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Universidade Púnguè

Tema: A Pedagogia do Sucesso e das Competências e a Pedagogia do Ensino Diferenciado.

=Licenciatura em Ciências de Educação=

Estudantes:
Jamal dos Anjos Xavier
Docente:
 MSc: Calton Mahoche
Manuel Marcelino

Victória Francisco Matola

Chimoio, 2023
Introdução
A Pedagogia é a ciência que tem como objecto de estudo a educação, o processo de ensino e a aprendizagem.
O sujeito é o ser humano como educando, mais normalmente entendida como a abordagem do ensino é a teoria
e prática da aprendizagem e como esse processo influencia e é influenciado pelo desenvolvimento social,
político e psicológico dos alunos.
Na visão de Libâneo (2002), a Pedagogia ocupa-se de processos educativos, métodos, maneiras de ensinar,
tendo seu significado amplo, onde seus conhecimentos sobre a problemática direcionam para objectivos
sociopolíticos a partir dos quais se estabelecem formas organizativa e metodológicas da ação educativa.
Fundamentação Teórica
Modelo Pedagógico de Bloom
Considerando os aspectos cognitivos, emocionais e psicomotores da aprendizagem, bem como sua influência
sobre o processo educacional e modo de auxiliar os professores na prática de ensinar, em 1956, Bloom
apresentou seu modelo educacional no trabalho intitulado “Taxonomia de objectivos educacionais – Manual 1:
domínio cognitivo”. (Bloom, 1979).

Objectivo do modelo de Bloom


O modelo de Bloom serve para definir os objectivos da aprendizagem e planejar as aulas com base nessa
identificação, respeitando a hierarquia dos objectivos educacionais. É uma classificação dos domínios de
aprendizagem a partir de uma listagem das habilidades e dos processos envolvidos nas actividades
educacionais, estabelecendo critérios avaliativos. Tem como premissa a ideia de que após uma actividade
escolar os alunos adquiriram novos conhecimentos e novas habilidades, alcançando o objectivo principal do
processo de ensino e aprendizagem .
Cont.

O modelo educacional de Bloom permite identificar o nível de desempenho de cada aluno, com base
na classificação dos objectivos educacionais, do mais simples ao mais complexo. Isso ajuda o professor a
planejar seu trabalho de modo a atender as necessidades de aprendizagem de cada aluno, que devem ter
assimilado de forma concreta um conhecimento antes de passar para o próximo nível. (Bloom, 1979).

Quais seus objectivos educacionais?


Modelo de Bloom propõe que os educadores devem proporcionar aos alunos três objectivos principais,
classificados a partir dos domínios: cognitivo, afectivo e psicomotor. Cada domínio requer habilidades
específicas, dando a devida importância para cada um, pois juntos possibilitam a aprendizagem de modo
concreto, mas é preciso considerar a hierarquia. (Ibidem, p. 47).
Cont.
Modelo Pedagógico de Carroll
O trabalho de pesquisa de John Carrol, “tem em mente princípios bem estabelecidos de psicologia
educacional, formulou um ‘modelo de aprendizagem esco­lar’ [...] que contem as características básicas de
aprendizagem que permitem analisar situa­ções de ensino boas e más” (Carroll, 1971, p. 30). Esse trabalho
inspirou o desenvolvi­mento de um modelo de avaliação por objectivos, combinando três modalidades de
avaliação: a diagnóstica, a formativa e a sumativa. Como explicitado por Bloom (1979, p. 50), o modelo
proposto por Carroll indica que:

[...] se todos os estudantes são normalmente distribuídos com respeito à aptidão, mas o tipo e a
qualidade de instrução e o tempo de aprendizagem proporcionados são apropriados para as
características e necessidades de cada aprendiz, a maioria dos estudantes atingirá o domínio da
matéria.
Cont.

A institucionalização de sistema de competências


A institucionalização é a influência sobre indivíduos onde as instituições exercem este controle, segundo
Colyvas e Powell (2006) a institucionalização é impulsionada pela dinâmica de auto reforço e da
legitimidade aumentada e melhorada e as instituições são composições de elementos de natureza regulativa,
normativa e cognitiva cultural que juntamente com as actividades associadas e recursos proporcionam
estabilidade, significado e ordem social (Scott 2008).
Materialização e deslocamento conceitual
O conceito de competência seria nitidamente um mecanismo ideológico construtor e contribuinte para o
avanço de uma cultura neoliberal. Reconhecendo a multiplicidade de espaços económicos, culturais e/ou
educativos nos quais o conceito de competência materializa-se como novo protagonista das relações entre as
classes e entre os indivíduos, a autora, utilizando a categoria ‘educação profissional’ como mediação para o
entendimento da “nova” função económica da educação no contexto actual, chega a conclusões que
explicitam o carácter adaptativo do conceito de competência no que se refere à assunção do conceito de
competência como norteador das reformas educacionais e dos projectos de formação é um movimento de
deslocamento conceitual, coerente com o novo momento da produção capitalista.
Cont.

Pedagogia do Ensino Diferenciado

Diferenciação
Segundo Tomlinson e Allan (2002) diferenciação é a maior atenção dada às necessidades de aprendizagem
de um aluno, ou de um pequeno grupo, ao invés de seguir o modelo mais típico de ensinar toda a turma
como se todos tivessem características iguais.

Diferenciação pedagógica

Segundo Tomlinson e Allan (2002), a diferenciação pedagógica é uma forma de resposta pró-ativa do
professor face às necessidades de cada criança, ou seja, à prestação de atenção às necessidades de
aprendizagem de uma criança em particular o de um grupo de crianças, em vez de utilizar o modelo mais
típico de ensino, que supõe ensinar todas as crianças como se tivessem características semelhantes.
Cont.
Para Tomlinson, (2008), uma sala com ensino diferenciado proporciona diferentes formas de aprender,
processar ou entender diferentes ideias e desenvolver soluções, de modo a que cada aluno possa ter uma
aprendizagem eficaz.

Segundo Cadima (2006), a diferenciação pedagógica permite ao docente partir do que cada criança já sabe,
entendendo a diferenciação pedagógica como um conjunto de estratégias que permitem gerir as diferenças de
um grupo, mas no seio do próprio grupo.

 É o que permite partir das capacidades de cada membro desse grupo tem;

 É criar uma estrutura para essa dinâmica;

 É criar condições de partilha do que cada um tem e do que cada um sabe.


Cont.
Razões para a diferenciação
Cada aluno tem pontos fortes, necessidades, interesses, estilos e ritmos de aprendizagem diferentes: o objectivo de
uma sala de aula onde existe diferenciação pedagógica é o crescimento máximo do aluno e o seu sucesso individual;

Segundo Resendes & Soares (2002) os alunos aprendem melhor quando o professor tem em conta a individualidade de
cada criança e toma em consideração as suas características.

De acordo com Cadima (2006), os problemas sociais, as diferentes sensibilidades, os problemas de comportamento, o
défice de atenção e diferentes interesses coexistem na mesma turma, pelo que só a pedagogia diferenciada poderá dar
uma resposta a todos e a cada um.

Segundo Sanches (2005), é muito importante que os alunos que apresentam estas características não sejam dissociados
do resto da turma, mas que aprendam no seio dela:

 Todas as medidas implementadas a nível do sistema ou da sala de aula, têm servido para legitimar a
uniformidade do sistema no sentido de cumprir os seus objectivos que, embora diferentes de época para
época, discriminam negativamente os seus públicos, de acordo com os respectivos objectivos.
Cont.
Características de um ensino diferenciado
 O ensino diferenciado não é apenas o ensino individualizado;
 O ensino diferenciado não é caótico;
 O ensino diferenciado não é apenas outra forma de conseguir grupos homogéneos;
 O ensino diferenciado é proativo;
 O ensino diferenciado é mais qualitativo que quantitativo;
 O ensino diferenciado baseia-se numa avaliação formativa e não sumativa;
 O ensino diferenciado recorre a múltiplas abordagens ao conteúdo, processo e produto;
 O ensino diferenciado é centrado no aluno;
 O ensino diferenciado é uma mistura de ensino para grupo-turma, para pequeno grupo e ensino
individualizado;
 O ensino diferenciado é “orgânico”.
Cont.
Princípios que Orientam a Diferenciação Pedagógica
Segundo (Tomilinson e All 2002; Correia, 2013), a diferenciação pedagógica orienta-se em quatro categorias:

 A flexibilização do processo pedagógico: que se caracteriza pela docilidade do processo de intervenção


pedagógica que aí corre;

 A avaliação formativa das aprendizagens: geradoras de conhecimentos e competências, que têm um


papel preponderante no ensino inclusivo;

 A organização flexível dos grupos na realização das actividades escolares: que conduz os alunos a
aceder a uma variedade de oportunidades de aprendizagens e propostas de trabalho;

 A valorização dos estilos de aprendizagens: que propiciam o rendimento escolar.


Cont.

Níveis de Diferenciação Pedagógica


 A diferenciação pedagógica ocorre em três níveis de decisão: macro, meso e micro (Sousa, 2010).

Tipos de Diferenciação Pedagógica


Segundo Santos (2009), existem três tipos de diferenciação pedagógica: a diferenciação institucional, a
diferenciação pedagógica interna e a diferenciação pedagógica externa.

A individualização como uma prática para lidar com as diferenças


O percurso de aprendizagem faz-se sempre do mais simples para o mais complexo, seguindo um percurso
igual para todos. Contudo, é inevitável reconhecer que nem todos os alunos aprendem com mestria os
mesmos assuntos e ao mesmo tempo. (Jorge, 2007).
Conclusão
 A Pedagogia é fundamental na caracterização do trabalho dos professores, que é a prática pedagógica que
contribui para os Sucesso Escolar dos alunos.

 Outo sim, da análise feita pode-se afirmar e concluir que a diferenciação pedagógica não é mais uma
proposta a introduzir nas práticas escolares, mas antes um imperativo incontornável na sala de aula.
Utilizar uma variedade de estratégias de ensino, adaptando as aulas às necessidades e especificidades dos
alunos, valorizando os trabalhos individuais e em pares, aumenta o rendimento escolar.
OBRIGADO PELA ATENÇÃO DISPENSADA
O NOSSO MAITABASSA

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