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Compactação de Solos: Métodos e Ensaios

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Mecânica dos Solos

Profa Eliane Pereira de Lima

Compactação dos solos


COMPACTAÇÃO
Densificação pela remoção do ar, o que requer energia mecânica.

Influencia do teor de umidade


• Há aumento da massa especifica pela eliminação do ar dos
vazios;
• Umidade não elevada facilita a saída de ar pois este se
encontra em forma de canalículos intercomunicados;
• Teor de umidade elevado (saturado) não possibilita a saída de
ar pois este se encontra ocluso (envolto por agua).

VANTAGENS:
Maior resistência, menor compressibilidade, maior
impermeabilidade.
Umidade ótima:
Há um teor de umidade que conduz a uma massa especifica seca
máxima ou densidade seca máxima.

Ensaio normal de Compactação: ABNT -NBR 7182/86


Preparo da amostra
• Previamente seca ao ar e destorroada; solos com diâmetro
máximo de 4,8 mm;
Procedimento
• Acrescenta-se agua ate que o solo fique cerca de 5% de
umidade abaixo da umidade ótima (próxima e um pouco
abaixo do limite de plasticidade);
• Uma amostra do solo é colocado em um cilindro padrão
(Φ=10cm, h= 12,73cm, V=1000 cm3) e submetida a 26 golpes
de um soquete com massa de 2,5 kg e caindo de 30,5cm;
• A porção do solo compactado deve ocupar cerca de um terço
da altura do cilindro.
• O processo é repetido mais duas vezes, atingindo-se uma
altura um pouco superior a altura do cilindro, o que é
possibilitado por um anel complementar;
• Acerta-se o volume raspando o excesso;
• Determina-se a massa especifica do corpo de prova obtido;
• Determina-se a umidade com a amostra do interior do molde;
• Com o teor de umidade e massa especifica, calcula-se a
densidade seca;
• A amostra é destorroada e acrescentada cerca de 2% de
umidade e faz-se nova compactação; novo par de valores é
obtido;
• A operação é repetida ate que a densidade seca, após subir de
valor, tenha caído em duas ou três operações sucessivas.
• Com os dados obtidos desenha-se a curva de compactação

Os pontos ótimos das curvas de compactação


situam-se em torno de 80 a 90% de saturação
• Equação da curva de compactação em função do grau de
saturação:
S S  w
d 
S w   S w

• Para saturação S=1

S w
d 
w  S w
Valores típicos de teor de umidade ótima e densidade seca.
Métodos alternativos de compactação

• Ensaio sem reuso do material: resultado mais fiel,


imprescindível quando as partículas são facilmente
quebradiças.
• Ensaio sem secagem previa do solo: a secagem influencia nas
propriedades do solo, dificulta a homogeneização da umidade
incorporada. Na construção de aterros, o solo não é
empregado na sua umidade natural,
fazendo-se ajustes para tingir umidade
especificada.
• Ensaio em solo com pedregulho: NBR 7182 indica cilindro
maior; Φ=15,24cm, h=11,43 cm, V=2.085cm3. Solo compactado
em 5 camadas, aplicando-se 12 golpes por camada.
• Soquete com 4,536 kg e altura de queda de 45,7 cm.

INFLUENCIA DA ENERGIA DE COMPACTAÇÃO


Tem a intenção de corresponder um certo efeito de compactação
com os equipamentos convencionais de campo.

Ensaio Modificado de compactação ou Ensaio de Proctor


Modificado
• Cilindro maior, 5 camadas com 55 golpes cada.
• Geralmente utilizado como referencia para compactação das
camadas mais importantes dos pavimentos, devido a trafego
justifica emprego de maior energia de compactação e com isso
maior custo.
Ensaio Modificado de compactação ou Ensaio de Proctor
Modificado

Solo com umidade abaixo da ótima, a aplicação de maior energia de


compactação provoca um aumento de densidade seca

Solo com umidade acima da ótima, a aplicação de maior energia de


compactação não provoca um aumento de densidade seca

A insistência da passagem de equipamento compactador quando o


solo esta com umidade maior, faz com que ocorra o fenômeno
borrachudo: o solo se comprime na passagem do equipamento,
porem dilata-se como borracha. O que se comprime são as bolhas
de ar ocluso.
Assim, maior energia de compactação conduz maior densidade
seca máxima e uma menor umidade ótima, deslocando-se a curva
para a esquerda e para alto.
Ensaio Intermediário de Compactação
Difere do Ensaio modificado apenas pelo numero de golpes por
camada (26 em cada uma das 5 camadas, no cilindro grande).

ENERGIA DE COMPACTAÇÃO

M .H .Ng .Nc
EC 
V
Sendo
M=massa do soquete
H=altura de queda do soquete
Ng=numero de golpes por camada
Nc=numero de camadas
V=volume de solo compactado
Correlação:

 d a  b log EC
b é tanto maior quanto mais argiloso é o solo; solos argilosos
depende muito mais da energia de compactação do que solos
arenosos

é mais difícil atingir as especificações na compactação dos


solos argilosos
COMPACTAÇÃO NO CAMPO

a) Escolha do local de empréstimo;


b) Transporte e espalhamento do solo. A espessura da camada
solta (22 a 23 cm) para atingir camada de 15 a 20 cm. Os
equipamentos não atingem profundidades maiores;
c) Acerto da umidade, por irrigação ou aeração;
d) Compactação propriamente dita:
Rolo pé de carneiro: solos argilosos
Rolo pneumático: diversos tipos de solos
Rolos vibratórios: solos granulares
e) Controle de compactação: desvio de umidade em relação a
umidade ótima e grau de compactação (95%).
f) A compactação das areias é controlada por meio da
compacidade (≥ 65 ou 70%)

Exercício
Com uma amostra de solo argiloso, com areia fina, a ser usada
num aterro, foi feito um Ensaio Normal de Compactação (Ensaio
de Proctor). Na tabela estão as massas dos corpos de prova,
determinadas nas 5 moldagens de corpo de prova, no cilindro que
tinha 992 cm3. Também estão indicadas as unidades
correspondentes a cada moldagem, obtidas por meio de amostras
pesadas antes e após a secagem em estufa. A massa especifica de
grãos é de 2,65 kg/dm3.
Resultados

g
s 
1 e

e = 0,70

 S   h 
 .e.w g . 
 100   100 

S = 0,85
Resultados

A relação densidade seca e a umidade


para um grau de saturação:

S . s . w
d 
S . w   s .w

Teor de
umidade

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