PLANO DE RIGGER
PLANO DE RIGGER, O QUE É?
O Plano de Rigger consiste em estudo prévio e simulação de
todas as operações, equipamentos e áreas envolvidas
durante o deslocamento de carga realizada por guindaste
móvel ou fixo.
Tendo em vista que cada equipamento apresenta uma
capacidade de carga máxima, assim como uma zona de alcance
também pré-definida, o planejamento de todas as ações
envolvidas devem ser previamente simuladas e compreendidas.
PLANO DE RIGGER, O QUE É?
O PLANO DE IÇAMENTO pode ser adotado em situações nas
quais as cargas são inferiores a 10 toneladas e a geometria da
carga não é complexa.
Quando as cargas ultrapassam as 10 toneladas ou a taxa de
utilização do guindaste é igual ou superior a 75% ou a
geometria da carga é complexa deve ser elaborado um plano de
Rigging.
QUAL A FINALIDADE?
Regulada pela NR-12 do Ministério do Trabalho, o Plano de
Rigger tem como objetivo e finalidade a otimização dos
recursos envolvidos no deslocamento de cargas,
considerando tanto a saúde e integridade física dos
trabalhadores como a redução de custos operacionais.
A partir do momento que o estudo técnico de engenharia é
elaborado, possíveis riscos de acidente laboral são mitigados e
toda a coordenação dos processos de levantamento e
deslocamento de cargas por guindaste é potencializada,
garantindo eficiência e segurança.
RIGGER OU RIGGING?
O profissional responsável pelo estudo detalhado dos processos de levantamento,
sinalização, amarração e movimentação de cargas é nomeado de Rigger. Já a equipe que
realiza estas atividades, com sua organização em coordenadores, supervisores e
colaboradores, é chamada de Rigging.
Desse modo, Rigger significa um profissional qualificado, com conhecimento
técnico certificado por conselho de ofício e formação comprovada. Rigging, por sua
vez, implica nas ações desenvolvidas por um conjunto de profissionais num campo.
COMO UM PLANO DE RIGGER (RIGGING) É FEITO?
Realizado por profissional qualificado e com licença ativa do CREA de sua localidade, um engenheiro ou técnico
avalia todas as características físicas dos equipamentos, zona de trabalho e atividades
desempenhadas durante o levantamento e movimentação de objetos por guindaste móvel ou fixo.
O Rigger avalia todas as fases e equipamentos necessários, tomando em vista as melhores estratégias. Simulando
toda a área operacional e suas características, o Rigger estabelece um plano detalhado contemplando os
potenciais riscos e as melhores soluções para cada contexto.
Desse modo, o profissional responsável deve ter acesso às informações de características físicas das peças a
serem içadas, do terreno de instalação do guindaste, especificações técnicas dos equipamentos utilizados, equipes e
distribuição das atividades, dentre outros aspectos contemplados.
QUEM É O PROFISSIONAL RESPONSÁVEL POR ELABORAR UM PLANO DE
RIGGER?
O profissional responsável deve estar ativo em cadastro do CREA local,
com licença ativa, possuir qualificação técnico-acadêmica em
conhecimentos de engenharia e responder legalmente por meio de
Anotação de Responsabilidade Técnicas (ART).
Isto é, o responsável pelo Plano de Rigger deve ser um profissional legal e
tecnicamente reconhecido como capaz de analisar, compreender e emitir
considerações por meio de ART fundamentadas em conhecimento e expertise.
QUAIS SÃO AS NORMAS QUE REGEM ESSE PLANO?
Além da qualificação técnica do Rigger como premissa à elaboração do plano, deve-se ter em mente as Normas Técnicas
NR-12 do Ministério do Trabalho (relativa à segurança no trabalho em máquinas e equipamentos), assim como a NR-18
que estabelece normas para condições de saúde no trabalho na indústria de construção.
Especificamente a NR-12 é taxativa ao afirmar seu objetivo como instrumento regulador das técnicas, princípios e
medidas de proteção à saúde e integridade física do trabalhador. Para tanto, determina princípios fundamentais que
devem ser atendidos por empresas e negócios que desempenham atividades contempladas pela NR-12.
Já a NR-18, focada na indústria de construção, normatiza e estabelece parâmetros operacionais básicos no
funcionamento de empresas deste setor com vistas aos sistemas de controle e prevenção de riscos à saúde do trabalhador.
QUAIS SÃO AS VANTAGENS POR ELABORAR UM PLANO RIGGING?
Um Plano de Rigger bem elaborado considera os principais fatores envolvidos na movimentação de cargas, de modo a antever
prováveis riscos operacionais à integridade física de trabalhadores e gaps de produtividade.
•Capacidade de carga e alcance dos equipamentos envolvidos no levantamento e movimentação de objetos na planta
•Comprimento e ângulo do guindaste em relação ao raio da zona de trabalho, armazenamento e deslocamento
•Condições de solo e ação do vento no campo de trabalho
•Adequação dos pontos de fixação, sistemas de suspensão, acesso, transporte, contrabalanço e demais aspectos técnicos dos
processos de movimentação de cargas por guindaste
As vantagens na elaboração de um Plano de Rigger detalhado e de qualidade abarcam desde o controle de riscos operacionais
até a otimização logística e melhor rendimento dos processos executados.
Além destes aspectos, para os negócios que desempenham atividades de levantamento e transporte logístico de cargas por
guindaste, o Plano de Rigger se enquadra em uma cultura de segurança das empresas.
QUAIS SÃO OS RISCOS POR NÃO ELABORAR O PLANO RIGGING?
Uma das características fundamentais de qualquer processo logístico de levantamento e movimentação de cargas é a
recorrência. Independente da duração das operações, içar e transportar cargas não é uma ação isolada, simples ou executava
uma única vez.
Esse fato implica em riscos constantes à segurança operacional que devem considerar os desgastes de equipamento, as
etapas do processo, o deslocamento de funcionários na área de trabalho, as áreas de acesso, condições do solo, dentre outros
aspectos.
Apesar de legalmente não representar uma exigência prevista para o funcionamento, o Plano de Rigger é analisado quando
ocorrem perícias por acidentes de trabalho. Não possuir um plano detalhado e assinado por profissional, no momento da
perícia, pode implica em auto de infração.
ACESSÓRIOS DE IÇAMENTO
NO MERCADO NACIONAL, AS MANILHAS UTILIZADAS PARA
MOVIMENTAÇÃO DE CARGA SEGUEM AS NORMAS ASME B 30.26,
FED SPEC. RR-C-271, EN 13889, DNV 2.7-1 E ABNT NBR 13545.
TEMOS POUCOS FABRICANTES QUE ATENDEM A NORMA NBR
DEVIDO AO FATO DA NORMA RESTRINGIR DIMENSÕES E
CAPACIDADES.
NÃO EXCEDER 120° EM TRABALHOS COM DUAS LINGAS
NÃO EXCEDER 120° EM TRABALHOS COM DUAS LINGAS
VAMOS PRATICAR???