SISTEMA REPRODUTOR
ALUNOS: CAIO SILVA LIMA N:8; ARTHUR PIMENTEL REIS N:5; NATAN SILVA
N:22;
PAULO ROBERTO N:23; PEDRO AFONSO MOTA N:24
REPRODUÇÃO SEXUADA
Reprodução sexuada é um tipo de reprodução que ocorre nos seres vivos e envolve
células especializadas chamadas de gametas. Nesse tipo de reprodução, existe uma troca
e mistura do material genético, gerando organismos semelhantes, porém não idênticos
àqueles que originaram estes. A reprodução sexuada, assim como a reprodução
assexuada, é responsável por assegurar a perpetuação da espécie e garantir a transmissão
de informações genéticas entre as gerações. Apesar de ser muito associada com a troca de
material genético entre organismos masculinos e femininos, a reprodução sexuada nem
sempre envolve dois indivíduos, uma vez que alguns seres vivos conseguem se
reproduzir sexuadamente por meio de autofecundação.
As tênias, por exemplo, são organismos hermafroditas que fazem parte desse grupo e
conseguem se reproduzir sexuadamente sem a necessidade de outro indivíduo. Há
situações, no entanto, em que organismos hermafroditas não podem se autofecundar.
Esse é o caso das minhocas, as quais realizam fecundação cruzada, um processo em que
fecundam e são fecundadas ao mesmo tempo.
A reprodução sexuada ocorre em diferentes espécies de seres vivos, incluindo animais.
No que diz respeito à reprodução sexuada em animais, cada espécie possui estratégias
reprodutivas específicas que visam o sucesso da manutenção de sua espécie.
O tipo de fecundação é uma dessas estratégias, podendo ser a fecundação externa ou
interna. A fecundação externa é aquela em que os gametas se unem no meio ambiente,
enquanto a fecundação interna caracteriza-se pela fecundação no interior do corpo da
fêmea.
De maneira geral, os organismos que apresentam fecundação externa lidam com um
grande gasto energético para produzir seus gametas. Como o encontro entre eles é casual,
torna-se necessária a produção de uma grande quantidade de células sexuais. Em caso de
fecundação interna, em geral, é produzido um número menor de gametas.
As modalidades de desenvolvimento são também estratégias reprodutivas observadas nos
animais. De acordo com a modalidade de desenvolvimento, podemos classificar os
organismos em ovíparos, vivíparos e ovovivíparos.
Os organismos ovíparos são aqueles que depositam ovos no ambiente, enquanto os
vivíparos são aqueles com fêmeas que geram seus filhotes dentro de seu organismo,
dando à luz filhotes já formados. O termo ovovivíparo é, atualmente, um termo em
desuso e era, anteriormente, utilizado para se referir aos casos em que a fêmea retém os
ovos em seu corpo e depois pare filhotes já formados.Outras estratégias reprodutivas
observadas nos animais incluem o número de ovos produzidos, o cuidado parental e o
comportamento de corte.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
A reprodução assexuada é um tipo de reprodução que acontece sem que haja o encontro
de gametas, não havendo assim a junção de material genético. Com isso, os indivíduos
gerados são, em quase todos os casos, geneticamente idênticos àqueles que os formaram.
Por essa razão, podemos dizer que a reprodução assexuada é responsável pela formação
de clones. Vale salientar, no entanto, que diferenças podem ocorrer ocasionalmente
devido a processos de mutação. Esse tipo de reprodução pode ocorrer em diferentes
organismos, sendo observada tanto em seres unicelulares como em seres
multicelulares .Como exemplo de seres unicelulares que se reproduzem dessa forma,
podemos citar as bactérias. Já como exemplo de seres multicelulares, podemos citar as
abelhas, que dão origem aos zangões por processos de partenogênese.
TIPOS DE REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Existem diferentes tipos de reprodução assexuada. Vejamos a seguir as principais
características de algumas delas.
Divisão binária: também conhecida como bipartição e cissiparidade, indivíduos dividem-se
ao meio, dando origem a dois indivíduos de aproximadamente o mesmo tamanho. Esse
processo pode ser observado, por exemplo, em protozoários e bactérias.
Brotamento: há o surgimento de um broto no corpo de um indivíduo já existente. Esse
broto pode soltar-se do indivíduo que o originou ou permanecer ligado a ele. Esse último
caso pode ser observado, por exemplo, nos corais, nos quais os brotos permanecem
aderidos, formando colônias.
Partenogênese: há o desenvolvimento do gameta feminino, o qual origina um novo ser
sem que este tenha sido fertilizado. Um dos exemplos clássicos de partenogênese ocorre
em abelhas, processo em que o zangão é formado. Vale salientar que, em animais
vertebrados, também já foi observada a partenogênese em tubarões, por exemplo.
Propagação vegetativa: é uma reprodução assexuada típica dos vegetais. Nesse caso,
estruturas vegetativas (raiz, caule e folha) são capazes de gerar uma nova planta. A
mandioca e a cana-de-açúcar, por exemplo, podem ser propagadas dessa forma.
SISTEMA REPRODUTOR
O sistema reprodutor, também chamado de sistema genital, é responsável por
proporcionar as condições adequadas para a nossa reprodução. O sistema reprodutor
masculino é responsável por garantir a produção do gameta masculino (espermatozoide)
e depositá-lo no interior do corpo da mulher. O sistema reprodutor feminino, por sua vez,
atua produzindo o gameta feminino (ovócito secundário) e também servindo de local
para a fecundação e desenvolvimento do bebê.
Os sistemas reprodutores masculino e feminino atuam juntos para garantir a
multiplicação da nossa espécie. Tanto o sistema genital masculino quanto o feminino são
responsáveis pela produção dos gametas, ou seja, pela produção das células que se unirão
na fecundação e darão origem ao zigoto. Os gametas são produzidos nas chamadas
gônadas, sendo os testículos as gônadas masculinas e os ovários as gônadas femininas.
Os testículos produzem os espermatozoides, enquanto os ovários produzem os ovócitos
secundários, chamados popularmente de óvulos.
O espermatozoide é depositado dentro do corpo da fêmea no momento da cópula, e a
fecundação ocorre no interior do sistema reprodutor feminino, mais frequentemente na
tuba uterina. Após a fecundação, forma-se o zigoto, o qual inicia uma série de divisões
celulares enquanto é levado em direção ao útero. O embrião implanta-se no endométrio
do útero, e ali é inciado o seu desenvolvimento. A gestação humana dura cerca de 40
semanas.
SISTEMA REPRODUTOR: MASCULINO
O sistema reprodutor masculino garante a produção dos espermatozoides e a
transferência desses gametas para o corpo da fêmea. Ele é formado por órgãos externos e
internos. O pênis e o saco escrotal são os chamados órgãos reprodutivos externos do
homem, enquanto os testículos, os epidídimos, os ductos deferentes, os ductos
ejaculatórios, a uretra, as vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais são
órgãos reprodutivos internos.
Testículos: são as gônadas masculinas e estão localizados dentro do saco escrotal,
também conhecido como escroto. Eles são formados por vários tubos enrolados
chamados de túbulos seminíferos, nos quais os espermatozoides serão produzidos. Além
de produzir os gametas, é nos testículos que ocorre a produção da testosterona, hormônio
relacionado, entre outras funções, com a diferenciação sexual e a espermatogênese.]
Epidídimo: após saírem dos túbulos seminíferos, os espermatozoides seguem para o
epidídimo, formado por tubos espiralados. Nesse local os espermatozoides adquirem
maturidade e tornam-se móveis.Ducto deferente: no momento da ejaculação, os
espermatozoides seguem do epidídimo para o ducto deferente. Esse ducto encontra o
ducto da vesícula seminal e passa a ser chamado de ducto ejaculatório, o qual se abre na
uretra.
Uretra: é o ducto que se abre para o meio externo. Ela percorre todo o pênis e serve de
local de passagem para o sêmen e para a urina, sendo, portanto, um canal comum ao
sistema urinário e reprodutor.
Vesículas seminais: no corpo masculino observa-se a presença de duas vesículas
seminais, as quais formam secreções que compõem cerca de 60% do volume do sêmen.
Essa secreção apresenta várias substâncias, incluindo frutose, que serve de fonte de
energia para o espermatozoide.
Próstata: secreta um fluido que também compõe o sêmen. Essa secreção contém
enzimas anticoaguladoras e nutrientes para o espermatozoide.
Glândulas bulbouretrais: no corpo masculino observa-se a presença de duas glândulas
bulbouretrais. Elas são responsáveis por secretar um muco claro que neutraliza a uretra,
retirando resíduos de urina que possam ali estar presentes.
Pênis: é o órgão responsável pela cópula. Ele é formado por tecido erétil que se enche de
sangue no momento da excitação sexual. Além do tecido erétil, no pênis é possível
observar a passagem da uretra, pela qual o sêmen passará durante a ejaculação.
SISTEMA REPRODUTOR: FEMININO
O sistema reprodutor feminino servirá de local para a fecundação e também para o
desenvolvimento do bebê, além de ser responsável pela produção dos gametas femininos
e hormônios. Assim como no masculino, o sistema reprodutor feminino apresenta órgãos
externos e internos. Os órgãos externos recebem a denominação geral de vulva e incluem
os lábios maiores, lábios menores, clitóris e as aberturas da uretra e vagina. Já os órgãos
internos incluem os ovários, as tubas uterinas, o útero e a vagina.
Ovários: no corpo feminino observa-se a presença de dois ovários, os quais são
responsáveis por produzir os gametas femininos. Nesses órgãos são produzidos também
os hormônios estrogênio e progesterona, relacionados com a manutenção do ciclo
menstrual, sendo o estrogênio relacionado também com o desenvolvimento dos
caracteres sexuais secundários.
Tubas uterinas: no corpo da mulher, observa-se a presença de duas tubas uterinas, as
quais apresentam uma extremidade que atravessa a parede do útero e outra que se abre
próximo do ovário e tem prolongamentos denominados de fímbrias. A fecundação ocorre,
geralmente, na região das tubas uterinas.
Útero: é um órgão muscular, em forma de pera, no qual se desenvolve o bebê durante a
gravidez. A parede do órgão é espessa e possui três camadas. A camada mais espessa é
chamada de miométrio e é formada por grande quantidade de fibras musculares lisas. A
mais interna, chamada de endométrio, destaca-se por ser perdida durante a menstruação.
O colo do útero, também chamado de cervice, abre-se na vagina.
Vagina: é um canal elástico no qual o pênis é inserido durante a relação sexual e o
espermatozoide é depositado. Esse canal é também por onde o bebê passa durante o parto
normal.
Vulva: é a genitália externa feminina. Fazem parte da vulva os lábios maiores, os lábios
menores, a abertura vaginal, a abertura da uretra e o clitóris. Esse último é formado por
um tecido erétil e apresenta muitas terminações nervosas, sendo um local de grande
sensibilidade.
Hormônios e reprodução - Hormônios sexuais,
menstruação
A reprodução humana é controlada pela ação de diversos hormônios, chamados,
genericamente, de hormônios sexuais. Nos homens, o principal hormônio sexual é a
testosterona, produzida no interior dos testículos por células especializadas, denominadas
de células de Leydig.A presença de testosterona no embrião determina que ocorra o
desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos. Já a sua ausência leva à formação dos
órgãos femininos. A testosterona também é responsável por características masculinas
como pêlos corpóreos e maior massa muscular. Esses atributos são chamados de
características sexuais secundárias.
Estrógeno e progesterona
Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno (ou estrogênio) e a
progesterona. O estrógeno é produzido pelos folículos do ovário, ou seja, pelos óvulos
em formação. É responsável pelo desenvolvimento das características sexuais
secundárias femininas e pelo controle do ciclo menstrual. A progesterona é produzida
pelo corpo lúteo (estrutura que se forma a partir do folículo) e, juntamente como
estrógeno, atua nas diversas fases do ciclo menstrual.Dois hormônios produzidos pela
hipófise também atuam na regulação dos processos reprodutivos: o hormônio folículo
estimulante, comumente chamado de FSH, e o hormônio luteinizante, ou simplesmente
LH.Nos homens, o FSH e o LH estimulam a produção de testosterona pelas células de
Leydig e promovem a maturação dos espermatozóides. Nas mulheres, como veremos
adiante, os dois hormônios atuam em diversas etapas do ciclo menstrual e também na
gravidez.
Hormônios e ciclo menstrual
Na primeira fase do ciclo menstrual, a hipófise secreta o hormônio folículo estimulante
(FSH), que, como o nome já diz, irá estimular o desenvolvimento de folículos ovarianos.
Por sua vez, os folículos produzem o estrógeno, que estimula o crescimento das células
da parede interna do útero, o endométrio, que se torna mais espesso e vascularizado.
Essas mudanças preparam o útero para o caso da implantação de um embrião, ou seja, de
uma gravidez.
A alta concentração de estrógeno na circulação sanguínea inibe a produção de FSH pela
hipófise, num processo conhecido como feedback negativo. A queda nos níveis de FSH
desestimula os folículos, provocando uma redução na produção de estrógeno.
Nesta fase, a hipófise passa a secretar o hormônio luteinizante (LH), que induz o
rompimento do folículo ovariano e leva ao desenvolvimento do corpo lúteo. O corpo
lúteo produz a progesterona, que irá auxiliar na manutenção do endométrio até o final do
ciclo menstrual. A alta concentração de progesterona na circulação sanguínea inibe, por
feedback negativo, a produção de LH pela hipófise.A queda nos níveis de estrogênio e
progesterona faz com que as células endometriais se desprendam da parede uterina. Estas
células são expulsas do corpo, através do canal vaginal, causando o sangramento
característico da menstruação.
GRAVIDEZ
Na gravidez, o embrião se fixa à parede do útero e o endométrio não sofre descamação.
Isso ocorre devido à produção de um hormônio, chamado de gonadotrofina coriônica,
pela placenta. Este hormônio estimula o corpo lúteo, mantendo o nível de progesterona
elevado. Em muitos testes de gravidez a resposta é dada pela presença ou ausência da
gonadotrofina coriônica em amostras de urina.No quarto mês de gestação a própria
placenta passa a produzir um hormônio com ação similar à da progesterona, chamado de
progesterona 2, e que, deste ponto em diante, é responsável pela manutenção da gravidez.
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Atualmente, existem diversos métodos contraceptivos disponíveis para evitar uma
gravidez indesejada e até mesmo infecções sexualmente transmissíveis (IST).Os mais
modernos e populares são a pílula e a camisinha, porém há outras opções. Eles são
classificados por: métodos de barreira e métodos hormonais.
Métodos de barreira:Os métodos de barreira são removíveis, que evitam a entrada do
esperma no útero. Esses contraceptivos são indicados às mulheres que não podem tomar
algum tipo de hormônio ou que desejam proteção de ISTs. São eles:
Métodos de barreira que previnem ists:
Preservativo masculino: popularmente conhecido como camisinha, é um contraceptivo
utilizado no pênis, para recolher o esperma, impedindo-o de entrar no corpo da mulher. A
camisinha é descartável e o material do preservativo é composto por látex ou poliuretano.
Além de prevenir uma gravidez indesejada, previne também contra doenças sexualmente
transmissíveis (DST).
Preservativo feminino: conhecido também como “camisinha feminina” é um
contraceptivo inserido na vagina antes da penetração do pênis, para impedir a entrada do
esperma no útero. O preservativo é pré-lubrificado com silicone, porém, outros
lubrificantes, à base de água ou óleo, podem ser usados, para melhorar o desconforto e o
ruído que o preservativo feminino pode causar. Esse método contraceptivo também reduz
o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Outros métodos de barreira
Diafragma: é um contraceptivo composto por uma membrana de silicone, em forma de
cúpula, envolvido por um anel flexível. Existem diafragmas de vários tamanhos, podendo
variar entre 50 mm a 105 mm. O diafragma é inserido na vagina antes da relação sexual,
impedindo a entrada do esperma no útero. É recomendável que o diafragma seja utilizado
junto a um creme ou geleia espermicida, para oferecer maior lubrificação e também para
aumentar a eficácia contraceptiva. O diafragma deve permanecer no lugar durante seis a
oito horas depois do coito para poder evitar a gravidez, mas deve ser removido dentro de
24 horas.
Espermicidas: são substâncias químicas em forma de geleia, creme, comprimido, tablete
ou espumas, que devem ser colocadas na vagina 15 minutos antes da relação sexual. Os
espermicidas servem como barreira para impedir o contato dos espermatozoides com o
útero. Usados isoladamente, os espermicidas não oferecem grande eficácia, mas
associados a outros métodos de barreira, como o diafragma, são úteis e oferecem mais
proteção. Em algumas mulheres, a substância pode provocar reações alérgicas.
Dispositivo Intrauterino (DIU): é um método anticoncepcional constituído por um
aparelho pequeno e flexível que é inserido dentro do útero. Ele só pode ser utilizado em
pacientes saudáveis e que apresentem exames ginecológicos normais; ausência de
vaginites, tumores pélvicos, doença inflamatória pélvica (DIP), etc. Existem vários
modelos de DIU, hormonais e não hormonais, e é um contraceptivo que deve ser
colocado por um profissional da saúde.
Métodos hormonais: Os métodos hormonais servem para controlar ou interromper a
ovulação, evitando a gravidez, mas não previnem contra doenças sexualmente
transmissíveis (DST).
Pílula contraceptiva oral combinada: ou simplesmente pílula, como é conhecida
popularmente, é um método contraceptivo composto por diferentes tipos de hormônios,
que servem para inibir a ovulação e evitar a gravidez. O uso de pílulas anticoncepcionais
não é recomendado para mulheres fumantes, ou com pressão arterial elevada, histórico de
câncer de mama, fígado, ou câncer endometrial. O melhor tipo de pílula para cada
paciente deve ser indicado por um ginecologista.
Contraceptivo hormonal injetável: esse método contraceptivo é feito com uma injeção
de hormômios, que é administrada uma vez por mês ou a cada três meses, dependendo
do tipo de contraceptivo injetável. Esse método é muito eficaz para evitar gravidez.
Anel vaginal: é um anel fino e flexível e deve ser colocado na vagina, durante três
semanas. Na quarta semana, o anel vaginal deve ser removido e, assim, reinserir um
novo anel depois de sete dias de pausa. O diâmetro externo é de 54 mm e a espessura é
de 4 mm. O anel vaginal contém hormônios como estrogênio e progesterona, que são
absorvidos para a circulação e levam à inibição da ovulação. Sua indicação e uso devem
ser feitos com o acompanhamento de um ginecologista. Esse método contraceptivo não
pode ser utilizado por mulheres que apresentem histórico de coágulos de sangue,
derrame ou ataque cardíaco, ou algum tipo de câncer.
Adesivos cutâneos com hormônios: são pequenos selos que contêm estrogênio e
progesterona. Esses dois hormônios são absorvidos pela pele e vão diretamente para a
circulação sistêmica. Os adesivos devem ser usados por 21 dias, seguido de pausa de sete
dias. Os benefícios, eficácia e contraindicações são as mesmas para os anéis vaginais e as
pílulas.
Implante contraceptivo: é um pequeno bastão implantado pelo médico sob a pele, na
parte inferior do braço. O procedimento é rápido, feito com anestesia local. Dentro do
corpo, o dispositivo libera progesterona. É eficaz por até três anos, mas pode ser
removido antes.
DOENÇAS SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS (DST)
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são causadas por vários tipos de agentes.
São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma
pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas,
corrimentos, bolhas ou verrugas.
Algumas DST são de fácil tratamento e de rápida resolução. Outras, contudo, têm
tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora relatada
pelos pacientes. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, já que, em
diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns
de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico.
Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para
complicações graves e até a morte. Algumas DST também podem ser transmitidas da
mãe infectada para o bebê durante a gravidez ou durante o parto. Podem provocar, assim,
a interrupção espontânea da gravidez ou causar graves lesões ao feto, outras podem
também ser transmitidas por transfusão de sangue contaminado ou compartilhamento de
seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis.
TIPOS DE DST
Aids: causada pela infecção do organismo humano pelo HIV (vírus da imunodeficiência
adquirida). O HIV compromete o funcionamento do sistema imunológico humano,
impedindo-o de executar adequadamente sua função de proteger o organismo contra as
agressões externas, tais como: bactérias, outros vírus, parasitas e células cancerígenas;
Condiloma acuminado ou HPV: é uma lesão na região genital, causada pelo
Papilomavirus Humano (HPV). A doença é também conhecida como crista de galo,
figueira ou cavalo de crista;
Gonorréia: é a mais comum das DST. Também é conhecida pelo nome de blenorragia,
pingadeira, esquentamento. Nas mulheres, essa doença atinge principalmente o colo do
útero;
Clamídia: também é uma DST muito comum e apresenta sintomas parecidos com os da
gonorréia, como, por exemplo, corrimento parecido com clara de ovo no canal da urina e
dor ao urinar. As mulheres contaminadas pela clamídia podem não apresentar nenhum
sintoma da doença, mas a infecção pode atingir o útero e as trompas, provocando uma
grave infecção. Nesses casos, pode haver complicações como dor durante as relações
sexuais, gravidez nas trompas (fora do útero), parto prematuro e até esterilidade;
Herpes: manifesta-se através de pequenas bolhas localizadas principalmente na parte
externa da vagina e na ponta do pênis. Essas bolhas podem arder e causam coceira
intensa. Ao se coçar, a pessoa pode romper a bolha, causando uma ferida;
Sífilis: manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro
duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não
ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar
cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada,
continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive
nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração,
paralisias;
Tricomoníase: os sintomas são, principalmente, corrimento amarelo-esverdeado, com
mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos
sexuais. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo,
como o colo do útero. A maioria dos homens não apresenta sintomas. Quando isso
ocorre, consiste em uma irritação na ponta do pênis.
EXERCÍCIOS
1- A respeito do sistema genital, marque a alternativa que indica corretamente o nome do
órgão onde são produzidos os hormônios sexuais femininos, onde a fecundação ocorre e
onde o embrião se desenvolve.
a) Tubas uterinas, útero e ovários, respectivamente.
b) b) Útero, tubas uterinas e útero, respectivamente.
c) c) Ovários, útero e útero, respectivamente.
d) d) Ovários, ovários e tubas uterinas, respectivamente.
e) e) Ovários, tubas uterinas e útero, respectivamente.
2- Cite três tipos de reprodução assexuada e suas respectivas características.