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Tipos de Variação Linguística

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Variação Linguística

POR 1 - 2018
Variações linguísticas:

► Níveisdiferentes da linguagem adaptados a


situações específicas.
Variações linguísticas

As línguas têm formas variáveis porque as


sociedades são divididas em grupos: há os mais
jovens e os mais velhos, os que habitam uma
região ou outra, os que têm esta ou aquela
profissão, os que são de uma ou de outra classe
social e assim por diante.
Variantes linguísticas

► As variações linguísticas são consequência


lógica e natural da evolução da língua e das
relações comunicativas estabelecidas pelas
comunidades linguísticas.
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
1) Diatópica: é a variação regional.É uma mesma língua sendo
falada de forma diferente dependendo da localidade.

2) Diafásica: ocorre em situações de fala. A mesma pessoa muda a


sua maneira de falar dependendo do ambiente (formal ou
informal → registro).

3) Diastrática: ocorre nos grupos sociais, nas comunidades. Por


exemplo: os advogados, os surfistas, os religiosos, os
marinheiros etc.

4) Diacrônica: ocorre através do tempo. São as pessoas do mesmo


grupo social ou da mesma região mudando a maneira de falar
com o decorrer dos anos.
Variantes Regionais
► Sotaques e expressões
típicas de cada região do
país.

mexerica - tangerina
macaxeira - aipim
farol - sinaleiro
carteira - carta
Variantes de Época

telephone

escriptorio

pharmacia
Variações sociais
► Norma popular
“Tu vai comigo no cinema amanhã?”
“Então nóis ia tacá pedra nos namorado...”

► Norma culta
“A estrutura de uma filosofia é o que ela tem de mais patente e
de mais oculto ao mesmo tempo. Patente, porque está presente
em todas as suas partes, mesmo as mais ínfimas e humildes, as
quais nada são fora dela. Oculto, porque só está presente no
fundo, como chave de travamento do conjunto, e jamais como
parte ou tema explícito em qualquer das partes.”
QUE NORMA USAR?

► Não é importante somente saber usar a


norma culta, mas saber escolher a
variedade linguística adequada para cada
situação.

→ Princípio da ADEQUAÇÃO LINGUÍSTICA


REGISTROS INFORMAL E FORMAL
Variações da fala
I) Variação coloquial:

* Não há tanta preocupação com a norma padrão;


* Frases curtas, de estrutura sintática simples;
* Uso de gírias e expressões populares;
* Simplicidade vocabular – repertório pequeno;
* Redução e simplificação fonológica de vocábulos;
* Presença rara de nexos subordinativos;
* Uso de gestos, expressão corporal e facial.
Exemplos de variação coloquial
1) Onde é que tu vai, moço? Não te falei que é melhor
tu esperá aqui? Ela vai voltar, se aguenta aí.…

2) Essa juventude de hoje é tudo apressado, quer tudo


na hora. Espera que a moça já vem.

3) Você sabe que eu te amo.

4) Ele tá mais pra lá do que pra cá.


5) Uso de “r” pelo “l” em final de
sílaba e nos grupos consonantais:

pranta/planta; broco/bloco.
6) Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher;
véio/velho.

7) Tendência a tornar paroxítonas as


palavras proparoxítonas: arve/árvore;

8) Redução dos ditongos: caxa/caixa;


pexe/peixe.
9) Simplificação da concordância: as
menina/as meninas.

10) Ausência de concordância verbal


quando o sujeito vem depois do verbo:
“Chegou” duas moças.

11) Uso do pronome pessoal tônico em


função de objeto (e não só na de sujeito):
Nós pegamos “ele” na hora.
12) Assimilação do “ndo” em “no”
(falano/falando) ou do “mb” em “m”
(tamém/também).

13) Desnasalização das vogais postônicas:


home/homem.
14) Redução do “r” do infinitivo ou de
substantivos em “or”: amá/amar;
amô/amor.

15) Simplificação da conjugação verbal: eu


amo, você ama, nós ama, eles ama.
Variações da fala
II) Variação formal oral:

 Frases mais extensas, de estruturação sintática mais


complexa em comparação com o coloquial;
 Ausência de gírias e de expressões populares;
 Seleção vocabular mais apurada – o repertório
utilizado é mais vasto que no discurso coloquial;
 Não são frequentes a redução e a simplificação
fonológica de vocábulos.
EXEMPLO:

– Caros senhores, estamos reunidos aqui


para uma discussão muito importante. Na
semana passada, fomos surpreendidos pela
decisão do conselho de demitir três funcionários
deste setor. Diante das causas apresentadas,
não podemos aceitar tal determinação.
Variações da fala
III) Variação oratória oral:

► Frasesde estruturação sintática rebuscada;


► Seleção vocabular ainda mais acurada - o
repertório utilizado é mais vasto que no
discurso formal.

Ocorrência: discursos diplomáticos.


Variações da escrita
I) Variação informal escrita:

► Preocupação maior com a mensagem e menor


com a gramática normativa;
► Construções sintáticas simples;
► Seleção vocabular simplificada;
► Pouco uso de nexos coesivos;
► Permissão de uso de expressões coloquiais;
► Pontuação aleatória, uso principalmente do ponto.
Exemplo de escrita informal

Mamãe,
Não venho dormir hoje em casa. Deixei
comida pronta na geladeira. O papai ligou,
deve chegar mais tarde hoje. Beijos.
Exemplo de escrita informal

– Botafogo bota pra quebrar e detona


Vasco na semifinal.
Variações da escrita
II) Variação formal escrita:

 Preocupação tanto com a mensagem quanto com a


gramática normativa;
 Construções sintáticas mais rebuscadas que na
variação informal;
 Ampla seleção vocabular;
 Preocupação com nexos coesivos;
 Pontuação a favor da compreensão do texto – uso
do ponto, da vírgula, dos travessões etc.
“Os nossos deputados não perdem uma
oportunidade para aparecer na televisão. Basta
ligar o aparelho aos serões: a vida política, hoje,
faz-se nos estúdios, não no parlamento – um
hábito lusitano que nos coloca ao nível da
Venezuela.”

(João Pereira Coutinho. Serviços Públicos (fragmento). Publicado


no Correio da Manhã em 07 JAN 2018.
Variações da escrita
III) Variação literária escrita:

► Escritasegundo a gramática normativa;


► Construções sintáticas ainda mais rebuscadas que
no formal;
► Ampla seleção vocabular;
► Nexos coesivos usados em abundância;
► Ausência de expressões coloquiais.
EXEMPLO:

“Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E,


aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada,
uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o
homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra
que passou. Daí, vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que
sabem os seus mortos na vala comum; parece-lhes que a
podridão anônima os alcançaria a eles mesmos.”

(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)

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