0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações20 páginas

Características do Inquérito Policial

Enviado por

juhdias1011
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
24 visualizações20 páginas

Características do Inquérito Policial

Enviado por

juhdias1011
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

INQUÉRITO POLICIAL

Prof. Ulisses Augusto Pascolati Junior


INVESTIGAÇÃO
- procedimento inquisitivo, pré-processual, destinado a apurar a
materialidade e a autoria de infrações penais, com vistas ao
ajuizamento da ação penal.

- O caráter inquisitivo da investigação penal significa que durante


ela não há contraditório ou ampla
defesa. O art. 5º, LV, da CF não aplica nesse momento, pois,
durante a investigação, não há litigantes ou
causador.
- A despeito da ausência desses princípios, há direitos e garantias
fundamentais que devem ser observados no âmbito das
investigações penais:

- O direito ao silêncio: art. 5º, LXIII, CF (privilégio contra a


autoincriminação)
- O direito de não ser submetido a identificação criminal, quando
apresentar identificação civil-art. 5º, LVIII
- O direito de acesso ás provas documentais nos autos. SV 14
(STF)
- Dentre as principais espécies de investigação penal há:

- a) Inquérito policial (arts. 4º a 23 do CPP);


- b) Inquérito policial militar (CPPM)
- c) Termo circunstanciado (Lei 9.099)
- d) Procedimento investigatório criminal (PIC) (MP) – Res.
181/2017 – CNMP.
INQUÉRITO POLICIAL

CARACTERÍSTICAS

A) Inquisitoriedade: ausência de contraditório ou ampla defesa. O


artigo 14 confere discricionariedade ao delegado de polícia na
condução do inquérito e no exame de requerimentos. O artigo 107 é
aquele que determina que não cabe arguição de suspeição contra
autoridade policial. “Art. 14. O ofendido, ou seu representante
legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será
realizada, ou não, a juízo da autoridade.”
B) Obrigatoriedade (arts. 5º e 8º): Uma vez presentes os requisitos legais, a
autoridade policial deve instaurar o IP. Como regra, é suficiente que
chegue ao conhecimento da autoridade policial uma “notitia criminis”,
minimamente verossímil.

- Para os casos de Ação Penal Pública Incondicionada; Ação Privada ou


Pública condicionada, deve haver autorização da vítima.
- Notícia de fato aparentemente criminoso;
- Ação penal privada (requerimento).
AÇÃO PENAL PUBLICA INCONDICIONADA
Autoridade – de oficio – prisão em flagrante
Minstério Público
Vítima: requerimiento por escrito ou oral “notitia criminis”.

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA


Representação da vítima/Requisiçao do MP.

AÇÃO PENAL PRIVADA


Requerimiento da vítima
Art. 5º Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:

I - de ofício;

II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério


Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade
para representá-lo.
§ 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que
possível:

a) a narração do fato, com todas as circunstâncias;


b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as
razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou
os motivos de impossibilidade de o fazer;

c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e


residência.

§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de


inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia.
§ 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência
de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou
por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a
procedência das informações, mandará instaurar inquérito.

§ 4o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de


representação, não poderá sem ela ser iniciado.
§ 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá
proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para
intentá-la.”
“Art. 8o Havendo prisão em flagrante, será observado o disposto no
Capítulo II do Título IX deste Livro.”
C) INDISPONIBILIDADE (art. 17): O DEPOL não pode arquivar IP.

Quem arquiva IP? Por ora, o juiz de direito. Quando a lei Anticrime se
tornar plenamente eficaz, será o MP.

“Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de


inquérito.”
d) Dispensabilidade: O IP não é indispensável à propositura da ação
penal. A ação penal pode ser ajuizada sem que tenha havido um
inquérito policial anteriormente instaurado para investigar o fato. O
que é indispensável à propositura da ação penal é a existência de justa
causa: prova de materialidade e indícios de autoria ou participação.

e) Oficialidade: (art. 4º, CPP): A autoridade encarregada da


instauração e presidência do IP é um agente estatal (Delegado de
Polícia).

Pessoa com foro por prerrogativa de função?


F) Predomínio da forma escrita (art. 9º): Modelo inquisitório.

“Art. 9o Todas as peças do inquérito policial serão, num só processado, reduzidas a


escrito ou datilografadas e, neste caso, rubricadas pela autoridade.”

G) Sigilo (art. 20): Preservar a honra e a dignidade das pessoas envolvidas


(Conveniência da investigação).

O sigilo dos autos do IP não pode ser oposto ao advogado do interessado (S. 14-STF).
“Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato
ou exigido pelo interesse da sociedade. Parágrafo único. Nos atestados de antecedentes
que lhe forem solicitados, a autoridade policial não poderá mencionar quaisquer
anotações referentes a instauração de inquérito contra os requerentes.”
SÚMULA VINCULANTE Nº 14 DO STF: É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já
documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com
competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de
defesa.

Prazo (CPP, art. 10): Regra: 10 dias (indiciado preso – prazo material) ou
30 dias (demais casos – prazo processual). É possível prorrogação (dilação)
de prazo (10, 3º): até o encerramento da investigação ou a extinção da
punibilidade. Estando o indivíduo preso e houver prorrogação ou dilação de
prazo, o indiciado terá que ser colocado em liberdade, a prisão deve ser
relaxada.
A lei Anticrime, em dispositivo cuja eficácia se encontra suspensa
(ADIN 6.298), autoriza a prorrogação do prazo do IP, com
indiciado preso, por 15 dias (CPP, art. 3º, §2º)

Na Lei de Drogas, o prazo para conclusão do IP, com indiciado


preso, é de 30 dias. Indiciado solto: 90 dias. Ambos admitem
duplicação (art. 51)

Na Lei 5010/66 (Justiça Federal), o prazo de IP com indiciado


preso é de 15 dias, que pode ser prorrogado
por mais 15 dias.
INDICIAMENTO: É o ato privativo da autoridade policial, em que
ela reconhece formalmente que os indícios de autoria recaem sobre
determinado suspeito. Lei 12.830/13-ato privativo da autoridade
judicial.

Providências:
I - Identificação do indivíduo. CF, art. 5º, LVIII: o civilmente
identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas
hipóteses previstas em lei (12.037/09). Sujeito não pode mentir
sobre sua identidade – crime – art. 307 (Súmula 522, STJ).
II – Interrogatório Art. 5º, LXIII- assegura-se ao preso, o direito
de permanecer calado. Embora se diga “preso” esse direito é
garantido a todos os investigados, indiciados ou réus, estejam
presos ou soltos. Considera-se, ainda, que como decorrência do
direito à

Abuso de Autoridade: A lei 13.869/2019, proíbe a realização de interrogatórios no


período noturno (salvo no caso de flagrante) e nas hipóteses em que o agente
expressamente exige a presença de advogado ou defensor público. ampla defesa,
o agente pode mentir a respeito dos fatos.
III – Pregressar (colher os dados da vida pregressa). São questões
que não interferem na investigação do fato, mas podem ter relação
futura com a dosimetria da pena.

RELATÓRIO FINAL: Trata-se do documento elaborado pela


autoridade policial, com o qual formaliza o encerramento do IP.

Seu conteúdo deve se restringir a um relato objetivo dos atos e


diligências investigatórias realizados. Não deve a autoridade
policial emitir juízos de valor a respeito do mérito (culpabilidade).

Se a autoridade policial entender que é caso, pode inserir no


relatório uma representação visando à decretação da prisão
preventiva (do indiciado solto ou preso ou preso temporariamente).
ARQUIVAMENTO/AÇÃO PENAL/DILIGÊNCIAS

Quando o IP chega às mãos do membro do MP, este deverá analisar:

1º. Se possui legitimidade (em outras palavras, deve verifica se o crime é de ação
penal pública).

2º. Se possui atribuição

a) Entre membros do MP do mesmo Estado: PGJ


b) Entre membros do MPF: Câmara de Coordenação e Revisão
c) Entre membros de MP´s diferentes: Conselho Nacional do MP.

3º. Se houve extinção da punibilidade

4º. Se há elementos para oferecer denúncia (princípio da obrigatoriedade-havendo


prova de materialidade e indícios de autoria ou participação. O MP deverá oferecer
denúncia.
5º. Se há diligências pendentes-requer ao juiz o retorno do IP à
origem, requisitando ao delegado, diligências que entender
imprescindíveis (CPP, art.16). Ver tramitação direta.

6º Arquivamento da investigação (hoje)

A autoridade judiciária é quem arquiva a investigação penal. O MP


deve requerer arquivamento do IP ao juiz competente, a fim de que
a autoridade judiciária, se entender que é caso, confirme o
arquivamento. Se o juiz deferir o pedido, o IP será arquivado

A decisão de arquivamento do IP produz coisa julgada formal, uma


vez que, surgindo, no futuro, novas provas, o caso pode ser
reaberto (CPP, art. 18 e STF, 524)
A decisão de arquivamento do IP é irrecorrível.

Não cabe queixa-subsidiária

Se o juiz indeferir o pedido de arquivamento do IP formulado pelo


membro do MP deverá aplicar o art. 28, “caput” do CPP, segundo o
qual o caso deve ser enviado à instância ministerial de revisão
(PGJ-estadual ou Câmara de Coordenação e Revisão-federal):

A - Confirme o arquivamento
B - Ofereça denúncia (ou requisite diligências complementares)
C - Designe outro membro do MP para denunciar (ou requisitar
diligências complementares)
LEI ANTICRIME – Arquivamento das investigações será pelo
próprio Ministério Público.

Nova Sistemática de arquivamento de investigação penal (Lei


Anticrime) - eficácia suspensa por liminar na ADIN 6.305 (STF)

Você também pode gostar