CENTRO DE FORMAÇÃO DE RESERVISTAS
Observação e Orientação
CFST 24/1
INTRODUÇÃO
I – INTRODUÇÃO
O soldado é, geralmente, empregado em operações de combate, desenvolvidas
em regiões que lhe são totalmente estranhas. Por esse motivo, a habilidade para
orientar-se em áreas desconhecidas, quaisquer que sejam suas características e
sob quaisquer condições, é um atributo de grande valor para o militar.
Determinar e manter uma direção durante os deslocamentos torna-se
sumamente importante em combate, quando a direção correta dos movimentos e
dos fogos são fatores preponderantes para o cumprimento da missão.
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OBJETIVOS
1. INTRODUÇÃO
2. DESENVOLVIMENTO
a. PROCESSO DE ORIENTAÇÃO
b. EQUIPE DE NAVEGAÇÃO
c. PONTOS CARDEAIS
d. ORIENTAÇÃO DURANTE O DIA
e. ORIENTAÇÃO NOTURNA
f. BÚSSOLA
3. CONCLUSÃO
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SUMÁRIO
1. INTRODUCÃO
2. DESENVOLVIMENTO
a. Funções
b. Bússola
c. Aferição de passos
d. Exercícios
3. CONCLUSÃO.
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DESENVOLVIMENTO
II – DESENVOLVIMENTO
1. Processos de Orientação
Vários são os processos de orientação utilizados em campanha, dos quais os
mais seguros são: pela bússola, pelas cartas topográficas, pelo sol e pelas
estrelas.
2. Equipe de Navegação
No deslocamento de um grupo de homens deverá ser constituída uma
equipe destinada a preocupar-se exclusivamente com a manutenção da direção
correta. A equipe deverá ser constituída por um homem bússola, dois homens-
passos, um homem carta e um homem ponto.
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Funções
a. Homem bússola - é o responsável pela determinação e manutenção dos azimutes;
b. Homem passo - é o responsável pela determinação das distâncias já percorridas,
através do passo duplo;
c. Homem carta - é o responsável pela orientação baseada na comparação da carta
com o terreno;
d. Homem ponto - marcha à frente da equipe e baliza a direção dos sucessivos
azimutes.
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Orientação
3. Pontos Cardeais
Sabendo-se que o sol nasce sempre pelo leste e põe-se a oeste, quando damos a mão direita
para leste (lado da nascente do sol ), a esquerda fica para oeste, temos a nossa frente o norte e as
nossas costas o sul.
4. Orientação durante o dia
A orientação durante o dia é realizada pela bússola e pelo sol.
O sol, ao nascer, define, aproximadamente, a direção leste e ao se pôr, a direção oeste.
Conhecida uma dessas direções, o combatente deve dar sua direita para o Leste (E) ou sua Esquerda
para o Oeste (W) e terá, em conseqüência, à sua frente o Norte (N) e á sua retaguarda o Sul.
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Orientação Noturna
5. Orientação durante à noite
É realizada com o emprego da bússola, pelo cruzeiro do sul, pelo Triângulo Astral e etc.
Ao sul do equador pode-se empregar o Cruzeiro do Sul para a orientação à noite. A
direção do sul é obtida prolongando-se de quatro vezes e meia o braço da cruz, a partir do seu
pé. Baixando-se, do ponto imaginário encontrado, uma perpendicular à linha do horizonte, ter-
se-á direção aproximada do Sul.
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Bússola
6. Bússola.
É um instrumento destinado à medida de ângulos horizontais a partir da
direção do norte magnético. Baseia-se na propriedade que possui uma agulha
imantada, de ter uma das suas extremidades apontando sempre para aquela
direção.
O Exército Brasileiro utiliza basicamente dois tipos de bússolas: as de
limbo fixo e as de limpo móvel.
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Bússola
a. bússola de limbo fixo: a agulha é solidária ao limbo, sofrendo este as
conseqüências da imantação da agulha. É composta por uma caixa metálica ou
plástica, fechada por um vidro; uma tampa onde se encontram a janela e o
retículo de visada; uma ocular com lente e entalhe de visada; e um anel
suporte.
b. bússola de limbo móvel: Em geral, as bússolas de limbo móvel são
constituídas de uma caixa plástica ou metálica, no interior da qual, girando
sobre um quício e em meio líquido, encontra-se a agulha imantada; um limbo
exterior móvel graduado em graus. A tampa da caixa é fixa, transparente e
sobre esta encontra-se uma seta. Sobre o limbo estão impressas as quatro
direções principais.
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Bússola
Bússola com limbo fixo Bússola de limbo móvel
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Bússola
7. Determinação do azimute de um ponto
a. limbo fixo: utilizando-se o entalhe e o retículo, faz-se a
visada sobre o objetivo, deixa-se o limbo parar (utilizar o retém do
limbo) e sem desfazer a visada faz-se a leitura do azimute através da
lente.
b. limbo móvel: apontar a seta da tampa para o objetivo e
girar o limbo, até fazer coincidir a letra N com a ponta da agulha;
ler, a seguir, o azimute apontado pela seta.
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BÚSSOLA
Maneira correta de utilizar
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Bússola
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Bússola
8. Precauções no emprego e conservação da bússola
Os campos magnéticos influem na bússola, perturbando-lhe o funcionamento.
Quando se está trabalhando com a bússola, deve-se deixar de lado o fuzil e o
capacete de aço e afastar-se de massa de ferro e campos elétricos.
a. distâncias mínimas de segurança
1) Linhas de força de alta tensão 60 metros
2) Canhão de campanha 20 metros
3) Viatura ou carro de combate 20 metros
4) Linhas Telegráficas 20 metros
5) Arame farpado 10 metros
6) Arma automática 3 metros
7) Capacete ou fuzil 1 metros
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Bússola
b. Outras precauções que devem ser tomadas
1) não friccionar a tampa de vidro da bússola com lenço, flanela, etc., isto porque a
agulha cola-se à tampa;
2) visar sempre pontos bem nítidos e notáveis do terreno nas visadas mais longas e,
sobretudo deixar parar bem a agulha apoiando, sempre que possível, a bússola;
3) executar uma visada inversa, sempre que pretender uma operação com resultados
mais apurados;
4) prender a agulha após o término do trabalho;
5) não conservar a bússola em ambiente úmido;
6) evitar que sofra choques violentos;
7) limpar de quando em vez as partes externas;
8) nunca desmontar o aparelho, o que só deve ser feito por pessoas especializadas.
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AFERIÇÃO DE PASSOS
9. Passo duplo.
Muitas vezes, o soldado tem necessidade de medir distâncias, fazendo-o,
quase sempre, diretamente e empregando meios simples, dos quais o principal é
o passo duplo. E preciso fazer com que todos homens afiram o passo para
quando necessário, empregá-lo a fim de medir uma distância desejada.
Aferir passos consiste em se determinar para cada indivíduo o valor
métrico do passo duplo. O passo duplo é sempre mais fácil de contar. Deve-se
medir no terreno para esse fim, uma determinada distância, fazer com que o
homem percorra em um certo número de vezes, contando em cada uma delas os
números de passos empregados . Somam-se todos
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Esses passos e divide-se pelo número de trajetos
efetuados, obtendo-se assim, a média dos passos gastos
para percorrer a distância marcada. Exemplo:
1ª Passagem 63 passos duplos
2ª Passagem 64 passos duplos
3ª Passagem 65 passos duplos
Média passos duplos/100 = soma dos passos duplos =
192 = 64 passos duplo
Número de passagens 3
_____________
Amplitude do passo duplo = 100m = 1,56 metros
64
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CONCLUSÃO
III – CONCLUSÃO:
a. Avaliação
b. Retificação da aprendizagem
c. Encerramento
d. Críticas/Sugestões
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CONCLUSÃO
SARGENTO! O ELO ENTRE O
COMANDO E A TROPA!
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