Técnico em
Radiologia
Prof. Yael
Português instrumental
Português Instrumental
A disciplina Português Instrumental tem o objetivo de
estimular o estudante para leitura e escrita, não apenas de
textos técnicos importantes para o campo de trabalho, mas
também para a vida.
Português Instrumental é o estudo da língua
portuguesa, que objetiva a capacitação para a
compreensão, para a interpretação e para a
composição de textos.
Comunicação
Conceito
– Comunicação é o processo de transmitir a informação e compreensão
de uma pessoa para outra; senão houver esta compreensão, não ocorre
a comunicação. Se uma pessoa transmitir uma mensagem e esta não
for compreendida pela outra pessoa, a comunicação não se efetivou.
O Processo de Comunicação Comunicação
Emissor:
–A pessoa que envia a
mensagem. Pode ser chamada de
fonte ou de origem. Apresenta o
significado, que corresponde à
ideia, ao conceito que o emissor
deseja comunicar, e o
codificador, que é constituído
pelo mecanismo vocal para
decifrar a mensagem.
Comunicação
O Processo de Comunicação
Mensagem:
–Mensagem: a ideia que o emissor
deseja comunicar. Contém o canal,
também chamado de veículo, que é o
espaço situado entre o emissor e o
receptor, e o ruído, que ser refere à
perturbação dentro do processo de
comunicação.
Comunicação
Receptor:
–É aquele que recebe a mensagem, a quem esta é destinada.
Apresenta o decodificador, que é estabelecido pelo mecanismo
auditivo para decifrar a mensagem, para que o receptor a
compreenda; a compreensão, que é o entendimento da mensagem
pelo receptor; e regulamentação, que é quando o receptor
confirma a mensagem recebida pelo emissor. É o retorno da
mensagem enviada.
Linguagem e Língua
Linguagem
Linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais que
permitem a comunicação e a interação entre as pessoas.
Esta se compõe de:
– Linguagem verbal: é aquela que tem por unidade a palavra.
– Linguagem não verbal: tem outros tipos de unidade, como
gestos, o movimento, a imagem, etc.
– Linguagem mista: como as histórias em quadrinhos, o
cinema e a TV, que utilizam a imagem e a palavra.
Linguagem e Língua
Língua
É o tipo de código formado por palavras e leis combinatórias, por
meio do qual as pessoas se comunicam e interagem entre si.
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
– Variedades linguísticas são as
variações que uma língua
apresenta, de acordo com as
condições sociais, culturais,
regionais e históricas em que é
utilizada;
– Norma popular são todas as
variedades linguísticas diferentes
da língua padrão.
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
– Norma culta (língua padrão): a variedade linguística de maior
prestígio social. É padronizada em função da comunicação pública e
da educação;
– Dialetos: variações faladas por comunidades geograficamente
definidas, originadas das diferentes entre região, idade, sexo, classes
ou grupos sociais, incluindo a própria evolução histórica da língua;
– Socioletos: variações faladas por comunidades socialmente
definidas;
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
– Idioletos: variação linguística particular de uma pessoa;
– Registros: o vocabulário especializado e/ou a gramática de
certas atividades ou profissões;
– Etnoletos: variações linguísticas adotadas por um grupo
étnico; e,
– Ecoletos: idioleto adotado por uma casa.
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
Algumas definições são importantes para entender um pouco sobre
comunicação, segundo Monteiro & Monteiro (2009):
– linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais
que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas;
– língua é um sistema abstrato de regras, não só gramaticais, mas
também semânticas e fonológicas, por meio das quais a
linguagem (ou fala) se revela;
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
– O emissor envia uma mensagem, que tanto pode ser visual quanto
escrita, a um receptor. O receptor recebe a mensagem e, geralmente, dá
uma resposta ao emissor. A necessidade de resposta faz parte do processo
de comunicação entre os seres humanos, pois quando uma pessoa envia a
mensagem e não recebe a resposta do receptor, o processo de
comunicação não se completa (MONTEIRO & MONTEIRO, 2009).
Linguagem e Língua
Variações Linguísticas
– A gramática da Língua Portuguesa está dividida em grandes
campos de estudo: a fonética, a morfologia, a semântica e a
sintaxe. A fonética estuda os sons da fala. A morfologia estuda a
forma das palavras e a representação gráfica. A semântica
preocupa-se não só com a representação gráfica do vocábulo,
mas com seu significado. A sintaxe estuda os termos que
compõem uma oração. A oração pode apresentar um sujeito, terá
sempre um predicado, e pode ter ou não complementos
(MONTEIRO & MONTEIRO, 2009).
Língua Oral e Língua Escrita
Definição
A língua oral e a língua escrita têm propriedades distintas, que
variam de acordo com o indivíduo que a utiliza, levando-se em
conta a influência da cultura e do meio social em que este vive.
Porém, ambas se completam em determinados aspectos. No
momento em que cada indivíduo consegue se comunicar,
conforme suas particularidades, a linguagem tem, então, a sua
função exercida.
Língua Oral e Língua Escrita
Definição
O falante não escreve do mesmo modo que fala. Enquanto
fala, a linguagem apresenta maior liberdade no discurso, uma
vez que não exige planejamento, podendo ser enfática,
redundante, com variados timbres e entonações. Na língua
oral, de modo geral, o falante não se prende à norma culta.
Língua Oral e Língua Escrita
Definição
A escrita, por sua vez, mantém contato indireto entre escritor e
leitor. A linguagem escrita é mais objetiva, portanto, necessita de
grande atenção e obediência às normas gramaticais,
caracterizando-se, assim, por frases completas, bem elaboradas e
revisadas, explícitas, vocabulário distinto e variado, clareza no
diálogo e uso de sinônimos. Devido a estes traços, esta é uma
linguagem conservadora aos padrões estabelecidos pelas regras
gramaticais.
Língua Oral e Língua Escrita
Tanto por meio da língua oral como da língua escrita, o indivíduo
participa efetivamente do seu meio social, comunicando-se, buscando
acesso à informação, expressando e defendendo seus pontos de vista,
dividindo e/ou construindo visões de mundo, produzindo novos
conhecimentos.
Há particularidades na língua oral que, mais do que a diferenciam da
língua escrita, a tornam específica. São elementos exclusivos, tais
como: gesticulação, fluidez das ideias expostas, eficácia na correção da
informação, dado que o falante tem o controle da comunicação no
momento de sua fala.
Língua Oral e Língua Escrita
No que tange à linguagem escrita, além de esta ter como
característica principal o fato de ser, como ela própria se anuncia,
escrita, reproduzida por textos, ela também apresenta
particularidades que a diferenciam da linguagem oral. A mais
importante delas é a correção gramatical, sobre a qual recaem a
objetividade, a clareza e a coesão. Estas são essenciais para que a
comunicação ocorra, dado que emissor e receptor estão distantes,
podendo, inclusive, ser desconhecidos um do outro.
Língua Oral e Língua Escrita
Por isso a correção gramatical é tão importante.
Um texto apresentado de forma objetiva, com
ideias claras, concisas é mais facilmente
compreendido pelo receptor e nele provocar o
efeito desejado pelo emissor. A produção do
texto escrito se dá de forma coordenada, uma
vez requer planejamento, transformando sua
estrutura sintática elegante, bem formada.
Língua Oral e Língua Escrita
Uma diferença que chama atenção entre a linguagem oral e a
escrita é que na primeira as falas podem se apresentar
fragmentadas, desordenadas, incompletas, enquanto que na
segunda isto não ocorre. Outra característica particular que as
difere é que na linguagem escrita o vocabulário é muito variado e
essencialmente conservador e dependente do grau do nível de
formalismo.
Enfim, pode-se afirmar que a fala e a escrita são dois modos bem
diferentes, e em alguns momentos complementares, de o usuário
representar as suas experiências linguísticas.
Funções da Linguagem
Por meio da linguagem, também se realizam diferentes ações:
transmitem-se informações, tenta-se convencer o outro a fazer
(ou dizer) algo, assumem-se compromissos, ordena-se, pede-
se, demonstram-se sentimentos, constroem-se representações
mentais sobre o mundo. Enfim, pela linguagem organiza-se a
vida em diferentes aspectos.
Diferenciar que objetivo predomina em cada situação de
comunicação auxilia a compreender melhor o que foi dito.
Funções da Linguagem
As funções da linguagem estão centradas nos elementos da
comunicação. Toda comunicação apresenta uma variedade
de funções, mas elas se apresentam hierarquizadas, sendo
uma dominante, de acordo com o enfoque que o destinador
quer dar ou do efeito que quer causar no receptor. A
linguagem pode ter função emotiva, referencial, conativa,
fática, metalinguística ou poética. Sobre cada uma delas será
tratado a seguir.
Funções da Linguagem
Função Emotiva (ou expressiva)
Centra-se no sujeito emissor e suscita a impressão de um
sentimento verdadeiro ou simulado. Observe-se o texto a
seguir:
Não só baseado na avaliação do Guia da Folha, mas também por
iniciativa própria, assisti cinco vezes a “Um filme falado”. Temia que a
crítica brasileira condenasse o filme por não ser convencional, mas
tive uma satisfação imensa quando li críticas unânimes da imprensa.
Isso mostra que, apesar de tantos enlatados, a nossa crítica é
antenada com o passado e o presente da humanidade e com as coisas
que acontecem no mundo. Fantástico! Parabéns, Sérgio Rizzo, seus
textos nunca me decepcionam”.
Luciano Duarte. Guia da Folha, 10 a 16 de junho 2005.
Funções da Linguagem
Nota-se no texto que o emissor emprega a primeira pessoa (eu):
(assisti, temia, tive, li...), aponta qualidades subjetivas, utilizando
adjetivos (satisfação imensa, críticas unânimes, fantástico...),
advérbios (nunca me decepcionam), além de recursos gráficos
que indicam ênfase, ao utilizar ponto de exclamação (fantástico!).
Destaca-se aqui o ponto de vista do emissor, a sua percepção dos
acontecimentos, característica da função emotiva da linguagem.
Funções da Linguagem
Função Referencial (ou denotativa ou cognitiva)
Esta é a função da linguagem que aponta para o sentimento real das
coisas. O texto ilustrado abaixo revelará as nuances características da
função referencial.
**** UM FILME FALADO – Idem. França/Itália/Portugal, 2003.
Direção: Manoel de Oliveira. Com: Leonor Silveira, John
Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli e Irene Papas.
Jovem professora de história embarca com a filha em um cruzeiro
que vai de Lisboa a Bombaim. 96 min. 12 anos. Cinearte 1, desde
14. Frei Caneca Unibanco Arteplex 7, 13h, 15h10, 17h20, 19h30 e
21h50.
Funções da Linguagem
Observam-se neste segundo texto outros procedimentos colocados em
destaque, tais como: o uso da terceira pessoa, explicitado no trecho: ‘jovem
professora de história (ela)’; ausência de adjetivos, dado que a indicação de
que o filme é bom aparece ilustrado com 4 estrelinhas; ausência de
expressões que indiquem a opinião do emissor (tais como, ‘eu acho, eu
desejo,...’); emprego de um conjunto de informações que dizem respeito a
coisas do mundo real, tais como a exatidão dos horários, o endereço, os
nomes próprios. Este conjunto de procedimentos dá ao emissor a
impressão de objetividade, como se a informação traduzisse
verdadeiramente o que acontece no mundo real, caracterizando a função
referencial ou informativa da linguagem.
Funções da Linguagem
Função Conativa (ou apelativa ou imperativa)
Este tipo de função centra-se no sujeito
receptor e é eminentemente persuasória.
Observe-se o texto a seguir:
RESERVA CULTURAL
Você nunca viu cinema assim.
Não perca a retrospectiva especial de inauguração, com 50% de
desconto, apresentando cinco filmes que foram sucesso de
público. E, claro, de crítica também.
Funções da Linguagem
Neste texto, o destaque está no destinatário. Para tanto, o emissor
se valeu de procedimentos, tais como: o uso da segunda pessoa
(você); o uso do imperativo (Não perca!). O resultado é a interação
com o destinatário, procurando convencê-lo a realizar uma ação (ir
ao espaço cultural). Este tipo de função é característico dos textos
publicitários, que, em geral, procuram convencer ou persuadir o
destinatário a dar uma resposta, que pode ser a mudança de
comportamento, de hábitos, como abrir conta em banco,
frequentar determinados tipos de lugares ou consumir determinado
produto.
Funções da Linguagem
Função Fática (ou de contato)
– A função fática da linguagem visa estabelecer, prolongar ou
interromper a comunicação e serve para verificar a eficiência do
canal. É muito comum em conversações cotidianas. Aqui o emissor
usa procedimentos para manter o contato físico ou psicológico
com o interlocutor, como, por exemplo, ao iniciar uma conversa
telefônica (‘Alô!’) ou ainda utilizando fórmulas prontas para dar
continuidade à conversa, como no caso de: ‘aham, hum, bem,
como?, pois é’. Este tipo de mensagem serve para manter o
contato, sustentar ou alongar (ou mesmo interromper) a conversa.
Funções da Linguagem
Função Metalinguística
– Este tipo de função consiste numa recodificação e passa a existir
quando a linguagem fala dela mesma. Checa se o emissor e
receptor estão usando o mesmo repertório. Por exemplo, quando o
emissor quer precisar, esclarecer o que está querendo dizer e utiliza
‘eu quis dizer que’, ‘que quero dizer que esta palavra poder ser
substituída por outra mais precisa, que desse a entender que...’. Um
exemplo comum da aplicação da função metalinguística está no
preenchimento de palavras cruzadas, na consulta a um dicionário.
Aqui, faz uso da linguagem (o código) para falar, explicar, descrever
o próprio código linguístico.
Funções da Linguagem
Função Poética
A função poética da linguagem é aquela em que o emissor valoriza o
texto na sua elaboração, utilizando a combinação de palavras,
figuras de linguagem, exploração dos sentidos e sentimentos.
Embora mais comum nos textos literários, especialmente nos
poemas, dada a sua subjetividade, é bastante utilizada em anúncios
publicitários, além de aliar-se também aos demais tipos de função,
sobretudo a emotiva. A função poética ocupa-se mais em como
dizer o que se deseja do que o que dizer.
Atente-se para o texto a seguir:
Funções da Linguagem
Função Poética
Subi a porta e fechei a escada.
Tirei minhas orações e recitei meus sapatos.
Desliguei a cama e deitei-me na luz
Tudo porque ele me deu um beijo de boa noite...
[Autor anônimo]
Observa-se a falta de lógica no texto, a tentativa de o autor fugir
das formas habituais, dando ênfase a sua forma de expressão, não
levando em conta apenas ‘o que’, mas ‘como’ ele queria dizer.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Definição
Tipologia é a ciência que estuda os tipos. É
muito utilizada para definir diferentes
categorias. No que diz respeito ao texto, a
tipologia busca estudar as suas
características, sua composição, como ele
vai ser apresentado no seu processo de
criação, se por uma narração, descrição,
argumentação ou exposição, por exemplo.
Quanto ao gênero textual, este se refere às
mais variadas formas de expressão de um
texto.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Tipos Textuais
O texto é uma unidade linguística concreta, percebida tanto pela
audição, a fala, quanto pela visão, a escrita, composto por unidade
de sentido e intencionalidade comunicativa. Há dois elementos
essenciais que devem ser observados na produção textual: a coesão
– que diz respeito às articulações gramaticais existentes entre
palavras, orações, frases, parágrafos e partes maiores de um texto,
que garantem sua conexão sequencial; e a coerência – que é o
resultado da articulação das ideias de um texto, a sua estruturação
lógica semântica, que permite que numa situação discursiva palavras
e frases componham um todo significativo para os interlocutores.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Tipos Textuais
Quando se fala em tipologia textual, normalmente atenta-se para a
divisão tradicional dos textos: a descrição, a narração e a dissertação.
Entretanto, os tipos de textos extrapolam esta tríade.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Descritivo
A descrição usa um tipo de texto em que se faz um retrato falado
de uma pessoa, animal, objeto ou lugar. A classe de palavras mais
utilizada nesta produção é o adjetivo, pela sua função
caracterizadora, dando ao leitor uma grande riqueza de detalhes.
A descrição, ao contrário da narração, não supõe ação. É uma
estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
Assim como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas
telas, o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens,
conforme permita sua sensibilidade.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Narrativo
Esta é uma modalidade textual em que se conta um fato, fictício
ou real, ocorrido num determinado tempo e lugar, envolvendo
certos personagens. Há uma relação de anterioridade e
posterioridade. O tempo verbal predominante é o passado.
Em geral, a narrativa se desenvolve em prosa. O narrar surge da
busca de transmitir, de comunicar qualquer acontecimento ou
situação. A narração em primeira pessoa pressupõe a participação
do narrador (narrador enquanto personagem) e em terceira
pessoa mostra o que ele viu ou ouviu (narrador enquanto
observador). Na narração encontram-se, ainda, os personagens
(principais ou secundários), o espaço (cenário) e o tempo da
narrativa.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Dissertativo
Neste tipo de texto há posicionamentos pessoais e exposição de
ideias. Tem por base a argumentação, apresentada de forma
lógica e coerente, a fim de defender um ponto de vista. É a
conhecida “redação” de cada dia. É a modalidade mais exigida
nos concursos, já que requer dos candidatos um conhecimento
de leitura do mundo, como também um bom domínio da norma
culta.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Dissertativo
Embora o texto dissertativo exponha os posicionamentos de
quem escreve, é importante salientar que estes devem aparecer
implícitos no texto, não sendo permitida a utilização da primeira
pessoa do singular. Salvo em alguns casos, a primeira pessoa do
plural aparece no texto, porém recomenda-se o uso da
impessoalidade no texto de uma forma geral. O texto dissertativo
estrutura-se basicamente em: ideia principal (introdução),
desenvolvimento (argumentos e aspectos que o tema envolve) e
conclusão (síntese da posição assumida).
.
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Expositivo
Apresenta informações sobre determinados assuntos, expondo
ideias, explicando e avaliando. Como o próprio nome indica,
ocorre em textos que se limitam a apresentar uma determinada
situação.
As exposições orais ou escritas entre professores e alunos numa
sala de aula, os livros e as fontes de consulta, são exemplos desta
modalidade..
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Texto Injuntivo
Este tipo de texto indica como realizar uma determinada ação. Ele
normalmente pede, manda ou aconselha. Utiliza linguagem direta,
objetiva e simples. Os verbos são, em sua maioria, empregados no
modo imperativo.
Bons exemplos deste tipo de texto são as receitas de culinária, os
manuais, receitas médicas,. editais, etc
Tipologia Textual e Gênero Textuais
Gêneros Textuais
Muitos confundem os tipos de texto com os gêneros. No
primeiro, eles funcionam como modos de organização, sendo
limitados. No segundo, são os chamados textos materializados,
encontrados no cotidiano. Eles são muitos, apresentando
características sociocomunicativas definidas por seu estilo,
função, composição conteúdo e canal.
Assim, quando se escreve um bilhete ou uma carta, quando se
envia ou se recebe um e-mail ou usam-se os chats das redes
sociais, utilizam-se diversos gêneros textuais. Entrevistas,
cardápios, horóscopos, telegrama, telefona, lista de compras,
blogs, agendas, são exemplos de gêneros textuais.
Ortografia e Emprego de Algumas
Palavras e Expressões
Porquê/Porque/Por quê/Por que:
Porquê: quando for um substantivo, equivale à causa, motivo,
razão, e vem precedido dos artigos o(os), um(uns). Ex.: Não me
interessa o porquê de sua ausência. Porque: quando se introduz
uma explicação. Equivale a ‘pois’. Ex.: Carlos, venha porque
preciso de você! Por quê: no final de perguntas. Ex.: Ademar não
veio, por quê?
Leitura, Interpretação e Correção de Texto
Roteiro para Elaboração de Texto:
Dez mandamentos para que sua redação surpreenda o leitor
(CORREIA, 2013):
– não escreva difícil. Prefira uma linguagem mais simples;
– críticas sem fundamento devem ser evitadas. A análise sobre
algo deve ser realizada baseada em fatos, acontecimentos reais,
apontando soluções coerentes para os problemas levantados;
– uso de palavrões, jargões, gírias e coloquialismo é proibido;
– a linguagem do MSN ou Facebook, por exemplo, deve ficar em
casa;
– nunca abrevie palavras, como por exemplo: vc, qdo, msm,
dentre outras;
Leitura, Interpretação e Correção de Texto
Roteiro para Elaboração de Texto:
– seja objetivo, claro. Melhor qualidade do que quantidade;
– faça um parágrafo para introdução, um para o desenvolvimento
e um para a conclusão, pelo menos.
– não esqueça a cedilha no “c”, o cortado do “t”, o pingo do “i”, as
letras maiúsculas em nomes próprios;
– se começou um novo argumento, coloque ponto final e não
vírgula.
– faça a concordância verbal. Se o sujeito está no plural, o verbo
também deverá estar.
– releia o texto. É impossível tentar organizar melhor o texto e
corrigir os erros sem reler o que se escreveu. Coloque-se no
lugar do leitor.
Leitura, Interpretação e Correção de Texto
Coerência Textual:
– Ocorre com o emprego de diferentes procedimentos, sejam
lexicais (repetição, substituição, associação), sejam
gramaticais (emprego de pronomes, conjunções, numerais,
elipses), quando se constroem frases, orações, períodos, que
irão apresentar o contexto. A coerência resulta da relação
harmoniosa entre os pensamentos ou ideias apresentadas
num texto sobre um determinado assunto. Refere-se à
sequência ordenada das opiniões ou fatos expostos. Não
havendo o emprego correto dos elementos de ligação
(conectivos), faltará a coesão e, logicamente, a coerência ao
texto será afetada (CORREIA, 2013).