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Apresentação 1

Urologia
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Criada pelo Decreto N.

º 44-A/01 do Conselho de Ministros, em 06 de Julho de 2001

SEMIOLOGIA DO SISTEMA URINÁRIO

Manuel Saluvo
Interno 2º ano Nefrologia

Luanda, janeiro, 2023


SUMÁRIO

 INTRODUÇÃO

 CONCEITO

 CONSTITUIÇÃO

 FUNÇÃO

 HISTÓRIA CLÍNCA (ANAMNESE, EXAME FÍSICO E EXAMES


COMPLEMENTARES)

 REFEREÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
2 INTRODUÇÃO
2
1

8 9
1
3 4

5
6
7

7
Conceito

 Conjunto de órgãos, Responsável pela:

1- Produção (uropoiese)

2- Condução

3- Armazenamento

4- Eliminação de urina
Funções
Constituição
RINS
 São órgãos uropoéticos
bilaterais
 Forma de um grão de feijão
 Pesa 150g
 Tamanho: 12 x 6 x 3
 Faces anterior e posterior
 Margens (bordos) lateral e
medial
 Extremidades superior e
inferior
 VT12ª e a VL 3ª
RINS

 Hilo renal
 Seio renal
 Pedículo renal

 Irigação:
 Drenagem:
Principais funções do Rim
As funções dos rins: regulatórias, excretórias e endócrinas

 Excreção de produtos indesejáveis do metabolismo e de substâncias químicas estranhas.

 Regulação do balanço de água e dos eletrólitos

 Regulação da osmolalidade dos líquidos corporais e da concentração de eletrólitos

 Regulação da pressão arterial

 Regulação do balanço acido-básico

 Secreção, metabolismo e excreção de hormônios

 Gliconeogénese
 Ureteres

 Os ureteres são ductos que levam a urina do rim para a bexiga.

 São encontrados em nosso corpo dois ureteres, cada um partindo de


um dos rins. Em média, os ureteres apresentam de 25 a 30 cm de
comprimento e 4 a 5 mm de diâmetro.
Bexiga
 É um órgão muscular oco, elástico que, nos homens situa-se diretamente
anterior ao reto. Nas mulheres esta à frente da vagina e abaixo do útero.
 A bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o
armazenamento da urina. Quando vazia, a bexiga está localizada
inferiormente ao peritônio e posteriormente à sínfise púbica: quando cheia,
ela se eleva para a cavidade abdominal.
Bexiga

 Quando a bexiga está cheia, sua superfície interna fica lisa. Uma área triangular na
superfície posterior da bexiga não exibe rugas. Esta área é chamada trígono da bexiga e é
sempre lisa.
 Este trígono é limitado por três vértices: os pontos de entrada dos dois ureteres e o ponto de
saída da uretra. O trígono é importante clinicamente, pois as infecções tendem a persistir
nessa área.
 A capacidade média da bexiga urinária é de 700 – 800 ml; é menor nas
mulheres porque o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga.
Bexiga

 A saída da bexiga urinária contém o músculo esfíncter chamada esfíncter


interno, que se contrai involuntariamente, prevenindo o esvaziamento.
 Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra,
está o esfíncter externo, que controlado voluntariamente, permitindo a
resistência à necessidade de urinar.
Uretra
 A uretra é um órgão que garante a eliminação da urina para o meio
externo.
 No homem, a uretra apresenta um comprimento médio de 20 cm e pode
ser dividida em três porções: prostática, membranosa e cavernosa ou
peniana. A prostática passa próxima à bexiga e no interior da próstata, a
membranosa possui apenas um centímetro de extensão e conecta-se
com a cavernosa, que se localiza no interior do corpo cavernoso do
pênis.
 A uretra da mulher apresenta cerca de 4 cm de comprimento.
Semiologia do sistema urinário
 O primeiro aspecto a ser considerado na anamnese é o conhecimento de que
muitas das doenças que acometem os órgãos urinários resultam em
comprometimento sistémico.
 Por outro lado, muitas doenças com sintomas sistémicos (exemplo: diabetes
mellitus, lúpus eritematoso, toxemia e miopatia de esforço, dentre outras) e
outras afecções localizadas podem causar doença renal secundária
suficientemente grave para causar a morte.
 Assim, o paciente pode apresentar sintomas indicativos de alterações em
diversos órgãos e sistemas, além daqueles especificamente relacionados ao
aparelho urinário.
 Portanto, a anamnese deve envolver todos os itens de caráter geral que
compreendem:
 A queixa atual (tipo, frequência e duração do problema) e informações
sobre apetite/vômito/tipo de alimento consumido, fezes/defecação,
comportamento/déficit neuromotor, funções/transtornos reprodutivos,
doenças/tratamentos anteriores, vacinação, tratamentos em andamento ou
efetuados nos últimos dias, possíveis cirurgias/acidentes/esforço físico
recentes e outros que possam ser particularmente importantes para o
animal em questão. Também devem ser feitas perguntas sobre aspectos
que, directa ou indiretamcnte, revelem o estado e a função dos órgãos
urinários, explorando mais detalhadamente, inclusive, itens já questionados
na anamnese geral.
SINAIS E SINTOMAS

 Alterações na micção, do volume e do ritmo urinário


 Alterações das características da urina
 Dor
 Edema
 Febre
 Calafrios
Alterações na micção, do volume e do ritmo urinário

 Em condições normais, um adulto elimina de 800ml a 2500ml de urina


por dia.

 Alterações da micção, volume e ritmo urinário compreendem: oligúria,


anúria, poliúria, disúria, urgência, polaciúria, hesitação, noctúria,
retenção urinária, incontinência e piúria
Oligúria
 OLIGÚRIA: débito urinário inferior a 400 ml/ 24 horas. Ocorre
repentinamente e pode prenunciar instabilidade hemodinâmica grave e
potencialmente fatal.
 Causas: pré-renais (redução do fluxo sanguíneo renal), intra-renais (lesão
renal intrínseca) ou pós-renais (obstrução do trato urinário). As causas pré e
pós renais são reversíveis com tratamento, mas podem causar lesão intra-
renal se não for tratada. Mas se a casa for intra-renal pode ser persistente e
irreversível.
ANÚRIA

 ANÚRIA: quando a diurese é inferior a 100 ml/24 horas.


 Pode estar associada a obstrução bilateral das artérias renais ou dos
ureteres e na necrose cortical bilateral ou injúria renal.
POLIÚRIA:
 POLIÚRIA: consiste na produção e excreção de um volume urinário diário
superior 2500ml por dia.
 Aumento de micção, principalmente à noite. É intensificada por hidratação
excessiva, consumo de cafeína ou álcool, glicose ou outras substâncias
hiperosmolares. Pode originar do uso de determinados fármacos (diuréticos)
ou distúrbios psicológicos, neurológicos ou renais
DISÚRIA
 DISÚRIA: significa micção dolorosa ou difícil, acompanhada normalmente de frequência,
urgência ou hesitação urinária.
 Geralmente reflete infecção do trato urinário inferior (ITU), comum entre as mulheres.
Resulta também de irritação do trato urinário ou inflamação, que estimula as terminações
nervosas na bexiga e na uretra.
 O início da dor fornece indícios de sua causa. Por ex. se for antes de urinar, indica irritação
ou distensão da bexiga, dor no início da micção tipicamente resulta de irritação na saída da
bexiga e dor no final da micção pode ser sinal de espasmos vesicais ou candidíase vaginal
em mulheres.
 Causas: cistite, prostatite, uretrite, traumatismo genito-urinário, reacção alérgica.
 Hesitação: intervalo maior para que apareça o jacto urinário. Geralmente por obstrução de
saída.
URGÊNCIA URINÁRIA
 URGÊNCIA URINÁRIA: necessidade súbita e inevitável de urinar,
associado a dor na bexiga, sintoma clássico de (ITU).
 Causado por inflamação que diminui a capacidade vesical, sendo o
desconforto provocado pelo acumulo de pequenos volumes de urina, sendo
que a micção constante é para aliviar o desconforto e resulta na eliminação
de apenas alguns mililitros de urina por vez.
 Se não houver dor na urgência urinária pode ser indicativo de lesão do
neurônio motor superior que interfere no controle da bexiga. Também pode
ser causado cálculos, obstruções, alterações neurológicas e em várias
condições psicológicas e fisiológicas, principalmente o frio e a ansiedade.
POLACIÚRIA:

 POLACIÚRIA: ocorre quando a necessidade de urinar ocorre repetidas


vezes, com intervalo entre as micções inferior a 2 horas e sem que haja
aumento do volume urinário.
 Causas: as mesmas da urgência.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA
 INCONTINÊNCIA URINÁRIA: emissão incontrolável da urina
 Pode ser causada por: anormalidades da bexiga, doenças neurológicas ou
alterações da força da musculatura pélvica. Pode ser transitório ou permanente e
envolver grandes volumes de urina ou gotejamento mínimo.
 Pode ser classificada entre os seguintes tipos:
esforço (perda intermitente de urina resultante de algum esforço físico
repentino, como tossir, espirrar, rir ou movimento rápido),
hiperfluxo (perda resultante da retenção da urina que enche a bexiga e impede
que a mesma se contraia com força suficiente para expelir o jato de urina),
de urgência (incapacidade de controlar o desejo repentino de urinar)
incontinência total(descreva a perda contínua resultante da incapacidade da
bexiga reter urina).
Retenção urinária

 Incapacidade de esvaziar a bexiga

 Pode ser: aguda ou crónica

 Causas: obstrução da uretra ou colo vesical


NICTÚRIA:
 NICTÚRIA: micção excessiva durante a noite
 Pode ser causada pela interrupção do padrão diurno normal de concentração
da urina ou pela hiperestimulação dos nervos e músculos que controlam a
micção. Normalmente, um volume maior de urina é concentrado durante a
noite, eliminando 3 a 4 vezes mais urina durante o dia do que a noite,
podendo dormir de 6 a 8 horas sem acordar para urinar. Quem possui
nictúria, acorda uma ou mais vezes durante a noite e podendo eliminar
700ml ou mais durante a noite.
NICTÚRIA:

 Geralmente é causada por distúrbios dos rins e das vias urinárias


inferiores, mas também pode ser devido a algumas doenças
cardiovasculares, endócrinas e metabólicas. Também pode ser
causado por fármacos que provocam diurese, principalmente se
forem ingeridos a noite, ingestão de grandes volumes de líquidos,
bebidas cafeinadas ou álcool antes de deitar.
2. Alterações das características da urina

 Normal: transparente, tonalidade amarelo claro ou amarelo escuro.


 Alterações da cor:
Hematúria
Hemoglobinúria
Mioglobinúria
Porfirinúria
Hematúria

 HEMATÚRIA: presença de sangue na urina, podendo ser macro ou


microscópica. Pode ser maciça, com o aparecimento de coágulos,
denotando sangramento de maior porte.
 Pode ser total, inicial ou terminal. Se for inicial, está associada a
lesões situadas entre a uretra distal e o colo vesical. Se for terminal
pode estar associada a lesões do trígono vesical. Hematúria total
pode ocorrer num grande número de afecções locais ou sistêmicas
que comprometem os rins.
 Deve-se verificar os sintomas associados, como febre, calafrios,
disúria ou cólica renal
HEMOGLOBINÚRIA:

 HEMOGLOBINÚRIA: é a presença de hemoglobina livre na urina.

 Condição que acompanha as crises de hemólise intravascular


(malária, transfusão incompatível, icterícia hemolítica).
MIOGLOBINÚRIA:

 MIOGLOBINÚRIA: decorre da destruição muscular maciça por


traumatismos, queimaduras e após exercícios intensos e demorados
e crises convulsivas.
PORFIRINÚRIA:

 PORFIRINÚRIA: é a eliminação de porfirinas ou de seus


precursores, que produzem coloração vermelho-vinhosa da urina,
algumas horas depois da micção.
 URINA COM AUMENTO DA ESPUMA: eliminação aumentada de
proteínas na urina, presente em glomerulonefrites, nefropatia
diabética e nefrites intersticiais. Pode também estar associada a uma
urina muito concentração com um fluxo rápido do jato urinário.
Mau cheiro

 O odor característico decorre da liberação de amônia.

 Se aumentam os solutos na urina, pode determinar cheiro


desagradável, mas se houver fetidez pode ser indicativo de infecção
urinária com pus.
3. Dor

 Principais tipos de dor:

 Dor lombar e no flanco

 Dor vesical

 Colica renal

 Estrangúria

 Dor perineal
Dor lombar e flanco

 DOR LOMBAR E NO FLANCO: sensação profunda, pesada, de


intensidade variável, fixa e persistente, que piora na posição ereta e
se agrava no fim do dia. Não se associa náuseas ou vômitos.
 Diante das queixas de dor lombar deve-se estar atentos tanto para
doenças renais e da coluna vertebral (lombar).
CÓLICA RENAL

 Obstrução do trato urinário alto, com dilatação súbita da pelve renal


ou do ureter, que se acompanha de contrações da musculatura lisa.
 Sintomas: dor que irradia para o quadrante inferior do abdome do
mesmo lado, dor lancinante, de grande intensidade, acompanhada de
mal estar geral, inquietude, sudorese, náuseas e vômitos.
 Desaparecimento súbito: obstrução natural.
 Costuma começar no ângulo costovertebral, atingir a região lombar
e do flanco, irradiando-se para a fossa ilíaca e região inguinal,
alcançando as partes genitais. Dor em cólica, com fases de
espasmos dolorosos, que podem durar vários minutos.
DOR HIPOGÁSTRICA OU VESICAL

 Originada no corpo da bexiga é percebida na região suprapúbica,


com sensação de queimação, dor intensa na região suprapúbica e
intenso desejo de urinar.
ESTRANGÚRIA OU TENESMO VESICAL:

 ESTRANGÚRIA OU TENESMO VESICAL: uma inflamação


vesical intensa pode provocar a emissão lenta e dolorosa de urina e
é decorrente de espasmo da musculatura do trígono e colo vesical.
 DOR PERINEAL: infecção aguda da próstata, sendo intensa e
referida no sacro ou no reto.

 Nas infecções agudas, a febre costuma ser elevada e acompanhada


de calafrios, dor lombar ou suprapúbica.
Exame físico
 Palpação
 Método de Israel: paciente em decúbito lateral e os membros
superiores sobre a cabeça, coxa fletida e tentando palpação o rim
anteroposteriomente com as duas mão e pinça.
 Devido a sua localização (retroperitoneal), os rins normais não são
palpáveis,. Quando eles estão aumentados tornam-se possível a
palpação.
 Método de Devoto: com o paciente em decúbito dorsal, para se

examinar o rim direito, põe-se a mão esquerda tracionada para

frente enquanto a mão direita entra abaixo do rebordo costal durante

a inspiração ao encontro da mão esquerda, tentando pegar o rim

com as duas mão


 Teste de sensibilidade renal: por punho-percussão ou digito-
pressão.

 Digito-pressão: percussão direita da borda ulnar da mão aberta no


ângulo costo-vertebral. É prudente realizar a digito-pressão antes da
percussão porque se houver dor, ela será percebida sem necessidade
de submeter o doente a um exame doloroso.
Percussão
 Punho-Percussão (Murphy): realizado na junção do rebordo costal
com a musculatura paravertebral. Neste ponto põe-se uma mão
espalmada e com a outra se percute em cima em um movimento
único e sem chicotear.
 Presença de dor é um processo inflamatório
Auscultação:

 Útil somente na identificação de sopros abdominais, caracterizadas


por sopros mrumurantes de baixa intensidade, sugestivas de
estenose da artéria renal
Exames complementares?
Obrigado pela atenção

`A sabedoria é a coisa Principal; adquire, pois, a sabedoria; sim


com tudo o que possuis, adquire o conhecimento`
Proverbios: 4-7

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