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Codependência e Dinâmicas Familiares

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CODEPENDÊNCIA

AS CORRENTES
INVISÍVEIS

Luciano Peixoto
 Muitas vezes pensamos que a problemática do
consumo de substâncias está relacionada apenas com
o sujeito consumidor e a substância.
 Separando o consumo problemático da
codependência.
 Todo o consumo de substâncias é funcional, ou seja
ele tem uma funcionalidade, não só para o
consumidor, MAS TAMBÉM PARA A FAMÍLIA.
 Os Ruídos com o consumo começam quando o
consumo é problemático
 Portando, há um equilíbrio entre uma série de coisas,
que as vezes quando o consumo diminui ou se atinge
a abstinência, começam a aparecer ruídos que tem a
ver com esse equilíbrio que se altera.
 São questões que começaram a aparecer quando o
sujeito começa a ter mudanças positivas no plano
INDIVIDUAL.
Luciano Peixoto
A IMAGEM ILUSTRA A COMPLEXIDADE E A SÉRIE DE
MOVIMENTOS RELACIONAIS QUE EXISTEM
Luciano Peixoto
O objetivo de aprender a viver sem drogas é um
dos mais temidos.
Justamente porque é nesse medo que aparecem
todas as questões para as quais o consumo se
tornou algo funcional.
Porque quando a pessoa começa a usar, muitas
dores e muitos fantasmas começaram a ser
silenciados e abafados.
Se o uso de substâncias fosse completamente
disfuncional ninguém usaria.
Toda a situação, vínculo, atividade ou químico,
suscetível de produzir uma mudança no estado
de ânimo tem o potencial de gerar dependência.
Luciano Peixoto
PODEMOS ENCONTRAR OS SEGUINTES PARADOXOS

A família quer, deseja que o seu membro pare de


consumir, mas não que mude em outros aspectos.
Quer mudança, mas não quer que nada mude.

MAS PENSEM...
Parar de consumir é mudar alguns aspectos, ou mudar
alguns aspectos é o grande facilitador para que
alguém para de consumir.
E essa mudança muitas vezes inclui movimentos que
não são agradáveis
A síndrome de abstinência não é apenas física, ela é
todo esse ruído que aparece nas relações dessa
família. Luciano Peixoto
EX:
O filho para de usar, mas os pais querem continuar mantendo o controle sobre ele.
Pais que se acostumaram a resolver todos os problemas e monitorar tudo que o filho
fazia.

 Porém, no momento em que a pessoa vai avançando na recuperação ele vai


gerar e querer mais autonomia, e não vai querer ser monitorado.

EX:
A esposa de um marido alcoólico que cuidava de tudo, era a chefe da casa, no momento
que o marido se recupera ele vai querer parte do controle da casa também, e a esposa
perde o papel.

 Isso é tão sério que pode chegar ao ponto da família desistir do tratamento,
porque está implicando ter que começar a trabalhar muitas outras coisas que
não tem a ver com o consumo.

E isso pode gerar uma frase bem comum:


“Eu não vim aqui falar das minhas coisas, mas sim para acompanhar meu filho,
que está em situação de consumo.

Luciano Peixoto
FAMÍLIAS PSICOTÓXICAS

São aquelas que suas características favorecem o


desenvolvimento e perpetuação da dependência.
OBS: A família favorece, não é culpa da família, já que o
consumidor também é responsável.

Porque não há nada mais funcional para um


consumidor do que continuar encontrando todos os
fatores externos que favorecem o uso.
Isso muitas vezes aparece em um discurso de amor.
Proteção e cuidado que acaba sendo tremendamente
avassalador e sufocante.

Luciano Peixoto
O BELO UNIVERSO SALVADOR
DO NÃO !

Luciano Peixoto
PAPEIS ESTERIOTIPADOS NA FAMILIA DO DEPENDENTE QUÍMICO.

ESTERIÓTIPO:
“PADRÃO ESTABELECIDO PELO SENSO
COMUM”
“CARACTERISTICAS GENERALIZADAS
EM UM DETERMINADO GRUPO”

EXEMPLOS DE ESTERIÓTIPOS

• Funcionário público trabalho pouco


• Os japoneses são educados
• Os bombeiros são heróis
• Brasileiro adora futebol

Luciano Peixoto
Esses papeis aparecerão em todas
as famílias de dependentes
químicos, e provavelmente todos
eles.

Luciano Peixoto
O SALVADOR
É aquele que resolve tudo
É quem tem os recursos para
resolver os problemas
Diante de qualquer problema
todos recorrem a ele
Faz com que os outros não sofram
as consequências dos seus atos.

Luciano Peixoto
O FACILITADOR
É aquele que protege
É o que minimiza os conflitos
Aciona o salvador
Assume responsabilidade pelos
erros dos outros
Compactua (contrato negativo)
Geralmente é alvo de chantagens
emocionais
Luciano Peixoto
A POBRE VÍTIMA

Esse papel pode ser ocupado por


todos, pelo salvador, pelo
facilitador e pelo próprio
dependente químico.
Autopiedade
Não é feliz e a culpa é dos outros
Se sente deixado de lado
Necessidade de atenção e
cuidado.
Luciano Peixoto
A OVELHA BRANCA

“O que deu certo” “nosso orgulho”


Serve de comparação (comparação
essa sempre algo negativo)
É escolhido para representar o lado
bom da família
Tem pouca autonomia e acaba sendo
tudo que os outros esperam
Luciano Peixoto
A OVELHA NEGRA

O FILHO PROBLEMA
O PACIENTE
DEPOSITÁRIO DOS
CONFLITOS DA FAMÍLIA
PODE SER O FILHO COM A
FUNÇÃO DE DAR SENTIDO A
VIDA DO CASAL
PODE-SE TER A ILUSÃO DE
QUE, SE RESOLVER O
PROBLEMA DO
DEPENDENTE, OS DEMAIS
PROBLEMAS DA FAMILIA
SERÃO RESOLVIDOS. Luciano Peixoto
CONCEITO DE CODEPENDÊNCIA
“Enquanto o dependente é viciado em drogas, o
codependente é viciado nos problemas e na vida do
dependente”

“Se meu Ou seja o


dependente está
feliz, eu me sinto
estado de
“Se ele está responsável por ânimo do
aborrecido me sinto isso, então fico
responsável por isso, feliz também” codependent
e fico ansiosa, e oscila com
desconfortável e
aborrecida até que o do
ele fique melhor” dependente.

Luciano Peixoto
A CODEPENDÊNCIA APRESENTA

Ansiedade e angústia ( Permanente )


Medo e culpa ( Quando não consegue
resolver os problemas / amortecer as
consequências )
Necessidade permanente de controle
( Que permeia todas as relações )
Necessidade de cuidar do outro
Manobras de facilitação ( contratos
negativos )
Luciano Peixoto
AS PRINCIPAIS
CARACTERÍSTICAS DO
CODEPENDENTE

Luciano Peixoto
DILIGÊNCIA

Sempre a serviço
Disposto a fazer pelo outro
Mesmo que o outro não tenha pedido
Sente-se quase forçado a ajudar
Sente raiva quando a ajuda não é aceita
Oferece conselhos e soluções sem que ninguém tenha
pedido
Antecipa as necessidades do outro
Imagina porque os outros não fazem o mesmo por ele
Dizer sim quando quer dizer não
Faz coisas que o outro é capaz de fazer por sim
mesmo
Luciano Peixoto
DEPENDÊNCIA

Procura a felicidade fora de si mesmo


Sentir-se terrivelmente ameaçado pela
possível perda de coisas ou pessoas das
quais espera felicidade
Perde o interesse em sua vida própria

Luciano Peixoto
BAIXA AUTO ESTIMA
Culpa a si mesmo por tudo
Implicar consigo mesmo por
tudo
Rejeita elogios
Fica deprimida pela falta de
elogios
Sente-se culpado por gastar
dinheiro consigo mesmo, ou
por fazer algo divertido por
si mesmo
Luciano Peixoto
OBSESSÃO E CONTROLE

 Sentir-se terrivelmente ansioso


por causa de problemas de
outras pessoas
 Preocupar-se com coisas
insignificantes
 Vigiar as pessoas que quer
controlar para tentar flagra-las
em atos de mau comportamento
 Abandona a sua rotina
 Ter medo de permitir que as
outras pessoas sejam quem são
e de deixar que as coisas
aconteçam naturalmente
 Achar que sabem mais do que o
outro o que é melhor para ele.
Luciano Peixoto
IMPORTANTE !!!!!!
 NOS PROFISSIONAIS DE SAUDE MENTAL PODEMOS ADOTAR UM
POSTURA CODEPENDENTE COM NOSSOS PACIENTES.
 O CUIDADO QUE NÓS OFERECEMOS A FAMÍLIA E AO DEPENDENTE
BEIRA A CODEPENDÊNCIA
 TENTAR CONTROLAR AS VARIÁVEIS, INTERVIR NOS PROBLEMAS
SE ANTECIPANDO
 AS VEZES QUEREMOS MAIS DO QUE ELES QUEREM, E ISSO É UM
GRANDE SINAL DE CODEPENDÊNCIA
 TEMOS QUE TER PERCEPÇÃO PRÓPRIA, E PERCEBER SE NÃO
ESTAMOS SAINDO DO CUIDADO E INDO PARA O CONTROLE
 PASSANDO PARA O CONTROLE CORREMOS O RISCO DA FAMÍLIA
NOS USAR COMO UMA EXTENSÃO DA CODEPENDÊNCIA DELES,
UMA EXTENSÃO DO CONTROLE QUE ELES NÃO CONSEGUEM TER,
DIENDO O QUE TEMOS QUE FAZER, FALAR ETC.
Luciano Peixoto
Referências : Pablo
Kurlander

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