AULA 6
2ºAno
2ºSemestre
2ºAno
2ºSemestre
Docentes: Cátia Balinha e Carolina Palma2
ELETROMIOGRAFIA DE AGULHA
ÍNDICE
o Definição
o Indicações
o Parâmetros técnicos
o Realização
o Condições de segurança
o Atividades
O que é avaliado?
A. Presença de atividade espontânea em repouso
B. Atividade voluntária durante contração mínima/ligeira
C. Atividade voluntária durante contração máxima
B. Atividade voluntária durante
contração minima/ligeira
o Diferenciar achados neuropáticos de miopáticos.
o Gravidade.
o É pedido ao paciente que contraia o músculo uniformemente
e com uma intensidade baixa.
o Surgem 1-4 PUM.
PUM: Potencial de Unidade Motora
o Potencial de ação registado com agulha que
representa a soma da atividade das fibras
musculares de uma unidade motora.
o Parte inicial e final positivas, com parte central
negativa.
Avalia-se:
o Amplitude
o Duração
o Número de fases
o Estabilidade
o Padrão de recrutamento
o Padrão de interferência
Número de fases
o Número de vezes que o sinal cruza a linha de base.
o Um PUM com mais de 3 fases é chamado de polifásico:
Ativação dessincronizada das fibras musculares.
o Suspeita-se de patologia quando >15% dos PUM são
polifásicos (>25% nos deltóides).
o Alterações a direção do PUM que não passam a linha de
base são designadas voltas ou serrilhas e têm o mesmo
significado que os potenciais polifásicos.
Estabilidade
o Um PUM saudável mantem a morfologia uniforme
durante disparos repetitivos.
o A variabilidade do numero de fases sugere o
comprometimento da transmissão neuromuscular.
Recrutamento e IP
Padrão de disparo das UM
Duas formas de aumentar a força de um músculo:
1. Ativação: Cada unidade motora começa a disparar a
uma frequência mais elevada.
2. Recrutamento: Aumenta o número de unidades
motoras a disparar.
Com um esforço mínimo do músculo, uma unidade
motora isolada começa a disparar ritmicamente a 4-5
Hz.
Com um ligeiro aumento da força muscular esta
primeira unidade motora começa a disparar mais
rapidamente e posteriormente entra em
funcionamento uma segunda unidade motora.
Este processo continua, com o aumento da
frequência de cada unidade motora e o recrutamento
de novas unidades.
o A proporção de frequência de disparo com o recrutamento
de uma unidade motora é de 5 para 1.
o Quando a primeira unidade motora aumenta a sua
frequência de disparo para 10 Hz, uma segunda unidade
motora começa a disparar.
o Quando a primeira unidade motora atinge 15 Hz, uma
terceira unidade motora começa a disparar e assim
sucessivamente.
o Na maioria dos músculos, a frequência máxima de disparo
de cada unidade motora é de 30-50 Hz.
Recrutamento:
A. Reduzido
B. Precoce
C. Défice de ativação
A. Recrutamento Reduzido
Doença neuropática
B. Recrutamento Precoce
Presença de grande número de UM para gerar uma força mínima.
Quando há perda de fibras musculares e as UM tornam-se mais
fracas.
Miopatias.
Distúrbios da junção neuromuscular.
C. Défice de ativação
Falta de cooperação
Doença do neurónio motor superior
C. Atividade voluntária durante
contração máxima
Durante a contração máxima as UM sobrepõem-se criando um
padrão interferencial, no qual não é possível diferenciar cada
unidade motora isoladamente.
IP normal
IP neuropático
IP miopático
PADRÃO NEUROPÁTICO
AXONAL
DESMIELINIZANTE
AGUDO
CRÓNICO
PADRÃO MIOPÁTICO
AGUDO
CRÓNICO
PADRÃO NEUROPÁTICO AXONAL
o Após uma lesão axonal do nervo, o processo de degeneração
Walleriana ocorre nos primeiros 4 a 7 dias, seguindo-se a
desnervação das fibras musculares distais da unidade motora
envolvida.
o A reinervação ocorre através das unidades motoras vizinhas
sobreviventes que fazem prolongamentos das terminações
axonais, reinervando algumas fibras musculares.
o Quando se dá esta reinervação o número de células musculares
em cada unidade motora é maior do que o normal, originando
PUM de maior amplitude, duração e número de fases.
o Imediatamente após a lesão a morfologia do PUM mantém-
se normal.
o Os únicos achados na EMG numa lesão neuropática aguda
é um padrão de recrutamento reduzido em músculos
enfraquecidos devido à perda de unidades motoras.
o Ocorre caracteristicamente nas primeiras semanas após o
trauma, compressão ou enfarte do nervo.
o Encontra-se atividade de desnervação.
o Após a perda axonal e desnervação, o processo de reinervação
pode dar-se de duas maneiras:
o A) Desnervação completa
o O único mecanismo possível para a reinervação é a regeneração
axonal a partir do ponto da lesão.
o Esta regeneração é muito lenta (não mais de 1 mm por dia) e poderá
demorar meses a anos, dependendo da extensão da lesão.
o Para se dar esta regeneração os corpos celulares do motoneurónio
têm de estar intactos.
o B) Desnervação parcial
o A reinervação habitualmente ocorre através de ramos colaterais
que crescem nas unidades motoras vizinhas sobreviventes.
o Como o número de fibras musculares de cada unidade
motora aumenta, os PUM tornam-se mais amplos, com uma
duração prolongada e aumento da polifasia.
o PUM com duração e amplitude aumentada e polifásicos
nunca aparecem em condições agudas. Quando presentes,
implicam sempre que o processo patológico já dura por
várias semanas, ou provavelmente meses ou anos.
o Os potenciais de desnervação desaparecem na perda
axonal crónica.
PADRÃO NEUROPÁTICO DESMIELINIZANTE
o Como nestes casos não há desnervação, nem a
consequente reinervação, os PUM vão ter uma morfologia
normal.
o Se a desmielinização resulta apenas na lentificação da
condução, o potencial de ação do nervo continua a atingir
as fibras musculares, embora mais lentamente e o número
de unidades motoras funcionantes continua normal.
PADRÃO MIOPÁTICO
AGUDO
o Nas miopatias o número de fibras musculares
funcionantes em cada unidade motora diminui.
o Os PUM irão ter uma menor amplitude e uma duração
mais curta.
o Devido à despolarização menos homogénea há um
incremento da polifasia.
o Pode existir atividade espontânea por exemplo em
miopatias inflamatórias.
o Como cada unidade motora contém um número reduzido de
fibras musculares, cada uma delas não consegue gerar
tanta força como uma unidade motora normal.
o Vão ser disparadas mais unidade motoras do que seria
normal para aquele nível de força, resultando num
recrutamento precoce.
o O padrão associado a uma miopatia aguda é a presença de
PUM de curta duração, baixa amplitude e polifásicos, com
um padrão de recrutamento precoce.
PADRÃO MIOPÁTICO
CRÓNICO
o Podem desenvolver-sePUM de longa duração,
de maior amplitude e polifásicos, embora esta
morfologia seja típica das neuropatias crónicas.
o Potenciais de desnervação
o Recrutamento precoce.
CONDIÇÕES DE SEGURANÇA
o Evitar o contacto do paciente com objetos de metal ou dispositivos
elétricos durante o exame;
o Utilizar uma tomada terra para prevenir fugas de corrente;
o O aparelho deve ser ligado antes de colocar qualquer elétrodo no
paciente e desligado só depois de se retirarem todos os elétrodos;
o Não devem ser usadas extensões de fichas pois encorajam fugas
de corrente;
o Um dispositivo elétrico ligado ao paciente (por exemplo, um
ventilador) deve partilhar a mesma terra do aparelho
eletrofisiológico;