APH
APH é a sigla para Atendimento Pré-
Hospitalar, que é um atendimento
emergencial realizado fora de um
hospital. Também é conhecido como
socorro pré-hospitalar ou primeiro socorro.
Em toda abordagem de pacientes com
suspeita de trauma ou em situação
ignorada (onde não é possível excluir a
possibilidade de trauma) deve-se Garantir a
segurança do local em primeiro lugar.
O Trauma
• Desafiamos você a refletir sobre a seguinte questão:
“O que é trauma e quais as suas causas?” Trauma é
definido como um evento nocivo que advém da
liberação de formas específicas de energia ou de
barreiras físicas ao fluxo normal de energia (PHTLS,
2007). Essa energia existe em cinco formas físicas,
cuja descrição você acompanha mais adiante:
• Mecânica.
• Química.
• Térmica.
• Irradiação.
• Elétrica.
• O trauma é uma lesão de extensão,
intensidade e gravidade variável, que
pode ser produzido por agentes físicos,
químicos, psíquicos e outros, de forma
acidental ou intencional, instantânea ou
prolongada, em que o poder do agente
agressor supera a resistência encontrada
(FREIRE, 2001; SOUSA et al., 2009).
• A partir da década de 80 houve um crescimento na
taxa de mortalidade por causas externas, as quais
representam a segunda causa de morte no Brasil,
sendo os acidentes e os homicídios os maiores
responsáveis por este evento (OPAS, 2010).
Considerada a terceira causa de morte no mundo,
atrás apenas das doenças cardiovasculares e do
câncer (FUNDAP, 2010), o trauma atinge uma
população jovem e em fase produtiva, tendo como
consequência o sofrimento humano e o prejuízo
financeiro para o Estado, que arca com as despesas
de assistência médica e reabilitação, custos
administrativos, seguros, destruição de bens e
propriedades e, ainda, encargos trabalhistas.
Os primeiros procedimentos em
qualquer emergência visa
manter as funções vitais e evitar
o agravamento de uma vítimas
de acidente, inconsciente ou em
perigo de vida, até que ela
receba assistência qualificada.
Avaliação da Cena
A avaliação da cena também é
importante para que se possam
dimensionar os riscos potenciais
existentes na cena, prevenindo assim
que a pessoa que tem o intuito de
aplicar os primeiros socorros não se
torne mais uma vítima da ocorrência.
É avaliar as condições do local do
acidente e seus arredores e
identificar o que aconteceu, quantas
vítimas envolvidas e que riscos ainda
existem no local. É através dessa
avaliação que você fará a percepção e
controle de riscos adicionais para só
depois poder iniciar algum
procedimento no local ou ainda
avançar para a avaliação da vítima.
Controle de riscos
Depois de identificado as
características do acidente, como o
local e seus riscos adicionais, você
parte para o controle desses riscos
antes de iniciar seus procedimentos
no local. Esses procedimentos,
naturalmente, vão depender do tipo
de acidente e do local desse acidente.
Método mnemônico “XABCDE”
• Colégio Americano de Cirurgiões no
Curso Advanced Life Trauma Support
(ATLS, 2007) aponta didaticamente a
sistematização do atendimento à vítima
de trauma através do XABCDE. Esse
princípio consiste na identificação dos
problemas prioritários e imediato
tratamento desses problemas que
coloquem o paciente (vítima) em risco
iminente de sobrevivência.
X = Hemorragia Graves
eXsanguinantes
• Contenção de hemorragia externa grave, a
abordagem a esta, deve ser antes mesmo do
manejo das vias aérea uma vez que,
epidemiologicamente, apesar da obstrução de vias
aéreas ser responsável pelos óbitos em um curto
período de tempo, o que mais mata no trauma são
as hemorragias graves.
• Ex: Amputação de membro inferior, sangramento
intenso, hemorragia grave, com dissecção de
artéria femoral.
FERIMENTO COM SANGRAMENTO
ATIVO
• Pressione uma gaze/compressa ou pano
limpo sobre o corte. Se ele não for tão
profundo, o sangramento deve parar em
alguns minutos. Em seguida;
• Se houver um pedaço de cristal ou outro
objeto cravado no corte não tente retirá-
lo, pode provocar uma hemorragia maior;
• Em casos de sangramento intenso, uma
boa dica é elevar o membro para reduzir o
fluxo de sangue;
• Jamais coloque álcool, pomadas e outros
produtos sobre o ferimento. Somente lave
com água e sabão;
• Não assopre o ferimento para não
contaminar o local;
Torniquete
• O torniquete é um dispositivo de
compressão usado para controlar o fluxo
sanguíneo arterial e venoso de uma
extremidade por um período de tempo, a
fim de conter hemorragias graves nos
membros inferiores e superiores
(Eilertsen et al., 2020).
• Os torniquetes deverão ser utilizados
como um último recurso e, somente, para
controlar os sangramentos provocados
por ferimentos graves nas extremidades,
quando todos os outros métodos de
controle falharem.
• Lembre-se também que não se deve
aplicar torniquetes sobre áreas de
articulação (cotovelos e joelhos).
• Uma bandagem larga deve ser dobrada até
que fique com aproximadamente 10 cm de
largura. Amarre esta atadura larga, duas
vezes ao redor da extremidade lesada;
• Dê um nó firme na atadura. Coloque um
bastão de madeira ou outro material similar
sobre o nó e amarre novamente com um
segundo nó firme;
• Utilize o bastão de madeira como uma
manivela para rodar e apertar a atadura;
• Aperte o torniquete até o sangramento
cessar. Uma vez controlada a hemorragia,
não rode mais o bastão e mantenha-o firme
no lugar.
A = Via Aérea com Controle da Coluna Cervical
• Para analisar a via aérea alta e a coluna cervical, o
enfermeiro avalia as condições de permeabilidade das
vias aéreas possibilitando a entrada do ar inspirado
para manter a ventilação/oxigenação.
• O socorrista deve avaliar se existe obstrução das vias
aéreas que impedem ou dificulta a respiração do
paciente. Lesões da coluna cervical, fraturas de face,
ruptura da traqueia e laringe, queda da língua,
sangramentos, edemas e outros problemas que
afetem as vias aéreas. Outra avaliação é se o
paciente consegue falar, existe permeabilidade das
vias aéreas.
• Observe que a obstrução das vias aérea se
constitui em frequente causa de óbito nas vítimas
de atendimento de emergência, seja clínico ou
traumático (corpos estranhos, sangue secreções
ou até mesmo a própria língua).
ATENÇÃO, é fundamental que no controle da
coluna cervical você lembre sempre que em toda
vítima de trauma suspeita-se de lesão na medula
espinhal até que tenha sido finalmente excluída
essa possibilidade por meio de exames
radiológicos (PHTLS, 2007).
• A lesão da coluna cervical afeta a
manutenção da respiração, pois o centro
respiratório localiza-se no tronco encefálico
emitindo estímulos para a contração e o
relaxamento dos músculos respiratórios e
também propicia a imobilidade permanente
por falta de reflexos neurológicos nos
membros da vítima. Assim, na avaliação
inicial é imprescindível que avaliemos as vias
aéreas e estabilizemos a coluna cervical
(ATLS, 2007; PHTLS, 2007, PAROLIN, 2001).
Manobra de Chin-Lift e Manobra de Jaw-Thrust
• A Manobra de Chin-Lift, realizada para o
controle de vias aéreas, consiste em
posicionar os dedos de uma das mãos do
examinador sob o mento, que é
suavemente tracionado para cima e para
frente, enquanto o polegar da mesma mão
deprime o lábio inferior, para abrir a
boca; a outra mão do examinador é
posicionada na região frontal para fixar a
cabeça da vítima.
Manobra de Jaw-Thrust
• No caso da Manobra de Jaw-Thrust, que é a
manobra de elevação da mandíbula, o
procedimento consiste na utilização das duas
mãos do examinador, posicionando os dedos
médios e indicadores no ângulo da
mandíbula, projetando-a para frente,
enquanto os polegares deprimem o lábio
inferior, abrindo a boca e permitindo a
pesquisa de corpos estranhos, próteses
dentárias, sangramento, enfim, tudo que
possa obstruir as vias aéreas superiores.
B = Breathing (Respirando)
O ideal é que essa avaliação dure de 3 a 5 segundos. Se
constatar que não há respiração, a respiração é
inadequada (agônica) ou, ainda, se você não tem certeza
sobre a situação, inicie o protocolo de parada
respiratória (PR).
Caso a vítima esteja respirando, realize a avaliação da
qualidade da respiração. Exponha o tórax, faça a
inspeção visual e avalie a qualidade de:
• Profundidade – superficial, normal ou profunda;
• Frequência - lenta, normal ou rápida;
• Esforço - presente ou ausente;
• Bilateralidade - expansão simétrica ou assimétrica.
• Caso não haja boa ventilação e se
encontre corpo estranho local, proceder
com a sua desobstrução. Em outras
hipóteses ou mantendo a má ventilação,
opta-se por uma ventilação assistida,
utilizando-se de máscara com válvula e
balão (BRASIL, 2020).
A máscara não-reinalante é utilizada
principalmente no trauma (quando
a intubação não está indicada); Ela confere
a capacidade de fornecer uma fração
inspirada de oxigênio de até
100% (fluxo de 12-15 L/min),
C = Circulação
• Os sinais que devem ser observados
clinicamente e que fornecem boa
informação sobre o estado circulatório do
paciente são: nível de consciência,
perfusão cutânea e pulso.
• A perfusão capilar com a hipovolemia
causará no paciente uma pele facial
acinzentada e extremidades pálidas,
dificilmente um paciente com a pele
rosada apresentará essa alteração.
• A diferença entre o “X” e o “C” é que o X se
refere a hemorragias externas, grandes
hemorragias. Já o “C” refere-se a
hemorragias internas, onde deve-se
investigar perdas de volume sanguíneo não
visível, analisando osprincipais pontos de
hemorragia interna no trauma (pelve,
abdômen e membros inferiores), avaliando
sinais clínicos de hemorragia como tempo
de enchimento capilar lentificado, pele fria
e pegajosa...
• Já o nível de consciência, devido a
hipoperfusão cerebral, é reduzido, pelo
baixo fluxo sanguíneo cerebral. O pulso
rápido e fino é um sinal clássico de
hipovolemia (ATLS, 2018).
Teste de enchimento capilar
• Consiste em comprimir a ponta do dedo
contra a unha até esta ficar branca (sem
sangue) e libertar a pressão, após
descompressão a coloração normal deverá
aparecer num tempo inferior a 2
segundos.
• O enfermeiro deverá realizar a reposição
vigorosa de volume nestas circunstâncias
e ter a atenção direcionada pelos achados
clínicos capazes de sugerir o volume de
sangue perdido, como a frequência
cardíaca (FC), a pressão arterial, a
frequência respiratória (FR), o débito
urinário, o estado mental, dentre outros
(CYRILLO, 2009).
Necessidade de Reposição Volêmica
• Solução de Ringer: lactato em alto fluxo deve ser
administrada (2 litros inicialmente no máximo).
• A solução de Ringer é composta de cloreto de
sódio, cloreto de cálcio e cloreto de potássio,
diluídos em água para injeção. A composição
dessa solução aproxima-se muito da composição
dos líquidos extracelulares. Deste modo, a
solução de Ringer pode ser utilizada para
reposição de líquido e íons em situações em que
essas perdas acontecem.
D = Disfunção Neurológica
• Ao questionar a vítima de qual seu nome e
o que ocorreu, com uma resposta
adequada já é possível perceber o nível de
consciência. Para que seja possível uma
classificação mais sistemática, utiliza- se
a Escala de Coma de Glasgow (ECG),
onde é avaliada a abertura ocular,
resposta verbal e resposta motora, sendo
sempre considerada a melhor que o
paciente tiver (BRASIL, 2020).
ESCALA DE COMA DE GLASGOW -ECG
A escala considera três fatores principais e determina uma
pontuação de acordo com o nível de consciência apontada em cada
um desses casos (espontaneamente ou através de estímulo). São
eles:
• Abertura ocular;
• Resposta verbal;
• Melhor resposta motora.
A modificação foi uma tentativa de obter melhores
informações sobre o prognóstico no traumatismo cranioencefálico,
incluindo a probabilidade de morte, já que o estudo realizado pelos
pesquisadores revelou maior precisão na análise do estado de
saúde do paciente.
Dessa forma, nasceu a versão mais recente da escala,
denominada escala de coma de Glasgow com resposta pupilar
(ECG-P).
ESCALA DE COMA DE GLASGOW -ECG
A Reatividade Pupilar, ou seja, a reatividade
da pupila à luz. Ao contrário dos outros critérios,
este é pontuado de forma decrescente: o pior
resultado apresenta a maior pontuação. Assim,
teremos a seguinte atribuição:
2 pontos – Nenhuma reatividade em ambas as
pupilas
1 ponto – Sem reação em apenas uma das pupilas
0 ponto – Caso as duas pupilas estejam funcionando
normalmente.
Na antiga versão da Escala de Coma de
Glasgow, a pontuação variava de 3 a 15 pontos.
Na nova versão, a escala varia de 1 a 15
pontos.
ESCALA DE COMA DE GLASGOW -ECG
Sabemos que nem todos os pacientes são
susceptíveis a serem avaliados da forma como a
antiga Escala de Glasgow propõe. Por exemplo:
pacientes amputados não necessariamente terão uma
avaliação fidedigna da resposta motora; pacientes
que apresentam surdez não serão responsivos a
comandos verbais; pacientes com algum quadro de
afasia não necessariamente conseguirão emitir
respostas verbais adequadas.
Considerando essas necessidades tão
individuais, além das pontuações nos critérios
previamente estabelecidos, podemos agora marcá-los
E = Exposição
• As roupas da vítima devem ser retiradas,
para que seja realizada inspeção completa
minuciosamente. Deve-se procurar por
lesões não identificadas na avaliação
primária. Não se deve esquecer de
aquecer a vítima, pois com a exposição
pode ocorrer hipotermia (BRASIL, 2020).
SUSPEITAR DE TRAUMATISMO GRAVE
• Em quedas >1,5 vezes a altura do paciente;
• Atropelamento;
• Colisões com veículos a mais de 30 Km/hora;
• Ejeção do paciente;
• Morte de um ocupante de veículo acidentado;
• Danos graves ao veículo;
• Capotamentos;
• Ferimentos penetrantes de cabeça, pescoço,
tórax, abdome, pelve e coxa.
• COLUNA VERTEBRAL
Perguntar ao acidentado se sente
dor. Na coluna dorsal correr a mão pela
coluna vertebral do acidentado desde a
nuca até o sacro.
A presença de dor pode indicar lesão
da coluna dorsal.
• TORAX E MEMBROS
Verificar se há lesão no tórax, se há dor
quando respirar ou se há dor quando o tórax
é levemente comprimido.
Solicitar ao acidentado que movimente
de leve os braços e verificar a existência de
dor ou incapacidade funcional. Localizar o
local da dor e procurar deformações, edema
e marcas de injeções.
Solicitar à vítima que tente mover as
pernas e verificar se há dor ou
incapacidade funcional. Não permitir que o
acidentado de choque elétrico ou
traumatismo violento tente levantar-se
prontamente, acreditando que nada sofreu.
A vítima deve ser mantido imóvel, pelo
menos para um rápido exame nas áreas
que sofreram alguma lesão. O acidentado
deve ficar deitado de costas ou na posição
que o mesmo se sinta confortável.
Trauma Tórax Aberto
• O trauma torácico aberto é uma lesão na
parede torácica que permite a entrada de
ar atmosférico na cavidade torácica,
resultando em um pneumotórax aberto:
• Ocorre quando um objeto externo, como
uma arma de fogo ou uma faca, penetra
na cavidade torácica
• Quanto maior a abertura, maior o colapso
pulmonar e a dificuldade de respirar
.
ABDOME
Mais de 60% dos traumatismos
abdominais são causados por acidentes
automobilísticos, mas podem ocorrer em
ambientes de trabalho devido à pancada
de objetos pesados ou a quedas violentas
amparadas pelo choque do abdome contra
alguma superfície dura.
Os traumatismos abdominais são
classificados de abertos ou fechados.
• Verificar se há dor no abdome e procurar
todo tipo de ferimento, mesmo pequeno.
Muitas vezes um ferimento de bala é
pequeno, não sangra e é profundo, com
consequências graves. Apertar
cuidadosamente ambos os lados da bacia
para verificar se há lesões.
Trauma Abdominal Aberto
Cuidados com a evisceração:
• Não tentar recolocar os órgãos de volta
na cavidade abdominal, manter como
encontrado;
• Cobri-los com compressas estéreis
umedecidas com SF e plástico especial
para evisceração, quando disponível.
Ferimentos com objetos encravados
ou empalados
Cuidados com os ferimentos e objetos
encravados ou empalados:
• Não devem ser movidos ou removidos;
• Devem ser fixados e imobilizados para
evitar movimentação durante o transporte;
• Se ocorrer sangramento ao redor do
objeto, fazer pressão direta sobre o
ferimento ao redor do objeto (com a
própria mão e/ou compressas); e
• Não palpar o abdome para evitar maior
laceração de vísceras.
Amputação traumática
• Controlar hemorragia no segmento
afetado (iniciar com compressão direta e
considerar o uso de torniquete).
• Cobrir ferimento com curativo seco.
• Evitar manipular a lesão que não sangra
(pode ser rompido o coágulo sanguíneo e
ocorrer novo sangramento).
• Realizar cuidados com a parte amputada:
• Realizar breve limpeza com ringer
lactato;
• Envolver em gaze estéril umedecida com
ringer lactato;
• Colocar em saco plástico e identificar;
• Colocar o saco plástico em outro
recipiente com gelo (não colocar a parte
amputada em contato direto com gelo);
• Transportar o segmento amputado ao
hospital adequado junto com o paciente.
FERIMENTO COM SANGRAMENTO
ATIVO
• Controlar a hemorragia imediatamente;
• Pressione uma gaze/compressa ou pano
limpo sobre o corte. Se ele não for tão
profundo, o sangramento deve parar em
alguns minutos. Em seguida;
• Remover a sujidade do corte, use uma
gaze para retirar as partículas que
ficaram coladas dentro do machucado;
• Se houver um pedaço de cristal ou outro
objeto cravado no corte não tente retirá-
lo, pode provocar uma hemorragia maior;
• Em casos de sangramento intenso, uma
boa dica é elevar o membro para reduzir o
fluxo de sangue;
• Jamais coloque álcool, pomadas e outros
produtos sobre o ferimento. Somente lave com
água e sabão;
• Não assopre o ferimento para não contaminar
o local;
• Nos casos de evisceração não devemos, de
forma alguma, tocar nas vísceras, nem tentar
colocá-las de volta, para dentro da cavidade
abdominal.
Remoção de Capacete
• O profissional 1 aborda o paciente por
trás da cabeça e ajoelhado com os braços
apoiados no chão ou nas coxas, estabiliza
o capacete posicionando as palmas das
mãos sobre ele enquanto os dedos se
apoiam na borda inferior.
• O profissional 2 ajoelha-se ao lado e abre
(ou retira) a proteção do rosto e também
abre (ou corta) a tira de fixação do
• O profissional 2 deve assumir o controle
manual da coluna cervical. Para isso, com
uma das mãos fixa a mandíbula do
paciente de um lado a outro, em
movimento com o polegar e os dedos
abertos enquanto apoia o braço sobre o
esterno. A outra mão é posicionada por
trás, sob o pescoço na região occipital
com o cotovelo apoiado no solo.
• O profissional 1 inicia a retirada do
capacete fazendo um movimento para os
lados (de abertura), ao mesmo tempo que
mobiliza o capacete para cima e para
baixo (balanço) tracionando-o para fora
da cabeça do paciente.
• É preciso cuidado especial no momento
de passagem sobre o nariz. Os
movimentos devem ser lentos e
controlados.
• Assim que o capacete for totalmente
retirado, o profissional 1 mantem o
controle manual, sem deixar a cabeça se
movimentar. Mantendo a cervical em
posição neutra e alinhada.
• Após o procedimento é finalizado com a
colocação do colar cervical pelo
profissional 2
Imobilização em Prancha
Longa
• Proporcionar imobilização completa da
vítima. Para tal, deve estar composta com
cintos e imobilizadores laterais de cabeça.
• As técnicas para colocação de pacientes
na prancha longa devem respeitar a
estabilização da coluna vertebral,
movimentando a vítima o mínimo possivel.
Os tirantes devem ser bem presos e
ajustados na ordem correta com o
objetivo de envolver a vítima de forma
uniforme.
• Os tirantes devem ser bem presos e
ajustados na ordem correta com o
objetivo de envolver a vítima de forma
uniforme. O primeiro a ser preso é o
tirante central (abdominal), seguido pelo
tirante inferior (quadril) e o superior
(tórax).
• Em gestantes, por exemplo, o tirante
abdominal e o torácico não devem ser
tracionados, evitando a compressão
abdominal.
CERTO OU ERRADO
Método de elevação da
prancha
• Objetivo: Proteger o profissional de lesões
causadas por elevação de peso.
Prancha Longa no Paciente Sentado
Protocolo de Restrição de Movimento da
Coluna Vertebral (RMC)
• A Restrição do Movimento da Coluna
(RMC) é uma técnica de atendimento a
vítimas de trauma que consiste em
manter a coluna vertebral da vítima em
posição neutra, minimizando os
movimentos. A RMC deve ser aplicada em
todos os momentos do atendimento,
desde a abordagem inicial até a
transferência para o hospital.
• A RMC é uma abordagem seletiva que
deve ser aplicada com critério para evitar
intervenções desnecessárias. Por
exemplo, não é indicada para vítimas de
trauma penetrante da cabeça, pescoço ou
tronco, a menos que haja sinais de injúria
medular.
• Para decidir se deve ou não aplicar a
RMC, deve-se considerar os critérios
estabelecidos no mnemônico “2 I's”
(instável na avaliação primária, idade >65
anos) e “6 D's” (déficit do nível de
consciência, déficit sensitivo e/ou motor,
dor, deformidade, distração, dinâmica do
trauma).
• A RMC substitui a imobilização
tradicional, que utiliza a prancha e colar
cervical, que pode causar desconforto,
dor, estresse, entre outros.
Trauma Ocular
Trauma no olho com ferimento,
queimadura, corpo estranho, hematoma,
sangramento e/ou enucleação.
Conduta:
Ferimento:
• Cobrir o Globo Ocular com Gaze
Umedecida em SF e proteger o local;
Queimadura térmica:
• resfriar irrigando com SF e, em seguida,
cobrir os dois olhos com gaze umedecida
em SF;
Queimadura química:
• Realizar irrigação copiosa com água ou
SF, iniciando o mais rápido possível por
um tempo mínimo de 20 min;
• Cuidar para que o outro olho não seja
atingido pelo líquido da irrigação,
realizando a lavagem do canto nasal para
o canto auricular;
• Nas lesões por qualquer produto químico
em pó, realizar limpeza mecânica
cuidadosa das pálpebras e face com gaze
e depois iniciar a irrigação contínua dos
• Corpo estranho:
• Não remover o corpo estranho ou só fazê-lo
se estiver solto usando irrigação com SF;
• Se corpo estranho cravado, estabilizar o
objeto (no mínimo em 1/3 da porção
externa do objeto);
• Não exercer pressão direta sobre qualquer
ferimento no globo ocular;
• Não fazer curativo compressivo em olho
com sangramento;
• cobrir os dois olhos com curativo estéril se
for necessário impedir o movimento ocular;
Enucleação:
• Não tentar recolocar o globo ocular
enucleado dentro da órbita;
• Cobrir o globo ocular com gaze
umedecida com SF e proteger o local;
• Realizar curativo oclusivo nos dois olhos
PROTOCOLO START
PARA TRIAGEM DE
MÚLTIPLAS VÍTIMAS
• Primeiramente, a sigla START resume o
termo em inglês Simple Triage and
Rapid Treatment, traduzido para
Triagem Simples e Tratamento
Rápido.
• A criação do método START data o ano de
1983 quando bombeiros-paramédicos
de Newport Beach e a equipe médica
do Hoag Memorial Hospital (EUA)
propuseram um processo mais rápido,
simples e eficaz.
• Para tanto, esse método de triagem de
vítimas não preconiza o diagnóstico
médico e, sim, a classificação das
pessoas acidentadas com base nas
necessidades de cuidados e chance de
sobrevivência.
• De acordo com os Protocolos de Suporte
Básico de Vida, do Ministério da Saúde, é
recomendada a realização de triagem em
casos de eventos com mais de cinco
vítimas.
Primeiramente, o método START utiliza
do mnemônico “30-2-pode fazer” para
triar as vítimas de um incidente, no qual:
• “30” avalia a capacidade respiratória em
um minuto;
• “2” a qualidade da perfusão periférica em
2 segundos;
• “pode fazer” o nível de consciência
dessa vítima para seguir os comandos dos
socorristas.
• Dessa forma, a avaliação inicial dura
aproximadamente 30 segundos e não
deve ultrapassar 60 segundos. Portanto,
é rápida e não requer equipamentos
médicos especializados.
• Lembre-se que o START é um processo
dinâmico e contínuo. Assim, as vítimas
devem ser avaliadas, classificadas e
reavaliadas constantemente até que o
tratamento definitivo em um centro de
trauma seja feito, pois uma classificação
inicial pode ser alterada à medida que
decorre o tempo após o trauma (as lesões
ocultas aparecem).
Cor Vermelha – Primeira Prioridade
• Envolve a vítimas que estão apresentando sinais e
sintomas que evidenciam estado crítico e necessitam
de transporte e tratamento imediato.
• São as vítimas que apresentam sinais e sintomas
• Mostram respiração apenas após manobras de
abertura de vias aéreas;
• Velocidade de respiração maior que 30
movimentos respiratórios por minuto;
• Precisam de algum tratamento médico antes de
um transporte rápido ao hospital;
• Necessitam ser transportadas de forma bem
rápida para o hospital, para fins de cirurgia;
• Frequência respiratória maior que 30 incursões
por minuto;
• Enchimento capilar menor que 2 segundos.
Cor Amarela – Segunda Prioridade
• Vítimas que podem aguardar o tempo de
atendimento das vítimas da cor vermelha.
• Características principais da Cor
Amarela
• Não consegue andar, mas cumpre
ordens simples;
• Frequência respiratória menor do 30
movimentos por minuto;
• Enchimento capilar normal, menor do
que 2 segundos.
Cor Verde – Terceira Prioridade
• Vítimas que apresentam lesões leves ou
sinais e sintomas que não exigem atenção
imediata. Conseguem andar pelo local.
• Característica principal da Cor Verde
• Consegue andar pela cena do
acidente;
• Baixo risco de vida;
• Liberado para atendimento
ambulatorial.
Cor Preta ou Cinza – Ausência de Prioridade
vítimas que não respondem a procedimentos
simples, como abertura de vias aéreas e com
ferimentos críticos que indicam morte
iminente. Exemplo: paciente em parada
cardíaca, exposição de massa encefálica.
• Vítimas fatais (óbito);
• Pacientes terminais, com lesões seríssimas
com prognósticos sombrios, que, mesmo
sendo atendidos de forma imediata, não há
chance alguma de sobrevivência.
Classifique as Vítima de acordo com o método START:
*Preto *Vermelho *Verde *Amarelo
1 2 3
4 5 6
7 8 9
10 11 12
14 15 15
O conhecimento é a única coisa que
ninguém pode te roubar , a única coisa que
ninguém pode tirar de você !
Kaique William de souza