Objetivo do curso
Orientar os profissionais que trabalham em instalações
elétricas, sujeitos aos riscos decorrentes do emprego da
energia elétrica, oferecendo noções de Riscos Elétricos,
Primeiros Socorros e Prevenção e Combate a Incêndio.
Conteúdo
• Introdução à segurança com eletricidade
• Riscos em instalações e serviços com eletricidade
• Medidas de controle do risco elétrico
• Normas técnicas brasileiras
• Normas regulamentadoras
• Equipamentos de proteção coletiva e individual
• Rotinas de trabalho
• Documentação de instalações elétricas
Conteúdo
• Riscos adicionais
• Acidentes de origem elétrica
• Responsabilidades
• Princípios básicos de prevenção e combate a incêndios
• Noções de primeiros socorros
Avaliação
• Será aplicado um teste objetivo e prático para avaliar o
desempenho dos participantes e a assimilação do conteúdo.
• Será fornecido um certificado.
Portaria N° 598, do MTE, em vigor a partir de
7 de dezembro de 2004.
Cursos
A NR10 padroniza o conteúdo programático para os cursos,
previstos no seu texto, voltados para segurança e saúde assim
como o seus títulos:
• Curso básico (40 horas).
• Curso complementar (40 horas).
MÓDULOS DO CURSO
• NOVA NR10 (APLICAÇÃO PRÁTICA) E RISCOS ELÉTRICOS – 24 horas
• PRINCÍPIOS BÁSICOS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS – 8 horas
• NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS EM SERVIÇOS
COM ELETRICIDADE – 8 horas
NR10 – Apresentação
A NR10 estabelece critérios de segurança para todos aqueles que
trabalham em suas diversas fases, como geração, transmissão, distribuição,
e consumo de energia elétrica; na condição de empregados diretos,
contratados, ou até mesmo usuários.
Instalação elétrica perigosa e serviço arriscado
Qual será
mesmo o fio?
Projetos
Importante
Todo Projeto deve descrever o sistema de identificação e como
tais indicações devem ser aplicadas fisicamente nos componentes
das instalações considerando a NR-26, que trata de sinalização
de segurança e padroniza as cores que devem ser utilizadas.
Por exemplo, a cor laranja deverá ser empregada para identificar
canalizações contendo ácidos; partes móveis de máquinas e equipamentos;
partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas
ou abertas; faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;
faces externas de polias e engrenagens; botões de arranque de
segurança e dispositivos de corte, borda de serras, prensas.
10.12 Situação de emergência
10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar
o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente
por meio de reanimação cárdio respiratória.
A empresa deve disponibilizar os recursos e ter plano de emergência
para as contingências das instalações e profissionais da área elétrica.
Situação de emergência
Introdução à segurança com eletricidade
Principais conseqüências de acidentes elétricos
Choque elétrico
Queimaduras
Incêndios
Todas essas ocorrências podem ser fatais!
Trabalho em proximidade
NR10 – Apresentação
• Em 2002 foram registrados 416 acidentes fatais com empregados
de empresas do setor elétrico (SEP) e população.
• 136 (7,84) % de 1736 acidentes do trabalho analisados em 2003
estavam associados à corrente elétrica.
Setor elétrico, Brasil, 2002
Acidentes fatais
Geral Típicos Trajeto Empreiteiras Terceiros*
416 23 8 55 330
Fonte: Fundação COGE/Eletrobrás.
* Terceiros são os membros da população que não são
empregados do setor de energia elétrica mas que interagem
com as redes elétricas do setor.
Riscos elétricos – Apresentação
136 (7,84) % de 1736 acidentes do trabalho analisados em 2003
estavam associados à corrente elétrica.
Reforça que a eletricidade é “perigosa” com grau risco que
pode levar a acidentes fatais.
Riscos elétricos – Apresentação
90
84
85
77 78
80 75
Acidentes fatais
QUANTIDADE
75
70 ocorridos no
64
65 SEP segundo
60 Fundação COGE
55
(Comitê de Gestão
50
Empresarial).
45
1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
ANO
Características da eletricidade
sob o ponto de vista da segurança do trabalho
“PERIGOSA” “PREGUIÇOSA”
INVISÍVEL I = V/R
LESÕES GRAVES OU MORTE CAMINHO DE MENOR RESISTÊNCIA
• RISCOS VISÍVEIS: trabalho em altura, operação de uma caldeira.
• MENOR RESISTÊNCIA: importância do aterramento;
analogia com água, rios, etc.
Riscos elétricos
RISCO DE CONTATO
RISCO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO
Trabalho em proximidade
Será que dá
choque?
Acidentes de origem elétrica
Os acidentes de origem elétrica são consequência de:
• ATOS INSEGUROS
Atos causados pela imprudência do trabalhador
• CONDIÇÕES INSEGURAS.
Condições causadas pelo equipamento ou ambiente
Causas diretas
• Contato direto
• Contato indireto
Causas indiretas
• Descargas atmosféricas;
• Tensão estática; e
• Tensões induzidas.
Atos inseguros
Atos inseguros
Riscos elétricos
Contato direto
É o contato de pessoas ou animais com partes
normalmente energizadas (partes vivas da instalação,
condutores, conexões).
Contato indireto
É o contato de pessoas ou animais com partes metálicas das
estruturas mas que não pertencem ao circuito elétrico e que se
encontram energizadas acidentalmente.
Riscos elétricos
Um simples acidente de transito ??????
Um acidente de trânsito...
Imagine a situação:
Alguém dirigindo um carro numa estrada
calma, perto das 8:00h, num dia de sol...
De repente, alguma coisa
“desconhecida” acontece e o motorista
perde o controle, sobra em uma curva
e bate num poste de energia...
Nos perguntamos:
- Teria sido um cochilo?
- Será que tinha bebido?
- O que o teria levado a
essa imprudência?
Com o impacto,
um dos cabos de
13,8kV caiu do
isolador...
... a cabeça do poste
ficou destruída...
... fazendo o cabo
energizado tocar
nas ferragens do
poste...
Observe que o
impacto destruiu a
base do poste
também!
Para aqueles que sacam
“eletricidade”...
1. Temos 13,8kV tocando num ferro no topo do poste
2. Carcaça do carro em contato com ferros da base do
poste
3. Motorista tenta sair do carro e põe os pés no chão
1+2+3 = Não olhe as fotos seguintes...
se você não puder!
PARAR CONTINUAR
Os peritos acham...
1. Mesmo que o motorista não tivesse colocado os pés no
chão, os pneus poderiam não suportar a alta tensão, vindo
a “conduzir” a corrente depois. Era uma questão de
tempo!
2. As altas temperaturas provocadas pela passagem da
corrente elétrica através da massa metálica do carro foi a
possível causa do incêndio.
Quanto a mim...
Por mais que a ciência explique o caso,
jamais pensei que iria ver algo assim na minha vida...
Só se fosse no cinema!
O choque elétrico
Definição:
“ É a perturbação de natureza e efeitos
diversos que se manifesta no organismo
humano quando este é percorrido por uma
corrente elétrica”
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Elementos necessários para que
haja o choque elétrico
Diferença de potencial
Contato
Percurso para a corrente
Aspectos principais Conseqüências
do choque elétrico: mais graves
Correntes de choque de Paradas cardíacas e
baixa intensidade respiratórias
Correntes de Queimaduras
choque de alta externas e
intensidade internas
Tipos de choques elétricos:
Estático : Choque proveniente de eletricidade estática
ou descarga de componentes elétricos carregados.
Ex: Choque proveniente de um capacitor
carregado ou de um equipamento que tenha
acumulado cargas elétricas.
Dinâmico: É o que ocorre quando se faz contato com
um elemento energizado.
Ex: Choque em um fio fase desencapado, choque em um
motor cuja carcaça entrou em contato com a parte
energizada acidentalmente e não se encontra aterrado.
Hipóteses para o choque dinâmico:
Toque na parte “viva” do condutor;
Toque em partes condutoras que ficaram energizadas acidentalmente por
defeito, fissura ou rachadura da isolação;
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Maior potencial: CIRCUITO ENERGIZADO
CARGA
ELÉTRICA
Menor potencial: TERRA
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
M
Parei aqui
PERCURSO DA CORRENTE
1. Passagem de corrente
pelo pé direito.
2. Passagem de corrente pelo
1 2 pé esquerdo; situação mais
grave (órgãos vitais).
Efeitos do choque elétrico em
função do trajeto no corpo humano
% DA CORRENTE QUE
TRAJETO
PASSA PELO
Da cabeça para o pé direito 9,7 %
Da mão direita para o pé 7,9%
esquerdo
Da mão direita para o pé 1,8%
esquerdo
Da cabeça para a mão esquerda 1,8%
Choque elétrico
O choque elétrico é a perturbação de natureza e efeitos diversos que
se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma
corrente elétrica. Os efeitos do choque elétrico variam e dependem de:
• percurso da corrente elétrica pelo corpo
humano;
• intensidade da corrente elétrica;
• tempo de duração;
• área de contato;
• freqüência da corrente elétrica;
• tensão elétrica;
• condições da pele do indivíduo;
• constituição física do indivíduo;
• estado de saúde do indivíduo.
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Efeitos da eletricidade no corpo humano
Limiar de sensação (percepção)
Corrente contínua > 5 mA: sensação de aquecimento
Corrente alternada > 1 mA: sensação de formigamento
Limiar de não largar (impede a vítima de se soltar do circuito)
Contrações musculares permanentes (60 ciclos por segundo)
• 9 a 23 mA: Homens
• 6 a 14 mA: Mulheres
Corrente de largar: É o valor máximo de corrente
que uma pessoa pode suportar quando estiver
segurando um objeto energizado e ainda ser capaz
de largá-lo pela ação de músculos diretamente
estimulados por esta corrente
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Choque elétrico
Conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos que se manifesta no
organismo humano ou animal quando este é percorrido por uma corrente elétrica.
Efeitos da eletricidade no corpo humano:
• Danifica os tecidos e lesa os tecidos nervosos e cerebral
• Provoca paralisação dos músculos
• Provoca coágulos nos vasos sangüíneos
• Pode paralisar a respiração e os músculos cardíacos
• Pode causar fibrilação ventricular
• Provoca queimaduras
• Pode causar inconsciência ou morte
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Intensidade Efeito
10 a 100 μA Fibrilação ventricular em pacientes
“eletricamente sensíveis”, cateterizados
1 mA Percepção cutânea
5 mA Contrações musculares dolorosas
Impossibilidade de se libertar da fonte de
10 mA
corrente (“Limiar de Não Largar”)
20 mA Possibilidade de asfixia, se t > 3 minutos
e se o trajeto atinge o diafragma
70 mA Fibrilação ventricular se t = 1 minuto
5A Queimaduras, asfixia, fibrilação
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Resistência elétrica do corpo humano
A corrente depende da resistência; logo o choque será tão mais
intenso quanto menor for a resistência do corpo humano;
Rcorpo humano = Entre 100.000 e 600.000Ω (Pele seca)
Rcorpo humano = 500Ω (Pele úmida)
Rinterna = 300 Ω
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Duração máxima da tensão de contato – CA
Tensão de contato (V) Duração máxima (seg.)
<50 Infinito
50 5
75 0,60
90 0,45
110 0,36
150 0,27
220 0,17
280 0,12
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Duração máxima da tensão de contato – CC
Tensão de contato (V) Duração máxima (seg.)
<120 infinito
120 5
140 1
160 0,5
175 0,2
200 0,1
250 0,05
310 0,03
Podemos observar, pela comparação das tabelas anteriores, que a tensão
alternada é mais perigosa em relação ao choque elétrico do que a tensão
contínua;
Para correntes alternadas de freqüências elevadas, acima de 2000 Hz, as
possibilidades de ocorrência de choque elétrico são pequenas, contudo,
ocorrerão queimaduras, devido à corrente tender a circular pela parte externa
do corpo (Efeito pelicular da corrente)
Riscos elétricos – Apresentação
AT – BT – EBT
Alta Tensão (AT) – tensão superior a 1000 VAC ou 1500 VCC.
Baixa Tensão (BT) – tensão superior a 50 VCA ou 120 VCC.
Extrabaixa Tensão (EBT) – tensão não superior a 50 VCA
ou 120 VCC.
Observações:
Para a NR -10 não existe média tensão;
Instalações em BT só podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao item
10.8 da NR-10 (Item 10.6.1);
Operações elementares em BT podem ser realizadas por qualquer pessoa não-
advertida, desde que os equipamentos estejam em perfeito estado de conservação (Item
10.6.1.2)
TODOS os trabalhadores autorizados (trabalhadores qualificados ou capacitados e
profissionais habilitados) – Curso básico de NR-10 - (Item 10.7.3)
AT – Curso básico e complementar de NR-10 (Item 10.7.2)
Trabalho em AT não pode ser realizado INDIVIDUALMENTE (Item 10.7.3)
Normas ABNT
NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão
A NBR 5410 é uma referência obrigatória quando se fala em segurança com
eletricidade. Ela apresenta todos os cálculos de dimensionamento de condutores e
dispositivos de proteção. Nela estão as diferentes formas de instalação e as
influências externas a serem consideradas
em um projeto. Os aspectos de segurança são apresentados de forma detalhada,
incluindo o aterramento, a proteção por dispositivos de corrente de fuga, de
sobretensões e sobrecorrentes. Os procedimentos para aceitação da instalação nova
e para sua manutenção também são apresentados na norma, incluindo etapas de
inspeção visual e de ensaios específicos.
Normas ABNT
NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão,
de 1,0 kV a 36,2 Kv
A NBR 14039 abrange as instalações de consumidores, incluindo suas subestações, dentro
da faixa de tensão especificada. Ela não inclui as redes de distribuição das empresas
concessionárias de energia elétrica. Além de todas as prescrições técnicas para
dimensionamento dos componentes dessas instalações, a norma estabelece critérios
específicos de segurança para as subestações consumidoras, incluindo acesso, parâmetros
físicos e de infra-estrutura. Procedimentos de trabalho também são objeto de atenção da
referida norma que, a exemplo da NBR 5410, também especifica as características de
aceitação e manutenção dessas instalações.
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Influência da freqüência
Freqüência (Hz) 50 - 60 500 1.000 5.000 10.000 100.000
Limiar de Sensação (mA) 1 1,5 2 7 14 150
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Chances de salvamento
Tempo após o choque para Chances de
iniciar respiração artificial reanimação da vítima
1 minuto 95%
2 minutos 90%
3 minutos 75%
4 minutos 50%
5 minutos 25%
6 minutos 1%
8 minutos 0,5%
O choque elétrico Mecanismos e efeitos
Choque elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Choque
elétrico
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Arco elétrico ou voltaico
É a descarga elétrica através do ar, ou seja, a passagem
de corrente elétrica através do ar ionizado.
Características:
• Grande dissipação de energia, com explosão e fogo;
• Dura menos de 1 segundo;
• As temperaturas geradas vão de 6.000oC até 30.000oC
(duas vezes superior a temperatura do Sol).
Arcos
elétricos
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Arco elétrico em baixa tensão
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Arco elétrico em alta-tensão
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Conseqüências:
• Queimaduras de 2° e 3° graus, potencialmente fatais;
• Ferimentos por quedas de postes;
• Problemas na retina, devido à emissão de
radiação ultravioleta;
• Danos físicos devidos à onda de pressão originada
pela explosão;
• Ferimentos e queimaduras devidos à ação de partículas
derretidas de metal.
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Exposição ao arco elétrico
Exposição 1/10 segundos
• Queimadura curável.........................63 0C
• Morte das células.............................96 0C
• Arco elétrico..............................20.000 0C
• Superfície do Sol.........................5.000 0C
• Queima de roupas................370 a 7600C
• Fusão do metal............................1.000 0
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Medidas de proteção:
• Procedimentos de trabalho;
• Utilização de EPIs: roupas de proteção térmica, óculos de
segurança, cinto de segurança e talabartes, capacete classe
“B”, para trabalhos em eletricidade, preso ao pescoço pelo
prendedor denominado “Jugular” e botas de segurança.
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Gravidade das conseqüências da exposição ao arco elétrico
Depende:
• da distância ao ponto de falha;
• da energia liberada;
• da vestimenta de proteção.
Queimaduras provocadas por arco elétrico
Arco elétrico
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
Vestimenta de proteção
O que determina o tipo de proteção pessoal é o cálculo
da energia incidente a partir de um arco elétrico.
Arcos elétricos Queimaduras e quedas
WESTEX
Riscos adicionais
• Campos eletromagnéticos
• Trabalho em altura
• Ambientes confinados
• Áreas classificadas
• Instalações elétricas em ambientes explosivos
• Condições atmosféricas
• Umidade ou poeira
• Descargas atmosféricas
• Sobretensões transitória
• Fauna
• Flora
Riscos adicionais
Campos
eletromagnéticos
Campos eletromagnéticos
Uma corrente que percorra um condutor gera um campo eletromagnético. Esse campo
eletromagnético caracteriza-se por um determinado número de linhas de força.
A lei de Faraday assim se enuncia: “A força eletromotriz (f.e.m.; medida em volts) induzida é
proporcional ao número de espiras e à rapidez com que o fluxo magnético varia.”
Ao lembrarmos que a corrente alternada passando por um condutor produzirá um campo
eletromagnético variável, e se existirem nas suas imediações outros condutores
desenergizados, neles será induzida uma tensão elétrica.
Descargas atmosféricas também geram campos eletromagnéticos.
Campos eletromagnéticos
Desse modo teremos dois riscos relacionados às tensões induzidas por campos
eletromagnéticos:
• Acidente por choques elétricos em circuitos considerados
desenergizados, mas sob tensão induzida.
• Influência de campos eletromagnéticos em equipamentos de
comunicação, controle, medição, podendo gerar também
acidentes pela alteração de seu funcionamento
(perturbação eletromagnética).
Fogos em subestação
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Campos eletromagnéticos
Medidas de proteção:
• Procedimentos de segurança;
• Utilização de detector de tensão;
• Sistemas fixos de aterramento;
• Sistemas temporários de aterramento;
• Equipamentos eletroeletrônicos imunes
à perturbação eletromagnética.
10.2 Medidas de controle
Capacitação
Aquisição de qualificação habilitação Análise preliminar
equipamentos autorização de riscos das
atividades
e mateirias Elaboração de
Pops com relação
Laudos técnicos do ferramental e
(spda e subestação) ordens
de serviço citando
os procedimentos
Adequação das
PRONTUÁRIO DAS Plano para as
instalações e emergências
planos de ações
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Diagrama unifilar
ATUALIZADO
Manutenção
preditiva preventiva Especificaçao
de epi/ epc e
seus certificados
Ensaios e testes
Em equipamentos Auditoria
s
Análise preliminar de riscos Conceitos básicos
PERIGO: condição que pode provocar danos.
RISCO: medida da perda econômica e/ou danos para a vida humana.
ANÁLISE DE RISCO: estimativa qualitativa e quantitativa do risco.
AVALIAÇÃO DE RISCOS: comparação do resultado da análise de riscos com critérios de
tolerabilidade previamente estabelecidos.
GERENCIAMENTO DE RISCOS: formulação e execução de medidas e procedimentos com
o objetivo de prever, controlar ou reduzir os riscos.
Análise preliminar de riscos Conceitos básicos
Medidas de controle do risco elétrico Análise de riscos
RISCO – Capacidade de uma grandeza com potencial para
causar lesões ou danos à saúde das pessoas.
Risco Exposição (Perigo)
Causa Fato Efeito
Danos (Humanos,
Materiais, Financeiros)
Origem Acidente
(Humana, Material)
Técnicas de análise de riscos
Conjunto de métodos e técnicas que identifica e avalia qualitativa
e quantitativamente os riscos que uma atividade representa para
a população exposta, para o meio ambiente e para a empresa,
de uma forma geral.
Os resultados de uma análise de riscos são a identificação de cenários de acidentes, suas
freqüências esperadas de ocorrência e a magnitude das possíveis conseqüências.
A análise de riscos deve incluir as medidas de prevenção de acidentes
e as medidas para controle das conseqüências de acidentes para os trabalhadores e para as
pessoas que vivem ou trabalham próximo à instalação ou para o meio ambiente.
Medidas de controle do risco elétrico Análise de riscos
Gerenciamento de risco (processo básico)
• Identificação dos Riscos
• Análise de Riscos
• Avaliação de Riscos
• Controle dos Riscos
Análise Preliminar de Risco – APR
É um método simplificado utilizado para identificar fontes de
risco, conseqüências de acidentes e medidas de correção do
risco ou de controle simples, sem grande aprofundamento
técnico e gerando tabelas de fácil entendimento.
Percepção
Que vemos nestas fotos?
E nestas?
Medidas de controle do risco elétrico
Análise de riscos
Análise preliminar de riscos (exemplo)
ATIVIDADE RESPONSÁVEL RISCOS CONTROLE
Abrir a chave corta circuito Eletricista Descarga • Usar luvas
elétrica isolantes de
Descrição: Abrir as chaves borracha para alta-
utilizando a vara de manobra e a Entorse
tensão, capacete
seqüência correta, ou seja: muscular
de segurança,
“Primeiro a chave da extremidade óculos e botas
mais próxima da chave do meio, de segurança;
depois a chave da extremidade • Manusear firme e
mais distante da chave do meio, e corretamente a
por último a chave do meio.” vara de manobra;
• Assumir posição
e postura corretas.
Análise preliminar de riscos Conceitos básicos
Principais técnicas para identificação dos riscos/perigos
• de Falha Humana
• Método de Análise de Falhas e Efeitos
• Análise de Segurança de Sistemas
• Árvore de Eventos
• Árvore de Falhas
• Análise Preliminar de Riscos
Análise preliminar de riscos
Análise preliminar de riscos
CLASSIFICAÇÃO QUALITATIVA DOS RISCOS
ALTA
MÉDIO MÉDIO MÉDIO ALTO ALTO
(ocorre)
MÉDIA
CATEGORIA DA
(esperado BAIXO MÉDIO MÉDIO ALTO ALTO
FREQÜÊNCIA
ocorrer)
DE
OCORRÊNCIA BAIXA
(ocorrências (pouco BAIXO BAIXO MÉDIO MÉDIO ALTO
/ano) provável)
REMOTA
IRRELEVANTE BAIXO BAIXO MÉDIO MÉDIO
(improvável)
RELEVANTE
CONSIDERÁVEL CRÍTICA
PEQUENA (falha com CATASTRÓFICA
(falha exige (impede
(defeito) restrição de (descarrilhamento)
operação manual) operação)
velocidade)
CATEGORIA DE CONSEQÜÊNCIA (GRAVIDADE)
Análise preliminar de riscos
RISCO MEDIDAS DE CONTROLE
INSPEÇÕES
IRRELEVANTE
MANUTENÇÃO CORRETIVA PROGRAMADA DENTRO DA PREVENTIVA
BAIXO MANUTENÇÃO CORRETIVA
MELHORIAS NO EQUIPAMENTO
MÉDIO SUBSTITUIÇÃO DO EQUIPAMENTO
REDUÇÃO DA PERIODICIDADE DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA
PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
(perfil da mão-de-obra, nível de segurança, treinamento)
ALTO PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
PROCEDIMENTOS DE MANUTENÇÃO
PROCEDIMENTOS PARA EMERGÊNCIA
Análise preliminar de riscos
MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS
TABELA 1 – Classe de freqüência de ocorrência
A EXTREMAMENTE Conceitualmente possível, mas
REMOTA extremamente improvável de ocorrer durante
a campanha.
B REMOTA Não esperado ocorrer durante a campanha.
C IMPROVÁVEL Pouco provável de ocorrer durante a
campanha.
D PROVÁVEL Esperado ocorrer pelo menos uma vez
durante a campanha.
E FREQUENTE Esperado ocorrer várias vezes durante a
campanha.
Análise preliminar de riscos
MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS
TABELA 2 – Categorias de severidades das conseqüências dos cenários
CATEG DENOMINAÇ DESCRIÇÃO \ CARACTERÍSTICAS
ORIA ÃO
I Desprezível Sem danos ou danos insignificantes aos equipamentos, à
propriedade e\ou meio ambiente.
II Marginal Danos leves aos equipamentos, à propriedade e\ou meio ambiente.
(Menor) Lesões leves em funcionários, terceiros e\ou pessoas extra muros.
III Crítica Danos severos aos equipamentos, à propriedade e\ou meio
(Moderado) ambiente, levando a parada ordenada da unidade e\ou sistema.
Exige ações corretivas imediatas para evitar desdobramento em
catástrofe.
IV Catastrófica Danos irreparáveis aos equipamentos, à propriedade e\ou meio
(Crítico) ambiente, levando a parada desordenada da unidade e\ou sistema.
Provoca mortes ou lesões graves em várias pessoas (em
funcionários, terceiros e\ou extra muros).
Análise preliminar de riscos
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO
TAREFA Medir tensão com o uso do multímetro analógico na saída do disjuntor de baixa-tensão.
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO
OPERAÇÕES RISCO DETECÇÃO EFEITOS CONSEQÜÊNCIA CLASSE MEDIDAS DE CONTROLE
FREQUÊNCIA
(gravidade) DO RISCO
Abrir o quadro
Nada
geral de baixa NC NC NC NC NC NC (Nada Consta)
Consta
tensão.
(1) Conferir a posição das pontas de prova
no instrumento.
(2) Conferir a posição da chave seletora
do instrumento.
Arco Esperado (3) Utilizar apenas instrumentos em bom
Medir a tensão. Nada Consta Queima-duras Crítica Alto
Elétrico Ocorrer estado de conservação e dentro do prazo
de validade de calibração/inspeção.
(4) Utilizar luvas, óculos de segurança
e vestimenta padrão.
Fechar o quadro
geral de baixa NC NC NC NC NC NC NC (Nada Consta)
tensão.
Análise preliminar de riscos
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO
TAREFA SUBSTITUIÇÃO DO BANCO DE BATERIAS.
CLASSIFICAÇÃO DO RISCO
PERIGO CAUSAS DETECÇÃO EFEITOS CONSEQÜÊNCIA CLASSE MEDIDAS DE CONTROLE
FREQUÊNCIA
(gravidade) DO RISCO
-Utilizar luvas de borracha adequadas para
executar tarefas.
Danos 3 -Utilizar ferramentas isoladas.
-Instrumento
Equipamento Energia pessoais -Seguir padrões mínimos de segurança.
de madição. D II
energizado acumulada. (choque AÇÃO: - Desligar disjuntor de alimentação do
- Tato
elétrico). Executante banco de baterias.
-Comunicar a produção início e término do
trabalho
-Utilização de avental de PVC.
-Verificar eficiência do sistema de
Danos ventilação da sala de baterias, caso
Ácido pessoais 3 inoperante, utilizar máscara para vapores
Presença de
sulfúrico nos -Visual. (contaminação ácidos.
produtos D II
elementos -Odor. /queimaduras AÇÃO;
químicos. -Utilizar EPI’s básicos e ósculos de
das baterias. químicas, Executante
intoxicação) segurança.
-Utilizar ferramentas manuais adequadas
(isoladas).
Falta de 3 -Manter produção de prontidão durante
Observação
alimentação Parada da realização do trabalho.
Falta de energia. do painel da C III
da unidade. AÇÃO; -Envolver operadores da área externa
área.
subestação. Produção (casa de força) nos trabalhos executados.
Análise preliminar de riscos
Medidas de controle
RISCOS ELÉTRICOS E PRINCIPAIS MEDIDAS DE
CONTROLE
PRINCIPAIS MEDIDAS DE
RISCO ELÉTRICO
CONTROLE
Desenergização, tensão de
Choque elétrico segurança, barreiras, invólucros,
luvas, bota de segurança, capacete.
Arco Elétrico Protetor facial e vestimenta.
Não possuir implantes eletrônicos no
Campo Eletromagnéticos corpo e/ou próteses metálicas,
blindagens.
Medidas de controle
RISCOS ADICIONAIS PRINCIPAIS MEDIDAS DE CONTROLE
Cinto de segurança com trava queda
Trabalho em altura
e linha de vida.
Ambiente Confinado Treinamento específico.
Área Classificada Treinamento específico.
Instalação elétrica em ambiente explosivo Projeto e materiais certificados.
Sobretensões transitórias Dispositivos contra surtos (DPS).
SPDA e interrupção dos trabalhos
Descargas Atmosféricas
em céu aberto.
Eliminação a partir do usos de
Eletricidade estática ionizadores, aterradores e mantas
dissipadoras.
Umidade Desumidificação.
Remoção considerando os critérios
Flora
de preservação do meio ambiente.
Impedimento da circulação ou entrada nas
Fauna instalações elétricas e controle das
pragas.
Medidas de controle do risco elétrico
• Desenergização
• Aterramento
• Eqüipotencialização
• Seccionamento automático da alimentação
• Dispositivo de proteção DR
Desenergização
• Seccionamento (abertura sem carga).
• Impedimento de reenergização.
• Constatação de ausência de tensão.
• Instalação de aterramento temporário.
• Proteção dos elementos energizados existentes
na zona controlada.
• Instalação da sinalização de impedimento de energização.
• Liberação para serviços
Desenergização
RECORDING COELCE
Medidas de controle do risco elétrico
Desenergização
Sempre que possível os circuitos ou equipamentos
energizados devem ser seccionados do circuito
de alimentação.
Tensão de segurança
Em casos de impossibilidade de desenergização, a tensão de
segurança (extrabaixa tensão: 50 V CA) deverá ser usada.
• Ferramentas elétricas de 24 V
Medidas de controle do risco elétrico
Isolamento das partes vivas
ISOLAMENTO ELÉTRICO – Processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica
por interposição de materiais isolantes, como por exemplo o isolamento de fios elétricos.
Barreira
Dispositivo que impede todo e qualquer contato com partes energizadas das instalações
elétricas, como cercas metálicas,
armários, painéis elétricos.
Medidas de controle do risco elétrico
Invólucro
Envoltório de partes energizadas destinado a impedir todo
e qualquer contato com partes internas.
Bloqueios e impedimentos
IMPEDIMENTO DE REENERGIZAÇÃO – Condição que garante a não-energização do
circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores
envolvidos nos serviços (bloqueio por cadeados e outros meios mecânicos).
Medidas de controle do risco elétrico
Obstáculos e anteparos
Envoltório de partes energizadas destinado a impedir todo
e qualquer contato com partes internas.
Isolação dupla ou reforçada
Muito utilizada em ferramentas elétricas manuais (furadeiras, serras), propicia um maior grau
de segurança à separação entre suas partes energizadas e suas partes metálicas.
Proteção por barreiras e invólucros
Proteção por obstáculos e anteparos
Medidas de controle do risco elétrico
Colocação fora de alcance
Impede os contatos fortuitos com as partes vivas. Zona de alcance normal: zona que se
estende de qualquer ponto de uma superfície em que pessoas podem permanecer ou se
movimentar habitualmente até os limites que uma pessoa pode alcançar com a mão, em
qualquer direção, sem recurso auxiliar.
Separação elétrica
A separação elétrica deve ser individual, isto é, o circuito elétrico separado alimenta um único
equipamento/tomada.
Zona de risco, controlada e livre
ZL Quaisquer pessoas.
ZC Profissional habilitado, qualificado,
ou capacitado sob supervisão de
alguém autorizado.
ZR
PE Profissional que interage com o ponto energizado
deve atender a uma ordem de serviço e seguir
Procedimentos Técnicos (Operacionais) e Instruções
Técnicas definidas: OS, IS, materiais, etc
Superficie construída com material resistente e dotada de dispositivos
e requisitos de segurança. Barreira devidamente configurada.
Medidas de controle do risco elétrico
Aterramento
Sua função é escoar para a Terra as cargas elétricas indesejáveis, que podem ser
decorrentes de falta fase-massa, indução eletromagnética, eletricidade estática e
descargas atmosféricas.
Compõe-se de condutores, barramento de eqüipotencialização e eletrodos de aterramento
que, interligados, formam a malha de terra.
Pela própria função, deve possuir baixa resistência.
Aterramento
Funcional
Para operação adequada dos equipamentos
elétricos como o aterramento dos neutros
dos transformadores e dispositivos
de proteção contra surtos.
Proteção
Para proteção contra choque elétrico
em máquinas operatrizes e
equipamentos elétricos.
Medidas de controle do risco elétrico aterramento
Corrente de fuga (l1)
Causas:
• Indução
I • Falha de isolamento
I1 Proteção:
MOTO
R
• Manutenção
• Aterramento
Defeitos de isolação
A imagem mostra um fio magnético, A imagem mostra um fio magnético,
esmaltado, em bom estado. esmaltado, com a isolação (verniz)
O aspecto regular é em bom estado danificada, neste caso por
é do verniz isolante que recobre o sobreaquecimento. As falhas na isolação
condutor de cobre. provocaram curto circuito entre as espiras
do enrolamento analisado.
Aterramento
Representação do aterramento
de ponto único sendo que os
eletrodos de aterramento
podem ser a própria ferragem
da fundação desde que
prevista em projeto para
realizar a função de eletrodos
de aterramento.
Aterramento
Condutor Neutro e condutor Terra distintos – TN - S
L1
L2
L3
N
PE
T
MASSAS
Aterramento
Condutor Neutro e Terra combinados em um
único condutor em uma parte do sistema – TN - C - S
L1
L2
L3
PEN
N PE
N
MASSAS
Aterramento
Condutor Neutro e Terra combinados
em um único condutor – TN - C
L1
L2
L3
PEN
N
MASSAS
Aterramento
Neutro aterrado independentemente
do aterramento de massa – T - T
L1
L2
L3
N
T
PE
MASSA
Medidas de controle do risco elétrico
Eqüipotencialização
A eqüipotencialização evita que haja uma diferença de potencial entre partes metálicas de
uma estrutura que não pertencem ao circuito elétrico, mas que se estiverem nessa situação
causarão um choque elétrico em pessoas que as tocarem simultaneamente. A ligação
eqüipotencial principal interliga todas as estruturas que não façam parte do circuito elétrico
com o terminal de aterramento principal. As ligações eqüipotenciais secundárias as massas e
partes condutoras da estrutura entre si, neutralizando o risco de choque elétrico entre partes
metálicas diferentes.
Eqüipotencialização
Medidas de controle do risco elétrico
Seccionamento automático da alimentação (princípios básicos)
Aterramento
• A circulação da corrente de falta aciona o dispositivo de
proteção e comanda o seccionamento da alimentação.
Tensão de contato limite
• (UL< 50 V CA; UL< 25 V CA)
Seccionamento da alimentação
• Tensão em Falta Parte Viva – Massa > UL
Medidas de controle do risco elétrico
Dispositivo DR
Princípio de funcionamento:
• Detectar correntes de fuga do circuito elétrico;
• Atuar, interrompendo o circuito, dentro de
parâmetros predefinidos;
• Parâmetros básicos:
• Corrente de fuga: 30 mA
• Tempo de interrupção: 30 ms
Seccionamento automático da alimentação
Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR
Dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual – DR
Eletricidade estática
Causas
• Tipos de materiais
• Atrito (escoamento)
Proteção
• Aterramento
• Pulseiras de aterramento
Eletricidade estática
Locais
• Fabricação de componentes eletrônicos (perdas)
• Silos (cimento, cereais, particulados inflamáveis)
• Postos e distribuição de combustíveis
• Indústrias com atmosferas inflamáveis
(pólvora, serrarias, tecelagens)
• Turbilhonadores, misturadores
Eletricidade estática
+ + + +
+
+
ATMOSFERA INFLAMÁVEL
LÍQUIDO INFLAMÁVEL
Eletricidade estática
Legislação específica
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apresenta artigos
específicos sobre os EPIs:
“Art. 166 – A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, Equipamento
de Proteção Individual adequado ao risco
e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que
as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra
os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.
“Art. 167 – O EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de
Aprovação do Ministério do Trabalho.”
Normas Técnicas Brasileiras
No Brasil, as normas técnicas oficiais são aquelas desenvolvidas pela Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade
Industrial (INMETRO). Essas normas são o resultado de uma ampla discussão de
profissionais e instituições, organizados em grupos de estudos, comissões e comitês. A sigla
NBR que antecede o número de muitas normas significa Norma Brasileira Registrada.
A ABNT é a representante brasileira no sistema internacional de normalização, composto de
entidades nacionais, regionais e internacionais. Para atividades com eletricidade, há diversas
normas, abrangendo quase todos os tipos de instalações e produtos.
NR-6 – Equipamentos de proteção coletiva
Equipamento de Proteção Coletiva – EPC
É todo dispositivo, sistema ou meio, fixo ou móvel, de abrangência coletiva destinado a
preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros.
Principais equipamentos de proteção coletiva:
• Coletes reflexivos;
• Fitas de demarcação reflexivas;
• Coberturas isolantes;
• Cones de sinalização (75 cm, com fitas reflexivas);
• Conjuntos para aterramento temporário;
• Detectores de tensão para BT e AT.
Exemplos de EPC
Cones para
isolamento de área BIRUTA – Verificação Fitas de advertência
da direção do vento
Placas de
sinalização
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
Principais equipamentos de proteção individual Trabalhos em eletricidade
utilizados na área elétrica:
• Cintos de segurança, com talabarte, para eletricistas;
• Capacetes classe “B” aba total (uso geral e trabalhos
com energia elétrica testados a 30.000 V);
• Botas com proteção contra choques elétricos,
bidensidade sem partes metálicas;
• Óculos de segurança para proteção contra impacto de
partículas volantes, intensos raios luminosos ou poeiras,
com proteção lateral;
• Protetores faciais contra impacto de partículas volantes,
intensos raios luminosos e calor radiante;
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
Exemplos de EPI
Luvas de cobertura Luvas isolantes Inflador de luvas Bolsa em lona
para AT e BT para guardar
luvas isolantes
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
Principais equipamentos de proteção individual Trabalhos em eletricidade
utilizados na área elétrica:
• Braçadeiras ou mangas de segurança para proteção
do braço e antebraço contra choques elétricos e
coberturas isolantes;
• Luvas de cobertura para proteção das luvas de borracha;
• Luvas de borracha com as classes de isolamento.
Exemplos de EPI
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
Tabela – Classes de luvas isolantes (NBR 10622/89) Trabalhos em eletricidade
Classe Cor Tensão de Tensão de Tensão de
uso (V) ensaio (V) perfuração (V)
00 Bege 500 2.500 5.000
0 vermelha 1.000 5.000 6.000
1 branca 7.500 10.000 20.000
2 amarela 17.500 20.000 30.000
3 verde 26.500 30.000 40.000
4 laranja 36.000 40.000 50.000
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
Cuidados com o EPI Trabalhos em eletricidade
• O EPI é um equipamento de uso pessoal. Não utilize o de outra pessoa.
• Não use o seu capacete para retirada de água de poças ou para a guarda de materiais que
possam contaminá-lo.
• Não use o seu capacete para outros fins que não seja o de proteger sua própria cabeça.
• Acostume-se a lavar periodicamente o seu capacete.
• Habitue-se a lavar os seus óculos de segurança com água e sabão, para higienizá-los.
Seque-os com papel ou pano limpos, para não arranhá-los.
NR-6 – Equipamentos de proteção individual
EPI ?
EPI ?
EPI ?
.
Riscos adicionais
Trabalhos em altura
• A norma aplicada quando se trata de trabalhos em altura é a NR-18, que especifica no item
18.23.2 a utilização do cinto de segurança tipo abdominal apenas por eletricistas, ou em
situações que exijam limitação de movimentos. No item 18.23.3, especifica a obrigatoriedade
de utilização do cinto de segurança tipo pára-quedista em alturas superiores a 2 m do piso.
• Os cintos de segurança/talabartes deverão ser inspecionados pelo usuário antes de todas
as atividades, no que concerne a: defeito nas costuras, rebites, argolas, mosquetões, molas e
se as travas estão em perfeito estado de funcionamento.
Trabalhos em altura
Riscos adicionais
Trabalhos em altura
• Os capacetes deverão ser utilizados com o prendedor chamado “Jugular” preso sob o
queixo, para que em caso de queda o capacete não escape da cabeça, desprotegendo-a.
• Alcançada a posição apropriada para a execução da atividade, o talabarte deve ser fixado
em um ponto firme, de apoio, nunca abaixo da linha da cintura, e o mosquetão deverá estar
travado, antes de soltar o corpo.
Riscos adicionais Trabalhos em altura
Alguns procedimentos de segurança
importantes para evitar o risco de quedas e acidentes:
• Ferramentas devem ser levadas para o alto apenas em bolsas especiais porta-
ferramentas.
• Peças e equipamentos devem ser içados através de baldes ou cestas por meio de
carretilhas, evitando-se assim o arremesso de peças e ferramentas, com risco de acidentes.
• É proibida a utilização de escadas feitas de materiais condutores nas atividades em
instalações elétricas.
• Escadas com danos estruturais não podem ser utilizadas.
Riscos adicionais Trabalhos em altura
Andaime seguro?
Riscos adicionais Trabalhos em altura
Precisa de cinto?
Riscos adicionais Trabalhos em altura
Exemplo a ser seguido
0m
7,0
1,75m
Riscos adicionais Trabalhos em altura
Alguns procedimentos de segurança
importantes para evitar o risco de quedas e acidentes:
• As escadas devem estar fixadas pela parte superior à estrutura, e pela base ao piso,
para evitar que se desloquem.
• A escada deve estar apoiada de forma que a distância da base até a estrutura de apoio
seja 1/4 da altura do piso até a parte superior da escada.
• Antes do início do trabalho o responsável deverá verificar se os montantes, degraus,
roldanas, cordas, braçadeiras e outros estão em perfeitas condições.
Trabalhos
em altura
Riscos adicionais Espaços confinados
Um espaço confinado tem as seguintes características:
1. Suas medidas e formas permitem que uma pessoa entre nele.
2. Tem aberturas limitadas para os trabalhadores entrarem e saírem.
3. Não é projetado para ocupação contínua de seres humanos.
Riscos adicionais Espaços confinados
Alguns exemplos de espaços confinados:
• Reatores
• Recipientes ou vasos
• Tanques
• Silos
• Caldeiras
• Esgotos
• Tubulações
• Túneis
• Escavações
• Caixas subterrâneas
Riscos adicionais Espaços confinados
Atmosferas de risco:
1. Na composição do ar pode não haver oxigênio suficiente.
2. A atmosfera pode ser inflamável ou tóxica.
3. Em razão desses riscos, a entrada nesses locais pode ser definida como “colocar
qualquer parte do corpo no interior
do espaço confinado”.
Riscos adicionais Espaços confinados
Riscos existentes:
• Engolfamento – ser envolvido e aprisionado por líquidos ou materiais sólidos.
• Risco de movimento inesperado de máquinas.
• Eletrocussão.
• Exposição excessiva ao calor.
• Ser aprisionado em uma área muito estreita da estrutura com risco de sufocamento
(asfixia).
• Riscos físicos, como quedas, escombros, quedas de ferramentas ou de equipamentos.
Riscos adicionais Espaços confinados
Riscos adicionais Espaços confinados
Olhal para
cadeado
Riscos adicionais Espaços confinados
Riscos adicionais Espaços confinados
Os slides em anexo mostram uma equipe realizando
tarefas em um espaço confinado.
Notem nos slides a colocação dos EPIs, a atenção
mostrada pelo observador, o uso de iluminação dentro do
espaço confinado, a identificação do risco, o método de
resgate utilizado, ets, etc.
Eu fico imaginando se uma permissão foi emitida...
Colocação
do EPI
Atenção
mostrada pelo
observador
Uso de iluminação dentro
do espaço confinado
Identificação
do Risco
Riscos encontrados
EPI sendo usado
Método de Resgate
Um trabalho bem feito
Equipe deixando o local
do trabalho
Riscos adicionais Espaços confinados
Filme espaço confinado
Riscos adicionais
Áreas classificadas
São áreas passíveis de possuir atmosferas explosivas. Atmosferas explosivas são formadas
por gases, vapores ou poeiras e oxigênio, na proporção correta que dependerá das
características de cada produto, e que em presença de uma fonte de ignição causará
incêndio ou explosão.
ATMOSFERA EXPLOSIVA + FONTE DE IGNIÇÃO*
= RISCO DE EXPLOSÃO E INCÊNDIO
* FONTE DE IGNIÇÃO: centelhamento de dispositivos elétricos.
Riscos adicionais Áreas classificadas
• Classe I – Gases e vapores: acetileno, hidrogênio, butadieno, acetaldeído,
eteno,monóxido de carbono, acetona, acrinonitrila, amônia, butano, benzeno, gasolina, etc.
• Classe II – Poeiras: poeiras metálicas combustíveis, poeiras carbonáceas (carvão mineral,
hulha) e poeira combustível, tal como farinha de trigo, ovo em pó, goma-arábica, celulose,
vitaminas, etc.
• Classe III – Fibras combustíveis: rayon, sisal, fibras de madeira, etc.
Riscos adicionais Áreas classificadas
Neutralização do risco:
• Equipamentos elétricos à prova de centelhamento
À prova de explosões, pressurizados, imersos em óleo, em areia, em resina, de segurança
aumentada, herméticos, especiais, e de segurança intrínseca.
Rígidos padrões de qualidade (sistema brasileiro de certificação).
• Proteção e seccionamento automático
Contra sobrecorrente, sobretensão, aquecimento de motores, falta de fase, correntes de
fuga, motores com segurança aumentada, alarmes.
• Rígida manutenção (correção de não-conformidades)
• Permissões de trabalho e procedimentos de segurança
• Supressão do risco em áreas classificadas
Retirada dos gases ou vapores inflamáveis (ventilação ou inertização), ou desenergização
do circuito a ser trabalhado.
Riscos adicionais
Umidade
A água é condutora de eletricidade e pode ser o caminho para “Correntes de Fuga” em
instalações elétricas.
Trabalhadores da área elétrica estarão seriamente expostos ao risco de eletrocussão caso
estejam com as roupas molhadas. Essa condição também se aplica em caso de suor.
A NBR 5410 apresenta na tabela 13 a classificação da resistência do corpo humano ao
choque elétrico, desde a condição de pele seca, melhor condição, maior resistência, até a
pior condição, pessoa imersa em água, menor resistência.
Para a mesma tensão, a diminuição da resistência originaria uma corrente maior, o que
agravaria as conseqüências do choque elétrico, levando a situações fatais.
Riscos adicionais
Umidade
Assim, a umidade é um grave risco, que deve ser evitado nas atividades em instalações
elétricas. Exatamente pelas razões expostas, no combate a incêndios em instalações
elétricas energizadas não se pode usar água ou produtos que a contenham, tal como
extintores de espuma, devido ao risco de choque elétrico no próprio funcionário que combate
o incêndio, em colegas de trabalho, ou até pela possibilidade de gerar novos curtos-circuitos.
Na execução de determinados trabalhos em locais úmidos ou encharcados, deve-se usar
tensão não superior a 24 V, ou transformador de segurança (isola eletricamente o circuito e
não permite correntes de fuga).
Riscos adicionais
Condições atmosféricas
Os riscos devidos às condições atmosféricas são umidade, alagamento, descargas elétricas.
A nova NR-10 prevê no item 10.6.5 o poder de suspensão dos trabalhos pelo responsável,
caso riscos não previstos e que não possam ser neutralizados de imediato sejam detectados.
Riscos adicionais Condições atmosféricas
Riscos adicionais Condições atmosféricas
Riscos adicionais Condições atmosféricas
Riscos adicionais Condições atmosféricas
Riscos adicionais Condições atmosféricas
Riscos adicionais Animais peçonhentos
A presença de insetos ou animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras, deve
ser cuidadosamente verificada no interior de armários, galerias, caixas de passagem, painéis
elétricos, principalmente em trabalhos
no campo.
Riscos adicionais Animais peçonhentos
Risco adicional fauna (abelhas)
Várias ferruadas têm
como consequência a
parada cardio-
respiratória.
Risco adicional fauna (escorpião)
Consequências:
• Sensação de incômodo;
• Dor local.
Risco adicional fauna (aranha)
• Sensação de
incômodo;
• Dor local;
• Complicações.
Riscos elétrico e adicional (flora)
Documentação de instalações elétricas
10.2.3 Todas as empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das
instalações elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do
sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteção.
Documentação de instalações elétricas
10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem, além do disposto
no subitem 10.2.3, constituir e manter o “Prontuário de Instalações Elétricas”, de forma a
organizar o memorial, contendo no mínimo:
a) Conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e
saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle
existentes;
b) Documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas
atmosféricas e aterramentos elétricos;
Documentação de instalações elétricas
c) Especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental,
aplicáveis, conforme determina esta NR;
d) Documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos
profissionais e dos treinamentos realizados;
e) Resultados dos testes de “Isolação Elétrica” realizados em equipamentos de proteção
individual e coletiva;
f) Certificações dos equipamentos, dispositivos e acessórios elétricos aplicados em “áreas
classificadas”;
g) Relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de
adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”.
Documentação de instalações elétricas
10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do “Sistema
Elétrico de Potência” ou nas suas proximidades devem acrescentar ao prontuário os
documentos relacionados no item 10.2.4 e os a seguir listados:
a) Descrição dos procedimentos para emergências;
b) Certificados dos equipamentos de proteção coletiva
e individual.
10.2.7 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser revisado e atualizado sempre que
ocorrerem alterações nos itens 10.2.3; 10.2.4. e 10.2.5.
Documentação de instalações elétricas
CRONOGRAMA DE ADEQUAÇÃO
O plano de adequação das instalações elétricas é apresentado no quadro abaixo .
CRONOGRAMA DE ADEQUAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO - NR-10
Ano 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Trimestre 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T 1T 2T 3T 4T
Adequação de Subestações * x x x x x x
Adequação de Painéis ** x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x
Adequação de Prédios x x x x x x x
Adeq. de Áreas Industriais *** x x x x
Classificação de Áreas x x x x x x
OBSERVAÇÕES:
* Adequação de subestações contemplam serviços de sinalização, adequação civil,
rotas de fuga e iluminação de sala de baterias
** Adequação de painéis contemplam modificações necessárias para atendimento a NR-
10 de painéis e na impossibilidade desta adequação a sua substituição.
*** Adequação das áreas industriais estão vinculadas as PARADAS PROGRAMADAS DE
MANUTENÇÃO .
Instalações e serviços em eletricidade
O profissional da área elétrica
QUALIFICADO – É aquele trabalhador que comprovar conclusão de curso específico na área
elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino.
HABILITADO – É aquele trabalhador previamente qualificado e com registro no competente
conselho de classe.
Instalações e serviços em eletricidade
O profissional da área elétrica
CAPACITADO – É aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente:
a) Seja treinado por profissional habilitado e autorizado;
b) Trabalhe sob a responsabilidade de um profissional habilitado e autorizado.
AUTORIZADOS – São os trabalhadores qualificados ou capacitados com anuência formal da
empresa.
O profissional
da área elétrica
10.7 Trabalhos envolvendo alta tensão
• H, Q, C, e A para trabalhar na Zr e Zc.
• Em dupla.
• Com comunicação permanente.
• Com procedimentos de trabalho.
• Com ordem de serviço.
• Trabalho no SEP exige curso complementar.
• Ferramentas, equipamentos e materiais especificados e testados.
10.7 Trabalhos envolvendo alta tensão
10.8 Habilitação, qualificação, capacitação
e autorização dos trabalhadores
Só a participação nos cursos básico e complementar (para AT)
é que autoriza o trabalhador a atuar em instalações, nas suas
proximidades ou a realizar serviços em eletricidade.
10.8 Habilitação, qualificação,
capacitação
e autorização dos trabalhadores
• H, Q, C e A.
• Capacitação técnica só vale para a empresa que o capacitou.
• Curso básico e complementar com avaliação
de aproveitamento satisfatório.
• Reciclagem bienal.
• Treinamento para quem trabalha em área classificada.
10.8 Habilitação, qualificação,
capacitação
e autorização dos trabalhadores
10.8 Habilitação, qualificação,
capacitação
e autorização dos trabalhadores
• Instrução formal para todos os colaboradores da empresa
sobre os itens 10.4.4.1; 10.6.1.2; 10.8.9; 10.10.
> Não guardar objetos em painéis elétricos.
> Não aproximar-se dos eletricistas em trabalho menos
que 50 cm.
> Operar equipamentos elétricos em bom estado.
> Não entrar na subestação.
10.11 Procedimentos de trabalho
• Descrição das tarefas passo-a-passo com medidas de controle.
• Todo procedimento deve ter objetivo, campo de aplicação, base técnica, competências e
responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle e orientações finais. Ordens de
serviço que citem as medidas de controle ou os procedimentos.
• Aprovação do SEESMT.
• Responsável pelo serviço (sempre).
Rotinas e procedimentos de trabalho
As instalações elétricas só serão consideradas desenergizadas e liberadas para trabalhos
depois dos procedimentos apropriados, descritos na NR-10.
Rotinas e procedimentos de trabalho
Seccionamento – em que chaves seccionadoras, disjuntores ou outros dispositivos são
acionados para a desenergização dos circuitos;
Impedimento de reenergização – em que através de bloqueios mecânicos, cadeados ou
outros equipamentos é garantida a impossibilidade de reenergização dos circuitos, o que fica
facultado apenas ao responsável pelo bloqueio;
Constatação da ausência de tensão – em que através de dispositivos de “Detecção de
Tensão” é garantida a desenergização dos circuitos;
Rotinas e procedimentos de trabalho
Instalação de aterramento temporário e eqüipotencialização de condutores trifásicos, curto
circuitados na mesma ligação de aterramento temporário, o que garante a proteção completa
do trabalhador em situações de energização dos circuitos já seccionados, provocados por
indução, contatos acidentais com outros condutores energizados, etc.;
Proteção dos elementos energizados existentes na
“Zona Controlada”, o que significa a colocação de barreiras, obstáculos, que visem proteger
o trabalhador contra contatos acidentais com outros circuitos energizados presentes na “Zona
Controlada”;
Rotinas e procedimentos de trabalho
Instalação da sinalização de impedimento de energização com etiquetas ou placas
contendo avisos de proibição de religamento, como:
“HOMENS TRABALHANDO NO EQUIPAMENTO”
“NÃO LIGUE ESTA CHAVE”.
Rotinas e procedimentos de trabalho
Instalação e serviços em eletricidade
Sinalização
10.10 Sinalização de segurança
• Definida em projeto.
• Sinalização de circuitos.
• Travamentos e bloqueios.
• Restrições e impedimentos de acesso.
• Delimitações de área.
• Áreas de circulação de pessoas
e carros e movimentação de carga.
• Impedimento de reenergização.
• Equipamento ou circuito impedido.
Instalação e serviços em eletricidade
Após a emissão da autorização de reenergização:
a) Retirada de todas as ferramentas, utensílios e equipamentos;
b) Retirada, da zona controlada, de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de
reenergização;
c) Remoção do aterramento temporário, da eqüipotencialização e das proteções adicionais;
d) Remoção da sinalização de impedimento de energização;
e) “Destravamento”, se houver, e religação dos dispositivos
de seccionamento.
Instalação e serviços em eletricidade
Bloqueios e etiquetagem em sistemas elétricos
220 V
1
1 – Bloqueio e etiquetagem
2 – Equipamento em manutenção
4
3
3 – Aterramentos provisórios 3
4 – Detector de tensão
Instalação e serviços em eletricidade
Tipos de bloqueios
Instalação e serviços em eletricidade
Outros tipos de bloqueios
Bloqueio do plugue
Bloqueio do disjuntor “lock out & tag out”
Instalação e serviços em eletricidade
Instalação e serviços em eletricidade
Inspeções de segurança
• Falta de proteção de máquinas e equipamentos
• Falta de ordem e limpeza
• Mau estado de ferramentas
• Iluminação deficiente
• Mau estado de instalações elétricas
• Pisos escorregadios, em mau estado de conservação
• Equipamentos de combate a incêndio em mau estado ou deficientes
• Falhas de operação
Responsabilidades
10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias a todos os
contratantes e contratados envolvidos.
10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os
riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle
dos riscos elétricos a serem adotados.
10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e
serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas.
Responsabilidades
10.13.4 Cabe aos trabalhadores:
a) Zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por
suas ações ou omissões no trabalho;
b) Responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e
regulamentares, inclusive os procedimentos internos de segurança e saúde;
c) Comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que
considerar risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
– Interpretação
Artigo 159 do Código Civil
“Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência, imprudência ou imperícia, causar
dano a outra pessoa, obriga-se a indenizar o prejuízo.”
Súmula 229 do Supremo Tribunal Federal
“A indenização acidentária, a cargo da Previdência Social, não a exclui do Direito Civil, em
caso de acidente do trabalho ocorrido por culpa ou dolo.”
Artigos 1.521 do Código Civil
“São também responsáveis pela reparação civil, o patrão, por seus empregados, técnicos
serviçais e prepostos.”
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
– Interpretação
Lei nº 8213, de 24 de julho de 1991
(Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social):
"Art. 121. O pagamento, pela Previdência Social, das prestações por acidente do trabalho
não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem."
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
– Interpretação
Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999
Aprova o Regulamento da Previdência Social
Art. 341. Nos casos de negligência quanto às normas de segurança e saúde do trabalho
indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva
contra os responsáveis.
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
Responsabilidade Criminal – Interpretação
Artigo 18 do Código Penal
"Diz-se do crime:
Doloso – quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;
Culposo – quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou por
imperícia."
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
– Interpretação
Artigo 121 do Código Penal
"Quando o acidente decorre de culpa grave, caracterizado em processo criminal, o
causador do evento fica sujeito:
Se resulta morte do trabalhador:
§ 3º – Detenção de 1 a 3 anos.
§ 4º – Aumento da pena de um terço se o crime foi resultante de inobservância de regra
técnica de profissão."
Responsabilidades
Responsabilidade Civil e Criminal por Acidente de Trabalho
Artigo 129 do Código Penal – Interpretação
"Se resulta em lesão corporal de natureza grave ou incapacidade permanente para o
trabalho:
§ 6º – Detenção de 2 meses a 1 ano.
§ 7º – Aumento de um terço da pena se o crime foi resultante
de inobservância de regra técnica de profissão."
Artigo 132 do Código Penal
"Expor a vida ou a saúde do trabalhador a perigo direto e iminente.
Pena – Prisão de 3 meses a 1 ano."