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Grandezas Elétricas e Eletrização

Aula de instalações eletricas

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Amilcar Barum
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS

ESCOLA DE ENGENHARIA
ENGENHARIA GEOLÓGICA
2º SEMESTRE / 2018

ELETROTÉCNICA
GRANDEZAS ELÉTRICAS,
RESISTÊNCIA, CAPACITÂNCIA E
INDUTÂNCIA
PENSAMENTO EDIFICANTE

A ausência da evidência não significa


evidência da ausência.
Carl Segan
CARGA ELÉTRICA

• Carga elétrica é uma propriedade física da matéria;


• As cargas elétricas criam e estão sujeitas à forças elétricas;
• Cargas elétricas não podem ser criadas e nem destruídas;

PERGUNTA – Se uma carga elétrica não pode ser criada ou destruída,


o que ocorre quando friccionamos dois corpos e eles ficam
eletrificados?

Na verdade, o que ocorre é uma transferência de cargas de um


objeto para outro.

Para entendermos essa afirmativa, devemos entender primeiro:


• Corpos eletricamente neutros, são resultado de um equilíbrio entre
as cargas positivas (ions positivos no núcleo) e as cargas negativas
(ions negativos na coroa de elétrons);
• Isso consiste no Principio de Conservação da Carga Elétrica.
Lei de Du-Fay
No século XVIII, o francês Charles François Dufay detectou a
existência de dois tipos de cargas elétricas, as quais denominou de
"vítrea" e "resinosa", pois notara que um bastão de vidro atritado
com seda adquiria carga elétrica diferente da carga elétrica
adquirida por um bastão de resina atritado com lã.
Mais tarde, Benjamin Franklin foi o primeiro a utilizar as palavras
carga "positiva" para a carga "vítrea" e carga "negativa" para carga
resinosa.
Dufay, nas suas experiências, concluiu que:

Cargas elétricas de mesmo sinal se repelem e sinais contrários se


atraem
LEI DE COULOMB

• Esta lei estabelece que o módulo da força entre duas cargas elétricas
puntiformes (q1 e q2) é diretamente proporcional ao produto dos
valores absolutos (módulos) das duas cargas e inversamente
proporcional ao quadrado da distância r entre eles.
• Esta força pode ser atrativa ou repulsiva dependendo do sinal das
cargas.
• É atrativa se as cargas tiverem sinais opostos.
• É repulsiva se as cargas tiverem o mesmo sinal.

onde r é a distância entre as cargas, q1 e q2 são as cargas das duas


partículas, k é uma constante de proporcionalidade designada
de constante de Coulomb, e K é a constante dielétrica do meio
que existir entre as duas cargas. A constante dielétrica do vácuo é
exatamente igual a 1, e a constante do ar é muito próxima desse valor;
assim, se entre as cargas existir ar, pode ser eliminada na equação.
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
ATRITO

Ao atritar dois corpos de materiais diferentes, haverá transferência de


elétrons dos átomos do corpo menos eletronegativo(B) para os átomos
do corpo mais eletronegativo(A).

A
A B B

(-) (+
)
Na eletrização por atrito os corpos ficam eletrizados com
cargas de sinais opostos.
CONTATO

Temos dois corpos condutores um eletrizado e outro


neutro.

A
B

Aproxima-se B de A (ocorre a separação das cargas em B)

A
B
Coloca-se B em contato com A. Elétrons do B passarão para A.

A
B

A
B
INDUÇÃO

Deseja-se eletrizar um condutor neutro (induzido), sem que ocorra o


contato com outro corpo eletrizado (indutor).

INDUTOR
INDUZIDO
Aproxima-se o indutor do induzido

Liga-se o fio Terra ao induzido.


O PODER DAS PONTAS

Em um condutor elétrico eletrizado, existe uma densidade de


cargas maior nas regiões pontiagudas.
Isso ocorre porque em um condutor as cargas se espalham pela
superfície.
Se o condutor for esférico, as cargas se distribuem de forma
uniforme. Nas regiões pontiagudas [pontas e/ou arestas vivas] a
densidade superficial de cargas elétricas ─ coulomb/cm² ─ é maior
do que em regiões planas ou arredondadas.
Por isso, nas pontas, o campo elétrico quando atinge certa
intensidade produzindo o "Efeito Corona".
EFEITO CORONA

O "Efeito Corona" é um fenômeno observado próximo de pontas de


um condutor onde ocorrem descargas elétricas. Isto ocorre devido à
grande concentração de cargas elétricas na ponta, tornando o campo
elétrico muito intenso. Com isto ocorrerá atração para a ponta de íons
de sinal contrário às cargas da ponta e repulsão de íons de mesmo
sinal. Os íons atraídos provocam descarga da ponta.
O "poder das pontas" é um fenômeno relacionado com a "rigidez
dielétrica".

RIGIDEZ DIELÉTRICA

A "rigidez dielétrica" corresponde ao maior valor do campo elétrico


que torna um isolante um condutor elétrico. No caso do ar, a "rigidez
dielétrica" é 30.000 V/cm; no vidro, entre 75 e 600 kV/cm. Isto
significa que se na superfície de um condutor eletrizado existir uma
ponta onde o campo elétrico é E = 30 kV/cm, por esta ponta ocorrerá
uma perda de cargas.
GAIOLA DE FARADAY

Gaiola de Faraday é a designação pela qual se tornou conhecida uma


experiência efetuada por Michael Faraday, em 1836, para demonstrar
que uma superfície condutora eletrificada possui um campo elétrico
nulo no seu interior. Isso acontece porque as cargas se distribuem de
forma homogênea na parte mais externa da superfície condutora,
deixando de haver manifestação de fenômenos elétricos no seu
interior.
Um condutor, quando carregado, tende a espalhar suas cargas
uniformemente por toda a sua superfície. Se esse condutor for uma
esfera oca, por exemplo, as cargas serão distribuídas pela superfície
externa. Visto que as cargas se repelem, tenderão a se afastar o mais
possível umas das outras, concentrando-se na periferia. Os efeitos de
campo elétrico criados no interior do condutor acabam se anulando,
obtendo assim um campo elétrico nulo.
Para provar esse efeito, Faraday construiu uma gaiola de metal
carregada por um gerador eletrostático de alta voltagem e colocou
um eletroscópio no seu interior para provar que os efeitos do campo
elétrico gerado pela gaiola eram nulos. O próprio Faraday entrou na
gaiola para provar que seu interior era seguro.
DIFERENÇA ENTRE CAMPO ELÉTRICO E CAMPO MAGNÉTICO

A diferença fundamental entre campo elétrico e campo magnético é


que o campo elétrico se refere ao campo gerado por cargas em
repouso já o campo magnético se refere ao campo gerado por
cargas em movimento ou por imãs permanentes.
Entre esses dois campos existem semelhanças e diferenças.
SEMELHANÇAS
•Ambas estão relacionadas com a estrutura do átomo.
• Ambas manifestam-se através de um campo, que é uma região do
espaço que altera o estado físico de um corpo em suas imediações.
• Ambas apresentam dipolos (as linhas de campo fluem de um pólo a
outro, tendo origem em uma "extremidade" e terminando em outra).
• Ambas são grandezas vetoriais, possuindo um vetor campo e um
vetor força.
• Ambas propagam-se através de ondas transversais e no vácuo.
• Ambas explicam a natureza da força atrito, do ponto de vista
microscópico.
• Tem natureza complementar e explicam o funcionamento de
geradores e motores elétricos.
Diferenças:

• O magnetismo refere-se mais à orientação dos átomos como


imãs elementares.
• A eletricidade, mais como um desequilíbrio (estático ou
dinâmico) na eletrosfera destes átomos., produzindo movimento
de elétrons (corrente elétrica) ou acúmulo de cargas (descargas
elétricas).
•Um campo magnético variável produz campo elétrico e um
campo elétrico variável produz campo magnético.
• Uma grandeza é caraterizada matematicamente por produto
vetorial e a outra, por produto escalar.
GRANDEZAS ELÉTRICAS
Um conjunto de elementos elétricos, fios, lâmpadas,
interruptores, tomadas, componentes eletrônicos, compõe o
que denominamos CIRCUITO ELÉTRICO.

Todos os circuitos elétricos, para funcionarem,devem ser


alimentados por uma fonte de energia que pode ser uma
pilha, bateria ou rede elétrica. A unidade dessa fonte de
energia é o VOLT, ou seus multiplicadores, QUILO, MEGA,
GIGA, MILI, MICRO e NANO.

Ao alimentarmos um circuito elétrico com uma fonte de


energia surge um fluxo de elétrons denominado CORRENTE
ELÉTRICA. Sua unidade é o AMPÉRE e seus multiplicadores.

Todos os elementos elétricos possuem certas


características que “dificultam” a passagem de corrente
elétrica, conhecida como RESISTÊNCIA, cuja unidade é o
OHM () e seus multiplicadores
GRANDEZAS ELÉTRICAS
Além da resistência, temos a INDUTÂNCIA, cuja unidade é o
HENRY (H) e seus multiplicadores. Temos também a
CAPACITÂNCIA, cuja unidade é o FARAD (F) e seus
multiplicadores.
Essas duas unidades, Henry e Faraday, são valores muito
altos que normalmente aparecem somente com seus
multiplicadores, mili (m) (10-3), micro () (10-6), nano (n) (10-
9
) e pico (p) (10-12).
CORRENTE ELÉTRICA
Definimos corrente elétrica como sendo um fluxo de elétrons por
um elemento condutor. Existem duas formas de analisar
qualquer circuito em relação ao sentido de circulação da corrente
elétrica. O sentido convencional propõe o deslocamento das
cargas positivas em direção às negativas, enquanto o sentido real
apresenta o deslocamento das cargas negativas em direção ao
positivo.
Em termos matemáticos, podemos dizer que a intensidade de corrente
I é definida pela razão entre o módulo da quantidade de carga Q que
atravessa uma secção transversal do condutor em um tempo t.

Esse valor também pode ser obtido com o gráfico abaixo.

A unidade de corrente, no sistema internacional é o Ampére (A) que


corresponde a um Coulomb por segundo.
Sendo o elétron uma partícula extremamente pequena, é
impossível vermos a circulação de corrente elétrica, entretanto é
possível perceber seus efeitos.

- EFEITO TÉRMICO (ou efeito Joule): transformação de energia elétrica


em calor. Materiais se aquecem quando percorridos por uma corrente
elétrica. Esse aquecimento pode ser explicado, de forma pouco
detalhada, pela interação dos portadores de carga em movimento e os
átomos que compõem o material;
- EFEITO LUMINOSO: objetos aquecidos pela passagem de corrente
elétrica, dependendo de sua temperatura, podem emitir radiação
luminosa;
- EFEITO FISIOLÓGICO: choque elétrico;
- EFEITO MAGNÉTICO: criação de um campo magnético em torno do
condutor;
- EFEITO QUÍMICO: reações químicas que ocorrem mediante passagem
de corrente elétrica em meios eletrolíticos.
A corrente elétrica pode se apresentar de varias formas, as mais
utilizadas são a CORRENTE CONTINUA e a CORRENTE ALTERNADA

Na corrente continua, o fluxo de corrente não muda durante o


tempo. Nos gráficos acima temos uma Corrente Continua (C.C.)
constante (esquerda) e uma Corrente Continua pulsante.

No caso da Corrente Alternada, o fluxo varia de acordo com o


tempo, conforme mostra o gráfico a seguir
O período T é o tempo em que a onda inicia com seu valor zero até
completar um ciclo completo (2) e retornar a zero.
No espaço de tempo entre 0 e  a corrente é positiva e no espaço de
tempo entre  e 2 a corrente é negativa.
Mais adiante no semestre estudaremos melhor a corrente alternada.
CONDUTORES, ISOLANTES E SEMICONDUTORES

Constituição da matéria

A matéria é constituída por moléculas que são compostas por partículas


menores chamadas átomos. Dependendo da forma como essas
moléculas se associam a matéria pode estar no estado sólido, líquido,
gasoso ou plasmático.

Constituição do átomo

O átomo é composto por 3 partículas elementares: prótons, nêutrons e


elétrons.
Os prótons e os nêutrons constituem o núcleo, e os elétrons estão
dispostas em camadas eletrônicas em torno do núcleo.
Em um átomo, os elétrons que giram em volta do núcleo distribuem-
se em várias órbitas ou camadas eletrônicas em um total máximo de
sete (K,L,M,N, O, P, Q)
Um átomo, quando esta eletricamente neutro, (possui o mesmo
número de prótons no núcleo e de elétrons girando em torno do
núcleo), ele poderá receber ou ceder elétrons.
Quando ele ganha um mais elétrons, dizemos que se transforma em
um íon negativo .
Quando um átomo perde um ou mais elétrons, dizemos que ele se
transforma num íon positivo.

Exemplo: Se um átomo de sódio (Na) ceder um elétron ao átomo do


cloro (Cl), passamos a ter um íon positivo no sódio e um íon negativo
no cloro.

A órbita eletrônica ou camada mais afastada do núcleo é chamada de


camada de valência e os elétrons nessa camada são chamados
elétrons valência.
Os elétrons que tem 1,2 ou 3 elétrons valência tem mais facilidade
em ceder elétrons. O cobre é um elemento que possui 1 elétron
valência o que permite que ele ceda elétrons com facilidade.
Quando um material possui 1 elétron de valência ele é considerado
um CONDUTOR.
Por outro lado, os materiais que possuem entre 5 e 8 elétrons de
valência ele não cede elétrons com facilidade pois a sua camada de
valência esta praticamente completa. Esses materiais são
conhecidos como ISOLANTES.
Alguns elementos da natureza possuem 4 elétrons de valência.
Nesses casos eles não ganham e nem cedem elétrons o que os
torna materiais SEMICONDUTORES. Eles recebem essa
denominação porque sua característica elétrica é obtida através de
processos físico-químicos que alteram as características de
condutibilidade desses materiais.
RESISTÊNCIA ELÉTRICA e RESISTORES

A propriedade de um material quando submetido à circulação


de uma corrente elétrica é denominada resistência elétrica.
Devido a essa resistência podemos dividir os materiais em:

ISOLANTES – Apresentam tão alta resistência que impedem a


circulação de corrente elétrica.

SEMICONDUTORES – Apresentam uma característica que


permite a circulação da corrente em uma determinada
condição de polarização e comporta-se como isolante em
outra condição .

CONDUTORES – Oferecem baixíssima oposição à passagem da


corrente elétrica.
RESISTÊNCIA ELÉTRICA e RESITORES
LEI DE OHM
CONDUTÂNCIA EM ELEMENTOS RESISTIVOS

A propriedade inversa da resistência é a CONDUTÂNCIA (G)


ela nos indica a capacidade que um material tem de conduzir
corrente elétrica. Sua unidade de medida é o SIEMENS (S). A
condutância é o inverso da resistência, sendo assim:
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

Em um circuito elétrico podemos associar as resistências


elétricas de tal forma que é possível obter valores não
comerciais das mesmas. Existem 3 formas de associação de
resistores:

SERIE – Nesse tipo de associação as resistências são


dispostas de tal forma que a saída de um resistor esta ligada
a entrada de outro, conforme mostra a figura.

Simbolo
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES
PARALELO – Nesse tipo de associação, todas as entradas de
dos resistores são comuns a um ponto, enquanto todas as
saídas são comuns a um segundo ponto, conforme mostra
a figura.
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES

MISTA – Uma associação mista de resistores apresenta esses


componentes unidos tanto em série, quanto em paralelo. É a
forma mais comum de associação de resistores.
CAPACITÂNCIA e CAPACITORES

Capacitância determina a quantidade de energia elétrica que


pode ser acumulada em um CAPACITOR dependendo sempre
da tensão aplicada e da quantidade de corrente que
atravessa o componente em uma determinada frequência.
Dessa forma, a capacitância é dada por :

onde: C - capacitância em Farad


Q - carga elétrica acumulada em Coulomb
E - diferença de potencial em Volt

A capacitância depende da geometria das placas que


compõe o capacitor.
CURVA de CARGA e DESCARGA do CAPACITOR
Um típico circuito para análise da carga e descarga de
capacitores está apresentado abaixo.

Com o interruptor na posição 1 o capacitor inicia o processo


de carga cujo tempo é determinado pela relação RC, conforme
a fórmula:
CURVA de CARGA e DESCARGA do CAPACITOR

Quando o capacitor esta carregado e colocamos a chave na


posição 2, se inicia o processo de descarga do mesmo. A equação
de descarga é dada por:

O comportamento em ambos os casos é mostrado no gráfico


abaixo:
ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES
Assim como os resistores, os capacitores podem ser
associados em três formas diferentes: série, paralelo e mista.

No caso da associação série, a equação é dada por:


ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES
No caso de circuitos em paralelo, a equação para calculo da
capacitância total é :

No caso das associações em série o processo é o mesmo dos


resistores.
REATÂNCIA CAPACITIVA

A componente reativa, recebe o nome de REATÂNCIA


CAPACITIVA, sua unidade é OHM () e a equação que a define é:

Note que a reatância capacitiva é inversamente proporcional a


frequência que alimenta o circuito e a capacitância do capacitor
CONDUTÂNCIA, SUSCEPTÂNCIA e ADMITÂNCIA
Assim como os resistores possuem uma função inversa
chamada condutância, os capacitores também a tem sua
condutância. Capacitores são componentes que se opõe a
variações bruscas da tensão, por esse motivo, esse tipo de
componente tem muito uso em circuitos alimentados por sinais
cuja intensidade varia de acordo com o tempo. Esse tipo de
sistema é denominado CORRENTE ALTERNADA. Quando
submetidos a esse nível de sinal, os circuitos capacitivos
apresentam um comportamento vetorial. O inverso da reatância
capacitiva é chamada ADMINITÂNCIA CAPACITIVA e é definida
pela fórmula:

Onde : Y – é a admitância capacitiva, dada em Siemens (S);


G – é condutância, a componente real, ou passiva,
dada em Siemens (S)
B – é a susceptância, a componente imaginária , dada
por Siemens (S)
CONDUTÂNCIA, SUSCEPTÂNCIA e ADMITÂNCIA
A componente é denominada imaginária pois vem multiplicada
ao operador “j”. Esse operador representa a raiz de -1, -1
INDUTORES

O indutor é um componente com muitas utilidades nos circuitos


eletrônicos.
Já sabemos que o capacitor funciona armazenando energia no
campo elétrico em seu interior.
No caso do indutor a energia é armazenada no campo magnético.
Para armazenarmos energia no capacitor é necessário a existência
de uma tensão.
Já no caso de um indutor é necessário que haja uma corrente para
que ocorra o armazenamento energia.
Componentes tais como resistores, fios, transistores e outro
funcionam transformando energia mas não armazenam energia.
Os únicos componentes com esta propriedade são os capacitores,
os indutores, as pilhas e baterias.
Na figura abaixo apresentamos as formas comerciais mais comuns
para os indutores:
O Indutor funciona baseado nos princípios físicos, alguns já
apresentados, que foram estudados e determinados por vários
cientistas (Hans Christian Öersted, Ampère, Henry, Faraday, Lenz,
Neumann, Gauss e outros).
O principal desses princípios físicos diz, basicamente, que sempre que
uma corrente elétrica percorre um fio condutor ela induz um campo
magnético H ao redor deste fio. Este fenômeno está representado na
figura abaixo.
A direção das linhas de campo magnético é dada pela Regra da Mão
Direita.
Por esta regra, basta apontar o polegar de sua mão direita na direção
da corrente e os outros dedos indicarão o sentido das linhas de campo.
Se no lugar de 1 fio, tivermos 2 ou mais fios em paralelo, a indução de
campo magnético é a soma dos campos induzidos por cada fio
Se enrolarmos o fio em espiral, conforme a figura abaixo, obteremos o
componente conhecido como Indutor.
Quando aplicamos a Regra da Mão Direita a cada seção do fio,
concluiremos que todas as linhas de campo no interior do indutor estão
orientadas na mesma direção.
O EXPERIMENTO DE OERSTED

Em 1783, Charles Augustin de Coulomb publicou 7 ensaios sobre


eletricidade e magnetismo, estabelecendo a relação entre cargas
elétricas e demonstrando seu comportamento.
Mas até então, ninguém conhecia os efeitos das cargas elétricas
circulando em fios. Foi em 1820 o físico dinamarquês Hans Christian
Ørsted desenvolveu um experimento que comprovou o efeito da
circulação de corrente em um fio.
Ele concluiu que:

“Todo condutor percorrido por corrente elétrica, cria em torno de si um


campo eletromagnético. “

Oersted deu inicio aos estudos da área conhecida como


ELETROMAGNETISMO, ou seja, o estudo do CAMPO MAGNÉTICO criado
a partir da circulação de uma CORRENTE ELÉTRICA.

São três os principais fenômenos eletromagnéticos e que regem todas


as aplicações tecnológicas do eletromagnetismo:

1. Condutor percorrido por corrente elétrica produz campo magnético;


Regra de Ampère – Regra da Mão Direita

Mão direita envolvendo o condutor com o polegar apontando para o


sentido convencional da corrente elétrica, os demais dedos indicam o
sentido das linhas de campo que envolvem o condutor.
2. Campo magnético provoca ação de uma força magnética sobre um
condutor percorrido por corrente elétrica.

3. Fluxo Magnético variante sobre um condutor gera (induz) corrente


elétrica.
CAMPO ELETROMAGNÉTICO GERADO EM TORNO DE UM CONDUTOR
RETILÍNEO
TABELA DE PERMEABILIDADE

r  Permeabilidade Relativa

m Permeabilidade Absoluta

m0  Permeabilidade no Vácuo
B – Densidade de Campo Magnético ou Densidade de Fluxo Magnético
(T)
r - distância entre o centro do condutor e o ponto p considerado (m)
I – Intensidade de Corrente Elétrica (A)
 - permeabilidade magnética do meio (T.m/A)

(Essa equação é valida para condutores longos onde o comprimento do


Permeabilidade magnética do Vácuo  0 = 4. . 10-7 (T.m/A)

Considerando que a Densidade do Fluxo Magnético B é o efeito da


Força Magnetizante H em um dado meio , temos:

Para um condutor retilíneo 

H – Vetor Campo Magnético Indutor ou Vetor Força Magnetizante [A/m]


B – Densidade de Campo magnético ou Densidade de fluxo magnético
[T]
CAMPO ELETROMAGNÉTICO GERADO NO CENTRO DE UMA ESPIRA
CIRCULAR

B – Densidade de Campo Magnético ou Densidade de Fluxo Magnético


(T)
r - distância entre o centro do condutor e o ponto p considerado (m)
I – Intensidade de Corrente Elétrica (A)
 - permeabilidade magnética do meio (T.m/A)
Considerando que a Densidade do Fluxo Magnético B é o efeito da
Força Magnetizante H em um dado meio , temos:

Para uma espira circular 

H – Vetor Campo Magnético Indutor ou Vetor Força Magnetizante [A/m]


B – Densidade de Campo magnético ou Densidade de fluxo magnético
[T]
CAMPO ELETROMAGNÉTICO GERADO NO CENTRO DE UMA
BOBINA LONGA OU SOLENÓIDE.
B – Densidade de Campo Magnético ou Densidade de Fluxo Magnético
(T)
N - Número de espiras do solenóide;
I – Intensidade de Corrente Elétrica (A)
l – Comprimento longitudinal do solenóide (m)
 - permeabilidade magnética do meio (núcleo do solenóide)(T.m/A)
Considerando que a Densidade do Fluxo Magnético B é o efeito da
Força Magnetizante H em um dado meio , temos:

O módulo do vetor campo magnético indutor ou força magnetizante


H numa bobina é dado por:

H – Vetor Campo Magnético Indutor ou Vetor Força Magnetizante [A/m]


B – Densidade de Campo magnético ou Densidade de fluxo magnético
[T]
EXERCÍCIO
4- Calcular o campo magnético no centro de um solenóide de 10 cm de
comprimento, com 600 espiras e percorrido por uma corrente de 2 A ?

R: 12000Ae/m
CAMPO ELETROMAGNÉTICO GERADO POR UM TORÓIDE.
B – Densidade de Campo Magnético ou Densidade de Fluxo Magnético
(T)
m- permeabilidade magnética do meio (núcleo do solenóide)(T.m/A)
N - Número de espiras da bobina toroidal;
I – Intensidade de Corrente Elétrica no condutor da bobina(A)
r – Raio médio do toróide (m)
Considerando que a Densidade do Fluxo Magnético B é o efeito da
Força Magnetizante H em um dado meio , temos:
H – Vetor Campo Magnético Indutor ou Vetor Força Magnetizante [A/m]
B – Densidade de Campo magnético ou Densidade de fluxo magnético
[T]
FORÇA MAGNETOMOTRIZ

Fmm – Força magnetomotriz (Ae) [ampére-espira]


N – Número de Espiras
I – Intensidade da Corrente Elétrica (A)
Fmm – Força magnetomotriz (Ae) [ampére-espira]
H – Força Magnetizante ou Campo Magnético Indutor (Ae/m)
l – Comprimento médio do caminho do circuito magnético(m)

O comprimento médio do caminho do circuito magnético é o


comprimento total da linha de campo posicionada no centro do
núcleo, conforme representado na figura abaixo.
FORÇA ELETROMAGNÉTICA

Um condutor percorrido por corrente elétrica, imerso em um campo


magnético, sofre a ação de uma força eletromagnética.
REGRA DE FLEMING: PARA DETERMINAR A RELAÇÃO ENTRE I, H E F.

MÃO ESQUERDA PARA AÇÃO MOTRIZ


FORÇA ELETROMAGNÉTICA SOBRE UM CONDUTOR RETILÍNEO

B – Densidade de Campo Magnético ou Densidade de Fluxo Magnético


(T)
F - Intensidade do Vetor Força Eletromagnética (N);
I – Intensidade de Corrente Elétrica (A)
l – Comprimento ativo do condutor sob efeito do campo magnético (m)
 - ângulo entre as linhas de campo e a superfície longitudinal do
condutor (0 ou rad)

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