INCONTINENCIA URINARIA
INSTITUTO MEDIO DE ADMINISRACAO
E CIENCIAS DE SAUDE
Nomes:
Dánio Salomão Banze
Darcília Da Graça
Deolinda Carlos Homo
Djipson Moises Nicolau
Elson Atanásio Mucandje
Felizarda Cumbe
Matilde Rosa Inácio
Docente: Jossias Mucavel
ANATOMIA UROGENITAL
Aparelho urinario é um conjunto de órgãos cuja
função é produzir e eliminar do organismo a urina.
Este aparelho é composto por órgãos secretores (rins),
e órgãos excretores (pelvis renal, ureteres, bexiga e
uretra)
Bexiga
É uma bolsa elástica responsavel pelo armazenamento
temporario da urina. É capaz de reter até 800 ml de
urina.
Possui três camadas:
Mucosa, com epitélio de transição
Muscular, chamada também músculo detrusor da
bexiga
Adventícia, recoberta na sua parte superior e posterior
pelo peritónio parietal.
COLO VESICAL
É o ponto de saída da uretra e representa o vértice
inferior de uma área triangular na superfície posterior da
bexiga, chamada trígono. Os outros dois vértices são
constituídos pelos pontos de entrada dos dois ureteres.
Complexo esfincteriano parauretral
É composto pelo esfincter vesical interno, esfincter
vesical externo.
Em volta da saída da bexiga urinária para a uretra,
existe um espessamento da camada muscular da
bexiga, o esfíncter vesical interno, que habitualmente
está contraído prevenindo a saída incontrolada da urina.
Inferiormente ao esfíncter interno, envolvendo a parte
superior da uretra, está o esfíncter vesical externo,
espessamento do músculo estriado do soalho da pélvis
que permite a regulação voluntária da saída da urina.
URETRA
A uretra é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio
externo. É diferente entre os dois sexos.
A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na
bexiga urinária até o orifício uretral externo na extremidade
do pénis, onde se abre para o exterior através do meato
urinário.
Para além da sua função na expulsão da urina, faz também
parte do aparelho genital masculino, com função de
passagem do sémen.
A uretra feminina é um canal membranoso estreito e curto
com cerca de 4 a 5 cm, estendendo-se desde a bexiga até o
orifício externo. Na sua extensão está situada entre a parede
dorsal da sínfise púbica, e em contacto com a parede anterior
da vagina.
Faz parte exclusivamente do sistema urinário, sem relação
com o aparelho genital, embora o orifício externo localiza-se
posterior ao clítoris e entre os lábios menores.
NEFRONIO
FISIOLOGIA DA MICÇÃO
Função da Bexiga
A bexiga é o órgão regulador da saída da urina para o
exterior, através da uretra. A função da bexiga realiza-se
em duas fases: armazenamento da urina e esvaziamento.
Fase de armazenamento
A urina é produzida continuamente pelos rins, passando
pelos ureteres até a bexiga, onde começa a acumular-se.
A bexiga por ser elástica, vai-se distendendo, sem
aumentar sua pressão até que a quantidade da urina
atinge cerca de 250 ml. Nesta fase, os esfíncteres estão
contraídos, impedindo a saída de urina para o exterior.
Fase de esvaziamento
Quando a bexiga atinge sua capacidade máxima (entre
350 e 650 ml), os receptores do interior do músculo
detrusor emitem sinais para se iniciar a fase de
esvaziamento, que se realiza mediante duas acções:
CONT…
Involuntária, por contracção da bexiga associada ao
relaxamento do esfíncter interno (músculos lisos). A uretra
se encurta e alarga, o que diminui a resistência do fluxo.
Voluntária, por relaxamento do esfíncter externo (músculo
estriado, parte do soalho da pélvis)
Regulação nervosa da micção
A micção é um reflexo completamente autonómico da
medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por
centros do cérebro.
Reflexo autonómico. A parede da bexiga contém
inervação simpática e parassimpática, com efeito sobre a
musculatura lisa vesical.
Esta musculatura normalmente está relaxada, com excepção
da que forma o esfíncter interno, normalmente contraída.
Essa configuração, que dependente da actividade
simpática, permite o enchimento progressivo da bexiga
com urina.
CONT…
A distensão progressiva da parede termina
com a activação dos seus
mecanorreceptores. Estes põem em
funcionamento um arco reflexo
parasimpático, resultando em comandos
que provocam a contracção da musculatura
da bexiga e o relaxamento do esfíncter
interno.
Nesse momento a micção fica contida
apenas pela contracção do esfíncter externo,
constituído de fibras musculares estriadas
sob o comando voluntário.
CONT…
Controlo voluntário. O cérebro também
recebe informação do enchimento da bexiga,
que se experimenta como sensação de
desconforto a partir de 150 ml de urina, que
aumenta até uma sensação de micção imperiosa
quando se chega aos 500 ml.
O cérebro é capaz de integrar esta informação
sensorial com uma avaliação das condições
sociais para decidir o relaxamento do esfíncter
externo, que permite a saída de urina para o
exterior.
Somente ao término do esvaziamento da bexiga,
a contracção vesical cessa, e o tônus uretral e
esfinctérico volta aos níveis basais.
A INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Refere-se à perda involuntária de urina em quantidades
suficientes e com frequência necessária para se
transformar em problema social ou de saúde.
Epidemiologia
A sua incidência aumenta com a idade. Acomete cerca de
30% dos idosos que vivem em comunidades, e 50% dos
residentes em asilos.
Até aos 80 anos anos a IU afecta as mulheres duas vezes
mais que os homens, e após os 80 anos, afecta os dois
sexos igualmente.
É uma condição que afeta dramaticamente a qualidade
de vida, comprometendo o bem-estar físico, emocional,
psicológico e social. Muitos pacientes, especialmente as
mulheres tem-na escondido e se conformam com tal
situação, como um preço a ser pago por terem tido filhos.
CLASSIFICAÇÃO
Incontinência urinária transitória
Este tipo de incontinência é causado por causas reversíveis
que, na população idosa, se situam, de um modo geral,
fora do aparelho urinário.
No entanto há dois pontos que merecem destaque:
O primeiro é o risco da incontinência aumentar se, para
além das modificações fisiológicas que acompanham o
envelhecimento, se juntam alterações patológicas. Como
exemplo pode citar-se o caso de doentes que têm uma
fraca actividade do detrusor e a quem é receitado um
anticolinérgico; como resultado podem desenvolver um
quadro de retenção urinária crónica com incontinência
por regurgitação.
O segundo é que este tipo de incontinência, embora
chamada transitória, pode tornar-se crónica, se não for
tratada.
Causas reversíveis da IU
Condições que afectam o trato urinário inferior:
Infecções urinárias, Vaginite atrófica, Uretrite, pós-
prostatectomia, pós-parto e Impactação fecal.
Incontinência urinária crónica
Os quatro tipos de incontinência que se enquadram
neste espaço são causados por hiperactividade do
detrusor, por esforço, por estravazamento e funcional
Incontinência de esforço –. Ocorre quando os
mecanismos do esfíncter uretral são inadequados para
assegurar a urina durante o enchimento da bexiga.
Podem ser causados por:
Alterações produzidas na uretra em resultado de um
parto ou de uma cirurgia pélvica.
Nas mulheres pós-menopáusicas, pela falta da
hormona estrogénica, situação que contribui para
debilitar a uretra, reduzindo deste modo a resistência
da urina fluir através deste canal.
Nos homens, pode aparecer depois da extirpação da
próstata (prostatectomia, ressecção transuretral da
próstata) quando se lesa a parte superior da uretra ou
o colo da bexiga.
Clinicamente o doente apresenta: vasamento de
pequenas quantidades de urina durante as actividades
que aumentam a pressão intra-abdominal como: tossir,
rir, espirrar, levantar-se, levantar objectos pesados.
Pode ser diagnosticada realizando um teste de esforço
na consulta médica pedindo ao paciente para ficar de
pé, com a bexiga cheia e tossir.
INCONTINÊNCIA POR URGÊNCIA
Incontinência por urgência – também conhecida
como hiperactividade do detrusor ou bexiga hiperactiva,
é caracterizada por contracções não inibidas da bexiga,
sendo o tipo mais comum de IU no idoso.
As causas são idiopáticas, associadas a lesão do
sistema nervoso central como a apoplexia e a
demência, que interferem com a capacidade do cérebro
para travar a bexiga ou irritação da bexiga devido a
infecções, cálculos ou tumores.
Clinicamente o paciente apresenta: vontade
incontrolável de urinar, aumento da frequência urinária,
incontinência nocturna e perda de grandes volumes de
urina (>100ml).
O diagnóstico é inicialmente baseado nos sintomas do
paciente na ausência de retenção urinária e vazamento
da urina com manobras de esforço.
INCONTINÊNCIA
ESTRAVAZAMENTO
Incontinência estravazamento – é a fuga incontrolada
de pequenas quantidades de urina estando a bexiga cheia.
A fuga ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível
devido à retenção crónica da urina. A pressão na bexiga
aumenta tanto que perde gotas de urina. Causas:
No homem por dilatação benigna ou maligna da próstata
que leva à obstrução da saída da bexiga (a abertura da
bexiga para a uretra),ou por estreitamento do colo da
bexiga ou da uretra (estenose uretral) após uma cirúrgia
da próstata.
Obstipação - porque quando o recto se enche de fezes faz
pressão sobre o colo da bexiga e a uretra.
Medicamentos anticolinérgicos e narcóticos – interferem
com a transmissão nervosa enfraquecendo a capacidade
de contracção da bexiga resultando em uma bexiga
dilatada
CONT…
Clinicamente o paciente pode referir perda de urina em
gotas sem prévio aviso, mas com incapacidade de urinar
porque o fluxo está obstruído. Durante um exame clínico,
muitas vezes o médico pode palpar a bexiga cheia.
Incontinência funcional – refere-se aos pacientes cuja
perda involuntária da urina está predominantemente
relacionada com o comprometimento da mobilidade e ou
da cognição.
Causada por obstrução da saída da bexiga ou por bexiga
atónica devido a:
Demência grave ou outras condições neurológicas com
alteração da função cognitiva (por ex. delirium)
Factores psicológicos como depressão e hostilidade
Restrição da mobilidade (distúrbios da marcha, traumas
entre outros).
CONT…
Clinicamente manifesta-se por acidentes urinários
associados com a incapacidade de usar a sanita,
falta de vontade psicológica de urinar ou
barreiras ambientais.
Consequências da incontinência urinária
Fissuras perianais
Úlceras de decúbito
Infecções urinárias de repetição
Sépsis
Quedas e consequentes fracturas
Constrangimento, isolamento e depressão
Tensão e angústia para o cuidador
CRITÉRIOS DE REFERÊNCIA
Pacientes com hematúria
Mulheres com prolapso pélvico grave
Homens e mulheres com grave incontinência
de esforço
Paciente com retenção urinária significativa
Pacientes com distúrbios neurológicos como
esclerose múltipla ou dano da medula
espinhal
Pacientes que não tiveram sucesso com
intervenções e tratamentos iniciais.
DIAGNOSTICO E EXMES
LABORATORIAIS
O diagnostico e fundamentalmente clincico ,mas há
necessidade de pedir alguns exames laboratoriais para o
dispiste de certas enfernidades patologicas que cursam
com os mesmos sinais e sintomas.
Importa realcar que os valores normais dos exames pedidos
não varia de idade isto e os mesmo valores normais para
os jovens e o mêsmo para pacientes da idade avancada .
Existem varios exames que podem ser solicitados mas aqui
esta o exemplo dos mais ecessiais e cruciais para o
diagnostico.
São os senguites:
Hemograma para verificar possiveis infecoes
Bioquimica (Ureia, creatinina e glicémia )
Ureia Os valores elevados da ureia são frequentemente
associados a falhas de funcionamento do rim (insuficiência
renal).
CONT…
Os valores baixos são menos importantes, mas estão
geralmente associados à gravidez, malnutrição
Os valores considerados normais para adultos são de
3,3 a 7,7mmol/l
Creatinina Os valores elevados encontram-se em
patologias que causam deficiência no funcionamento
dos rins.
Os valores diminuídos estão associados a uma
acentuada diminuição da massa muscular
(emagrecimento).
Os valores considerados normais são:
Homens 60 – 130μmol/l
Mulheres 40 - 110μmol/l
Glicêmia – Seu valor norma situa-se entre 90 a 110
mg/dl
TRATAMENTO DE INCONTINÊNCIA
URINÁRIA COM CAUSAS REVERSÍVEIS
Cistite aguda sem complicações
Cotrimoxazol (400mg de sulfametoxazol e 80mg de
trimetoprim), 2 Cp. de 12/12h durante 7-10 dias
Pielonefrite
Ciprofloxacina (500mg), 1 Cp. de 12/12h durante 14 dias
Tratamento da Incontinência Urinária Crónica
A. Incontinência de Esforço
O tratamento para este tipo de incontinência é pode ser
feito de três formas:
Terapêutica comportamental (reabilitação)
Tratamento farmacológico
Tratamento cirúrgico
O tratamento para o nível do TMG é basicamente de
reabilitação que consiste em exercícios da musculatura
pélvica.
INCONTINÊNCIA POR URGÊNCIA
O tratamento da hiperactividade do detrusor tem,
normalmente, duas fases:
A terapêutica comportamental pretende alterar os
hábitos da micção, suprimir a imperiosidade e
aumentar a capacidade funcional da bexiga
A terapia farmacológica consiste no uso de
fármacos anticolinérgicos (propantelina), anti-
espasmódicos, (flavoxato, oxibutinina, tolterodina,
trospium),antidepressivos tricíclicos (imipramina) ou
bloqueadores dos canais de cálcio - que causam
relaxamento da bexiga.
NB: Nestes casos em que o paciente necessita de
terapia farmacológica, o TMG deve referir o paciente
ao Médico ou técnico superior. Estes fármacos são do
nível 4 de prescrição.
DEBILIDADE
Debilidade ou Sarcopenia, uma condição
comum na terceira idade, caracteriza-se pela
perda de massa muscular e, ou perda força
muscular.
Uma vez que o problema afeta o desempenho
físico, suas implicações podem resultar em
diversas dificuldades no dia a dia, prejudicando
a qualidade de vida dos idosos.
Causas
A principal causa da debilidade é o próprio
processo natural de envelhecimento, já que
começamos a perder massa e força muscular
por volta dos 60 anos de idade.
CON
Nesse sentido, as pesquisas apontam que,
além do envelhecimento, as causas da
Debilidade estão relacionadas a vários
factores, tais como:
Sedentarismo
Mudanças hormonais
Alimentação inadequada
Doenças crônicas
Doenças neurológicas
Deficiência da Vitamina D
SINAIS & SINTOMAS
Fraqueza muscular
Fadiga
Redução no tamanho dos músculos
Falta de equilíbrio
Mudanças na postura
Dificuldade em realizar atividades físicas
Complicações da Debilidade
No caso da Debilidade, os impactos podem ser significativos,
comprometendo a autonomia e a qualidade de vida.
Limitação de mobilidade, que podem confinar os indivíduos ao
espaço doméstico e reduzir a interação social.
Dificuldades nas atividades diária, que vão desde tarefas
domésticas até a higiene pessoal, afetando a autoestima e a
autonomia
Queda
Cicatrização comprometida, visto que a redução na massa muscular
pode afetar negativamente a capacidade do corpo se regenerar
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da Debilidade é clínico, através
de uma boa Anamnese e Exame Físico
Conduta
A base do tratamento da Debilidade é o
exercício físico, mas especificamente,
exercícios que trabalhem a resistência e a
força muscular.
SEGUNDO LIL-WAYNE MOZ
One, Two, Free… Let’s
Gooo
Mavevela New Ahaaa