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Período Antigo e Clássico

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A ORIGEM E EVOLUÇÃO

DAS CIDADES
Períodos antigo e clássico

Profª Estela Maris de Souza

[Link]@[Link]
Urbanismo na antiguidade: Grécia e Roma
Urbanismo grego Urbanismo romano; Vila X Cidade
(polis) - Grécia continuidade

Cidade (polis):

● comunidade de cidadãos
● associação de caráter moral, político e religioso
● sociedade rural: origem da ideia de cidade
● habitações dispersas e com associações políticas independente da ideia urbana
● na prática: se comportam como um ambiente urbano, mas englobam os campos,
burgos e seus cidadãos
O pensamento grego diante dos problemas urbanos
Fundar uma cidade - é um ato político e religioso

Antes da fundação da cidade o oráculo é consultado e no momento do início das obras é


realizado um sacrifício aos deuses.

Fundamentos da solidariedade entre os membros da comunidade civil:

● Religião (culto comum da divindade da polis)


● Natureza defensiva (oposição a outras cidades e aos bárbaros)
● Política (submissão do grupo à vontade coletiva que se exprime pela lei)
Pensadores gregos
Hipócrates - cidade de maneira concreta, estuda os efeitos do ambiente urbano (sítio, localização, natureza do solo,
regime de ventos…) sobre os habitantes (aspecto físico e moral)

Platão e Aristóteles (verdadeira reflexão urbanística)

Platão - Crítias/Leis: princípios da instalação material da cidade

Escolha do sítio: salubridade, vantagens econômicas, clima psicológico e moral (desaconselha os sítios marítimos)

Fixa número ideal de habitantes: 5040

Criação da Acrópole: principais santuários e habitação dos guerreiros

Contra as fortificações, pois enfraqueceria a coragem dos cidadãos


Pensadores gregos
Aristóteles - grande teórico da Grécia Antiga

Escolha do sítio:

● salubre e com facilidade de abastecimento: mar e campo


● questões defensivas: opta por fortificações
● separar água potável da água comum (principalmente nos lugares onde não havia água natural abundante)
● Estrutura urbana: especialização dos bairros segundo sua função

comercial ou
residencial administrativo religioso
artesanal
● duas praças: vida pública e atividades comerciais
● Ruas de acordo com o sistema de Hipódamo
Cidades gregas até o final do século VI
Bairros habitacionais com ruas estreitas e tortuosas, fechadas sobre si mesmas, justapostas ou
dispersas, estendendo-se ao pé ou ao lado de uma colina íngreme onde se encontra uma acrópole.

Acrópole era o local fortificado e símbolo do poder político.

Na cidade baixa - outra estrutura urbana essencial: praça pública ou ágora (tornando-se mais
importante politicamente e religiosamente do que a acrópole com o tempo)

Ágora: local da reunião da assembléia do povo (centro da vida política e administrativa da polis - além
de numerosos cultos)

Nesse momento a Ágora se torna um elemento fundamental do urbanismo grego (constante até o
período helenístico) Enquanto a Acrópole torna-se elemento excepcional
Final do século VII
- Primeira tentativas sistemáticas de planejamento e realização de melhorias na cidade
(através de tiranos)
- Política de urbanismo ativa - objetivo de melhorar a existência da cidade; e um bom
aprovisionamento de água para os habitantes
- Em Atenas, por exemplo, temos a fonte de Samos; criação de esgotos no setor da
Ágora; regularização do traçado das ruas; construção ao pé da Acrópole de um
primeiro templo, Atená.
- Primeira experiência helênica de urbanismo monumental: construção de um
imponente conjunto dórico - ricas cidades coloniais do sul da Itália
Séculos IV e V
Após a queda dos tiranos as obras de melhoramento não têm continuidade.

Atenas é uma exceção e mesmo assim só ocorrem obras na Acrópole.

Importante período urbano em função do aparecimento dos traçados urbanos ortogonais, dos
quadriculados regulares. Já haviam sido utilizados anteriormente, mas só com a reconstrução de
Mileto é que se tem a construção verdadeiramente de um plano ortogonal.

O traçado se espalha pelo mundo grego. Entretanto, não se limita ao traçado geométrico, também leva
em consideração a divisão do espaço urbano em em zonas delimitadas por marcos.

Pireu: zona do porto militar, ágora e santuários, emporion (porto comercial) e vastos setores
residenciais).
Planta do Porto do Pireu, Atenas.
Hipódamo de Mileto ou Hipodamo
Mileto, ca. 498 a.C. — 408 a.C.) foi um
grego antigo, arquiteto, planeador urbano,
médico, matemático, meteorologista e
filósofo.

Tendo vivido no auge do período clássico,


é considerado o "pai" do planeamento
urbano em quadrículas, designado por
"hipodâmico" em sua homenagem.
As cidades helenísticas
Entretanto, toda as fundações
Urbanismo de Mileto - clareza, simplicidade - fiel ao espírito da cidade grega urbanas helenísticas estão
distantes dessa
Época helenística: busca do grandioso e monumental. ex.: Pérgamo magnificência.
Urbanismo de Pérgamo:

- adaptação da cidade a um sítio acidentado


- composição arquitetural prodigiosa: imenso teatro, muros de sustentação com enormes contrafortes, pórticos
com colunas longas e, no topo da acrópole, uma série de santuários e monumentos públicos
- Ao contrário de Pérgamo, outras cidades helenísticas conseguiram seguir os traçados ortogonais. ex.:
Alexandria

Urbanismo de Alexandria:

- quadriculado de Mileto + concepção urbana grandiosa e monumental


- largura excepcional das ruas
- grandiosidade dos edifícios públicos e jardins
- suntuosidade de algumas arquiteturas
Os princípios que compõem o espaço urbano
- Até o século VI - único elemento fortificado: acrópole cidade baixa: desprovida de muralhas
- época clássica: ruas estreitas (pedestres e burros de carga)
- Atenas: ruas mais importantes chegavam a quase 5m enquanto as outras variavam de 1.5 a 3 m de largura.
- Mesmo nas novas cidades ortogonais (Mileto, Priena, Magnésia ou Olinto) - 4 ou 5 m de largura/ principais:
7 a 8 metros.
- Alexandria: ruas simples (7 m) e principais: 20 m
- Época clássica algumas cidades recebem calçamento, mas outras como Atenas, por exemplo, ainda são
cobertas por pedras
- Esgoto a céu aberto. Atenas e Agrigento (esgoto subterrâneo)
- Época helenística - sistema de esgoto sob a calçada recoberta por calçamento de pedra
- Água é levada por aquedutos subterrâneos - fontes públicas - ligações diretas com as habitações
Os princípios que compõem o espaço urbano
- cidade helenística - dispersão de santuários - há acrópoles famosas, mas os santuários fazem parte da trama
urbana. Nas cidades ortogonais, ocupam uma ou duas quadrículas. Não são localizados segundo grandes
perspectivas.
- Ágora - função religiosa também - lugar de números cultos (templos, altares, monumentos de devoção,
estátuas) - simboliza independência da cidade - centro da vida política
- Entretanto, em Atenas a assembléia do povo substituiu a ágora pela Pnix.
- No entorno da ágora: bouletérion (conselho) e Pritaneu (conjunto de magistrados) + atividade comercial
(Platão é Aristóteles repugnavam essa junção)
- Cidades jônicas - ágora tinha uma forma arquitetural bem definida, praça rodeada de de pórticos = stoai e
colunas uniformes.
- Em Atenas só no século II sua ágora toma forma com a construção da stoai
- Teatro, ginásio - equipamentos urbanos de grande porte - inicialmente situados em parques externos
- Ginásios como centros intelectuais: Platão e Aristóteles
- Ginásio como Universidade - mais tarde teriam biblioteca e salas de cursos
Os princípios que compõem o espaço urbano
- Teatros inicialmente - local para culto de Dionísio - nas encostas laterais ou arquibancadas de madeira são
acomodados os espectadores;
- No século IV em Epidauro, Atenas surgem os grandes teatros incrustados na colina tornando-se os mais belos
monumentos das cidades gregas;
- Edifícios privados não tem mais do que um andar e são simples, mas confortáveis em função do poder
aquisitivo. Entretanto, na época helenística encontram-se edifícios luxuosos.
As regras do urbanismo
- Existe na Grécia antiga um verdadeiro direito urbanístico
- sistema de desapropriação pública - grandes obras urbanas

função da assembléia do povo, determinam o montante das indenizações (variam de


acordo com a cidade e muitas vezes as taxas são fixadas pelos decretos votados pelo povo) - nunca na
intenção de lesar o proprietário expropriado.

Preocupação do urbanismo grego: proteger espaço público contra empreendimento privado

Século VI e a partir do século IV tb (Atenas) - demolir balcões e saliências sobre as ruas. Em Atenas
(astínomos - funcionários da limpeza pública):

- impedir os moradores de avançar com suas construções para a rua;


- interditar goteiras aos ar livre;
- supervisionar recolhimento do lixo.
Lei mais completa (cidade de Pérgamo)
Astínomos são encarregados de:

- demolir construções que avancem sobre a via pública


- impedir os particulares de obstruir estradas e entulhar calçadas;
- participar da limpeza dos muros entre casas;
- limpeza das fontes e das canalizações de água;
- manutenção das latrinas públicas e das redes de esgoto.
Grandes obras
Cidades da Grécia:

- decididas pelo povo


- para a execução - comissão especial
- associa aos trabalhos de um arquiteto
- arquiteto - encarregado das decisões técnicas e controlar etapas
- arquiteto - responsável perante a assembléia - administrativo + financeiro
Paisagismo na
GRÉCIA
Plátanos
Grécia - paisagismo
O ambiente mediterrâneo, composto principalmente de colinas,
montanhas e pequenos vales aluviais percorridos por riachos e
rios intermitentes, é um território difícil para agricultura.

Os jardins gregos são caracterizados por não terem uma forma


organizada, natural e simétrica.

Jardim da Ágora de Atenas


Grécia - paisagismo
Com o conceito grego de Bosques Sagrados, os jardins
ficavam próximos a santuários. Eram lugares naturais, sem a
intervenção humana, abençoados e dedicados aos deuses.
Estavam ligados a mitologia grega, eram o lugar onde os
deuses e deusas visitavam a Terra.

A vegetação replicava e ampliava o ritmo da geometria


construtiva, pois eram plantadas de acordo com o ritmo das
colunas.

Jardim da Ágora de Atenas


Grécia - paisagismo
Em sua simplicidade paisagística, os gregos não buscavam o
belo nos jardins. Eles repudiavam aquilo que estava ligado ao
prazer e a estética em torno da natureza, então eram locais
funcionais.

Cultivava-se a fim da subsistência peras, maçãs, uvas,


azeitonas, romãs, figos, trigo para pães, legumes e flores que
brotavam até mesmo dos cultivos destinavam-se aos deuses.
Tendo rosas, íris, cravos, bulbosas floridas, dentre outras.

Com o predomínio do pensamento racional, ponderado e,


determinantemente intelectual, as formas dos jardins remetiam
ao natural. Além disso, é de suma importância citar a presença
de esculturas realistas de figuras humanas e de animais
ornamentando os jardins.
Grécia - paisagismo
Em função da escassez de água, não haviam jardins nas
residências, mesmo as que apresentavam pátios porticados.

Havia, no entanto, uma forma compositiva muito apreciada


que era o Ginásio, local onde aconteciam jogos e se praticava
atividade física. As competições aconteciam em locais
fechados sagrados sombreados por arvoredos.

Esses espaços eram próximos à sítios de culto, tumbas e heróis


e homens honrados. Que compensaram a falta de hortas e
jardins privados ligados às residências.
Grécia - Ginásio
A falta de irrigação constante levou à seleção das plantas que
tinham maior resistência a seca: a oliveira e a videira
prevaleceram como espécies rústicas, adaptadas à morfologia
acidentada dos terrenos de colinas;

A Grécia arcaica foi lugar de origem do Ginásio – jogos ao ar


livre e honra aos deuses e heróis da época.

Colunata do ginásio em Messina antigo, Peloponnesus, Messenia, Grécia

oliveira videira
Grécia - Academias
Akademe foi um dos ginásios mais importantes, mas a partir de
Platão que utilizava o espaço para discussões com seus
discípulos criou-se um novo conceito. Platão transferiu seus
discípulos para um espaço verde, de sua propriedade, onde o
jardim de Platão ficou conhecido como Academia.

E a partir de então outros filósofos fizeram uso de espaços


semelhantes para o ensino de seus discípulos.

Colunata do ginásio em Messina antigo, Peloponnesus, Messenia, Grécia


Jardim das Hespérides
Hera recebera de Gaia lindas maçãs (pomos) de ouro como
presente de seu casamento com Zeus e mandou plantá-las em
seu longínquo jardim, no extremo Ocidente. Ela deu às
Hespérides, ninfas do entardecer e filhas de Atlas, a função de
proteger este jardim. Quando as ninfas começaram a usar os
frutos de ouro para próprio benefício, Hera teve de procurar
um guardião mais confiável. Assim Ladão, o dragão com um
corpo de serpente e cem cabeças, passou a proteger o jardim.

Jardim das Hespérides. Frederick, Lord Leighton, 1892.


Jardim de Dionísio
Um mito se origina em Brasiae, Grécia sobre Dionísio.
Quando bebê, ele e sua mãe, Semele, foram colocados em uma
caixa pelo pai dela, Cadmus, rei de Tebas. Ele estava furioso
com sua filha porque engravidou de Zeus. A caixa foi atirada
no oceano e eventualmente carregada até Brasiae. Os cidadãos
enterraram a mãe morta na campina. Seu filho cresceu em uma
caverna ali próxima. Mais tarde, a campina era, e ainda é,
chamada de jardim de Dionísio.

Jardim das Hespérides. Frederick, Lord Leighton, 1892.


Grécia - decoração e paisagismo
Surgem os elementos decorativos inspirados das folhas
em cerâmicas e nas ordens arquitetônicas clássicas.

O acanto é uma folha muito utilizada nas ornamentações


desde os tempos antigos e medievais, adornavam
capitéis, túmulos e até mesmo roupas. Porém seu
simbolismo não provém de suas belas folhagens e sim
dos espinhos da planta. Assim o acanto simboliza o
triunfo, a vitória de quem soube vencer os espinhos, a
vitória sobre as provações da vida e da morte. Simboliza
também a terra virgem ou a própria virgindade.
Grécia - conclusão
“Enfatizando a harmônica justaposição entre a ordem
natural dos lugares e as geometrias primárias das
arquiteturas, a localização de templos, ágoras e teatros
foi cada vez mais atentamente estudada, para que os
edifícios tirassem partido do espetáculo da paisagem e
agregassem maior significado simbólico”.
Urbanismo
ROMANO
Urbanismo Romano
Os grandes princípios do urbanismo romano:

❖ rito de fundação da cidade = ato sagrado (ritual arcaico - etruscos):


➢ Agouro - assegurar que os deuses não se opõem à criação
➢ Orientatio - determinar os eixos da cidade: o decumanos = 2 ruas principais leste-oeste e cardo - duas
ruas norte-sul) - ORDEM GERAL DO UNIVERSO
➢ Limitatio - traça com arado um sulco na terra que interrompe nos locais das portas (linha de proteção
mágica - Pomerium)
➢ Consagração - proteção dos deuses: Júpiter (rei dos deuses), Juno (rainha dos deuses) e Minerva
(sabedoria e das artes)
Urbanismo Romano
O plano das cidades romanas

❖ emprego sistemático do traçado ortogonal - menos religioso, mais prático


❖ forma de um quadrado ou retângulo onde o cados e decumanus constituem as medianas
❖ As ruas secundárias são traçadas paralelas ao cados e decumanus e cortam as ilhas quadradas ou
retangulares - parte integrante do ritual de fundação da cidade
❖ essa ortogonalidade já existia entre os etruscos, e estes se inspiraram nas cidades jônicas gregas
❖ Normalmente essa concepção conseguia ser melhor adaptada de forma plena em solo virgem.
Entretanto, os romanos reestruturavam integralmente o traçado urbano em aglomerações já
consolidadas.
Os principais elementos urbanos
★ a muralha

Valor religioso - significado mágico do rito de limitação da cidade

Paz romana - em várias regiões as muralhas foram parcialmente demolidas em prol


da expansão urbana

Séc. III (nova insegurança) - enclausuramento novamente - às pressas com o material


deixado pelas demolições anteriores
Os principais elementos urbanos
★ as ruas

Pavimentadas e cercadas de calçadas

Largura: 40 pés (12 m) - decumanus e 6m para cardo (novas cidades do final da República e Alto
Império).

Corinto - sua grande rua tem 24 m de largura (considerando calçadas e pórticos) - para os grandes
desfiles militares

Rua com pórtico: comum nas cidades romanas

Por conta dos pórticos as ruas possuem um grande movimento comercial, pois as pessoas ficavam
abrigadas do sol e chuva
Os principais elementos urbanos
★ o forum
Coração da cidade romana: mercado + local de reunião e encontro + coração da cidade romana

Praça rodeada de edifícios públicos ligados por colunas inspirados nos pórticos das ágoras gregas.

Situado normalmente na intersecção do decumanus com o cardo.

Cidades provinciais: local de encontro das assembléias populares

Onde se constrói o imóvel: de reuniões da cúria e basílica (transações comerciais + atividades oficiais -
justiça pelos magistrados)

Centro da vida religiosa - templo consagrado à tríade capitolina. Sob o Império - predomínio do culto
imperial

Antes dos anfiteatros - no forum acontecem os combates dos gladiadores


Fonte: [Link]
Os principais elementos urbanos
★ os equipamentos públicos
Praça especial destinada aos edifícios de lazer: teatros, circos, anfiteatros e termas

Teatro romano - inspirado no grego (não mais incrustado na rocha) - verdadeiro monumento (local plano)

O circo (longa pista destinada a corridas de carruagem e contornada de grades) - implatado na parte côncava
do terreno

Roma - Circus maximus - depressão entre as colinas do Palatino e Aventino

Anfiteatro - teatro (edifício de pedra e alvenaria) - mais bem acabado = Coliseu paixão dos romanos
pelos combates de gladiadores

Termas = característico do urbanismo romano (deriva do ginásio grego) - nas grandes termas (luxuosas) =
salas consagradas ao passeio e vida social, biblioteca e salas de leitura.
Os principais elementos urbanos
★ os demais equipamentos públicos: palácios, edifícios administrativos, templos, casernas, prisões,
reservatórios, ninfas (fontes), arcos de triunfo, numerosas estátuas que ornam vias e praças públicas
★ Aquedutos: conduzem para a cidade água de fontes distantes - canalizações são destinadas a moradores mais
ricos
★ Pequenas cidades (Pompeia e Ostia) - cada casa tem seu conduto de água
★ Escoamento das águas - rede de esgotos (latrinas públicas e casas particulares)
★ Imóveis coletivos = lugares apropriados destinados ao esgoto ficavam no subsolo
★ Perspectivas monumentais - templos, arcos de triunfo e edifícios são implantados nos eixos das ruas
importantes - Período imperial
★ Urbanismo imperial - busca do grandioso = composição da paisagem urbana + dimensão e decoração dos
edifícios urbanismo de ambições = estéticas + políticas + práticas (financiado pelo imperador,
família e grandes notáveis)
Os principais elementos urbanos
★ as habitações: domus e insulae
São de dois tipos: domus e insulae

Domus = tipo clássico da casa particular romana - família e empregados. São geralmente térreas e ocupam
boa parte do terreno. Alguns são verdadeiros palácios enquanto outros mais modestos.

Insulae = edifícios coletivos de vários andares, divididos em apartamentos de aluguel. Alguns de posse de
uma classe burguesa têm preocupações com o conforto e com a pesquisa arquitetônica. Entretanto, os mais
modestos são sobrepostos, medíocres e sem conforto.

Roma: algumas insulae alcançam 6 ou 7 andares, e os últimos andares são verdadeiros cortiços.
Os problemas urbanísticos da cidade de Roma
Após a independência de Roma a cidade desenvolve-se ao redor do Forum, mas sem
respeitar as vias originais, o decumanus e o cardo primitivo. A cidade republicana
desenvolve-se sem um plano pré estabelecido e com um traçado irregular. Além disso as
ruas são muito estreitas. Alguns privilegiados têm imóveis de luxo espaçosos, mas a
maioria da população se amontoa em imóveis desconfortáveis e com risco de incêndio.
Roma do final da República é uma cidade mal concebida e construída não tendo vias
públicas e nem praças suficientes. Apesar de representar um grande Estado encontrava-se
atrasada com relação ao urbanismo de algumas cidades orientais e da Itália Meridional.
Os problemas urbanísticos da cidade de Roma
O regime Imperial encontra os grandes problemas urbanísticos romanos principalmente no que tange a
população, pois tratava-se de quase um milhão de habitantes. Apesar da definição de altura em 60, 70
pés (mais ou menos 18 metros), podia-se encontrar insulaes de 30m de altura. Com o objetivo de
solucionar a escassez de vias públicas, carros eram proibidos de andar durante o dia.

Os imperadores se preocupavam com a abertura de e alargamento de vias. Isso era facilitado pelos
constantes incêndios. Foram criados locais de circulação de pedestre através de passeios e pórticos
assim como novos foras (áreas comerciais ao lado do Forum). Também constróem novos
equipamentos urbanos como teatros, anfiteatros, termas, basílicas, templos…). Estas obras constituem
grandes obras de urbanismo que transformou a paisagem de Roma levando-a a ser “a rainha das
cidades”.
O tratado de urbanismo de Vitrúvio
De Architectura - obra mais completa - Vitrúvio inspira-se nos teóricos gregos.

Sua maior preocupação: salubridade = sítio, exposição ao ar, água ou localização dos
edifícios públicos e casas.

Rigoroso estudo de ventos para determinar a localização das ruas.

Comodidade e estética urbana - conjunto e detalhes

Imóveis públicos e privados - estudados metodicamente, e para cada caso indica regras e
perigos a serem evitados.
Regime administrativo e jurídico do urbanismo romano
★ as repartições competentes

Como na Grécia - serviços encarregados de limpeza pública e construções

Época Republicana - supervisores de obras _ magistrados = papel essencial nessa questão

Supervisores de obras = deliberam as obras importantes relativas às obras públicas, aos esgotos e aquedutos

Magistrados = responsabilidade da limpeza e conservação; impedir avanços sobre as ruas, obrigar demolição das
casas ameaçadas de ruína

Durante o Império: criados grandes serviços de urbanismo = imperador coloca altos funcionários como tutor das
águas e procurador das ruas
Regime administrativo e jurídico do urbanismo romano
★ a legislação urbanística - A Lei das Doze Tábuas
- determina construção de uma distância de 1.5 m entre casas (chamado ambitus) = objetivo: frear a
propagação de incêndios - também faz papel de rua
- Entretanto, é abandonado em função da elevação do valor do solo urbano. Começa a ser usado o sistema
geminado (paries communis)
- Após grandes incêndios, a ideia retoma, mas o intervalo passa a ser de 3m
- proibição de balcões sobre as ruas
- cobrir as casas com telhas e não madeiras (utilização de materiais não inflamáveis)
- As recomendações não são seguidas.
- Estabelecem o recuo de casas para retificação do traçado
- Havia a preocupação com a altura dos imóveis, mas sem sucesso.
- As casas não podem ser demolidas sem autorização (proteger contra as demolições especulativas)
- Preocupação com a estética urbana - Decreto de Vespasiano e mais tarde Adriano
Regime administrativo e jurídico do urbanismo romano
★ a desapropriação

Não havia um sistema geral de desapropriação. Vários bens eram desapropriado em


nome de um interesse superior. As grandes obras de urbanismo não teriam sido
realizadas sem a coerção dos proprietários em cederem seus bens.
ROMA
Roma - ação sobre a paisagem natural
Sistemas funcionais realizados pelos arquitetos
romanos, na forma de estradas que evidenciaram
uma intensa ação sobre a paisagem e
influenciaram a distribuição territorial das
populações.

As estradas romanas, desenhadas com traçado


retilíneo e ininterruptos, sobrepuseram-se ao
relevo com imponentes obras técnicas.

Rua de Pompeia, antiga cidade romana destruída pelo Vesúvio, após ser
recuperada nas escavações
Roma - centuriações
Política expansionista de Roma que fundava novas colônias nas regiões conquistadas
ou deslocava populações inteiras sob seu domínio para áreas distantes de seus lugares
de origem.

Marca mais incisiva e duradoura que os romanos sobrepuseram ao ambiente natural


foram as centuriações (mensurar e dividir os territórios em repartições regulares –
708x708m).

O centúrio foi o sistema pelo qual os romanos organizaram o território agrícola, com
base no esquema que já adotaram na castra e na fundação de novas cidades.
Caracterizou-se pelo arranjo regular, de acordo com um padrão ortogonal, de estradas,
canais e parcelas agrícolas destinados à atribuição a novos colonos.
Roma - Lucus
Foi na época romana que parques e jardins receberam uma
diversificação tipológica e uma forma de integração com a cidade
como jamais havia acontecido antes. Roma nasceu sobre colinas
cobertas de bosques que garantiram um ambiente propício à caça e ao [Link]
[Link]
pastoreio.

No entanto, com o crescimento das cidades esses bosques diminuíram


tornando-se faixas preservadas que carregavam a tradição da
fundação das cidades assim como evocavam mitos dessa fundação.

Eram conhecidos como lucus, bosques sagrados que se identificavam


com a própria história da cidade.

Forum Pacis
Roma - Hortus (jardins domésticos)
Os primeiros jardins romanos eram os HORTUS, destinados ao
cultivo de legumes, ervas, frutas e também flores. No entanto, com o
crescimento da mão de obra escrava, a produção agrícola ligou-se a
propriedades cada vez maiores, afastando-se do ambiente urbano.

Os espaços hortus mudou progressivamente o seu caráter e, os jardins


de recreação vieram aparecer somente no final do século II a.C,
caracterizando-se por apresentar um traçado metódico e ordenado,
sendo composto por estátuas (saqueadas da Grécia), fontes,
pergolados e bancos, dispostos de forma regular e retilínea.
Roma - jardins romanos
O jardim romano foi influenciado pelas artes gregas, com
monumentos e estátuas, e integrava-se às residências. Os
jardins eram metódicos e ordenados, os muros eram
revestidos de trepadeiras. O elemento mais valorizado era a
arquitetura; a ideia predominante, a interpenetração da casa e
do jardim. Muitas vezes, para ampliar a sensação de
interpenetração, os muros do fundo do jardim eram pintados
com paisagens, árvores, fontes e outros elementos.
Cultivavam-se plantas ornamentais e plantas úteis.

Casa dos Vettii, Pompéia. Planta e átrio. BENÉVOLO, 1982, p. 192 & COLE, 2001, Atrium.

[Link]

[Link]
a
Roma - jardins romanos
O jardim romano foi influenciado pelas artes gregas, com
monumentos e estátuas, e integrava-se às residências. Os jardins eram
metódicos e ordenados, os muros eram revestidos de trepadeiras. O
elemento mais valorizado era a arquitetura; a ideia predominante, a
interpenatração da casa e do jardim. Muitas vezes, para ampliar a
sensação de interpenetração, os muros do fundo do jardim eram
pintados com paisagens, árvores, fontes e outros elementos.
Cultivavam-se plantas ornamentais e plantas úteis.

Jardim Getty Villa


Roma - trompe l’oeil
Subordinados à arquitetura, os jardins eram organizados e
metódicos. Com a técnica do trompe l’oeil, que significa
“engana olho”, pintavam as paredes internas dos peristilos
(pátio aberto, com um jardim ao centro incorporado à própria
casa. Este jardim interno era rodeado por colunas que
sustentavam o telhado) com imagens da natureza: pessegueiros,
macieiras, pássaros, flores. Como um prolongamento do
ambiente, não terminando com a parede que, por vezes esta,
quando não pintada era revestida de trepadeiras.
Ruínas de Peristylium: Casa dei Vettii, Pompéia
Roma - Villas Rústicas x Villas urbanas
O termo Villa indicava, para os romanos, uma construção meio ao verde, fora dos muros da
cidade. Na época imperial prevaleceu o hábito de distinguir a villa rústica, uma verdadeira
fazenda, da villa urbana, cuja denominação não se referia tanto à localização territorial
quanto ao seu caráter de moradia sensorial.

Do ponto de vista compositivo, os jardins das vilas apresentavam uma organização


geometrizada que descendia da própria arquitetura do edifício, adaptando-se, entretanto, à
morfologia da paisagem.

Ainda havia as villas imperiais, uma das mais importantes era a Villa Adriana. Mais que um
tranquilo retiro de campo, a vila apresentava-se, portanto, como uma summa temática, uma A Vila Adriana, mansão construída pelo Imperador
Adriano
paisagem para as meditações do imperador a propósito do vasto, rico e maduro mundo
[Link]
civilizado romano que ele governava. n-animation/
Roma - topiaria
As coníferas, os plátanos, assim como os gregos e as frutíferas,
como amendoeira, pessegueiro, macieira e videira eram os
principais tipos de plantações romanas.

Os ciprestes, louro-anão e os buxos eram utilizados para a arte


topiária que consiste na poda destas em formatos geométricos,
humanos ou de animais, substituindo as estátuas.
Jardim Le Notre. Arte topiária romana

coníferas amendoeiras peônias plátanos

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