Orientação em supervisão
escolar e orientação
educacional
PROF. DANIELLE RAMOS MENDES
@danielleramosmendes
EMENTA
▪ Compreensão, a partir do estudo da Unidade Escolar, da ação integradora e formadora do
trabalho do Pedagogo mediando ações em relação à Família,
▪ Trabalho, Saúde, Lazer do discente e o desenvolvimento das potencialidades humanas. A
importância do Pedagogo para estudantes e professores no
▪ processo de ensino-aprendizagem. O desempenho da ação supervisora e
▪ orientação educacional nos variados contextos e instâncias de atuação rumo à
▪ promoção de um ensino de qualidade.
2
II – OBJETIVOS GERAIS
▪ Compreender, a partir do estudo da Unidade Escolar, a ação integradora e formadora do trabalho
do Pedagogo mediando ações em relação à Família, Trabalho, Saúde, Lazer do discente e o
desenvolvimento das potencialidades humanas.
▪ Compreender o processo de construção de conhecimento no indivíduo inserido no seu contexto
social e cultural.
▪ Possibilitar acesso aos conhecimentos teórico-práticos que subsidiam a aquisição da capacidade
de articular ensino e pesquisa na produção do conhecimento e na prática pedagógica.
▪ Ter compromisso com uma ética de atuação profissional e com a organização da vida em
sociedade.
▪ Aperfeiçoar os procedimentos práticos em atividades no estágio desenvolvido nas Diretorias de
Ensino, Coordenadorias e Unidades Escolares.
3
III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS
▪ • Reconhecer as contribuições do Pedagogo frente as áreas de trabalho (escola, família, comunidade e
saúde, lazer e trabalho);
▪ • Identificar as atribuições e o trabalho do Supervisor Escolar dentro de uma proposta de supervisão de
sistema e de escola;
▪ • Identificar e analisar a realidade escolar, a comunidade na qual está inserida e seus problemas, bem
como articular com a ação supervisora e de orientação educacional;
▪ Discutir propostas de organização e gestão na perspectiva de uma escola democrática;
▪ Analisar e discutir situações e práticas pertinentes ao papel do supervisor escolar/coordenador
pedagógico e orientador educacional dentro da escola;
▪ • Elaborar planejamento educacional no âmbito escolar e não escolar em seus diversos níveis e
relações;
4
▪ IV – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
“
▪ UNIDADE I – A ESCOLA COMO ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO E
LUGAR DE ENSINO-APRENDIZAGEM
▪ 1.1 Conhecendo a unidade escolar: Caracterização da escola: localização,
estudantes e professores, especialistas, funcionários, assistência que a
escola presta aos estudantes, situações de problemas de ensino
aprendizagem, relações com a comunidade.
▪ 1.2 Sistema de ensino público (Municipal e Estadual) e Escolas
Particulares.
▪ 1.3 A escola e sua função social: A ação supervisora e o trabalho dentro da
escola
▪ 1.4 A cultura organizacional da escola
5
▪ IV – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
“
▪ UNIDADE II - PLANEJAMENTO EDUCACIONAL NA ESCOLA E A
AÇÃO DO PEDAGOGO
▪ 2.1 Planejamento: tipos e níveis e suas relações
▪ 2.2 Planejamento educacional no âmbito escolar e não escolar
▪ 2.3 Projeto Político Pedagógico e/ou Proposta Pedagógica e Plano de
Desenvolvimento da Escola
▪ UNIDADE III – ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E SUPERVISÃO
ESCOLAR NA CONTEMPORANEIDADE
▪ 3.1 O supervisor escolar/coordenador pedagógico e o orientador
educacional no cotidiano da escola: reuniões, calendário escolar, conselho
de classe, organização das turmas, entrevistas, formação continuada,
análise de casos entre outras questões da ação do pedagogo
6
“
V – ESTRATÉGIA DE TRABALHO
▪ Com o objetivo de aprofundar o conteúdo programático e o
incentivo à pesquisa, o docente utiliza nessa disciplina “prática”,
recursos como: estudos de caso, trabalhos em grupo, elaboração e
desenvolvimento de projeto para Supervisão Orientação Escolar
que permitam aos estudantes compreenderem na prática a teoria
apresentada
7
VI – AVALIAÇÃO
▪ A avaliação é um processo desenvolvido durante o período letivo e leva
“
em conta todo o percurso acadêmico do estudante, como segue:
▪ - acompanhamento de frequência;
▪ - acompanhamento de nota;
▪ - desenvolvimento de exercícios e atividades;
▪ - trabalhos em grupo;
▪ - estudos disciplinares; e
▪ - atividades complementares.
▪ A avaliação presencial completa este processo. Ela é feita no polo de
apoio presencial com o intuito de reflexão (em forma de relatório sobre
um estudo de caso e em forma discursiva), seguindo o calendário
acadêmico.
8
A ESCOLA COMO
ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO
E LUGAR DE ENSINO-
APRENDIZAGEM
Na sua
visão, o
que é a
ESCOLA
?
10
O que é a Escola:
É a instituição que fornece o processo
de ensino para discentes (alunos), com
o objetivo de formar e desenvolver
cada indivíduo em seus aspectos
cultural, social e cognitivo.
A palavra escola vem do grego scholé,
que significa "ócio" - o mesmo que
“lazer ou tempo livre”. Este significado
advém do conceito de escola na Grécia
Antiga, que, diferente do que vemos
atualmente, era uma reunião, um
momento, em que os cidadãos gregos
tiravam um tempo livre para discutirem
sobre filosofia e alguns
comportamentos sociais.
11
O surgimento e desenvolvimento da escola no mundo:
Em 2000 a.C., no período da Grécia Antiga, as escolas tinham por
objetivo educar homens em sua formação integral, ou seja, desenvolver
sua ética, pensamento político e o seu conhecimento religioso.
Entretanto, com a queda da Grécia Antiga para Roma em 763 a.C., as
escolas passaram a ter como função formar homens com capacidade
crítica, através de ensinamentos sobre filosofia, aritmética, política e
artes, onde o professor (grandes filósofo) incentivava a construção de
ideologias baseadas no comportamento social da época e não em seus
próprios conhecimentos.
Ao longo desse período, a escola formava apenas pessoas do sexo
masculino, considerados cidadãos greco-romanos, com o objetivo de
torná-los dirigentes do povo, como políticos ou representantes religiosos.
A instituição representava uma troca de ideias construtivas, onde as
pessoas eram livres para desenvolver seus próprios pensamentos e
conclusões.
12
O surgimento e desenvolvimento da escola no mundo:
- Com o domínio social e religioso da Igreja Católica na Idade
Média, o direito à educação passou a ser restringido somente à elite
clériga, sendo as outras classes sociais excluídas de qualquer
conhecimento ou ensino lecionado.
- Os professores da época eram os próprios religiosos, que
ensinavam a ler e a escrever, baseados em estudos da Igreja Católica.
- As classes aconteciam dentro dos mosteiros, com crianças e adultos
dividindo o mesmo ambiente e ensinamentos.
13
O surgimento e desenvolvimento da escola no mundo:
- Foi a partir do desenvolvimento da economia neste período
que os nobres perceberam a necessidade de ler, escrever e
contar para os seus negócios.
- A elite entendeu que com o crescimento econômico,
precisariam cada vez mais de pessoas instruídas e capacitadas
na operação de máquinas e na realização de negociações.
A escola, então, passa a ter um novo sentido: formar
trabalhadores selecionados pela nobreza para atuarem no
mercado de trabalho em prol do desenvolvimento econômico.
-
14
E HOJE?
O QUE SE TORNOU A ESCOLA?
15
A escola como direito de todos
Com o surgimento das escolas pública na Europa, outros continentes também
adaptaram a sua educação usando o modelo europeu como exemplo.
Entretanto, apenas no século XX, precisamente em 1948, que as Nações
Unidas declarou a escola como direito de todo ser humano, assegurado pelo
Artigo 26 da Declaração dos Direitos Humanos, conforme abaixo:
Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos
graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A
instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior,
esta baseada no mérito.
Após esse decreto, ficou como dever do Estado disponibilizar e manter o ensino
básico regular, dando o direito aos pais de escolherem o modelo educacional que
melhor se adequasse e fizesse sentido para os seus filhos.
16
Conhecendo a unidade
escolar
▪ A escola, organização social, é o lugar em que se concretiza o
objetivo do sistema escolar, ou seja, o atendimento dos
alunos nas relações de ensino e aprendizagem.
17
Conhecendo a unidade
escolar
▪ A organização escolar é considerada:
▫ um sistema aberto,
▫ não excludente,
▫ que se relaciona com seu meio,
▫ captando informações para orientar seus objetivos
18
Conhecendo a unidade
escolar
▪ Desse modo, “as organizações escolares, ainda que estejam
integradas num contexto cultural mais amplo, produzem
uma cultura interna que lhes é própria e que exprime os
valores (ou os ideais sociais) e as crenças de que os
membros da organização partilham” (BRUNET, 1988 apud
NÓVOA, 1992, p. 29).
19
CULTURA
EXTERNA
CULTURA
INTERNA
20
A partir do exposto, vê-se que há
uma cultura interna na organização
escolar composta pelos significados
individuais dos atores e que são
partilhados, assim como há um
conjunto de variáveis exógenas que
interferem na definição identitária da
organização, o qual podemos
chamar de cultura externa da
organização.
21
▪ Dessa forma, os problemas
“ que envolvem a sociedade,
também estão inseridos
dentro da escola e nós,
enquanto pedagogos,
precisamos pensar e
executar ações para
combatê-los.
22
EQUIPES:
• Cada equipe vai pensar em um problema
social que também está inserido dentro
da escola.
• A equipe também deve pensar em uma
ação de solução ou minimização para
este problema.
• Iremos debater os problemas e ações de
cada equipe e acrescentar possíveis
ações;
23
▪ O estudo da Pedagogia nos remete ao
“ estudo da escola. Tanto uma como a
outra demandam, além do exame da
história, a reflexão sobre os aspectos:
▫ filosóficos,
▫ sociais,
▫ políticos
▫ e pedagógicos da educação.
▪ Quando se pensa na função da educação escolar, não podemos
deixar de responder a certas perguntas como:
“
▫ em que concepção de mundo acreditamos?
▫ que homem queremos formar? Que valores iremos
trabalhar?
▫ quem é o meu aluno hoje?
▫ em que realidade o aluno com quem trabalho está
inserido?
▫ que tipo de cidadão desejo formar?
▫ que currículo poderá contribuir para a formação desse
aluno? Que metodologia? Que tipo de avaliação?
▪ Tais perguntas estão diretamente relacionadas às dimensões
filosófica, social e política do trabalho do pedagogo.
25
Por exemplo, quando se pensa na concepção de mundo e na visão
de homem que se tem, a dimensão filosófica da educação está
sendo evidenciada e o pedagogo, na função de orientador
educacional, ao responder essas questões, deve relacioná-las ao:
• tipo de conhecimento e aos valores que se quer construir com os
alunos,
• à formação integral do indivíduo (não somente o conteúdo)
• às tendências educacionais e práticas cotidianas de sala de aula.
Esses conceitos devem, sempre que possível, ser revistos com o
coletivo de educadores da escola para que não se percam de vista
as finalidades do trabalho educativo.
26
▪ Verifica-se, dessa forma, que ao refletir sobre a
dimensão política de sua atuação, o profissional
da Educação deve:
▫ promover situações e atividades (grêmios,
representações de alunos, trabalhos em grupo)
que permitam aos alunos tomar decisões e
vivenciarem as consequências de seus atos.
A dimensão pedagógica da escola traduz-se
pelas questões relativas ao currículo, como a
seleção dos objetivos, conteúdos,
metodologia e formas de avaliação.
O profissional da Educação auxiliará no
planejamento desses aspectos ao lembrar,
sempre que possível, aos educadores, do
universo social, cultural, afetivo e cognitivo
do aluno.
28
Com relação à dimensão social da escola, o
pedagogo atuante nas diversas áreas tem o
papel fundamental de conhecer, interpretar e
divulgar aos demais elementos da escola a
realidade socioeconômica e psicológica do
aluno, bem como da comunidade na qual
está inserido, identificando suas
necessidades a fim de superar as
dificuldades encontradas.
29
▪ O pedagogo busca meios emancipatórios para atingir seus objetivos,
assumindo um compromisso com o momento social e histórico e
contribuindo para a formação de homens mais críticos, conscientes e
participativos na sociedade.
▪ Essa tarefa não é nada simples, pois muitas vezes os educadores entram em
conflito, porque os aspectos idealizados de uma escola desejada não
condizem com a realidade concreta.
30
QUAIS PROBLEMAS VOCÊ ELENCARIA
DENTRO NA ESCOLA HOJE?
31
▪ A escola está inserida na sociedade, vivenciando os
problemas oriundos dessa, como a violência, a pobreza,
o desemprego, a fome, a falta de moradia, os problemas
de saúde, as drogas, entre outros, que têm reflexos
explícitos no interior dessa instituição.
▪ Além disso, os profissionais da escola, não raramente,
sentem-se frustrados por terem dificuldade em
operacionalizar os objetivos e metas educacionais, ora
por falta de conhecimento, ora por falta de recursos.
32
SISTEMAS DE
ENSINO E
ESCOLAS
PARTICULARES
33
QUEM ESTRUTURA O SISTEMA DE ENSINO NO
BRASIL?
▪ Constituição de 1988 e LDB – LEI DE
DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO
(LDBEN 9.394/1996)
▫ Estrutura o ensino em:
BÁSICO SUPERIOR
QUEM ESTRUTURA O SISTEMA DE ENSINO NO
BRASIL?
▪ A legislação educacional vigente, qual seja, LDBEN 9.394/1996, ao
definir as competências e responsabilidades de cada ente federado (União,
estados, Distrito Federal e municípios) com relação à oferta da educação,
em seus diferentes níveis e modalidades, destaca que estes deverão
organizar, em regime de colaboração, seus respectivos sistemas de ensino.
Assim, esta Lei, em seu artigo 8º, diz que “a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os
respectivos sistemas de ensino”.
QUEM ESTRUTURA O SISTEMA DE ENSINO NO
BRASIL?
▪ É competência dos MUNICÍPIOS atuarem prioritariamente na Educação Infantil
e Ensino Fundamental anos Iniciais,
▪ Enquanto cabe aos ESTADOS assegurar o Ensino Fundamental anos finais e
oferecer, prioritariamente, o Ensino Médio.
▪ No tocante ao Distrito Federal, a lei define que este ente deverá desenvolver as
competências referentes aos estados e municípios, ou seja, oferecer toda a
educação básica.
▪ Quanto ao papel da UNIÃO, a LDBEN 9.394/1996 diz que a esta cabe a
organização do sistema de educação superior e o apoio técnico e financeiro aos
demais entes federados. 36
“
BÁSICO
Educação Infantil Ensino Fundamental
Ensino Médio
▪ De 0 aos 17 anos;
▪ Todo cidadão tem direito;
37
EDUCAÇÃO INFANTIL
▪ Primeira etapa da Educação Básica;
▪ Dividida em duas fases
▫ CRECHES: crianças até 3 anos de idade;
▫ Pré-escolas: crianças de 4 a 5 anos – visam a
iniciação ao letramento (obrigatória);
Nessa fase, o ensino ainda não é obrigatório,
porém deve estar disposta aos pais;
38
ENSINO FUNDAMENTAL
▪ Duração mínima de 9 anos;
▪ Se divide em dois:
▫ Anos Iniciais: 6 anos – duração: 5 anos, sempre com pedagogos;
▫ Anos Finais: 11 aos 14/15 anos –duração: 4 anos, professores
especialistas em áreas;
▪ Obrigatório e gratuito na escola pública;
▪ Cabe ao poder público garantir sua oferta para todos, inclusive aos que
não tiveram acesso na idade adequada;
▫ Supletivo;
39
▫ EJA;
Ensino Médio
▪ Etapa final da educação básica;
▪ Duração mínima de 3 anos;
▪ Atende a formação geral do educando, podendo
incluir programas de preparação geral para o
trabalho;
▪ Enfoque: Habilidades práticas que esse aluno irá
desenvolver;
40
Educação Superior
▫ Cursos sequenciais: tecnólogos
▫ Abrange os cursos de graduação nas diferentes áreas profissionais
(licenciatura e bacharelado);
▫ Abrange também as pós-graduações (especialização, mestrado,
doutorado)
▫ Aberto a candidatos que tenham concluído o Ensino Médio ou
equivalente;
▫ Ter sido classificado em processo seletivo;
▫ Cursos de extensão; (APOSTILA PARA PROXIMA AULA)
41
Órgãos responsáveis pela educação no Brasil
Em nível federal: Em nível estadual: Em nível municipal:
▪ Ministério da ▪ Secretaria Estadual de ▪ Secretaria
Educação (MEC) Educação (SEE) Municipal de
▪ Conselho Nacional ▪ Conselho Estadual de Educação (SME)
de Educação Educação (CEE), ▪ Conselho
(CNE). ▪ Delegacia Regional de Municipal de
Educação (DRE) ou Educação (CME).
Subsecretaria de
Educação.
42
Sistema Federal de Ensino
▪ De acordo com o artigo 16 da LDBEN 9.394, o sistema federal de ensino diz
respeito às instituições, aos órgãos, às leis e às normas que são de
responsabilidade da União, do governo federal e são realizadas nos estados e
municípios.
▪ Assim, além da responsabilidade pela manutenção das instituições federais,
por meio do Ministério da Educação, supervisiona e inspeciona as diversas
instituições de ensino superior particulares.
▪ A normatização deste sistema é realizada pelo órgão colegiado, Conselho
Nacional de Educação (CNE).
43
Sistema Estadual de Ensino
▪ Conforme disposto na Constituição Federal de 1988, em seu art. 24, cabe à
União, aos estados e ao Distrito Federal legislar sobre educação, cultura, ensino
e desporto. Assim, no artigo 17 da referida lei educacional vigente, fazem parte
do sistema estadual de ensino as instituições de ensino estaduais.
▪ Entretanto, além da manutenção de suas escolas, cabe a este sistema a função de
disciplinar e controlar a educação particular, fundamental e média, ensino
supletivo e cursos livres que acontecem fora do âmbito escolar, por meio da
Secretaria Estadual de Educação e do Conselho Estadual de Educação (CEE),
que exerce função normativa, deliberativa, consultiva e fiscalizadora da rede
oficial e particular.
44
Sistema Municipal de Ensino
▪ Do sistema municipal de ensino, fazem parte as unidades escolares municipais, o
órgão administrativo da Secretaria Municipal de Educação e as instituições de
ensino particulares de Educação Infantil, também compõe o sistema municipal de
ensino, o Conselho Municipal de Educação que, em conformidade com a legislação
educacional estadual e federal, exerce função normativa, deliberativa, consultiva e
fiscalizadora da rede municipal de ensino e das escolas particulares de Educação
Infantil.
45
PPP – PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
▪ Todos nós planejamos algo, é intrínseco do ser
humano;
▪ O planejamento é um processo e ao fim dele, temos
um fruto: O PLANO!
▪ Precisamos planejar para executar as ações de
maneira mais assertiva;
46
▪ O PPP nada mais é que um documento da escola;
▪ É um documento físico que faz parte do Plano Escolar;
▪ O PPP é fruto do planejamento da escola, portanto, é algo
que deve ser participativo (gestão democrática);
▪ Ele define as diretrizes, métodos e metas para a escola
atingir seus objetivos e melhore a qualidade de ensino;
▪ Ele é um documento que dura um tempo e é
participativo/democrático; 47
QUEM DEVE PARTICIPAR DA ELABORAÇÃO DO
PPP?
▪ Comunidade escolar:
▫ Direção;
▫ Coordenadores e Orientadores;
▫ Professores;
▫ Funcionários
▫ Pais de alunos;
▫ Pessoas da comunidade em geral;
▫ Alunos representantes da comunidade;
É UM DOCUMENTO QUE INFLUENCIA NO TRABALHO DE
TODOS! 48
▪ Ele reflete as características da Escola;
▪ Reflete a identidade e a cultura da escola;
▪ Porque?
▫ Porque é um documento que é construído pela
comunidade ao redor da escola, levando em
consideração o contexto que está inserida.
49
FASES
▪ ANÁLISE:
▫ DIFICULDADES?
▫ PONTOS POSITIVOS?
▫ QUEM SÃO OS ALUNOS?
▫ COMO É FEITA A EDUCAÇÃO ESPECIAL?
Analisar o contexto em que está inserida, para que
assim possa...
50
FASES
▪ QUAIS AS CONCEPÇÕES DA ESCOLA?
▫ Em que acreditamos? (Filosofia);
▫ Que cidadão eu quero formar?
▫ Cada escola tem sua concepção (pluralidade
de teorias e ideias pedagógicas)
LIBERTADORA OU TECNICISTA POR
EXEMPLO;
51
FASES
▪ REFLETIR SUAS PROPOSTAS E ELABORAR METAS: Pensando na
escola, no aluno e na ação que o aluno produzirá na comunidade;
▫ PLANEJAR METAS PARA SANAR AS DIFICULDADES:
▫ Aprendizagem;
▫ Dificuldades financeiras;
▫ Envolvimento com as famílias;
▫ Integração dos alunos com deficiência;
▫ Melhorar os resultados dos alunos;
52
DIMENSÕES
▪ PROJETO:
▫ Porque reúnem ações concretas a serem executadas por um tempo
determinado;
▪ POLÍTICO:
▫ Entende que a escola é um espaço de formação de cidadãos conscientes e que
tudo que ele aprender na escola, refletirá na sociedade;
▪ PEDAGÓGICO:
▫ Trabalha com propostas de ensino que conduzem o processo de aprendizagem;
53
extra
▪ O PPP tem 4 dimensões que são: Pedagógica,
administrativa, financeira e jurídica
▪ Os princípios norteadores do PPP são: Igualdade
de condições para acesso e permanência na
escola; qualidade, gestão democrática; liberdade e
valorização do magistério.
54
MARCOS:
▪ SITUACIONAL:
▫ Explicita a realidade, a situação da escola;
▫ Problemas e necessidades;
▫ Potencialidades;
▪ CONCEITUAL/FILOSÓFICO:
▫ Concepção que a escola acredita;
▪ OPERACIONAL:
▫ Organização e linha de trabalho da escola baseado nos
pontos acima;
55
▪ Algumas escolas não tem PPP e sim PP (mais abrangente) -
LDB;
▪ Ele explicita a participação e prática de uma gestão
democrática;
▪ Fala sobre Recursos Humanos, financeiro, sobre AEE;
▪ É um documento que evidencia a autonomia da escola;
56
▪ Não confundi o PPP com o Regimento Escolar;
▪ Regimento Escolar: é um dos instrumentos para o
funcionamento do PPP;
▫ Trata das normas;
▫ Direitos;
▫ Deveres;
▫ Função do professor;
▫ Conselho de classe; 57
58
PERGUNTA 1
▪ A avaliação diagnóstica e permanente é uma
característica do PPP, que possibilita a criação da
solução de problemas ao longo da implementação;
59
60
PERGUNTA 2
▪ O PPP privilegia qualidade e profissionalismo
para um desempenho competente e comprometido
com as responsabilidades da categoria docente,
por meio de um comportamento ético e político
próprio de uma prática profissional.
61
62
PERGUNTA 3
▪ Os pressupostos que norteiam o PPP estão
desvinculados da proposta de gestão democrática
63
64
PERGUNTA 4
▪ O PPP caracteriza-se por ser um documento
estritamente administrativo, no qual devem estar
expressos os objetivos de aprendizagem, bem
como as metas das instituições bem como os
métodos pedagógicos para cumprimento do
currículo.
65
66
PERGUNTA 5
▪ O PPP deve refletir as prioridades da Instituição
Escolar, articuladas as ações educativas que foram
previstas, cuja intencionalidade também deve ser
explicitada no documento.
67
68
UNIDADE 2
Quem é e o que faz o
orientador educacional?
69
Quem é e o que faz o
orientador educacional?
• Esse é o profissional que se preocupa com a
formação pessoal de cada estudante!
• Na instituição escolar, o orientador educacional
é um dos profissionais da equipe de gestão.
• Ele trabalha diretamente com os alunos,
ajudando-os em seu desenvolvimento pessoal;
• em parceria com os professores, para
compreender o comportamento dos estudantes e
agir de maneira adequada em relação a eles;
• com a escola, na organização e realização da
proposta pedagógica;
• e com a comunidade, orientando, ouvindo e
dialogando com pais e responsáveis.
▪ Professores e orientadores têm diferenças marcantes de atuação. "O
profissional de sala de aula está voltado para o processo de ensino-
aprendizagem na especificidade de sua área de conhecimento, como
Geografia ou Matemática“;
▪ "Já o orientador não tem currículo a seguir. Seu compromisso é com a
formação permanente no que diz respeito a valores, atitudes, emoções e
sentimentos, sempre discutindo, analisando e criticando."
71
▪ Para além da mera orientação vocacional e das obrigações da lei, hoje, o
orientador educacional esta, cada vez mais, consciente de seu papel profissional,
trabalhando de forma interdisciplinar, com todos os elementos que fazem parte
do processo educativo:
▪ alunos, professores, funcionários, pais ou responsáveis, demais técnicos e
comunidade do entorno em que a escola esta situada.
72
Os ramos de atuação do orientador educacional podem ser
distribuídos em:
▪ Orientação escolar;
▪ Relação família-escola;
▪ Relação escola-comunidade
▪ Orientação em relação a saúde;
▪ Relações humanas;
▪ Orientação para o lazer;
▪ Orientação vocacional e para o trabalho;
▪ Acompanhamento pós-escolar.
73
▪ O papel da orientação educacional pode, ainda, ultrapassar o
âmbito da instituição escolar convencional;
▫ hospitais, empresas, ONGs, consultorias, escolas de
informática ou línguas, academias, conselhos tutelares e
penitenciarias, trabalhando na área de reabilitação
profissional, relações interpessoais, recursos humanos
entre outros serviços.
74
Alguns dos fazeres do orientador educacional na escola:
▪ contribuir para disseminar um clima harmonioso na escola e nas relações
interpessoais de seus integrantes, difundindo valores como a solidariedade;
▪ responsabilizar-se, juntamente com os demais profissionais da escola, pela elaboração
e acompanhamento do desenvolvimento da proposta pedagógica da escola;
▪ articular com a Equipe Técnica e professores a elaboração dos planos de trabalho,
acompanhando sua implantação;
▪ investigar, orientar e acompanhar o processo de recuperação dos alunos com baixo
rendimento escolar;
75
▪ informar pais sobre o rendimento escolar;
▪ acompanhar e encaminhar, quando necessário, os alunos
com necessidades educativas especiais;
▪ elaborar, com os demais integrantes da equipe técnica,
suporte pedagógico e atividades de formação continuada.
76
A orientação educacional em relação aos funcionários da escola e corpo
docente
▪ Cozinheiros, inspetores de alunos, bibliotecários, pessoal de limpeza, secretários, enfim todos os
profissionais que exercem funções auxiliares do processo educativo devem ser considerados
educadores e conscientizados de sua importante tarefa para que o processo de ensino-
aprendizagem ocorra de maneira saudável e organizada.
▪ Para tanto, o orientador educacional tem a função de manter um bom clima, entre esses
profissionais, trabalhando questões como relacionamento interpessoal, dialogo, respeito, resgate
da autoestima e atribuições para o bom funcionamento da escola, por meio de reuniões
sistemáticas, ouvindo criticas e propostas para o trabalho, fornecendo subsídios teórico-práticos.
77
▪ Ao reunir-se com inspetores de alunos, por exemplo, e
importante discutir sobre o comportamento dos estudantes,
evidenciando o que e natural da idade e o que deve ser
observado.
▪ Pode-se ainda orientar o profissional com propostas de
trabalho para o desenvolvimento de atividades no recreio ou
quando necessitar tomar conta de uma sala de aula, em um
possível atraso do professor.
78
O orientador educacional pode auxiliar o corpo docente
quando:
▪ Procura evidenciar a realidade socioeconômica que a escola esta inserida e as dimensões
pisco-biologico-emocionais dos alunos, auxiliando o professor a interpretar e enfrentar as
varias manifestações destes, por vezes complexas e contraditórias, ocorridas em sala de
aula;
▪ Reflete coletivamente sobre formas de avaliar o aluno e as consequências da repetência e
da evasão escolar;
▪ Estudos sobre os rendimentos dos alunos e tarefas educativas conjuntas, que levem ao
alcance de objetivos comuns tais como: estudos de recuperação, atividades
complementares as aulas, tarefas relacionadas a orientação vocacional;
79
▪ averigua as queixas apontadas pelo professor em relação aos alunos, no que se
refere a problemas de saúde, comportamento e dificuldades de aprendizagem,
orientando o professor a como proceder e, se necessário, encaminhando o
aluno para diagnostico e tratamento.
▪ Sempre que possível, procura dar devolutiva dos casos encaminhados ao
professor;
▪ auxilia o professor na busca de sua identidade profissional e complementação
de sua formação humana de uma opção consciente pelo magistério.
80
▪ “a indisciplina e um sintoma da inadequação do
aluno real a escola idealizada, gerando a
confrontação do novo sujeito histórico a velhos
modelos autoritários, elitistas e conservadores de
ensino.”
81