Lab.
de Sistemas de Controle
Universidade Estadual Paulista
Faculdade de Engenharia de Bauru
Departamento de Engenharia Elétrica
LABORATÓRIO DE SISTEMAS DE CONTROLE
Capítulo 01
Introdução
Prof. Dr. José Alfredo Covolan Ulson
ulson@[Link]
LSI – cap 01 – v1
Introdução Capítulo 01
Controle de processos!!!! O que é isso???
Diagrama de blocos de chuveiro com misturador
Diagrama de fluxo de um chuveiro com misturador
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 2
Introdução Capítulo 01
Controle de processos = termo utilizado para se referir a
sistemas que têm por objetivo manter certas variáveis de uma
planta industrial entre os seus limites operacionais desejáveis.
– Vantagens do controle de processos: produção mais eficiente
visando o aumento do
• Melhoria, em qualidade, do produto;
consumo e do lucro
• Aumento, em quantidade, da produção;
• Minimização da necessidade de reprocessamento;
• Aumento da confiabilidade dos sistemas
• Aumento da segurança da planta
• Liberação do operador de uma série de atividades repetitivas e
perigosas.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 3
Introdução Capítulo 01
Controle de processos
– Inicio: Revolução Industrial, século XVIII, Inglaterra
– Grandes avanços: períodos das grandes guerras
– Atual: sistemas de controle digital e “inteligente”
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 4
Introdução Capítulo 01
Controle de processos
– Envolve muitas áreas do conhecimento:
• Física, Matemática, Química...
• Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia de
Materiais...
• Ciência da Computação;
• Engenharia de Meio Ambiente;
• Controle de qualidade......
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 5
Introdução Capítulo 01
Controle de processos
– Em malha aberta: são sistemas de controle nos quais a variável
controlada não tem efeito na ação de controle. Ou seja, a variável
controlada não é medida nem realimentada. Só pode ser usado se a
relação entre a entrada e saída for conhecida e não houver distúrbios
internos ou externos.
– Em malha fechada: são sistemas de controle no qual a saída tem
efeito direto na ação de controle, isto é, são sistemas realimentados.
A grande vantagem é que a realimentação torna a resposta do
sistema relativamente insensível a distúrbios externos e variações de
parâmetros do sistema.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 6
Introdução Capítulo 01
Controle regulatório x Servomecanismos
– Controle regulatório: deseja-se manter uma variável próximo a um valor
desejado;
– Servomecanismo: deseja-se seguir um valor desejado;
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 7
Introdução Capítulo 01
Fases de um projeto de um sistema de controle de
processos
1. Projeto básico: Análise do processo e definição de uma estratégia de
controle (algoritmos e instrumentação necessária);
2. Detalhamento e implantação: Cuidados com instalação da
instrumentação e com configuração dos sistemas de controle (CLP
e/ou SDCD);
3. Fase de operação e manutenção: sintonia dos controladores e
possíveis alterações das mesmas em função de mudanças
operacionais.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 8
Introdução Capítulo 01
Leis de Luyben:
1. “O sistema de controle mais simples que atende aos quesitos é o
melhor”
2. “Conhecer o processo é quesito fundamental para controlá-lo”
Para sintonizar de um controlador é necessário conhecer:
A estratégia de controle proposta;
A dinâmica do processo;
O algoritmo de controle utilizado;
O critério de desempenho desejado da malha.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 9
Introdução Capítulo 01
Processo
– Definição: operação onde varia pelo menos uma característica física
ou química.
– Exemplo: Tanque de aquecimento contínuo.
Te (t)
q (t)
M
Ts (t)
q(t)
V
Ts
P(t)
Welétrica
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 10
Introdução Capítulo 01
Te (t)
Projeto do processo q (t)
M
Ts (t)
q(t)
Exemplo: V
Ts
P(t)
Qual a quantidade de calor
para que Te atinja TR ?
Welétrica
– Dimensiona-se o equipamento de modo a fornecer a quantidade de calor
adequada aos objetivos do processo:
• Balanço material: qe = qs = q
• Balanço térmico: Q = q.c.(TR - Te) para que Ts = TR
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 11
Introdução Capítulo 01
Controle feedback (FB)
– Controle por realimentação (feedback): o controle é feito com base na
comparação entre o resultado obtido e o desejado. Esta abordagem é
muito utilizada nas plantas industrias.
Te (t)
qm (t)
M
Ts (t)
qm (t)
V
Ts
TR
P(t)
TT TC
Controlador
Feedback
Welétrica
p(t)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 12
Introdução Capítulo 01
Diagrama de blocos – Controle Feedback
Distúrbios
Controlador
Tsp T
+ Lei de Elemento deP
Km Processo
[°C] [V] [V] Controle [V] controle [°C]
[W]
-
[V] [°C]
Transdutor
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 13
Introdução Capítulo 01
Identificação dos elementos
– Processo: seqüência de fenômenos físicos e/ou químicos
objetivando um determinado fim.
– Transdutor: dispositivo que converte energia de uma variável do
processo em uma informação na forma elétrica ou pneumática.
– Controlador: elemento que determina a ação de controle.
– Elemento de controle: dispositivo que tem a ação direta sobre
uma variável do processo (atuador).
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 14
Introdução Capítulo 01
Terminologia (1)
– Variáveis controladas (PV): são as variáveis de saída que
quantificam ou qualificam o produto final. Também chamadas de
variáveis de processo.
– Variáveis manipuladas (MV): são variáveis de entrada que são
ajustadas dinamicamente de forma a manter as variáveis
manipuladas nos respectivos valores desejados (set-point (SP)).
– Variáveis distúrbio: também chamadas de variáveis de carga, são
aquelas que podem impor desvios às variáveis controladas em
relação ao set-point.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 15
Introdução Capítulo 01
Terminologia (2)
– Mudança de set-point: impõe mudanças nas condições de
operação. O SP deve ser ajustado de forma a atingir as novas
condições de operação desejadas.
– Mudança nos distúrbios ou variações de carga: quando um
distúrbio ocorre, o processo fica sujeito a um comportamento
transitório. O sistema de controle deve ser capaz levar as
variáveis controladas aos seus respectivo valor de SP.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 16
Introdução Capítulo 01
Tipos de controladores feedback empregados em
processos industriais:
• Controlador on-off (liga-desliga)
• Controlador P (proporcional)
• Controlador PI (proporcional-Integral)
• Controlador PD (proporcional-derivativo)
• Controlador PID (proporcional-integral-derivativo)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 17
Introdução Capítulo 01
Controle feedforward (FF)
– Controle feed-forward (chamado às vezes de preditivo): o controle é
feito com base nos dados de entrada. Para sua aplicação, o controlador
deve entender as relações de causa e efeito relativos ao processo.
Te (t)
qm (t) M
FT Ts (t)
Usado quando o tempo TT
qm (t)
morto e a constante de TR V
FC TC Ts
tempo do processo for P(t)
grande. Controlador
Feedforward
Welétrica
p(t)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 18
Introdução Capítulo 01
Controle feedback-feedforward (FB/FF):
Te (t)
qm (t) M
FT TT Ts (t)
qm (t)
TR* V
FC TC Ts
TR
P(t)
TT TC
Controlador
Feedforward
Controlador
Feedback
Welétrica
p(t)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 19
Introdução Capítulo 01
Operação do processo
– Supondo que Te esteja sujeita a perturbações, qualquer uma das
estratégias a seguir poderia ser utilizada:
Variável Variável Variável
Método Categoria
controlada medida manipulada
1 TR TE P FB
2 TR TE P FF
3 TR TS qm FB
4 TR TE qm FF
5 TR TE e TS P FF/FB
6 TR TE e TS qm FF/FB
7 TR Aumentar a capacitância do sistema projeto
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 20
Introdução Capítulo 01
Exemplos de abordagens avançadas de controle
Controle de razão
Fluxo de carga L
Controlador de Razão
L
Rd
Divisor Set-point Rd
Fluxo controlado M
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 21
Introdução Capítulo 01
Exemplos de abordagens avançadas de controle
Controle em cascata
Gases da
combustão
Set point
Óleo
quente
Óleo
frio
gás
Fornalha
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 22
Introdução Capítulo 01
Exemplo
• Controle adaptativo
– Um sistema de controle adaptativo é aquele que
mede, de forma continua, as características
dinâmicas do processo, as compara com as
características desejadas, e usa a diferença para
ajustar os parâmetros do controlador ou gerar um
sinal atuante de forma a ter-se um desempenho
ótimo; alternativamente, o sistema pode medir seu
próprio índice de desempenho e modificar, se
necessário, seus parâmetros de forma a manter o
desempenho ótimo.
Característica fundamental:
– OBS: sistema de controle que opera de forma
ótima do ponto de vista de máximo “lucro” podem auto-organização
ter características transitórias indesejáveis.
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 23
Introdução Capítulo 01
Exemplo
• Controle inteligente
– Um sistema de controle inteligente é aquele que
capaz de reconhecer características e padrões
familiares de uma situação e que usa suas
experiências passadas e aprendidas para se
comportar de forma ótima.
– Ferramentas utilizadas: RNA, Lógica Fuzzy,
Computação evolutiva.
– Aplicados em sistemas não lineares e críticos
Característica fundamental:
Capacidade de aprendizado e generalização
do conhecimento
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 24
Introdução Capítulo 01
Exemplos (processos contínuos)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 25
Introdução Capítulo 01
Exemplos (processos batelada)
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 26
Introdução Capítulo 01
FIM
Prof. José A. C. Ulson Laboratório de Sistemas de Controle 27