Módulo: 0350 - Comunicação Interpessoal – Comunicação
assertiva
Formador: Isabel Paula Mota Rocha jesus
Data: 25 /05 /2022
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Comunicação Assertiva
O comportamento assertivo é o mais eficaz e saudável nas relações interpessoais. Este tipo de
comportamento não nasce connosco, é apreendido.
Este estilo de comunicação é mais recomendado na relação face a face e com o público, porque implica
um indivíduo confiante em si próprio, que não teme a relação com os outros, expressando diretamente
as suas opiniões e convicções, sentimentos, desejos e necessidades.
Concentrando a nossa atenção neste tipo de estilo comunicacional, observemos um método pragmático
que permite o desenvolvimento da atitude de auto-afirmação.
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Bower (1976) desenvolveu esse método que permite o treino e o desenvolvimento da atitude assertiva ou de autoafirmação.
Esta técnica de autoafirmação é denominada de D.E.E.C:
D – Descrever - O Senhor A descreve o comportamento do Senhor B de uma forma tão precisa e objetiva quanto
possível.
E – Expressar - O Senhor A transmite ao Senhor B o que pensa e sente em relação ao seu comportamento: sentimentos,
preocupações, desacordos ou críticas.
E – Especificar - O Senhor A propõe ao Senhor B uma forma realista de modificar o seu comportamento.
C – Consequência - O Senhor A tenta interessar o Senhor B pela solução proposta, indicando-lhe as possíveis
consequências benéficas da nova atitude que lhe é proposta.
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Esta atitude assertiva é ú til, nomeadamente
quando:
→ É preciso dizer algo desagradável a alguém;
→ Se pretende pedir qualquer coisa de invulgar;
→ É necessá rio dizer nã o à quilo que alguém pede;
→ Se é criticado;
→ Se pretende desmascarar uma manipulaçã o.
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A Assertividade tem implicaçõ es na vida social:
Abster-se de julgar e fazer juízos de valor apressados sobre
os outros;
Nã o utilizar linguagem corporal ou entoaçõ es de voz
opostas ao que diz por palavras;
Descrever as suas reaçõ es mais que as reaçõ es dos outros;
Facilitar a expressã o dos sentimentos dos outros, nã o os
bloqueando.
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É um estilo de relacionamento interpessoal que poderá ser
extremamente recompensante, uma vez que proporciona maior
proximidade entre as pessoas e maior satisfaçã o na comunicaçã o das
nossas emoçõ es. Ou, dito simplesmente, é possível que se goste mais
de uma pessoa quando ela age assertivamente.
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EMPATIA
A Empatia tem sido normalmente definida como a capacidade psicológica que
permite, de uma forma aprofundada e íntima, a compreensão de ideias, sentimentos e
motivações de outras pessoas.
Muitas vezes, é caracterizada como a capacidade de “se colocar no lugar do outro”.
Como a maior parte das características pessoais, a empatia tem tanto de natural
como de aprendizagem. Na realidade, nem todos possuímos inatamente esta
característica e, mesmo entre quem a tem, poucos a sabem utilizar a seu favor. No
entanto, qualquer um a pode desenvolver.
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A empatia é uma ferramenta poderosa que permite com que duas ou mais
pessoas interajam de forma proveitosa. No fundo, é através da empatia que se
criam as pontes de comunicação entre duas pessoas.
Nem sempre a forma que escolhemos para transmitir uma ideia é
suficiente para que ela seja perfeitamente entendida pelo nosso destinatário.
Assim, a empatia tem tudo a ver com as palavras que escolhemos e a forma
como as organizamos para comunicar as nossas ideias. Se temos algo a dizer,
é essencial sabermos escolher a forma de, não só transmitir a ideia, mas faze-
la ser bem compreendida por quem nos ouve.
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A escuta ativa encoraja o interlocutor a explicitar as suas necessidades, ao
mesmo tempo que dá ao emissor a certeza de estar a compreender o que ele
está a dizer.
De facto, temos a tendência para ouvir o que queremos ouvir e ver o que
queremos ver. Devido a este facto, a mensagem recebida por nós é muitas
vezes completamente diferente daquela que o emissor desejava transmitir.
As melhores ocasiões para recorrer à escuta ativa são quando não
estamos certos de ter compreendido o emissor ou quando é transmitida
uma mensagem fortemente emocional (uma reclamão, por exemplo).
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No que consiste então a
escuta ativa? Quais as
atitudes e ações a tomar
para escutar
ativamente?
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a. Gostar de escutar quando alguém está a falar.
b. Incentivar os outros para que falem.
c. Ouvir mesmo que não simpatize com a pessoa.
d. Escutar com a mesma atenção quer seja homem, mulher, criança ou idoso.
e. Escutar com a mesma atenção quer seja amigo, conhecido ou
desconhecido.
f. Deixar tudo o que se está a fazer enquanto alguém fala.
g. Olhar para a pessoa que fala.
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a. Concentrar-se no que ouve, ignorando todas as distrações em seu redor.
b. Sorrir ou mostrar que está a compreender o que ouve.
c. Refletir sobre o que a outra pessoa está a dizer.
d. Tratar de compreender o que dizem.
e. Tentar descortinar porque o dizem.
f. Não interromper quem fala.
g. Escutar mesmo que consiga antecipar o que vai ser dito.
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Devemos:
• Estabelecer contacto ocular
• Fazer regularmente perguntas
• Mostrar interesse
• Ser compreensivo
• Identificar os problemas e as causas
• Encorajar
• Estar calado quando necessário
• Procurar o objetivo e o comprimento de onda do interlocutor
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Não devemos:
• Desviar o olhar do interlocutor;
• Discutir;
• Interromper ou falar ao mesmo tempo;
• Tirar conclusões prematuras;
• Dar conselhos sem nos pedirem
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• Deixar-nos influenciar
demasiado pelas emoções;
• Utilizar gestos de distração;
• Falar com colegas ao mesmo
tempo;
• Fazer promessas que não se
possam cumprir.
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Princípios Escuta Ativa/Escuta
Dinâmica
• Saber falar;
• Colocar-se em empatia com o outro;
• Centrar-se no que é dito;
• Manter os canais de comunicação abertos;
Eliminar juízos imediatos;
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Contexto
Comum
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O tempo, o espaço, o meio
físico envolvente, o clima
relacional, o corpo, os fatores
históricos da vida pessoal e
social de cada indivíduo em
presença, as expectativas e os
sistemas de conhecimento que
moldam a estrutura cognitiva
de cada ator social
condicionam e determinam o
jogo relacional dos seres
humanos
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Sintaxe
é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das
frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si
uma série de palavras só se constitui como uma frase quando as palavras se
apresentam relacionadas de um certo modo desempenhando cada uma delas
diferentes funções.
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Esta articulação obedece a regras; estabelecer e analisar tais regras é o objeto da
sintaxe.
A sintaxe de uma língua, por exemplo, estabelece as regras que definem:
• O lugar das palavras para a construção das frases;
• As relações de articulação entre as frases de modo a garantir a coerência do
discurso.
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Semântica
É a ciência que visa estudar os problemas postos pela interpretação/ estuda o significado
das palavras.
Para compreendermos o que um amigo nos diz numa conversa, o que o professor diz numa
aula, o que um político diz na televisão ou um jornalista num artigo de jornal não basta dominar o
código.
O domínio da língua é necessário, mas não suficiente para se compreender a mensagem
emitida pelo emissor. Os sujeitos que participam no ato de comunicação afetam o significado do
que é enunciado.
Este significado depende, em grande parte da experiência que a pessoa tem e do modo como as
expressões são usadas. A compreensão do significado de um enunciado depende das circunstâncias
do seu uso.
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Paralinguagem
A forma como comunicamos com a voz, corpo e expressão facial é a que
traduz de modo mais fiel as nossas emoções; se porventura conseguimos
manipular com facilidade as palavras com que nos exprimimos (de
forma, a por vezes, omitir o ponto-de-vista verdadeiro), é mais difícil
esconder as nossas emoções ou conseguir mostrar sentimentos que não
são reais (ex.: o caso do famoso "sorriso amarelo").
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Uma dificuldade da comunicação não-verbal é o facto de também dar azo a mal-
entendidos e a interpretações diversas; o significado de um gesto ou expressão facial
pode ser muito diverso em função do contexto; uma expressão facial séria e contida
pode ser sinal de:
1. Aborrecimento e desinteresse (ex.: contexto de um formando numa ação de
formação);
2. Ansiedade e insegurança (ex.: contexto de um candidato numa entrevista de seleção
de emprego);
3. Zanga e revolta (ex.: contexto de um cliente que pede o livro de reclamações num
restaurante).
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a) Contacto visual
O olhar deve estar direcionado para o interlocutor enquanto este fala.
Recomenda-se que mantenha o contacto visual pelo menos durante 50% da
conversação.
Mas atenção, um olhar demasiado fixo pode ser interpretado como hostil.
b) Afeto
O tom deve ser firme e convincente, mas nunca hostil. Deve ser adaptado à situação do
momento.
c) Voz
O volume deve ser audível, nem demasiado elevado nem baixo. A articulação das
palavras deve ser clara, sem hesitações. O ritmo deve ser tranquilo.
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e) Pausas
Deve fazer-se uma pausa maior para dar entender ao interlocutor que é a sua vez de falar.
f) Gestos
Podem fazer-se gestos com a cabeça, a cara, os braços e as mãos que enfatizem o discurso.
Deve ter em atenção que estes gestos devem ser naturais, sem forçar a mensagem.
Devem evitar-se gestos como apontar o dedo indicador que pode ser atendido como uma
ameaça, e em geral qualquer outro que possa transmitir hostilidade.
g) Postura corporal
O corpo deve estar direito mas relaxado. A cabeça erguida, olhando para o interlocutor.
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