Cultivo de couve-flor e
brócolis
Profa. Simone da Costa Mello
Família Brassicaceae
Cultura Nome científico
Brócolos Brassica oleracea var. italica
Couve-flor B. oleracea var. botrytis
Couve B. oleracea var. acephala
Couve-tronchuda B. oleracea var. tronchuda
Couve-de-bruxelas B. Oleracea var. gemmifera
Couve-rábano B. Oleracea var. gongylodes
Repolho B. Oleracea var. capitata
Couve-chinesa B. pekinensis
Rabanete Raphanus sativus
Rucula Eruca sativa
Brócolis
Couve-flor
Couve tronchuda
Couve-de-bruxelas
Couve-rábano
Couve ornamental
Couve-flor e brócolos
Brócolis e couve-flor
Ricos em vitaminas C, A, K,
Cálcio, Fe, Mg
β-caroteno,
Ácido fólico
Origem
• Costa Norte Mediterrânica, Ásia Menor e
Costa Ocidental Européia.
• Expansão na Europa no séc. XVI
Brócolis e Couve-flor
• Classificadas como culturas de inverno
• Melhoramento genético: cultivares
adaptadas ao plantio no outono/inverno;
primavera/verão e meia estação
Brócolos - Taxonomia
• Variedade B. oleracea var. italica L.
Tipo ramoso
• Formas (inflorescências laterais)
Tipo “cabeça única” (Ninja)
(inflorescência central)
Tipo Ramoso
Ramoso Santana
(Horticeres, Sakata)
H. F1 Flórida (Sakata)
Ramoso Precoce Piracicaba
(Horticeres, Sakata)
H. Centenário (Takii)
Tipo Cabeça única
H. F1 Marathon (Sakata) –
clima ameno
H. Legacy (Seminis)
H. Centenário (Takii) –
out/inverno
H. Green Storm Bonanza –ago-
fev- regiões quentes
Couve-flor - Taxonomia
• Família Brassicaceae
• Gênero Brassica
• Espécie B. oleracea
• Variedade B. oleracea var. botrytis L.
Variedades de ciclo mais tardio
• Temperaturas mais baixas por período
mais longo
• Temperaturas elevadas: Não formação de
cabeça ou formação de cabeça com
produção de folíolos.
Região Sudeste
Altitude T noturna Cultivares Cultivares de Cultivares de
Primavera/verão de verão meia-estação inverno
Abaixo de Amena Set-Fev Fev-Abr/ Mai-Jun
800 m Jul-Ago
Abaixo de Alta Ago-Fev Mar-Abr/Jul-Ago Mai-Jun
800 m
Acima de - Out-Fev Fev-Mar/Ago-Set Mar-Jul
800 m
- Meia estação e Inverno:
- H. Barcelona – meia estação
(Horticeres)
- H. Silver Streak Plus (Seminis)
- Verão
- H. F1 Sharon (Sakata)
- H. Verona 184 (Seminis)
- H. Sarah – ciclo precoce
(Sakata)
- H. Cindy – ciclo precoce
(Sakata)
Mercado destinado à indústria
• Produtos congelados: supermercados e
restaurantes
• Maior vida de prateleira: perda de
massa, degradação da clorofila
(inflorescência amarelada)
Brócolis
120
100
mg g de peso seco
80
Açucares solúveis
60 açúcares redutores
Amido
-1
40
20
0
0 20 40 60 80
Horas após a colheita
Brócolis armazenados a 25°C e 96% de UR
Cultivares para a Indústria
• Couve-flor
• Floretes compactos e individualizados
• Coloração branca
• Brócolis
• Granulação extra fina
• Inflorescência densa e flores imaturas densas
• Ausência de distúrbios fisiológicos
Principais Estados produtores e área
cultivada de couve-flor de verão
Estados Área cultivada (ha)
São Paulo 1600
Paraná e Santa Catarina 1366
Minas Gerais 720
Rio Grande do Sul 677
Rio de Janeiro 519
Goiás e Distrito Federal 272
Espirito Santo 280
Bahia 80
Total 5514
Principais Estados produtores e área
cultivada de couve-flor meia estação
Estados Área cultivada (ha)
Paraná e Santa Catarina 300
São Paulo 230
Rio Grande do Sul 164
Total 530
Principais Estados produtores e área
cultivada de couve-flor de inverno
Estados Área cultivada (ha)
São Paulo 1500
Paraná e Santa Catarina 1074
Rio Grande do Sul 590
Minas Gerais 480
Espirito Santo 390
Goiás 91
Rio de Janeiro 50
Total 4175
Couve-flor
Tipos varietais
Formas
Desordens fisiológicas
Presença de folhas na inflorescência
Pilosidade na
inflorescência
Alteração da coloração
Produção de antocianina na cabeça
Alteração da coloração
Alteração no formato
Resistência à doenças
Podridão negra
Eficiência na absorção de B
ETAPAS DO SISTEMA DE
PRODUÇÃO
Produção de mudas
Germinação e porcentagem de plântulas normais
sob diferentes temperaturas
Temperatura Germinação (dias) Plântulas normais
(%)
0 - 0
5 - 27
10 14,6 78
15 8,7 93
20 5,8 -
25 4,5 99
30 3,5 -
35 - -
Harrington & Minges (1961)
Exigências nutricionais
• Aplicação de B e Mo via foliar: 1g L-1 de
ácido bórico e molibdato de sódio: duas
pulverizações;
• Outros fertilizantes foliares
Implantação da lavoura
Desenvolvimento inicial da couve-flor
Nutrição mineral
90
80
Matéria seca (g)
70
60
50
40
30
20
10
0
40 50 60 70 80
Idade da planta (dias)
Curva de acúmulo de matéria seca em couve-flor.
Manejo da adubação
• Ciclo de desenvolvimento da cultivar
• Época do ano
• Estádio fenológico da planta
Adubação de plantio
• Fórmulas tradicionais (4-14-8) ou mais
concentradas com B, Mo e Zn.
• 4-14-8: 100g/planta no plantio.
• Fórmulas concentradas: redução na dose aplicada
• 04-32-16: 40 g/planta no plantio
Adubação de cobertura
• Fórmulas ricas em N e K:
• No inverno:
• 20-00-20: três coberturas aos 20, 40 e 60 dias
após o transplante: 15 g/planta (1,5 t/ha)
• No verão:
• 20-00-20: duas coberturas aos 20 e 45 dias após
o transplante: 16-20 g/planta (1,0 a 1,25 t/ha)
Pulverizações foliares
• B e Mo
A cada 15 dias: pulverizações com sais ou
produtos líquidos com alta concentração
de matéria orgânica;
Distúrbios fisiológicos
Deficiência de B – Áreas escuras na
cabeça (curd browning)
Hastes ocas (Hollow stem)
Deficiência de Molibdênio (Ponta de
chicote)
Início da formação da cabeça
Formação da cabeça
Colheita
Doenças bacterianas
Xanthomonas campestris pv. Campestris –
Podridão negra
Penetração da bactéria: hidatódios
ou ferimentos
Sintomas: amarelecimento em forma
de “v”, com o vértice voltado para
o centro da folha
Sintomas
Vasos lenhosos da
folha e do caule
enegrecidos
Xanthomonas campestris pv.
Campestris – Podridão negra
Sobrevivência
Sementes contaminadas
Restos de culturas
Plantas hospedeiras: nabo, mostarda,
rabanete
couve-rabano, couve-de-bruxelas
brócolo, repolho chinês
PODRIDÃO MOLE
Erwinia carotovora subsp. carotovora
- Amolecimento dos tecidos com exsudação de odor
fétido;
- murcha e apodrecimento.
MANCHA FOLIAR TRANSLÚCIDA
Pseudomonas syringae pv. maculicola
- Lesões foliares translúcidas circundadas por halo amarelado.
- queda de folhas
Doenças fúngicas
HÉRNIA – Plasmodiophora brassicae
- subdesenvolvimento e
murcha da planta nas horas
mais quentes do dia;
- formação de galhas nas
raízes.
MANCHA DE ALTERNARIA
Alternaria brassicae, A. brassicicola e A.
raphani
- Em sementeira: necrose do cotilédone e hipocótilo e
“damping-off”, podendo ocorrer enfezamento ou morte da
plântula;
- Em plantas adultas: lesões circulares, concêntricas e com
halo clorótico nas folhas, hastes florais e caule.
MÍLDIO
Peronospora parasitica
-Lesões foliares inicialmente cloróticas, progredindo para
necróticas, correspondendo na face inferior as
frutificações esbranquiçadas do fungo;
-Morte de plântulas.
MURCHA DE FUSARIUM
Fusarium oxysporum f. sp. conglutinans (repolho,
couve-flor e brocólis)
MOFO CINZENTO
Botrytis cinerea
Pragas
Lagarta mede palmo (Trichoplus ni)
Traça das crucíferas(Plutella xylostella)
Lagarta rosca(Agrotis ipsilon)
Pulgão da couve(Brevicoryne brassicae)
Colheita
Mercado in natura
Couve-flor
Classes ou Diâmetros
Diâmetros (em mm)
Classes
No Mínimo Máximo
1 100
2 >100 130
3 >130 150
4 >150 170
5 >170 190
6 >190 210
7 >210 230
8 >230
Serão toleradas misturas de até 10% no número de inflorescências
pertencentes à classe imediatamente inferior ou superior à da classe
mencionada no rótulo.
Tipos ou Categorias
Extra Categoria I Categoria Categoria III
II
Defeitos Graves
Podridão 0 1 2 5
Dano Profundo 0 1 5 20
Impurezas 0 2 10 50
Passada 0 0 5 20
Outros Graves 0 1 10 50
Total Graves 0 2 10 50
Defeitos Leves 2 10 20 100
Total de Defeitos 2 10 20 100
Cores
Branca 100 100 100 100
Creme 0 100 100 100
Amarela 0 0 0 100
Produtos minimamente processados
Etapas da produção
1. Separação da cabeça em floretes
Branqueamento
Congelamento
Separação dos floretes congelados
Acondicionamento
Embalagem