2024_AF_V1
6 o
ANO
Língua Portuguesa
Concordância em textos narrativos –
Parte 2
4o bimestre – Aula 6 (Sequência de Atividades 5 Aula 4)
Ensino Fundamental: Anos
Finais
Conteúdos Objetivos
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● Concordância verbal; ● Ler e compreender trechos de
textos;
● Coesão e coerência.
● Identificar a concordância verbal
com o substantivo ou o pronome
pessoal como elemento para a
constituição da coesão e da
coerência textual.
Para
começar VIREM E
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CONVERSEM
Você conhece alguma história que tenha
sido narrada em um tempo e/ou
espaço/em que o cenário fosse irreal?😃
O que você achou desse tipo de
narrativa?😉 Discuta com seus colegas.
Os textos narrativos são um grupo
de textos caracterizados por contar
acontecimentos, sendo eles reais
ou irreais, em um tempo cronológico
ou não, num espaço ficcional ou real.
© Freepik
Foco no
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FICA A Agora vamos assistir a um trecho da
DICA
história do Pequeno Príncipe
Você já leu ou assistiu ao filme
"O Pequeno Príncipe"? Esse livro,
escrito por Antoine de Saint-Exupéry, é
um clássico que encanta gerações.
Se você ainda não conhece a história,
não perca essa oportunidade! 😉
“
Teremos necessidade um do outro. Serás
para mim único no mundo.
(raposa – O pequeno príncipe) O mundo se tornou adulto demais | Pequeno Príncipe
– E só se vê bem com o coração. O
REAIS FATOS. O mundo se tornou adulto demais | pequeno príncipe.
essencial é invisível aos olhos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=N6gpzcwHdQI.
Acesso em: 7 ago. 2024.
(SAINT-EXUPÉRY, 2015)
Foco no
HORA DA
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LEITURA
Você vai ler um conto "A onça e a raposa“, de Figueiredo Pimentel.
A ONÇA E A RAPOSA
Sendo inseparáveis amigas, a raposa e a onça brigaram um dia.
Aquela, por ser ladina e esperta, conseguia fugir e evitar a sua
inimiga, todas as vezes que se encontravam. Por mais estratagemas
que empregasse, a onça nunca pôde agarrá-la. Lembrou-se, então,
de se fingir de morta.
A notícia correu pelo mato, e os bichos foram ver o cadáver, deitado
de barriga para o ar. Sabendo que a sua adversária morrera, a
raposa quis certificar-se se era verdade. Dirigiu-se com muita
cautela para o lugar onde o corpo se achava, e, chegando perto,
perguntou:
© Freepik
CONTINUA
Foco no
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— Então a onça está morta de verdade?
— Está, respondeu o macaco.
— Ela já arrotou? perguntou a raposa.
— Ainda não, disse o lagarto. Por quê? Quando a gente morre, costuma
arrotar?
— Pois você não sabia? O meu defunto avô, quando faleceu, arrotou três
vezes, respondeu a raposa. A onça ouvindo aquilo, arrotou.
— Os mortos não arrotam, exclamou a raposa, correndo. Desesperada
por ver que o seu plano falhara, a onça levantou-se, e desistiu da
vingança.
(PIMENTEL, [s.d.])
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HORA DA
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LEITURA
A história que você vai ler agora é uma lenda indígena da etnia
xavante.
HISTÓRIAS DO CÉU
Já existia o céu. Mas ainda estava se formando. O céu ainda estava
se criando. Era baixo de um lado. Não era como hoje. Era igual a uma
onda, levantando só de um lado. O povo antigo não queria o céu.
E foram tentar derrubar com o machado.
Eles batiam, abriam um buraco no céu, mas ele fechava.
Imediatamente.
Eles batiam de novo, abriam um buraco e o buraco se fechava.
Foram batendo, batendo com o machado e os buracos fechando...
Iam se revezando. Cada um batia um pouco com o machado.
Iam cortando, e o céu se fechando...
Então desistiram de derrubar:
— Vamos deixar! Não estamos conseguindo cortar o céu! © Freepik
Foi assim. Assim que o povo antigo tentou derrubar o céu.
Assim que se criou o céu.
(BRASIL, 2000. p.122) CONTINUA
Na
VIREM E
prática
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CONVERSEM
Com base nas histórias lidas, em roda de conversa, discutam com
seus colegas e respondam às seguintes perguntas:
A Por que as duas histórias são caracterizadas como textos narrativos?
B Qual foi a estratégia da onça para agarrar a raposa? Deu certo? Explique.
C Em sua opinião, por que a raposa conseguiu escapar da onça?
D Por que a história da etnia xavante é considerada um mito? Qual é a sua importância para
eles?
Na
prática
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Correção
A Elas são consideradas textos narrativos, pois apresentam: personagens, narrador,
foco narrativo, tempo e espaço.
B A onça resolveu se fingir de morta para agarrar a raposa, mas a sua estratégia não
deu certo, porque a raposa foi astuta e conseguiu desmascará-la.
C Resposta pessoal. A raposa foi inteligente, porque fez com que a onça caísse na
própria armadilha.
D A história do céu é considerada um mito, porque tem o objetivo de narrar a origem
do céu. Esse tipo de narrativa é importante para os povos antigos para explicar a
realidade, pois, naquela época, ainda não existia a ciência para nos explicar o
mundo com comprovação científica.
Foco no
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Concordância verbal com
substantivos ou pronomes pessoais Concordância verbal
FICA A
DICA
Concordância verbal é a concordância
entre o verbo e quem realiza a ação
verbal, que pode ser um substantivo
ou pronome pessoal.
Exemplos:
● João (substantivo) comprou (verbo)
muitos doces. Videoaula sobre concordância verbal, da Khan Academy Brasil.
● Eles (pronome) compraram (verbo)
KHAN ACADEMY BRASIL. Concordância verbal (5º ano). Disponível em:
muitos doces. https://www.youtube.com/watch?v=YztCgvjuhiY . Acesso em: 7 ago. 2024.
Na
prática
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TODO MUNDO
Com base no conto “A onça e a raposa”, responda às ESCREVE
seguintes perguntas em seu caderno:
Observe a construção das frases abaixo e complete com o verbo adequado:
A I. "Sendo inseparáveis amigas, a raposa e a onça ___ um dia." (brigou/ brigaram)
II. "Então, a onça ___ morta de verdade?" (está/estão)
Passe a palavra destacada para o plural e reescreva a frase, fazendo as adaptações
B necessárias, conforme a concordância verbal adequada.
"Desesperada por ver que o seu plano [falhara], a onça levantou-se, e desistiu da vingança."
Observe o emprego do verbo em cada frase e assinale a alternativa correta.
C I. Os mortos não arrota, exclamaram a raposa, correndo.
II. II. Quando a gente morre, costuma arrotar?
Reescreva o trecho do mito “História do céu” em 1a pessoa, fazendo as adaptações necessárias
D
em relação às concordâncias verbal e nominal.
“Eles batiam de novo, abriam um buraco e o buraco se fechava. Foram batendo, batendo com o
machado e os buracos fechando...”.
Na
prática
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Correção
A Brigaram;
Está.
B Desesperada por ver que os seus planos falharam, a onça levantou-se, e desistiu da
vingança.
C II.
D Eu batia de novo, abri um buraco e o buraco se fechava. Nós fomos batendo,
batendo com o machado e os buracos fechando...
Na
prática Produção de texto
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Agora, em duplas, vocês observarão a história em
quadrinhos (HQ) da Luluzinha e, com base nas
imagens, escreverão essa narrativa. Para isso,
registrem no caderno:
● Planejamento: Escolham o título do conto, o
foco narrativo, os nomes dos personagens e
como foram caracterizados, e onde e quando se
passa a história.
● Organização:
a) Introdução: apresentar os personagens, o
cenário, quando a história acontece e o tipo de
narrador.
b) Desenvolvimento do enredo: contar a história
de maneira interessante.
c) Desfecho: finalizar a história. Lembrem-se de
criar um desfecho bem interessante.
Luluzinha, a caçadora.
d) Reescrita: reler o seu texto e atentar ao que
Reprodução – LULUZINIHA/BLOG DO XANDRO, 2012. Disponível em:
possa ser melhorado em texto, evitando a
https://blogdoxandro.blogspot.com/search?q=Luluzinha+a+ca%C3%A7adora. Acesso repetição de palavras e a falta de concordância
em: 7 ago. 2024.
verbal e nominal, por exemplo.
Na
10 MINUTOS
prática
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Releia o texto “Histórias do céu” e desenhe, em uma folha,
as pessoas tentando derrubar o céu. Aproveite esse
momento para descontrair com os seus colegas.
Encerrame
nto
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VIREM E
CONVERSEM
PARA
REFLETIR
● Por que as lendas e os mitos eram
importantes na época em eles surgiram?
● A concordância verbal está presente
em textos escritos e na oralidade, ou
seja, no nosso bate-papo. Por que é
importante concordarmos o verbo com
aquele que realiza a ação verbal?
Referências
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ABAURRE, M. L.; PONTARA, M. Literatura brasileira: tempos, leitores e leituras. São Paulo: Moderna,
2015.
BAGNO, M. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília (DF), 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos, 2000. Livro do Aluno,
Ensino Fundamental, v. 2. p. 122. Disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000589.pdf. Acesso em: 7 ago. 2024.
LEMOV, D. Aula nota 10: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso, 2017.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONÍSIO, A. P. ; MACHADO, A.
R.; BEZERRA, M. A. (Org). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
PIMENTEL, A. F. A onça e a raposa. In: Histórias da avozinha. Literatura Brasileira, [s.d.] Disponível em:
https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=37131#AON%C3%87AEARAP
OSA
. Acesso em: 7 ago. 2024.
Referências
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SAINT-EXUPÉRY, A. de. O Pequeno Príncipe. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2015.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Aprender Sempre, 2022. Língua Portuguesa e
Matemática, 6o ano, Ensino Fundamental, v.2.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista, 2019. Disponível em:
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2023/02/Curriculo_Paulista-etapa
s-Educa%C3%A7%C3%A3o-Infantil-e-Ensino-Fundamental-ISBN.pdf
. Acesso em: 7 ago. 2024.
Imagem de capa: Seduc
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