DEMONSTRAÇÃO DOS
FLUXOS DE CAIXA (DFC)
Contabilidade Empresarial
Prof. João Carlos Domingues
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Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
Pronunciamento Técnico CPC 03: Demonstração dos Fluxos de Caixa.
Obrigatória com a Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007.
Obrigatória nos EUA desde 1988. A DFC resume num só relatório as
variações do Disponível da empresa (Caixa + Bancos).
A (DFC) indica a origem de todo dinheiro que entrou no caixa, bem
como a aplicação de todo o dinheiro que saiu do caixa em
determinado período, e ainda, o resultado do fluxo financeiro.
A rigor, a intitulação DFC não é a mais correta, uma vez que engloba
as contas de caixa e bancos. Dessa forma, seria mais adequado
denominar Demonstrativo do Fluxo Disponível (DFD)
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Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
Transações que aumentam o caixa:
Integralização de Capital pelos sócios.
Empréstimos Bancários e Financiamentos.
Venda de itens do ativo não-circulante.
Recebimento de vendas.
Transações que diminuem o caixa:
Pagamento de dividendos.
Pagamento de juros.
Aquisição de Ativos Imobilizado.
Compra a vista.
Pagamento de despesas, contas a pagar. 3
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
Formas de apresentação:
I. Método Direto: Explicita as entradas e saídas brutas de
dinheiro dos principais componentes das atividades
operacionais. O saldo final das operações expressa o
volume líquido de caixa provido ou consumido pelas
operações durante um período.
II. Método Indireto: Faz a conciliação entre o lucro líquido e
o caixa gerado pelas operações, por isso é também
chamado de método da reconciliação. Em princípio,
assume-se que todo o lucro afetou diretamente o caixa.
Sabe-se que isso não corresponde à realidade, e daí
procede-se os ajustes. 4
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)
Formas de apresentação:
Fluxo das Atividades Operacionais: abrange transações que
envolvem a consecução do objeto social da empresa, como receitas
recebidas, recebimento de duplicatas, pagamento de fornecedores,
pagamento de despesas operacionais.
Fluxo das Atividades de Financiamento: Toda captação de
empréstimos e de recursos deve ser incluída nesse grupo.
Fluxo das Atividades de Investimento: Transação de compra e
venda de ativos permanentes e de ativos imobilizados utilizados na
produção.
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DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU
PREJUÍZOS ACMULADOS (DLPA)
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL)
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Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Lucros Acumulados significam lucros retidos remanescentes: não
distribuídos para os proprietários e sem um destino certo, isto é, não
canalizados para reservas, aumentos de capital, etc.
Conta normal do PL, com uma característica singular: pode apresentar
no inicio ou no final do exercício dois tipos de saldo, ou “zero” ou
“devedor”.
Em se tratando se Sociedades Anônimas ou Sociedades Limitadas de
Grande Porte, o saldo deverá ser zero.
A DLPA objetiva explicar os motivos das variações nos Lucros ou
Prejuízos Acumulados. 9
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
DLPA
Saldo no Início Saldo no Final
Lucros Lucros
+ ....... - ........... + .......... + ...........
Acumulados Acumulados
Qual a destinação do Lucro Líquido apurado na DRE? Qual a
distribuição? Somando-se o Lucro Líquido do exercício ao saldo de
Lucros Acumulados já existente, apuramos o lucro a disposição dos
proprietários da empresa para ser distribuído.
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Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Em $ mil
(+) Saldo em 31-12-X2 (ou saldo inicial em 1-1-X3) XXXX
(+/-) Ajustes de Exercícios Anteriores XXXX
(+) Reversão de Reservas XXXX
(+) Lucro Líquido do Exercício em X3 XXXX
(+) Saldo Disponível XXXX
(-) Proposta da Administração para a Destinação do Lucro
(-) Reserva Legal (XXXX)
(-) Reserva Estatutária (XXXX)
(-) Reserva para Contingência (XXXX)
(-) Reserva Orçamentária (para expansão) (XXXX)
(-) Reserva de Lucros a Realizar (XXXX)
(-) Dividendos (XXXX)
(=) Saldo em 31-12-X3 XXXX
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Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Ajustes de Exercícios Anteriores
Mudanças de critérios contábeis: avaliação de estoques, regime de
contabilização, método de avaliação de investimento.
Tais mudanças deverão ser ajustadas ao saldo de Lucros Acumulados
e nunca ao Resultado do Exercício.
Reversão de Reservas
Parcelas, deduzidas do lucro, destinadas a certo fins específicos,
podem, em exercícios futuros, serem reincorporadas ao lucro.
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Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
Lucro Líquido do Exercício
Apurado pela DRE pelo regime de competência.
Proposta da Administração para Destinação do Lucro
Destinação dada ao Lucro. Constituem as reservas.
[Link] Legal: Do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados,
antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal,
que não excederá de 20% do capital social. A reserva legal tem por
fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser
utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital (lei 6.404,
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Art. 193).
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
ii. Reserva Estatutária: O estatuto poderá criar reservas desde
que, para cada uma: I - indique, de modo preciso e completo, a
sua finalidade; II - fixe os critérios para determinar a parcela anual
dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; e III -
estabeleça o limite máximo da reserva (lei 6.404, Art. 194).
iii. Reserva para Contingência: A assembléia-geral poderá, por
proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro
líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em
exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda
julgada provável, cujo valor possa ser estimado. § 2º A reserva
será revertida no exercício que ocorrer ou não a perda (lei 6.404,
Art. 195). 14
Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)
iv. Reserva Orçamentária (Retenção de Lucros): A assembléia-
geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar
reter parcela do lucro líquido do exercício prevista em orçamento
de capital por ela previamente aprovado.
v. Reserva de Lucros a Realizar: Reserva de Lucro a realizar
poderá ser deduzida do Lucro Líquido do exercício, sendo
revertida em exercícios futuros quando houver a realização
financeira.
vi. Dividendos: Parte do lucro que se destina aos acionistas da
companhia.
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Definições Legais sobre Dividendos – Lei 11.638/07
?
Quem estabelece qual a parcela do lucro se converterá em
dividendo obrigatório
O estatuto da própria sociedade.
... e diz se será porcentagem do próprio lucro, ou do capital
social, ou valor fixo por ação ou fixará outros critérios para
determiná-lo.
Definições Legais sobre Dividendos – Lei 11.638/07
Se o estatuto for omisso, fica determinada por lei a fórmula:
50% do lucro líquido após ajustes de:
(-) Reserva Legal
(-) Reservas Para Contingências
(-) Reserva de Lucros a Realizar
(+) Reversão de Reservas para Lucros/Prejuízos Acumulados
Definições Legais sobre Dividendos – Lei 11.638/07
Se o estatuto da companhia for omisso com relação a distribuição de
dividendos e a assembleia de acionistas decidir disciplinar norma
sobre a matéria, o dividendo obrigatório não pode ser inferior a 25%
do lucro ajustado.
Os acionistas preferenciais adquirem direito de voto em assembleia
caso a empresa, em prazo de tempo previsto em seu estatuto, e não
superior a três anos, não distribuir dividendos.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
evidencia a movimentação de diversas (todas) contas do PL ocorrida
durante exercício.
Todo acréscimo ou diminuição do PL são evidenciadas por meio desta
demonstração, bem como a formação e utilização das reservas.
A DMPL é mais completa e abrangente que a DLPA. Se elaborada a
DMPL, não há necessidade de apresentação da DLPA, uma vez que
aquela inclui esta.
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
a) Indica-se uma coluna para cada conta do Patrimônio Líquido.
b) Nas linhas horizontais para cada conta do Patrimônio Líquido,
indicaremos as movimentações das contas no mesmo estilo que
fizemos com a DLPA.
c) As seguir, faremos as alterações e/ou subtrações com as
movimentações.
Empresas sujeitas à Lei nº 11.638/07 não poderão ter saldo positivo
na conta Lucros Acumulados.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR
ADICIONADO (DVA)
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Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Contexto: Maior pressão da sociedade por postura social e
ambientalmente correta por parte das empresas. Comum nos países
da Europa Ocidental.
Objetivo da DVA: “evidenciar a contribuição da empresa para o
desenvolvimento econômico-social da região onde está instalada,
discriminando o que a empresa agrega de riqueza à economia local e,
em seguida, a forma como distribui tal riqueza”.
Essa demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de valor
aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou
consumidos durante determinado período. É uma reorganização da
DRE. Principal item do Balanço Social. 23
Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
É uma demonstração contábil que converge para uma visão
econômica, pois demonstra:
A riqueza criada pela empresa
De que forma esta riqueza é distribuída
DRE: Demonstra apenas a riqueza do acionista (lucro líquido).
Parcelas destinadas a salários, remuneração do capital de terceiros e
impostos são tratadas como despesa.
DVA: Apresenta toda a riqueza criada pela empresa e de que forma
ela foi distribuída: Pessoal, Governo, Credores e Acionistas.
Lei 11.638/07 torna obrigatória a DVA para as Companhias Abertas. É
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uma prática antiga no Brasil (1996).
Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
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Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 31-12-X1 31-12-X2
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Outras receitas
1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios
1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição)
2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
(inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS)
2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos
2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.3) Perda / Recuperação de valores ativos
2.4) Outras (especificar)
3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
6.3) Outras
7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
8.1) Pessoal
8.2) Impostos, taxas e contribuições
8.3) Remuneração de capitais de terceiros 26
8.4) Remuneração de Capitais Próprios
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30
Obrigado !!!
João Carlos de Aguiar Domingues
joaocarlosdomingues@[Link]
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