0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações9 páginas

Teorias da Arte: Definições e Críticas

Enviado por

Afonso Silva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
25 visualizações9 páginas

Teorias da Arte: Definições e Críticas

Enviado por

Afonso Silva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

TEORIAS DA

ARTE
S Í N T E S E E S Q U E M ÁT I C A
FILOSOFIA DA ARTE
O problema da definição de
arte

O QUE É A ARTE?

O Q U E FA Z D E U M O B J E T O U M A O B R A D E A R T E ?

( Q UA L A N AT U R E Z A D A A RT E ? )
Condições necessárias e suficientes

Teorias essencialistas
• Defendem a existência de
propriedades essenciais ou
intrínsecas comuns a todas as
obras de arte.

Teorias não essencialistas


• Defendem a impossibilidade de definir a arte a
partir de um conjunto de propriedades
essenciais ou intrínsecas, apresentando
definições que assentam em propriedades
extrínsecas e relacionais.
TEORIA DA ARTE COMO IMITAÇÃO/REPRESENTAÇÃO
Defensores da teoria Platão e Aristóteles – século IV a. C.
Uma obra de arte é uma criação humana que imita ou
Núcleo da teoria representa a realidade e o critério de valor da obra reside
na qualidade da imitação/representação.

Épocas históricas* – Antiguidade, Idade Média e Idade


Contexto histórico-social Moderna – em que as técnicas de representação da realidade
repousavam na habilidade dos artistas.
• Muitos dos objetos e das criações humanas reconhecidos
como arte não são imitações (cópias) ou representações
da realidade.
Objeções à teoria • A imitação ou representação da realidade não são nem
condições necessárias nem suficientes para definir arte.
• Teoria muito restritiva.
TEORIA DA ARTE COMO EXPRESSÃO
Defensores da teoria Tolstoi / Collingwood

Uma obra de arte transmite sentimentos e outras


Núcleo da teoria
pessoas experimentam esses sentimentos.

Esta teoria impôs-se na época romântica que se


Contexto histórico-
caracterizou pela valorização dos sentimentos e das
social
emoções.
• Pode levantar-se a dúvida a respeito do conteúdo
emocional de certas obras: a arquitetura e muitas obras
de pintura (sobretudo da chamada pintura abstrata) não
parecem ser exemplos de expressão emocional.
Objeções à teoria • Há obras que nada exprimem, de acordo com os seus
criadores.
• Outras que despertam nas pessoas que as apreciam
sentimentos diferentes do que estão a ser expressos
nas obras.
TEORIA DA ARTE COMO FORMA SIGNIFICANTE
Defensores da teoria Clive Bell
Obra de arte é aquela obra que apresenta uma forma
significante, sendo o conteúdo irrelevante para a
determinação do valor artístico*.
Núcleo da teoria
A forma significante resulta da combinação adequada de
linhas, cores, planos, volumes, movimentos e outras
características formais.
Contexto histórico- Fins do século XIX e século XX, na sequência da descoberta
social e desenvolvimento das técnicas fotográficas.
• É uma teoria elitista.
• Cai na circularidade ao explicar a forma significante
recorrendo à emoção estética e a emoção estética
recorrendo à forma significante. Há uma indefinição de
forma significante.
Objeções à teoria • Quer a forma quer o conteúdo são importantes (e, às
vezes, inseparáveis) na arte.
• A emoção estética pode ser provocada por outras coisas
que não são obras de arte.
TEORIA INSTITUCIONAL DA ARTE
Defensores da teoria George Dickie
Uma obra de arte é um artefacto que adquire
Núcleo da teoria aquele estatuto se a instituição – mundo da arte –
lho atribuir.
Contexto histórico- Século XX, na sequência do desenvolvimento
social tecnológico.
• Ou há razões para um objeto ser convertido em obra de
arte pelo Mundo da arte ou não há; se há, são estas que
fazem do objeto uma obra de arte, se não há é arbitrário.
• A definição de arte é inútil, pois tudo pode ser
considerado arte, já que esta teoria apenas classifica as
obras como arte ou não arte e não boa ou má arte.
Objeções à teoria • É circular, pois defende que um objeto é arte se for inserido
no mundo da arte para ser apreciado como arte pelas
pessoas do mundo da arte.
• Deixa de fora obras de artistas que criem à margem das
instituições artísticas.
TEORIA HISTÓRICA DA ARTE
Defensores da teoria Jerrold Levinson

Uma obra é arte se, e só se, for um objeto acerca do


qual uma pessoa (ou pessoas), possuindo a sua
Núcleo da teoria propriedade, tiver a intenção não passageira de que
este seja perspetivado como uma obra de arte como o
foram as obras de arte anteriores.

Século XX, na sequência do desenvolvimento


Contexto histórico-social
tecnológico.
• É discutível que a condição do direito de
propriedade seja uma condição necessária.
• Se admitirmos que o que faz de algo uma obra de
Objeções à teoria
arte é a sua relação com a arte anterior, então
levanta-se um problema ao considerar-se a primeira
obra de arte a surgir no mundo.
TEORIA DA INDEFINIBILIDADE DA ARTE
Defensores da teoria Morris Weitz

Não se pode pretender definir arte porque estamos


perante um conceito aberto por motivo das próprias
Núcleo da teoria
condições de liberdade e de imaginação criativa em que
as obras são produzidas.

Século XX, na sequência do desenvolvimento


Contexto histórico-social
tecnológico.
Apesar de toda a argumentação, não elucida o conceito.
Se existe parecença familiar, então deverá existir algum
denominador comum às obras de arte, tal como entre os
Objeções à teoria
membros de uma família se verifica o facto de estarem
geneticamente relacionados.

Você também pode gostar