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Evolução e Anatomia das Angiospermas

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Angiospermas

Prof. Dr. João Garcia


Evolução das Angiospermas
Reconstituição, com base em flores fósseis, da flor
Amborella trichopoda, que existiu há 80 milhões de
anos. As características observadas nessa espécie
dão uma ideia de como podem ter sido as primeiras
angiospermas: flores pouco atrativas, tamanho
reduzido, grande quantidade de estruturas
reprodutivas entre outras.
Adaptação das sementes: Glioxissomos
GLIOXISSOMOS: Organelas que convertem
gordura armazenada nas sementes em
carboidratos para o crescimento do vegetal

Glioxissomos
EVOLUÇÃO DAS ANGIOSPERMAS

Amborella
Ancestral comum das
angiospermas
Lilios aquatícos

Carpelo, endosperma,
Elementos do
sementes nos frutos,
vaso traqueídeos Estrela de anis
gametófito reduzido, transicional
Dupla fecundação,
flores. Elementos
do vaso Magnoliids

Carpelo marginal 1 cotilédone


fundido por conexão
do tecido Monocotiledôneas

Sépalas e pétalas
de flore em dois
espirais Polen com 3 Eudicotiledôneas
sulcos
Monocotiledôneas Eudicotiledôneas
Monocotiledôneas Eudicotiledôneas

Raiz fasciculada Raiz pivotante


Monocotiledôneas Eudicotiledôneas

Folha com nervura Folha com nervura em


paralela vários padrões
Monocotiledôneas Eudicotiledôneas

Feixes vasculares dispersos Feixes vasculares formando anéis


Monocotiledôneas Eudicotiledôneas

Flores trímeras (múltiplos de 3) Flores tetra-pentâmeras (múltiplos de 4 ou 5)


Anatomia das flores
ANATOMIA DE UMA FLOR PERFEITA

Uma flor perfeita contém tanto a


estrutura masculina (androceu)
como a feminina (gineceu)
ANATOMIA DE UMA FLOR
SÉPALAS: geralmente são
verdes e protegem a flor
imatura, envolvendo-a e
formando o botão floral.
O conjunto de sépalas se
chama cálice

Sépala

Receptáculo
Pedúnculo
ANATOMIA DE UMA FLOR
PÉTALAS: Normalmente
coloridas e delgadas.
Pétala Auxiliam na atração dos
polinizadores. O seu
conjunto é chamado de
corola
ANATOMIA DE UMA FLOR Microsporângios contendo
ESTAMES: fazem parte do
grãos de pólen
androceu (masculino).
Microsporófilo que contém
microsporângios
responsáveis por produzir Antera
os micrósporos (pólen) Filete
ANATOMIA DE UMA FLOR
CARPELO: fazem parte do
gineceu (feminino).
Megasporófilo que contém
Estigma óvulos. Quando fundidos
recebem o nome de pistilo.

Ovário
Óvulo
Inflorescências (conjunto de flores)

Girassol (Helianthus annus)


Inflorescências (conjunto de flores)

Margarida (Leucanthemum vulgare)


Inflorescências (conjunto de flores)

Abacaxi (Ananas comosus)


Reprodução das Angiospermas
Representação
esquemática da formação
de ovários por
dobramento e fusão
evolutivos do primitivo
megasporófilo.
Representação
esquemática do
desenvolvimento do
óvulo em angiosperma.
Representação esquemática da dupla
fecundação em angiospermas. O tubo
polínico penetra em uma das sinérgides e
lança em seu interior os dois núcleos
espermáticos. Um deles passa para a
oosfera ao lado da sinérgide e o outro sai
da sinérgide para a célula central. Em
seguida, as duas sinérgides degeneram
Representação esquemática do ciclo de
vida de uma angiosperma.
Reprodução das angiospermas
Polinização
Polinização
Flores polinizadas por besouros geralmente tem cores pouco vistosas e odor forte
Polinização
Flores polinizadas por morcegos produzem muito néctar, tem cores pouco vistosas e odor forte
Polinização
Flores polinizadas por beija-flor produzem muito néctar, são avermelhadas e sem odor
Polinização
Algumas orquídeas se assemelham a fêmeas de vespas para atrair os machos

Flor da orquídea ao lado da vespa fêmea


(Dasyscolia ciliata)
Orquídea (Ophrys speculum)
Morfologia e tecidos vegetais
Desenvolvimento
embrionário
Célula basal do suspensor

Cotilédones
Cotilédones Meristema
apical da raiz
Protoderme Protoderme

Meristema Protoderme
apical do caule
Procâmbio
Procâmbio
Meristema Meristema
fundamental fundamental
Zigoto Meristema apical
da raiz
suspensor

Célula basal Endosperma


do suspensor

Meristema
Desenvolvimento embrionário de apical do
uma eudicotiledônea caule
Tecidos de revestimento

Epiderme: Camada celular mais externa do corpo das plantas. É


encontrado em folhas, caule, flores, frutos, sementes e
raízes.
Cutícula: Camada externa da epiderme composta de cutina que reduz
a perda de água do vegetal para o ambiente.
Estômatos: Poros que permitem a entrada e saída de água e gases na
folha vegetal. Elas podem abrir ou fechar com auxílio das
células-guarda.
Tricomas: Pêlos encontrados na epiderme dos vegetais. Ajudam na
absorção de nutrientes.
Tecidos de
revestimento

Periderme: Substitui a epiderme nos órgãos com crescimento secundário


(crescer para os lados) como caule e raiz. Classificada em:
• Súber: Tecido morto na maturidade e impermeável a água. O
súber pode conter Lenticelas que são locais onde as células do
súber são arredondadas e frouxas permitindo trocas gasosas.
• Felogênio: ou câmbio da casca, possui atividade meristemática,
secretando súber e armazenando nutrientes.
• Feloderme: Tecido de preenchimento e armazenamento
podendo promover também a aeração dos tecidos internos.
Casca Súber
Felogênio
Feloderme
Tecido de
preenchimento

Parênquima: É o mais comum dos tecidos fundamentais. Formado


por células de tamanhos variados. São células pouco
especializadas podendo se diferenciar. O parênquima é
encontrado na medula e córtex de raízes e caules, no
mesófilo de folhas, no endosperma de sementes, etc.
• Aerênquima: Auxilia na flutuação e trocas gasosas.
• Colênquima: Possui cloroplastos.
Tecidos de
sustentação

Colênquima: Formado por células vivas, alongadas cujas paredes são


reforçadas por celulose.
Esclerênquima: Células que morreram em razão do seu processo de
maturação. Elas estão repletas de lignina que lhes
conferem muita resistência. Elas podem ser de dois tipos:
• Fibras: Presentes em caule, folha, fruto e semente.
Responsável pelo revestimento de frutos e sementes duras.
• Esclereídes: tem forma variada, geralmente ramificada e se
agrupam com células do parênquima.
Esclereíde (corada de vermelho) em
pera (Pyrus sp). Essas células dão o
aspecto arenoso característico deste
fruto
Colênquima (branco) em caule de
urtiga (Urtiga dioica). O colênquima é
um tipo de parênquima clorofilado
com função de sustentação e
fotossíntese.
Tecidos vasculares

Xilema: Também chamado de lenho. Responsável pelo transporte de


água e sais. Formado por:
• Traqueídes: Estrutura alongada e com pontoações
(furos). Presentes em angiospermas, gimnospermas e
pteridófitas.
• Elementos de vaso: Estrutura pouco alongada com
pontoações e placas de perfuração. São exclusivas das
angiospermas.
Traqueíde Elemento
do vaso

Placa de
perfuração

Pontoações
Pontoações
Tecidos vasculares

Floema: Responsável pelo transporte de substâncias orgânicas.


Apresentam grande número de poros. Na maturação
perdem núcleo, ribossomos restando citoplasma e
retículo. Elas são nutridas por células albuminosas ou
células companheiras. O floema é formado por:
• Célula crivada: Encontrada em gimnospermas e
angiospermas.
• Elementos de tubo crivado: Presente apenas nas
angiospermas.
Citoplasma Vacúolo

Núcleo

Célula
companheira

Elemento de
tubo crivado

Áreas crivadas

Parede
transversal
Áreas crivadas
ÓRGÃOS VEGETATIVOS:
RAIZ
Morfologia da raiz

Zona de maturação: onde os tecidos completam sua maturação e


são formados os pelos radiculares
Zona de alongamento: Local onde as células sofrem alongamento e
onde há aumento no comprimento da raiz.
Zona meristemática: abrange o meristema apical da raiz, onde há
intensa divisão celular.
Coifa: Massa de células de parênquima cuja função é proteção do
meristema a medida que a raiz penetra o solo.
Córtex
Epiderme

Endoderme
Xilema Periciclo

Floema
Pelos
Zona de Xilema
absorventes
maturação
celular

Cilindro
vascular
Córtex Pelo absorvente

Zona de Epiderme
multiplicação
celular
Córtex
Epiderme
Meristema
fundamental Procâmbio

Protoderme

Pelos
Zona de
absorventes
maturação
celular
Coifa

Meristema
subapical

Zona de
multiplicação
celular
Tipos de raízes

Raiz fasciculada: A raiz primária é substituída por numerosas raízes


finas. Presente em monocotiledôneas.
Raiz pivotante: A raiz primária é mantida e pode ter crescimento
lateral. Maior capacidade de penetração no solo.
Presente em gimnospermas e eudicotiledôneas.
Tipos de raízes

Raiz subterrânea: Crescem por debaixo da terra. Algumas armazenam


nutrientes e são chamadas de tuberosas.
Raiz aquática: Se formam em plantas aquáticas. Algumas podem se fixar ao
substrato lodoso e outras podem flutuar graças ao aerênquima.
Raiz aérea: Se originam do caule e ficam expostas ao ar. Ajudam na
sustentação da planta.
• Raiz grampiforme: São raízes aéreas presentes em plantas
epífitas que ajudam a fixação em um suporte.
• Raiz sugadora: Ou haustórios, são um tipo de raiz encontrada
em plantas parasitas. Elas absorvem água e nutrientes de outras
plantas.
Raízes subterrâneas

Batata doce Mandioca Cenoura


(Ipomoeas batatas) (Manihot suculenta) (Daucus carota)
Raízes aquáticas

Aguapé
(Eichornia crassipes)

Vitória-régia
(Victoria amazonica)
Raízes aéreas

Pandanus
(Pandanus baninensis)
Raízes aéreas

Haustórios ou raízes sugadoras são um


tipo de raiz aérea encontrada em plantas
parasitas. Elas penetram no tecido da
planta hospedeira e absorvem água e
Raflésia nutrientes como na raiz de cipó-de-
(Rafflesia arnoldii) chumbo (Cuscuta sp).
Raízes aéreas

Raízes grampiformes são raízes aéreas


encontradas em plantas epífitas como as
orquídeas. Elas fixam o vegetal no
suporte que pode ou não ser uma planta.
Orquídeas
ÓRGÃOS VEGETATIVOS:
CAULE
Estrutura do caule

Função do caule: Sustentar folhas e transportar nutrientes entre folhas e


raízes. Geralmente crescem acima do solo e crescem
verticalmente salvo algumas exceções:
Primórdios foliares: Células que se multiplicam e formam as folhas.
Nós: Locais onde as folhas se inserem no caule.
Entrenós: Espaço entre dois nós vizinhos.
Fitômero: Conjunto formado por um nó e seus primórdios foliares e o
entrenó adjacente
Gema axilar: Células que costumam ficar em dormência podendo entrar
em atividade e produzir novos ramos laterais.
Primórdios foliares

Meristema apical

Gemas axilares

Folha

Entrenó Fitômero

Gema
axilar
Estrutura do caule

Estolho: ou estolão, é um tipo de caule que cresce horizontalmente


sobre o solo como ocorre na grama e no morangueiro.
Rizomas: são caules subterrâneos como ocorrem em bananeira e
bambu.
Tubérculos: são um tipo de rizoma que armazena nutriente como
ocorre na batata-inglesa.
Morango
(Fragraria ananassa)

Estolho
Grama
(Paspalum notatum) Estolho
Limbo

Frutos
Pseudocaule

Coração

Banana Rizoma
(Musa paradisiaca)

Raizes
adventícias
Rizoma

Bambu
(Dendrocalamus asper)
Batata-inglesa
(Solanum tuberosum)

Tubérculo
Fruto
Flores
(cápsula)
(inflorescência)

Escapo
floral
Sementes

Folhas

Cebola
(Allium cepa)
Bulbo

Raizes
TIPOS DE CAULE

COLMO ESTIPE TRONCO HASTE


ÓRGÃOS VEGETATIVOS:
FOLHA
Estrutura da folha

Folha: Se desenvolve a partir dos primórdios foliares e não tem


crescimento secundário. Seus tecidos formam uma
estrutura adaptada à captação de luz.
Limbo: Parte mais larga e expandida da folha, responsável pela
fotossíntese.
Pecíolo: Sustenta a folha e a fixa no caule.
Cutícula: Película semi-permeável que proteje a folha contra
dessecação.
Mesófilo: Células do limbo responsáveis pela fotossíntese.
Também chamadas de clorênquima.
ANATOMIA DE UMA FOLHA
ANATOMIA DA FOLHA
Tipos de folhas

Folha simples: O limbo não é dividido em partes distintas


Folha composta: O limbo é dividido em folíolos.
Folha paralelinérvea: ou nervação paralela. Folhas com
nervuras paralelas. Comum em monocotiledôneas
Folha peninérvea: ou nervação reticulada. Folhas com
nervuras que formam um padrão ramificado.
Comum em dicotiledôneas.
MODIFICAÇÕES DAS PLANTAS
Caules fotossintéticos:
Cladódios

Palma
(Opuntina ficus)
Caules fotossintéticos:
Filocádios
Os filocádios se assemelham a
folhas. As verdadeiras folhas estão
reduzidas a espinhos

Gilbardeira
(Ruscus aculeatus)
Falsas pétalas: Brácteas
Brácteas (em roxo) são folhas modificadas. A
verdadeira flor é amarelada

Antúrio
Primavera
(Anthurium andraenum)
(Bougainvillea glabra)
Folhas modificadas para armazenamento de água

Tecido contendo células


ricas em água

Babosa
(Aloe vera)
Gavinhas: caules ou folhas modificadas

Gavinha

Uva
(Vitis vinifera)
Espinhos: folhas modificadas

Mandacaru
(Cereus jamacaru)
Acúleos: Epiderme modificada

Acúleo
Roseira
(Rosa sp)
Plantas modificadas: Plantas carnívoras

Planta carnívora
(Dionaea muscipula)
Reprodução a partir da raiz, caule e
folha
Reprodução pela folha
Brotos

Folha-da-fortuna
(Kalanchoe pinnata)
Reprodução pelo caule

Estolho

Morango
(Fragraria sp)
Reprodução pela raiz (enxertia)
Uva
(Vitis vinifera)
Técnica de enxertia
Planta enxertada
(ex. uva)

Porta-enxerto
Sementes
Estrutura da
semente

Testa: Corresponde à casca da semente.


Tegumento: envolve o óvulo e após a fecundação perde água e se
torna resistente.
Endosperma: Tecido nutritivo das sementes.
Cotilédone: Servem de armazenamento de nutrientes, quando o
endosperma é digerido na formação do embrião
Escutelo: cotilédone modificado nas monocotiledôneas. Faz
contato com o embrião.
Embrião: Zigoto fertilizado que irá crescer e se tornar uma nova
planta
Morfologia das sementes
Frutos
Morfologia dos frutos
Tipos de frutos

Frutos deiscentes: abrem-se espontaneamente para liberação das


sementes.
Frutos indeiscentes: Não liberam suas sementes espontaneamente.
Frutos carnosos: Possuem pericarpo suculento.
• Baga: Varias sementes, facilmente separadas do fruto.
• Drupa: Uma semente, endocarpo aderido ao fruto.
Frutos secos: Pericarpo pouco desenvolvido.
FRUTOS SECOS
PSEUDOFRUTOS

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