Deontologia e legislação farmacêutica
DEONTOLOGIA E LEGISLAÇÃO
FARMACÊUTICA
Aula 2: Instituições
profissionais
AULA 2: INSTITUIÇÕES
Deontologia e legislação farmacêutica
1. Criação dos Conselhos de Classe Federal e Regionais;
2. Atribuições dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia;
3. Atribuições dos sindicatos de classe;
4. Atribuições das associações profissionais.
AULA 2: INSTITUIÇÕES
Atos Administrativos
Lei
Deriva do poder legislativo
Regra jurídica escrita, instituída pelo legislador no cumprimento de um
mandato, outorgado pelo povo
Esferas:
Federal Estadual Municipal
Senadores Deputados Vereadores
Objetivo:
-Equilíbrio entre as relações do homem na sociedade,
-direitos e deveres.
Atos Administrativos
Decreto
Emana do chefe do poder executivo: (Presidente da República, Governador, Prefeito)
Nomeações e regulamentações de leis
Portaria / Resolução
Documento de ato administrativo de qualquer autoridade pública, que não o chefe
do poder executivo
Contém:
-instruções acerca da aplicação de leis ou regulamentos,
-recomendações de caráter geral, normas de execução de serviço,
-nomeações, demissões, punições, ou qualquer outra determinação de sua
competência.
Deontologia e legislação farmacêutica
Conselhos profissionais
Por que surgiram os conselhos profissionais?
•União:
• Legislar a respeito do exercício de profissões,
•Fiscalizar o cumprimento da legislação que regem o exercício de atividades profissionais;
•Conselhos profissionais →fiscalizar o exercício de profissões regulamentadas
• Conselhos profissionais → Administração Pública federal indireta e ter personalidade jurídica de direito
público, conhecidas como autarquias.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Conselhos profissionais
Regulamentação ocupacional ou profissional
•Conjunto de diretrizes, padrões, ou procedimentos instituídos pelo governo, pelas comunidades e grupos
sociais para conformar o comportamento dos agentes nas diversas atividades econômicas e sociais;
•Implica em um privilégio concedido pelo Estado a partir do reconhecimento da utilidade pública
daquela atividade;
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Deontologia e legislação farmacêutica
Conselhos profissionais
Conselho Federal de Farmácia
•É uma autarquia pública federal, dotada de personalidade jurídica de direito público, autonomia
administrativa e financeira, destinada a zelar pela fiel observância dos princípios da ética e da disciplina dos
que exercem atividades farmacêuticas no País;
•É o órgão supremo dos Conselhos Regionais, com jurisdição em todo território nacional e no Distrito
Federal;
•Missão - valorização do profissional farmacêutico, visando a defesa da sociedade.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Conselhos profissionais
Conselho Federal de Farmácia
•Cabe ao Conselho Federal de Farmácia a regulamentação da profissão farmacêutica;
•A profissão farmacêutica foi reconhecida pelo Decreto nº 20377/31 que delimita o Âmbito de Atuação
do Profissional Farmacêutico.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Conselho de farmácia
Criação do Conselho de Farmácia
Lei nº 3820, de 11 de novembro de 1960
Cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia,
e dá outras providências.
Lei nº 9120/1995 introduz algumas atualizações, relativas à
duração do mandato da Diretoria, e a algumas atribuições do
CFF.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Conselho de farmácia
Lei nº 3820, de 11 de novembro de 1960
•Art. 2º - O Conselho Federal de Farmácia é o órgão supremo dos Conselhos Regionais, com jurisdição em
todo o território nacional e sede no Distrito Federal;
•Definição dos membros dos conselhos (privativo a farmacêuticos), eleição e tempo de mandato.
•Organização do CFF e CRF
•Diretoria;
•Presidente, Vice-presidente, Secretário-geral e Tesoureiro;
•Plenária.
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Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Art. 6º - Atribuições do Conselho Federal- Gerais
• organizar o seu regimento interno;
• eleger, a cada biênio, sua diretoria, composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretário-
Geral e Tesoureiro (Lei nº 9.120, de 27.10.1995)- Obrigatoriedade de ser farmacêutico;
• aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando- se
necessário, para manter a unidade de ação;
• dirimi dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais;
• julgar em última instância os recursos das deliberações dos Conselhos Regionais;
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Atribuições do Conselho Federal - Legislação
• expedir as resoluções que se tornarem necessárias para a fiel interpretação e
execução da presente lei;
• propor às autoridades competentes as modificações que se tornarem
necessárias à regulamentação do exercício profissional, assim como colaborar
com elas na disciplina das matérias de ciência e técnica farmacêutica, ou que, de
qualquer forma digam respeito à atividade profissional;
• organizar o Código de Deontologia Farmacêutica;
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Atribuições do Conselho Federal – Atividades profissionais
• Deliberar sobre questões oriundas do exercício de atividades afins às do farmacêutico;
• ampliar o limite de competência do exercício profissional, conforme o currículo escolar ou
mediante curso ou prova de especialização realizado ou prestada em escola ou instituto
oficial;
• expedir resoluções, definindo ou modificando atribuições ou competência dos profissionais
de farmácia, conforme as necessidades futuras; “As questões referentes às atividades afins
com as outras profissões serão resolvidas através de entendimentos com as entidades
reguladoras dessas profissões”.
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Atribuições do Conselho Federal:
• Fixar a composição dos Conselhos Regionais, organizando-os à sua semelhança e
promovendo a instalação de tantos órgãos quantos forem julgados necessários,
determinando suas sedes e zonas de jurisdição.
• Zelar pela saúde pública, promovendo a assistência farmacêutica; (Incluída pela Lei nº 9.120
, de 27.10.1995).
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Art. 10. Atribuições do Conselhos Regionais :
• Registrar os profissionais de acordo com a presente lei e expedir a carteira profissional;
• examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das
infrações desta lei e decidir;
• fiscalizar o exercício da profissão, impedindo e punindo as infrações à lei, bem como
enviando às autoridades competentes relatórios documentados sobre os fatos que
apurarem e cuja solução não seja de sua alçada;
• organizar o seu regimento interno, submetendo-o à aprovação do Conselho Federal;
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
Art. 10. Atribuições do Conselhos Regionais :
• Sugerir ao Conselho Federal as medidas necessárias à regularidade dos serviços e à
fiscalização do exercício profissional;
• eleger seu representante e respectivo suplente para o Conselho Federal.
(Redação dada pela Lei nº 9.120, de 27.10.1995)
• dirimir dúvidas relativas à competência e âmbito das atividades profissionais farmacêuticas,
com recurso suspensivo para o Conselho Federal
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960- Eleições
O mandato dos membros dos Conselhos Regionais é privativo de farmacêuticos de
nacionalidade brasileira, será gratuito, meramente honorífico (
Redação dada pela Lei nº 9.120, de 27.10.1995).
O mandato da diretoria dos Conselhos Regionais terá a duração de dois anos, sendo seus
membros eleitos através do voto direto e secreto, por maioria absoluta. (Incluído pela Lei nº
9.120, de 27.10.1995)
A resolução 604/2014 CFF determina que, para exercer seu direito de voto nas eleições para
o CRF-RJ, o farmacêutico deve estar quite com qualquer tipo de débito junto ao Conselho.
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Quadros e Inscrições
• Somente aos membros inscritos nos Conselhos Regionais de Farmácia será permitido o
exercício de atividades profissionais farmacêuticas no País.
• Em cada Conselho Regional serão inscritos os profissionais de Farmácia que tenham
exercício em seus territórios e que constituirão o seu quadro de farmacêuticos.
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960:
CAPíTULO II- Dos Quadros e Inscrições
Para inscrição no quadro de farmacêuticos dos Conselhos Regionais é necessário, além dos
requisitos legais de capacidade civil:
1) ser diplomado ou graduado em Farmácia por Instituto de Ensino Oficial ou a este
equiparado;
2) estar com seu diploma registrado na repartição sanitária competente;
3) não ser nem estar proibido de exercer a profissão farmacêutica;
4) gozar de boa reputação por sua conduta pública, atestada por 3 (três) farmacêuticos
inscritos- Ex: Médico registro caçado no CFM.
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 – Inscrições no CRF
• Qualquer membro do Conselho Regional, ou pessoa interessada, poderá representar
documentadamente ao Conselho contra o candidato proposto.
• Em caso de recusar a inscrição, o Conselho dará ciência ao candidato dos motivos de recusa,
e conceder-lhe-á o prazo de 15 (quinze) dias para que os conteste documentadamente e
peça reconsideração.
• Serão inscritos, em quadros distintos, não farmacêuticos responsáveis ou auxiliares técnicos
de laboratórios industriais farmacêuticos, laboratórios de análises clínicas e laboratórios de
contrôle e pesquisas relativas a alimentos, drogas, tóxicos e medicamentos.
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Dos Quadros e Inscrições
• Os Conselhos Regionais expedirão carteiras de identidade profissional, aos quais habilitarão
ao exercício da respectiva profissão em todo o País.
• No caso em que o interessado tenha de exercer temporariamente a profissão em outra
jurisdição, apresentará sua carteira para ser visada pelo Presidente do respectivo Conselho
Regional.
• Se o exercício da profissão passar a ser feito, de modo permanente, em outra jurisdição (por
mais de 90 dias) o, ficará obrigado a inscrever-se no respectivo Conselho
Regional. (Sapucaia- Além Paraíba)
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Anuidades e Taxas
• O profissional de Farmácia, para o exercício de sua profissão, é obrigado ao registro no
Conselho Regional de Farmácia a cuja jurisdição estiver sujeito, ficando obrigado ao
pagamento de uma anuidade ao respectivo Conselho Regional até 31 de março de cada ano
(mora de 20% quando fora desse prazo).
Farmacêutico: R$ de R$ 522,19 (2018)
• As empresas que exploram serviços para os quais são necessárias atividades profissionais
farmacêuticas pagam uma anuidade (mora de 20% quando fora do prazo).
Os Conselhos Federal e Regionais cobrarão taxas pela expedição ou substituição de carteira
profissional.
As empresas e pagam certidão de Regularidade
Instituições profissionais- CFF e CRF
Taxas CRF- RJ:
CAPíTULO III- Das Anuidades e Taxas
Anuidade: R$ R$ 522,19
Taxa de 1ª Inscrição: R$ 61,50
Registro de Diploma, carteira de Identidade profissional,
cédula de Identidade profissional: R$ 71,21
Multa ausência eleição: 50% anuidade
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Das Penalidades e sua Aplicação
• O poder de punir disciplinarmente compete, ao Conselho Regional em estiver inscrito
• As penalidades disciplinares serão as seguintes:
I) Advertência ou censura: aplicada sem publicidade, verbalmente ou por ofício, chamando a
atenção do culpado para o fato brandamente no primeiro caso, energicamente e com
emprego da palavra "censura" no segundo;
II) Multa: cabíveis no caso de terceira falta e outras subsequentes, a juízo do Conselho
Regional a que pertencer o faltoso; (vide Lei nº 4.817, de 03.11.1965)
III) Suspensão de 3 (três) meses a um ano, que serão impostas por motivo de falta grave,
de pronúncia criminal ou de prisão em virtude de sentença
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Das Penalidades e sua Aplicação
IV) eliminação:
•Perda de algum dos requisitos dos arts. 15 e 16 para fazer parte do Conselho Regional de
Farmácia,
•de incontinência pública e escandalosa ou de embriaguez habitual;
•por faltas graves, já tenham sido três vezes condenados definitivamente a penas de
suspensão, ainda que em Conselhos Regionais diversos
Instituições profissionais- CFF e CRF
LEI 3820, DE 11 DE NOVEMBRO DE 1960 - Das Penalidades e sua Aplicação
• A deliberação do Conselho procederá, sempre audiência do acusado, sendo-lhe dado
defensor, se não for encontrado ou se deixar o processo à revelia.
• Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso, no prazo de 30 (trinta) dias, contados
da ciência, para o Conselho Federal sem efeito suspensivo, salvo nos casos de suspensão e
eliminação em que o efeito será suspensivo.
Deontologia e legislação farmacêutica
Sindicatos profissionais
Conceito e características
É a entidade ou a associação defesa dos interesses econômicos ou profissionais
•Algumas prerrogativas dos sindicatos (Art. 513º)
•Representar os interesses gerais da respectiva categoria ou profissão liberal ou interesses individuais dos
associados relativos à atividade ou profissão exercida;
•Celebrar contratos coletivos de trabalho.
•Contribuição sindical facultativa.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Sindicatos profissionais
Conceito e características
•Associações sindicais de grau superior;
•Reconhecida pelo art. 533º.
•Sindicatos farmacêuticos
•FENAFAR – Federação Nacional dos Farmacêuticos
•Representa os diversos sindicatos farmacêuticos do país.
•Sindicatos locais
•Ex.: SINFAERJ – Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Sindicatos profissionais
Sindicatos farmacêuticos
SINFAERJ
•Profissionais se associam mediante contribuição associativa;
•Estudantes de graduação também podem se associar, sem direito a voto;
•É uma entidade e pessoa jurídica de direito privado, associação com natureza e fins não lucrativos;
•Princípios e deveres regidos por um estatuto.
AULA 2: INSTITUIÇÕES
Deontologia e legislação farmacêutica
Associações profissionais
Características das associações
•Reunião de Grupos de Profissionais geralmente por áreas de atuação;
•A participação e filiação dos Farmacêuticos é facultativa e não impede o exercício profissional;
•Promovem estudos e eventos científicos na Área Farmacêutica em que atuam;
•Promovem a capacitação permanente dos associados, incentivando a participação dos acadêmicos;
•Representam os interesses individuais e coletivos dos profissionais perante as autoridades
administrativas e judiciárias.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Associações profissionais
Algumas associações farmacêuticas
•Associação Brasileira dos Farmacêutica – ABF;
•Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde – SBRAFH;
•Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia – SOBRAFO;
•Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais – ANFARMAG;
•Sociedade Brasileira de Análises Clínicas – SBAC;
•Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas – ABFH.
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Deontologia e legislação farmacêutica
Saiba mais
Para buscar informações e conhecer as Associações Farmacêuticas: [Link]; [Link];
[Link]; [Link]; [Link]; [Link];
Para maiores detalhes da legislação abordada na aula, consulte o site do CFF ([Link]) e os sites
dos Conselhos Regionais do seu Estado (acesso pelo portal do CFF);
Para maiores detalhes dos sindicatos, busque o específico para o Estado da Federação: [Link]
(SP); [Link] (BSB); [Link] (RJ); [Link] (PE);
[Link] (PA);
Para maiores detalhes sobre a FENAFAR, acesse: [Link].
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Deontologia e legislação farmacêutica
VAMOS AOS PRÓXIMOS PASSOS?
A Profissão Farmacêutica;
O âmbito e o exercício da profissão
farmacêutica;
Descrição das principais atribuições do
profissional farmacêutico de acordo com o
Decreto 85.878/1981 e a Resolução do CFF
236/1992.
AVANCE PARA
FINALIZAR
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