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Cuidos Pré e Pós Operatório

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ENFERMAGEM EM CLÍNICA CIRÚRGICA

 Exames pré-operatórios

 São exames solicitados para auxiliar e complementar a avaliação pré-


operatória clínica, servindo para confirmar fatores de risco cirúrgico
identificados pelo exame clínico.
 Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico, há uma etapa
indispensável que pode definir, em menor ou maior grau, o sucesso da
operação: os exames pré-operatórios. São eles que irão determinar se o
paciente está apto a se submeter a uma cirurgia.
 Esses exames são necessários para verificar se o paciente está saudável e em
perfeitas condições para passar pelo estresse no organismo gerado pela
cirurgia. Com a saúde em dia, as chances de garantir resultados satisfatórios e
manter o bem-estar do paciente durante e após a operação são muito maiores.
 Importância dos exames pré-operatórios

 Há inúmeros relatos de morte de pacientes durante ou logo


após procedimentos cirúrgicos que poderiam ter sido evitadas
com a realização de exames pré-operatórios.

 É muito importante que o médico conheça as complicações


pelas quais o paciente pode passar durante e após a cirurgia.
 Importância dos exames pré-operatórios

 Todo procedimento cirúrgico oferece riscos, mas uma boa


análise dos exames podem diminuir drasticamente as chances
de alguma coisa dar errado.
 A realização deles é fundamental, também, para corrigir a
tempo um possível fator de risco no paciente. Portanto,
quando solicitados antes da cirurgia, são importantes para
garantir um procedimento bem-sucedido e livre de
complicações que coloquem em risco a saúde
 Tipos dos exames pré-operatórios

 Hemograma Completo
 Urina Tipo I
 ECG
 Raio X- Tórax
 Coagulograma
 Glicemia em jejum
 Creatinina sérica
 Uréia
 Tipagem sanguínea
 EPF
 Assistência de enfermagem no pré e pós operatório.

 É um conjunto de cuidados que visam preparar o paciente


para a cirurgia e ajudá-lo no período de recuperação
 Objetivo da assistência de enfermagem no pré e pós
operatório.

 Preparar o paciente adequadamente para a cirurgia;


 Diminuir riscos no intra-operatório;
 Evitar complicações e desconfortos no pós-operatório.
 Objetivo da assistência de enfermagem no pré e pós
operatório.

 Preparo pré-operatório:

o Preparo psicológico: o desconhecimento ou incerteza quanto aos resultados do


tratamento a que será submetido, também é fonte de insegurança, desassossego e
medo para o paciente. Para aliviar essa tensão, a enfermagem deverá conversar com
o paciente e esclarecer-lhe as dúvidas e temores.
o Preparo espiritual: algumas vezes o paciente pode receber a visita do seu líder
religioso para resgatar o sentimento de confiança e fé.
o Preparo físico: consiste em preparar o corpo e o organismo do paciente para o ato
cirúrgico, através de procedimentos de enfermagem e administração de
medicamentos prescritos.
 Atuação da enfermagem no pré operatório mediato.

 São os cuidados de enfermagem oferecidos ao paciente no período que


vai da internação até as 24 horas que antecedem a cirurgia. Nesse caso
a atuação da enfermagem consiste em admitir o paciente na clínica
cirúrgica. A admissão do paciente à clínica cirúrgica segue com muita
semelhança a rotina de admissão às outras clínicas do hospital.
 Com atenção é claro, ao aviso de: exames laboratoriais pré-
operatórios. RX. Aviso ao serviço de nutrição e dietética, ao centro
cirúrgico do tipo de cirurgia que será realizada, nome do cirurgião, e
provável horário e data. Esses últimos podem ser mudados de acordo
com novas informações do médico.
 Atuação da enfermagem no pré operatório mediato.

 Nesta fase em que o paciente está prestes a ser operado,


muitas circunstâncias o envolvem. O estresse é quase
inevitável. O paciente cirúrgico geralmente é tenso e ansioso,
por algumas vezes agitado.
 Esses fatores podem aumentar o índice de complicações no
pré, intra e pós-operatório. Igualmente, paciente bem
orientado pode evoluir muito bem e apresentar pouca ou
nenhuma complicação no pós-operatório
 Atuação da enfermagem no pré operatório mediato.

 A enfermagem deve:

• Preparar psicologicamente o paciente;


• Controlar de SSVV.
• Preparar e orientar para exames radiológicos se houver;
• Controlar o peso, eliminação urinária, intestinal, etc;
• Observar e orientar quanto à alimentação (dietas, jejuns, etc);
• Observar e orientar quanto à higiene;
• Orientar o paciente: Deve-se explicar ao paciente que no pós-operatório poderá
permanecer com sondas, drenos, imobilizadores etc.
• Orientá-lo quanto às visitas e permanência de familiares
 Atuação da enfermagem no pré operatório imediato.

 O pré-operatório imediato é o período que se inicia na véspera


da cirurgia e vai até o momento de iniciar o ato cirúrgico.
 Nesse caso a atuação da enfermagem consiste em:
 a) Preparo da pele: livrar a pele de microrganismos patogênicos.
 b) Tricotomia: consiste na raspagem ou retirada dos pêlos da
região que será incisionada e áreas circunvizinhas, higiene e
limpeza com água e sabão ou soluções anti-sépticas na região
tricotomizada. As áreas para tricotomia variam de acordo com o
tipo de cirurgia;
 Atuação da enfermagem no pré operatório imediato.

 c) Higiene corporal: se estiver em condições, o próprio paciente deverá ser orientado para
tomar um banho completo. Dá-se maior importância à região onde será feita a incisão.
Também deve-se dar muita atenção aos cabelos, unhas e pés. Em pacientes do sexo
feminino deve-se observar se as unhas estão pintadas com cores fortes; nesse caso o
esmalte será removido. Em pacientes do sexo masculino pode-se fazer tricotomia facial
(barbeá-los) antes da cirurgia.
 d) Alimentação: inclui a orientação sobre o jejum. O período para o jejum pode variar de
acordo com a cirurgia. A finalidade deste é manter o trato intestinal livre de resíduos. Em
média se exige de 8 a 12 horas. Esse esvaziamento evita que o paciente apresente vômito
durante a cirurgia, especialmente em caso de anestesia geral (Por estar inconsciente existe
a possibilidade de que ele aspire parte do líquido e alimentos para o interior dos pulmões,
causando complicações sérias como: asfixia, pneumonia e abcesso pulmonar). Em caso de
jejum deve-se também suspender a medicação V.O. (sempre sob orientação médica)
 Atuação da enfermagem no pré operatório imediato.

 e) Preparo intestinal: Pode ser feito através da lavagem


intestinal, enemas, laxantes, conforme a prescrição médica.
Tem por finalidade esvaziar o intestino a fim de evitar
incontinência fecal, acidentes como a perfuração da alça
intestinal durante a cirurgia, bem como prevenir a formação de
gases no pós-operatório. É importante que se avalie o efeito e
seja anotado no prontuário. Caso o efeito não seja satisfatório,
ou seja, não haja suficiente eliminação de fezes, comunica-se
ao médico que poderá solicitar a repetição do procedimento
 Atuação da enfermagem
imediatamente antes da cirurgia.

 Checar jejum do paciente, orientá-lo a manter-se dessa forma


até segunda ordem; suspender medicação V.O.
 Verificar higiene corporal (banho) e área tricotomizada;
 Prender os cabelos com touca ou gorros adequados e oferecer
camisola cirúrgica;
 Verificar unhas (curtas e sem esmalte);
 Atuação da enfermagem
imediatamente antes da cirurgia.

 Retirar jóias e próteses; entregar aos familiares ou ao setor


competente;
 Encaminhar o paciente ao sanitário para que esvazie a bexiga;
 Controlar SSVV, comunicando qualquer anormalidade;
 Colocar o paciente no leito e observar para que ele fique
deitado até a ida para o CC;
 Atuação da enfermagem
imediatamente antes da cirurgia.

 Administrar medicação pré-anestésica (conforme prescrição médica e


rotina do hospital).
 O paciente deverá permanecer sob observação e deitado após ter
recebido a medicação;
 Atentar para qualquer anormalidade no estado do paciente;
 Anotar todos os cuidados prestados ao paciente e suas condições em
seu prontuário;
 Anexar todos os exames ao prontuário (RX, exames laboratoriais, etc.);
 Encaminhar o paciente ao CC
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório.

 É o período que vai desde o término do ato cirúrgico até a alta


hospitalar.
 Objetivos:
o Restabelecer ao máximo a função fisiológica normal e
assegurar sua volta às atividades normais.
o Evitar complicações e desconforto pós-operatório tardio e
pós-alta.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório.

 É o período que vai desde o término do ato cirúrgico até a alta


hospitalar.
 Objetivos:
o Restabelecer ao máximo a função fisiológica normal e
assegurar sua volta às atividades normais.
o Evitar complicações e desconforto pós-operatório tardio e
pós-alta.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

 O pós-operatório imediato corresponde às primeiras 24 horas


após o término da cirurgia. A atuação da enfermagem neste
período consiste em:

a) Preparo da unidade do paciente.


 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

 O preparo da unidade do paciente visa adequar o leito e a


unidade toda para receber o paciente operado proporcionando-
lhe o máximo de conforto e segurança. E consiste em:
 - Limpeza geral da Unidade.
 - Arrumação da cama “tipo operado”.
 - Trazer suporte de soro e deixá-lo ao lado da cama.
 - Manter ambiente calmo, arejado e aquecido, semi-obscuro.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

b) Recepção do paciente na unidade (quarto) após a cirurgia:


 - Transportá-lo da maca para a cama com extremo cuidado a
fim de que o paciente não seja exposto e que não haja nenhum
tipo de dano ou lesão na área da cirurgia;
 - Posicionar o paciente de acordo com o tipo de cirurgia e
anestesia. De modo geral, deve-se manter a cabeça
lateralizada, a fim de evitar que o paciente aspire vômitos ou
mesmo que a língua obstrua as vias respiratórias.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

c) Observar sinais vitais frequentemente e tomar providências


com relação à alterações.
 Em geral: na primeira hora verifica-se SSVV de 15 em 15
minutos; na segunda hora de 30 em 30 minutos; da terceira à
quarta hora passa-se a verificar de hora em hora. A partir daí
ou das doze horas após a cirurgia, de duas em duas horas.
Depois disso, rotineiramente. Este esquema pode ser alterado
dependendo das condições do paciente.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

d) Manter ambiente tranquilo semi-obscuro e paciente


confortavelmente aquecido.
e) Observar perfusão da venóclise e necessidade de restrição.
f) Observar curativo: sobretudo com relação à sangramentos
excessivos.
g) Observar presença de drenos, sondas, tipo da drenagem, se
mantida aberta ou fechada, o tipo de líquido drenado, volume,
etc.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

h) Observar sinais e sintomas de hemorragia (pulso filiforme,


taquipnéia, taquicardia, prostração, sudorese, pele fria, palidez
indicadores de choque hipovolêmico).
i) Observar diurese. A primeira micção deve ocorrer nas
primeiras oito horas pós-cirurgia. Atenção para a presença de
bexigoma. A retenção urinária pode acontecer devido ao espasmo
esfincteriano devido ao anestésico, sobretudo em caso de
cirurgias do baixo abdômen ou perineais.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

j) Observar coloração e temperatura da pele.

k) Aspirar secreções, se necessário.

l) Administrar toda medicação prescrita, sobretudo analgésicos e


antibióticos.
 Atuação da enfermagem no período
pós-operatório imediato.

 O período de jejum pós operatório varia conforme a cirurgia e


o estado do paciente. Em geral não se administra nada via oral
antes que o reflexo de deglutição tenha voltado
completamente
 Atuação da enfermagem no pós-
operatório mediato ou tardio.

 É o período que inicia depois das primeiras 24 horas. O


paciente permanecerá internado na clínica cirúrgica até o
momento da alta. Esse período varia conforme a cirurgia
realizada e, principalmente de acordo com as reações
individuais de cada paciente.
 Os cuidados aplicados nesse período visam proporcionar ao
paciente uma recuperação mais rápida preparando-o para
voltar às atividades normais. Os cuidados incluem:
 Atuação da enfermagem no pós-
operatório mediato ou tardio.

 a) Controlar sinais vitais: conforme a rotina da clínica.


Atenção para PA. Uma hipotensão pode ser sinal de
hemorragia.
 b) Observar diurese: volume, aspecto, sedimentação,
incontinência ou retenção, etc. Pacientes com sonda vesical
Foley podem ser submetidos à exercícios vesicais, se não
houver contra-indicação médica. Este exercício consiste em
abrir e fechar a sonda com pinça, de 4 em 4 horas.
 Atuação da enfermagem no pós-
operatório mediato ou tardio.

 c) Observar evacuação: quantidade, frequência, consistência e


odor.
 d) Incentivar exercícios no leito.
 e) Realizar curativo na incisão cirúrgica e local do dreno.
Observar e anotar o aspecto da incisão, o processo de
cicatrização e a presença de secreções.
 Atuação da enfermagem no pós-
operatório mediato ou tardio.

 f) Iniciar deambulação precoce a fim de evitar complicações


pulmonares (acúmulo de secreções), circulatórias e intestinais.
A deambulação gradual segue as seguintes etapas: elevar a
cabeceira do leito e deixar o paciente nesta posição por alguns
momentos para evitar a hipotensão postural; colocá-lo sentado
no leito com as pernas para baixo; descer o paciente com
ajuda. O início da deambulação irá variar de acordo com o
tipo de cirurgia.
 Atuação da enfermagem no pós-
operatório mediato ou tardio.

 g) Administrar a medicação prescrita, atenção especial para


analgésicos e antibióticos.
 h) Orientar o paciente e a família sobre os cuidados após a
alta.
 i) Registrar todos os cuidados administrados ao paciente em
seu prontuário.
 Considerações sobre
a retirada de pontos.

 A cicatrização é um processo que ocorre de dentro para fora. A


cicatrização de uma ferida pode ocorrer sem problemas (1ª intenção) ou
apresentar dificuldades para cicatrização imediata (2ª intenção), ou ainda,
necessitar de uma nova sutura (3ª intenção).
 A retirada de pontos de uma incisão operatória é feita geralmente no 7º
dia pós-operatório ou nos dias posteriores, seguindo sempre orientação
médica. Com pinça anatômica delicada, segura-se uma das extremidades
do ponto, e com a tesoura ou lâmina de bisturi, corta-se o fio na parte
inferior do nó, retira-se com a pinça e colocam-se os pontos retirados
sobre uma gaze. É necessário fazer antissepsia antes e após a retirada dos
pontos
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

 O período perioperatório compreende toda a experiência


cirúrgica do paciente, a enfermagem faz uso de um
instrumento metodológico para assistir o paciente, sendo este
o SAEP, este instrumento norteia o cuidado de enfermagem, o
mesmo é humanizado e sistemático. A sua operacionalização
acontece quando faz-se a implementação da SAE,
potencializando desta forma o processo de trabalho.
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

 A SAEP se apresenta como uma metodologia que possibilita o


planejamento, como também o controle nas fases do
desenvolvimento da assistência operatória, ela ampara as
ações de enfermagem realizadas no CC, visando auxiliar o
cliente e a família, de forma integral, com o intuito de ofertar
uma boa assistência de enfermagem..
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

 Através desse método torna-se possível fundamentar, adequar e planejar a


intervenção, focada na peculiaridade de cada cliente, também possibilita a
avaliação dos resultados.
 A inspeção realizada pela enfermagem no período pré-operatório
corresponde ao início da execução da SAEP, visando satisfazer
necessidades do paciente, sendo estas emocionais e físicas, e ajudando a
reduzir quadros de ansiedade ou estresse, serve também como amparo na
superação do trauma causa pelo procedimento cirúrgico, promovendo boa
recuperação e sensação de bem-estar ao cliente, além da formação do
vínculo com a família do mesmo, possibilitando desta forma uma
assistência sistematizada e contínua
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

 A SAEP é constituída por cinco fases, sendo estas: A visita


pré-operatória da enfermagem, o planejamento desta
assistência, a avaliação da assistência e a reformulação da
assistência que será ofertada ao cliente, sendo esta com base
nos resultados já obtidos e visando solucionar eventos
adversos. Faz-se necessário o engajamento e a participação da
equipe multiprofissional para a oferta de uma assistência
segura e considerada de qualidade ao paciente cirúrgico.
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

 É de extrema importância uma comunicação ativa, visando a


potencialização da assistência perioperatória a ser ofertada,
podendo minimizar falhas nas ações de assistência.
 Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória - SAEP

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