbrio diante
de todas as carências, frustrações, decepções e a exaustão a que
estamos sujeitos na nossa vida cotidiana.
Este é composta de várias atividades que possuem importantes fatores
educacionais e de desenvolvimento pessoal e social.
Aproximação ao termo ócio
Visto como palavra de ócio é um cultismo do otium Latina, de acordo com J.
Corominas, é introduzido no castelhano no século XV.
Se o itinerário da palavra de ócio ainda está no dicionário da Real Academia
Espanhola, você pode ver que a evolução só ocorreu no século passado.
O ócio é, em ambos os casos:
1. Cessação do trabalho, é decidir, descanso.
2. Diversão
3. Ócio, neste caso, é "tempo livre de uma pessoa".
O termo grego skholé, do qual derivava o latim schola e seus afins, referia-se à ocupação
e ao estudo, um exercício de contemplação intelectual da beleza, da verdade e do bem.
Assim, o ócio que Aristóteles fala refere-se à atividade humana não utilitarista, na qual a
alma alcança a sua mais elevada e mais específica nobreza.
O filósofo alemão que redescobriu esse modo de entender o ócio para o pensamento do
século XX, veio a expressá-lo de maneira breve e sintética ao afirmar que "o ócio é um
estado da alma“, com três aspetos fundamentais do trabalho: atividade, esforço e
função social.
O ócio implica uma certa atitude de não fazer, de "falta de ocupação“.
Ócio e Tempo
 Muitas vezes usamos, com o mesmo significado, os termos ócio, tempo livre ou
tempo de ócio.
 O tempo é, de fato, uma constante sem a qual é impossível explicar a vivencia do
ócio.
 Toda experiência de ócio ocorre em um tempo e precisa de um tempo de
gestação e desenvolvimento.
 Quando dizemos tempo livre, muitas vezes nos referimos a um âmbito temporário
cheio de possibilidades, que depende de nós.
O ócio é atualmente:
1. O ócio refere-se a uma área específica da experiência humana, com seus próprios
benefícios, incluindo liberdade de escolha, criatividade, satisfação, disfrute e prazer
e uma maior felicidade. Inclui formas amplas de expressão ou atividade cujos
elementos são frequentemente tanto de natureza física como intelectual, social,
artística ou espiritual.
2. O ócio é um recurso importante para o desenvolvimento pessoal, social e econômico e
é um aspeto importante da qualidade de vida. O ócio também é uma indústria cultural
que cria emprego, bens e serviços. Fatores políticos, econômicos, sociais, culturais e
ambientais podem aumentar ou dificultar o ócio.
3. O ócio promove uma boa saúde geral e bem-estar, oferecendo oportunidades variadas
que permitem a indivíduos e grupos selecionar atividades e experiências que se juntam
às suas próprias necessidades, interesses e preferências. As pessoas atingem seu
máximo potencial de ócio quando participam das decisões que determinam as condições
de seu ócio.
4. O ócio é um direito humano básico, como educação, trabalho e saúde, e ninguém deve
ser privado deste direito por causa de gênero, orientação sexual, idade, raça, religião,
crença, nível de saúde, incapacidade ou condição econômica.
5. O desenvolvimento do ócio é facilitado pela garantia das condições básicas de vida,
como segurança, abrigo, alimentação, renda, educação, recursos sustentáveis, equidade e
justiça social.
6. As sociedades são complexas e estão inter-relacionadas, o ócio não pode ser separado
de outros objetivos vitais. Para alcançar um estado de bem-estar físico, mental e social,
um indivíduo ou grupo deve ser capaz de identificar e alcançar aspirações, satisfazer
necessidades e interagir positivamente com o ambiente. Portanto, o ócio é entendido
como um recurso para aumentar a qualidade de vida.
7. Muitas sociedades são caracterizadas por um aumento da insatisfação, stress, tédio,
falta de atividade física, falta de criatividade e alienação no cotidiano das pessoas. Todas
essas características podem ser atenuadas por comportamentos de ócio.
8. As sociedades do mundo estão passando por profundas transformações econômicas e
sociais, que produzem mudanças significativas na quantidade e no padrão de tempo
livre disponível ao longo da vida dos indivíduos. Essas tendências terão implicações
diretas em várias atividades de ócio, que, por sua vez, influenciarão a demanda e a
oferta de bens e serviços de ócio.
Ócio como auto-realização
O ócio, como fonte de satisfação, alegria ou visão lúdica e criativa do mundo, nunca pode
ser algo imposto, mas, pelo contrário, necessita do exercício da liberdade; que é tanto
dizer que se torna uma fonte de auto-realização.
...diga-me o que você é quando você é livre para realizar seus desejos e eu lhe direi que
tipo de pessoa você é...
O ócio, como auto-realização do ser humano, é um processo dinâmico, que cria uma área
de melhoria relacionada ao conhecimento, habilidades e consciência de si e dos outros.
Ócio como qualidade de vida
Qualidade de vida é um conceito que está relacionado às necessidades humanas.
O ócio, como uma ocupação agradável, vem substituir uma boa parte das necessidades
que antes estavam satisfeitas com o trabalho, mas que agora, seja por sua escassez ou
por suas características atuais, resultam de uma realização muito difícil.
Então, quando se fala de ócio e qualidade de vida, devemos levar em conta o ambiente
físico ou social, mas, muito especialmente, o significado das experiências de cada
pessoa: emoções, sentimentos, reações e valores que vão unidos a cada uma de nossas
vivencias.
Existe uma preocupação em enquadrar as atividades respeitantes ao ócio e aos
tempos livres no seio da nossa sociedade de acordo com as diferenças socioculturais
que a caracterizam para que essas atividades tenham verdadeiramente significado
para quem as vive, a nível formativo e de desenvolvimento pessoal (o que não significa
que as atividades não possam realizar-se em grupo).
O Ócio assenta em três pontos importantes:
educar em/no, educar para e educar mediante o ócio.
1. O primeiro ponto “educar em” está relacionado com o
tempo livre, o ócio deve ser praticado no tempo livre,
realizando atividades lúdicas que permitam
aprendizagem;
2. o segundo ponto “educar para”, está relacionado com os
paradigmas que desenvolvam as aptidões nos indivíduos;
3. por último o terceiro ponto “educar mediante” está
relacionado com as mediações das finalidades no que
concerne a gestão do tempo livre para vivenciar o ócio.
Há vantagens na educação para o ócio, nomeadamente na estabilidade que esta traz para
a relação entre indivíduos, ou seja, a educação para o ócio incentiva a prática de
atividades que sejam de valorização e realização pessoal, é uma prática que não deve ser
de alguma forma consumista e que tem como objetivo o incentivo aos indivíduos onde
estes devem usufruir do seu tempo livre de modo a que seja uma continuação do
enriquecimento pessoal e integração num novo estilo de vida.
Para realizar uma qualquer atividade de ócio é sempre necessário dispor de tempo livre.
Ou seja, o ócio requer tempo que não seja ocupado pela atividade profissional ou
qualquer outra obrigação (obrigações para profissionais, obrigações familiares e outras).
Este é caracterizado pela autonomia do indivíduo, pela liberdade de escolha e pelo prazer
pessoal durante o decorrer de uma atividade (ainda que a atividade seja realizada em
grupo e/ou tenha uma finalidade coletiva).
As diferenças entre ócio e lazer não são tão claras, pois o lazer também pressupõe a
ocupação dos tempos livres escolhendo e realizando atividades de livre vontade.
Mas enquanto o lazer está mais associado a funções de entretenimento, diversão, ou até
de repouso, o ócio procura atingir um bem maior, de pura libertação do corpo e da mente,
de realização pessoal não tanto ligado ao social (como o lazer) mas mais relacionado com o
modo de vida de cada indivíduo e o prazer decorrente das experiências vivenciadas.
Já no que concerne à realização de atividades de lazer poderá estar associado o prazer
da experiência ociosa.
A diferenciação entre lazer e ócio é muito ténue prendendo-se mais com o verdadeiro
sentido da experiência que obtemos a partir de cada um deles.
Podemos afirmar que o lazer está mais relacionado com a tarefa em si e o ócio mais
associado ao prazer e à satisfação decorrentes da realização dessa mesma tarefa.
É através do tempo dedicado ao ócio que o indivíduo consegue desenvolver um
restabelecimento psicológico e um equilíbrio físico, mental e emocional, aquilo a que
normalmente nos referimos no dia-a-dia por “recarregar baterias”.
O tempo livre destinado ao ócio permite às pessoas serem livres e autónomas, decidirem
o que pretendem e irão fazer, que atividades ou tarefas realizar.
Este, corresponde também a um tempo de não-trabalho (quando a pessoa termina a sua
jornada diária laboral), mas o tempo de não-trabalho não pode todo ele ser considerado
tempo livre.
Muitas tarefas de não-trabalho requerem algum tipo de obrigação como, por exemplo, as
deslocações de e para o trabalho (designadas de obrigações para profissionais),
obrigações familiares, religiosas ou políticas.
É no paradigma do envelhecimento ativo através dos tempos de ócio, que a cultura e as
atividades culturais adquirem especial relevância na quotidianidade das instituições
residenciais para pessoas idosas.
Na verdade, "os programas de ócio não só cumprem os objetivos específicos da
participação social e o enriquecimento intelectual e cultural, mas, também, de forma
colateral, quebram o risco de isolamento e fomentam a qualidade de vida das pessoas
idosas", enquanto aspeto fundamental da saúde; enquanto reivindicação social que
envolve a cidadania e a participação cultural.
Na verdade, o ócio é uma área específica da experiência humana, com os benefícios que
lhe são próprios: é um recurso essencial para o desenvolvimento pessoal, social e
económico e um aspeto imprescindível à saúde e ao bem-estar.
Por isso, é um direito humano básico, uma vez que é expressão da identidade do
indivíduo, onde a subjetividade e a emotividade de cada um assumem exponencial
relevo
Ócio Digital
Na contemporaneidade, o ócio também se tornou digital, devido às tecnologias de informação e
comunicação (TIC) que emergem na indústria tecnológica todos os dias.

A evolução da era digital leva a que os indivíduos usufruam de forma acentuada das TIC e cada vez mais
desenvolvam as suas competências no uso destas que trazem novas oportunidades de acesso à cultura e
ao lazer (e não só).
Ócio Digital
O ócio digital está muito associado a três vertentes:

1. ao social que de certo modo está interligado com o acesso às redes sociais;

2. ao móvel associado ao uso de equipamentos móveis, como os smartphones e os tablets onde os


indivíduos podem estar constantemente conectados;

3. e por fim o lúdico que está associado aos jogos e videojogos.

Todos estes instrumentos, associados a outras tecnologias como a internet por exemplo, têm remodelado
as possibilidades de praticar o ócio de forma digital

Experiência de forma a aproveitar os tempos livres e a prática do ócio seja uma mais valia para as relações
sociais em qualquer que seja o lugar.
Intervenção sociocultural / animação sociocultural e a pedagogia do ócio:
O animador, é o promotor da coesão social para comunidades e cidadãos mais
vulneráveis, orientando educacionalmente, profissionalmente e culturalmente e
contribuindo assim para a transformação social e para o desenvolvimento dos
mesmos.

Esta mediação favorece a aproximação dos indivíduos a integrar-se ativamente na


comunidade.
São os animadores socioculturais, através da animação sociocultural, que vão
proporcionar nos tempos livres atividades/ações formativas, cujo objetivo principal é
fazer com que todos vivenciem verdadeiras situações de ócio
Compensar, ajustar, catalisar e renovar os comportamentos, atitudes e ideias para
permitir uma vida mais justa, rica, autónoma e feliz.
O animador sociocultural pode ser um mediador sociocultural na medida em que
intervém junto das pessoas de modo a leva-las a dialogar ou participar no grupo.

a) Apresente as competências básicas do Mediador socioeducativo e justifique o seu


papel na promoção do Ócio.
b) Analise o papel da Televisão nos Tempos Livres dos séniores
3.1. Liberdade percebida
 A sensação de liberdade percebida ocorre quando a pessoa que vive a ação de ócio a
interpreta como resultado do seu livre escolha.
 O ócio é então percebido como resultado de uma escolha livre;
 Responsável tanto pelo seu comportamento e consequências.
A liberdade percebida está intimamente relacionada:
 com a motivação que incentiva o ócio;
 Quanto maior seja a sensação de liberdade de uma pessoa, maior será a sua
orientação para o ócio;
 o ócio entendido como participação ativa é de primordial importância na qualidade
de vida do indivíduo contemporâneo.
Com efeito, o ócio entendido como:
 participação ativa na qualidade de vida do indivíduo contemporâneo.
 Só existe uma efetiva vivência do ócio, uma verdadeira realização pessoal, se houver
uma participação consciente por parte do sujeito.
 O conceito de ócio é, assim, um conceito comprometido com o desenvolvimento
humano.
 Assim, sobressaem valores como a liberdade, a igualdade, a solidariedade, o
respeito ativo e o diálogo.
A vivência do ócio está também relacionada com:
 Uma cidadania mais digna.
 A vivência saudável e construtiva, onde o grupo e a comunidade são importantes
meios de realização e socialização.
Envelhecer não implica apenas a interpretação inerentes a um ajuste às perdas;
 Pressupõe desenvolver processos de crescimento pessoal;
 Realçar aspetos de posturas de otimismo em relação à vida.
 O envolvimento continuado na vida da comunidade e em atividades gratificantes;
 A aceitação, a existência de objetivos de vida;
 A liberdade individual enquanto modelo psicológico de velhice bem-sucedida.
Deve ser respeitada a liberdade de escolha no diz respeito:
 ao local onde pretendem estar;
 às pessoas com quem gostam mais de conviver;
 ao respeito pela individualidade e liberdade de escolha;
 a liberdade para agir;
 tomar decisões no dia a dia, relacionadas com a nossa vida e à independência.
O ócio
 dá sentido à vida através da sua capacidade de nos fazer sentir vivos, pessoas de valor,
em estado de progresso permanente.
 é uma fonte de satisfação e caminho para a felicidade através do desenvolvimento
pessoal que deriva da sua experiência.
 envolve experiências satisfatórias, positivas para os idosos, em termos de
desenvolvimento pessoal.
O animador contribui:
 para que as pessoas realizem as atividades voluntariamente;
 ocupando o tempo livre de forma feliz e satisfatória... podendo desta forma ser
consideradas atividades de ócio.
ócio enquanto experiência
3.2. Motivação intrínseca
• O ócio deve ter “uma forma vontade e participar”.
• Permite desenvolver sua personalidade, e seu estilo pessoal e social de viver;
• Eplorar e aumentar os conhecimentos;
• complementar e compensar outras experiências da vida;
• desenvolvimento pessoal aumento da consciência de si;
• o prazer de conhecer a dimensão criativa.

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Os principais elementos constituintes das experiências pessoais de ócio são:
 a percepção de liberdade;
 a motivação ou a existência de um significado intrínseco a experiência;
 a sociabilidade; a presença de desafio, a auto-expressão,
 a concentração na experiência, a introspecção e o desenvolvimento pessoal.

"melhoria ou mudança positiva, real ou percebida por parte da pessoa que


protagoniza uma prática de ócio, da qual se deriva a melhoria".
A importância da motivação intrínseca como motor do comportamento humano.
A orientação do ser humano para comportamentos que permitam responder a
necessidades básicas, tais como:
 necessidade de competência, autonomia e relações interpessoais.
A motivação intrínseca refere-se à curiosidade pela própria atividade e ao interesse
pela atividade.
A orientação intrínseca do ócio contribui para o aumento da sensação de
autodeterminação, não só pelos atributos pessoais da escolha de ócio, mas também
através da perceção de si mesmo como um agente causal dos resultados de seus
comportamentos de ócio.
 Por vezes as atividades que são muito fáceis trazem aborrecimento e aquelas que são
muito difíceis geram frustração, ansiedade e experiência de incompetência.
 Cada sujeito tem a sua personalidade, o que se relaciona com a motivação, tal como
os gostos, expectativas, aptidões, razões e visão de futuro, entre outros.
 Uma atividade, quando motivada, gera curiosidade, prazer ou desafio, com base na
vontade de explorar, a curiosidade.
Conhecer os motivos que levam as pessoas a praticar atividade pode auxiliar no
aumento da adesão e permanência, e com isso proporcionar maiores benefícios aos
praticantes.
A motivação é um processo que permite a mobilização de necessidades preexistentes,
que se relacionam a comportamentos capazes de satisfazê-las.
Ela sofre variações de acordo com o indivíduo, tanto no nível quanto no tipo de
motivação, dependendo de razões específicas.
Embora todos os seres humanos apresentarem-se intrinsecamente motivados, essa
relação indivíduo e atividade é diferente em cada situação.
Uma pessoa pode ser motivada para uma atividade como a natação e para o futebol
não.
Essa motivação pode gerar duas interpretações: uma baseada no interesse pela
atividade e outra pelo prazer que a atividade proporciona.
Os ambientes onde ocorre a prática das atividades, se bem organizados e planejados,
podem ajudar na motivação intrínseca, caso o contrário a motivação pode diminuir.
E as atividades precisam manter-se interessantes intrinsecamente.
Consiste na preparação das pessoas para que se adaptem a um ócio dirigido ao
entretenimento, à diversão ou a trazer sentido ao passar dos dias, e que procurem o
acesso a experiências de ócio que os imergem em processos de melhoria e de
crescimento pessoal.
As pessoas quando motivadas são movidas pelo divertimento e prazer associado à
realização de uma determinada atividade, em detrimento das recompensas ou
pressões, externas para realizar a mesma atividade, constituindo assim uma forma de
motivação mais autónoma.
Motivos resulta:
0 prazer de fazer uma atividade associado à realização e satisfação.
O prazer de estar em um grupo social, com manifestações de respeito,
cumplicidade e reconhecimento social.
Desejo de se tornar importantes, principalmente, nesta fase da vida.
Existem algumas estratégias que estabelecem o desenvolver da sensação de
competência, a autonomia:
 Promover metas orientadas ao processo: centrar-se em fazê-lo bem e esquecer de
como os outros fazem;
 Estabelecer objetivos de dificuldade moderada: pouco a pouco devemos melhorar a
coordenação desse movimento;
 Possibilitar a eleição de atividades: para envolver o praticante no processo, é
importante estimulá-lo a tomar decisões, o que pode aumentar a perceção de sua
autonomia;
 Explicar o propósito da atividade: quando o propósito da atividade é estabelecido e
explicado claramente, é mais provável que se desenvolva uma perceção positiva da
atividade e uma sensação de autonomia;
3.3. Satisfação
O papel importante da liberdade percebida e a motivação intrínseca são fatores
determinantes, são um elemento que dá sentido e atribui ao ócio a sua verdadeira
razão de ser: a satisfação que promove.
É o primeiro e mais básico dos benefícios que pode obter-se do ócio.
Trata-se de uma sensação subjetiva de alegria, bem-estar e felicidade que é atribuída
e entendida normalmente como resultado da ação de ócio realizada.
A satisfação de que falamos é experimentada pela capacidade que o ócio tem em
resposta a necessidades inatas que o ser humano tem, mudar, crescer, melhorar e
superar.
O ócio imprime sentido à vida através da sua capacidade de nos fazer sentir vivos,
pessoas de valor, em estado de progresso permanente.
A liberdade percebida e a motivação intrínseca como elementos fundamentais da
experiência subjetiva de ócio é insuficiente para lidar com o fenómeno em toda a sua
magnitude, pois evidencia um dos seus principais impactos.
Os benefícios que as pessoas percebem como resultado do ócio são diferentes
dependendo se o ócio de que gostam é mais ou menos valioso do ponto de vista do
desenvolvimento humano.
As pessoas que desenvolveram formas valiosas de ócio percebem, melhor que os
outros, os benefícios associados com a sensação de competência, o enriquecimento
pessoal e o reconhecimento social.
Para aqueles que não desenvolveram formas de ócio valiosas, os benefícios de ócio
emergem do valor instrumental concedido à ação, de tal maneira que torna o ócio
em instrumento para enfrentar ou ultrapassar os acontecimentos vitais de diferente
índole (normatizados ou não) que podem desencadear situações de deterioração da
saúde física e psicológica, especificamente relacionados a esses períodos do ciclo de
vida.
A satisfação com a vida é um desejo em qualquer sociedade e em qualquer momento
do ciclo de vida, incluindo a velhice.
O envelhecimento bem-sucedido, com satisfação de vida pode ser encarado como
uma competência adaptativa, ou seja, uma capacidade desenvolvida para responder
com resiliência aos obstáculos impostos.
A satisfação com a vida como um sentimento de felicidade, contentamento e
preenchimento, que as pessoas idosas experimentam quando conseguem adaptar-se
de forma satisfatória às alterações provocadas pelo envelhecimento.
Segundo esta autora, a satisfação com a vida é a chave para o envelhecimento bem
sucedido e reflecte os níveis da qualidade de vida das pessoas idosas.
4. Contacto com o ambiente externo à Instituição
O envelhecimento é um processo lento, progressivo e inevitável, caracterizado pela
diminuição da atividade fisiológica e de adaptação ao meio externo acumulando-se
processos patológicos com o passar dos anos.
O impacto causado por esse processo tende a ir alterando os hábitos de vida e as
rotinas diárias do idoso e de seus familiares.
As atividades externas à instituição potenciam uma velhice ótima, já que ao participar
muitos destes comportamentos são ativados.
Algumas situações a considerar pela instituição:
• Estabelecer acordos/parcerias com organizações da comunidade, públicas ou
privadas, que permitam a participação dos utentes em atividades várias de acordo com
as suas preferências;
• Promover o acompanhamento dos idosos sempre que pretendam sair e não
tenham capacidade de o fazer sozinhos, através de funcionários ou de voluntários da
comunidade, devidamente enquadrados na equipa técnica;
• Proporcionar a abertura do Lar a grupos da comunidade que queiram conviver
com os idosos, nomeadamente, crianças e jovens, de forma a permitir a troca de
experiências;
Algumas situações a considerar pela instituição:
• Promover relações de vizinhança, nomeadamente, com outros idosos que ainda
se mantêm nas suas casas;
• Disponibilizar espaços à comunidade para exposições de pintura, fotografia,
artesanato ou outras atividades compatíveis com as quotidianas;
• Proporcionar mudanças de ambiente aos seus utentes, nomeadamente, através
da organização de passeios, colónias de férias, intercâmbio com outros lares de outras
regiões;
• Promover a informação e a comunicação com o exterior através dos diferentes
meios de comunicação e da internet.
4.1. A institucionalização
A institucionalização é entendida como um duplo processo.
Por um lado, como recurso a serviços sociais de internamento de idosos em lares,
casas de repouso e afins, onde recebe assistência.
Por outro, como vivência de perda, simbolizada pela presença de estados depressivos,
significando uma das formas como o idoso sente e vive o ambiente institucional.
O idoso institucionalizado vê com nostalgia a perda de uma vida ativa, onde até certo
ponto podia ser o senhor do seu mundo e das suas ações.
Recorda ainda, com tristeza, um tempo desenrolado entre os laços familiares e
comunitários, agora longínquos.
Uma vez institucionalizado o idoso, deve-se procurar evitar fatores negativos inerentes
a todo o processo, a despersonalização (pouca privacidade), a desinserção familiar e
comunitária, o tratamento massificado, a vida monótona e rotineira que trata todos os
idosos de igual forma, sem ter em conta as diferenças de cada idoso.
Corresponde a um sistema rígido o qual pode conduzir a uma autêntica carência de
liberdade do idoso. A institucionalização da pessoa idosa representa “… uma mudança
significativa no seu padrão de vida e uma rutura com o meio com o qual se identifica e
para o qual deu o contributo mais ou menos válido.
Cabe à instituição acolhedora do idoso de criar meios facilitadores para a sua
integração, não atendendo unicamente ao seu valor social, mas sim, a um conjunto de
fatores.
Deve ser prestado um acolhimento e encaminhamento personalizados, que passam
por uma informação adequada sobre o funcionamento da instituição, os seus direitos e
deveres, e ainda, por uma disponibilidade para ajudar a solucionar os seus problemas.
A instituição não deve dar primazia só às necessidades fisiológicas, como alimentação,
vestuário, alojamento, cuidados de saúde e higiene, mas também atendendo à
especificidade, à experiência, à vivência de cada indivíduo idoso.
“O que eu mais gosto de fazer é de cantar, vivo sempre a cantar pelo lar, a caminhar no
exterior do lar que tem muito espaço e faz-me sentir bem”.
O idoso encara, nestas circunstâncias, uma realidade completamente nova e, por vezes,
assustadora, com a qual nem sempre consegue estabelecer uma relação equilibrada e
tranquila”.
Quando o mundo começa a ver-se reduzido ao que se passa na instituição, que é
sobretudo as rotinas que envolvem a realização das atividades básicas de vida diária,
dá-se um isolamento que é consequência da dissolução dos laços sociais, especialmente
se o idoso não tem família e/ou perde contacto com pessoas que haviam sido das suas
referências no passado.
As pessoas idosas pelo facto de não desenvolverem atividades no espaço interior e
exterior do lar veem a sua autonomia e independência diminuídas, tornando-se muito
apáticos e passivos.
A maior ou menor facilidade de integração e aceitação da realidade institucional
depende, em grande medida, do tipo de normas que regulam o funcionamento da
instituição e do grau de abertura que esta tem em relação ao espaço exterior.
A preservação e a potencialização das capacidades individuais tornam-se
fundamentais para a continuidade e bem-estar do idoso, por forma a evitar
interações insatisfatórias e experiências de frustração intolerável.
Evitar o fechamento destas instituições ao mundo exterior é crucial porque estes
idosos ficaram privados da sua casa e dos lugares que habitualmente frequentavam e
que para eles estavam carregados de lembranças sobre os acontecimentos mais
significativos das suas vidas e das dos seus familiares.
A barreira interposta entre o idoso e o mundo exterior é a primeira amputação sofrida
pela sua personalidade, e começa desde logo na admissão quando o idoso tem de
abdicar de alguns bens e objetos pessoais que lhe proporcionam conforto e que podem
contribuir para que ele mantenha a sua identidade.
O idoso que tenha projetos idealizados para o seu futuro encontra sem dúvida,
barreiras impeditivas da sua realização pessoal.
Estas normas rígidas levam a que o idoso deixe de ter motivação para planear por si
próprio a sua vida.
 As instituições para idosos precisam tomar conhecimento, conscientizar-se da importância de todas
as áreas que trabalham o envelhecimento e vê-las como necessárias e importantes.
 Precisam de vida, dinamismo, a partir da energia que venha da vontade do fazer, tanto do residente
quanto do profissional.
 Para que isso seja viabilizado, elas têm de investir na qualificação de todos os funcionários,
voluntários e diretores.
 Um dos maiores desafios do cuidado multidisciplinar à pessoa idosa é propiciar que múltiplas áreas
do saber ajam conjuntamente para um bem comum, ou seja, atender a pessoa idosa nas suas
particularidades, tendo um olhar multidimensional e buscando prevenir agravos.
 O grau de dependência de um idoso vai nortear os cuidados recebidos.
 Os idosos demandadores de mais cuidados são normalmente acompanhados 24 horas por dia, o que
já não acontece com os independentes. Estes normalmente são vistos pela equipe de enfermagem
nos momentos de medicação.
5. Participação nas atividades planeadas pela Instituição

A educação social tem como principal objetivo a integração total do indivíduo.


A identidade do educador social é marcada pelo seu saber multidimensional.
O direito à integração social é, antes de mais, o direito à cidadania enquanto condição indispensável de
uma realização humana.
Tomando em consideração esta conceção, importa que os educadores sociais criem e apoiem as
condições que levam a uma cidadania plena, devendo, por isso, estar capacitado para a fundamentação e
a elaboração de projetos de intervenção pedagógica promotores da qualidade de vida dos indivíduos.
Para dinamizar atividades, o animador deve ser conhecedor de técnicas e de processos que lhe
permitam optar por diferentes estratégias, tendo em conta o contexto, a cultura e os interesses e
necessidades das pessoas idosas com quem trabalha.
Para tal necessita de estar em constante aprendizagem e atualização, mas também fazer o
levantamento sobre as necessidades dos clientes, as potencialidades culturais do contexto e os
recursos envolventes.
Neste sentido o educador social é um investigador, que parte da realidade social envolvente, para,
conjuntamente com os idosos, construir um plano de ação.
A animação sociocultural deve aparecer na vida do idoso institucionalizado não apenas como um
meio de ocupação do tempo livre, mas como o principal garante de um envelhecimento ativo.
A animação para idosos como “um conjunto de passos que está a facilitar o acesso a uma vida mais
ativa e mais criadora, à melhoria nas relações e comunicação com os outros, para uma melhor
participação na vida da comunidade”.
5.1. Adequação das atividades de animação
A estratégia de ação que o animador pretende desenvolver, terá sempre de se adequar à situação e
nunca o inverso.
As atividades de animação, apenas farão sentido se forem realizadas em função das características e
necessidades dos idosos a quem se dirigem.
Esta concetualização pressupões que os técnicos assumam a multiplicidade de funções e saberes que
caracterizam o perfil do educador social.
A ideia de envolver e de despertar a curiosidade dos mais velhos para universos culturais e
artísticos diferentes dos seus orientava este programa de ação.
Procurava-se fomentar nos idosos a vontade de aprender e aproveitar os momentos que as
atividades proporcionam.
As atividades de animação são importantes para os idosos porque com o envelhecimento existe
uma progressiva diminuição das capacidades físicas e mentais que vão alterando os hábitos e
rotinas diárias dos idosos, fomentando a inatividade, diminuindo a autoestima e contribuindo para
a solidão e o isolamento social.
Apresenta-se algumas sugestões, baseadas em minha prática e em pesquisas, que
podem ser úteis quando da realização de encontros grupais de idosos:
1) Em relação ao local de realização dos encontros
• O ambiente não deve oferecer riscos de acidentes aos participantes. Devem ser
evitadas características físicas do local como: colunas centrais, degraus, pisos
escorregadios e/ou desnivelados, janelas e portas que ofereçam riscos, tapetes e
passadeiras, quadros e objetos pontiagudos;
• O local deve proporcionar privacidade, boa ventilação, segurança, limpeza, conforto e
ausência de ruídos desagradáveis.
Apresenta-se algumas sugestões, baseadas em minha prática e em pesquisas, que
podem ser úteis quando da realização de encontros grupais de idosos:
2) Em relação ao facilitador
• Lembrar aos participantes que, em todos os encontros, se desejarem, podem sentar-
se em cadeiras, em qualquer fase das dinâmicas, e devem comunicar ao facilitador
algum mal-estar que por acaso venham a sentir;
• Caso algum participante saia da dinâmica e procure uma cadeira para sentar, o
facilitador deve se encaminhar até ele e perguntar se está tudo bem, se precisa de
alguma coisa e, se necessário, tomar alguma providência.
Bibliografia

 DUMAZEDIER, J. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspetiva, 1973.


 Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspetiva, 1976.
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