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Importância da Microbiologia na Enfermagem

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CURSO

TECNICO DE
ENFERMAGEM
PROFESSOR: SIDNEY GONÇALVES
Introdução
Microbiologia: Mikros (= pequeno) + Bio (= vida) + logos (= ciência)
A Microbiologia era definida, até recentemente, como a área da ciência que dedica-
se ao estudo dos microrganismos, um vasto e diverso grupo de organismos
unicelulares de dimensões reduzidas, que podem ser encontrados como células
isoladas ou agrupados em diferentes arranjos (cadeias ou massas), sendo que as
células, mesmo estando associadas, exibiriam um caráter fisiológico independente.
Assim, com base neste conceito, a microbiologia envolve o estudo de organismos
procariotos (bactérias, archaeas), eucariotos inferiores (algas, protozoários,
fungos) e também os vírus.
Microbiologia

Bactérias Archaea Fungos Vírus Algas


Protozoários
Tipos de microrganismos estudados pelos microbiologistas. (Adaptado de Tortora et
al., Microbiology, 8 ed)
Microbiologia
Esta área do conhecimento teve seu início com os relatos de Robert
Hooke e Antony van Leeuwenhoek, que desenvolveram microscópios
que possibilitaram as primeiras observações de bactérias e outros
microrganismos, além de diversos espécimes biológicos. Embora van
Leeuwenhoek seja considerado o "pai" da microbiologia, os relatos de
Hooke, descrevendo a estrutura de um bolor, foram publicados
anteriormente aos de Leeuwenhoek. Assim, embora Leeuwnhoek tenha
fornecido importantes informações sobre a morfologia bacteriana
estes dois pesquisadores devem ser considerados como pioneiros
nesta ciência
Microbiologia

Esquema do microscópio construído por Robert Hooke e um esquema de um


fungo observado por este pesquisador. (Adaptado de Tortora et al.,
Microbiology - 8 ed)
Classificação dos seres vivos
De acordo com a definição tradicional da microbiologia,
esta é uma ciência que até recentemente, era responsável
pelo estudo de organismos classificados em três reinos
distintos: Monera, Protista e Fungi. No entanto, a partir dos
estudos de Carl Woese, a microbiologia passou a estar
relacionada a três domínios de seres vivos.
Sistemas de classificação dos seres vivos:
Linnaeus (séc. XVIII): reinos Animal e Vegetal

Haeckel (1866): introdução do reino Protista

Whittaker (1969): 5 reinos, dividos principalmente pelas características morfólogicas e fisiológicas:

1. Monera: Procariotos

2. Protista: Eucariotos unicelulares - Protozoários (sem parede celular) e Algas (com parede celular)

3. Fungi: Eucariotos aclorofilados

4. Plantae: Vegetais

5. Animalia: Animais
Sistemas de classificação dos seres vivos:

Classificação dos seres vivos, de acordo com Whittaker (1969) (Adaptado de


Pommerville, J.C.(2004) Alcamo's Fundamentals of Microbiology)
Sistemas de classificação dos seres vivos
No entanto, a partir dos estudos de C. Woese (1977), passamos a dispor de um sistema de
classificação baseado principalmente em aspectos evolutivos (filogenética), a partir da
comparação das sequências de rRNA de diferentes organismos. Com esta nova proposta de
classificação, os organismos são agora subdividos em 3 domínios (contendo os 5 reinos),
empregando-se dados associados ao caráter evolutivo.
A MICROBIOLOGIA MODERNA

Atualmente, a microbiologia, como as demais áreas das ciências médicas, segue o caminho do DEVE-SE
ESPECIALIZAR O MÁXIMO QUE SE PUDER. Assim, encontramos os bacteriologistas
(especializados em bactérias), os virologistas (especializados em vírus),os micologistas (especializados
em fungos),os ficologistas (especializados em algas microscópicas) etc.

Muitos microbiologistas estudam a relação entre os micróbios e o homem, os animais e as plantas. Os


microbiologistas médicos pesquisam o papel dos microrganismos nas doenças humanas e buscam meios
de prevenir e curar tais doenças. Os microbiologistas especializados em odontologia estudam os
patógenos encontrados na boca, especialmente seu papel na cárie dentária e outras doenças bucais. Em
agricultura, os microbiologistas estudam as doenças das plantas, o papel dos microrganismos na
fertilidade do solo, e os prejuízos que os microrganismos causam à produção agrícola. Na indústria, os
microbiologistas usam os microrganismos na fabricação de produtos tais como bebidas alcoólicas,
antibióticos, ácido cítrico e vitamina C. Os microbiologistas não especializados em um campo particular
estudam os fatos básicos dos microrganismos, inclusive suas relações ecológicas, genéticas, Metabólicas,
Fisiológicas e Morfológicas.
A MICROBIOLOGIA MODERNA

Os microrganismos também desempenham importante papel no tratamento de


esgotos e no controle da poluição. Um novo ramo da microbiologia que vem se
desenvolvendo rapidamente é a microbiologia marinha, que dedica sua atenção
ao vasto número de microrganismos dos oceanos.

Certos microrganismos estão sendo cultivados e armazenados


experimentalmente, para serem usados como alimento.
IMPORTÂNCIA DA MICROBIOLOGIA PARA O TÉCNICO EM
ENFERMAGEM

Para quem lida com a saúde das pessoas, a compreensão dos processos biológicos que envolvem
microrganismos é um fator crucial. A contaminação de salas de cirurgia, a veiculação de
moléstias e outras doenças presentes no ar, no sangue, na água e nos mais diversos meios naturais
e a gravidade que certas doenças adquiriram — como a AIDS, a hepatite e outras — tornaram
importante o conhecimento dos principais Patógenos causadores de tantos males à humanidade.
IMPORTÂNCIA DA MICROBIOLOGIA PARA O TÉCNICO
EM ENFERMAGEM
Como todo estudo científico, o estuda da microbiologia exige que conheçamos seu passado para
que, a partir dele, entenda-se o que se faz no presente e o que se pode esperar para o porvir. O
estudo das bases históricas nos fornece algumas coisas interessantes para conhecermos a ciência
atual. Vejamos algumas delas:

o conhecimento dos métodos de pesquisa atual evoluíram, de alguma forma, de métodos antigos;
as hipóteses que foram apenas cogitadas no passada e que, por alguma razão, não puderam ser
comprovadas, servem de material para pesquisas atuais;
o contexto histórico-cultural das civilizações serve como pano- de-fundo para o pesquisador do
presente avaliar o desenvolvimento da ciência e dos métodos científicos;
doenças e outras moléstias de outrora podem ou não estar Erradicadas e prestam-se como escopo
de pesquisa com objetivos médicos e de saúde pública;
previsões e suposições do passado sobre o futuro podem servir como rico material de consulta de
dados e comparação de resultados.
Elementos básicos da cadeia de transmissão:

Hospedeiro: Na cadeia de transmissão, o hospedeiro pode ser o homem ou um


animal, sempre exposto ao parasito ou ao vetor transmissor, quando for o caso. Na
relação parasito-hospedeiro, este pode comportar-se como um portador (sem
sintomas aparentes) ou como um indivíduo doente (com sintomas), porém ambos
são capazes de transmitir a parasitose. O hospedeiro pode ser chamado de
intermediário quando os parasitos nele existentes se reproduzem de forma
assexuada; e de definitivo quando os parasitos nele alojados se reproduzem de
modo sexuado. A Taenia solium, por exemplo, precisa, na sua cadeia de
transmissão, de um hospedeiro definitivo, o homem, e de um intermediário, o
porco.
Elementos básicos da cadeia de transmissão

Agente infeccioso: O agente infeccioso é um ser vivo capaz de reconhecer seu


hospedeiro, nele penetrar, desenvolver-se, multiplicar- se e, mais tarde, sair para
alcançar novos hospedeiros.
Os agentes infecciosos são também conhecidos pela designação de micróbios ou
germes, como as bactérias, protozoários, vírus, ácaros e alguns fungos. Existem,
porém, os helmintos e alguns artrópodes, que são parasitos maiores e facilmente
identificados sem a ajuda de microscópios. Só para termos uma ideia, a Tênia
saginata, que parasita os bovinos e também os homens, pode medir de quatro a
dez metros de comprimento. Os parasitos são também classificados em
endoparasitos e ectoparasitos.
Meio ambiente

Meio ambiente é o espaço constituído pelos fatores físicos, químicos e biológicos,


por cujo intermédio são influenciados o parasito e o hospedeiro. Como exemplos,
podemos apontar:
físicos: temperatura, umidade, clima, luminosidade (luz solar);
 químicos: gases atmosféricos (ar), pH, teor de oxigênio, agentes tóxicos, presença
de matéria orgânica;
 biológicos: água, nutrientes, seres vivos (plantas, animais). Anteriormente, vimos
que as relações que se estabelecem a todo momento entre os seres vivos e os agentes
infecciosos (parasitos) não são estáticas, definitivas; pelo contrário, são muito
dinâmicas e exigem constantes adaptações de ambos os lados, tendendo sempre,
para o bem das partes envolvidas, a aproximar-se do equilíbrio.
Meio ambiente

Entretanto, sabemos que tanto o parasito quanto


o hospedeiro sofrem influência direta do
ambiente, o qual, por sua vez, também sofre
constantes alterações, de ordem natural ou
artificial, como as causadas pelo próprio homem
Tipos de doenças:

Nem todas as doenças que ocorrem em uma comunidade são transmitidas, ou passadas, de pessoa a
pessoa (as “que se pega”). Existem também as que não se transmitem desse modo (as “que não se
pega”). Podemos então dizer que as :

• Doenças transmissíveis :são causadas somente por seres vivos, chamados de agentes
infecciosos ou parasitos. O sarampo, a caxumba, a sífilis e a tuberculose exemplificam tal
fato.
• Doenças não-transmissíveis :podem ter várias causas, tais como deficiências metabólicas
(algum órgão que não funcione bem), acidentes, traumatismos, origem genética (a pessoa
nasce com o problema). Como exemplos, temos o diabetes, o câncer e o bócio tireoidiano.
AGENTES INFECCIOSOS E ECTOPARASITOS E SUAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
ECTOPARASITAS E ENDOPARASITAS

Além da classificação geral em microscópicos e macroscópicos, os parasitas


podem igualmente ser classificados em parasitas externos e parasitas internos. O
primeiro grupo inclui os ectoparasitas; o segundo, os endoparasitas.

Há diferenças bastante notáveis entre os parasitas que infestam a superfície


corporal do hospedeiro daqueles que infestam seu interior. O ciclo biológico é
bastante complexo entre os endoparasitas, que podem ou não ter uma fase larval
externa, muitas vezes de vida livre. À exceção dos ácaros e dos ácaros da sarna,
todos os outros ectoparasitas são macroscópicos; os endoparasitas, via de regra,
são macroscópicos.
Vejamos como os parasitas são classificados, segundo estes
parâmetros:

ECTOPARASITAS

Carrapatos; Ácaros; Ácaros da sarna; Larvas de moscas Piolhos; Chatos


ENDOPARASITAS
Vermes cilíndricos; Vermes achatados
Muito comumente, os ectoparasitas causam irritação extrema da pele, podendo, inclusive, criar bolsas ou
necroses locais; os endoparasitas, por sua vez, causam os mais variados sintomas, conforme estudaremos a seguir.
Os carrapatos, os ácaros e os ácaros da sarna são aracnídeos que sugam o sangue do hospedeiro, fazendo com
que a fêmea muitas vezes atinja proporções até vinte vezes o tamanho normal do adulto. Embora os ácaros passem
despercebidos, são causadores de grandes e intensas alergias, no mundo inteiro. Alguns carrapatos podem ser
veiculadores de doenças silvestres, daí a importância de serem estudados. Os ácaros da sarna cavam canais na pele,
causando um prurido muito intenso e criando verdadeiros túneis endodérmicos, que podem atingir extensões variáveis.
Os piolhos e os chatos são insetos que se instalam sobre o couro cabeludo ou na região pubiana, muitas vezes
até mesmo na região axilar e nas sobrancelhas, ou sobre o pêlo do corpo, causando intensa coceira. As fêmeas depositam
seus ovos, as lêndeas, na base do pêlo ou do cabelo.
Vejamos como os parasitas são classificados,
segundo estes parâmetros
As larvas de moscas pertencem a várias espécies. A mais
comum é a da mosca varejeira, também conhecida como
mutuca ou butuca no Brasil, e que medicamente é
identificada como sendo o famoso berne. As larvas
desenvolvem-se no interior do tecido epitelial, e, após
algumas semanas, a larva transforma-se em pupa e sai,
então, o adulto.
REINO MONERA — O REINO DAS BACTÉRIAS

As bactérias, incluindo as algas azuis, compreendem os organismos procariontes vivos. Os


procariontes não levam núcleo individualizado em suas células, nem organelas intracelulares e
não se reproduzem Sexualmente. O respectivo material genético acha-se incorporado em uma só
molécula circular de DNA. Possuem paredes celulares rígidas e são os únicos organismos nos
quais os polipeptídeos fazem parte da estrutura básica da parede celular. Não há procariontes
genuinamente multicelulares: conquanto possam as células não se dividirem completamente,
formando, então, filamentos ou massas, não existem conexões citoplasmáticas entre elas.
REINO MONERA — O REINO DAS BACTÉRIAS

As bactérias partilham com os fungos a função de agentes da decomposição no ecossistema


mundial. Metabolicamente, revelam-se versáteis: a grande maioria é heterotrófica, ou seja, obtém
alimento a partir de matéria orgânica ou inorgânica presente no meio, algumas são
fotossintetizadoras (realizam a fotossíntese) e outras ainda, quimioautotróficas (obtém energia a
partir de reações químicas, na presença de luz). Quanto à forma de respiração, podem ser
Anaeróbias, Anaeróbias facultativas e Aeróbias. Apesar de sua ação benéfica na decomposição,
muitas são agentes patogênicos terríveis, causando doenças fatais.
REINO MONERA — O REINO DAS BACTÉRIAS

As células bacterianas podem ser formas esféricas (cocos), de bastonete (bacilos), de hélice em
espiral (espirilos ou espiroquetas) ou em forma de vírgula (vibriões). Podem congregar-se em grupos
ou filamentos ou massas sólidas, caso as paredes celulares não se dividam completamente.
Há estruturas de locomoção como os cílios e os flagelos, e estruturas que revestem completamente
a célula, como os mucos.
REINO MONERA — O REINO DAS BACTÉRIAS

A recombinação genética nas bactérias e algas azuis implica na transferência de DNA de


célula para célula. Nos procariontes, a mutação, combinada a uma elevada taxa reprodutiva, é
uma fonte muito mais fértil de variabilidade do que a recombinação.
Abaixo, exemplos ilustrativos de vários tipos celulares de bactérias, além de exemplos de
cílios, flagelos e muco.
CARACTERÍSTICAS GERAIS

Staphylococcus pertencem a família Staphylococcaceae. São formados por cocos, de


formato esférico, irregulares e tendem a se agrupar em forma de “cachos de uva” à medida
que se submetem a coloração de gram. Essas bactérias são bactérias mesófilas, ou seja,
bastante adaptadas à temperatura corporal do ser humano, são imóveis (não tem flagelo), não
formam esporos, e a maioria é anaeróbia facultativa. Staphylococcus podem se distinguir dos
outros cocos gram- positivos pela presença da enzima catalase. A catalase é uma enzima que
quebra o peróxido de hidrogênio em água e oxigênio.
CARACTERÍSTICAS GERAIS

São bactérias naturais de pele e mucosas de mamíferos e aves. Nos seres humanos, portanto, podem ser
isolados de locais como: a pele, cavidade nasal, cavidade oral, cavidade vaginal. Estima-se que cerca de
30% dos indivíduos sadios são portadores de S. aureus na cavidade nasal. Pode-se dividir Staphylococcus
em 2 grandes grupos: estafilococos coagulase positiva(ECP) e estafilococos coagulase negativa (ECN).
STAPHYLOCOCCUS AUREUS,

É considerado o principal patógeno oportunista do organismo humano dentro do gênero. Está muito
associado à infecções adquiridas tanto na comunidade quanto no ambiente hospitalar. Foi isolado
primeiramente por Ogston, em 1882, e descrito por Rosenbach em 1884. Muitos indivíduos são carreadores
assintomáticos dos Staphylococcus, dificultando a sua análise epidemiológica em grande parte.
STAPHYLOCOCCUS AUREUS
PRINCIPAIS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

[Link] pode causar desde infecções superficiais ou profundas, até síndromes


toxicogênicas graves. Infecções superficiais: Afetam mais comumente a pele e
tecidos moles e cursam com formação de pus. A bactéria causadora da infecção
pode ser proveniente tanto do meio externo quanto da própria microbiota. As
manifestações podem ser diversas: como por exemplo feridas cirúrgicas,
furunculose que acometem o folículo piloso, o impetigo, a celulite e até
manifestações mais graves como a síndrome da pele escaldada
Infecções Sistêmicas:

Essas infecções envolvem uma bacteremia, ou seja, a entrada da bactéria na corrente sanguínea
do hospedeiro, causando sintomatologia sistêmica. A presença do agente no sangue do
hospedeiro pode causar choque séptico, trombose ou até provocar óbito do indivíduo. A corrente
sanguínea serve como “porta de entrada” para o desenvolvimento de outras manifestações
clínicas como endocardite, meningite, pneumonia e outras afecções graves.
Síndromes toxicogênicas:

Síndromes associadas a produção de toxinas pela bactéria,


que vão agir como superantígenos. Eles possuem a
capacidade de tornar a ligação entre as células do sistema
imune mais estáveis, culminando com a ativação dos
linfócitos T e concomitantemente na liberação de citocinas
pró- inflamatórias.
Principais doenças transmitidas por bactérias

As infecções cutâneas mais comuns no homem são causadas por bactérias do grupo dos
estafilococos - caso dos furúnculos ou abscessos, carbúnculo, foliculite (infecção na base dos
pêlos) e acne. Podemos ainda citar as doenças causadas por estreptococos, tais como erisipelas,
celulite e impetigo.
Principais doenças transmitidas por bactérias

A hanseníase é causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae, que


afeta a pele e o sistema nervoso, causando deformações e falta de sensibilidade.
O contágio ocorre pelo contato íntimo e prolongado com o indivíduo infectado.
Principais doenças transmitidas por bactérias

A pneumonia pode ser causada pelo S. pneumoniae ou por fungos. O S. pneumoniae é um


habitante comum da garganta e nasofaringe de indivíduos saudáveis. A doença surge com a
disseminação desse agente para outros locais: pulmões, seios paranasais (sinusite), ouvido
(otite), faringe (faringite) e meninges (meningite). A infecção é causada pela aspiração do
agente infeccioso ou por sua presença em fômites contaminados por secreções, principalmente
devido à baixa resistência do indivíduo.
Principais doenças transmitidas por bactérias

A meningite é doença grave, caracterizada pela inflamação das meninges-


membranas que envolvem a medula espinhal,o cérebro e os demais órgãos do
sistema nervoso, protegendo-os. Pode ser causada por bactérias (e também por
vírus) chamadas de meningococos, liberadas no ar pelas pessoas infectadas e,
posteriormente, inspiradas por outras.
Principais doenças transmitidas por bactérias

A tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, designação dada


em homenagem a seu descobridor. Afeta o pulmão, mas pode atingir os rins, ossos e intestino. A
transmissão ocorre pela aspiração e ou deglutinação da bactéria. Outra doença causada por
bactéria transmitida pelo ar e ou saliva é a difteria. Conhecida por crupe, caracteriza-se pela
inflamação na faringe (garganta), laringe e brônquios, podendo causar asfixia e morte. A principal
proteção é a vacina.
Principais doenças transmitidas por bactérias

O tétano é uma doença muito grave, que pode até matar. É causada pelo bacilo Clostridium tetani,
encontrado principalmente em solos contaminados com fezes de animais e do próprio homem
infectado. Esse bacilo tem a capacidade de sobreviver, sob a forma resistente de esporo, por muitos
anos no solo, penetrando no corpo quando há uma lesão (machucado) ou queimadura(s) na pele. Após
penetrar, multiplica-se e libera toxinas que afetam o sistema nervoso, provocando fortes contrações
musculares.
Principais doenças transmitidas por bactérias

O botulismo é outra doença importante, causado pelas toxinas do Clostridium botulinum, que
também formam esporos. É uma intoxicação resultante da ingesta de alimentos condimentados,
defumados, embalados a vácuo ou enlatados contaminados. Nesse tipo de alimento, em condições de
anaerobiose, isto é, sem oxigênio, os esporos germinam, crescem e produzem a toxina. A pessoa
intoxicada, após cerca de 18 horas de ingestão do alimento contaminado, sente distúrbios visuais,
dificuldade em falar e incapacidade de deglutir.
A morte ocorre por paralisia respiratória ou parada cardíaca. Por isso, devemos sempre cozinhar os
alimentos, mesmo os enlatados, durante, no mínimo, 20 minutos antes de comê-los.
Principais doenças transmitidas por bactérias

As diarreias bacterianas são causadas por diversas bactérias (enterobactérias),


tais como Salmonella, Shigella, Enterobacter, Klebsiella, Proteus e a Escherichia
coli , transmitidas através de alimentos, água, leite, mãos sujas, saliva, fezes, etc.
Algumas só provocam infecção quando a flora bacteriana não está normal,
podendo inclusive causar infecção urinária. São responsáveis por infecções
hospitalares e consideradas oportunistas em indivíduos debilitados
REINO PROTISTA — O REINO DOS PROTOZOÁRIOS

Os protozoários são organismos unicelulares ou coloniais, que pertencem a


vários Filos. Muitas espécies são móveis e heterotróficas,o que é considerado um
caráter animal. Os protozoários são encontrados no mar e na água doce, e muitas
espécies são parasitas.
REINO PROTISTA — O REINO DOS PROTOZOÁRIOS

Os protozoários são divididos em 4 Classes: ciliados, flagelados, sarcodíneos e


esporozoários. A divisão em classes, entre os protozoários, é feita geralmente
com base no tipo ou na ausência de estruturas locomotoras.

Os ciliados possuem um complexo de organelas, especialmente como parte da película, na


camada externa da célula. Os cílios são utilizados na natação e, em alguns organismos, na
alimentação. Alguns ciliados são Predadores e outros são Filtradores.
REINO PROTISTA — O REINO DOS PROTOZOÁRIOS

Os flagelados incluem os protozoários que têm apenas um núcleo e um ou mais flagelos, geralmente não
mais do que oito. Sua locomoção em água é bastante rápida, e geralmente são organismos de dimensões
bastante grandes (alguns podem ser vistos a olho nu).

Os sarcodíneos incluem todos os protozoários que se locomovem a partir de estruturas


denominadas Pseudópodos. São bastante comuns em água doce, e o exemplo mais
comum é o da ameba (Amoeba, Entamoeba e outros gêneros).
REINO PROTISTA — O REINO DOS PROTOZOÁRIOS

Os esporozoários são protozoários parasitas de


invertebrados e vertebrados e alguns deles necessitam de
dois hospedeiros. Não há nenhum tipo de estrutura de
locomoção. Entre os esporozoários causadores de doenças
encontra-se o famoso Plasmodium, que é o agente causador
da malária, o qual ataca preferencialmente Eritrócitos
humanos.
REINO FUNGI — O REINO DOS FUNGOS, MOFOS E
BOLORES
REINO FUNGI — O REINO DOS FUNGOS, MOFOS E
BOLORES

Os fungos, que antigamente eram classificados no Reino Mycota, são os organismos


encarregados da decomposição da matéria, ao lado das bactérias, degradando produtos orgânicos
e devolvendo carbono, nitrogênio e outros componentes ao solo e ao ar. Conhecem-se umas 100
mil espécies. Trata-se de organismos de crescimento rápido e não fotossintetizantes, que dão
origem a característicos filamentos denominados hifas. Na maioria dos casos, os filamentos
mostram-se altamente ramificados, compondo um tecido denominado micélio.
REINO FUNGI — O REINO DOS FUNGOS, MOFOS E BOLORES
REINO FUNGI — O REINO DOS FUNGOS, MOFOS E
BOLORES

Os fungos reproduzem-se por meio de esporos. Entre suas peculiaridades genéticas estão os
fenômenos que envolvem mutações a nível estrutural.

O Glicogênio é a principal reserva polissacarídica destes organismos heterotróficos. O


componente fundamental da maioria das paredes celulares deles é a Quitina. Em massa,
revelam-se Sapróbios, e muitos são parasitas e absorvem seu nutrimento de células vivas.

Além do papel que desempenham como decompositores, os fungos, do ponto de vista


econômico, denotam possuir apreciável importância como destruidores de matérias alimentares
e outros materiais orgânicos. O grupo também inclui os fermentos, a penicilina e outros
produtores de antibióticos, os bolores de queijo, as altamente prezadas trufas e outros
cogumelos comestíveis (champinhon, por exemplo).
O Reino Fungi está dividido em três filos, que são:

Ascomicetos — compreendem umas 30 mil espécies descritas, sendo o maior dos filos do reino. As
leveduras ou fermentos são ascomicetos unicelulares que se reproduzem por Brotamento. A maioria dos
fungos azul-esverdeados, vermelhos e pardos, que estragam alimentos, são ascomicetos, incluindo a
Neurospora, um bolor do pão de coloração salmão, o qual tem desempenhado notável papel na história da
genética moderna. Embora sejam muito comuns os ascomicetos bem desenvolvidos e comestíveis (como as
famosas trufas européias), existem também algumas espécies microscópicas, como o Penicillium notatum,
produtor do antibiótico penicilina, e o Saccharomyces cerevisiae, que é a levedura da cerveja.
O Reino Fungi está dividido em três filos, que são:

Ficomicetos — microscópicos quando isolados, porém em conjunto assumem formações


macroscópicas. Algumas espécies são parasitas de plantas, atacando a batata, certos cereais e a
uva. Outros provocam doenças em animais, como o gênero Saprolegnia, que causa o
emboloramento de peixes de aquário, levando-os à morte.
O Reino Fungi está dividido em três filos, que são:

Basidiomicetos — compreendem a maioria dos cogumelos de jardim e cogumelos comestíveis


(champignons), existindo cerca de 25 mil espécies. Embora haja espécies comestíveis, muitos
basidiomicetos são extremamente venenosos e alguns são alucinógenos (como o gênero
Psilocibe, consumido no México durante cerimônias xamanísticas). Há espécies microscópicas,
mas a maioria é macroscópica e bastante desenvolvida. Uma das principais características
morfológicas deste grupo é a presença do chapéu, que fica no topo de um pequeno caule, e no
qual estão as Lamelas com os esporos.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Os microfungos ou cogumelos microscópicos podem causar no homem doenças denominadas


micoses, do mais variados tipos. O termo micose foi empregado pela primeira vez por Virchow,
em 1856. Ocupam as micoses lugar de destaque na patologia tropical. No Brasil há estudos e
trabalhos importantes sobre o assunto, e que interessam a vários ramos da Medicina.
Os cogumelos microscópicos de interesse clínico pertencem, na maioria, à classe dos chamados
fungos imperfeitos.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Actinomicose - Micose produzida pelo Actinomyces bovis. As lesões actinomicóticas se


instalam em setores os mais diversos do organismo. Descrevem-se as seguintes formas
anatomoclínicas: (1) cérvico-facial, com lesões também na língua, bochechas e encéfalo; (2)
Abdominal, com início no apêndice, gerando sintomas de apendicite aguda ou subaguda. Daí, o
fungo pode invadir outras estruturas: cólon, ovários, trompas, fígado etc.; (3) Torácica,
acometendo pulmões, geralmente a porção inferior, pleura e parede do tórax, onde forma
fístulas. Tratamento: (1) penicilina, de preferência; (2) sulfonamidas, para os casos que não se
beneficiam com a penicilina; (3) iodeto de potássio; (4) remoção cirúrgica do pus e dos tecidos
mortos; (5) repouso e boa alimentação
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Nocardiose. Micose do tipo crônico, produzida por Nocardia asteroides, fungo muito comum no solo e de fácil crescimento
nos meios usuais de laboratório. Encontra-se no pus ou nos tecidos orgânicos. As manifestações clínicas da nocardiose se
assemelham, por vezes, às da actinomicose, mas aquela afeta com maior freqüência os pulmões e os pés. Nos pulmões causa
broncopneumonia tipo caseoso (aspecto de queijo), podendo mesmo confundir-se com a tuberculose. Forma abscessos em
vários pontos do corpo, inclusive no cérebro. No tratamento, as drogas preferenciais são as sulfonamidas.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Geotricose. Micose causada por uma ou mais espécies do gênero Geotrichum e produz lesões na boca,
semelhantes às do sapinho, no intestino, nos brônquios e pulmões. Trata-se com violeta de genciana. As
formas pulmonares e brônquicas se beneficiam com o iodeto de potássio e vacina autógena.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Coccidioidocose. Micose causada pelo Coccidioides immitis. Apresenta- se sob duas formas
clínicas: (1) primária, aguda, benigna, de bom prognóstico: os sintomas são os de uma infecção
respiratória banal: (2) progressiva, disseminada, grave, de elevada mortalidade: os sintomas
variam com os órgãos acometidos (pulmões, ossos, pele). Tratamento: a coccidioidomicose
primária cura-se em algumas semanas, sem qualquer tratamento específico: a forma progressiva
é muito difícil de tratar, embora novas esperanças tenham surgido com o aparecimento recente
do amphotericin, droga fungicida.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Criptococosee (torulose). Esta doença acomete qualquer parte do organismo, com acentuada
preferência pelo cérebro e pelas meninges. É provocada pelo Cryptococcus neoformans. A
mortalidade é elevada. O tratamento com o amphotericin tem produzido bons resultados,
quando aplicado nas fases iniciais da doença.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Rinosporidiose. Infecção de natureza fúngica, produzida pelo Rhinosporidium seeberi, caracterizada pela
formação de pólipos pedunculados ou sésseis no nariz e nas conjuntivas. O primeiro caso brasileiro de
rinosporidiose foi registrado por Montenegro em São Paulo. Tratamento: extirpação cirúrgica com auxílio
do bisturi elétrico, administração de antimonial pentavalente e tratamento local com tartarato de potássio e
antimônio a 5%, ou tártaro emético a 2%.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Candidíase (monilíase, sapinho). Doença provocada pela Candida albicans (antiga Monilia
albicans). Este fungo é habitante de estruturas normais, como a boca, o intestino e a vagina. Não
se encontra normalmente na pele, salvo se nesta houver alguma doença concomitante. Pode ser
identificado também no escarro de pessoas com doença pulmonar e brônquica não micótica. A
candidíase se manifesta por lesões das seguintes partes do organismo: (1) mucosa da boca
(sapinho) e da vagina; (2) pele, sobretudo quando trabalhada constantemente pela umidade; (3)
unhas; (4) brônquios; (5) pulmões.

Tratamento: as formas brônquicas e pulmonares devem ser tratadas com iodeto de potássio; a
forma generalizada resiste aos tratamentos habituais, mas o amphotericin deve ser tentado, uma
vez que in vitro a Candida é sensível a esse fungicida.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Esporotricose. Micose crônica causada pelo Sporotrichum schenki, e espalhada pelo mundo todo,
especialmente entre homens de campo, horticultores e operários. Este fungo penetra no corpo através de
ferimentos da pele das extremidades e pelo tubo gastrintestinal. A lesão cutânea inicial é característica:
nódulo subcutâneo de consistência elástica, forma esférica, móvel, não aderente; depois adere à pele, que
se torna avermelhada e, a seguir, preta, por causa da necrose, ou morte do tecido.
Medicamento de escolha: iodeto de potássio em doses crescentes.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Aspergilose. Doença causada por um microfungo, do gênero Aspergillus,


particularmente o A. fumigatus e o A. niger, e caracterizada por lesões na pele,
no ouvido externo, seios paranasais, órbita, vagina, pulmões, brônquios e, às
vezes, meninges e ossos. Tratamento médico se faz à base de iodeto de potássio
e vacina autógena.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

Blastomicose norte-americana (doença de Gilchrist). Micose causada pelo Blastomyces


dermatitidis, caracterizada por lesões na pele, nos pulmões, ou generalizadas. O Blastomyces
não se transmite de homem a homem, mas de sua fonte natural, o solo, onde vive e se
multiplica. Esta micose é comum nos EUA, mas raríssima na América do Sul.
Tratamento: iodeto de potássio, vacinas e aplicações locais de vários medicamentos.
VÍRUS — ORGANISMOS SEM REINO DEFINIDO

Os vírus, ainda sem classificação oficial e não possuindo um reino próprio, são
agentes infecciosos compostos de uma parte central de ácido nucléico, seja RNA ou
DNA, e de uma capa protetora cuja índole é protéica. Não se reproduzem fora das
células vivas. Nos vírus providos de DNA (DNA vírus ou Adenovírus), este entra
em competição com o DNA da célula hospedeira e assume a direção das atividades
dela. Nos vírus que encerram RNA (RNA vírus ou Retrovírus), o qual é geralmente
formado de uma só faixa, este atua como mensageiro na célula parasitada,
associando-se aos Ribossomos e servindo como modelo para a síntese das proteínas.

Cada tipo de vírus apresenta uma estrutura altamente específica, sendo o icosaedro
um dos arranjos mais facilmente encontrados, embora outras formas, como espirais,
cilindros, quadrados e losangos, também sejam encontrados.
VÍRUS — ORGANISMOS SEM REINO DEFINIDO
Os Bacteriófagos são vírus que atacam bactérias, e são geralmente
mencionados simplesmente como Fagos. O mais estudado é o Fago
T4, que ataca a bactéria Escherichia coli. A forma típica de um fago
T4 é mostrada a seguir, juntamente com outras formas virais.
VÍRUS — ORGANISMOS SEM REINO DEFINIDO
Os vírus são chamados, biologicamente, de parasitas intracelulares obrigatórios. Isto equivale
a dizer que, fora da célula-alvo viva, o vírus não tem atividade. Costuma-se, portanto, dizer que
os vírus são um meio-termo entre a matéria bruta e os seres vivos. Dentro da célula- alvo, os
vírus replicam-se normalmente, desempenhando, então, uma função que é comum a todos os
seres vivos (reprodução); fora dela, alguns vírus entram em um estado chamado "cristalizado",
o que os torna estruturas inertes semelhantes a minúsculos cristais. Nestas condições, os vírus
não têm nenhuma atividade e tornam-se semelhantes à matéria bruta.
CICLOS DE VIDA DE PLATELMINTOS (VERMES
ACHATADOS)

Todos os vermes pertencentes a este grupo animal têm uma característica bastante peculiar: são
achatados dorso-ventralmente, ou seja, assemelham-se a fitas métricas. Alguns têm dimensões
reduzidas, como é o caso das fascíolas, mas outros, como as solitárias, podem alcançar até 12
metros de comprimento. Alguns representantes deste filo são de vida livre, como as planárias (de
habitat aquático); outros são parasitas do homem e de outros animais (habitat terrestre e no
interior do corpo).
CICLOS DE VIDA DE PLATELMINTOS (VERMES
ACHATADOS)

Os platelmintos apresentam sistema digestório


incompleto (sem ânus) ou ausente, como no caso da
solitária. A digestão é extra ou intracelular e, no caso
citado, por absorção através da vasta área corporal do
animal.
CICLOS DE VIDA DE PLATELMINTOS (VERMES
ACHATADOS)

O filo está dividido em três classes, que são:


Classe Turbellaria (Turbelários). São platelmintos de vida livre. O grande representante desta
classe é a planária, que não apresenta nenhuma preocupação sanitária, já que, caso seja ingerida
por água contaminada, o adulto morre logo que chega ao estômago.
CICLOS DE VIDA DE PLATELMINTOS (VERMES
ACHATADOS)

Classe Trematoda (Trematódeos). São platelmintos de vida parasitária, tanto endoparasitas como
ectoparasitas. Podem ser Hermafroditas, como a Fasciola hepatica ou de sexos separados, como o
Schistosoma mansoni. Possuem duas Ventosas, uma com função de boca e a outra com função de fixação.
Dois representantes deste grupo causam doenças no homem e nos animais: a Fasciola hepatica, que causa a
fasciolite, e é um endoparasita de carneiro, podendo, eventualmente, parasitar o homem, afetando-lhe o
fígado e podendo ocasionar cirroses; e o Schistosoma mansoni, que provoca no homem a esquistossomose
ou barriga d’água, tão comum em regiões ribeirinhas onde exista o caramujo transmissor (hospedeiro
intermediário).
CICLOS DE VIDA DE PLATELMINTOS (VERMES
ACHATADOS)

Classe Cestoda (Cestódeos). São platelmintos exclusivamente endoparasitas. Vivem principalmente no


intestino de vertebrados. O corpo é revestido por uma Cutícula grossa e dividido em segmentos
denominados proglotes. Não possuem boca nem aparelho digestório. São hermafroditas completos, com
órgãos masculinos e femininos dentro de cada proglote. O grande representante brasileiro desta classe é o
gênero Taenia, com duas espécies: T. saginata (cujo hospedeiro intermediário é o boi) e T. solium (cujo
hospedeiro intermediário é o porco). Ambas são conhecidas popularmente como solitária. Causam as
doenças teníase e cisticercose. A segunda é mais grave que a primeira, pois a ingestão direta do ovo
ocasiona o desenvolvimento do cisticerco (larva) no interior de órgãos humanos como o cérebro, coração,
fígado etc., podendo levar o indivíduo infestado à morte.
CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

Todos os vermes pertencentes a este grupo são compostos por corpos cilíndricos
e alongados. Possuem musculatura disposta longitudinalmente. Podem ser
aquáticos ou terrestres. São muito numerosos no mundo inteiro, especialmente
nas regiões tropicais e equatoriais. Em uma amostra de solo de 40 cm3 do Zaire
foram contados 4.200 vermes (entre ovos, larvas e adultos) de muitas espécies de
platelmintos e nematelmintos, especialmente estes últimos. No Brasil, este filo
está muito bem representado por organismos patogênicos de grandes endemias
nacionais (amarelão, lombrigueiro, oxiurose etc.).
Apresentam sistema digestório completo, com boca e ânus. Não apresentam
sistema circulatório nem respiratório. A maioria dos nematelmintos é de sexos
separados; a reprodução é sempre Sexuada.
CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

A classificação dos nematelmintos é bastante complexa. Os principais representantes brasileiros do grupo são:

Ascaris lumbricoides (lombrigueiro ou ascaridíase)

Ancylostoma duodenale e Necator americanus (amarelão)

Enterobius vermicularis e Oxyurus sp (oxiurose ou oxiuríase)

Wuchereria bancrofti (elefantíase ou filariose)


CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

A classificação dos nematelmintos é bastante complexa. Os principais representantes brasileiros do grupo são:

Ascaris lumbricoides (lombrigueiro ou ascaridíase)


CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

Ancylostoma duodenale e Necator americanus (amarelão)


CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

Enterobius vermicularis e Oxyurus sp (oxiurose ou oxiuríase)


CICLOS DE VIDA DE NEMATELMINTOS (VERMES
CILÍNDRICOS)

Wuchereria bancrofti (elefantíase ou filariose)


PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES

A prevenção para todas as parasitoses é basicamente a mesma: as condições de higiene pessoal determinam a

disseminação ou não dessas doenças. Existe uma relação direta entre nível sócio-econômico e erradicação de

verminoses. Em populações carentes, onde não haja sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgotos

adequados, as verminoses são doenças endêmicas. Assim, costuma-se associar a presença de vermes em crianças

pobres, sem condições sanitárias adequadas. Em parte essa afirmação é verdadeira, embora toda a população esteja

suscetível de se contaminar com os vermes.


PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES

Abaixo, algumas medidas profiláticas que podem evitar a infestação pelos vermes anteriormente estudados:

 sempre lavar bem os alimentos, principalmente frutas e verduras, com água tratada e corrente. De preferência,
deixe os alimentos (saladas, verduras e legumes) que forem consumidos crus descansando em um recipiente
com água e Hipoclorito de Sódio por cerca de 15 a 20 minutos. Na falta deste produto, pode-se utilizar vinagre,
que contém ácido acético. Estas duas medidas matam os ovos que porventura estiverem na superfície dos
vegetais a serem consumidos;

 quando consumir carne (de qualquer origem, seja ela bovina, suína, de cabra etc.), cozinhar, assar ou fritar bem
os pedaços. Prefira não consumir carne mal passada, ou então pedaços muito grossos. Nestas duas
circunstâncias, caso haja ovos ou cisticercos de solitária, por exemplo, a temperatura de cozimento pode ser
insuficiente para matar o ovo ou cisticerco no interior do músculo;
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES

 na ausência de abastecimento de água tratada, consuma apenas água filtrada e/ou fervida.
Nunca beba água sem conhecer sua origem, ou que não seja tratada;

 evite defecar em locais inadequados, como córregos, matas, lavouras etc. Esta prática é uma
das que mais contribui para a não erradicação das verminoses no Brasil, pois o ciclo dos
vermes é continuado a cada vez que uma pessoa infestada defeca nesses locais, pois o verme
pode contaminar novamente o solo, a água, as verduras, frutas e legumes, iniciando
novamente um ciclo de infestação.
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES

O tratamento das verminoses é específico para cada doença. Não existe nenhuma "receita de bolo" para esta
ou aquela verminose. Via de regra, deve-se consultar o médico sempre que os sintomas abaixo forem sentidos,
para que seja feito o diagnóstico correto e aplicada a medicação cabível, em cada caso:
 forte dor abdominal, com contrações intestinais e sensação de "intestino preso" (obstrução intestinal). É a
famosa cólica abdominal, que ocorre com muita freqüência em quase todas as verminoses;
 diarréia ou alternância entre diarréia e obstrução intestinal, acompanhada ou não de falta de apetite;
 manchas esbranquiçadas no rosto;
 prostração, falta de apetite, acompanhados ou não por febre e irritabilidade;
 inchaço na barriga, na virilha, nas axilas, nas pernas ou nos braços;
 principalmente em crianças: tendência a comer areia, terra, pedaços de papel, ou então lamber ferro,
parede, madeira e outros objetos semelhantes.
PROFILAXIA E TRATAMENTO DE PARASITOSES

Obviamente, há outros sintomas, que podem eventualmente juntar-se aos


supramencionados. Sempre deve-se consultar o médico para os exames
Coprológicos adequados.

A gravidade e o número de pessoas acometidas por uma determinada


doença determinam a condição disseminadora do agente causador.
Assim, as doenças podem ser classificadas em:
PRINCIPAIS DOENÇAS ENDÊMICAS, EPIDÊMICAS E
PANDÊMICAS E OUTRAS MOLÉSTIAS CAUSADAS POR
MICRORGANISMOS, NO BRASIL E NO MUNDO

Como vimos, os microrganismos são seres que, devido à sua alta taxa
mutacional, rápido crescimento e facilidade de colonização dos mais variados
meios, conseguiram se desenvolver abundantemente na água, no solo, no ar, no
interior de plantas e animais, e também sobre a superfície corporal destes.

A gravidade e o número de pessoas acometidas por uma determinada doença


determinam a condição disseminadora do agente causador.
PRINCIPAIS DOENÇAS ENDÊMICAS, EPIDÊMICAS E PANDÊMICAS E
OUTRAS MOLÉSTIAS CAUSADAS POR MICRORGANISMOS, NO
BRASIL E NO MUNDO

Assim, as doenças podem ser classificadas em:


 EPIDEMIA — doença que acomete um grande número de pessoas, num curto espaço de tempo, em
uma determinada área geográfica. Temos como exemplos as famosas epidemias de cólera, de
conjuntivite, de hepatite, de meningite, de dengue etc. Geralmente, as epidemias iniciam-se com um
Surto que posteriormente toma a forma de uma epidemia propriamente dita;
 ENDEMIA — doença que acomete um número de pessoas constante, ou com pouca oscilação, durante
décadas ou espaço de tempo superior, em uma determinada área geográfica. As endemias mais comuns
no Brasil são a malária, a doença de Chagas, o amarelão e a ascaridíase, pois os números de pessoas
acometidas, em suas regiões de ocorrência, são constantes, ano após ano;
 PANDEMIA — tipo de epidemia que se dissemina rapidamente sobre várias regiões geográficas do
planeta, com controle sanitário muito pequeno ou nulo. Atualmente, as pandemias que mais
preocupam a população mundial são a gripe e a AIDS. Uma pandemia famosa do início do séc. XX
foi a gripe espanhola, que matou mais de 20 milhões de pessoas no mundo inteiro.
PRINCIPAIS DOENÇAS PARASITÁRIAS ENDÊMICAS DO BRASIL

O Brasil, assim como a África e o sudeste da Ásia, sofre com uma série de doenças parasitárias, genericamente
denominadas verminoses ou Helmintoses. Parece haver uma relação muito intensa entre o desenvolvimento de
verminoses e o clima. Em locais úmidos e quentes, como é a maioria de nosso país, assim como o Continente
Negro e o sudeste asiático, os vermes desenvolvem-se rápida e acentuadamente; em contrapartida, em regiões
temperadas ou polares, parece não haver desenvolvimento de ciclos de vida de vermes.

Em linhas gerais, as principais doenças parasitárias, de interesse médico-sanitário e ambiental, são as seguintes:
- FASCIOLITE; ESQUISTOSSOMOSE (BARRIGA D’ÁGUA)
- TENÍASE (SOLITÁRIA); CISTICERCOSE; ASCARIDÍASE (LOMBRIGUEIRO)
- AMARELÃO; OXIURÍASE (OXIUROSE); ELEFANTÍASE

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