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Aspectos da Função Hepática e Icterícia

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Aspectos Bioquímicos da

Função Hepática
Profa. Dra. Jane Maciel Almeida Baptista
Curso de Aperfeiçoamento em Análises
Clínicas
Faculdade de Farmácia da UFMG
Fígado

Petrus Paulus Rubens


(1577-1640)
Prometeu

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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Fígado

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Fígado Normal

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Fígado Normal
Corte histológico do fígado normal

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Fígado

 Aspecto morfológico do fígado normal

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Fígado
A = Fígado

B = Veia hepática
C = Artéria hepática
D = Veia porta
E = Ducto biliar comum
F = Estômago
G = Ducto cístico
H = Vesícula biliar
I I = Pâncreas

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Lóbulo hepático


Hepatócitos

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Canalículos Biliares

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Células de Küpfer

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Funções do Fígado
 Circulatória  Armazenamento
 Transporte do sangue  Glicogênio, Ferro, Aminoácidos,
 Regulação do volume sanguíneo Vitaminas (A,D,B12)
 Depuração  Equilíbrio Hidroeletrolítico
 Atividade células Küpfer  Água e Eletrólitos
 Excreção
 Hormônios
Homeostase
 Bile
 Proteção
 Produtos Catabólitos
 Fagocitose
 Substâncias Estranhas
 Desintoxicação
 Hematológica  Metabólica
 Hematopoiese  Carboidratos
 Fatores de Coagulação  Lípides
 Imunológica  Proteínas
 Atividade células SRE  Pigmentos Biliares
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Formação da Bilirrubina

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Hemoglobina Heme + globina
(80%) Heme oxigenase
Biliverdina + Ferro SRE
Hemoproteínas Biliverdina redutase
(20%) Bilirrubina

Bilirrubina-Albumina (Bilirrubina Indireta)

Bilirrubina
UDP-glicuronil transferase
Diglicuronato de Bilirrubina Urobilinogênio
(Bilirrubina Direta)
Fígado
Enzimas
Bacterianas
Intestino Urobilinogênio
Urobilina
Urina
Fezes Jane Maciel Almeida Baptista Curso de Aperfeiçoamento em
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Ductos Biliares

Sangue Bilir Bilir


Bilr
arterial rubi rubi
rubi
na- na-
na-
Alb Conj
Conj
H
E
P
S
A
I
T N
Ó U
C Retículo
S
I endoplasmático
Ó
T
I
O
S
D Hepatócito
E

Sangue Bile
Bile
Veia
hepática

Metabolismo da Bilirrubina
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Conjugação da Bilirrubina
UDPG-desidrogenase
UDPG + 2 NAD UDPGA + 2 NADH + 2H+

UDP-glicuronil
transferase

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Icterícias

 Coloração amarela
da pele, esclerótica
e líquidos orgânicos
devido a um
aumento na
concentração
plasmática da
bilirrubina, superior
a 2 mg/dL.
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Icterícias por Bilirrubina Indireta
 Características  Causas
 Hemolítica
 BI no plasma  Eritropoeise ineficaz
 Icterícia discreta  Superprodução de pigmento não
hemoglobínico
 Esplenomegalia
 Alteração no transporte plasmático
 Sinais de anemia da Bilirrubina
 Urina acolúrica  Alteração na captação hepatocelular
da Bilirrubina
  Urobilinogênio  Recém-nascidos
fecal e urinário  Distúrbios na conjugação
 Hormonais

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Hemoglobina Heme + globina
(80%) Heme oxigenase
Biliverdina + Ferro SRE
Hemoproteínas Biliverdina redutase
(20%) Bilirrubina

Bilirrubina-Albumina (Bilirrubina Indireta)

Bilirrubina
UDP-glicuronil transferase
Diglicuronato de Bilirrubina Urobilinogênio
(Bilirrubina Direta)
Fígado
Enzimas
Bacterianas
Intestino Urobilinogênio
Urobilina
Urina
Fezes Jane Maciel Almeida Baptista Curso de Aperfeiçoamento em
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Icterícias por Bilirrubina Indireta

BI
BD

 Hemolítica
 Eritropoiese ineficaz
 Superprodução de
pigmento não
hemoglobínico

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Icterícias por Bilirrubina Indireta

 Alteração no BI
transporte
plasmático da
Bilirrubina
 Alteração na
captação
hepatocelular da
Bilirrubina
 Distúrbios na
conjugação
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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Icterícia do recém-nascido
  vida média hemácias
  heme oxigenase
 Hipoglicemia
  albumina
  proteína Y
  UDP-glicose
  UDP-glicuronil transferase
  conjugação da Bilirrubina
 Síndrome de Lucey-Driscoll
 Icterícia do leite materno
 Medicamentos
 Ausência flora bacteriana
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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Icterícia do recém-nascido
 Fatores
 Prematuridade
 Baixo peso
 Ganho de peso
insuficiente
 Infecções neonatais
(meningite)
 Hipotermia
 Acidose
 Hipoalbuminemia
 Raça
 Sexo masculino

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Icterícia do recém-nascido
 Icterícia Fisiológica
 RN a termo
 Início – 2o/3o dia
 Desaparece - 4o/5o dia
 Duração – até 13 dias
 BI = 12 mg/dL (2o/3o dia)
 RN prematuro
 Início – 3o/4o dia
 Desaparece - 7o/9o dia
 Duração – até 20 dias
 BI = 15 mg/dL (6o/8o dia)

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Encefalopatia Bilirrubínica (Kernicterus)
 BI >20 mg/dL
 Atravessa barreira hemato- Deposição de Bilirrubina nos
encefálica centros
 Deposita-se no cérebro (gânglios nervosos da base do cérebro
basais, hipocampus, cerebelo e
núcleos da base dos ventrículos)
 Diminuição da oxigenação
cerebral
 Sintomas: convulsão, retração da
nuca, sonolência, diminuição dos
reflexos,complicações respiratórias,
hemorragias pulmonares e paralisia
respiratória  morte
 Síndrome pós-Kernicterus:
paralisia cerebral e retardo mental.

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Tratamento
 Fototerapia

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Tratamento
H CH2 O
O
H
O

H3C
D N
Fototerapia
H3C
H 15
N E
H2C B C
H 10 CH3
O H2C Z N
O
4 H
O
N
D A N H O
H
CH3
H3C H O
H3C O
Mudança estrutural
N 15 Z H
B C
CH3
H2C Z
4
N
H
10
425-475 nm
4Z, 15E-BILIRRUBINA
da molécula da
A N H O
H2C Bilirrubina formando
H3C O
H
O
H
O
novas moléculas,
mais polares, que
O D
N
H CH3
4Z, 15Z-BILIRRUBINA O

CH3 CH3 H
15 podem ser
H

A B
N
C CH3 excretadas pela bile
O
N
4
N 10
O
ou pela urina
H
OH

LUMIRRUBINA

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Tratamento
 Indução enzimática:
fenobarbital,
clofibrato,
triiodotironina 
 UDP-GT
 Inibição enzimática:
metaloporfirinas 
 heme-oxigenase
(anemia ferropriva)
 Exsanguinoterapia

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Icterícias por Bilirrubina Indireta

 Icterícias por distúrbios BI


na conjugação
 Alteração da atividade da
UDP-glicuronil transferase
 Locus genético: 2q37
 Mutações no gene
 Doença de Gilbert
 Doença de Criegler-Najjar
 Tipo I
 Tipo II

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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Icterícias por distúrbios na conjugação
Doenças Gilbert Criegler-Najjar Criegler-Najjar
Tipo I Tipo II
Atividade 25% N ausente Deficiente
UDP-GT (10% Normal)
Transmissão Autossomia recessiva Autossomia recessiva Autossomia recessiva
(dominante?) (6%) (dominante?)
Níveis BI 1-6 mg/dL 20-45 mg/dL 6-20 mg/dL
Kernícterus Raro Freqüente Raro
Vida Normal ~ 1 ano Normal
Fenobarbital Sim Não Sim/  BI 30%
BD (mono) 25-32% 0% 12-63%
BD (di) 59-82% 0% 1-56%
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Icterícias por Bilirrubina Indireta
Icterícias por distúrbios na conjugação

 Remoção da Bilirrubina Indireta:


 oxidação por citocromo hepático P-450IA1 e P-
450IA2, ou por ambos, para derivados oxidados,
ainda não identificados, que podem ser excretados
na bile, sem conjugação;
 difusão de bilirrubina indireta através da parede
intestinal, com posterior catabolismo bacteriano a
urobilinogênio.
 Tratamento:
 indol-3-carbinol: indutor não tóxico de citocromo P-
450.

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Icterícias por Bilirrubina Indireta

 Hormonais
 Hipotireoidismo
congênito
(1caso:3.500-4.000
nascimentos)
 Deficiência de hormônios
tireoidianos (T3 e T4)
 Hipopituitarismo
(1: 40.000)
 Deficiência de TSH

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Icterícias por Bilirrubina Direta

 Características  Causas
 BD no plasma  Hereditárias
predominante  Colestase
 Urina colúrica  Extra-hepática
 Fezes hipocólicas  Intra-hepática
 Ao nível do
  Urobilinogênio
hepatócito
fecal e urinário
  BI no plasma

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Icterícias por Bilirrubina Direta

 Icterícias Hereditárias BI

 Doença de Dubin-Johnson
 Locus genético: 10q24

 Doença de Rotor

BD

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Icterícias por Bilirrubina Direta
Hereditárias
Doenças Dubin-Johnson Rotor
Defeito defeito na excreção hepatocelular da BD excreção de BD na circulação
para os canalículos biliares por mecanismo desconhecido
(mutação no transportador de ânions
orgânicos multiespecífico ATP
dependente)

Sinais hiperBD crônica (2-5 mg/dL) hiperBD crônica


Clínicos Pigmento hepático (melanina) Urina colúrica
Urina colúrica
 Coproporfirina I e II urinárias
Hepatomegalia
Retenção BSP (60-90%-VR=45%)

Transmissão Autossomia recessiva Autossomia recessiva

Freqüência 1:1.300 (Judeus Iranianos) Rara


Rara (população geral)
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Icterícias por Bilirrubina Direta
Doença de Dubin-Johnson

Hepatomegalia acompanhada de
múltiplas áreas apresentando
pigmentação negra

O pigmento contido nos lisossomas


assemelha-se à melanina e sua
formação é atribuída a um defeito na
excreção de metabólitos da epinefrina.

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Icterícias por Bilirrubina Direta
Colestases
 Características
  BD no plasma
 Urina colúrica
 Fezes hipocólicas ou acólicas
e gordurosas
  Urobilinogênio fecal e
urinário
  no plasma de marcadores
de colestase
 Prurido intenso
 Citólise hepática

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Icterícias por Bilirrubina Direta
Colestases
 Intra-hepática
 Extra-hepática  Tumores hepáticos
 Litíase bilar  Atresia biliar
 Tumores (CA pâncreas)  Processos inflamatórios dos
 Parasitas ductos biliares
 Coágulos sangüíneos  Uso de medicamentos
 Estenose  Ao nível do hepatócito
 Pancreatite  Hepatites viróticas
 Processos inflamatórios  Hepatites tóxicas
 Cirrose alcoólica

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Patologia Hepática
As doenças que acometem o  Hepatites agudas
fígado podem ser
provocadas por quase todos  Hepatites crônicas
os agentes infecciosos,  Cirrose hepática
como também por agentes
tóxicos, fenômenos alérgicos
 Tumores hepáticos
e de auto-agressão. As  Doenças
principais patologias metabólicas
hepáticas, nas quais os
dados laboratoriais auxiliam  Doenças
no diagnóstico, são as granulomatosas e
seguintes: infecciosas
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Patologia Hepática
Estudo do paciente
 Sexo
 Idade
 Raça
 Profissão
 Procedência
 Hábitos
 Uso de drogas

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Patologia Hepática
Sinais clínicos do paciente
 Icterícia  sinal inicial
 Dor  hepatite fulminante, litíase biliar
 Febre  38o-39o C (colangite)
 Prurido  sais biliares
 Artralgia  HVA (fase prodrômica)
 Hemorragias digestivas  hipertensão
portal
 Hemorragias cutâneas  coagulação
 Alterações mentais  encefalopatia
 Hepatoesplenomegalia
 Ascite  hipertensão portal,  Alb
 Telangiectasia, Eritema palmar
 Tremor adejante (Asterixis)
 Hálito hepático  metilmercaptano
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Hepatites agudas
 Viróticas
 Vírus hepatotrópicos
 A,B,C,D,E,F,G
 Vírus sistêmicos
 Dengue, Febre Amarela,
Febres Hemorrágicas,
Citomegalovírus, Vírus de Aspecto do fígado com hepatite
Epstein-Barr, Herpes virótica aguda. As setas pretas
simplex, Varicela zoster, mostram células em processo de
necrose. As setas vermelhas
Rubéola, Leptospirose.
assinalam pontos vermelhos
que correspondem às
células mortas.
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Hepatites viróticas agudas
Formas clínico-biológicas
 Hepatite ictérica  Hepatite anictérica
 forma mais comum;  forma mais enganadora das
 período pré-ictérico: normal, não hepatites;
constante;  pode passar despercebida,
 astenia, anorexia, cefaléia, como uma pequena virose;
náuseas, dores articulares e  eventualidade bastante
musculares, estado sub-febril, freqüente;
urina pouco abundante e colúrica;  não é acompanhada de
 período ictérico: tipo misto, icterícia, sinais clínicos são
intensidade variável (2-6 banais;
semanas). Fígado e baço  aparecimento de uma hepatite
palpáveis. Sinais funcionais e crônica ou uma cirrose 
febre tendem a se atenuar com o diagnóstico retrospectivo de
aparecimento da icterícia. hepatite aguda desconhecida.

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Hepatites viróticas agudas
Características
 Citolítica:  lise celular
 Colestática:  obstrução biliar
 Mista: lise celular + obstrução biliar
 R = AST ou ALT (múltiplos do VRS)
PAL (múltiplos do VRS)
 Citolítica: R>5
 Colestática: R≤2
 Mista: 2≥R≤5
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Hepatites Viróticas Agudas
 Fisiopatologia
 Necrose
 Ação direta do vírus
sobre o hepatócito
 Resposta imunitária

induzida pela infecção


 Icterícia

 Inflamação
 Infecção
 Necrose
 Colestase Aspecto histológico - Hepatite aguda tipo B
Infiltrado inflamatório de leucócitos e as
 Regeneração
setas assinalam células necrosadas
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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo A

Vírus da Hepatite A nas fezes


RNA-enterovírus
Família Picornaviridae
Gênero Hepatovírus
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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo A
Prevalência
da
Hepatite
Tipo A

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo A

Casos Hepatite A x Idade Mortes Hepatite A x Idade

100 30

Mortes/100 casos
80 25
20
Casos x 1000

60
15
40 10
20 5
0 0
0a4 5 a 14 15 a 29 30 a 49 >49 0a4 5 a 14 15 a 29 30 a 49 > 49

Idade Idade

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo A

• Diagnóstico:
• anticorpos IgM e
IgG
• Prevenção:
• vacinação
• condições
sanitárias ideais

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo B

HBV-DNA

HBcAg (fígado)
HBeAg (sangue)

HBsAg
HBV-DNA polimerase
42 nm
20 nm 42 nm 250 nm
Vírus da Hepatite B
DNA-vírus Partículas do vírus da Hepatite B
Hepadnavírus
no fígado
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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo B

Prevalência da
Hepatite B
Alta

Intermediária

Média

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo B
Icterícia
Sintomas
 ALT
T
Í
T
U
L
O

Semanas após exposição


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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo B
 OMS Fator de Risco % de pacientes
 2 bilhões de pessoas afetados
infectadas no mundo Contato 26%
 350 milhões com infecção heteressexual
crônica Uso de Drogas 23%
Contato 8%
homossexual
Profissional da 3%
saúde
Contato familiar 2%
Transfusão de 1%
sangue
Desconhecido 37%
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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo C

RNA-vírus
Família Flaviviridae Partículas do vírus da hepatite C
Gênero Hepacivírus isoladas do plasma humano

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Hepatite tipo C
Prevalência

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo C
 170 milhões de pessoas  Prevalência
são portadores crônicos  Hemodiálise: 30%
(3% população)  Hemofílicos: 50 a 90%
 3-4 milhões de novas
 IRC: 48%
infecções por ano
 Usuários de drogas EV:
80%
 80% crônica  Co-infecção HBV: 12,8%
 10-20% portadores
crônicos  Cirrose
 1-5% câncer fígado
 Contaminação:
parenteral, (sexual)

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História Natural da Hepatite C
Hepatite crônica ativa
Cirrose
Câncer
Hepatite C aguda
Sinais e sintomas

Anticorpos anti-HCV

RNA-PCR

ALT

Semanas Meses Anos Décadas


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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo C

The New England Número de Anos após


Journal of casos % transfusão
Medicine (1995) (n=131)
Hepatite crônica 27 20,6 13,7  10,9
Hepatite crônica ativa 30 22,9 18,4  11,2
Cirrose 67 51,1 20,6  10,1
Hepatocarcinoma 07 05,3 28,3  11,5
Morte 20 15,3

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo D

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo D

Super-infecção na Hepatite D

Co-infecção na Hepatite D

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo E

RNA-vírus
Família Calciviridae

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo E
 Contaminação:
 Oral-fecal
 Vertical
 Patogênia:
 Benígna
 Taxa Mortalidade:
 População: 0,5 a 4%
 mulheres grávidas (3o
trimestre): 20% (CID)
 Diagnóstico:
 AC anti-HEV (IgM, IgG)
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Hepatite tipo E
Características bioquímicas, virológicas e
sorológicas da evolução da hepatite pelo vírus E
Aguda Convalescente

RNA do HEV nas fezes


Antígeno HEV no fígado

IgG

IgM

ALT

1 2 3 4 5 Meses após infecção

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Hepatites Viróticas Agudas
Hepatite tipo F e G
 Hepatite tipo F
 Togavírus (?)
 Encefalopatia hepática
  Enzimas hepáticas
  TP e TTP
 HIV (+)
 Hepatite tipo G
 Família Flaviviridae
 Contaminação:parenteral,
vertical, (sexual?) vírus da hepatite G
 Aguda e crônica
 10% doadores de sangue
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Hepatites Agudas
 Tóxicas: Medicamentos que provocam lesão hepática
 Medicamentos Antidepressivos,
 Substâncias naturais Benzodiazepínicos, Cefalosporina,
Eritromicina, Esteróides
 Substâncias de
Anabolizantes, Estradiol,
fabricação industrial Colestase Fenotiazinas, Metiltestosterona,
 Bacterianas: Nitrofuranos, Penicilamina,
tuberculose, tifo, brucelose, Sulfonamidas, Tiabendazol,
lepra. Tiazidas, etc
 Auto-imunes: anti- Alopurinal, Antimoniais,
corpos anti-núcleo (ANA), Lise Cloranfenicol, Fenitoína,
anti-músculo liso (ASMA) e Celular Metildopa, Paracetamol,
anti-mitocôndrias (AMA) Procainamida, Salicilatos,
(hepatite lupóide) Sulfonamidas, Tetraciclinas,
Valproato, etc
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Hepatite Aguda Tóxica

Aspecto do fígado
em caso de
hepatite tóxica
provocada por
superdosagem de
Paracetamol
(Tylenol)

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Lesão Hepática Crônica
 Características:
 Sintomas atenuados  risco a longo termo (morbidade e
mortalidade)
 Necrose hepática contínua, inflamação e fibrose freqüente
 Persistente  marcadores de lesão celular > 6 meses
 Tipos:
 Hepatite crônica ativa (HCA)
 Forma grave  progressão cirrose e insuficiência hepática
 Inflamação densa de todo o lóbulo hepático
 Hepatite crônica progressiva (HCP)
 Forma benigna  cura a longo termo (rara/ HCA)
 Inflamação leve confinada às áreas portais

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Lesão Hepática Crônica
 Principais causas:
Hepatites viróticas B (10%);C Profissionais da área da saúde
(50-70%)
Uso de drogas injetáveis Esteatohepatite não alcoólica
(obesidade,diabete)
Hemodiálise crônica Hemocromatose (AR, 1:200/300)
Transfusão de sangue (< 1992) Doença de Wilson (AR, 1:30.000)
Receptor de sangue ou Hepatite autoimune (ANA, ASMA)
concentrados (18%)
Piercings e tatuagens Cirrose Biliar Primária (AMA)
Múltiplos parceiros sexuais Deficiência de A1AT(AR, 1:2.000)

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Lesão Hepática Crônica

Hepatite C – fase crônica

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Cirrose
 Necrose hepatocelular
 Hepatopatia fibrosante difusa
 Regeneração nodular
 Distúrbios arquitetura hepática:
 Padrão lobular
 Sistema vascular hepático
 Diagnóstico  Imagem
 Condição pré-cancerígena:
 13 a 40% pacientes  HCC
 Prognóstico:
 Compensada (50%): 10 anos
 Descompensada (30%): 3 anos
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Causas da Cirrose
Abuso de álcool Hemocromatose
(50%)
Hepatite B (10%) Hepatite neonatal
Hepatite C (40%)
Hepatites autoimunes Doença de Wilson

Cirrose biliar primária Estase sangüínea


(Sind. Budd-Chiari)
Criptogênica Doenças genéticas
(10%)
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Patogênese da doença
hepática causada pelo álcool
Álcool
ADH
Endotoxemia Acetaldeído Estreese
oxidativo
Má-nutrição
Ativação Ativação
Células Küpfer Celular

Inflamação Lise hepátócitos Fibrose Não regeneração


Lesão hepática alcoólica
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Cirrose
- estágio de desenvolvimento -
Consumo crônico e excessivo de álcool

Hiperlipidemia Esteatose Hepatite


hepática alcoólica Pancreatite
Cetose
Cardiomiopatia
Lactiacidemia Miopatia
Hiperuricemia Fibrose
Coproporfirinúria
Cirrose
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Cirrose
Aspecto do fígado cirrótico

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Cirrose

Aspecto do fígado cirrótico por doença alcoólica

Esteatose
hepática

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Insuficiência Hepática

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Outras Doenças
 Tumores hepáticos:
 Neoplasias benignas
 Tumores malignos
 Primários: cirrose, hepatites
viróticas B e C, deficiência em
1-antitripsina e uso de
andrógenos
 Secundários:tumores do
estômago, pâncreas, colo,
pulmão, orofaringe e bexiga.
 Doenças Metabólicas:
 Glicogenoses
 Doenças Granulomatosas:
 Esquistossomose

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Avaliação Laboratorial
 Exame perfeito - NÃO
 Bateria de exames: Laboratoriais / Imagem
 Detectar disfunção hepática
 Determinar:
 Localização
 Tipo
 Extensão;
 Avaliar:
 Progressão
 Recuperação
 Constatação do restabelecimento.
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Avaliação Laboratorial
 Perfil Hepático:
 Pigmentos Biliares:
 Dosagem de Bilirrubina (sangue)
 Pesquisa de Bilirrubina (urina)
 Pesquisa de Urobilinogênio (urina)
 Proteínas:
 Proteínas Totais e Albumina
 Eletroforese de proteínas séricas
 Enzimas
 Protrombina
 Exames Complementares
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Avaliação Laboratorial
 Dosagem da  Reação de van den Bergh:
Bilirrubina no sangue Bilirrubina +
 Bilirrubina Indireta (BI)  Acido Sulfanílico Azobilirrubina
H+
Bilirrubina-Albumina Diazotado
(lipossolúvel)
 Bilirrubina Direta (BD) 
Bilirrubina conjugada H+
(hidrossolúvel) BD Reação Direta
 Bilirrubina Total = BI + BD BI Reação
 BT = BI + BD Indireta
Cafeína
 BI = BT - BD
Benzoato de sódio
Álcool
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Avaliação Laboratorial

 Bilirrubinômetro  Bilirrubinômetro
transcutâneo  Sangue colhido em
capilar heparinizado

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Avaliação Laboratorial
 Pesquisa Bilirrubina na  Tira Reagente
urina  Reação de van den Bergh:
Bilirrubina + Sal de diazônio
H+
Azobilirrubina (rosa)

Normal

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Avaliação Laboratorial
 Reagente de Fouchet
5mL urina + 2 mL BaCl2  Agitar/ Filtrar
Bilirrubina + FeCl3  Biliverdina
(verde)

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Avaliação Laboratorial
 Pesquisa Urobilinogênio
na urina:
 Reação de Erlich

Normal
Urobilinogênio + p-dimetil
aminobenzaldeído
H+
= Icterícias por BI
Hepatopatias ( reexcreção)
coloração vermelho-cereja.
 = Icterícias por BD
Colestases
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Avaliação Laboratorial

 Proteínas Totais  Albumina


 VR: 5,2 a 8,4 g/dL  VR:3,5 a 5,2 g/dL
 Reagente do Biureto  Reagente de VBC

 Globulinas = PT – ALB
 VR = 1,7 a 3,9 g/dL
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Avaliação Laboratorial

 Eletroforese de Proteínas Séricas

Alb 1 2  

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Avaliação Laboratorial
 1-fetoproteína
 Glicopéptide
 VR: 0 a 10 ng/mL
 Hepatoma 1o:> 500 ng/mL (80%)
 > 1.000 ng/mL (50%)
 10 a 500 ng/mL
 Doenças hepáticas graves

 HVA < 100 ng/mL

 Tumores extra-hepáticos

 Imunoensaio , ELISA, RIE


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Alfa1-fetoproteína
(CRIESP, 1995)
Distribuição dos valores de Alfa 1-fetoproteína (ng/L)
Pacientes No 0-15 15,1-20,0 20,1-100 100,1-480 > 480

Homens N 226 100% - - - -


Mulheres N 112 97% 3% - - -
Testicular U 51 100% - - - -
Testicular B 138 38% 1% 24% 18% 19%
Carci-
no- Hepatocelular P 254 11% 1% 4% 8% 76%
mas
Pancreático 12 92% - - 8% -
Gastrointestinal 34 91% - - 3% 6%

Cirrose 108 81% 3% 6% 7% 3%


Hepatite 89 83% 7% 8% 2% -
15 semanas 25 309 ng/L

Gravi- 16 semanas 26 382 ng/L


dez
17 semanas 25 477 ng/L

18 semanas 20 555 ng/L

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Alfa1-fetoproteína
(Johnson & William, 1980)
Mudanças da atividade da AFP após transplante de fígado
em casos de carcinoma hepatocelular
6
Valor de referência (X)

5 Transplante • Paciente 1:
4
Paciente 1 10 anos normal
3 Paciente 2 • Paciente 2:
2
Paciente 3 Recorrência de
HCC
1
VR
0 • Paciente 3:
0 10 50 100 150 200 Metástases
Tempo (dias)

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Alfa1-fetoproteína

Alfa1-Fetoproteína x Semanas de Gestação

3,5
3
2,5
AFP (ng/mL)

2 Sangue fetal
1,5 Sangue materno
1
0,5 Screening Pré-Natal
0  85-95% SM = tubo
4 8 12 16 20 24 28 32 36 40 neural aberto
Semanas de Gestação  30% SM =
síndrome de Down

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Avaliação Laboratorial
 Lipoproteína X
 LDL anormal (-lipoprot)
 5% de proteínas
 65% de fosfolípides
 23% de colesterol livre
 2% de ésteres de COL
 3% de triglicérides
 2% de ácidos biliares
 LPX > 300 mg/mL
 100% pacientes Colestase Extra-hepática
 Eletroforese ágar-gel 1% pH 8,4 a 8,6
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Proteínas plasmáticas com valor
diagnóstico para doença hepática
Proteína Condição Modificação

Albumina Doença Hepática Crônica 


 - Globulina Hepatite aguda 
Cirrose 
1 - Antitripsina Cirrose (deficiência em 
1-antitripsina)
Ceruloplasmina Doença de Wilson 

 - Globulinas Colestases 

Transferrina Hemocromatose N (100%


saturada Fe)
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Avaliação Laboratorial
 Função
 Protrombina
 doenças hepáticas graves Protrombina
e/ou icterícias obstrutivas
podem levar a alterações
na coagulação sanguínea. vitamina K
 Patogênese complexa: Verduras
  plaquetas
 presença de
anticoagulantes
circulantes
 coagulação intravascular
  F. Coagulação Colestase vitamina K

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Avaliação Laboratorial
Tempo de Protrombina
 Tempo de Protrombina em 2 estágios
 TP 
10 mg Vit K
 Mét. de Quick IM
3 dias

1. Protrombina Trombina Colestase


( Vit K)
 Capacidade
Síntese

Tromboplastina
Ca++, FCat TP N TP 

 VR: 12 a 16 segundos.
 Prolongamentos do TP:
hepatites agudas, crônicas,
cirrose e colestases.
 TP > 5 segundos:
insuficiência hepática
aguda fulminante.

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Avaliação Laboratorial
 Amônia Urina
 patogênese do coma
Uréia
hepático
 encefalopatia NH4+
portal-sistêmica Circulação
Sistêmica Proteínas
 hepatites agudas
fulminantes, hepatite
crônica agressiva e NH4+
cirrose hepática Cérebro
descompensada NH4+

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Avaliação Laboratorial
  amônia circulante:  Método de Van Anken:
 Causas: 1. NH4+ + -cetoglutarato +
 derivação da NADPH + H+ GLDH
circulação portal Glutamato + NADP +
 deterioração da H2O
função hepática
 A cinética do desaparecimento
 Sintomas: do NADPH é lida em 340 nm e
 distúrbios é proporcional à quantidade de
amônia presente.
psicológicos
 confusão mental  VR: < 100g/dL ou 55
 coma hepático mmol/L.

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
Fígado
Arterial
Vaso  Membrana basal
linfático
muito permeável
Capilar  Células muito
sangüíneo próximas dos
capilares
 Difusão das
Tecido
enzimas
intersticial  Diretamente
Venoso No sangue
Hepatócitos

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Enzimas celulares:  Enzimas plasmáticas:
 Lise celular  Diminuição
 Fase Aguda capacidade de síntese
 ALT  CHE
 AST
 LDH
 Enzimas indicadoras de
 Fase Crônica tumor hepático:
 AST  PAL (H-MR-PAL, PAL1)
 GLDH  GGT (GGT1, fração I’,II,
 Enzimas membranárias: II’)
 Colestase  AFU (-Fucosidase)
 PAL
 GGT

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
Massa molecular das enzimas séricas

140000
120000
Massa molecular

100000
80000
60000
40000
20000
0

GGT ALT AST PAL LDH

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
Meia vida das enzimas séricas

4,5
4
3,5
Meia-vida (dias)

3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
GGT ALT AST PAL LDH LDH5

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Alanina aminotransferase  Aspartato aminotransferase
 ALT, TGP  AST, TGO
 Classificação: E.C.[Link].  Classificação: E.C.[Link].
 PM: 101.000 daltons  PM: 110.000 daltons
 Inibidores: oxalato, fluoreto  Inibidores: oxalato, fluoreto
 Isoenzimas: no soro é encontrada  Isoenzimas: a citoplasmática (60%
uma fração de origem 100%
citosólica do total) e a mitocondrial (40% do
total)
 Macroenzima: ALT +
Imunoglobulinas (IgA e IgG)  Macroenzima: AST + Imunoglobulinas
 Fontes: fígado > rins > coração > (IgA ou IgG)
músculo esquelético > pâncreas >  Fontes: coração> fígado> músculo
baço > pulmão esquelético> rins> pâncreas
 VR: 0 a 17 UI/L  VR: 0 a 20 UI/L

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Alanina aminotransferase
 Mét. Reitman e Frankel
1. Alanina + ác. -cetoglutárico ALT
ác. glutâmico + ác. pirúvico
2. Ác. pirúvico + 2,4-DNPH  hidrazona do ác. pirúvico
3. Hidrazona do ác. pirúvico + NaOH  cor vinho

 Mét. Wroblewski e La Due


1. Alanina + ác. -cetoglutárico ALT
ác. glutâmico + ác. pirúvico
2. ácido pirúvico + NADH + H+ LDH ácido lático + NAD
O decréscimo da absorbância, em 340 nm, devido a formação de
NAD, é proporcional a atividade da ALT.

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Métodos Cinéticos

Espectro de Absorção

1,4
1,2
Absorbância

1
0,8 NAD
0,6 NADH
0,4
0,2
0
0

0
22

24

26

28

30

32

34

36

38

40
Comprimento de onda (nm)

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Aspartato aminotransferase
 Mét. Reitman e Frankel
1. Ác. aspártico + ác. -cetoglutárico AST ác. glutâmico + ác. oxaloacético
2. Ác. oxaloacético + 2,4-DNPH  hidrazona do ác. oxaloacético
3. Hidrazona do ác. oxaloacético + NaOH  cor vinho
 Mét. Karmen
1. Ác. aspártico + ác. -cetoglutárico AST
ác. glutâmico + ác.
oxaloacético
2. ácido oxaloacético + NADH + H+ MDH
ácido málico + NAD
O decréscimo da absorbância, em 340 nm, devido a formação de NAD,
é proporcional a atividade da AST.

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Doenças hepáticas com
elevação de ALT e AST
800
700
600
UI/L

500
ALT
400
AST
300
200 1- Hepatite virótica
100 aguda
2- Hepatite alcoólica
0 3- Colangite
1 2 3 4 5 4- Obstrução Biliar
5- Cirrose
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Causas de elevação
de AST e ALT
Elevação de Causas
AST e ALT
Hepatite virótica aguda, Hepatite tóxica,
> 10  VRS Hepatite alcoólica, Hipóxia, Acidose
metabólica
Hepatite crônica ativa, Cirrose
5-10  VRS descompensada, Colestase intra hepática,
Hepatoma
< 5  VRS Esteatose, Hepatite crônica persistente,
Cirrose biliar, Colangite

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Fatores que afetam as
atividades da AST e da ALT
Fator AST ALT Comentários
Dia 45% variação - Não há  9:00 e 21:00h
( Tarde,  Noite) Similar em d. hep e card
Dia/dia 5 a 10% 10 a 30% Similar em d. hep e card

Raça 15%  (♂ negro) - Diferença não significativa

IMC 40-50%  40-50%  Índice massa corporal

Exercício 3 20%  Predominante ♂


Estável TA – 3 dias TA – 3 dias Soro separado de células
4oC – 3 s (<10%) 4oC – 3 s (<15%) Sangue Total (24 h)
Hemólise   -
Lesão   ( CK)
Muscular
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Efeitos da idade e do sexo na
atividade das aminotransferases

Alanina Aminotransferase Aspartato Aminotransferase


1,4 1,4
1,2 1,2
1 1
Limites do Valor de

0,8 Feminino

Limites do Valor de
0,8 Feminino
Referência

Referência
0,6 Masculino 0,6 Masculino
0,4 0,4
0,2 0,2
0 0
5 10 15 25 30 40 50 60 5 10 15 20 30 40 50 60
Idade (anos) Idade (anos)

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Lactato desidrogenase  Determinação da atividade:
 Método de Wroblewski
 LDH 1. ácido pirúvico + NADH + H+
 Classificação: E.C.[Link]. LDH
ácido lático +
 PM: 140.000 daltons NAD
 Inibidores: ácido pirúvico, O decréscimo da absorbância em
oxalato, EDTA, heparina, Zn 340nm, devido à produção de NAD é
proporcional à atividade de LDH
 Isoenzimas: a LDH é formada
pela união de subunidades,
existem 2 subunidades (H e M), a
 Método de Wacker
enzima cataliticamente ativa é um 1. ácido lático + NAD LDH

tetrâmero. No soro é encontrada ácido pirúvico + NADH + H+


uma fração de origem 100% O aumento da absorbância em 340nm,
citosólica. devido à produção de NADH é
proporcional à atividade de LDH
 VR: 85 a 185 U/L

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Lactato desidrogenase
Isoenzimas
Iso Tetrâ Mio Fígado Múscul Cére Rim
enzima mero cárdio o bro

1 4H ++++   ++ +

2 3H1M ++++   ++ +

3 2H2M + + ++ ++ ++

4 1H3M  ++ ++ ++ ++
5 4M  ++++ ++++  ++

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Perfis eletroforéticos da LDH
- Doenças Hepáticas -

+ -
1 2 3 4 5
Controle (N)

1 2 3 4 5
Icterícia Hemolítica 1 2 3 4 5
Hepatoma

1 2 3 4 5
1 2 3 4 5 Colestase
Hepatite aguda
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Atividade da LDH em
doenças hepáticas
Doenças LDH Isoenzimas LDH (%)
(N) (UI/L) 1 2 3 4 5

Normal (25) 153  19 27 51 14 5 3


Hepatite virótica aguda (17) 322  92 13 30 11 9 37
Hepatite crônica ativa (23) 268  65 23 43 13 7 14
Hepatite crônica alcoólica (44) 276  62 32 33 11 8 15
Colestase intrahepática (36) 235  50 23 47 15 10 5
Cirrose (35) 282  158 22 42 16 9 10
Hepatoma 1o (14) 448  283 19 28 16 17 18
Hepatoma 2o (38) 567  484 22 27 18 19 16

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Glutamato desidrogenase  Método de Schmidt
 GLDH 1. 2-oxoglutarato + NADH + NH4+
 Classificação: E.C. [Link]. GLDH L-glutamato +
 PM: 2.200.000 daltons NAD+ + H2O
 Fontes: fígado, coração e rins. O decréscimo de absorbância,em
Sua localização subcelular é 340nm, devido a formação de NAD,
100% mitocondrial. é proporcional a atividade da GLDH.
 VR: H: até 4 UI/L; M: até 3 UI/L
 Interpretação Clínica: a
elevação da atividade da GLDH
indica lesão grave do hepatócito,
com característica de fase
crônica.

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 PAL : Fosfatase alcalina  Método de Roy mod.:
1. Timolftaleína monofosfato
 Fosfohidrolase monoester PAL timolftaleína + Pi
ortofosfórica 2. Timolftaleína OH‑ COR AZUL
 Classificação : E.C.[Link]. A intensidade de cor final é medida em
590 nm e é proporcional a atividade da
 PM : 70.000 a 120.000 daltons PAL.
 Inibidores : EDTA, oxalato,  Método de Referência:
citrato e Ca++. 1. 4-nitrofenil fosfato + H2O
 Fontes : líquidos corporais, PAL 4-
nitrofenol
endotélio vascular (células (AMARELO)
hepáticas, vesícula biliar, ducto O aumento de absorbância em 405 nm é
biliar, pulmões, intestino, proporcional a atividade
placenta, rins, pâncreas e  Valor de Referência :
medula óssea) e tecido ósseo.  Adultos : 13 a 43 UI/L
 Crianças : 56 a 156 UI/L

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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Alterações da atividade
da PAL
Doenças Hepatite aguda  Doenças Fraturas 
hepáticas Hepatite alcoólica  ósseas Osteonecrose 
Cirrose   Osteoporose 
Colestase    Osteomalácia 
Tumores hepáticos    Sarcoma   
Cirrose biliar    Doença de Paget   
Doenças Pancreatite aguda   Doenças Úlcera duodenal 
do Tumores  gastroin Jejunite, colite 
pâncreas Neoplasia maligna    testinais Trombose 
Outras Hipertireoidismo, Tireotoxicose, Diabetes mellitus, Infarto
doenças agudo do miocárdio, Falha cardíaca congestiva, neoplasias
extrahepáticas, Hiperfosfatasemia
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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Fatores que afetam a
atividade da PAL Dufour et al, 2000
Fator Alteração Comentários
PAL (variação com idade e
Dia/dia 5 a 10%  doença e saúde
sexo)
adulto e criança
Ingestão  30 U/L Isoenz intestinal
alimentar GS B e O, 12h
6
Raça 15%♀ -

Limites do Valor de
10% ♂ (negros) 5
Femini

Referência
IMC  25% - 4
no
Estável 7 d (4oC), meses (-) - 3
Hemólise A Hb inibe a PAL - 2 Mascul
Gravidez  2 a 3  (3o trim) Isoenz placenta 1 ino
Tabaco  10% - 0
Contracepti  20% -
vo oral
Outros  Doença óssea  Enterite e Idade (anos)
hipofosfatasia

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Isoenzimas da PAL
Isoenzimas da PAL Perfis da PAL em várias condições
- 5 4 3 2 1 +
1 Biliar Controle
(“fast-liver”)
Colestase
2 Hepática
Doença de Paget
3 Óssea
Cirrose hepática
4 Placentária Hepatoma 1o

Gravidez
5 Intestinal

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 GGT : gama glutamil-  Método de Szasz:
transferase 1. -Glutamil p-nitroanilida +
 Classificação: E.C.[Link]. glicilglicina GGT
-Glutamil glicilglicina +
 PM: 82.000 daltons
p- nitroanilina (AMARELO)
 Inibidores: oxalato, Mede-se o aumento de
fluoreto, citrato absorbância, em 405 nm, que é
proporcional a atividade da GGT .
 Fontes: fígado, ductos
biliares intra e extra
 Valor de Referência:
hepáticos, pâncreas e rins.
 Homem : 8 a 37 UI/L
 Mulher : 5 a 24 UI/L

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Alterações da atividade
da GGT
Alterações GGT
%  
Drogas (barbitúricos,
Doença N valores ativida
antidepressivos, analgésicos, 
patológ de contraceptivos) 
icos GGT Álcool 
Hepatoma 1 o
27 100 21 Hiperlipidemias 
Tumor 2o 138 100 14,3 Diabetes mellitus 
Cirrose biliar 26 100 13,6 Hipertireoidismo 
Hepatite crôn 38 96 7,5 Artrite reumatóide 
Colestase IH 46 94 6,2 Doenças do pâncreas 
Hepatite alc 144 84 3,6 IAM 
ColestaseEH 41 82 5,1 Doenças malignas 
Cirrose 136 77 4,2 

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Fatores que afetam a
atividade da GGT Dufour et al, 2000

Fator Alteração Comentários


Dia/dia 10 a 15%  doença e saúde
Ingestão  Após alimentação
alimentar
Raça 2x + (raça negra)
= ♀e♂
IMC  25% a 50%
=♀e♂
Exercício Não -
Gravidez  25% (início) -

Tabaco  10% (1maço/dia) -


2x + (>)
Drogas  carbamazepina, cimetidina, Elevação cerca de
furosemida, heparina,
isotretinoína, metotrexato, 2x VR
acontraceptivos orais, (5x VR)
fenobarbital, fenitoína, ácido
valpróico

Álcool  Indução, Toxicidade

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Perfis da GGT em várias
condições

-   2 1 Alb +
Proteínas séricas

GGT normal

GGT normal

Hepatite alcoólica
Colestase
Hepatoma 1o
(-) 5 4 3 2 1 (+)
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GGT e álcool
Variação da atividade da GGT em função das semanas sem uso de álcool
• Álcool indutor enzimático  hipertrofia do Retículo Endoplasmático
• Efeito tóxico do álcool
• Sensibilidade de 70 a 85% e Especificidade de 88%
160
Atividade GGT (UI/L)

140
120
100
80 GGT
60
40 Limite
20 Superior
0
VR
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Semanas
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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
 Colinesterase  Método de Rapaport,
Fischl e Pinto:
 Símbolo: CHE 1. Acetil- CHE
colina + colina
 Nome: acil colina acil- ác. acético
hidrolase m-nitrofenol
 Classificação: colorido
incolor
E.C.[Link].
O decréscimo de absorbância, em
 Fontes: soro, fígado, 420 nm, devido a acidificação do
cérebro, rins, intestino, meio pelo ácido acético formado,
é proporcional a atividade da
pâncreas CHE.
 VR: 40 a 80 UR/mL
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Colinesterase
 Redução de atividade:  Aumento de atividade:
 Doenças hepáticas crônicas:  Recuperação do dano
  30 a 40%: hepatite crônica de
longa duração. hepático
  50 a 70%: cirrose avançada e  Síndrome nefrótica:
carcinoma hepático.
devido a grande perda de
 Envenenamento inseticidas
organofosforados: inibidores albumina, observa-se um
  40% da atividade é observada aumento de síntese
após os primeiros sintomas da hepática de proteínas em
intoxicação geral.
  80% da atividade, começam
os sintomas neuro-musculares.

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Alterações da atividade
da CHE
VP(%) 38 26 34 18 96 82
1,5

1,0

0,5
VR N=32 N=144 N=28 N=46 N=52 N=96
Hepatite Hepatite Hepatite Colestase Cirrose Tumor
aguda alcoólica crônica IH hepática hepático

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-Fucosidase
Atividade da AFU (nmol/mL)
 Enzima lisossomial
 Todos os tecidos
 VR: 23 a 187 nmol/mL
1200
 Elevação:
 Cirrose: 42 a 550 nmol/mL 1000

 HCC: 135 a 1150 nmol/mL 800

 Sensibilidade: 81,8% 600

 Especificidade: 55% 400

200
El-Houseini, ME et al. Enhanced detection of
hetaocellular carcinoma. Cancer Control. 0
12(4), 248-253, 2005 Controle Cirrose HCC

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Diagnóstico enzimático das
doenças hepáticas
Freqüência relativa das elevações de atividades enzimáticas em um grupo
de 13.000 pacientes portadores de hepatopatias variadas (SCHMIDT,1979)

100

80 95%
Freqüência (%)

83%
60 71%
60%
40

20
34%
GGT ALT AST PAL LDH
0

A GGT é o marcador mais sensível de disfunção hepática


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Hepatopatia aguda
- Diagnóstico e evolução -
Elevação de • 15 a 150 X VRS
1a enzimas • ALT > AST
citoplasmáticas • Pouca relação gravidade
ALT e AST • Precede icterícia

Elevação de
2a enzimas • 2 a 4 X VRS
membranárias • Grande relação colestase
PAL e GGT

3a Normalização das • 3 a 5 semanas


enzimas citoplasmáticas • > 8 semanas
Hepatite crônica

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Lesão Hepática Aguda
Dufour et al, 2000
 Características:
 Lise celular:
AST: 200 U/L (sensibilidade 91%;
 Aumento de ALT e AST
especificidade 95%)
 80% dos indivíduos ALT: 300 U/L (sensibilidade 96%;
 > 10  VRS especificidade 94%)

 Relação AST/ALT < 1 (Hepatite alcoólica > 2)

 Icterícia:
 Bilirrubina elevada (15 mg/dL) (BD )

 Mais comum em adultos do que em crianças

 Colestase:
 PAL < 3  VRS (<10%)

 Tempo de Protrombina: raramente alterado


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Lesão Hepática Aguda
Dufour et al, 2000

Doença ALT Relação Bilirrubina TP


(VRS) AST/ALT (mg/dL) (s)

Hepatite 10-40 <1 <15 <3


virótica

Hepatite 2-8 >2 <15 1-3


alcoólica

Lesão >40 >1 <5 >5


tóxica (transitório)

Lesão >40 >1 <5 >5


isquêmica (transitório)

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Hepatopatia aguda
- Padrão enzimático -

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Lesão Hepática Aguda
Dufour et al, 2000

 Marcadores de gravidade:
 Tempo de Protrombina:
 TP > 4s do controle (> 20s)  alto risco de morte

 Bilirrubina:
 BT > 15 mg/dL  lesão hepática grave

 Hepatite alcoólica:
 TP > 5s; BT>25mg/dL; Alb<2,5g/dL, > 55 anos  90% morte

 Hepatite virótica:
 TP > 3s; BT> 15 mg/dL  risco de encefalopatia

 Hepatite tóxica (Paracetamol):


 TP prolongado após 4 dias  lesão hepática grave

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Atividade de enzimas nas
hepatites crônicas
Enzimas Hepatite crônica Hepatite crônica
persistente agressiva
AST 2a5 até 10 
ALT o VR o VR
Relação 1 >1
AST/ALT
GLDH  
GGT moderado 
PAL normal 
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Hepatites crônicas
- Padrão enzimático -
12
10
8 Crônica agressiva
x VR (UI/L)

6 Crônica persistente
4 Crônica alcoólica
2
0
-2
AST ALT GLDH GGT CHE

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Hepatopatias crônicas
- Padrão enzimático -
10
8
atividade (X)
Aumento de

6
Hepatite
4 Crônica

2 Cirrose

0
-2
AST ALT GLDH GGT CHE

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Cirrose
 Diagnóstico Laboratorial:
 Relação AST/ALT: > 1 = cirrose
 75-100% especificidade; 32-83% sensibilidade
 Relação grau de fibrose ( produção ALT pelo fígado)
 CHE diminuída
 TP prolongado/ TP 2 estágios prolongado
 Albumina diminuída
 Alfa-fetoproteína: > 178 ng/L (VR= 0 a 15 ng/L)
 Anemia (ferropriva)
 Trombocitopenia
  Creatinina e uréia
 Hiponatremia e hiperkalemia

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Colestase
- Diagnóstico e evolução -
Elevação das
• Precede icterícia
1a enzimas
• CIH: 2 a 3 X VRS
membranárias
• CEH: 5 a 7 X VRS
PAL e GGT

2a Normalização das • Desaparecimento


enzimas membranárias da causa da colestase

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Colestase
- Padrão enzimático -

Cálculo
biliar

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Lesão Tóxica por Medicamentos
UI/L Salicilatos Anovulatórios UI/L
5000 CHE CHE 5000
5000
2000 2000
2000
1000 AST ALT PAL
1000
1000
500 PAL 500
500
GGT
200 200
200
100 ALT 100
100
AST
50 50
50
GLDH GGT
20 20
20
10 10
10
5 GLDH 5
5
2 2
2
1 1
1

E. Schmidt e F. W. Schmidt. Breve Manual Enzimático.


Boehringer Mannheim GmbH. 1973

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Lesão Tóxica por Medicamentos
UI/L Halotano Tiamazol UI/L
5000 ALT CHE CHE 5000
AST 5000
2000 2000
2000
1000 GLDH 1000
PAL 1000
500 500
500
200 PAL GGT 200
200
100 ALT GLDH 100
100
50 AST 50
50
GGT
20 20
20
10 10
10
5 55
2 22
1 11

E. Schmidt e F. W. Schmidt. Breve Manual Enzimático.


Boehringer Mannheim GmbH. 1973

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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Lesão Tóxica por Medicamentos
Mulheres
GGT Homens

+ 10 a 20% Anovulatórios

+ 25% Antihipertensivos

+ 60% Imipramine + 25% Anti-gota

+ 41% Ansiolíticos + 20% Antidiabéticos

+ 45% Antidepressivos - 24% Hipolipemiantes

+ 220% Anti-
convulsivantes
Mediana VR Mediana VR
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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Lesão Tóxica por Medicamentos
Mulheres
PAL Homens

- 10% Anovulatórios

+ 17% Antidiabéticos

+ 40% Anticoagulantes - 24% Hipolipemiantes

+ 41% Antiepilépticos + 24% Antiepilépticos

Mediana VR Mediana VR

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Análises Clínicas- FaFar/UFMG
Avaliação Laboratorial da
Doença Hepática
Diminuição da ALT Lesão
capacidade AST atual no
de excreção parênquima
LDH
BI, BD, BT
-Globulina
PAL
GGT ALB, PT
BD, BT CHE
Diminuição da
LPX TP capacidade
de síntese

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Análises Clínicas- FaFar/UFMG

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