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Ventilação Mecânica e Não Invasiva

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Ventilação Mecânica

► A ventilação mecânica é o uso de uma


máquina para auxiliar a entrada e a saída de
ar nos pulmões. Alguns indivíduos com
insuficiência respiratória necessitam de um
ventilador mecânico (uma máquina que ajuda
o ar a entrar e a sair dos pulmões) para
auxiliar a respiração.
► A ventilação mecânica é o uso de uma
máquina para auxiliar a entrada e a saída de
ar nos pulmões. Alguns indivíduos com
insuficiência respiratória necessitam de um
ventilador mecânico (uma máquina que
ajuda o ar a entrar e a sair dos pulmões)
para auxiliar a respiração. A ventilação
mecânica pode salvar vidas.
A ventilação mecânica (VM) se faz através da
utilização de aparelhos que, intermitentemente,
insuflam as vias respiratórias com volumes de ar
(volume corrente - VT).
► Para a realização do Teste de
Respiração Espontânea (TRE) o
paciente deve ser desconectado da
ventilação mecânica por um período
mínimo ideal de 30 minutos, mas não
superior a 120 minutos.
► Define-se ventilação não invasiva como todo suporte
ventilatório administrado sem a presença de cânula
endotraqueal (intubação ou traqueostomia).
► Na VNI a interface entre o paciente e o ventilador é
obtida através do acoplamento de máscaras, nasais
ou faciais, ou capacetes.
► Muitos pacientes requerem apenas pressões
modestas para manter a ventilação
compensada.
► Com o aumento da disponibilidade de
dispositivos e de mecanismos mais eficientes e
avançados de válvulas, a VNI torna-se uma
opção atraente de aplicar o suporte ventilatório
sem intubação das vias aéreas tornando-se
amplamente exercido, tanto para suporte quanto
para aplicações hospitalares agudas.
Os principais objetivos da
VNI

► Correção da hipóxia e/ou hipercarbia;


► Manutenção dos volumes pulmonares corrigindo ou
prevenindo atelectasias;

► Redução do trabalho respiratório, impedindo ou


auxiliando no tratamento da fadiga muscular e a melhora
do conforto respiratório
► A Ventilação Não Invasiva utiliza uma pressão
inspiratória para ventilar o paciente através de
interface naso-facial (IPAP e ou PSV) e uma pressão
positiva expiratória para manter as vias aéreas e os
alvéolos abertos para melhorar a oxigenação (EPAP
e ou PEEP)
► No modo CPAP é administrado ao paciente através da
interface naso-facial somente uma pressão expiratória final
contínua nas vias aéreas (CPAP) e a ventilação do paciente
é feita de forma totalmente espontânea.
► VANTAGENS

► Maior conforto com menores doses de sedativos,


facilidade de instalação e remoção, preservação da fala
e deglutição.
► Eliminação das lesões mecânicas das vias aéreas,
eliminação do componente resistivo imposto pela
cânula traqueal e redução na necessidade de
intubação.
► A VNI reduz a incidência de pneumonia associada a
ventilação mecânica, tempo de internação, custos e
mortalidade em pacientes com insuficiência respiratória
hipercápnica e em pacientes imunossuprimidos com
insuficiência respiratória hipoxêmica.
► DESVANTAGENS
► As principais desvantagens incluem:
► -Necessidade de colaboração, estabilidade
hemodinâmica e um tempo maior de ventilação
para que ocorra a correção dos distúrbios nas
trocas gasosas.
► Pós parada cardiorrespiratória
► -Angina instável ou infarto agudo do miocárdio
► -Agitação, redução do nível de consciência ou coma (escala de coma
de Glasgow <10), exceto acidose hipercápnica em DPOC
► -Hipoxemia refratária com SpO2 < 85% com FIO2 = 1
► -Acidose respiratória grave com pH <7,20
► -Alterações dos mecanismos de deglutição
► -Secreção abundante com dificuldade de eliminação
► -Obstrução alta de vias aéreas
► -Lesões da face ou via aérea superior
► -Hemorragia digestiva ou pulmonar
► -Piora progressiva da função respiratória e/ou hemodinâmica
► -Distensão abdominal progressiva ou vômitos Obesidade mórbida (IBW
> 200%)
► -I-Instabilidade hemodinâmica (choque ou arritmias)nstabilidade hemodinâmica
(choque ou arritmias)
► Muito embora a VNI possa ser usada em um
amplo espectro de situações clínicas associadas a
insuficiência respiratória, a sua eficácia é variável.
► Torna-se portanto necessário respeitar os seus
limites e reconhecer as condições em que já
existe um consenso estabelecido
► Edema agudo de pulmão cardiogênico
► A aplicação de CPAP associado a medicação
convencional leva a correção mais rápida das
trocas gasosas (pH, PaCO2 e relação PaO2/FIO2),
menor taxa de intubação e estadia hospitalar em
pacientes com edema agudo de pulmão quando
comparado ao tratamento farmacológico isolado.
►ASMA

►O papel da ventilação não invasiva com pressão positiva permanece


controverso.

►Naqueles com asma moderada/grave com riscos, a VNI não deve ser
usada como preferência.

►A utilidade do VNI em melhorar a sincronia do ciclo respiratório e


reduzindo as pressões das vias aéreas não é amplamente comprovada.
► DPOC

► A IRpA no DPOC é caracterizada pelo agravamento de hipoxemia e


um grau variável de retenção de dióxido de carbono e acidemia.
► A piora da relação V / Q é provavelmente o mecanismo principal na
ocorrência da hipoxemia pela ampliação do espaço morto fisiológico
e aumento da frequência respiratória.
► O aumento da resistência das vias aéreas e a necessidade de uma
ventilação minuto mais alta pode resultar em limitação de fluxo,
hiperinflação dinâmica e iPEEP relacionado com subsequente
aumento da carga do limiar inspiratório e disfunção dos músculos
respiratórios, o que pode levar à fadiga.
► Dispneia, insuficiência ventricular direita e encefalopatia
caracterizam o DPOC grave complicado por IRpA.
► DPOC

► O pH arterial reflete o agudização aguda da ventilação


alveolar e, independentemente do nível crônico de PaCO2,
representa o melhor marcador de gravidade.

► Pacientes com DPOC grave que desenvolvem IRpA requerem


suporte ventilatório.

► VNI mostrou-se eficaz em IRpA causada pela DPOC em vários


estudos clínicos, com taxas de sucesso de até 65% .
► DPOC

► Tal como acontece na ventilação invasiva, os objetivos da VNI


incluem:
► -repouso muscular respiratório
► -suporte ventilatório durante o tratamento de condições
reversíveis
► -correção de hipoxemia grave e hipercarbia.

► A aplicação de VNI melhora a sobrevida, reduz a necessidade


de intubação endotraqueal e taxa de complicações, e encurta
tempo de permanência no hospital e em UTI.
► Pacientes com exacerbação leve, com pH normal ou levemente
acidotico (pH> 7,35) e sem sinais clínicos de insuficiência respiratória,
não parecem se beneficiar de um teste de VNI.

► Em pacientes com IRpA moderada, caracterizada por níveis de pH


entre 7,25 e 7,30, a VNI é indicada por algumas horas por dia (<12
horas / dia) para prevenir intubação endotraqueal, com baixa taxas
de falha (15% a 20%) e parece ter o maior benefício.

► Nos pacientes mais graves (pH <7,25), Nesta população, o uso de VNI
como alternativa à ventilação invasiva não afetam a taxa de
mortalidade ou a duração do suporte ventilatório, mas está associada
a menor taxa de complicações (associada ao ventilador pneumonia,
desmame difícil).
► Apesar da taxa elevada de falha, vale a pena uma curta tentativa de
VNI se não houver contra- indicação.
► Ao usar modos de ciclo de pressão, a abordagem
recomendada é começar em baixas pressões para o
conforto do paciente e titular o suporte de pressão ou
pressão positiva inspiratória nas vias aéreas para atingir
um volume corrente de pelo menos 6 mL / kg, melhora nos
sinais clínicos (FR<25 irpm, menor uso de musculatura
acessória)
PEEP externa, em ventiladores de dois níveis, pode neutralizar
o iPEEP e, assim, auxiliar o acoplamento, reduzindo o
consumo de oxigênio e melhorando o conforto.

Apesar da iPEEP poder ser tão alta quanto 15 cm


H2O em pacientes com DPOC, PEEP de 5 cm H2O
são raramente tolerados ou necessários.
►VNI Pós-extubação

●Recomendação: A VNI deve ser utilizada visando encurtar a duração da


ventilação invasiva (ação facilitadora da retirada da VNI), reduzir a
mortalidade, diminuir as taxas de pneumonia associada à ventilação
mecânica (PAV), gerando menos dias internação de UTI e hospitalar na
população de pacientes DPOC hipercápnicos.

●Recomendação: Usar VNI imediatamente após a extubação nos


pacientes de risco para evitar Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA) e
reintubação (ação profilática).
►VNI em Pós-Operatório
•A VNI para Tratamento da IRpA no pós-operatório imediato de cirurgia
abdominal e torácica eletivas deve ser utilizada estando associado à melhora
da troca gasosa, redução de atelectasias e diminuição do trabalho respiratório,
além de diminuição da necessidade de IOT e possivelmente da mortalidade.
Deve ser utilizada com cautela, respeitando-se as limitações e contra
indicações para sua utilização.

•Em cirurgias esofágicas pode-se usar VNI para se evitar IRpA, mantendo-se
pressões inspiratórias mais baixas (EPAP < 8 e IPAP < 15). A mesma sugestão
vale para Cirurgia Torácica, Cirurgia Abdominal, Cirurgia Cardíaca, e Cirurgia
Bariátrica
Dispositivos de O2 suplementar

Cateter de O2
( Ambú)
Bolsa
Valva
Máscara
Quando intubar???
Montagem de material de intubação
MATERIAL E APARELHOS
► MATERIAL PARA INTUBAÇÃO

► Cânula oro traqueal de diversos tamanhos.


► Seringa de 20 ml (para insuflar cuff)
► Cadarço
► Laringoscópio Lâminas de diversos tamanhos
► Filtro de barreira ( HMEF OU HME + HEPA)
► VM Ventilador Mecânico, testado e montado previamente
► Sistema de aspiração fechada
► Pinça
Identificar os aparelhos do setor:

► APARELHOS:
► Monitor Multiparâmetro
► Kit de Aspiração
► Ventilador

► Conectado á rede de O2 e Ar comprimido

► Circuito completo com conector Y na extremidade

► Teste completo do ventilador e sem falhas

► Filtros preconizados
Montagem do sistema
fechado de intubação
1. usar embolo de seringa (já no kit do PS).
2. Introduzir o fio guia em um orifício no êmbolo da
seringa.
3. após a intubação tracionar o fio guia sem retirar o
êmbolo e clampear o tubo com pinça antes da
retirada do êmbolo.
4. Em seguida conectar o VM ainda em Stand
by, após a conexão ligar o aparelho para
início da ventilação mecânica
5. Recomenda-se colocar fixações com
esparadrapo nas conexões afim de evitar a
desconexão inadvertida.
Circuito:

1. Conecta o filtro Hepa na saída exalatória do ventilador


2. Conecta o circuito (ou traquéia) descartável o ramo inspiratório
e expiratório do ventilador
PARÂMETROS
INICIAIS
VENTILATÓRIOS
PARÂMETROS INICIAIS

• PCV OU VCV
• PEEP
• FIO2
• FR
• DELTA P OU VC
• REL I:E OU TEMPO INSP
Modalidades de VM
• CUIDADO COM DRIVING PRESSURE
NÃO DEVE EXCEDER 15

• CUIDADO COM VOLUMES


EXCESSIVOS, ESTES DEVEM SER
CALCULADOS DE ACORDO COM O
PESO PREDITO
FÓRMULAS PARA CÁLCULO DO
PESO
PREDITO

•Homens : 50 + 0,91 x (altura em


cm – 152,4)
•Mulheres: 45,5 + 0,91 x (altura
em cm - 152,4)
Atenção

1. Curso clínico grave associado a co-morbidades


2. Estratégia Ventilatória não protetora
3. Assincronias
4. Esforço Ventilatórios exacerbado
5. Analgesia/sedação insuficientes
6. Impaciência
7. Desistência precoce da posição prona

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