Ir 2006
Ir 2006
Bueno
IQ - UNICAMP
MÓDULO 3
Maio
Parte 1
Princípios da Espectroscopia
Vibracional
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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Dobramento
Rotação Translação
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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molécula diatômica átomo
OBSERVAÇÕES:
Se uma molécula diatômica está sob investigação:
1) somente uma ligação pode vibrar
2) a rotação da molécula ocorre somente ao redor de um
eixo perpendicular à direção da ligação e através de seu
centro de massa.
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ESPECTROSCOPIA VIBRACIONAL
• Engloba as técnicas de infravermelho e Raman
ESPECTROSCOPIA VIBRACIONAL
• Regras de seleção para IV e Raman são distintas
espectros não são idênticos, mas complementares
0,6
% RAMAN de 1955 a 2000
0,5 Fonte: Web of Science
0,4
0,3
0,2
0,1
0,0
1950 1960 1970 1980 1990 2000
ANO
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Infravermelho
• 12.800 a 10 cm-1 (0,78 a 1000 m)
• Aplicações e instrumentação, é dividido
em três partes: - próximo
- médio
- longínquo
• Maioria das aplicações analíticas está
na região do IV médio (4000 a 400 cm-1
ou 2,5 a 25 m)
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Relações importantes
E=h=hc/=hc
é a freqüência
é o comprimento de onda
é o número de onda
c é a velocidade da luz
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Regiões espectrais do IV
Região Faixa de , Faixa de , Faixa de ,
do IV m cm-1 Hz / 1014
Próximo* 0,78 a 2,5 12.800 a (3,8 a 1,2)
4.000
Médio 2,5 a 50 4.000 a 200 (1,2 a 0,06)
Qualitativas:
Uso mais simples: identificação de compostos orgânicos
• Espectros de IV médio são complexos, com máximos e
mínimos, úteis para fins comparativos (“impressão digital”)
• Impressão digital: espectros facilmente distinguíveis de
perfis de absorção de outros compostos (somente isômeros
ópticos absorvem exatamente da mesma maneira)
Quantitativas:
• Alta seletividade possibilita a quantificação numa mistura
complexa, com pouca ou nenhuma etapa prévia de separação
EXEMPLO: quantificação de poluentes atmosféricos em
processos industriais
• Detector para Cromatografia Gasosa
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EXEMPLO DE APLICAÇÃO NO IV MÉDIO:
Espectro de IV típico (com muitos máximos e mínimos,
perfil diferente do UV-visível)
1 3 5
6
4
2 7
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Análise do espectro:
CONCLUSÃO:
SH
TIOFENOL
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HCl tem momento de dipolo significante e é dito polar
proporcional à magnitude da
diferença de carga e da distância
entre os centros de carga
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Observação importante:
Espécies homonucleares (O2, N2 ou Cl2)
não absorvem no IV
Nenhuma variação é observada no momento
de dipolo durante a vibração (ou rotação)
destas espécies
Todas as outras espécies moleculares
absorvem no IV
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+ + + -
assimétrico
-
“wagging” fora do plano “twisting” fora do plano
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TIPOS DE VIBRAÇÕES MOLECULARES
dE = k ydy
E = ½ ( k y2 ) (3)
A curva de energia potencial para um oscilador harmônico simples,
derivado da equação 3, é uma parábola, como mostra a próxima
figura.
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Energia
potencial
E -A
-A 0 +A +A
Deslocamento y
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Freqüência vibracional
O movimento da massa como função do tempo t pode ser deduzido.
A segunda lei de Newton diz que
F = ma
Onde m é a massa e a é sua aceleração. Mas a aceleração é a
segunda derivada da distância com relação ao tempo. Assim:
a = d2y / dt2
Substituindo estas expressões na equação 1 :
m d2y / dt2 = - k y (4)
Uma solução para esta equação deve ser uma função periódica de
modo que sua segunda derivada seja igual à função original vezes
o tempo –(km). Uma relação de coseno é adequada. Assim, o
deslocamento instantâneo de m no tempo t pode ser escrita como
y = A cos 2m t (5)
onde m é a freqüência vibracional natural.
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Vibrações moleculares
aproximação análoga à de um modelo mecânico.
freqüência da vibração molecular calculada pela equação 9
(substituindo as massas dos dois átomos por m1 e m2 na equação 8
para obter ).
quantidade k torna-se a constante de força para a ligação química
que é uma medida de sua elasticidade (mas não necessariamente
de sua intensidade).
E = (v + ½) h m (11)
Onde:
• é o número de onda de um pico de absorção em cm -1
• k é a constante de força para a ligação em Newton por
metro (N/m)
• c é a velocidade da luz em cm/s
• , que foi definido na equação 8, tem unidades de kg 2
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Como foi visto antes, a constante de força para uma ligação dupla
típica é de cerca de 1 x 103 N/m. Substituindo este valor e na
equação 14:
= 1/2c (k/)1/2 = 5,3 x 10-12 (k/)1/2 = 1,6 x 103 cm-1
A banda de estiramento da carbonila ocorre experimentalmente na
região de 1600 a 1800 cm-1 (6,3 A 5,6 m)
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REGRAS DE SELEÇÃO
OSCILADOR ANARMÔNICO
•Até agora, consideramos os tratamentos
clássico e quântico do oscilador harmônico
•A energia potencial de tal vibrador muda
periodicamente conforme flutua a distância entre
as massas (Figura 1)
•MAS, sob um aspecto qualitativo, é claro que
esta descrição não é perfeita
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MODOS VIBRACIONAIS
•É possível deduzir o número e tipos de vibrações em moléculas
simples diatômicas ou triatômicas e se estas vibrações causarão
absorção
•Moléculas complexas podem conter vários tipos de átomos e
ligações; aí fica quase impossível de analisar devido às muitas
possibilidades de vibrações
•O número de vibrações possíveis numa molécula poliatômica pode
ser calculado da seguinte forma:
•3 coordenadas são necessárias para localizar um ponto no espaço
para fixar N pontos, é necessário um conjunto N de três coordenadas,
ou seja, um total de 3N coordenadas
•Cada coordenada corresponde a um grau de liberdade para um dos
átomos numa molécula poliatômica
•Assim, uma molécula contendo N átomos terá 3N graus de liberdade
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ACOPLAMENTO VIBRACIONAL
• A energia de uma vibração, e portanto, o comprimento de onda de seu
pico de absorção, pode ser influenciado (ou acoplado) por outros
vibradores da molécula. Existe um número de fatores que influenciam a
extensão pela qual estes acoplamentos podem ser identificados:
1. Ocorre forte acoplamento entre vibrações do tipo estiramento somente
quando há um átomo comum a duas vibrações
2. A interação entre vibrações do tipo flexão requer uma ligação comum
entre os grupos vibracionais
3. Pode ocorrer acoplamento entre um estiramento e uma flexão se a
ligação do estiramento forma um lado do ângulo que varia na flexão
4. A interação é maior quando os grupos que se acoplam têm energias
individuais que são aproximadamente iguais
5. Pouca ou nenhuma interação ocorre entre grupos separados por duas
ou mais ligações
6. O acoplamento requer que as vibrações sejam da mesma classe de
simetria
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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EXEMPLO DE EFEITOS DE ACOPLAMENTO
•Consideremos o espectro IV do dióxido de carbono
•Se nenhum acoplamento ocorresse entre as ligações C=O, seria
esperado um pico de absorção no mesmo comprimento de onda do pico
de estiramento C=O numa cetona alifática ( a cerca de 1700 cm -1, ou 6 m
(Exemplo mostrado antes). Experimentalmente, o CO 2 apresenta dois
picos de absorção, um a 2330 cm-1 (4,3 m) e outro a 667 cm-1 (15 m).
•CO2 é uma molécula linear e assim tem 4 modos normais (3x3-5).
•2 estiramentos são possíveis e entre os dois pode haver interação já
que as ligações envolvidas são simétricas com um átomo de carbono
comum. Na figura abaixo, pode-se observar que uma das vibrações
acopladas é simétrica e a outra é assimétrica
•A vibração simétrica não causa variação no dipolo, já que os dois
oxigênios movem-se simultaneamente em direção ao carbono ou para
longe dele. Assim, a vibração simétrica não é ativa no IV.
simétrica assimétrica
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- + -
•Vamos ver agora uma molécula triatômica não-linear, como água, dióxido
de enxofre ou de nitrogênio. Estas moléculas têm (3x3-6) = 3 modos
vibracionais que tomam as seguintes formas:
•Já que o átomo central não está alinhado com os outros dois, uma
vibração de estiramento simétrico produzirá uma variação de dipolo e
assim, será responsável por absorção no IV: picos de estiramento a 3650
e 3760 cm-1 (2,74 e 2,66 m) são observados para as vibrações simétricas e
assimétricas da molécula de água, por exemplo.
•Existe só uma vibração tesoura para esta molécula não-linear, já que o
movimento no plano da molécula constitui um grau de liberdade
rotacional. Para a água, a vibração de flexão causa absorção a 1.595 cm -1
(6,27 m).
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COMPONENTES DOS
INSTRUMENTOS PARA
ESPETROSCOPIA ÓPTICA NO
INFRAVERMELHO
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Lâmpada
ou sólido h Cela h h I
Seleciona- detector leitura
aquecido porta-
amostra dor de
Não-dispersivos
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1. Espectrofotômetros dispersivos
• Geralmente são instrumentos de duplo feixe
• Com grades de difração para dispersão da radiação
• A radiação da fonte é dividida para os caminhos de
referência e da amostra. Geralmente um sistema óptico de
anulação é usado. Neste caso, o detector só responde
quando as intensidades dos dois feixes não são iguais. Se
assim forem, um atenuador de luz restaura a igualdade
movendo-se para ou afastando-se do feixe de referência.
Este atenuador é usado para registrar então o espectro.
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Feixe simples
Feixe duplo
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Interferômetro de Michelson
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6. Estudos de emissão
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3. Espectrômetros não-dispersivos
• Equipamentos simples, robustos, baratos, fáceis de serem
mantidos
• usados para análises quantitativas
•Dois tipos:
(a) fotômetros de filtros
(b) sem qualquer elemento dispersivo
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3.a . Fotômetros de filtro
Fotômetro infra-vermelho portátil usado para análise quantitativa “in situ” de gases
atmosféricos
• fonte de fio de Ni-Cr e detector piroelétrico
• vários filtros são disponíveis (facilmente trocáveis), que transmitem entre 3000 e
750 cm-1, cada um para a análise de um composto específico
• a amostra gasosa é introduzida na cela usando uma bomba operada por bateria
• é sensível a décimos de g dm-3 de vários gases, como acrilonitrila,
hidrocarbonetos clorados, monóxido de carbono, fosgênio (cloreto de carbonila),
ácido cianídrico, etc.
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TÉCNICAS DE MANIPULAÇÃO DE
AMOSTRAS no IV
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1. Amostras gasosas
• Espectro de um líquido de baixo p.e. ou de um gás pode ser obtido
deixando-se a amostra se expandir numa cela evacuada. Uma
variedade de celas são disponíveis, com comprimentos de alguns
centímetros a vários metros
• Pode-se obter maiores caminhos ópticos em celas compactas
colocando superfícies internas refletoras de forma que o feixe
execute numerosos passos através da amostra antes de sair da cela
2. Soluções
Solventes mais comuns no IV para compostos orgânicos
5000 2500 1667 1250 1000 833 714 625
Dissulfeto de carbono
Tetracloreto de carbono
Tetracloroetileno
Clorofórmio
Dimetilformamida
Dioxano
Ciclohexano
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•Verifica-se que nenhum solvente é transparente em toda a região do IV
médio
•Água e álcoois são raramente empregados (absorvem muito e atacam
haletos de metais alcalinos (celas))
•Solventes devem estar muito secos, portanto.
CELAS
• Celas são muito estreitas – 0,01 a 1 mm (diminui absorção de
solventes)
•Concentrações das amostras devem estar de 0,1 a 10% (já que o
caminho é curto)
•Celas são geralmente desmontáveis, com espaçadores de Teflon para
variar o caminho óptico
•Celas com caminho fixo são preenchidas com seringas hipodérmicas
•Janelas de NaCl são as mais comuns. Suas superfícies ficam
facilmente embaçadas por causa da absorção de umidade do ambiente
(CUIDADOS:
http:[Link]/images/vivencia_lqes_meprotec_espec_iv.pdf)
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TPX 300-20 Insolúvel Não quebra e não pode ser polida. Usável
no infra-red. Após limpeza pode ser
reutilizada muitas vezes.
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APLICAÇÕES QUALITATIVAS DO
INFRAVERMELHO MÉDIO
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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• Desde 1950 a espectroscopia IV de bancada é usada (equipamentos
baratos, simples de usar, duplo feixe, produzindo espectros na faixa
de 5000 a 600 cm-1)
• Provocou revolução na identificação de espécies orgânicas,
inorgânicas e biológicas (junto com RMN e Espectroscopia de massa)
• De repente, o tempo necessário para se obter identificação estrutural
foi reduzido em até mil vezes
• A identificação com um espectro obtido com um equipamento deste
tipo tem duas etapas:
1. Determinar quais grupos funcionais são mais prováveis, examinando-
se a região de freqüência do grupo que compreende radiação de
cerca de 3.600 a 1.200 cm-1
2. Comparação detalhada do espectro do desconhecido com espectros
de compostos puros que contêm todos os grupos funcionais
encontrados no primeiro passo. Aqui, a região de impressão digital
(de 1.200 a 600 cm-1) é mais útil, já que pequenas diferenças na
estrutura e composição produz variações significativas nos picos de
absorção nesta região.
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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REGIÃO DE FREQÜÊNCIA DE GRUPO
•Nós já observamos que a freqüência aproximada a que um grupo
orgânico funcional (como C=O, C=C, C-H, CC) absorve radiação IV
pode ser calculada a partir das massas dos átomos e da constante de
força da ligação entre eles (equações 12 e 13)
•Graças a interações com outras vibrações associadas com um ou
ambos os átomos do grupo, estas freqüências, denominadas
freqüências de grupo, podem variar às vezes.
•Por outro lado, tais efeitos de interação são pequenos uma faixa de
freqüências pode ser atribuída dentro da qual pode é altamente provável
que o pico de absorção para um dado grupo funcional seja encontrado
•Tabela mostra freqüências de grupo de vários grupos funcionais mais
comuns e entregar aos alunos tabela mais completa (xerox)
•Embora a maioria das freqüências funcionais caiam na região de 3.600
a 1.250 cm-1, algumas caem na região de impressão digital as
vibrações de estiramento C-O-C a cerca de 1.200 cm -1 e C-Cl a 700-800
cm-1
TABELA RESUMIDA DE GRUPOS DE FREQÜÊNCIAS PARA COMPOSTOS ORGÂNICOS
Ligação Tipo de composto Freqüência, cm-1 Intensidade
C-H Alcanos 2850 – 2970 Forte
1340 – 1470 Forte
C-H Alcenos C=C-H 3010 – 3095 Média
675 – 995 Forte
C-H Alcinos -C C-H 3300 Forte
C-H Anéis aromáticos 3010 – 3100 Média
690 - 900 Forte
O-H Álcoois monoméricos, fenóis 3590 – 3650 Variável
Álcoois com ligação de hidrogênio 3200 – 3600 Variável
Ácidos carboxílicos monoméricos 3500 – 3650 Média
Ácidos carboxílicos com ligação de hidrogênio 2500 - 2700 Larga
N-H Aminas, amidas 3300 - 3500 Média
C=C Alcenos 1610 - 1680 Variável
C=C Anéis aromáticos 1500 - 1600 Variável
CC Alcinos 2100 - 2650 Variável
C-N Aminas, amidas 1180 - 1360 Forte
CN Nitrilas 2210 - 2280 Forte
C-O Álcoois, éteres, ácidos carboxílicos, ésteres 1050 - 1300 Forte
C=O Aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, ésteres 1690 - 1760 Forte
NO2 Nitro-compostos 1500 – 1570 Forte
1300 - 1370 Forte
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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REGIÃO DE IMPRESSÃO DIGITAL (1200 A 600 cm-1)
•Pequenas diferenças na estrutura e constituição de uma molécula
provoca significantes variações na distribuição de picos de absorção
nesta região do espectro
•Assim, a perfeita coincidência entre dois espectros (padrão e
desconhecido) nesta região (e, em outras também) constitui forte
evidência para a identificação do composto que produziu aquele
espectro
•A maioria das ligações simples absorvem nestas freqüências já que
suas energias são quase as mesmas, ocorrem fortes interações entre
ligações vizinhas as bandas de absorção são composições destas
várias interações e dependem da estrutura da molécula
•Pela complexidade, a interpretação exata do espectro nesta região é
raramente possível por outro lado, é esta sua complexidade que leva à
utilidade incomparável desta região como ferramenta de identificação.
•Verificar no xerox distribuído que na região de impressão digital, vários
grupos inorgânicos também absorvem (como sulfato, fosfato, nitrato e
carbonato)
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
IQ - UNICAMP
APLICAÇÕES QUANTITATIVAS DA
ESPECTROSCOPIA DE ABSORÇÃO NO
INFRAVERMELHO
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
IQ - UNICAMP
•No entanto, nesta região, deve-se ter atenção meticulosa aos detalhes de
preparação de amostras, repetibilidade da fonte e outros parâmetros que
podem alterar intensidades de bandas de absorção e assim obter
resultados de qualidade comparável ao UV-Vis.
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
IQ - UNICAMP
I0
I
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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Aplicações Quantitativas da Espectroscopia no IV
• todas as espécies moleculares orgânicas e inorgânicas absorvem no IV (com
exceção de moléculas homonucleares)
• Assim, a espectroscopia de absorção no IV pode determinar grande número de
substâncias
• a singularidade de um espectro IV leva a um grau de especificidade quase
imbatível por qualquer outro método
• Veremos dois exemplos de análise de misturas de compostos orgânicos muito
similares
1. Mistura de hidrocarbonetos aromáticos
o-xileno, m-xileno, p-xileno e etilbenzeno com ciclohexano como solvente
picos úteis para identificação ocorrem a 13,47 ; 13,01 ; 12,58 e 14,36 m,
respectivamente
Infelizmente, por razões de sobreposição, a absorbância de uma mistura a cada
um destes comprimentos de onda não está diretamente relacionada com a
concentração só de um componente
Assim, as absortividades molares para cada um dos 4 compostos devem ser
determinadas usando os 4 comprimentos de onda ( 4 equações com 4 incógnitas)
Uso de computador é mais indicado
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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Espectros de isômeros C8H10 em ciclohexano
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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2. Determinação de contaminantes no ar
• ECO-92, acordo de Quioto, e outras regulamentações internacionais com
relação a poluentes atmosféricos desenvolvimento de métodos altamente
sensíveis, rápidos e específicos para grande variedade de compostos
químicos IV parece ser uma das melhores alternativas para um grande
conjunto de compostos orgânicos
Um exemplo de análise IV de contaminantes no ar*
Contaminantes Concentração, Encontrado, Erro relativo,
g L-1 g L-1
%
Monóxido de carbono 50 49,1 1,8
Metiletilcetona 100 98,3 1,7
Metanol 100 99,0 1,0
Óxido de etileno 50 49,9 0,2
Clorofórmio 100 99,5 0,5
* Instrumento automático, com cela de gás de 20 metros; dados são emitidos em 1-2
minutos depois da injeção da amostra
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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Alguns poluentes atmosféricos analisados na atmosfera
(regulamentação OSHA*)
Exposição (m) Mínima
Composto permissível concentração
(g L-1 ) por 8 detectável
horas (g L-1)*
dissulfeto de carbono 20 4,54 0,5
cloropreno 25 11,4 4
diborano 0,1 3,9 0,05
etilenodiamina 10 13,0 0,4
ácido cianídrico 10 3,04 0,4
metil mercaptana 10 3,38 0,4
nitrobenzeno 1 11,8 0,2
piridina 5 14,2 0,2
dióxido de enxofre 5 8,6 0,5
cloreto de vinila 1 10,9 0,3
• usando celas de 20- 25 metros
•*OSHA = Occupacional Safety and Health Administration
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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Desvantagens e limitações para métodos quantitativos no IV
• Freqüente não obediência à Lei de Beer
• Complexidade dos espectros (aumenta a probabilidade de
sobreposição de picos de absorção)
• Estreitamento dos picos e efeitos de radiação espúria faz com que as
medidas de absorbância sejam muito dependentes da largura de fenda e
da precisão da posição do comprimento de onda (calibração constante
do equipamento)
•Celas de tamanho reduzido necessárias para muitas análises são
inconvenientes para uso e podem levar a incertezas analíticas muito
significativas.
CONCLUINDO
Por todas essas razões, erros analíticos em análises QUANTITATIVAS no
IV não podem ser reduzidos ao mesmo nível dos encontrados em
métodos UV-Vis, mesmo com muito cuidado e esforço.
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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ar
nar = 1,00
nágua = 1,33
água
Profa. Dra. Maria Izabel M. S.
Bueno
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• já foi demonstrado tanto teoricamente quanto empiricamente que
durante o processo de reflexão, o feixe age como se penetrasse uma
pequena distância no meio menos denso antes que a reflexão ocorra.
•A profundidade de penetração, que varia de uma fração de um até
vários múltiplos de , depende: do valor de , dos índices de refração dos
dois materiais e do ângulo de feixe em relação à interface (ver próximo
slide).
•A radiação penetrante é chamada onda evanescente
• SE O MEIO MENOS DENSO ABSORVE A RADIAÇÃO EVANESCENTE,
OCORRE ATENUAÇÃO DO FEIXE A COMPRIMENTOS DE ONDA DAS
BANDAS DE ABSORÇÃO este fenômeno é conhecido como ATR –
REFLEXÃO TOTAL ATENUADA Amostra (baixo
índice de refração)
Para o detector
Do monocromador
dp = / {2pn1[sen2 – (n2/n1)]1/2}
onde:
n1 - índice de refração (cristal ATR).
- ângulo de incidência.
café instantâneo
café fresco
Estiramentos Estiramento
C-H C=O
ESPECTROSCOPIA FOTOACÚSTICA NO
INFRAVERMELHO
• para amostras sólidas e líquidas que são problemáticas pela alta tendência a espalhar
radiação
• usados geralmente com FT-IR (melhor relação sinal/ruído), inclusive em HPLC e TLC
• maioria dos equipamentos hoje já vem com acessórios para espectroscopia
fotoacústica
• já usado para monitorar poluentes gasosos na atmosfera (fonte: laser de CO2 )
mistura de até 10 gases, sensibilidade de 1 ng mL-1 e tempo de análise de 5 minutos
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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ESPECTROSCOPIA DE ABSORÇÃO NO
INFRAVERMELHO PRÓXIMO
, nm 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 2,8 3,0
Tetracloreto de carbono
Dissulfeto de carbono
Cloreto de metileno
Dioxano
Heptano ou dioxano
Benzeno
Acetonitrila
Dimetilsulfóxido
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IQ - UNICAMP
Aplicações de NIR
• menos útil para identificação e mais útil para quantificação (contrário
do IV-médio)
• para compostos contendo grupos funcionais com H ligado a C, N, e
O
• com precisão e exatidão equivalentes a UV-Vis (o que não acontece
no IV-médio)
Exemplos de aplicações
• determinação de água em amostras como glicerol, hidrazina, filmes
orgânicos, ácido nítrico fumegante, etc.
• determinação quantitativa de fenóis, álcoois, ácidos orgânicos,
hidroperóxidos baseados no primeiro sobretom da vibração de
estiramento O-H que absorvem a cerca de 7.100 cm-1 (1,4 m)
• determinação de ésteres, cetonas e ácidos carboxílicos baseados em
suas absorções na região de 3.300 a 3.600 cm -1 (2,8 a 3,0 m). É o
primeiro sobretom da vibração de estiramento da carbonila.
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
IQ - UNICAMP
Exemplo muito bom
Identificação e determinação de aminas primárias e secundárias na
presença de aminas terciárias em misturas
ESPECTROSCOPIA DE
REFLECTÂNCIA NO
INFRAVERMELHO PRÓXIMO
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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BASE DO MÉTODO
• a amostra sólida finamente dividida é irradiada com um ou mais bandas
estreitas de radiação em ’s de 1 a 2,5 m ou 10.000 a 4.000 cm-1.
•Ocorre reflectância difusa, na qual a radiação penetra a camada superficial
das partículas, excita os modos vibracionais da molécula da espécie de
interesse e é então espalhada em todas as direções
•Tem-se então um espectro de reflectância que é dependente da composição
da amostra
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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ESPECTROSCOPIA DE ABSORÇÃO NO
INFRAVERMELHO LONGÍNQUO
Profa. Dra. Maria Izabel M. S. Bueno
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• IV longínquo é útil para estudos inorgânicos
• absorção devido a vibrações de estiramento e de flexão de ligações
entre átomos metálicos e ligantes inorgânicos ou orgânicos
acontecem geralmente a freqüências menores que 650 cm-1 (> 15 m).
• por exemplo, iodetos de metais pesados absorvem geralmente na
região abaixo de 100 cm-1, brometos e cloretos a freqüências maiores
• estudos nesta região também dão informações úteis sobre energias
de retículo de cristais e energias de transição de materiais
semicondutores
• moléculas com elementos leves só absorvem no far-IV se têm modos
de flexão envolvendo mais do que dois átomos além do H. Exemplos:
derivados do benzeno apresentam vários picos de absorção, com
espectros bem específicos que servem para identificação precisa
• observa-se também absorção rotacional pura por gases como H 2O,
O3, HCl e AsH3 (a absorção de água é um problema vácuo ou purga
do espectrômetro resolve)
• FT-IR é muito usado nesta região maior potência energética e o uso
de grades é complicado devido a sobreposição de várias ordens de
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ESPECTROSCOPIA DE EMISSÃO NO
INFRAVERMELHO
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• ao serem aquecidas, moléculas que absorvem IV são capazes de emitir
radiação característica na região do IV
• problemas analíticos baixa razão sinal / ruído do sinal emitido,
principalmente quando a variação é pequena em relação à ambiente
• com o método interferométrico, tem aparecido coisas interessantes na
literatura
1º Exemplo: - uso de FT-IR na determinação de pesticidas por emissão no IV
- amostras são dissolvidas em solvente adequado e evaporadas
numa placa de NaCl ou KBr
- a placa é então aquecida eletricamente próxima à entrada do
espectrômetro
- massas de 1 a 10 g de DDT, malation e dieldrin foram
identificadas
ESPECTROSCOPIA RAMAN
•quando a radiação passa através de
um meio transparente, a espécie
presente espalha a radiação do feixe
em todas as direções
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