Universidade do Estado da Bahia
DEDC – Departamento de Educação
Enfermagem – Campus XII - Guanambi
TECIDO
CARTILAGINOSO
Introdução
• Forma especializada de tecido conjuntivo de
consistência rígida
• Funções:
Suporte de tecidos moles
Reveste superfícies articulares (absorve choques e
facilita o deslizamento dos osso nas articulações)
Essencial para o crescimento dos ossos longos, nas
vida intra-uterina e após o nascimento
• Como os demais tipos de
tecido conjuntivo contém
células (condrócitos) e
abundante material
extracelular (matriz)
• Cavidades da matriz
ocupada pelos condrócitos
– lacunas
• Uma lacuna pode conter um
ou mais condrócitos
• O tecido cartilaginoso não
possui vasos sanguíneos,
sendo nutrido pelos
capilares do conjuntivo
envolvente (pericôndrio)
• Desprovido de vasos
linfáticos e nervos
• Cartilagens que revestem
superfícies de ossos em
articulações são nutridas
pelo líquido sinovial
Introdução
• Classificadas em três tipos:
Cartilagem hialina: mais comum cuja matriz possui
fibrilas de colágeno tipo II
Cartilagem elástica: possui poucas fibrilas de
colágeno tipo II e abundantes fibras elásticas
Cartilagem fibrosa: matriz constituída
preponderantemente por fibras de colágeno tipo I
As cartilagens (exceto as
articulares e as fibrosas) são
envolvidas por uma bainha
conjuntiva chamada
pericôndrio que contém
vasos sanguíneos e linfáticos,
e nervos
Cartilagem hialina
• É o tipo mais frequente encontrado no corpo
humano (mais estudada)
• Forma o primeiro esqueleto do embrião, que
posteriormente é substituído por osso
Cartilagem hialina
Presente no disco epifisário de
ossos longos (responsável pelo
crescimento do osso em
extensão)
Cartilagem hialina
No adulto é encontrada principalmente:
Nas parede das fossas nasais
Traqueia e brônquios
Extremidade ventral das costelas
Cartilagem hialina
No adulto é encontrada principalmente:
Recobrindo as superfícies
articulares dos ossos longos
(grande mobilidade)
Matriz
A cartilagem hialina é formada, em 40% do seu
peso seco, por:
Fibrilas de colágeno tipo II associadas ao ácido
hialurônico
Proteoglicanos muito hidratados (proteínas +
glicosaminoglicanos) – ligam-se às fibras
Glicoproteínas (condronectina – sítios de ligação para
condrócitos, fibras colágenas e glicosaminoglicanos)
Pericôndrio
• Todas as cartilagens hialinas, exceto cartilagens
articulares, são envolvidas por uma camada de
tecido conjuntivo denso na sua maior parte,
denominado pericôndrio
• Fonte de novos condrócitos para crescimento
• Nutrição, oxigenação, refugos metabólicos
(presença de vasos sanguíneos e linfáticos)
Pericôndrio
• Formado por tecido
conjuntivo rico em fibras
de colágeno tipo I e mais
rico em células à medida
que se aproxima da
cartilagem
• Presença de condroblastos
que sofrem mitose e
originam os condrócitos
Condrócitos
• Células secretoras de
colágeno (principalmente
tipo II) proteoglicanos e
glicoproteína
(condronectina)
• Vivem sob baixas tensões
de oxigênio (ausência de
vasos sanguíneos)
Histogênese
1- No embrião, os esboços das cartilagens
surgem no mesênquima
1 2 3 4
Histogênese
2- Arredondamento e multiplicação das células
mesenquimais (condroblastos)
1 2 3 4
Histogênese
3- Início de síntese da matriz que afasta os
condroblastos
1 2 3 4
Histogênese
4- Multiplicação mitótica de células dá origem a
grupos de condrócitos
1 2 3 4
Histogênese
Diferenciação ocorre do centro para a periferia, de
modo que, as células centrais serão condrócitos e
as periféricas ainda serão condroblastos
1 2 3 4
Crescimento
O crescimento da cartilagem deve-se a
dois processos:
Crescimento intersticial, por divisão mitótica
dos condrócitos preexistentes
Crescimento aposicional, que se faz a partir das
células do pericôndrio
Crescimento
• O crescimento intersticial é menos
importante e quase só ocorre nas
primeiras fases da vida da
cartilagem
• À medida que a matriz se torna
cada vez mais rígida a cartilagem
passa a crescer somente por
aposição
• Células da parte profunda do
pericôndrio, multiplicam-se e
diferenciam-se em condrócitos,
que são adicionados a cartilagem
Crescimento
• A cartilagem hialina que sofre lesão regenera-se
com dificuldade e, frequentemente, de modo
incompleto, salvo em crianças de pouca idade
• No adulto a regeneração se dá por atividade do
pericôndrio (células invadem área destruída e
dão origem a novo tecido cartilaginoso)
• Em lesões extensas o pericôndrio forma cicatriz
de tecido conjuntivo denso (fibrose)
Cartilagem elástica
• Encontrada no pavilhão
auditivo, no conduto auditivo
externo, na tuba auditiva, na
epiglote e na cartilagem
cuneiforme da laringe
• Semelhante à cartilagem
hialina, porém inclui, além das
fibrilas de colágeno
(principalmente tipo II), uma
abundante rede de fibras
elásticas
Cartilagem fibrosa
• Cartilagem fibrosa ou
fibrocartilagem tem
características intermediárias
entre o conjuntivo denso e a
cartilagem hialina
• Encontrada nos discos
intervertebrais, nos pontos em
que alguns tendões se inserem
no osso e na sínfise pubiana
Fileiras de condrócitos separados
por fibras colágenas
Cartilagem fibrosa
• Ausência de pericôndrio
• Sempre associada a tecido
conjuntivo denso sendo
impreciso o limite entre os
dois
Fileiras de condrócitos separados
por fibras colágenas
Discos intervertebrais
• Localizado entre o corpo
das vértebras e unidos a
elas por ligamentos
• Funcionam como coxins
lubrificados que previnem o
desgaste do osso das
vértebras durante os
movimentos da coluna
espinhal
Anel fibroso: possui porção periférica de tecido
conjuntivo denso e sua maior extensão é
constituído por fibrocartilagem
Anel fibroso
Vértebra
Núcleo pulposo (derivado da notocorda):
formado por células arredondadas, dispersas
num líquido viscoso rico em ácido hialurônico
(absorve pressões)
Anel fibroso
Vértebra
No jovem, o núcleo pulposo é relativamente
maior, sendo gradual e parcialmente substituído
por fibrocartilagem com o avançar da idade
Anel fibroso
Vértebra
Discos intervertebrais
Hérnia do disco intervertebral: ruptura do anel
fibroso, mais frequentemente na sua parte
posterior (feixes colágenos menos densos),
resulta na expulsão do núcleo pulposo e no
achatamento do disco
Discos intervertebrais
• Deslocamento do disco de sua posição normal
• Quando se movimenta na direção da medula
espinhal, pode comprimir nervos causando fortes
dores e distúrbios neurológicos