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Práticas Pedagógicas Anti-Racistas na Educação

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HISTÓRICO DE ELEMENTOS ÉTNICO-RACIAIS:

CAMINHANDO ATRAVÉS DE... OU PARA


UMA PERSPECTIVA DECOLONIAL EM
DIREÇÃO À CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS ANTI-RACISTAS NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
03/2023
COMEÇANDO A PENSAR E A PREPARAR MATERIAL PARA O ESTÁGIO, EM
BUSCA DA DESCENDÊNCIA...
OU ANCESTRALIDADE AFRICANA

Africanos:
- Malês
- Bantos
AFRICANOS MALÊS OU MINAS

- Negro-africano muçulmano
- Alguns tinham um grau considerável de escolaridade e consciência política
- Altivo, insolente, insubmisso e revoltoso
- Religião orubá (orixás) sincretizada com maometismo / Rivalidade com o candomblé
- O culto malê foi no Brasil um dos fatores de aglutinação e fortalecimento de africanos e
descendentes na luta contra a opressão - mobilização revolucionária.

O islamismo negro se transformou em uma ideologia que


unificava o oprimido em três planos: social, racial e religioso

Pouco restou da cultura negro-islâmica no Brasil. Mas, a partir


da década de 1970, buscou-se a recuperação de tradição e
cultura, quando afrodescendentes buscavam reatar elos de sua
ancestralidade e recuperação da identidade perdida.
BANTOS

- Grande conjunto de povos agrupados por afinidades linguísticas e culturais,


localizados na África Central, Centro-Ocidental, Austral (sul) e parte da Oriental

- Conflitos entre os grupos de reinos africanos, leva à escravidão de alguns e


venda aos portugueses.

O Sonho do Celta – Vargas Llosa


EM BUSCA DE ELEMENTOS DA ANCESTRALIDADE DE AFRO-DESCENDENTES NO BRASIL
NA BUSCA DE ELEMENTOS DA ANCESTRALIDADE DE
AFRO-DESCENDENTES NO BRASIL

IMPLICA TAMBÉM, CONHECER ALGUNS ELEMENTOS


DA HISTÓRIA DE SEUS ANCESTRAIS
- Sec XV: Portugal já tinha relações comerciais e políticas com grupos em África (busca por ouro e
outros), sem caráter de escravidão.
- 1538: primeiro embarque de escravos africanos ao Brasil, para engenho de açúcar, instalado em 1532
por Martim Afonso De Souza, na Baixada Santista (Congo)
- 1540: início atuação internacional da Companhia de Jesus, aprovada pelo Vaticano: a estratégia de exploração
pelos portugueses ganha contornos de catequese.
- 1550: primeiros escravos para engenhos de cana na Bahia (Congo, Dongo e Benguela)
- 1570 – 1590: mais de 50 mil escravos de Angola para Portugal, Brasil e América Hispânica
- 1640: começa a buscar escravos em Moçambique
- 1643: Conguês oferece 200 escravos do Congo a Maurício de Nassau. 30-40 navios frequentam porto
de Luanda - Controle dos holandeses).

- 1695: descobertas das minas de ouro: deslocamento do eixo escravista para região do Golfo da Guiné,
onde se supunha os nativos fossem mais experientes no trabalho de mineração. (Havia tecnologia)
- Muda o desembarque dos escravos do nordeste ao sul do RJ e ao norte SP.
- 1763: Desloca-se o centro de decisões da colônia do nordeste ao Centro-Sul., com mudança da capital
do Vice-Reino para o Rio de Janeiro
- Como o tempo de vida útil dos escravos era menor (a metade em relação à lavoura de cana), precisava-
se de maior número de escravos;
- século XIX: café na região de São Paulo: novos negros.
- Escravidão doméstica ou de linhagem: preexistente na África (condição servil, mas
descendentes absorvidos pela sociedade)
- Escravidão comercial: sistema escravista inaugurado pelos portugueses: a partir do sec XV,
gênero mercantil, mercadoria humana para atender às necessidades da Europa.

- Entre 1650 e 1850: 12 milhões de africanos chegaram escravizados ao Novo Continente

O Brasil foi o país que importou mais africanos escravizados. Entre os séculos XVI e meados do
XIX, vieram cerca de 4 milhões de homens, mulheres e crianças, o equivalente a mais de um
terço de todo comércio negreiro.

Quantidade, tempos, origem e movimentos foram diferentes ao longo de três séculos,


em função do que se explorava e das relações internacionais e disputas (Portugal, Espanha,
Inglaterra, Holanda, Bélgica, etc.)
Escravos recebiam nomes cristãos e eram submetidos a todo um processo de
despersonalização Intenção deliberada de fazer com que os negros escravizados
perdessem laços culturais, comunitários, religiosos, familiares... Sua identidade.
 Destruição e arrancamento dos colonizados de suas economias e modos de vida produzir corpos e
subjetividades dóceis ao acúmulo de riquezas do colonizador
 Eliminação de suas formações culturais anteriores pela destruição de suas instituições, pelo confisco
de suas terras, pelo fechamento de suas modalidades econômicas e de seus próprios futuros e
possibilidades.
 Despojados de seus padrões de expressão visual e plástica, de suas práticas de relação com o sagrado,
os negros escravizados foram levados a construir uma imagem negativa de si mesmos e de seus
universos de subjetividade anteriores.

COMO FOI POSSÍVEL TAL AÇÃO BÁRBARA?!!?!??


Força bruta e inferiorização do outro, do negro
“Não é possível submeter pessoas à servidão sem inferiorizá-los. O racismo não é mais do que a
explicação emocional, afetiva e intelectual desta inferiorização”. O racismo representa a
opressão sistemática de um povo” (Fanon 1965).
A PRODUÇÃO DA IDEIA DE RAÇA (QUIJANO)

1) Antes do sec. XVI: categoria de raça não existia e as pessoas se classificavam de


acordo com religião.

2) No sec. XVI: os europeus concebem diferença entre eles e os não europeus, em


termos de ‘natureza biológica’, que explicava diferenças no desenvolvimento de
capacidades mentais ou culturais.
Mas, não havia associação com a ‘cor’, nem com termo raça.
Tomava ideais ocidentais cristãos como critério para a classificação, negando aos
indígenas a qualidade de humanos

2) No sec. XVII: Diferença entre europeus e não europeus é colocada como mito
fundador da modernidade: desenvolvimento histórico entre barbárie e civilização.
Articulação entre a ideia de raça com a 'cor' e a palavra 'raça' começou a se estabelecer.
A tese é que a “primeira raça” foram os “índios”, juntando-se os “negros” só mais tarde.

3) No sec. XIX: quando a ciência busca substituir a religião, a classificação racial muda
do paradigma do “sangue” para o paradigma da “cor da pele” Racismo
científico
As distinções raciais implicam uma classificação epistemológica das pessoas, bem
[Link]
'Raça' e 'racismo' não estão associados a todos os
colonialismos, mas apenas ao colonialismo derivado da
experiência da América e da emergência do mundo colonial
capitalista: racialização da força de trabalho e da divisão do
trabalho
Raça: construção mental que expressa a experiência
básica da dominação colonial e que desde então permeia as
dimensões mais importantes do poder mundial. A raça
pertence à história das relações de dominação, não à ordem
da biologia ou da natureza das espécies.

A essência da raça é a desumanização daqueles que se


constroem em posições subalternizadas: “[...] a ideia de raça
não ignora sua origem e tende a manter o indígena e o negro
como categorias preferenciais de desumanização racial na
COLONIALIDADE DE PODER COLONIALIDADE DE SABER
Efeito de subalternização, folclorização ou invisibilidade de uma
multiplicidade de saberes que não responde às modalidades de
'conhecimento ocidental' associadas à ciência convencional e ao discurso
especializado.

Não apenas estabeleceu o eurocentrismo como perspectiva central do


conhecimento, como, ao mesmo tempo, descartou a produção intelectual
indígena e afro como 'conhecimento' e, consequentemente, sua capacidade
intelectual” (Walsh, 2007).

Outras formas de conhecimento, geralmente associadas a populações


não europeias, são descartadas como ignorância, menosprezadas,
inferiorizadas.

Caráter repressivo em relação a outras modalidades de produção de


conhecimento e outros sujeitos epistêmicos.
A ESCOLHA DO POVOS A SEREM ESCRAVIZADOS NÃO FOI ALEATÓRIA....

Vídeo sobre Museu AfroBrasil, de São Paulo


1:35-2:41
- Século XIX: ingleses começaram a pressionar Portugal e Brasil para que o tráfico fosse proibido.
- na década de 1820: Pressão inglesa - Brasil assume compromisso com proibição do tráfico
- 1822: Brasil torna-se nação independente, monarquia constitucional liberal: teoricamente população
seria composta por cidadãos e cidadãs livre e gozaria de direitos à vida, à liberdade e à felicidade
Entretanto, a estruturação da sociedade se fez sob a égide do supremacismo europeu sobre os demais
grupos sociais
- Lei Feijó, de 1831: proíbe a importação de escravos para o Brasil (multa e recompensa por denúncia).
Não efetivo. Estima-se que, depois de 1831, em torno de 300 mil africanos escravizados entraram por
meio do tráfico no Brasil

- 1845: Inglaterra “enfurecida” com postura permissiva do Brasil com o tráfico decretou o Bill Aberdeen:
lei que permitia às embarcações britânicas invadirem nossas águas territoriais para apreender os navios
negreiros
- 1850: Lei Eusébio de Queirós decretou a proibição sobre o tráfico negreiro no Brasil: a repressão ao
tráfico negreiro foi mais efetiva e, de 1851 até 1856, “somente” 6900 africanos chegaram ao Brasil.
Porém: proibia o tráfico, não a escravidão - Negava aos ex-escravizados o direito de posse e propriedade
de terras - continuavam com a escravidão.

- Década de 1860: Brasil, Porto Rico e Cuba foram os últimos locais escravocratas do continente americano
- 1871: Lei do Ventre Livre: todo nascido de escrava, a partir de 1871, seria declarado livre
.... desde que prestasse tempo de serviço, sendo libertado com 8 anos (com indenização) ou com 21 (sem indenização)

- 1885: Lei dos Sexagenários: liberdade aos de 60Lei da vadiagem (1942)


anos de idade ou mais
prevê
... indenização deveria ser paga pelo liberto, obrigado prisão
a prestar serviçosapor
quem
mais trêsse entregar
anos ou até completar 65 anos.
“habitualmente
- 13 de maio de 1888 decreto da Lei Áurea: Abolição da escravatura à ociosidade, sendo válido
para o trabalho, sem ter renda que lhe
1891: queima de todos os registros da escravidão eassegure
do tráfico negreiro por Ruybastantes
meios Barbosa (registros
dede subsistência,
cartório sobre compra e
venda de escravos no Brasil, livros de matrícula, controles aduaneiros e registros de tributos )
ou prover
Hipóteses: intenção de que os ex-proprietários de escravos a própria
não pudessem subsistência
pedir indenização mediante
após a abolição da escravidão
pela Lei Áurea (1888). Ou, impedir que ex-escravos ocupação ilícita.
pudessem ter acesso às datas das suas compras, que, em tese, poderiam
ser usadas para exigir recompensa por terem sido ilegalmente escravizados, já que desde 7 de novembro de 1831 o tráfico de
escravos era proibido. À época Rui já não era mais o chefe da pasta da Fazenda; o executor da ordem fora seu sucessor, Tristão
de Alencar Araripe.
A origem da criminalização da vadiagem no país
é muito anterior, aparecendo por exemplo no
1921: projeto que proíbe a imigração de indivíduos de raça de cor preta (imigração de europeus)
Código Penal de 1890, no qual vadio incluía a
1933: preparação da Constituição – emendas arianizantes – proibida
exibição a entrada
pública deno"exercícios
país de elementos
dedas raças negras ee
habilidade
amarela.
destreza corporal conhecidos pela denominação
1945: Decreto Lei 7.967: atender-se-á, na admissão de imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na composição
de capoeiragem".
étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência europeia
IMPLICAÇÕES PARA OS “LIBERTOS”??
COMO FOI A REAÇÃO A TUDO ISSO??

QUAIS DESDOBRAMENTOS??
REAÇÃO DOS BANTOS
- Quilombos (significa união, reunião de acampamentos)
- Fim do sec XVI - Palmares: escravos fugidos vão à Serra da Barriga. Em 1630 já contava com 3 mil pessoas. Agricultura
avançada (cana, feijão, milho, mandioca, batata, legumes) + artefatos de palha, manteiga, vinho, criação de galinhas e
porcos; trabalhavam o ferro. Negros dos engenhos fogem em meio à guerra luso-brasileira com holandeses
- Primeiro grande chefe: Ganga Zulma (negocia com autoridades coloniais); dissidente: Zumbi
- 1644 e 1645: Maurício de Nassau (Holanda) envia expedições para desfazer, sem sucesso
- 1663: militar negro Henrique Dias faz expedição a Palmares, agora com uma população de cerca de 13 mil
- 1692: Expedição de Domingos Jorge Velho
- 1694-1695: luta em que Zumbi é morto

- Outros quilombos: do rio das Mortes (destruído em 1751); Carlota (metade de sec XVII); Malunguinho (próximo a Recife,
extinto em 1836; Manuel Congo (RJ) e Cumba (Maranhão) até 1839
- Entre 1878 e 1885, surgiram 227 associações abolicionistas no país (como "Confederação Abolicionista, associação
criada por André Rebouças e José do Patrocínio + várias formas de resistência – fugas, revoltas

INSURREIÇÕES MALÊS (entre 1807 e 1835)


- 1807: Insurreições / Revoltas dos Hauçás
- 1835: Insurreições / Revoltas / Levantes dos Nagôs / Nagôs Malês – ideias abolicionistas entre os escravos dos engenhos
na periferia de Salvador e no Recôncavo. Dominado o movimento segue-se violenta repressão policial que semeia terror
entre a população negra da Bahia.
- 1835: enforcamentos, deportação dos africanos livres suspeitos de rebeldia, bem como de todos os escravizados
chegados ao Brasil após 1831.
MOVIMENTOS NEGROS NO BRASIL APÓS A ABOLIÇÃO
- FINAL Sec XIX e início o XX: Imprensa negra - papel educativo, informavam e politizavam a população negra
sobre os seus próprios destinos rumo à construção de sua integração na sociedade da época.
- 1931: Frente Negra Brasileira. Associação de caráter político, informativo, recreativo e beneficente em São
Paulo. promovia a educação e o entretenimento de seus membros, além de criar escolas e cursos de
alfabetização de crianças, jovens e adultos. Visava, também, a integração dos negros na vida social, política e
cultural, denunciando as formas de discriminação racial existentes na sociedade brasileira daquele período.
- 1936: Frente Negra Brasileira transformou-se em partido politico. Porém, acabou extinto em 1937, devido ao
decreto assinado por Getúlio Vargas que colocava na ilegalidade todos os partidos políticos.
- 1944-1968: Teatro Experimental do Negro (TEN) nasceu para contestar a discriminação racial, formar atores e
dramaturgos negros e resgatar a herança africana na sua expressão brasileira. O TEN alfabetizava seus primeiros
participantes, recrutados entre operários, empregados domésticos, favelados sem profissão definida, modestos
funcionários públicos, e oferecia uma nova atitude, um critério próprio que os habilitava também a indagar o
espaço ocupado pela população negra no contexto nacional.
- A reivindicação do ensino gratuito para todas as crianças brasileiras, a admissão subvencionada de estudantes
negros nas instituições de ensino secundário e universitário, onde esse segmento étnico-racial não entrava
devido a imbricação entre discriminação racial e pobreza, o combate ao racismo com base em medidas culturais
e de ensino e o esclarecimento de uma imagem positiva do negro ao longo da historia eram pontos importantes
do programa educacional dessa organização
- 1964 e a promulgação da LDB da época (Lei n. 5692/71): a questão racial perdeu lugar nos princípios que regiam
a educação nacional
- 1970: intelectuais negros e não negros alertaram a sociedade e o Estado para o fato de que a desigualdade que atinge a população negra
brasileira não é somente herança de um passado escravista, mas, sim, um fenômeno mais complexo e multicausal, um produto de uma
trama complexa entre o plano econômico, politico e cultural.

- 1978: Movimento Unificado Contra a Discriminação Étnico-racial (MUCDR). Este foi rebatizado posteriormente como Movimento Negro
Unificado (MNU), em dezembro de 1979.
- > 1980: Com o processo de reabertura politica e redemocratização do país, com Assembleia Nacional Constituinte, promulgação da Constituição
Federal de 1988) outro perfil de movimento negro passou a se configurar, com ênfase especial na educação. Alguns ativistas conseguiram
concluir a graduação e, com a expansão paulatina da pós-graduação em educação, cursaram o mestrado e, futuramente, o doutorado. Alguns
deles iniciaram uma trajetória acadêmico-politica como intelectuais engajados e focaram suas pesquisas na análise do negro no mercado de
trabalho (Gonzalez & Hasenbalg, 1981), do racismo presente nas práticas e rituais escolares (Goncalves, 1985), analisaram estereótipos raciais nos
livros didáticos (Silva, 1995), desenvolveram pedagogias e currículos específicos, com enfoque multirracial e popular (Lima, 2010) e discutiram a
importância do estudo da historia da África nos currículos escolares

... até a década de 1980, a luta do movimento negro, no que se refere ao acesso à educação, discurso mais universalista. Porém, foi-se
constatando que as politicas públicas de educação, de caráter universal, ao serem implementadas, não atendiam à grande massa da população
negra, e o seu discurso e as suas reivindicações começaram a mudar ações afirmativas, que já não eram uma discussão estranha no
interior da militância, emergiram como possibilidade e passaram a ser uma demanda real e radical (modalidade de cotas).

- Até a Constituição de 1988: o voto era negado aos analfabetos, soldados e marinheiros.
O número de analfabetos no Brasil na época era enorme.
- Em 1960, Jânio Quadros foi eleito com 6 milhões de votos e, naquela eleição, apenas 10% da população brasileira havia votado.
- 1960 e 1970: mais de um terço da população com mais de 15 anos era completamente analfabeta no país.
- 1980: 33% dos brasileiros acima dos 10 anos não sabiam ler e escrever.
- Hoje, com a Constituição de 1988, o eleitorado aumentou bastante e nas eleições de 2018 chegou a mais de 147 milhões de eleitores.
- Com CF 88: o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos, e quem tem entre 16 e 17 anos ou
mais de 70 anos.
- 1995: Realização da “Marcha Nacional Zumbi dos Palmares
contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida”, em Brasília, no dia
20 de novembro. Entregue ao presidente da Republica o
“Programa para Superação do Racismo e da Desigualdade
Étnico-racial”. Neste, a demanda por ações afirmativas já se
fazia presente como proposição para à educação superior e o
mercado de trabalho.

- 2000: fundada a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros Marcha Zumbi dos Palmares 1995
(ABPN), responsável pela realização do Congresso Brasileiro de
Pesquisadores Negros (Copene): congregar pesquisadores
negros e não negros que estudam as relações raciais e demais
temas de interesse da população negra, produzir conhecimento
cientifico sobre a temática racial e construir academicamente
um lugar de reconhecimento das experiencias sociais do
movimento negro como conhecimentos válidos.

- 2001: participação do movimento negro na preparação e


durante III Conferência Mundial contra o Racismo, a
Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de
Intolerância, promovida pela ONU - Durban, África do Sul.
- 2003: Lei n. 10.639, alterando os artigos 26-A e 79-B da LDB e tornando obrigatório o ensino de história e cultura afro-
brasileira e africana nas escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio. Regulamentada pelo Parecer CNE/CP n.
03/2004 e pela Resolução CNE/CP n. 01/2004, esta Lei foi alterada pela de n. 11.645/08, com a inclusão da temática indígena.
- 2004: criada, no Ministério da Educação, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(Secad). Com avanços, limites e tensões, a reivindicação histórica de articulação entre direito à educação e
diversidade oriunda dos movimentos sociais e, particularmente, do movimento negro ganha visibilidade na
estrutura organizacional deste Ministério.
- 2009: Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação das Relações Étnico-
raciais e para o Ensino de Historia e Cultura Afro-Brasileira e Africana;
- Inserção da questão étnico--racial, entre as outras expressões da diversidade, no documento final da Conferencia
Nacional da Educação Básica (Coneb), em 2008, e da Conferencia Nacional de Educação (Conae), em 2010
- Inserção, mesmo que de forma transversal e dispersa, da questão étnico-racial e quilombola nas estratégias do
projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) em tramitação no Congresso Nacional; a Lei federal n. 12.288,
- 2012: instituição do Estatuto da Igualdade Racial, com aprovação do princípio constitucional da ação afirmativa
pelo Supremo Tribunal Federal; e a sanção pela presidenta da Republica da Lei n. 12.711, que dispõe sobre cotas
sociais e raciais para ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível
médio.
- USP: INCLUSÃO DE COTAS RACIAIS EM 2018
A perspectiva da decolonialidade:
releitura do processo e da história

COLONIZAÇÃO COLONIALIDADE DO PODER

COLONIALIDADE DO SABER

COLONIALIDADE DO SER
A “superioridade racial” dos “europeus” foi e ainda é
admitida como “natural”. FERIDA COLONIAL
(Mignolo)
Gomes (2003): Construir uma identidade negra positiva em uma sociedade que, historicamente, ensina ao negro,
desde muito cedo, que para ser aceito é preciso negar-se a si mesmo, é um desafio enfrentado pelos negros
brasileiros. Será que, na escola, estamos atentos a essa questão? Será que incorporamos essa realidade de
maneira séria e responsável quando discutimos, nos processos de formação de professores, sobre a importância
da diversidade cultural?

COMO CONSTRUIR UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA


EDUCAÇÃO (INFANTIL) QUE SEJA
- ANTI-RACISTA

- RESGATE ELEMENTOS POSITIVOS DA ANCESTRALIDADE


AFRO (E INDÍGENA), EM BUSCA DE (RE)CONSTITUIÇÃO DE
IDENTIDADE (AFRO E INDÍGENA)
Vamos estudar e pensar nos projetos a serem implementados
REFERÊNCIAS

Nilma Gomes - Movimento negro e educação: ressignificando e politizando a raça


Educ. Soc., Campinas, v. 33, n. 120, p. 727-744, jul.-set. 2012 Disponível em
[Link]

Eduardo Restrepo e Axel Rojas (2010). Inflexão decolonial: fuentes, conceptos y


cuestionamientos. Colección Políticas de la alteridad. Editorial Universidad del Cauca: Popayán,
Colombia. Acessado em [Link]

Boaventura Souza Santos & Maria Paula Meneses (2009). Epistemologias do Sul. Coimbra:
Edições Almedina, AS. Acessado em
[Link]

Lopes, N. (2021). Bantos, Malês e Identidade Negra. BH: Autêntica (Cultura Negra e identidade)

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