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Aprendizagem Pelas Consequências: O Reforçamento: Maurício Coelho de Jesus Universidade Salvador

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Aprendizagem

pelas
Consequências: O
Reforçamento
Maurício Coelho de Jesus
Universidade Salvador
O comportamento operante produz
consequências no ambiente
– Comportamento que produz consequências que se
constituem em alterações no ambiente
– Probabilidade de ocorrência futura é afetada por tais
consequências
O As consequências que nossos
comportamento comportamentos produziram no passado
operante é influenciam sua ocorrência futura.
influenciado
(controlado) por As consequências produzidas pelos
comportamentos ocorrem tão naturalmente
suas no nosso dia a dia
consequências
As consequências não têm influência sobre a
“natureza do comportamento”
A essência da abordagem psicológica
Análise do Comportamento

– Podemos entender o que leva as pessoas a fazerem


o que fazem,
1. Função de seus comportamentos
– Podemos modificar o comportamento por meio da
alteração de suas consequências
Consequências reforçadoras

Comportamento produz consequências e é controlado


por elas.

Aumento da probabilidade de o comportamento voltar


a ocorrer → Consequência Reforçadora

R→C
Estímulo Reforçador

– São as alterações no ambiente –


ou em partes dele.
– Devemos analisar o seu efeito
sobre a probabilidade de
ocorrência do comportamento
que teve como consequência a
apresentação desse estímulo.
– O reforçamento independe do
tipo do estímulo
Outros efeitos do
reforçamento
– Diminuição da
frequência de outros
comportamentos
– Diminuição da
variabilidade na
topografia da resposta
reforçada.
Extinção operante
– Quando suspendemos
(encerramos) o reforçamento de
um comportamento
– Frequência da ocorrência do
comportamento diminui,
retornando ao seu nível operante
– Diminuição gradual da frequência
de ocorrência do comportamento
até o seu retorno ao nível operante
(que pode ou não ser igual a zero).
Importante!

Insere-se o reforçamento, a Retira-se o reforçamento, a


frequência do frequência do
comportamento aumenta; comportamento diminui.

Precisamos planejar
contingências que permaneçam
em vigor mesmo na ausência do
psicólogo.
Outros efeitos da extinção

Aumento na frequência da resposta no início


do procedimento de extinção

• Durante um procedimento de extinção, antes de a frequência


da resposta começar a diminuir, ela pode aumentar
abruptamente.
• O aumento inicial pode ocorrer, e não necessariamente
ocorrerá em todos os processos de extinção.
Resistência à
extinção
– Tempo ou o número de
vezes que um determinado
comportamento continua
ocorrendo após a suspensão
do reforçamento.
– Quanto > tempo, ou quanto >
número de vezes que o
comportamento continua a
ocorrer sem ser reforçado,
maior é a sua resistência à
extinção
Número de
exposições à
contingência de
reforçamento
– Quanto mais vezes um
comportamento for reforçado,
mais resistente à extinção ele
será.
Custo da Quanto mais esforço é
resposta necessário para emitir um
comportamento, menor será a
sua resistência à extinção

“se for mais difícil, desisto


mais rápido”
Intermitência do reforçamento

– Quando um comportamento às vezes é


reforçado e às vezes não, ele se tornará
mais resistente à extinção do que um
comportamento reforçado todas as vezes
que ocorre
Recondicionamento
Reintroduzir o
reforçamento a um
comportamento que
estava em procedimento
de extinção
Modelagem

– Procedimento de reforçamento
diferencial de aproximações
sucessivas de um
comportamento-alvo.
– Um dos modos pelos quais novos
comportamentos passam a fazer
parte do repertório
comportamental dos indivíduos.
– Novo comportamento construído
a partir de combinações de
topografias de respostas já
presentes no repertório
comportamental do organismo.
– Consiste em reforçar algumas respostas que
obedecem a algum critério e em não reforçar
aquelas que não atendem a tal critério.

Reforçamento Diferencial
Imediaticidade do reforço em relação à
Importante! resposta

Não se deve reforçar demasiadamente


respostas em cada passo intermediário.
Reforçamento reduz a variabilidade da
resposta.
Se deve ter passos intermediários
graduais, reforçando pequenos avanços a
cada passo.
Modelagem vs. Modelagem Modelação
• Os • O comportamento
modelação comportamentos de um organismo
são gradualmente tem a sua
selecionados por probabilidade
suas consequências alterada em
decorrência da
observação do
comportamento de
outro organismo e
da consequência
que este produz.
Reforçadores sociais e não sociais
Nos estímulos reforçadores sociais
• A mudança produzida pelo comportamento no
ambiente é justamente seu efeito sobre o
comportamento de outra pessoa.

Reforçadores não sociais


• São alterações no ambiente não social, isto é, no
ambiente que não se refere ao comportamento
alheio.
Reforçadores naturais e
arbitrários
– De maneira geral, essa distinção gira em torno de,
entre outros fatores, a consequência reforçadora para
um determinado comportamento ter sido, de alguma
maneira, planejada ou não, ou de o estímulo reforçador
ter sido ou não produzido diretamente pelo
comportamento em questão.
Comportamento, respostas e classes
de respostas

O termo comportamento refere-se, na verdade, a uma


classe de respostas, e o termo resposta pode ser definido
como uma instância do comportamento

Uma instância do comportamento, por sua vez, pode ser


definida como uma ocorrência isolada desse
comportamento.
– Rato pressiona a barra = resposta de pressão à barra.
– Conjunto de todas as respostas de pressão à barra =
comportamento de pressão à barra
– É por isso que dizemos, por exemplo, que o rato
emitiu 10 respostas de pressão à barra, e não 10
comportamentos de pressão à barra.
Agrupamento pela relação
funcional
Quando determinadas respostas possuem a mesma
função. Mesmo respostas topograficamente diferentes.

Obs: Quando uma classe de respostas é definida pela sua


função, podemos defini-la como uma classe de respostas
operante e denominá-la comportamento operante ou,
simplesmente, operante.
Agrupamento pela
topografia da resposta
Podemos definir uma classe de respostas
simplesmente por sua forma, isto é, por sua
topografia.
Aprendizagem pelas
consequências: o controle
aversivo
Por que controle do
comportamento?

– Se uma determinada
consequência altera a
probabilidade de ocorrência
de um comportamento,
dizemos que ela controla o
comportamento que a
produz.
Contingências de
reforçamento negativo
– O estímulo retirado do ambiente
é chamado de reforçador
negativo.
– Um procedimento em que a
consequência do
comportamento aumenta a
probabilidade de ele voltar a
ocorrer.
Vários de nossos comportamentos
cotidianos produzem a supressão, o
adiamento ou o cancelamento de
estímulos aversivos do ambiente, e
não a apresentação de estímulos
reforçadores positivos
Comportamento de fuga e comportamento de
esquiva
Fuga
• Quando determinado estímulo aversivo está presente no
ambiente e esse comportamento o retira do ambiente

Esquiva
• Um comportamento evita ou atrasa o contato com um estímulo
aversivo, ocorre quando um determinado estímulo aversivo não
está presente no ambiente.
• acontece diante de outros estímulos que sinalizam a apresentação
eminente dos estímulos aversivos.
Sair de perto de uma pessoa chata:
• Fuga – Alguém está lhe contando uma história muito chata e você diz:
“Amigo, me desculpe, mas estou atrasado para um compromisso, tenho que
ir...”. Sair de perto do “chato” é um exemplo de fuga.
• Esquiva – Se você “desconversa” e sai de perto do sujeito antes de ele
começar a contar histórias chatas, você está se esquivando.
Arrumar o quarto:
• Fuga – Arrumar o quarto quando a mãe começa a brigar porque o quarto
está bagunçado, tendo como consequência a mãe parar de brigar.
• Esquiva – Arrumar o quarto logo quando acorda, evitando as reclamações
da mãe.
Importante! A esquiva é tida como uma espécie de
prevenção, e a fuga, como uma espécie de
remediação.

Comportamentos de fuga e de esquiva só são


estabelecidos e mantidos em contingências de
reforçamento negativo.

Certos estímulos, por terem precedido a


apresentação de estímulos aversivos no passado,
tornam a resposta de esquiva mais provável.
Reforçamento positivo: aumenta a
probabilidade de o comportamento voltar a
ocorrer pela adição de um estímulo reforçador
ao ambiente.

Reforçamento negativo: aumenta a


probabilidade de o comportamento voltar a
ocorrer pela retirada de um estímulo aversivo
do ambiente.
Punição
– É um tipo de consequência
do comportamento que
torna a sua ocorrência
menos provável.
– Tanto a punição positiva
quanto a negativa
diminuem a probabilidade
de o comportamento que
as produziu voltar a
ocorrer.
Punição positiva e punição negativa

Punição positiva Punição negativa


• Diminui a probabilidade de o • Diminui a probabilidade de o
comportamento ocorrer comportamento ocorrer
novamente pela consequente novamente pela consequente
adição de um estímulo retirada de um estímulo
aversivo ao ambiente. reforçador (de outros
comportamentos) do
ambiente.
Exemplos de punição
positiva
– Ultrapassar o sinal vermelho, ser multado e
não infringir mais essa regra.
– Dizer palavras de baixo calão, receber uma
bronca e diminuir bastante a frequência desse
comportamento.
Exemplos de
punição negativa
– Não receber beijos da
namorada por fumar e
diminuir bastante o número de
cigarros consumidos por dia.
– Dirigir após ter consumido
álcool, perder a carteira de
motorista e não mais dirigir
nessas condições quando
recuperar a carteira.
Suspensão da contingência
punitiva: recuperação da resposta
– Comportamentos sujeitos a punições tendem a
se repetir assim que as contingências punitivas
forem removidas
Punição vs. Extinção negativa
Extinção Punição negativa
• O reforçamento não é mais • O reforçamento continua
apresentado sendo apresentado, mas junto
• Produz uma diminuição a ele apresenta-se o estímulo
gradual na frequência de punitivo ou aversivo
ocorrência da resposta. • Suprime rapidamente a
resposta
Efeitos colaterais do controle
aversivo
Eliciação de respostas emocionais

Supressão de outros comportamentos


além do comportamento punido

Ocorrência de respostas incompatíveis


com o comportamento punido.
Respostas de contracontrole

– São aquelas mantidas por evitarem que outro


comportamento do organismo seja controlado
aversivamente.
– As respostas de contracontrole são mantidas
por reforçamento negativo.
Por que punimos tanto?

Imediaticidade da Eficácia independente Facilidade no


consequência da privação arranjo das
contingências
Quais as alternativas ao controle
aversivo?
– Reforçamento positivo em substituição ao reforçamento
negativo
– Extinção em substituição à punição
– Reforçamento diferencial
– Aumento da frequência de reforçamento para respostas
alternativas.
Referências

MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Aprendizagem pelas consequências: o reforçamento


(Cap. 3). In: MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do
comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019.

MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Aprendizagem pelas consequências: o controle


aversivo (Cap. 4). In: MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do
comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2019.

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