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Integrais Duplos e Triplos: Definições e Propriedades

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UNIVERSIDADE

ROVUMA

AMIDO ERNESTO SEMENTE


ANA ANTÓNIO MUZAIRE INTEGRAIS DUPLOS
ARONE JACINTO ASSURA MIGUEL
&
INTEGRAIS TRIPLOS
GENTIL FRANCISCO SUPIA BIRA
ZAINABO MOMADE DAUDO
INTEGRAIS DUPLOS
• Definição 1: Seja um retângulo definido pelo produto cartesiano dos intervalos fechados [a,b] e [c,d]:

• Consideremos duas partições P_1 e P_2, respetivamente de


CONT...
• Como decompõe em n subintervalos decompõe em m subintervalos, então a partição divide a região
em retângulos.

• Definição 2: Uma função f definida num retângulo diz-se ser uma função em escada se existir uma partição
de , tal que seja constante em cada um dos rectângulos abertos de .

• Uma função em escada tem os pontos de contorno dos retângulos bem definidos, mas esses pontos não são
relevantes para a teoria de integração.

• Intuitivamente, se e são partições de , tal que seja constante nos retângulos abertos de e constantes nos de ,
então a função , é constante nos rectangulos (refinamento de e ).

• Proposição 1: Se e são duas funções em escada num dado rectângulos , então a combinação linear , é
também uma função em escada.

• Seja uma partição do rectângulos , em retangulos abertos. Designaremos por o retângulo determinado por
e e seja o valor constante de no .
CONT...
• Se é positiva, o volume do paralelepípedo com base e altura é dado por:

• Ou, abreviadamente,

• Agora em já condições de definir o integral duplo:

• Definição 3: Seja uma função em escada, que toma o valor constante no rectangulo aberto de um
rectângulos . O integral duplo de em define-se por:
CONT…

• Tal como para integrais definidos em , o valor do integral definido não se altera se a participação de for
substituída por uma partição mais fina. Assim, o valor do integral é independente da escolha da participação ,
desde que seja constante nos retângulos abertos de .

• Estas propriedades são generalizações correspondentes teoremas para a caso de integrais definidos em .

• Proposição 2: sejam e funções em escada definidas num retângulo naao degenerado (isto é, não é nem um
ponto nem um seguimento de recta). Então são validas as seguintes propriedades:
PROPRIEDADES DO INTEGRAL DUPLO
1. (Linearidade)

2. (Aditividade) Se com então teremos

3. (Comparação) Se , então teremos:

• Em caso particular se então teremos:


INTEGRAIS DUPLOS INFERIOR E
SUPERIOR
• Seja uma função definida e limitada num rectângulo . Isto é, existe tal que

• Então pode ser limitada superiormente e inferiormente por duas funções em escada, e , onde e por
exemplo:

• Definição 4: considere-se duas funções em escada, e , definidas em tais que

• Se existir um, é só um, número tal que


CONT…

• Designa-se por o conjunto de todos os números , obtidos quando se considera no conjunto de todas
as funções em escada que limitam inferiormente, e por quando se tornam as funções em escada que
limitam superiormente.

• Note que e não são vazios pois é limitada.

• Por outro lado, temos

 Então, tanto como verificam as desigualidades da definição anterior.

 Assim pode se dizer que: é integrável em

 Ao número chama-se integral inferior de e nota-se.


CONT…

 A chama-se integral superior de e nota-se por .

 As afirmações anteriores podem resumir-se no seguinte teorema:

• Teorema 1: Toda a função limitada bum rectangulo tem integral inferior e superior, tal que

• Para todas as funções em escada e com

• A função é integral em se, e só se, os integrais inferir e superior são iguais e, neste caso:
CONT…

• Como as definições anteriores são análogas ao caso dos integrais definidos em , todas as propriedades
referidas na proposição 1 são validas integrais duplos em geral.
O INTEGRAL DUPLO POR INTEGRAÇÃO INTERADA

• Teorema 2: Seja uma função definida em e admita-se que é integrável em . Para ca fixo em , admita-se
que existe e é igual a

• Se existe, então será igual ao integral duplo

• Ou seja
CONT…

• Demo: Escolhemos duas em escadas arbitrarias e tais que em .

• Integrado relativamente a , em , temos

• Vimos que existe, pode integrar-se ambas as desigualidadess relativamente a


em . Então

• Visto que é integrável em , pela definição 2, o único numero com essas


propriedades é o integral duplo de em . Então
CONT…

• Se mudarmos a ordem de integração, obtemos de forma análoga,

• Sendo a igualdade valida se supusermos que existe para cada fixo em e é integrável em .
INTERPRETAÇÃO GEOMÉTRICA DO INTEGRAL DUPLO

• Consideremos a função . Restringindo-a a um retângulo , obtemos um conjunto , formado por todos os


pontos entre o retângulo e a superfície

Para cada fixo no intervalo o integral é a área da secção plana de , definida por um plano paralelo ao plano XOZ.

Como a área é integrável em a integral é igual ao volume do paralelepípedo formado por .


CONT…

• Isto é, para funções não negativas, o volume do conjunto das imagens de obre o domínio , é dado pelo
integral duplo:
INTEGRAIS DUPLOS EM REGIÕES MAIS GERAIS
• Até então definimos integrais duplos para domínio de integração retangulares. Vamos estender estes
conceitos a domínios mais gerais.

• Sejam uma região limitada contida em e uma função definida e limita em .

• Defina-se uma nova função em do modo seguinte:

• Isto é, estende-se a todo retângulo , fazendo com que seja nula no exterior de

• Se supusermos integrável em , então é integrável em e


CONT…

• Consideremos em primeiro lugar o conjunto de pontos do plano definidos da forma , onde e são funções
continuas em . Por exemplo:

• A região é limitada (necessariamente) porque e são funções continuas logo limitadas em

• Outro exemplo do conjunto será , onde e são funções continuas em .


CONT…

• é uma região limitada, por motivos análogos.

• Todas as regiões que se considerem, serão de um destes dois tipos, ou poderão ser
decompostas num número finito de partes, cada uma das quias de um destes dois tipos.
CONT…

Analisando os pontos de descontinuidades temos:

 Em primeiro lugar, note-se que, se os pontos de descontinuidades estiverem na fronteira da região, podem
ser desprezados.

 Considere-se definido como anteriormente. As descontinuidades de em serão as de em , mais aqueles


pontos de fronteira de nos quais não se anula.

 No primeiro exemplo, a fronteira de é constituída pelos gráficos de e e pelos dois segmentos de rectas
verticais que unem as extremidades dos gráficos.

• Cada um destes seguimentos de recta tem medida nula


O TEOREMA DE FUBINI
• Pela experiência que temos com funções de uma variável sabemos que a definição da integral como limites
de somas de Riemann não é um meio prático para o cálculo efetivo de integrais.

• Tanto que para estas funções escalares usamos o Teorema Fundamental do Cálculo para efetuar o cálculo das
integrais definidas, que reduz as integrais ao cálculo de primitivas.

• De forma análoga, o cálculo das integrais duplas se reduz ao cálculo de integrais simples, graças ao Teorema
de Fubini que enunciaremos abaixo.

• Seja integrável no retângulo . Suponhamos que os integrais


CONT…

• e

• Então
CONT…

• Exemplo: Calcular

• Onde R é o retângulo de vértices , , e .

• Assim a região é dada por


CONT…

• Assim
APLICAÇÃO A ÁREAS E VOLUMES

• Para uma região como anteriormente definida pelo teorema 4, podemos aplicar o teorema 5 com Assim
teremos:

• Sendo este o último integral igual a área da região

• Em , considere-se um conjunto de pontos (x, y, z) tais que e Então o integral duplo é igual ao volume do
conjunto indicado.
CONT…

• Mas geralmente se e são ambos continuas em , com , então é igual ao volume solodido compreendido entre
gráfico das funções e .

• Analogamente para as regiões do tipo


OUTRAS APLICAÇÕES DOS INTEGRAIS
DUPLOS
• Considere uma laminada plana , constituídas com uma matéria de densidade conhecida. Ou seja, existe uma
função não negativa, , definida em , que representa a massa por unidade de área de ponto .

• Se a lamina é constituída por um material homogéneos, então densidade é constante e, neste caso, a massa
total obtém-se efetuando produto da densidade pela área da lamina.

• Quando a densidade varia de ponto para ponto, utilizamos o integral duplo de densidade como definição da
massa total. Isto é, se a função densidade é derivável sobre , defini-se a massa total, , por
CONT…

• Ao quociente

• Chama-se densidade média da placa, ou lamina,

• Se é considerado como uma figura geométrica em vez de uma placa, este quociente define o valor medio da
função em . Neste caso exige que seja não negativa.

• Define-se centro de massa como sendo o ponto dado pelas equações


CONT…

• Os integrais dos segundos membros são os momentos da placa relativamente ao eixo e , respetivamente.

• Quando a densidade é constante, por exemplo , , tem-se


CONT…

• Sendo a área de . Substituindo com a equação temos

• Analogamente

• Nestas hipóteses, ao ponto chama-se centroide da placa, ou região,


CONT…

• Considerando no plano da placa uma recta , designa-se por a distancia de um ponto de a . Então o número ,
definido por

• Chama-se momento de inércia da placa relativamente a .

• Os momentos de inércia em relação aos eixos e representa-se por e e estão dados por
CONT…

• A soma deste dois integrai chama-se momento polar de inercia em relação a origem:

• Observações: A massa e o centro de massa da placa sao propriedades do corpo e sao independentes da
localização da origem e das direções dos eixos coordenados.

 O momento polar de inércia depende da localização da origem, mas não das direções escolhidas para os
eixos coordenados.

 Os momentos de inércia em relação aos eixos e dependem da localização da origem e da orientação dos
eixos.
CONT…

 Se uma placa homogénea admite um eixo de simetria, o centroide está sobre esse
eixo.

 Se existirem dois eixos de simetria, numa placa homogénea, o centroide estar· sobre
o ponto de interseção.
MUDANÇA DE VARIÁVEIS NUM INTEGRAL DUPLO

• Na teoria de integração a uma dimensão, o método de substituição permite-nos, frequentemente, calcular


integrais "complicados", transformando-os noutros mais simples ou noutro tipo de integral que pode ser mais
facilmente calculado.

• O método baseia-se na igualdade

• Com e sob as hipóteses de ter derivada contínua em e que seja contínua no conjunto de valores que toma
com .

• Para o caso bidimensional existem duas substituições a efetuar: uma para e outra para . Assim, em vez da
função , existirão duas funções, por exemplo, e , as quais relacionam e com e , do modo seguinte
CONT…

x=φ(u,v) e y=ψ(u,v).

• Com estas duas relações, define-se uma função vetorial r=(φ(u,v),ψ(u,v)).

• Quando (u,v) percorre a regiao T a extremidade de r(u,v) descreve os pontos de S.

• Consideremos apenas aplicações para as quais as funções φ e ψ são continuas e tem


derivadas parciais continuas ∂φ/∂u,∂φ/∂v,∂ψ/∂u,∂ψ/∂v.
CONT…

• A fórmula para mudança de variáveis nos integrais duplos pode escrever-se como

• Sendo o modulo do jocobiano, isto é,

.
COORDENADAS POLARES
• Neste caso escreveremos e em vez de e , e definimos a aplicação pelas duas equações:

• e

• Para obtermos uma aplicação bijetiva, considera-se apenas e

• O jacobiano será

• .
• Então a fórmula de mudança de variáveis tem a forma
CONT…

• A transformação por coordenadas polares pode traduzir-se pelo


esquema
CONT…

Note que:

 As curvas são rectas que passam pela origem e as curvas são os círculos centrados na origem.

 A imagem de um retângulo no plano é “quadrilátero” no plano limitados por raios e dois arcos de
circunferência.

 As coordenadas polares são adequadas quando a região de integração tem fronteiras ao longo das quais
e/ou são constantes (circunferências, sectores circulares…).
INTEGRAIS TRIPLOS
• Comecemos pela definição de integral triplo de uma função.

• Definição 6: Seja uma função continua em um conjunto fechado.

• Seguindo a mesma metodologia que para os integrais duplos, chama-se soma integral de relativamente a
uma decomposição de expressão

• Onde sera o valor de num ponto escolhido de .

• Considerando uma sucessão de decomposições com o diâmetro atender para zero, com limite finito então
diz-se que é integrável em
CONT…

• Ao valor desse limite chama-se integral triplo de no domínio e representa-se por


PROPRIEDADES DO INTEGRAL TRIPLO
1. O integral triplo da soma de duas funções e em e é igual á soma dos integrais de cada uma delas no mesmo
domínio
CONT…

2. Para ,

3. Se o domínio de integração esta dividido em dois domínios e tais que , então


CONT…

Precisemos agora o que se entende por domínio regular:

Definição 7: Um conjunto é domínio regular-se:

a) A sua superfície fronteira é cortada em apenas dois pontos por qualquer recta vertical que passe por um
ponto interior;

b) A sua projeção sobre o plano constitui um plano regular como em a) (convexo);

c) Qualquer parte de que se obtenha por secção de planos paralelos a qualquer dos planos coordenados,
verifica as propriedades a) e b).
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLOS
• Consideremos, então em que é um subconjunto regular de

• Suponhamos que é limitado por uma superfície cuja equação, na sua parte superior é e, na inferior, cuja
projeção no plano é a regiao limitada

• Nestas condições

• Isto é, a primeira integração é feita em relação a z, reduzindo-o a um


integral duplo sobre a projeção Q, o qual pode ser resolvido pelo
método já exposto.
CONT…

• Exemplo:
APLICAÇÕES DOS INTEGRAIS TRIPLOS
• Os integrais triplos podem ser utilizados para calcular volumes, massas, centros de massa, momentos
de inércia e outros conceitos físicos relacionados com sólidos.

• Se é um solido, o seu volume é dado por

• Se o sólido se supõe com densidade em cada um dos seus pontos (massa por unidade de volume), a
sua massa é dada por
CONT…

• e o respetivo centro de massa ser· o ponto em que

• e de modo análogo para .

• O momento de inércia em relação ao plano é definido por


CONT…

• O momento inércia em relação a recta é definido por

em que representa a distância de um ponto genérico de a recta


MUDANÇA DE COORDENADAS EM
INTEGRAIS TRIPLOS
• A semelhança do que fizemos com os integrais duplos, consideremos um domínio ,
limitado, onde estão definidas novas variáveis , e (funções de , e) pelas igualdades

,,

• Sendo , e funcoes bijectivas continuas num domínio transformado de D.

• Nestas condições temos que


CONT…

Com

• O jacobiano da transformação dada.


COORDENADAS CILÍNDRICAS

• Um ponto que em coordenadas cartesianas é dado por , ser· escrito em coordenadas


cilíndricas da seguinte forma: o e o serão substituídos pelas suas coordenadas polares, e
mantem-se o inalterado.

• Isto é, definimos as aplicações

• ,,

• Neste caso o jacobiano será


CONT…

• Então

• Observações: Para obtermos aplicações injetivas deve-se fazer e

• As coordenadas cilíndricas sao utilizadas, sobretudo, quando o domínio D tem simetria axial.

• O jacobiano anula-se quando , mas isso não afecta a validade da formula, porque o conjunto de pontos
com tem medida nula.
COORDENADAS ESFÉRICAS
• Um ponto (x,y,z) em coordenadas cartesianas, é dado em coordenadas esféricas pelas
relações x=ρ sen⁡φ cos⁡θ, y=ρ sen⁡φ sen⁡θ, z=ρ cos⁡φ,

• Sendo:

• ρ a distância do ponto à origem;

• φ o angulo que a recta que une o ponto à origem faz com o eixo OZ;

• θ o angulo formado com a parte positiva do eixo OX e pela recta que une à
projecao do ponto plano XOY.

• Para se obterem aplicações invectivas faz-se ρ≥0, φ∈[0,2π┤[.


CONT…

• Graficamente

• O determinante jacobiano é
CONT…

Como logo e

Então

• Embora o jacobiano se anule quando ou , a fórmula de mudança de variáveis é ainda


valida porque o conjunto de pontos onde tal se verifica tem medida nula.
CONT…

• As superfícies são cones circulares com o eixo de simetria coincidente com o eixo .

• O exemplo seguinte pode ser considerado como uma demostração para a fórmula conhecida do volume de
uma esfera:

• A equação da superfície esférica é dada por , sendo a sua projeção no plano uma circunferência de equação .
Como o sólido tem simetria em relação à origem, pode utilizar-se coordenadas esféricas e calcular o volume
apenas num octante:
CONT…
Obrigado!

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