Morfologia e Citologia
Curso : Nutrição
Conteúdo : Tecidos Biológicos
Professora: Giulia Maria de Castro Bani
Integrantes do grupo:
Ademar Antonio Vilk dos Santos
Aline de Aquino Luiz
Jessica Gouvea da Rosa
Marcella de Oliveira Marmol
Talita Alves de Lacerda Lara
Tecido muscular
O tecido muscular relaciona-se com a locomoção e outros
movimentos do corpo;
Entre suas principais características estão:
Excitabilidade, contrabilidade, extensibilidade e elasticidade.
Os músculos representam 40% da massa corporal, suas
células são alongadas e recebem o nome de fibras
musculares ou miócitos e são ricas em duas proteínas,
Actina e Miosina.
São várias as funções do tecido muscular, e é classificado
em três tipos, como veremos a seguir:
Tecido muscular estriado cardíaco
É o principal tecido do coração, um tecido corporal adaptado para
se contrair de maneira involuntária, vigorosa e rítmica.
Composta por:
Células alongadas, ramificadas e cilíndricas, com cerca de 15 µm
de diâmetro e 80 a 100 µm de comprimento, encontrada
unicamente no miocárdio composta por um único núcleo chamado
assim de mononucleadas.
Tecido muscular estriado cardíaco
Uma característica importante, é que as células são unidas
entre si, união importante para que a contração do coração aconteça
harmoniosamente entre todas as partes do órgão.
Essa união é feita por estruturas especializadas da membrana
plasmática, chamadas de discos intercalares, que são complexos
constituídos por três tipos de especializações juncionais: Zônula de
adesão, desmossomos e junções comunicantes que permitem a adesão
entre fibras e a passagem de íons ou pequenas moléculas de uma célula
para outra,. As contrações das células no tecido cardíaco são fortes,
rápidas, contínuas e involuntárias.
Tecido muscular estriado cardíaco
Características adicionais:
Ao olharmos as células do miocárdio no microscópio, observariamos
pequenas estriações ao longo dela, por isso o nome de estriado cardíaco.
As mitocôndrias são as organelas mais abundantes no tecido
muscular cardíaco, pois o órgão se contrai rapidamente o tempo todo,
dependendo de energia.
O tecido muscular estriado cardíaco tem como função o controle
nervoso involuntário, com contrações rítmicas e espontâneas, características
essenciais na fisiologia cardíaca, visto que é o que possibilita os batimentos do
coração, o que impulsiona o sangue na circulação.
É importantes ressaltar que as células musculares cardíacas
têm vida longa e não se dividem, ou seja, não se regeneram.
Tecido Muscular liso
O tecido muscular liso é um dos três principais tipos de tecido muscular
encontrados no corpo humano, ao lado do tecido muscular esquelético e do tecido
muscular cardíaco. Aqui estão algumas informações importantes sobre o tecido
muscular liso:
Funções do Tecido Muscular Liso:
Contração: O principal papel do tecido muscular liso é realizar contrações
involuntárias lentas e sustentadas.
Movimento de Fluidos: Ajuda no movimento de fluidos através de estruturas ocas
do corpo, como vasos sanguíneos, trato gastrointestinal, bexiga, útero, entre
outros.
Regulação de Funções Internas: Participa na
regulação de diversas funções internas do corpo, como
a pressão sanguínea, a digestão e o controle da pupila.
Células do Tecido Muscular Liso:
Células Musculares Lisas: As células do tecido muscular liso são
chamadas de células musculares lisas ou miócitos. Cada célula é fusiforme (em
forma de fuso) e contém um núcleo único. Ao contrário das células musculares
estriadas (esqueléticas e cardíacas), as células musculares lisas não possuem
estrias transversais visíveis sob o microscópio.
Classificação do Tecido Muscular Liso:
Multiunitário: Encontrado em estruturas onde cada célula muscular lisa
funciona de forma independente, como nos músculos dos olhos (músculos ciliares
e esfíncteres da íris), vasos sanguíneos e alguns músculos dos pilos (arrectores
pilorum).
Unitário (ou visceral): Também conhecido como músculo liso visceral, é
encontrado em órgãos ocos como o trato gastrointestinal, útero, bexiga e vasos
sanguíneos pequenos. Neste tipo, as células musculares lisas são conectadas
eletricamente entre si através de junções comunicantes (junções gap), formando
um sincício funcional onde o estímulo para contração pode se propagar de célula
para célula.
Características Adicionais:
Contração Involuntária: Ao contrário do tecido muscular
esquelético, o tecido muscular liso é involuntário e sua atividade é controlada
pelo sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático) e por
hormônios.
Regeneração: Possui uma capacidade de regeneração maior em
comparação com o tecido muscular esquelético.
Em resumo, o tecido muscular liso desempenha funções essenciais
na regulação do corpo humano, proporcionando movimento e controle sobre
órgãos e sistemas internos, além de ser vital para a manutenção da
homeostase.
Musculo Esquelético
Característica Gerais:
O músculo esquelético é um
tecido muscular estriado, composto por
fibras musculares longas, cilíndricas e
multinucleadas. Essas fibras estão
organizadas em feixes e possuem
estriações transversais visíveis ao
microscópio devido à disposição
regular das proteínas contráteis, actina
e miosina. Este tipo de músculo é
controlado voluntariamente pelo
sistema nervoso somático.
Funções do Músculo Esquelético
∙ Movimento: Permite o movimento do corpo e de suas partes ao
contrair e relaxar.
∙ Postura: Mantém a postura corporal, estabilizando as articulações.
∙ Produção de Calor: A contração muscular gera calor, ajudando na
manutenção da temperatura corporal.
∙ Proteção: Protege órgãos internos, especialmente os localizados na
cavidade abdominal.
Células que o Compõem
∙ Fibras Musculares (Miócitos): São as principais células do tecido
muscular esquelético. Cada fibra é um sincício multinucleado formado
pela fusão de células precursoras chamadas mioblastos.
∙ Células Satélites: Células-tronco quiescentes localizadas entre a
membrana plasmática da fibra muscular e a lâmina basal. Elas são
ativadas em resposta a lesões musculares para proliferar e diferenciar em
novas fibras musculares, auxiliando na regeneração do tecido.
Da classificação do músculo esquelético
Os músculos esqueléticos podem ser classificados de acordo com:
∙ Ação: Flexores, extensores, adutores, abdutores, etc.
∙ Localização: Músculos superficiais (próximos à pele) e profundos
(mais internos).
∙ Forma: Longos (como os músculos dos membros), curtos (como os
músculos da mão), planos (como os músculos abdominais) e
circulares (como os esfíncteres).
Nutrição do músculo esquelético
Manter uma dieta balanceada e adequada às necessidades individuais é crucial para a saúde
e a performance do tecido muscular esquelético, tanto para a função diária quanto para o
desempenho atlético.
∙ Proteínas: São essenciais para a síntese e reparo das fibras musculares. Fontes de proteína de alta
qualidade, como carnes, peixes, ovos e leguminosas, fornecem aminoácidos necessários para a
manutenção e crescimento muscular.
∙ Carboidratos: Fornecem a glicose necessária para a produção de energia durante a contração
muscular. Dietas adequadas em carboidratos ajudam a manter os níveis de glicogênio muscular.
∙ Gorduras: São fontes de energia e componentes essenciais das membranas celulares.
∙ Vitaminas e Minerais: Vitaminas do complexo B, vitamina D, cálcio, magnésio e ferro
desempenham papéis críticos no metabolismo energético, na contração muscular e na oxigenação
dos tecidos.
∙ Hidratação: A água é fundamental para todas as funções biológicas, incluindo o transporte de
nutrientes e a remoção de resíduos metabólicos, além de ajudar a manter a função muscular
adequada.
Porque os músculos são importantes para saúde?
Boa parte de nossas tarefas cotidianas necessitam do emprego de força
e sem a contração desses tecidos até mesmo as tarefas mais simples se tornariam
árduas. Movimentar-se, manter-se de pé e ter estabilidade corporal são funções
executadas graças ao trabalho conjunto da musculatura. Ter um bom índice de
massa magra é essencial na independência e na qualidade vida do indivíduo. O
tônus muscular implica na melhora da força, da flexibilidade, no fortalecimento
ósseo e até mesmo na taxa metabólica. Como são grandes catalisadores de
energia, quanto mais ativa e saudável for a musculatura, mais acelerado será o
metabolismo do indivíduo. Ademais, os efeitos subjetivos da saúde muscular
também influenciam significativamente sob a qualidade de vida através da melhora
da auto estima e da própria consciência corporal.
Ter e manter um bom índice de massa magra não é apenas
questão de estética!
Com o passar dos anos, o corpo humano perde gradativamente a
capacidade de desenvolver músculos e mantê-los, influenciando diretamente
na força e no vigor do indivíduo. Esse processo natural, também conhecido
como sarcopenia, é próprio do envelhecimento: estima-se que a partir dos 30
anos de idade haja um decréscimo de 3 a 8% da massa muscular a cada
década, acentuando-se consideravelmente na terceira idade.
A perda muscular surte efeitos negativos que
vão muito além da aparência. Músculos influenciam sob
a capacidade movimentação, de resistência à esforços
e nas funções metabólicas do organismo. A degradação
acentuada desses tecidos pode prejudicar a execução
de tarefas cotidianas devido a redução da força, além
de deixar o corpo mais vulnerável à lesões e fraturas.
Dentre os diversos fatores que podem
influenciar na capacidade do organismo em manter
essas estruturas, o envelhecimento é uma das questões
mais relevantes. Com o passar dos anos, desenvolver e
manter tecido muscular se torna cada vez mais difícil.
Essencial na prevenção e no enfrentamento
dessa deterioração, uma alimentação saudável rica em
proteínas é capaz de fornecer ao organismo nutrientes
essenciais para construção e preservação das fibras
musculares, minimizando esse declínio.
A princípio, a degradação natural dos tecidos musculares é lenta, pouco
perceptível e progressiva, porém, a longo prazo, essa queda pode influenciar
consideravelmente sob a independência do indivíduo e na sua qualidade de vida.
Quando agravada por fatores externos, como sedentarismo e/ou doenças, a
atrofia muscular pode ser mais acentuada, levando a perda de peso significativa,
fadiga constante e diminuição da energia. Isso implica diretamente na saúde, uma
vez que, com menos massa magra, o indivíduo reduz sua capacidade de
mobilidade e estabilidade corporal, ficando mais sujeito à quedas. Com menos
fibras protegendo ossos e articulações, consequentemente, o risco de lesões
também aumenta. Mesmo indivíduos ativos e praticantes regulares de atividades
físicas estão sujeito a sarcopenia. Apesar de não caracterizar uma doença, a
prevenção e enfrentamento da perda muscular gradativa deve ser uma questão a
ser tratada ao longo de toda vida, uma vez que aumenta a vulnerabilidade
durante uma fase que já inspira cuidados.
Os nutrientes estão intimamente ligados no processo de
desenvolvimento da massa magra!
Músculos necessitam de constante estímulo físico para crescer, e tanto a
energia empregada durante o esforço, quanto a recuperação das fibras
musculares após a atividade dependem de diversos micronutrientes
essenciais. Uma musculatura saudável depende de uma boa alimentação,
sobretudo com o oferta adequada de proteínas.
A proteína é um dos
componentes mais importantes do
organismo, são responsáveis pela
construção dos tecidos e também pela
recuperação celular. Na estrutura
muscular seu papel é determinante: é
essencial na recuperação após o esforço
físico, resultando no crescimento desse
tecido. A oferta adequada desse nutriente
é indispensável não somente para o
desenvolvimento dos músculos, mas
também para evitar sua degradação.
Portanto, uma dieta rica em proteínas não deve ser exclusividade daqueles
que praticam atividades físicas regularmente e desejam aumentar a massa magra, o
aporte de proteínas é fundamental na dieta de todas as pessoas que buscam prevenir
a sarcopenia, bem como reduzir os seus efeitos.
A manutenção da massa magra ainda
jovem é a melhor forma de postergar ao máximo
os efeitos da redução natural desses tecido e a
alimentação saudável, com proteínas de boa
qualidade é uma das medidas que possibilitam
manter o tônus muscular a longo prazo. As
proteínas de alto valor biológico estão presentes
principalmente nos alimentos de origem animal
como carnes, ovos, leite e derivados. São
consideradas proteínas completas pois possuem
quantidades adequadas de aminoácidos
essenciais, aqueles que não são sintetizados pelo
organismo e devem ser supridos através da
alimentação.
Fontes:
SILVERTHORN, D.U. Fisiologia humana. Uma abordagem integrada. Porto Alegre:
Artmed, 2010. 992p.
Biologia de Campbell. 10 ed. São Paulo: Artmed, 2019
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/sistema-muscular.htm#:~:text=O%20corpo
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https://www.ufrgs.br/atlasbiocel/pdfs/5Muscular.pdf
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